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Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte

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Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
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    Encontro de Mulheres – A Amizade Cristã: O Exemplo de Onesíforo e a Misericórdia no Serviço

    19/10/2026 | 39min
    Neste Encontro de Mulheres, a preletora Dayse Gotelip tratou da amizade cristã a partir de 2 Timóteo 1, com foco nos versículos 15 a 18 e no exemplo de Onesíforo. Ela contextualizou que Paulo escrevia da sua segunda prisão em Roma — um lugar insalubre e sem as visitas da primeira —, perseguido por Nero, encorajando Timóteo (então pastor em Éfeso) a guardar a sã doutrina. Nesse cenário, Paulo contrasta os que o abandonaram (Figelo e Hermógenes) com Onesíforo, que lhe deu ânimo, não se envergonhou das suas algemas e o procurou diligentemente até encontrá-lo. A partir desse exemplo, a preletora apontou as marcas da verdadeira amizade cristã: ela reanima o coração (Provérbios 27.9), não se envergonha do irmão em sofrimento, procura o outro diligentemente (Onesíforo gastou tempo, dinheiro e esforço — sem Google Maps — para ir de sua cidade até Roma) e se expressa por meio do serviço prático, não apenas de boas intenções ou orações à distância. Ela advertiu que os relacionamentos do mundo se estruturam por interesse ou afinidade e se tornam frágeis nos dias difíceis, mas o cristão é chamado a algo diferente, tendo a Palavra e o próprio Cristo como régua. A pergunta correta não é “tenho um amigo assim?”, mas “sou esse tipo de amiga?”. O eixo central foi a misericórdia: fomos salvos não por mérito, mas pela misericórdia de Deus (Efésios 2.4-5), que nos tirou da condição de inimigos e nos fez amigos — e quem foi alcançado por ela é chamado a estendê-la aos outros (contrastando com o servo impiedoso de Mateus 18). A misericórdia não nos torna superiores, mas nos lembra de que dependemos da graça. Cristo é o fundamento da amizade, aquele que nos amou ainda pecadores, lembrando que não ocupamos o lugar de Salvador na vida de ninguém e que nenhum cristão ama perfeitamente. Por fim, com a imagem de uma corrente em que cada mulher é um elo que busca a outra, ela convidou as irmãs a viverem “vida na vida”, lado a lado, para que nenhuma se sinta sozinha ou desamparada — um relacionamento que se estenderá até a eternidade, ainda que seja desgastante (citando Fabricio: “é impossível ajudar alguém na lama sem ao menos sair respingado”). Recomendou os livros “Amizade”, de Tiago Abdalla, e “Feitos para Amizade”, de Drew Hunter, encerrando com uma citação de John Stott sobre a amizade humana como provisão amorosa de Deus.
    Preletora: Dayse Gotelip
    Local: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
    Texto base: 2 Timóteo 1.15-18
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    Escola de Novos Membros Set/2026 (Aula 6) – O Que Cremos Acerca do Culto Público

    19/10/2026 | 43min
    Nesta sexta aula da Escola de Novos Membros, o Pastor Fabricio Corrêa tratou do culto público, tema que considera um dos grandes problemas do evangelicalismo brasileiro, a partir de Êxodo 24.1-11 (a confirmação da aliança). A ideia central é que o culto público é, a cada semana, um rememorar da história da redenção. Ele distinguiu o culto particular (adorar a Deus em tudo — comendo, bebendo, tocando bateria, andando de skate) do culto público, cujos elementos foram prescritos pelo próprio Deus. Mostrou que o homem foi criado para adorar (o fim principal do homem, segundo o Catecismo de Westminster, é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre) e que, após a queda, o acesso a Deus passou a exigir mediação — no Antigo Testamento pelo sangue dos sacrifícios, hoje pelo sacrifício de Cristo. O pastor demonstrou como a estrutura de Êxodo 24 espelha a liturgia da igreja: o chamado à adoração, o reconhecimento de que estamos ali por Cristo, a leitura e pregação da Palavra, a resposta do povo em obediência e o banquete final (a ceia). Advertiu que Deus se importa com a forma (citando Nadabe e Abiú, Uzá e Ananias e Safira, que ofereceram culto estranho e morreram) e que os elementos de culto não podem ser confundidos com as circunstâncias (horário, número de músicas), que são variáveis. Destacou a natureza coletiva e participativa do culto — não há banda e plateia, mas uma igreja cantando junta —, alertando contra o individualismo, o pragmatismo e a estética de entretenimento que transformam o culto em espetáculo de consumo. O culto forma a cultura e nos molda à imagem de Deus, funcionando como contraformação à liturgia secular; por isso o evangelho deve soar escandaloso ao incrédulo, confrontando-o com o pecado. Por fim, explicou o princípio regulador do culto (só pode haver no culto o que as Escrituras prescrevem — pregação, oração, louvor, ofertas, leitura, confissão e sacramentos), contrastando-o com o princípio normativo (o que Deus não proíbe, pode-se fazer), e defendeu que o princípio regulador preserva a liberdade do povo, pois inserir elementos não prescritos e obrigar todos a praticá-los é tirar a liberdade de uns em prol da de outros. Concluiu que a natureza do culto é mais doxológica do que evangelística — o fim da missão é a adoração.

    Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofik
    Local: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
    Texto base: Êxodo 24.1-11
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    Culto – 1 Coríntios 10:23-33 – Façam Tudo Para a Glória de Deus (Soli Deo Gloria)

    19/10/2026 | 57min
    Neste culto, na penúltima semana da série sobre a Reforma Protestante, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre 1 Coríntios 10.23-33, tratando do lema Soli Deo Gloria — viver para a glória de Deus. Ele contextualizou que os reformadores combateram duas distorções do catolicismo medieval: a igreja que buscava pompa e glória para o papa e o clero em vez de Deus, e a salvação dividida entre a obra de Deus e a dos homens. Paulo responde à igreja de Corinto — formada por gentios vindos de uma sociedade pagã e idólatra — que convivia com dois erros: o legalismo (que adiciona exigências ao evangelho) e o libertinismo (o slogan “tudo me é permitido”). O pastor explicou que a liberdade cristã só é genuína em Cristo, pois fomos comprados por alto preço e não somos donos de nós mesmos, e que essa liberdade deve ser usada não em benefício próprio, mas no bem dos outros. Sobre a questão prática da carne sacrificada aos ídolos, mostrou que “do Senhor é a terra e tudo o que nela existe” — os ídolos nada são, então pode-se comer de tudo com ação de graças (fazendo um paralelo com a antiga crença de que a Coca-Cola teria “a marca da besta”); mas, se alguém avisar que a comida foi oferecida a um ídolo, não se deve comer, por causa da consciência do outro e do testemunho do evangelho. O princípio por trás é duplo: glorificar a Deus e buscar o bem de muitos para que sejam salvos, abrindo mão da própria liberdade em amor (como o missionário que se adapta à cultura local). A segunda parte respondeu como viver para a glória de Deus: reconhecendo que somos criaturas feitas para refletir sua imagem (o fim principal do homem, segundo o Catecismo de Westminster, é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre); entendendo que só se glorifica a Deus em Cristo, pois a Bíblia não divide a vida em sagrado e profano — vivemos continuamente coram Deo, diante de Deus, no trabalho (nosso verdadeiro patrão é o Senhor), na família, no uso do dinheiro e no cuidado com o corpo. Apoiando-se no “hedonismo cristão” de John Piper, o pastor afirmou que Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos nele — nossos prazeres, criados por Deus, o glorificam quando sujeitos a ele e não ao pecado. Por fim, com Jonathan Edwards, lembrou que a verdadeira conversão ama a Deus por quem ele é e pelo que fez na cruz, não por barganha de bênçãos (o que seria paganismo, tratar Deus como “caixa eletrônico”), encerrando com a oração de Jesus em João 17 pela união eterna dos crentes com a Trindade, quando a glória de Deus inundará nossas vidas.
    Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: 1 Coríntios 10.23-33
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    Escola de Novos Membros Set/2026 (Aula 5) – O Que Cremos Acerca da Igreja e dos Sacramentos

