Balada musical

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- Leon Bridges é hoje um dos principais nomes do R&B norte-americano. Dono de uma voz aveludada e calorosa, o cantor ganhou projeção na década passada com composições inspiradas no soul dos anos 1960. Em seu quinto álbum de estúdio, lançado no fim de setembro, ele inaugura uma nova fase, mais ensolarada e com muito groove.
Leon Bridges – ou Todd Michael Bridges, seu verdadeiro nome – nasceu em Atlanta, na Geórgia, mas foi criado no Texas. É lá, no sul dos Estados Unidos, que deu os primeiros passos em sua carreira artística, em um contexto familiar profundamente religioso e conservador.
Em noites de “open mic”, ele apresenta suas primeiras composições, identificadas como R&B cristão. Anos mais tarde, o cantor revelaria em entrevistas ter se afastado da religião ao perceber que aquela vivência já não correspondia às suas convicções.
Em 2015, Leon Bridges lançou seu primeiro álbum, “Coming Home”, inspirado pelo soul da década de 1960 nos Estados Unidos e com hits que o fizeram despontar, como “River”. Nos trabalhos seguintes, “Good Thing”, de 2018, “Gold-Diggers Sound”, de 2021, e “Leon”, de 2024, o artista rompe com o estilo retrô e se conecta com um R&B contemporâneo.
No final de setembro, o cantor lançou o seu quinto álbum, “Happiness Anytime”, produzido por Josh Lloyd Watson e a Lydia Kitto, da banda britânica Jungle. Não por acaso, esse disco álbum incorpora referências de afrobeat, disco music e groove dos anos 1970, que conquistaram a crítica. Segundo a revista Pitchfork, o trabalho oferece “uma música reconfortante, destinada a acalmar o espírito em tempos difíceis”.
*** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer. Solana, a cantora nigeriana que navega entre a tradição iorubá e a modernidade do afrobeats
03/10/2026Jovem talento da cena musical nigeriana, a cantora e compositora Solana vem sendo descrita pela imprensa especializada como “a rainha do Yorupop”, estilo que mistura a tradição e a língua iorubá com afrobeats e pop. Neste ano, a artista lançou “Dide” e “Okunkun”, duas faixas que chamaram a atenção da crítica e do público.
Daniella Franco, da RFI
Em entrevistas, Solana conta que a música sempre esteve presente em sua vida, já que a mãe é uma grande fã de afrobeats, e a artista cresceu ouvindo os clássicos deste estilo. Aos seis anos, compôs sua primeira música e o impulso criativo nunca mais a deixou.
No entanto, foi apenas no segundo ano de faculdade que uma colega de Solana, que trabalhava em um estúdio musical, a ouviu cantar e a convidou para gravar uma de suas composições. Segundo a artista, foi a partir deste momento que sua carreira na música começou oficialmente.
Em seguida, a partir de 2020, por meio da iniciativa “emPawa Africa”, criada pelo cantor e empresário nigeriano Mr Eazi, para impulsionar jovens artistas, Solana começou a colaborar com outros talentos da cena musical nigeriana, como Joeboy, Falz e Victony. Entre esses encontros, um em particular marcou uma virada na trajetória de Solana: a parceria com o produtor nigeriano Killertunes, uma das figuras mais influentes do afrobeats contemporâneo.
Nas palavras da própria cantora, foi o Killertunes quem a ajudou a ganhar confiança, lapidar sua identidade sonora e a explorar novos caminhos criativos. Juntos, eles lançaram a faixa "Badder" em 2021 e, neste ano, a "Okunkun", que caiu no gosto de celebridades como SZA, Tyla e Diplo.
O som de Solana pode ser conferido também na playlist da Programação Musical da RFI.
*** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.Lenda do reggae, Tiken Jah Fakoly realiza sua primeira turnê sul-americana, com dois shows no Brasil
19/09/2026Um dos maiores nomes do reggae, o costa-marfinense Tiken Jah Fakoly iniciou nesta semana sua primeira turnê pela América do Sul, com duas apresentações no Brasil, em uma iniciativa que conta com o apoio da RFI. Em entrevista ao Balada Musical, o artista falou sobre as lutas que aproximam povos africanos e sul-americanos e sobre o atual cenário político mundial, que considera preocupante.
Daniella Franco, da RFI
Há 26 anos Tiken Jah Fakoly vencia, na RFI, o Prêmio Descobertas, uma das maiores plataformas de promoção na França de novos nomes da música africana. Mas muito mais que um reggaeman, o costa-marfinense se tornou, ao longo das décadas, um defensor da justiça internacional e o porta-voz dos povos oprimidos.
