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    "África está a competir e a incomodar favoritos" no Mundial de Futebol 2026

    24/06/2026
    Com 10 selecções a competir, as equipas africanas têm-se destacado no Mundial de Futebol de 2026 pela sua competitividade, com as prestações a serem muitas vezes consideradas por analistas como "milagres" ou "revelações". Para Edgar Leandro, director de Marketing e Desenvolvimento de Negócios no African Union Sports Council – Região 5, trata-se de uma aposta do continente numa maior preparação técnica e da gestão da competição.
    África participa com o maior número de selecções de sempre neste Mundial e os resultados estão a surpreender o mundo do futebol, com Marrocos, Egipto, Argélia, Costa do Marfim, Gana e talvez Cabo Verde a provavelmente conseguirem apurar-se para a próxima fase da competição. Se o talento nunca esteve em causa quanto aos jogadores africanos, é a aposta do continente na preparação física, técnica e estratégica que está a fazer a diferença neste Mundial como explica Edgar Leandro, director de Marketing e Desenvolvimento de Negócios no African Union Sports Council – Região 5, em entrevista à RFI.
    "O Mundial de 2026 confirma uma mudança histórica. A África já não está apenas a participar. África está a competir, está a incomodar favoritos e a obrigar o mundo a olhar para o continente com outra seriedade. É uma mudança de percepção. Durante muito tempo, as selecções africanas entravam nas grandes competições mundiais com muito talento, com emoção, com esperança. E hoje está a ser visto neste Mundial em particular. Entram com mais organização, já têm mais maturidade competitiva, já têm uma consciência clara de que não basta apenas representar o continente, é preciso competir ao mais alto nível. Naturalmente, isso ainda a África ainda tem. Tem falhas estruturais, mas o mundo já percebeu que enfrentar hoje uma equipa africana deixou de ser um jogo previsível", indicou o dirigente angolano.
    Com a popularidade e talento das selecções africanas já confirmada neste Mundial, Edgar Leandro diz que o continente tem agora de apostar em maior financiamento para o desporto em geral.
    "África pode competir melhor do que nunca em organizações internacionais. Mas ganhar exige mais do que talento. Exige profundidade de investimento, gestão desportiva com com eficácia a gestão emocional. As federações devem estar bem organizadas. A ambição deve sair do emocional para o realismo. Nós temos, de facto, que transformar o talento em sistema, pois África produz muitos bons jogadores há muitos anos. Agora nós precisamos de começar a produzir estruturas, academias de futebol, dados, scouting. Precisamos de investir na preparação mental dos jogadores, na liderança federativa. Precisamos investir mais nas preparações técnicas para deixarmos de sair do emocional para o realismo. Se nós fizemos isso, eu tenho a plena certeza que a África vai deixar de sonhar mais alto e começar a realizar mais os seus sonhos", concluiu.
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    Samir: «Vibrei muito com os primeiros golos de Cabo Verde no Mundial»

    22/06/2026
    A segunda jornada da fase de grupos do Mundial de futebol masculino fica encerrada na terça-feira, 23 de Junho, com quatro jogos, entre eles o encontro entre Portugal e o Uzbequistão.
    Dois países lusófonos já disputaram os respectivos jogos da segunda jornada: o Brasil venceu, enquanto Cabo Verde empatou.
    Segundo jogo e segundo ponto para os Tubarões Azuis. Na sua estreia num Mundial de futebol, Cabo Verde empatou pela segunda vez. Após o empate sem golos diante da Espanha, desta vez os cabo-verdianos empataram frente ao Uruguai a duas bolas.
    Os dois tentos dos Tubarões Azuis foram apontados por Kevin Lenini Pina e por Hélio Varela, enquanto os golos uruguaios foram marcados por Maxi Araújo e por Agustín Canobbio.
    De referir que Kevin Lenini Pina marcou o primeiro golo num Mundial para Cabo Verde.
    Em entrevista exclusiva à RFI, Samir Fernandes, futebolista cabo-verdiano, que não está presente no Mundial, analisou o desempenho de Cabo Verde.
