Neste culto, o Presbítero Isaque leu a Confissão de Fé 1689, capítulo 3, artigo 6, sobre os decretos de Deus. Deus não só designou o fim (a glória eterna), mas também pré-ordenou todos os meios para alcançá-lo: redenção em Cristo, chamado eficaz, justificação, adoção, santificação e perseverança. A eleição não é meramente teórica — cada etapa flui da anterior, garantida por Deus, não por nós. Ninguém pode arrancar o eleito da mão de Cristo (Jo 10: 26-29). A salvação não depende da nossa força, mas do poder infinito do Senhor.
O Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 9: 11-28, tratando do sangue de Cristo como meio de eterna redenção. Muitas pessoas ficam assustadas com tanto sangue nas Escrituras, especialmente em Levítico. Graças a Deus não precisamos mais trazer animais para sacrifício — mas por isso às vezes perdemos de vista a necessidade do sangue e a importância do sacrifício de Jesus.
"Quando Cristo veio" (v. 11) — o autor aponta que a promessa do Messias aconteceu. Cristo veio, realizou uma oferta que homens não eram capazes de fazer. Continuar praticando os elementos que eram sombras de um tabernáculo terreno não faz mais sentido.
O sangue representava a vida. Os judeus não podiam comer sangue; quem derramasse sangue de pessoa pagaria com o próprio sangue. Deus colocou pedagogicamente na mente do povo que a vida é importante, mas separada do autor da vida não tem continuidade. A obra da redenção tem como propósito glorificar ao Senhor, restaurando os homens mortos em pecados para vivificá-los.
Os sacrifícios de animais tornavam apenas exteriormente puros (v. 13). O sangue aspergido era tipificação de purificação, mas não realizava eterna redenção. Quanto mais o sangue de Cristo — sangue de alguém puro, perfeito, sem máculas. Enquanto os animais resistiam, gritavam, não queriam se oferecer, Cristo se ofereceu voluntariamente. "Ninguém pode tirar a minha vida, eu a entrego." Como ovelha muda foi levado ao matador. Jesus tinha capacidade para impedir seu sacrifício — se clamasse, viriam legiões de anjos.
A obra é trinitária (v. 14): quem conduz o Filho ao altar de sacrifício é o próprio Pai por meio do Espírito. Para que sirvamos a Deus — não servimos a Deus para obter redenção (consciência culpada tentando aplacar), mas servimos com consciência já purificada, mediados pelo sangue de Cristo.
Testamento e aliança (v. 15-22): a mesma palavra grega, mas contexto jurídico. Testamento vigora até a morte do testador; após a morte, os beneficiários recebem a herança. Cristo morreu e nós que não fizemos nada recebemos a herança. Ele adentrou a antiga aliança, cumpriu as exigências da lei, morreu — e na ressurreição inaugurou a nova aliança, anunciada desde Gênesis 3:15. Jesus na ceia: "Este é o cálice do meu sangue, da nova aliança." Sem derramamento de sangue não há perdão.
O tabernáculo celestial (v. 23-26): o tabernáculo terreno era cópia das coisas que estão nos céus. Cristo não entrou em santuário feito por homens, mas nos próprios céus. Não precisa oferecer-se repetidas vezes — ofereceu-se uma vez por todas, no fim dos tempos, para aniquilar o pecado.
Contra a reencarnação (v. 27): "O homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo." A Bíblia condena a busca por espíritos. Satanás conhece como viveu sua avó, consegue se parecer com quem morreu — para que você dependa dessa falsa realidade ao invés de Deus.Fomos salvos, estamos sendo salvos e seremos salvos. Fomos justificados — não há mais condenação. Estamos sendo santificados — Deus nos molda à imagem de Cristo pelos meios de graça. Seremos salvos da habitação do pecado — quando Cristo aparecer segunda vez, não para tirar pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam. Quando contemplarmos sua face, seremos transformados à sua imagem.Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 9: 11-28