A zona que hoje conhecemos como Martim Moniz sempre foi um espaço de fronteiras: entre o campo e a cidade, os de dentro e de fora, muçulmanos, cristãos, lisboetas e provincianos, rurais e urbanos, portugueses e estrangeiros. Mas é também um dos símbolos de uma cidade aberta, cosmopolita que o descaso, os experimentalismos urbanos e as modas ideológicas, ao longo dos séculos, tendem a manter eternamente à espera de uma solução.
Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o investigador e historiador de arte Tiago Borges Lourenço, sobre o Martim Moniz e a velha rua da Palma, a ferida aberta (e pulsante) no coração da cidade.
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