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Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte

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    Culto – Hebreus 8:1-6 – Jesus no Verdadeiro Tabernáculo: O Ministério Superior de Cristo

    25/05/2026 | 1h 7min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 8:1-6, tratando do ministério superior de Cristo no verdadeiro tabernáculo celestial. Antes do sermão, foram lidos os artigos 4 e 5 da Confissão de Fé Batista de 1689 sobre os decretos de Deus — Deus conhece o número definido dos seus eleitos, e a eleição não vem de nós, é dom de Deus, para que ninguém se glorie.

    O verso 1 diz: "O mais importante do que estamos tratando é que temos um sumo sacerdote como esse" — o autor está chamando atenção para o centro da carta. Ele está mexendo com práticas que os judeus viveram a vida toda, assim como às vezes precisamos revisitar pressupostos que recebemos por cultura ou religiosidade.

    O tabernáculo terreno era uma sombra, um modelo do que está nos céus. Moisés recebeu a planta de Deus no monte — como um arquiteto dando planta a um pedreiro. Jesus serve no santuário, no verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. A criação é o templo cósmico de Deus — Deus criou céus e terra para sua glória, colocou o homem como imagem e semelhança para encher a terra com seu reflexo. Após a queda, Deus começa a criar pequenos lugares de adoração (altares), depois dá a Moisés o tabernáculo — um ambiente micro do cosmos de Deus, com cortinas representando os céus e querubins.
    O texto diz que Jesus "se assentou" à direita do trono — no tabernáculo não havia lugar para sentar. O sumo sacerdote entrava, servia e saía, porque seu trabalho nunca estava concluído. Jesus se assentou porque concluiu sua obra. O sumo sacerdote exercia cinco funções: ensino, supervisão do culto, supervisão dos sacerdotes, sacrifício da expiação, e intercessão. Cristo assume esse ministério — pelo Espírito Santo nos ensina, supervisiona o culto da igreja, e intercede por nós à destra de Deus.
    O que isso tem a ver conosco? Na criação, o Espírito pairava sobre as águas. Quando Moisés terminou o tabernáculo, a nuvem desceu. Quando Salomão terminou o templo, a glória desceu. No Pentecostes, Deus derramou sua presença sobre a igreja. 1 Pedro 2:4-5: "Vocês estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo". A igreja tipologicamente aponta para novos céus e nova terra. Nós somos chamados como sacerdotes desse templo — não apenas para receber benefícios, mas para oferecer sacrifícios espirituais e ser canais para que outros conheçam o Deus Salvador.
    Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos base: Hebreus 8:1-6, 1 Pedro 2:4-5
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    EBD – Teologia Bíblica: O Relato Da Queda

    25/05/2026 | 45min
    Nesta EBD, Mário Rodrigues encerrou a série sobre Teologia da Criação tratando de Gênesis 3, a narrativa da queda. Hebreus 11:3 nos mostra que pela fé entendemos que o universo foi formado — Deus não pede para provar, pede para crer. Agostinho nas Confissões confessa: "O pecado é feio, irracional, destrutivo — e mesmo assim eu amo". A questão não é só a origem do mal, mas como podemos ser seduzidos por aquilo que nos destrói.
    Gênesis 3 não explica a origem do mal no mundo, mas a origem do mal na humanidade. A serpente é obra de Deus, mas já estava astuta antes da queda — Apocalipse 12:9 a identifica como o diabo. O instrumento dela não é força, é uma pergunta: "Foi isso mesmo que Deus disse?" Ela não nega Deus, ela distorce. Transforma liberdade ampla em proibição geral. Calvino: o primeiro pecado começou na mente antes de chegar às mãos. A serpente não ofereceu fruto, ofereceu uma interpretação errada de Deus.
    Eva adiciona à proibição: "nem toquem nele" — uma regra exagerada que parece arbitrária e será questionada. A serpente mistura mentira com verdade: é verdade que os olhos se abriram (v. 7) e que conheceram o bem e o mal (v. 22), mas a mentira está na interpretação. Conhecimento do bem e do mal não é informação moral — é a prerrogativa de definir o que é certo e errado, autonomia moral absoluta. Geerhardus Vos: era uma proposta de inversão completa da ordem criacional.
    Gênesis 3:6 e 1 João 2:16: agradável ao paladar (cobiça da carne), atraente aos olhos (cobiça dos olhos), desejável para obter discernimento (arrogância da vida) — o padrão original da tentação. Adão estava presente — Rashi, Calvino, R.C. Sproul, Matthew Henry interpretam assim. 1 Timóteo 2:14: Adão não foi enganado, caiu de olhos abertos. Calvino chama de "rendição covarde". Faltam homens que saibam liderar na crise pela virilidade bíblica.
    Os olhos se abriram e viram a si mesmos — a primeira experiência foi vergonha. Cobrir-se com folhas de figueira é o primeiro ato religioso da história: o ser humano tentando com seus próprios meios cobrir o que expôs. Deus caminha no jardim e pergunta "Onde você está?" — não para localização, mas para oferecer a chance de ser encontrado. É a primeira vez que "medo" aparece na Bíblia em relação ao homem diante de Deus. Adão responde de forma covarde, culpando a mulher e Deus na mesma frase.
    As sentenças: dor no parto e tensão no casamento não são criação de Deus, são consequência do pecado. O trabalho existia antes da queda (Gn 2:15), mas agora vem com resistência e frustração. Gênesis 3:15, o protoevangelium: Deus coloca inimizade onde havia cumplicidade — isso por si só é graça. A tensão entre duas sementes atravessa toda a narrativa bíblica (Caim/Abel, Ismael/Isaque, Esaú/Jacó). O descendente da mulher ferirá a cabeça da serpente.
    Gênesis 3:21: Deus faz roupas de pele — para haver pele, houve sangue. É o primeiro sacrifício, a primeira morte. Deus providenciou, não Adão. Bavinck: "A graça nunca espera o ser humano chegar até ela." A expulsão do jardim é graça disfarçada — viver eternamente em pecado seria inferno. Gálatas 4:4-5: "nascido de mulher" aponta para Gênesis 3:15. Jesus foi tentado onde Adão cedeu — e resistiu. Na cruz, recebeu o golpe no calcanhar; na ressurreição, esmagou a cabeça da serpente. O sétimo dia está aberto. Cristo entrou nesse descanso, e por ele todo aquele que crê entra também.
    Preletor: Mário RodriguesLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos base: Gênesis 3, Hebreus 11:3
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    Culto – Hebreus 7:11-28 – O Sacerdócio Perfeito de Cristo: Superior ao Sacerdócio Levítico

