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Hora Americana - Podcast de História das Américas

Hora Americana
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Último episódio

67 episódios

  • Hora Americana - Podcast de História das Américas

    #14 - A Conquista do México e suas interpretações

    30/1/2026 | 59min
    Entre 1519 e 1521, a Mesoamérica vivenciou uma série de episódios que se mostraram decisivos para os destinos da história de nosso continente. Durante esses anos, ocorreu, naquela região, a chamada Conquista do México, evento bastante complexo que tem sido ao longo dos anos considerado como um marco fundador dos embates entre indígenas e espanhóis no Novo Mundo e como um dos fatores que abriram caminho para o início da colonização dos ibéricos no futuro Vice-Reino da Nova Espanha.
    Desde o século XVI, as narrativas sobre a Conquista atribuíam frequentemente protagonismo aos atores espanhóis que vivenciaram esse processo, com destaque especial para Hernán Cortez, apelidado por seus admiradores como o "Conquistador do México". Mesmo nas interpretações construídas desde a Época Moderna, como a leyenda negra, por exemplo, que demonizavam esse episódio, pintado com tintas de profunda violência e mortandade dos indígenas americanos, eram os europeus que ocupavam o centro da narrativa.
    Nos últimos anos, os historiadores que têm se debruçado sobre os eventos relacionados à Conquista buscam cada vez mais evidenciar as complexidades que a cercaram, com destaque especial às agências indígenas e às contradições, embates e disputas presentes nos arranjos entre os diversos povos que viviam sob México-Tenochtitlán e deles com os espanhóis. Essas interpretações, é importante que se diga, não pretendem desculpar os europeus pela violência promovida e do sangue derramado no início do século XVI, mas evidenciam o papel dos povos indígenas como agentes da História.
    Tomado no processo de construção dos Estados na América Hispânica no século XIX como um dos momentos fundadores da nacionalidade, a Conquista é hoje também, no âmbito das lutas políticas, símbolo de um massacre em relação às populações indígenas de todo o continente. Quando derrubam as estátuas dos conquistadores em muitos lugares, não é somente contra europeus mortos no século XVI que se protesta, mas contra um Estado que ainda hoje desrespeita os direitos dessas populações.
    Para responder essas e outras questões convidamos para a entrevista Luiz Estevam de Oliveira Fernandes, professor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e especialista em História da América Colonial.
    Esperamos que aproveitem a entrevista e nos sigam em nossas redes sociais.
    Imagem do episódio:
    Imagem retirada do Códice Asteca Lienzo de Tlaxcala, compilado por Diego Muñoz de Camargo por volta de 1585.
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    #13 - Pensando as Independências na América Hispânica

    27/1/2026 | 58min
    Em 1808, quando as tropas napoleônicas invadiram a península ibérica e fizeram cativo o rei Fernando VII, não era possível prever ainda o impacto de tais eventos sobre o império colonial espanhol nas Américas. Entretanto, cerca de quinze anos depois, os outrora extensos domínios hispânicos no Novo Mundo que, em seu apogeu, chegaram a compreender uma faixa de terra ininterrupta entre a Califórnia e a Patagônia, haviam praticamente concluído, com a exceção das ilhas caribenhas de Cuba e Porto Rico, um processo de rompimento definitivo, em termos políticos, com sua antiga metrópole.
    Diferentemente do que ocorrera paralelamente na América Portuguesa, em que a transferência da corte dos Bragança, no mesmo contexto das invasões napoleônicas, resultou em uma independência que manteve os antigos territórios lusitanos sob a égide da família real que se instalou no Brasil em 1808, na outrora América Espanhola formaram-se, primeira metade do século XIX, duas dezenas de Estados independentes que adotaram, com efêmeras exceções, a república como forma de governo e que se constituíram como verdadeiros laboratórios políticos da modernidade.
    Como pensar os processos de independência na América Hispânica? De que forma as interpretações nacionalistas construídas no século XIX impactam ainda hoje a maneira como entendemos esses eventos? Podemos considerá-los como "revoluções"? Como se deu a participação de mulheres, negros, indígenas, mestiços e setores populares de maneira geral no curso desses acontecimentos? Por que, mesmo se constituindo como desdobramentos de um mesmo momento histórico, as emancipações do Brasil e da América Hispânica se apresentam como tão diferentes?
    Para responder essas e outras questões convidamos para a entrevista Maria Elisa Noronha de Sá, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), especialista na história das independências da América Hispânica.
    Esperamos que aproveitem a entrevista e nos sigam em nossas redes sociais.
    Imagem do episódio:
    Ponte Simón Bolívar, fronteira entre Venezuela e Colômbia. Fonte: Archivo Semana (Colômbia)
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    #3 - Paraguai: estereótipos, guerras e pontes

