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Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte

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    Culto – Hebreus 6:13-20 – A Esperança Como Âncora da Alma: As Promessas Imutáveis de Deus

    05/05/2026 | 50min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 6:13-20, tratando das promessas de Deus e da perseverança dos santos. O autor de Hebreus traz o exemplo de Abraão para encorajar aquele povo que estava retrocedendo a fé por causa de perseguições e dificuldades. Abraão foi chamado por Deus da terra de Ur dos Caldeus, um lugar de paganismo, aos 75 anos. Deus prometeu que seus descendentes seriam como as estrelas do céu. Abraão esperou pacientemente — 25 anos até o nascimento de Isaque.
    Quando esperamos pela promessa de Deus, temos uma tendência errônea a querer administrar o tempo da promessa. Sarai tentou alcançar a promessa por meios ilícitos, entregando sua serva Agar. Muitos de nós, no meio da espera, tentamos fazer a promessa acontecer a um custo diferente. Abraçamos o pecado como se disséssemos ao Senhor: "Não dá para confiar mais em ti, eu vou dar meu jeito." Mas Deus interveio — no monte Moriá, proveu um cordeiro para substituir Isaque. Deus naquele momento interveio para que um pai não sacrificasse seu próprio filho. Mas no monte da Caveira, sendo Ele também um Pai, não interveio e sacrificou seu próprio Filho para que a promessa fosse cumprida.
    O segundo ponto é sobre o juramento de Deus. Os homens juram por alguém superior a si mesmos, mas a maioria das vezes esse juramento é falho. Deus não tem ninguém maior que Ele — jura por si mesmo. Quando Deus fez a aliança com Abraão, fez Abraão cair num sono profundo. Abraão participou de forma extremamente passiva. Deus fez o pacto sozinho. A natureza do propósito de Deus é imutável — Deus não pode melhorar nem piorar, não pode crescer nem diminuir, não se torna mais glorioso porque você veio no culto. É impossível que Deus minta.
    O texto fala que nos refugiamos nele para tomar posse da esperança. Moisés estabeleceu cidades de refúgio onde a morte não alcançava quem fugia para lá. Há um lugar de refúgio onde podemos buscar consolo e segurança mesmo diante do nosso último suspiro. A promessa não é necessariamente para coisas terrenas — é que ao abrirmos os olhos nos novos céus e nova terra, encontraremos a beleza da face do nosso Criador e toda ansiedade, dor e luta será desfeita. Temos essa esperança como âncora da alma, firme e segura, que adentra o santuário interior por trás do véu. Navios no primeiro século, quando tomados por tempestades, lançavam suas âncoras em lugar firme. O templo era tripartite: Santo dos Santos (onde o sumo sacerdote entrava uma vez ao ano), pátio externo (onde os judeus faziam ofertas), e o último pátio (onde faziam purificação). Nós não conseguiríamos jogar nossa âncora no Santo dos Santos — não poderíamos entrar lá. Mas Jesus nos precedeu. Ele entrou onde eu e você não poderíamos entrar. Nosso barquinho não está mais à deriva, está ancorado no Santo dos Santos por meio daquele que nos precedeu.
    Onde está a tua âncora? Se você tem colocado a âncora do seu coração fora do Santo dos Santos, nas coisas externas, na religiosidade, quando vierem os ventos fortes, seu barco não vai resistir. Somos peregrinos, mas somos peregrinos com um guia que já está lá. Por isso mantemos os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele sacrificou-se a si mesmo e ressuscitou para ser para nós uma esperança vívida de que também adentraremos por trás do véu.
    Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 6:13-20
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    Culto – Hebreus 5:11-6:12 – Deixemos os Ensinos Elementares e Avancemos para a Maturidade