    20/05/2026 | 47min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 7:11-28, tratando da superioridade do sacerdócio de Cristo sobre o sacerdócio levítico. O autor de Hebreus é o único do Novo Testamento que trata de Jesus como sumo sacerdote e da substituição do sacerdócio levítico — parece que os outros autores deixaram isso quieto, talvez por ser dificultoso. O autor faz um paralelo com o dia da expiação (Yom Kippur), o dia mais importante para Israel, e diz que era imperfeito — aquele dia tão especial não alcançava a perfeição.
    O dia da expiação foi instituído após a morte de Nadabe e Abiú (Levítico 16). Os filhos de Arão entraram com fogo estranho e foram consumidos. Arão viu seus dois filhos queimados no santíssimo lugar — imagine o temor com que ele entrou depois. Uma semana antes, o sumo sacerdote ia para o templo em purificação e jejum; na noite anterior, não o deixavam dormir para não ter impureza nos sonhos. Os sacerdotes entravam com uma cordinha amarrada por medo de serem fulminados.
    O sacerdócio de Cristo é maior por causa da sua vida indestrutível (v. 16). Aqueles homens morriam — quem levaria as orações no ano seguinte? Cristo ressuscitou, sua vida é eterna. É maior por causa da nomeação divina. Os levitas eram nomeados por genealogia — filho de peixe, peixinho é. Muitos sacerdotes eram corruptos (filhos de Eli, sacerdotes ligados aos saduceus). Jesus foi nomeado pelo próprio Deus: "Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" (Salmo 110). Em nenhum lugar das Escrituras há juramento relativo aos levitas.
    É maior por causa da mudança de lei e aliança melhor (v. 12, 22). Para mudar o sacerdócio, precisava mudar a lei. Deus está trazendo uma aliança superior. É maior por causa do sacrifício único (v. 27). Os sacerdotes, dia após dia, ofereciam sacrifício por seus próprios pecados e depois pelo povo. Jesus o fez uma vez por todas, a si mesmo se oferecendo.
    Quais as qualificações de Jesus? Santo, inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus (v. 26). Aqueles homens não eram santos — Arão não era, seus filhos não eram, o papa não é, nenhum pastor é nesse sentido de totalmente separado. Jesus se tornou o fiador de uma aliança superior — venceu a morte, tirou seu ferrão. Podemos olhar para a morte sem medo porque temos um sumo sacerdote que é garantia de vida eterna.
    Se o dia da expiação era sombra, a cruz é onde a expiação foi completamente realizada. Aquela repetição interminável foi cumprida de uma vez por todas por alguém plenamente divino e plenamente humano. O sangue de Jesus é suficiente para propiciar a justa ira de Deus e é capaz de salvar definitivamente aqueles que por meio dele aproximam-se de Deus. Somos chamados a crer nesse Jesus Cristo e dizer: "Este é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo."
    Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos base: Hebreus 7:11-28, Levítico 16:1-2
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    Culto – Hebreus 7:1-10 – Jesus, Sacerdote da Ordem de Melquisedeque