    Cabo Verde e o Uruguai ocupam o segundo lugar no Grupo H com dois pontos, à frente da Arábia Saudita com apenas um ponto, e atrás da Espanha que lidera com quatro, isto após a vitória dos espanhóis por 4-0 frente aos sauditas.
    Na terceira e última jornada, os cabo-verdianos vão defrontar os sauditas, enquanto os uruguaios vão medir forças com os espanhóis, a 26 de Junho nos Estados Unidos.
    Recorde-se que os dois primeiros de cada grupo, bem como os oito melhores terceiros, em 12 grupos, também seguem para os dezasseis-avos-de-final.
    No Grupo C, o Brasil venceu o Haiti por 3-0, em Filadélfia, nos Estados Unidos, e lidera agora a classificação com quatro pontos.
    Os brasileiros partilham o primeiro lugar com Marrocos. Os marroquinos venceram por 1-0 a Escócia em Boston, nos Estados Unidos.
    De notar que a Escócia ocupa o terceiro lugar com três pontos, enquanto o Haiti, sem nenhum ponto após duas jornadas, já está eliminado.
    Na terceira e derradeira jornada, os escoceses vão medir forças com os brasileiros, enquanto os marroquinos vão defrontar o Haiti.
    Por fim, Portugal vai enfrentar o Uzbequistão em Houston, nos Estados Unidos, na terça-feira, 23 de Junho, num jogo a contar para o Grupo K.
    Na primeira jornada, a selecção portuguesa empatou a uma bola diante da República Democrática do Congo, enquanto a Colômbia tinha vencido por 3-1 o Uzbequistão.
    De notar que três países já estão apurados para os dezasseis-avos-de-final da prova: o México, os Estados Unidos e a Alemanha.
    O Mundial decorre até dia 19 de Julho nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
    A RFI também aproveitou a oportunidade para abordar a carreira de Samir, 37 anos, que actuou no ES Baous, em divisões inferiores em França, nesta temporada 2025/2026.
    Ao microfone da RFI, Samir, avançado cabo-verdiano, revelou-nos como surgiu a paixão pelo futebol e como, hoje em dia, conjuga a carreira de futebolista com o emprego de monitor de desporto numa escola.
    Samir Fernandes já representou o Bragança, o Feirense, o Académico de Viseu e o Casa Pia, em Portugal, o Caudal, em Espanha, e dois clubes em França: Montet Bornala e ES Baous.
    O foco agora no futebol masculino está no Mundial antes do regresso das competições de clubes já em Julho.
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    Jean Sinisterra: «Colômbia e Portugal vão apurar-se para a fase seguinte do Mundial»

    19/06/2026
    A segunda jornada da fase de grupos do Campeonato do Mundo de futebol masculino arrancou na quinta-feira 18 de Junho nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Na primeira jornada, houve várias surpresas, inclusive os empates das três selecções lusófonas: Cabo Verde, Portugal e Brasil.
    A primeira jornada ficou encerrada na quarta-feira com os quatro derradeiros encontros, entre eles o de Portugal.
    A selecção portuguesa acabou por empatar a uma bola diante da República Democrática do Congo. O tento da selecção das Quinas foi apontado pelo médio do Paris Saint-Germain, João Neves, enquanto o golo dos Leopardos foi da autoria de Yoane Wissa.
    Primeiro golo num Mundial para a RDC que não tinha apontado qualquer tento em 1974 durante o Mundial que decorreu na República Federal da Alemanha.
    As duas equipas têm um ponto, e estão atrás da Colômbia. A selecção colombiana acabou por vencer por 3-1 o Uzbequistão na cidade do México.
    Os golos colombianos foram apontados por Daniel Muñoz, Luis Díaz e Jaminton Campaz, enquanto o único tento uzbeque foi da autoria de Abbos Fayzullaev.
    Em entrevista exclusiva à RFI, Jean Sinisterra, médio colombiano de 26 anos, que não está presente no Mundial, abordou as expectativas que tem em relação à Colômbia e também acredita que a selecção portuguesa vai dar tudo para levar Cristiano Ronaldo ao título mundial.
