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Balada musical

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  • Balada musical

    Altin Gün renova o Anatolian rock em "Garip", seu sexto álbum

    07/03/2026
    Baseado em Amsterdã, o grupo Altin Gün (“Era de Ouro”, em turco) mistura rock psicodélico e folk da Turquia para renovar um gênero conhecido como Anatolian rock. Dessa fusão, nasce um som hipnótico e dançante, uma miscelânea de timbres que mergulha o ouvinte em um irresistível “groove oriental”.
    Daniella Franco, da RFI
    A história do Altin Gün começou em 2016, quando o baixista holandês Jasper Verhulst fez uma turnê na Turquia e conheceu alguns músicos da formação inicial da banda. Entre eles, Erdinç Ecevit Yıldız e Merve Daşdemir, que deixou o grupo há dois anos. O sexteto estreiou com o álbum, “On”, em 2018, causando um furor na cena indie. 
    Após a indicação ao Grammy em 2019 na categoria melhor álbum de world music, o Altin Gün investiu em imensas turnês mundiais. Em 2023, a banda contabilizou quase 100 shows pelo pelo planeta na divulgação do álbum "Aşk". A turnê acabou resultando na saída de Merve Daşdemir do grupo.
    No fim de fevereiro, o Altin Gün lançou seu sexto álbum, "Garip", um trabalho mais maduro e lapidado, composto por dez faixas que alternam momentos dançantes e passagens mais introspectivas. Deste disco, a Programação Musical da RFI escolheu para a sua playlist a faixa "Neredesin Sen". Aumente o som!
    *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
  • Balada musical

    AfrotroniX e seu novo álbum KÖD: os novos horizontes eletrônicos da memória africana

    28/02/2026
    Grande representante do afrofuturismo na música, AfrotroniX — ou Caleb Rimtobaye — vem dominando a cena eletrônica com mixagens vanguardistas e performances empoderadas. No início deste ano, ele lançou KÖD: uma obra em que modernidade e tradição se entrelaçam em 27 faixas de pura experimentação.
    Daniella Franco, da RFI
    Do Makossa camaronense ao blues touareg, passando pelos cantos da etnia toubou, AfrotroniX percorre a vastidão sonora do continente africano e a funde a batidas eletrônicas pulsantes. Com uma identidade visual e figurinos frequentemente comparados aos de Daft Punk, o artista constrói um universo distópico em que a herança cultural é sua base.
    Em KÖD, AfrotroniX reúne talentos de diferentes regiões da África, criando um espaço para descoberta e celebração da nova geração. O resultado é uma cartografia sonora singular que transita entre raízes profundas e horizontes em expansão.
    *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
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    A cantora e violonista iraniana Aida Nosrat: uma viagem entre as culturas persa e cigana

    21/02/2026
    Impedida de seguir sua carreira artística no Irã, seu país natal, a cantora Aida Nosrat reinventou-se na França, onde construiu uma obra que cruza tradições persas e influências ciganas. Seu primeiro álbum solo, "Common Routes", lançado em janeiro e tema desta edição do Balada Musical, nasce justamente desse encontro e sua paixão pelas duas culturas.
    Daniella Franco, da RFI
    Nascida em Teerã em 1984, Aida Nosrat iniciou-se cedo na música: flauta doce aos seis anos, violino aos dez. O talento precoce a levou, aos 17, à Orquestra Sinfônica da capital iraniana, enquanto aprofundava o estudo do canto tradicional persa. Mas, no Irã, jamais pôde construir uma carreira solo — as leis islâmicas proíbem mulheres de se apresentarem sozinhas em público. Em 2016, decide então partir para a França, onde finalmente mergulha de vez na trajetória de cantora.
    Em Paris, Aida Nosrat mantém viva a tradição musical persa, mas amplia seus horizontes ao mergulhar em outros estilos, como o flamenco e o gypsy jazz — ou manouche, como o gênero é conhecido na França. Ao lado do violonista iraniano Babak, forma uma dupla com a qual lança, em 2016, o álbum "Manushan". Nesse mesmo período, passa a integrar o coletivo feminino de musicistas iranianas exiladas, o "Atine", com quem grava, em 2020, o disco "Persiennes d’Iran" (Persas do Irã”, em tradução livre).
    Nos últimos anos, Aida Nosrat voltou-se definitivamente para a carreira solo, lançando dois EPs que pavimentaram esse novo caminho. No fim de janeiro, apresentou seu primeiro álbum completo, "Common Routes", pelo selo francês Accords Croisés. A obra — destaque desta edição do Balada Musical — é uma travessia afetiva entre duas matrizes que moldam sua identidade artística: a cultura persa e o universo cigano.
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    O rap do franco-congolês Abd Al Malik: música para 'superar o fardo da escravização'