    20/05/2026 | 47min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 7:1-10, tratando do sacerdócio de Jesus segundo a ordem de Melquisedeque. O capítulo 7 é o âmago e o centro da carta aos Hebreus. O autor escreve como um advogado argumentando quem Jesus é. O dilema: Jesus era da linhagem de Davi, poderia ser rei, mas não era da tribo de Levi — como poderia ser sacerdote e mediador?
    O ser humano clama por mediação. Em todas as religiões, o homem busca paz através de anjos, espíritos, ofertas. O homem natural é abalado pela consciência do seu pecado — há algo de errado conosco. Os levitas mediavam a relação entre o povo e Deus, mas era sombra, passageiro, imperfeito — tinham que fazer sacrifício por eles mesmos, ano após ano.
    O autor retorna a Gênesis 14 para mostrar que já existia sacerdote antes de Levi. Abraão, voltando da batalha para resgatar Ló, encontra Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. Abraão lhe dá o dízimo de tudo. O autor interpreta: Melquisedeque significa "rei de justiça" (melec = rei); Salém vem de shalom, "paz" — é a cidade que depois seria Jerusalém.
    Abraão, ao entregar o dízimo, reconhece em Melquisedeque alguém superior. O maior abençoa o menor. Quando Abraão dá o dízimo, Levi que ainda nem havia nascido (Abraão gera Isaque, Isaque gera Jacó, Jacó gera Levi) estava junto com Abraão entregando dízimo a Melquisedeque — mostrando que alguém era superior ao sacerdócio levítico.
    Hebreus 7:3 diz que Melquisedeque era "sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias nem fim de vida, feito semelhante ao filho de Deus". A Bíblia não narra ele como anjo ou cristofania — quando quer falar de aparições espirituais, é clara. O que demonstra é que há um ofício de sacerdote que é eterno, e esse homem é feito semelhante a Jesus, nosso sacerdote eterno.
    A criação mostra isso desde o início. Em Gênesis, céus e terra não eram divididos — o homem via o Senhor na viração do dia. A queda fez o homem perder a relação com Deus. Em Apocalipse, novos céus e nova terra não têm mais divisão. Adão era sacerdote e rei — deveria guardar e cultivar o lugar da presença de Deus. 1 Pedro 2:9: "Vocês são sacerdócio real, nação santa."
    O que isso tem a ver conosco? Ainda buscamos mediação por meios humanos — achando que a oração do pastor dá acesso diferente, usando amuletos, terceirizando a fé por genealogia, criando coisas supostamente espirituais (chofar, quipá). Isso é paganismo. Deus não requer mais essas práticas cerimoniais. Temos um sacerdote eterno, inabalável, à destra de Deus. Jesus nos constitui sacerdócio real para que através de nós todas as famílias da terra sejam abençoadas — não porque somos mediadores, mas porque conhecemos aquele que é e anunciamos às outras pessoas.
    Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 7:1-10
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    EBD – Teologia Bíblica: A Narrativa da Criação em Gênesis 1-2 — O Teatro da Glória de Deus

    20/05/2026 | 39min
    Nesta EBD, Mário Rodrigues expôs os sete dias da criação em Gênesis 1-2. Clemente de Alexandria falou sobre a metáfora do "teatro da glória de Deus" — Gênesis prepara o palco para a história da redenção. A expressão "sem forma e vazia" (tohu vabohu) não era caos maligno, mas estado inacabado à espera da ação de Deus. O Espírito "pairava" sobre as águas como uma águia sobre seus filhotes — Deus presente, pronto para agir. Calvino observava que Deus poderia ter criado tudo num instante, mas escolheu seis dias por razão pedagógica — ensinando que é um Deus de ordem.
    Dia 1: Deus cria a luz sem o sol — desmontando o paganismo egípcio onde Rá era deus da luz e do sol. Dar nome é ato de autoridade. Dia 2: Único dia sem "era bom" (tov) — a obra ainda não estava completa, só se completa no terceiro. Deus não declara boa uma obra incompleta. Dia 3: Terra seca e vegetação, cada qual segundo sua espécie — existe mutação, não transmutação. Dia 4: Luminares criados sem nome próprio (não diz "sol" nem "lua") — são ferramentas para calendário, não divindades. Dia 5: Primeira bênção da Bíblia sobre peixes e aves — abundância segundo cada espécie.
    Dia 6: "Façamos o homem" — conselho divino trinitário. No mundo antigo, imperadores erguiam estátuas; Deus traz seres humanos como sua imagem viva. Moisés diz ao povo escravo: "Vocês são a imagem de Deus, não Faraó." O mandato de dominar não é explorar, mas cuidar — os cristãos deveriam ser os maiores defensores da criação. Ao final: "muito bom" (tov meod).
    Dia 7: O clímax não é o homem, é o descanso de Deus. Shabat = cessar porque a obra está completa. Único dia sem "houve tarde e manhã" — está aberto. Kline: os seis dias constroem um templo cósmico; o sétimo é quando o Rei entra e toma seu trono. O sábado simbolizava a antiga aliança (trabalha, depois descansa); o dia do Senhor simboliza a nova aliança (crê em Cristo, depois descansa em Cristo).
    Gênesis 3 é a peripécia — a serpente oferece interpretação diferente de Deus. Calvino: o primeiro pecado começou na mente antes de chegar às mãos.
    Preletor: Mário RodriguesLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Gênesis 1:1-2:3
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Sobre Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte. Culto domingo às 10h e sábado às 19h. R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050. Instagram: @batistareformadabh Aqui são disponibilizadas todas as pregações expositivas do Evangelho, ministradas em nossa igreja. Que essas mensagens possam abençoar a sua vida.
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