    Na segunda jornada, no Grupo K, Portugal vai medir forças com o Uzbequistão enquanto a Colômbia vai defrontar a RDC.
    No que diz respeito às outras selecções lusófonas, Cabo Verde, na sua estreia num Mundial, empatou sem golos diante da Espanha, enquanto a Arábia Saudita empatou a uma bola frente ao Uruguai em jogos a contar para o Grupo H. Na segunda jornada, os Tubarões Azuis vão medir forças com o Uruguai.
    Quanto ao Brasil empatou a uma bola diante de Marrocos, enquanto a Escócia venceu por 1-0 frente ao Haiti em jogos a contar para o Grupo C. Na segunda jornada, a Canarinha vai medir forças com o Haiti.
    De referir que nesta primeira jornada, houve outras surpresas: o Qatar pontuou pela primeira vez na sua história, empatando a uma bola diante da Suíça, a Austrália venceu a Turquia por 2-0, o Japão empatou a duas bolas com os Países Baixos, e o Egipto e a Bélgica empataram a uma bola.
    Recorde-se que os dois primeiros de cada grupo, bem como os oito melhores terceiros, em 12 grupos, também seguem para os dezasseis-avos-de-final.
    O Mundial decorre até dia 19 de Julho nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
    A RFI também aproveitou a oportunidade para abordar outros temas com Jean Sinisterra, médio colombiano que actuou na Académica de Coimbra na segunda parte da temporada 2025/2026.
    Ao microfone da RFI, Jean Sinisterra revelou-nos como surgiu a paixão pelo futebol e fez o balanço desta temporada em que acabou por subir para a segunda divisão de Portugal com a Académica.
    Jean Sinisterra, médio de 26 anos, já vestiu as camisolas do América de Cali na Colômbia, e do Hapoel Ramat Gan em Israel, bem como do Marinhense, do São João de Ver, do Anadia e da Académica de Coimbra em Portugal.
    O foco agora no futebol masculino está no Mundial antes do regresso das competições de clubes já em Julho.
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    Gonçalo Barbosa: «Gostaria de ver Portugal e Cristiano Ronaldo sagrarem-se Campeões do Mundo»

    15/06/2026
    O Campeonato do Mundo de futebol masculino arrancou a 11 de Junho e seis dos 12 grupos já tiveram o seu jogo de estreia.
    Até agora apenas uma selecção lusófona entrou em acção, o Brasil que acabou por empatar a uma bola diante de Marrocos.
    O único tento da selecção brasileira foi apontado por Vinícius Júnior, enquanto o da marroquina foi da autoria de Ismael Saibari.
    No grupo C, o Brasil e Marrocos têm um ponto cada um, enquanto a Escócia lidera com três pontos após o triunfo dos escoceses por 1-0 frente ao Haiti.
    As outras selecções lusófonas entram estes dias em campo. Nesta segunda-feira, Cabo Verde mede forças com a Espanha, num jogo a contar para o Grupo H, enquanto no mesmo agrupamento a Arábia Saudita defronta o Uruguai.
    Em relação a Portugal, a selecção das Quinas entra apenas em acção na quarta-feira, 17 de Junho, diante da República Democrática do Congo num jogo a contar para o Grupo K.
    A Selecção Portuguesa chega a este primeiro encontro com a confiança ao máximo após ter triunfado nos dois jogos de preparação, por 2-1 frente à Nigéria e igual resultado diante do Chile.
    Em entrevista à RFI, Gonçalo Barbosa, analista de futebol português de 32 anos, fez uma antevisão do primeiro encontro da prova para Portugal, e também abordou o que se pode esperar da África do Sul, ele que integra a equipa técnica do Mamelodi Sundowns, equipa sul-africana que venceu a Liga dos Campeões da CAF.
    De notar que o outro jogo do Grupo K vai opor o Uzbequistão à Colômbia na quinta-feira 18 de Junho.