    05/05/2026 | 54min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 5:11-6:12, tratando da maturidade cristã e do perigo da apostasia. O autor de Hebreus faz uma pausa no ensino sobre Jesus como sumo sacerdote da ordem de Melquisedeque para advertir aquele povo — aparentemente no meio da congregação eles não avançavam, não amadureciam, tinham dificuldade de receber alimento sólido. Eles eram "lentos para aprender" — a palavra pode ser traduzida como preguiçosos. Muitos já deveriam ser mestres após 15, 20, 30 anos, mas não conseguiam ensinar outras pessoas os elementos básicos da fé.
    O leite não é ruim — as coisas fundamentais da fé são necessárias. Mas não seria estranho uma criança de 15 anos chegar ao culto com mamadeira? Crianças que não crescem reproduzem problemas. Uma característica da imaturidade é a birra. A birra dos cristãos adultos não é chorar no canto, mas parar de congregar, parar de ofertar, virar a cara para os irmãos. Quantos homens e mulheres que já deveriam ser maduros continuam agindo como crianças porque estão presos a atitudes infantis e não se alimentam de alimento sólido?
    O autor menciona ensinos elementares que eles ficavam discutindo: arrependimento de atos que conduzem à morte (arrependimento externo para as pessoas verem), instrução sobre batismos (purificações rituais), imposição de mãos (transferência de pecados para animais sacrificados). Esses elementos da lei levítica haviam se encerrado em Cristo. Se você vem servir no culto ou demonstrar sacrifício externo para provar às pessoas e ser aceito, você vai se frustrar — você não vai receber das pessoas aquilo que só recebe em Jesus.
    Do verso 4 ao 6, temos um dos textos mais polêmicos do Novo Testamento. Pessoas que foram iluminadas, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus — e caíram. O povo de Israel foi liberto do Egito, tinha nuvem de dia e coluna de fogo à noite, ouviu a voz de Deus da montanha, viu o maná cair do céu 40 anos, participou de dons espirituais — e a grande maioria morreu no deserto. Josué e Calebe são os únicos dois daquela geração que chegaram a Canaã. Judas Iscariotes esteve junto ao Verbo encarnado, foi enviado em missão, realizou sinais e maravilhas — e não foi crente genuíno.
    Quando esses homens retrocediam ao judaísmo, precisavam declarar que Jesus era blasfemo e mentiroso. Não estavam se identificando com a cruz, mas com aqueles que crucificaram Jesus. É como se precisasse crucificar Jesus novamente. Pode uma pessoa que blasfema contra Cristo e diz que ele é maldito ser restaurada? 1 João 2:19 diz: "Eles saíram do nosso meio e isso evidencia que nunca eram dos nossos." Jesus disse: "Aqueles que o Pai me der, ninguém pode arrancá-los das minhas mãos."
    O autor usa a parábola do semeador: terra boa absorve a chuva e produz colheita; terra ruim produz espinhos e ervas daninhas. Alguns se afeiçoam com os valores da fé cristã, mas quando a dificuldade bate — crise financeira, doença, morte — acham que Deus é injusto. O erro da teologia da prosperidade é pegar as bênçãos prometidas para a Nova Jerusalém e aplicar para hoje. O desejo do autor é que tenham prontidão até o fim, não sendo negligentes, imitando aqueles que por meio da fé e da paciência receberam a herança prometida. Aqueles que imitam a fé que preservaram até o fim continuam até o fim, porque sabem que esperança que se vê não é esperança. Estamos a caminho, mas ainda não chegamos lá.
    Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 5:11-6:12
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    Quinta Teológica | Introdução ao Antigo Testamento: A Cosmogonia Egípcia e o Pentateuco Apologético

    05/05/2026 | 1h 30min
    Nesta aula da Quinta Teológica, o Pastor Fabricio Corrêa continuou tratando do contexto religioso por trás do Pentateuco, agora focando na mitologia egípcia. A Bíblia foi entregue ao povo nas Campinas de Moabe por volta de 1450 a.C. e o autor bíblico está combatendo mitos, lendas e cosmogonias pagãs. Cosmogonia é a visão de como as coisas foram criadas — aquele povo tinha uma cosmovisão formada pela cultura em que viviam. Eles ficaram no Egito 430 anos e foram muito influenciados por essa cultura.
    O povo do Antigo Oriente não pensava no "como" (estruturas), mas no "quem" — a mentalidade oriental é ontológica, focada no ser por detrás. Nossa mente ocidental quer entender estruturas científicas, mas essa não era a proposta do texto bíblico porque não era a pergunta dos leitores. A mitologia ocupava o lugar que a ciência ocupa hoje — fornecia explicação sobre criação e funcionamento do mundo. Quando vamos ao texto de Gênesis com nossa cosmovisão moderna, não achamos as respostas que gostaríamos porque o texto não é científico (embora seja exato).
    Na cultura egípcia, o rio Nilo era as águas primordiais de onde surgiam os deuses. A ideia era que existia um caos ou desordem antes do mundo, e então o deus Num surge das águas e cria outros deuses. A epopeia de Enuma Elish e a epopeia de Gilgamesh são narrativas similares ao que vemos em Gênesis — inclusive Gilgamesh narra um dilúvio com um homem que construiu um grande barco. O dilúvio é narrado em cerca de 11 culturas diferentes, desde a China até o Oriente Médio. Na cultura egípcia-babilônica, a criação do ser humano era sempre um retrato ruim — homens criados para fazer trabalhos forçados dos deuses. Diferente de Gênesis, onde o homem é criado à imagem e semelhança de Deus como coroa da criação.
    Quem foi o faraó do tempo de Moisés? Tutmoses I era o faraó quando Moisés nasceu — período mais expansionista do Egito. A mulher Hatshepsut (filha do faraó) muito provavelmente foi quem tirou Moisés das águas. Amenhotep II era provavelmente o faraó do êxodo. Tutmoses IV escreveu a "Estela do Sonho" na esfinge egípcia narrando que não era o primogênito, mas seu irmão morreu de "causas desconhecidas" e ele subiu ao trono — isso casa com a 10ª praga. Amenhotep IV, vendo um povo monoteísta conquistando Canaã, instituiu um único deus no Egito por um período.
    As pragas do Egito não foram apenas para o faraó — foram para o povo de Israel. Eles também adoravam aqueles deuses. A primeira praga transforma o Nilo (de onde surgiam as divindades) em sangue. A morte do primogênito do faraó declara que nenhum deus pode parar o Deus de Israel. Deus realiza uma desordem para trazer uma ordem — depois, na peregrinação, Deus traz maná do céu, nuvem e coluna de fogo, abre o mar, abre a terra. Ele está reestruturando a cosmovisão daquele povo pagão.
    Por que as narrativas de Gênesis são similares às epopeias pagãs? Duas perspectivas: (1) Todos os povos até o dilúvio viveram a mesma história e a recontaram de formas diferentes — por isso encontramos narrativas similares em várias culturas. (2) Satanás, que estava no princípio e sabe como Deus fez todas as coisas, criou falsas ideias na mente de homens caídos com histórias parecidas mas com "um nó no meio" — mais deuses e destituição do propósito do homem. Deus usa similaridade cultural para zombar dos mitos e demonstrar que Ele é o único Deus verdadeiro. A zombaria ao politeísmo egípcio é ênfase central das pragas.
    Hebreus 11:3 diz: "Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus". A ciência nunca vai comprovar a criação de forma reproduzível — sempre será teoria. Se corrermos atrás disso, corremos atrás de vento. Deus deixou Israel 40 anos no deserto para colocar a mente no lugar. O que Deus estava fazendo? Reestruturando a visão deles para que cressem em um único Deus e lembrassem que como filhos de Deus podem usar a criação com sabedoria, adorando ao Senhor através das coisas criadas — não adorando as coisas, mas ao Senhor.
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    Culto – Hebreus 4:14-5:10 – Jesus, o Grande Sumo Sacerdote