Sobre esta que será a sua primeira turnê na América do Sul, Tiken contou ao Balada Musical ter grandes expectativas. "Espero que os fãs marquem presença e que possamos cantar juntos, dançar juntos, falar de paz, de união, de justiça, de igualdade, porque esses são temas essenciais", diz.
Para o artista, latinos e africanos têm muito a compartilhar, como a luta contra a colonização e o combate pela liberdade. "Enfrentamos os mesmos problemas até hoje, com desafios em comum diante dos todo‑poderosos. Por isso, tenho certeza de que minha mensagem se adapta à realidade do público da turnê."
Nos últimos tempos, Tiken Jah Fakoly estreitou os laços com a América do Sul, resultando em parcerias com músicos da região. Há dois anos, uma versão acústica de seu famoso hit "African à Paris" ganhou a participação de Chico César.
Mais recentemente, em junho, o costa-marfinense gravou a canção “Forola”, com Carlinhos Brown, cantada no idioma dioula e em português. A faixa faz parte do repertório dos dois shows de Tiken no Brasil: neste sábado (19), no Rio, e no próximo dia 27, em Olinda, duas apresentações dentro da grade do Mimo Festival.
A passagem do reggaeman pelo Brasil ocorre a poucos dias do primeiro turno das eleições, um momento de forte polarização no país. Por isso, Tiken pretende transmitir uma mensagem conciliadora ao público: "Hoje, o diagnóstico é claro no mundo inteiro: o nacionalismo está crescendo, assim como a rejeição do outro e o egoísmo. Não é isso que devemos fazer. Precisamos nos reunir, agir juntos, encontrar soluções para que a humanidade possa ser uma família".
*** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.- Após singles e um EP vibrantes, a cantora e compositora britânica Alewya acaba de lançar seu primeiro álbum. Misturando eletrônica, R&B, dancehall e ritmos africanos, ela conquista a crítica com uma música instintiva, guiada por uma voz hipnótica, texturizada e profundamente marcada por suas origens africanas e árabes.
Daniella Franco, da RFI
Alewya Demmisse nasceu na Arábia Saudita, filha de mãe etíope e pai egípcio. Depois de passar os primeiros anos da infância no Sudão, mudou-se com a família para Londres como refugiada — uma trajetória que marca a sua arte.
Primeiramente atraída pela pintura e pelo desenho, a música entra quase por acaso em sua vida, ao criar uma trilha sonora para uma animação que produziu. O experimento traçou seu caminho: apoiada por nomes influentes da cena londrina, lançou o single “Sweating” em 2020 e, no ano seguinte, o EP “Panther in Mode”, que a apresentou como artista multidisciplinar e com uma estética própria.
Cinco anos depois, chega “Zero”, seu primeiro álbum, pelo selo LDN Records: com 15 faixas que foram acolhidas de forma calorosa pela imprensa especializada dentro e fora do Reino Unido.
O disco é descrito como “impressionante”, um trabalho que confirma o talento de uma artista capaz de concentrar múltiplas emoções em um mesmo impulso criativo.
*** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer. - O trio britânico Jungle acaba de lançar “Sunshine”, seu quinto álbum, reafirmando uma trajetória brilhante no electrofunk. Embora muita coisa tenha mudado desde a explosão da faixa “The Heat”, em 2013, a banda segue evoluindo sem abrir mão da própria essência.
Bem recebido pela crítica, “Sunshine” reúne 11 faixas menos complexas que os trabalhos anteriores, porém mais luminosas e ancoradas no groove característico do grupo. O disco revela também uma escolha clara da banda de se desviar da estética de pista de dança, enquanto resgata influências dos anos 1960 e 1970 para criar uma atmosfera nostálgica.
O lançamento marca um capítulo importante na história do Jungle, que chegou a ter sete integrantes nos primeiros anos. Hoje, o grupo se concentra na dupla fundadora — Josh Lloyd Watson e Tom McFarland — e, desde o início dos anos 2020, conta com a vocalista e multi-instrumentista britânica Lydia Kitto, que se consolida como parte essencial da assinatura sonora da banda. A presença dela é especialmente notável em “The Wave”, faixa escolhida para integrar a playlist da Programação Musical da RFI.
*** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
Sobre Balada musical
Todos os sábados, o programa Balada Musical destaca os sucessos da Programação Musical da RFI. A cada edição, a jornalista Daniella Franco e o programador musical Hugo Casalinho apresentam faixas recém lançadas por artistas e grupos célebres na cena cultural e outros que começam a despontar. Aumente o som!
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