Olá, ouvintes da Hora Americana! Sejam muito bem-vindos a mais um episódio.
Quando pensamos nos povos indígenas dos Estados Unidos, o que vem à sua mente? Provavelmente imagens de Comanches e Apaches cavalgando pelas planícies, imortalizadas pelo cinema do Velho Oeste.
Mas e se eu te dissesse que, por trás desses estereótipos da cultura pop, existe um mosaico de 8 a 10 milhões de pessoas com uma diversidade linguística e política esmagadora que a história muitas vezes tentou apagar?
Você sabia que a Guerra de Independência dos Estados Unidos teve causas profundas ligadas à resistência indígena no interior das colônias?
Ou que algumas nações nativas chegaram a possuir escravizados de origem africana e lutaram ao lado da Confederação na Guerra Civil?
Para mergulhar nessas e em outras histórias fascinantes, recebemos hoje Alexandre Cruz. Alexandre é professor da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e traz uma perspectiva única, forjada no diálogo com seus próprios alunos indígenas, para entender a trajetória dos povos nativos da América do Norte.
Nesta entrevista, vamos muito além dos filmes de bang-bang. Alexandre nos guia por uma trajetória que passa pela "Revolução Equestre" dos Navajos, pela trágica "Trilha das Lágrimas" e as remoções forçadas de Andrew Jackson, até as políticas agressivas de assimilação nos internatos, que buscavam "matar o indígena para salvar o homem".
Vamos descobrir também como uma juventude conectada e militante ocupou a Ilha de Alcatraz nos anos 60, desafiando o governo federal e reivindicando não apenas direitos civis, mas o cumprimento de tratados históricos.
E, para fechar, discutiremos as contradições do presente: como as políticas de imigração e o discurso de Donald Trump afetam a identidade e a soberania dessas populações hoje.
Prepare-se para um episódio que desafia a narrativa da "derrota indígena" e revela a resiliência de quem continua lutando para não ser apagado da história.
Com vocês, Alexandre Cruz na Hora Americana.