

Após deixar L’Impératrice, Flore Benguigui retorna às suas raízes do jazz
03/1/2026
Nesta primeira edição do Balada Musical de 2026, celebramos o talento e a trajetória de Flore Benguigui, cantora e compositora francesa que marcou uma geração de fãs como a voz da banda L’Impératrice ao longo de nove anos. Após encerrar esse ciclo marcado por violências psicológicas, a artista inicia uma nova fase, resgatando sua essência e abrindo caminhos para uma história renovada na música. Flore Benguigui iniciou sua formação musical ainda criança, estudando violoncelo e piano. Na adolescência, descobriu o jazz e se apaixonou por Chet Baker e Nat King Cole. Esse encanto a levou ao conservatório e, em seguida, aos palcos de clubes parisienses. Mesmo durante os nove anos em que foi vocalista da banda L’Impératrice, Flore nunca abandonou sua profunda ligação com o jazz. No último mês de dezembro, a cantora lançou um single em parceria com o coletivo The Sensible Notes, marcando o início de uma nova fase em sua carreira. Como cartão de visitas desse projeto, duas releituras: “Dis, quand reviendras-tu?”, de Barbara, e “More Understanding Than a Man”, de Margo Guryan, escolhida pela Programação Musical da RFI para integrar sua playlist. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

Do flamenco de Rosalía ao ícone do rap latino Bad Bunny: os dez melhores álbuns de 2025
27/12/2025
Nesta edição especial do Balada Musical, apresentamos os dez melhores álbuns de 2025 — alguns deles já em destaque na Programação Musical da RFI. Da ousadia de Rosalía ao rap latino irresistível de Bad Bunny, passando pela energia excêntrica do Wet Leg e pelo afro‑rock vibrante do Baiana System, embarque numa viagem pelos sons que marcaram o ano. Daniella Franco, da RFI 2025 teve protagonismo feminino no pop e a volta do rock à cena musical. Já em janeiro, um dos álbuns mais aclamados pela crítica, "Eusexua", da britânica FKA Twigs, dava o tom da temporada. Mas foi "Lux", de Rosalía, que conquistou definitivamente a crítica, ao combinar música clássica, eletrônica e flamenco em um dos discos mais provocativos do ano. No rap, “Debí Tirar Más Fotos” consolidou o portorriquenho Bad Bunny como um ícone mundial da música latina. Ele divide o pódio com “Lotus”, o sexto álbum da brilhante artista britânica Little Simz. Do Reino Unido também vêm o melhor disco de indie do ano, “Moisturizer”, do Wet Leg, mas também “Who Let The Dogs Out”, das rainhas do punk Lambrini Girls. A crítica internacional não deixou de destacar dois dos melhores lançamentos brasileiros: "Um Mar Para Cada Um", de Luedji Luna, e "O Mundo Dá Voltas", da Baiana System. Para conferir a lista completa dos discos que marcaram 2025, aperte o play e aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

Trio francês LEJ celebra dez anos de carreira com novo álbum sobre o amor
13/12/2025
O trio francês LEJ volta aos holofotes, dez anos após conquistar o público com o remix “Summer 2015”, que ultrapassou a marca de quase 100 milhões de visualizações no YouTube graças à releitura vibrante de “Lean On”, de Major Lazer, MØ e DJ Snake. Mais maduras e com total liberdade criativa, Lucie, Elisa e Juliette acabam de lançar seu quinto álbum e se preparam para uma extensa turnê pela França em 2026. Formado ainda na pré-escola, em Saint-Denis, na periferia de Paris, LEJ é antes de tudo uma história de três décadas de amizade que se transformou em música. Essa cumplicidade se reflete em uma trajetória marcada pela ousadia: o trio mistura pop, chanson française e R&B com música clássica e eletrônica, criando uma sonoridade única que conquistou fãs dentro e fora da França. O novo trabalho, “S’aimer, c’est une galère” (“amar-se é uma luta”, em tradução livre), é descrito pelas artistas como um disco íntimo e geracional. As faixas abordam tanto a relação de Lucie, Elisa e Juliette com o mundo quanto experiências comuns entre os jovens adultos franceses. Um exemplo é “Tic-Tac”, escolhida pela Programação Musical da RFI para integrar sua playlist. O título transforma em humor e leveza os desafios financeiros do dia a dia, reafirmando a capacidade do trio de transformar dificuldades em uma música contagiante. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

Entre herança paterna e busca de identidade: o dream pop de Lulu Gainsbourg
01/11/2025
Filho caçula de Serge Gainsbourg e da cantora e modelo Bambou, Lulu Gainsbourg é um frequentador da cena musical desde criança. Ao contrário de muitos “nepo babies” da chanson française, o artista não apenas reconhece o rótulo, como também o incorpora — buscando, no entanto, trilhar um caminho próprio, por meio de um dream pop poético e criativo. Daniella Franco, da RFI em Paris Lucien ou Lulu Gainsbourg, é menos conhecido que sua meia-irmã Charlotte, mas cresceu sob os holofotes. Sua estreia nos palcos aconteceu aos dois anos de idade, durante um show de Serge Gainsbourg no Zénith de Paris, em 1988 — uma cena que permanece viva na memória dos fãs da música francesa. Hoje, aos 39 anos, ele não rejeita a herança familiar, sobre a qual reconhece há “vantagens, mas também inconvenientes”. Após lançar em 2011 seu primeiro álbum solo, “From Gainsbourg to Lulu”, em homenagem ao pai, ele lançou outros três discos: “Lady Luck”, em 2015, “T’es qui là”, em 2018, e “Replay”, em 2021, desconectados do monumento que Serge representa à chanson française. Ainda assim, a figura paterna — que Lulu perdeu precocemente, aos cinco anos — continua a ecoar em suas composições, que transitam entre o pop e o eletrônico. Um exemplo é a faixa Le syndrome de Peter Pan, do novo EP Nuit Infinie, em que o artista aborda a dificuldade de crescer. A canção, com atmosfera melancólica e arranjos delicados, revela mais uma camada da sensibilidade de Lulu, que segue construindo uma identidade musical própria, mesmo à sombra de um dos maiores ícones da música francesa. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

A cantora e compositora Célia Kameni: uma voz celestial no soul e jazz da França
25/10/2025
Os acordes celestiais de Célia Kameni puderam ser ouvidos durante alguns anos em colaborações com artistas franceses, como Yael Naim, Raphaël Imbert, Manu Katché e junto ao coletivo Big Band Bigre, do qual ela fez parte. Mas 2025 representa uma virada para a cantora e compositora natural de Lyon, no centro-leste da França. Depois dos dois primeiros singles, ela lançou recentemente “Méduse”, seu primeiro EP, primeiro pilar de sua carreira solo. O novo trabalho de Célia Kameni é composto por quatro faixas, três cantadas em inglês e uma em francês, com letras extremamente poéticas e introspectivas. Neste EP intenso e singular, a artista revela algumas das múltiplas facetas de sua identidade artística, onde percebe-se sua maestria em ir além das etiquetas. O resultado é um primeiro trabalho poderoso, com uma vibração soul e uma energia atmosférica, que nos remete aos universos de artistas como Björk, James Blake ou Radiohead - não por acaso nomes que influenciam o processo criativo da Célia Kameni. Deste primeiro EP tão íntimo e hipnotizante, a Programação Musical da RFI escolheu a faixa “Used”, em destaque nesta edição do Balada Musical. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.