    O Mundial de futebol decorre até 19 de Julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
    A RFI também aproveitou para abordar a experiência de Gonçalo Barbosa na Africa do Sul, ele que integra a equipa técnica de Miguel Cardoso no Mamelodi Sundowns.
    Esta época, o Mamelodi Sundowns venceu a Liga dos Campeões Africanos, derrotando na final os marroquinos do FAR Rabat por 2-1 no conjunto das duas mãos (1-0 e 1-1). Pela segunda vez na sua história, a equipa sul-africana levantou o título continental.
    Na Liga da África do Sul, o Mamelodi Sundowns terminou no segundo lugar, a um ponto dos vencedores, o Orlando Pirates (68 pontos contra 69). No entanto, o Mamelodi Sundowns é a equipa que tem o maior número de títulos da Premiership, 15, mas este número fixa-se em 18 se contamos com os três alcançados na National Soccer League.
    Ao microfone da RFI, Gonçalo Barbosa, que participou na sua primeira experiência fora de Portugal, fez um balanço da temporada da equipa conhecida com a alcunha “The Brazilians”, os brasileiros em tradução literal.
     
    Na mesma conversa, Gonçalo Barbosa também nos revelou como surgiu a paixão pelo futebol e de preferir integrar as equipas técnicas, ele que foi futebolista com uma curta carreira.
    Gonçalo Barbosa, enquanto treinador, adjunto e analista, representou o Padroense, o Trofense, o Varzim, o Leixões, o Arouca, o Sporting de Braga e o Vitória Sport Clube em Portugal, e agora o Mamelodi Sundowns na África do Sul.
    O foco agora no futebol masculino está no Mundial antes do regresso das competições de clubes já em Julho.
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    A estreia de um sonho: Tubarões Azuis prontos para o Mundial de Futebol

    11/06/2026
    Arranca esta quinta-feira, 11 de Junho, o Campeonato do Mundo de futebol e Cabo Verde está prestes a viver um dos momentos mais marcantes da história desportiva. Pela primeira vez, os Tubarões Azuis vão disputar a maior competição do futebol mundial, que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México até 19 de Julho. O seleccionador do Tubarões Azuis, Bubista, fala do orgulho de representar o país e da resiliência do povo cabo-verdiano.
    Qual é o sentimento de Cabo Verde após esta qualificação para o Mundial?
    É o sentimento de muito orgulho e muita emoção. Esta qualificação representa muito para o nosso povo. Costumo dizer que somos um país pequeno, em termos geográficos, mas com muita dignidade, muito trabalho e uma enorme capacidade de resiliência. Esta presença no Mundial faz com que o mundo inteiro olhe para Cabo Verde e reconheça a nossa força. 
    Somos um povo apaixonado pelo futebol. Os cabo-verdianos, tanto nas ilhas como na diáspora, estão muito satisfeitos com esta conquista. É um sentimento de enorme orgulho por tudo o que alcançámos e por todos os jogadores que acreditaram neste projecto desde o início.
    Os jogadores estão preparados para este desafio?
    Têm de estar preparados. Quando falamos com eles, sentimos que querem contribuir para que Cabo Verde seja cada vez mais conhecido no mundo. Querem fazê-lo com dignidade, profissionalismo e espírito de fraternidade.
    Como está a ser feita a preparação da equipa? Que exigências serão colocadas aos jogadores?
    As exigências serão naturalmente de alto nível. Vamos enfrentar adversários de grande dimensão no panorama mundial do futebol. Por isso, temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que a nossa equipa represente Cabo Verde com dignidade.Não teremos medo. Sabemos que existem diferenças significativas entre as selecções, mas queremos ser uma equipa organizada e disciplinada, capaz de minimizar essas diferenças através do trabalho colectivo.
    Vão defrontar a Espanha, uma selecção muito forte e que já foi campeã do mundo. É um adversário que impõe respeito?
    Sem dúvida. Todas as equipas do nosso grupo são muito fortes. O Uruguai também já foi campeão do mundo. A Arábia Saudita é campeã asiática e tem investido bastante no desenvolvimento do futebol.
