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Balada musical

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    Aâma: o quinteto de jazz que faz a ponte entre a França e a África

    04/07/2026
    Aâma é um grupo que transita entre o jazz contemporâneo e sonoridades tradicionais da África e do Mediterrâneo. Baseado em Lille, no norte da França, o quinteto desponta como uma das pepitas da nova cena musical do país.
    A banda surgiu em 2023, a partir do encontro entre a cantora francesa Emma Prat e o guitarrista Bertrand Maïlar, natural do Chade. Depois, o projeto ganhou corpo com a chegada do pianista Julien Girard, do contrabaixista Sami Foukani‑Descamps e do baterista Xavier Pernet.
    O primeiro álbum, "Le Jour où tout ira bien" (O dia em que tudo estará bem), lançado em março deste ano pelo selo Ba Zique, reúne treze faixas que convidam o público a atravessar um universo onírico e hipnotizante. O disco entrelaça percussões tradicionais do Chade a práticas musicais como o gnaoua, do Marrocos, e o diwan, da Argélia, criando uma paisagem sonora de rara delicadeza.
    Já a vocalista Emma Prat navega por influências búlgaras, gregas, turcas e francesas, moldando a voz a cerca de quinze línguas – mesmo sem falar todas elas. Outra fascinante particularidade: em algumas faixas, ela canta em uma língua imaginária, composta por palavras que inventa. Esse conjunto de referências e experimentações resulta em composições singulares, que combinam sensibilidade e ousadia e transcendem gêneros e fronteiras.
    *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
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    'Jeune & laide': o belo primeiro álbum da belgo-congolesa Camille Yembe

    20/06/2026
    Pouco mais de um ano após lançar seu primeiro EP, Camille Yembe retorna à cena musical com seu álbum de estreia. "Jeune & laide" é um trabalho intimista e poderoso, no qual a artista belgo‑congolesa aborda as dificuldades e o racismo vividos pela juventude periférica ao ritmo de um cativante techno‑pop.
    Daniella Franco, da RFI
    "Jeune et laide" — jovem e feia, em português — traduz um sentimento que Camille Yembé desenvolveu ainda na infância, em Molenbeek, na periferia de Bruxelas, onde nasceu e cresceu. Filha de mãe belga e pai congolês, a artista tinha dificuldade em valorizar seus traços e se reconhecer em uma sociedade em que a branquitude dita os padrões de beleza.
    Mas as composições de Camille Yembé não se limitam aos traumas físicos: elas se expandem para o coletivo e abordam também o lado mais sombrio da juventude periférica. As dificuldades financeiras, a falta de perspectiva e a estigmatização dos jovens dos bairros populares também estão no centro de seu trabalho — tudo isso embalado por sua voz aveludada e por um envolvente pop eletrônico.
    A Programação Musical da RFI escolheu para sua playlist a canção "Rien à Fêter" (Nada a festejar). A faixa, que pode ser ouvida nesta edição do Balada Musical, é um manifesto poderoso que traz à tona injustiças silenciadas e a necessidade urgente de soluções. Aumente o som!
    *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
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    Trio Bakir e seu 1° EP: música eletrônica magrebina de denúncia e resistência

    13/06/2026
    Bakir é um trio de música eletrônica formado em 2023 por Hicham Id Saïd, Alexandre Bellando e Yoan Guéraud. Baseados entre Marselha, Itália e Marrocos, eles combinam ritmos do Norte da África com batidas eletrônicas e letras de forte teor político. O grupo lançou recentemente seu primeiro EP, “All’Alba”.
    “All’Alba” (“Ao amanhecer”, em italiano), do selo francês Gros Oeuvre Records, reúne sete faixas que misturam texturas eletrônicas a instrumentos tradicionais marroquinos, cantadas em árabe, francês e italiano. Além de mergulhar na cultura do Magrebe, o EP aborda de maneira contundente alguns dos grandes desafios humanos contemporâneos: migrações, guerras, exílios e as lutas pela liberdade.
    Desde os primeiros segundos, a mensagem do Bakir se impõe. A faixa de abertura, “Printemps” (Primavera, em francês), traz o célebre slogan entoado pelos manifestantes da Primavera Árabe em 2011: “o povo quer a queda do regime”. Já “Tahia Palestine” denuncia as injustiças sofridas pelo povo palestino e a inação de parte da comunidade internacional ao longo de décadas.
    No conjunto, “All’Alba” é um trabalho que merece atenção tanto dos fãs de música eletrônica quanto de quem acompanha a produção cultural árabe contemporânea. Original e politicamente vibrante, o EP convida à consciência e ao engajamento por meio da música – lembrando que a cultura também é um espaço de memória, reflexão e mobilização.
    *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
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    Juste Shani consolida ascensão no rap francês com técnica e feminismo

    30/05/2026
    Juste Shani é uma jovem musicista, compositora e intérprete, considerada uma das novas representantes do rap na França. A artista ganhou notoriedade ao ancorar suas composições em um rap técnico, com influências afro-urbanas e letras feministas — algo que ela descreve como “natural” em um meio por muito tempo dominado por homens.
    Daniella Franco, da RFI
    Nascida em uma cidade da periferia de Paris, de origem congolesa e senegalesa, Juste Shani descobriu a música ainda na infância e mergulhou no universo do R’n’B antes de se apaixonar pelo rap. Paralelamente, se aventurou nos esportes, chegando a jogar por alguns anos em um pequeno clube parisiense.
    Muito distante do estereótipo do rapper, Juste Shani também investiu nos estudos de comércio e marketing, assumindo cargos executivos durante alguns anos, ao mesmo tempo em que participava de concursos musicais. Depois de abrir o show do célebre grupo IAM no Olympia, em Paris, em 2021, sua carreira deslanchou.
    Hoje, com dois EPs lançados, cresce a expectativa por seu primeiro álbum. Seu novo single, “Tout Schuss”, é um sinal de que o disco pode estar prestes a sair do forno.
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    Balu, a nova voz da rumba congolesa que mistura tradição e modernidade

    09/05/2026
    Jocelyn Balu ou simplesmente Balu – seu nome artístico – é um compositor e cantor natural de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. O artista é um dos novos representantes da rumba congolesa, e propõe uma mistura deste gênero com afrobeat, jazz e rock, criando uma sonoridade que a imprensa especializada já apelidou de “folk da rua”.
    A preservação da tradição musical congolesa é, para Balu, uma missão pessoal. A paixão pela rumba surgiu ainda na infância. Aos 14 anos, enviado para um internato, ele iniciou os estudos de canto e passou a integrar um coral gospel. Mais tarde, fundou a banda Les Aigles de la Révolte, experiência que abriu caminho para sua entrada na histórica Bakolo Music International, um dos grupos mais importantes e tradicionais da rumba no país.
    Em 2020, Balu se radicou em Montpellier, no sul da França, onde começou a desenvolver seu primeiro projeto solo. Seis anos depois, o artista lança “Borumba”, um trabalho recém-saído do forno. A Programação Musical da RFI selecionou para sua playlist a faixa “Borumba Song”, que abre o disco e que pode ser conferida nesta edição do Balada Musical. 
    *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
Sobre Balada musical
Todos os sábados, o programa Balada Musical destaca os sucessos da Programação Musical da RFI. A cada edição, a jornalista Daniella Franco e o programador musical Hugo Casalinho apresentam faixas recém lançadas por artistas e grupos célebres na cena cultural e outros que começam a despontar. Aumente o som!
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