    12/10/2026 | 45min
    Nesta quinta aula da Escola de Novos Membros, ministrada pelo Presbítero Isaque, o tema foi a igreja e seus sacramentos. Ele começou definindo a igreja como a comunidade de todos os verdadeiros crentes que confessam Jesus como único Salvador e creem na Trindade, enfatizando que é impossível “fazer igreja sozinho”, pois o conceito bíblico é sempre coletivo. Distinguiu a igreja invisível (como Deus a vê — só os verdadeiramente regenerados) da visível (como nós a vemos — todos que confessam Cristo e dão sinais de fé), e os níveis local e universal (esclarecendo que “católica” significa universal, não a Igreja Católica Romana). Apresentou as três marcas da igreja verdadeira: a pura pregação da palavra (expositiva), a correta administração dos sacramentos e a disciplina eclesiástica (exercida em amor, para restaurar e não excluir). Mostrou que a raiz da igreja começa no Éden, com Adão como primeiro sacerdote, e que a igreja não é o reino, mas foi criada pelo reino e o testemunha como uma embaixada. Tratou da relação entre Israel e a igreja (defendendo que há um só povo de Deus, salvo pela fé em Cristo em todas as épocas), das imagens bíblicas (povo de Deus, templo do Espírito Santo e corpo de Cristo), distinguindo unidade de uniformidade, e dos quatro propósitos da igreja: evangelismo, ação de misericórdia, edificação à maturidade e adoração — esta a causa suprema, voltada a Deus e não a nós. Por fim, definiu os sacramentos como sinais visíveis instituídos por Cristo: o batismo (sacramento do início, ato público de identificação com o povo de Deus, que não salva mas responde à obra do Espírito) e a ceia (nutrição contínua que nos faz lembrar o sacrifício de Cristo, com quatro direções — para trás, para dentro, para frente e ao redor), encerrando com as três visões sobre a presença de Cristo na ceia (romanista, luterana e reformada), defendendo a reformada: pela fé, pelo Espírito Santo, somos elevados a comungar com Cristo glorificado, mais que um mero memorialismo.Preletor: Presbítero Isaque | @isaque.moritaLocal: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
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    Culto – 1 Pedro 2:1-10 – O Sacerdócio de Todos os Crentes: Uma Verdade Resgatada pela Reforma

    12/10/2026 | 1h 5min
    Neste culto, dentro da série alusiva ao mês da Reforma, o Presbítero Isaque pregou sobre 1 Pedro 2.1-10, tratando do sacerdócio universal de todos os crentes — uma verdade que a igreja havia perdido e que a Reforma resgatou. Ele começou firmando que “o fim não somos nós”: não fomos salvos para uma vida confortável, mas para um projeto em andamento, e que o capítulo 2 descreve a rotina de quem já foi consagrado sacerdote na regeneração (capítulo 1), não um rito para se tornar um. Contextualizou a carta, escrita por volta do ano 60 a cristãos dispersos e às vésperas da perseguição de Nero, advertindo que o cristão deve estar preparado para sofrer, contra a “igreja de fast food” que vende um evangelho sem cruz. O sermão seguiu o movimento do texto: primeiro esvaziar — livrar-se dos cinco “trapos” que contaminam os relacionamentos (malícia, engano, hipocrisia, inveja e maledicência), assim como o sacerdote se lavava antes de subir ao altar; depois encher — ansiar pela palavra como o recém-nascido anseia pelo leite materno, pois quem não sente fome está morto. Explicou a metáfora da pedra viva (citando Isaías 28.16, Salmo 118.22 e Isaías 8.14): Cristo é a pedra angular, preciosa para os que creem e pedra de tropeço para os que rejeitam. O ponto central é que o sacerdócio foi dado à igreja inteira, não a alguns — e aqui entra a Reforma: na Idade Média criou-se uma divisão artificial entre “espirituais” (clero) e “temporais” (leigos), com o padre retendo salvação, confissão e sacramentos, até que Lutero derrubou essa barreira, declarando que pela fé e pelo batismo todos são consagrados sacerdotes e que a diferença entre um pastor e um sapateiro não é de status ou dignidade, mas apenas de função. Isso significa livre acesso a Deus pela oração sem intermediação humana (Cristo é o único intercessor), e a responsabilidade de todo crente de interceder, instruir, admoestar e cuidar dos irmãos — sem terceirizar ao líder nem viver o sacerdócio isoladamente. O pregador advertiu que muitos pastores atuais têm usurpado essa função, mas também cobrou da igreja que não seja mera espectadora. Por fim, apontou os três altares onde exercer o sacerdócio — a casa (altar de oração e ensino), o trabalho (onde o ofício honesto se torna culto) e a igreja (servir uns aos outros) —, concluindo com o chamado de que não vivamos a igreja para ser servidos, mas para servir, como geração eleita e nação santa chamada das trevas para a luz.Pregador: Presbítero Isaque | @isaque.moritaLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: 1 Pedro 2.1-10
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Sobre Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte. Culto domingo às 10h e sábado às 19h. R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050. Instagram: @batistareformadabh Aqui são disponibilizadas todas as pregações expositivas do Evangelho, ministradas em nossa igreja. Que essas mensagens possam abençoar a sua vida.
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