    Cabe-nos fazer a nossa parte: sermos organizados tacticamente, disciplinados e competitivos. Também temos as nossas armas. Procuraremos ser fortes mentalmente para enfrentar as dificuldades que os jogos certamente nos colocarão. Vamos defrontar todos os adversários com dignidade, confiança e sem medo.
    O facto de Cabo Verde participar no Mundial poderá fazer com que os jovens cabo-verdianos se interessem ainda mais pelo futebol?
    Esse interesse já existe, sobretudo entre os nossos jovens e entre os filhos dos emigrantes que nasceram fora do país e que estão muito entusiasmados com esta qualificação.
    Naturalmente, estar no Mundial aumenta ainda mais esse entusiasmo. Os jovens percebem que existe a possibilidade de chegar aos maiores palcos do futebol mundial. Foi a união do nosso povo que nos permitiu atingir este nível. Ver a nossa bandeira ao lado das maiores potências do futebol mundial não tem preço.
    Esta qualificação é muito mais do que futebol. Tem um significado especial para o nosso país. Hoje, muitos jovens sonham representar a selecção nacional e isso é algo de enorme valor.
    Quando se fala de ídolos do futebol, fala-se muitas vezes de Messi ou Cristiano Ronaldo. A presença de Cabo Verde no Mundial poderá fazer com que os Tubarões Azuis também se tornem ídolos das crianças?
    Já o são. Em Cabo Verde, os nossos jogadores já são ídolos para muitas crianças. É frequente ouvi-las falar dos nossos atletas nas ruas.
    Actualmente, os nossos jogadores são cada vez mais conhecidos e valorizados a nível internacional. Como já referi, esta qualificação ultrapassa a dimensão desportiva. Tem impacto nas nossas comunidades espalhadas pelo mundo. Somos um país de emigrantes e as nossas comunidades sentem orgulho naquilo que temos conseguido alcançar.
    Tudo isto traz benefícios para Cabo Verde. Dá visibilidade ao país e aumenta o respeito das outras selecções e dos outros países pela nossa realidade e pelo nosso futebol.
    Acha que esta participação no Mundial poderá incentivar as autoridades a investirem mais no futebol e nas infra-estruturas desportivas?
    Tem de haver mais investimento no desporto. O futebol tem demonstrado o seu valor, mas não é o único exemplo. Outras modalidades também têm realizado um trabalho extraordinário. Temos campeões do mundo em modalidades individuais. O basquetebol já esteve presente em Campeonatos do Mundo.
    Para um país tão pequeno alcançar tudo isto, é importante que exista uma resposta adequada. A nossa comunidade desportiva merece e necessita de mais apoio e de melhores infra-estruturas.
    Os nossos atletas precisam de sentir que contam com o apoio do Estado e das instituições. Temos talento em todas as modalidades e capacidade para alcançar resultados de destaque a nível mundial. Precisamos apenas de criar melhores condições para que esse talento possa florescer.
    O que espera da participação de Cabo Verde no Mundial?
    Respeitamos todos os nossos adversários e também queremos ser respeitados. O mais importante é mantermos a nossa organização, a nossa disciplina e, sobretudo, a nossa força mental.
    Temos ambição e vontade de fazer coisas boas. A equipa técnica e os jogadores estão muito entusiasmados por participarem num Mundial. Vamos competir com dignidade, mas acreditamos que podemos alcançar resultados positivos.
    Que mensagem gostaria de deixar aos cabo-verdianos?
    Peço que continuem a acreditar na selecção, a apoiá-la e, acima de tudo, a manter a união que sempre nos caracterizou.Uma das coisas mais bonitas desta qualificação foi precisamente a união do nosso povo, dentro e fora do país. Por isso, peço confiança e que desfrutem deste Mundial.
    Da nossa parte, faremos tudo para que os cabo-verdianos se sintam orgulhosos da forma como representaremos o país nesta competição.
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Semanalmente, em média, damos-lhe conta da actualidade desportiva. Destaque para o desporto lusófono, nomeadamente em África, diáspora e a França.
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