    14/02/2026
    Abd Al Malik ou Régis Fayette-Mikano é músico, compositor e cineasta, nascido em Paris, em 1975, de pai e mãe congoleses. No início deste ano, lançou seu segundo longa-metragem, acompanhado de uma engajada trilha sonora.
    Veterano da cena hip-hop francesa, Abd Al Malik fundou na adolescência o lendário New African Poets, com quem lançou três álbuns, o último deles em 2000. Desde então, passou a investir na carreira solo e seu segundo disco, “Gilbratar”, de 2006, encantou a crítica, fazendo sua carreira deslanchar. 
    A partir dos anos 2010, Abd Al Malik também começa a se dedicar às produções cinematrográficas. No início deste ano, estreou nos cinemas seu segundo filme, “Furcy, né libre” (“Furcy, nascido livre”), adaptado do livro "L’Affaire de l’esclave Furcy" ("O caso do escravo Furcy"), do escritor franco-argelino Mohammed Aissaoui. O trabalho é embalado pelo álbum “Furcy Héritage”: nove faixas com parcerias de nomes do rap francês, Soprano, Youssoupha, Nèg’ Marrons, entre outros.
    "Eu sabia que queria fazer um filme amplo, que fosse uma ferramenta cultural, pedagógica mesmo, e de reconciliação. Alguma coisa que nos permita dizer: ‘devemos e podemos superar o fardo da dor da escravização’ e avançar, para construir uma nova França, uma verdadeira nação", disse, em entrevista à RFI. 
    Para saber mais sobre o trabalho de Abd Al Malik, clique no "play" e aumente o som!
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    Queen Rima: rainha do dancehall de Guiné e vencedora do prêmio Découvertes da RFI

    07/02/2026
    Queen Rima ou Marie Ouria Tolno – seu verdadeiro nome – nasceu em 1997 em Conakry, na Guiné, e é considerada hoje uma das maiores figuras do dancehall da África Ocidental. Primeira mulher a se dedicar a um gênero dominado por homens em seu país, ela venceu em 2025 o prêmio Découvertes da RFI, concurso realizado todos os anos para destacar novos talentos da cena musical do continente africano. A rainha prepara seu primeiro álbum, que deve ser lançado neste ano.
    A carreira de Queen Rima começou no hip-hop, mas pouco a pouco ela começou a se aventurar em um estilo originário na Jamaica e até então exclusivamente popular entre artistas masculinos na Guiné. A aposta no dancehall deu certo, graças à coragem, à força de sua identidade artística e a uma presença de palco poderosa. A escolha de Marie de cantar em vários idiomas africanos – soussou, pular, wolof – além do francês e do inglês, contribuiu para a sua projeção para além das fronteiras de seu país. 
    Além de vanguardista no dancehall, Queen Rima é também a rainha do empoderamento feminino na Guiné. Nas letras de suas músicas, ela denuncia as discriminações e as injustiças que vivem as suas conterrâneas, seja na sociedade ou no universo artístico: dificuldades que ela mesma enfrentou. O tema é abordado nas faixas "Boss up" e "Badman", que você pode conferir nesta edição do Balada Musical. 
    *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

Sobre Balada musical

Todos os sábados, o programa Balada Musical destaca os sucessos da Programação Musical da RFI. A cada edição, a jornalista Daniella Franco e o programador musical Hugo Casalinho apresentam faixas recém lançadas por artistas e grupos célebres na cena cultural e outros que começam a despontar. Aumente o som!
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