Balanço e Fúria

Rodrigo Corrêa
Balanço e Fúria
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  • Balanço e Fúria

    Quantos latinos um gringo aguenta? com Claudia Manzo

    06/04/2026 | 1h 2min
    2026 começou marcado por uma série de acontecimentos que colocaram a América Latina no centro de disputas culturais e políticas. Do sequestro de Maduro, passando pela apresentação de Bad Bunny no Super Bowl, até o estrangulamento ainda mais violento dos Estados Unidos em relação a Cuba, vemos como cada um desses momentos produz impactos distintos no público. A euforia, o engajamento, ou a ausência deles, oferecem pistas para pensar aquilo que chamamos de “latinidade”: qual nos querem vender e qual estamos dispostos a comprar.
    Sabemos que, na velocidade dos acontecimentos, tomar os fatos mencionados acima como baliza para a conversa, já os coloca, em alguma medida, como ultrapassados. Mesmo assim, independentemente do timing ou do hype, é possível identificar uma tendência: a emergência de uma era “latin-core” no norte global, impulsionada tanto pelo esgotamento das linguagens estadunidenses e europeias quanto pela crescente circulação de produções latino-americanas. Nesse contexto, a tensão entre a latinidade como produto e a realidade histórica das produções que há muito tempo existem por aqui tende a se intensificar.
    Diante disso, junto de Claudia Manzo, recuperamos parte da história de uma produção musical que se coloca de forma radical, latino-americana e anti-imperialista, das experiências atravessadas pelas ditaduras, como a nueva canción, nueva trova e afins, até os desdobramentos que chegam às produções mais recentes, como o reggaeton, a cumbia e o funk.
  • Balanço e Fúria

    Breves notas sobre o privilégio (ou a falta dele), com Lê Almeida

    26/02/2026 | 59min
    Sonic youths de quebrada,  Pavements da baixada, Guided by voices do subúrbio, Built to spills do interior… o começo dos anos 2000 no Brasil foi prolífico no que diz respeito à criação de uma cena daquilo que podemos chamar de "indie”, que nos anos 90 chamariam de “guitar”, mas com um frescor de descentralização ainda maior.

    A razão de isso ter acontecido talvez esteja diretamente relacionada à forma incipiente como a internet se colocava naquele momento e à sensação de que você recebia um fluxo de informação na medida certa, compatível com o tempo de ler, ouvir e assimilar. CD-Rs, fóruns, Soulseek, MySpace e derivados.Mas a questão prática que marca a circulação e a longevidade dessas bandas e pessoas é o traquejo desenvolvido no meio do caminho quando não se está no centro da produção dessa estética. A malícia e o desenrolo precisam ser desenvolvidos no deslocamento até o centro, pra que às vezes as coisas possam dar certo e as vezes não.Nessa conversa com Lê Almeida falamos disso, das coisas que deram certo, que não deram e que vão dar.
  • Balanço e Fúria

    Keep the faith – o northern soul e o swing das margens com Lovesteady

    28/01/2026 | 58min
    Depois de uma semana inteira trancafiados por quase 10 horas diárias em uma fábrica qualquer de alguma cidade ao norte da Inglaterra, jovens entediados ansiavam pelos finais de semana e pelo encontro nos clubes que celebravam os singles mais raros de soul estadunidense dos anos 60. A camisa de botão mais bem passada, o sapato mais bem lustrado, anfetamina no bolso e acrobacias na pista de dança. Os clássicos da Motown e da Stax não eram o suficiente para eles.
    KEEP THE FAITH
  • Balanço e Fúria

    De Baden Powell a Sonic Youth com Kiko Dinucci [Discotecagem Comentada]

    28/01/2026 | 1h 55min
    Em fevereiro, encontramos @kikodinucci na Intercommunal Music, em uma escuta coletiva/processo de troca que toma seu último disco, “Rastilho”, como referência para desbravar aquilo que compôs suas referências estéticas, poéticas, sonoras e visuais na materialização desse disco.
    A Discotecagem Comentada é uma atividade que visa promover um espaço de encontro, audição e troca sobre obras e expressões que incorporam em sua forma diferentes tipos de luta, experimentos, invenções e alternativas para os meios de produção, de criação e de vida.

    Captação e edição por @igorsouzadbk
  • Balanço e Fúria

    Uma extrema-direita pra cada um – capitalistas, militares e cidadãos comuns com Odilon Caldeira Neto

    22/01/2026 | 1h 29min
    De 2016 para cá, já passou tempo suficiente para que deixemos de tratar a variada gama que compõe o espectro da extrema-direita mundial como uma novidade. Nesse intervalo, surgiram novas nuances, impulsionadas sobretudo pelo desenvolvimento tecnológico e pelas expressões culturais oriundas dos ambientes digitais, mas hoje nada disso nos surpreende. Após dez anos da primeira eleição de Trump e do golpe no Brasil, reconhecemos que a atuação das extremas-direitas deixou de ser apenas uma ameaça para se tornar um dado concreto, instaurado, normalizado e radicalizado em diferentes contextos do mundo.
    Nessa conversa com Odilon Caldeira Neto, partimos dos dilemas que se intensificaram nos últimos dez anos e cruzamos as conexões da extrema-direita que se estendem do fascismo histórico às formas contemporâneas da contracultura, passando pela política institucional e por suas expressões aceleracionistas e masculinistas. Trata-se de um campo capaz de arrebanhar não apenas homens brancos e velhos afetados pela crise de 2008, que escancarou as portas para um certo tipo de reacionarismo no norte global, mas também jovens precarizados dos países do sul.
    Acesse o link na bio para ouvir.

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Sobre Balanço e Fúria

Um podcast dedicado a interpretar as relações entre música e política.
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