    23/1/2026 | 49min
    Em 2020, completam-se 150 anos do fim do maior conflito armado da história da América do Sul: a Guerra do Paraguai.
    Entre 1864 e 1870, a Tríplice Aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai enfrentou os paraguaios liderados pelo general Solano López em uma disputa que impactou a história de todos os países envolvidos, deixando, de forma ainda mais evidente, marcas indeléveis na história do Paraguai. Embora os dados levantados pelos historiadores possam divergir, é certo que mais da metade da população daquele país tenha perecido em meio aos combates.
    Muitas interpretações já foram oferecidas para a compreensão das motivações e consequências do enfrentamento bélico e muitas apropriações foram feitas dessa trágica história. Na historiografia, já se explicou esse conflito como uma expressão do imperialismo britânico em sua tentativa de sufocar a jovem e autônoma nação paraguaia. Mais recentemente o foco tem recaído sobre as relações geopolíticas inerentes à formação dos Estados na bacia do Rio da Prata.
    No campo político, uma interpretação nacionalista da guerra serviu para legitimar uma das ditaduras mais duradouras da América Latina no século XX: o governo de Alfredo Stroessner (1954-1989). Ironicamente, ao mesmo tempo em que o stroessnismo fazia da jornada de Solano López e seus soldados uma espécie de epopeia da nação, também fazia do Brasil, seu algoz no século XIX, o parceiro privilegiado de sua política externa e de sua economia. O grande símbolo desse processo, nem sempre pacífico, foi a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, empreendimento capaz de provocar até hoje ruídos na relação entre os dois países.
    Infelizmente, desde os processos de formação dos Estados nacionais no século XIX, o Paraguai se tornou no imaginário dos brasileiros uma espécie de micro-cosmo da suposta "barbárie" hispano-americana, resultando na produção uma série de estereótipos que têm se perpetuado desde então.
    Além de imagens recorrentes que também são atribuídas a outros de nossos vizinhos como a fragilidade das instituições democráticas, a anarquia política e a tendência ao autoritarismo, no Brasil, "paraguaio" também significa pejorativamente algo falso e de qualidade inferior.
    Para desconstruir esses estereótipos e tentar construir pontes entre as histórias do Paraguai e do Brasil, convidamos, para o Episódio #3 do podcast Hora Americana, o professor da Universidade Federal da Integração Latino-americana (Unila) Paulo Renato Silva, especialista na História do Paraguai.
    Desejamos a todos que aproveitem a entrevista!
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    Imagem do Episódio:
    Na imagem, o Parque Nacional de Sete Quedas, pouco tempo antes de seu fechamento e posterior alagamento em 1982, no contexto da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Créditos: Antônio Carlos Piccino, 22/09/1982, Agência O Globo.
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    #64 - A Amazônia antes dos europeus

    23/1/2026 | 1h 9min
    No episódio #64 temos como convidado o historiador e arqueólogo Dr. Eduardo Neves, pesquisador na bacia amazônica, professor titular e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente da UFAM. O tema da entrevista é a Amazônia, sua formação e ocupação, profunda e antiga, pelos povos indígenas. A região foi por muito tempo considerada como local inabitado e intocado pela ação humana, mas diante de pesquisas e descobertas recentes vêm sendo entendida como uma região viva e cheia de transformações.
    Imagem do episódio: Vaso Antropomorfo representando um homem sentado | Cerca de 1.000 a 1.400 A.D. Cerâmica Santarém | Pará | Disponível em: https://cutt.ly/bwE66bSB
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    #29 - O chavismo e os impasses da Venezuela bolivariana, com Rafael Araújo (UERJ)

    16/1/2026 | 54min
    No episódio #29 do Hora Americana, conversaremos com o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Rafael Araújo sobre o chavismo na Venezuela.  

    Imagem do episódio: Protesto em Caracas, Venezuela, em Julho de 2017. Foto de Fernando Llano/AP.

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