    20/04/2026 | 1h 3min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 4:14-5:10, apresentando Jesus como o grande sumo sacerdote. A Bíblia traz três principais ofícios de Cristo: rei, profeta e sacerdote. Os primeiros leitores de Hebreus entendiam o que era um sumo sacerdote — havia um vigente na época, o templo ainda não havia sido destruído. Mas nós vivemos em cultura distante disso e perdemos a beleza e majestade do ministério de Cristo quando não compreendemos seus ofícios. O sumo sacerdote era escolhido entre os homens para representar o povo diante de Deus, oferecendo sacrifícios pelos pecados. Uma vez ao ano, no dia da expiação, ele entrava no Santo dos Santos com oferta por todo Israel e por ele mesmo.
    Após a morte e ressurreição de Cristo, esses elementos desaparecem da vida do povo. O que fazer agora com o pecado? Quem procurar? Onde encontrar alguém que se compadeça? O autor de Hebreus está enxergando isso — na medida que seguiam a Cristo, ficavam sem saber o que fazer e voltavam ao judaísmo. Mas o autor diz com amor que aquele sumo sacerdote do templo não era como Jesus, não era perfeito como Jesus. Ano após ano tinha que fazer sacrifício por ele mesmo. "Temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus" — a palavra grande é "mega" no grego. Ele não adentrou no templo físico terreno, mas no verdadeiro tabernáculo de Deus nos céus. O tabernáculo e templo eram sombras de um lugar superior. O véu tinha 9m de altura, 18m de comprimento, 10cm de espessura, bordado com querubins — simbolizava ambiente celestial.
    "Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém sem pecado". Jesus viveu como nós — sentiu emoções, dor, fome, tristeza, angústia. Chorou diante da morte de Lázaro. Ele não é passivo diante da sua dor, se compadece nas suas entranhas. Mas Jesus não conheceu o pecado na sua natureza humana. A tentação não alterou sua santidade. Por isso ele pode suplicar e clamar a Deus por mérito dele mesmo — nenhum sumo sacerdote humano podia fazer isso. "Sendo ouvido por causa da sua reverente submissão" — foi recebido com prazer pelo Pai, está sentado à direita do Senhor e pode interceder por nós. Ele tem mérito para isso, ele é capaz.
    "Embora sendo filho, aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu. E uma vez aperfeiçoado, tornou-se fonte da salvação eterna." Jesus foi aperfeiçoado pela sua obediência humana. Ele não precisou oferecer sacrifício por si mesmo porque era perfeito. O sumo sacerdote se preparava dias antes do dia da expiação — nosso sumo sacerdote foi preparado em toda a sua vida. Milhares de cordeiros eram mortos, apontando para o dia que veio o verdadeiro cordeiro, sem mácula, perfeito. Jesus sofreu no nosso lugar a morte. O castigo que nos era proposto estava sobre ele. Por isso ele se torna fonte de salvação — não mais um sacrifício que precisava ser refeito todo ano, mas um sacrifício perfeito, de uma vez por todas.
    Por que precisamos de um sacerdote? Porque diante da nossa consciência culpada, percebemos que temos problema com Deus. Deus resolve isso enviando alguém semelhante a ele. Agora temos um sacerdote que não é apenas escolhido pelos homens, mas é Deus. Ele pode suportar a ira divina e se colocar entre nós e Deus. "Aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça." Se abandonarem isso e voltarem aos elementos ritualísticos, a fé não vale mais nada. Mas nós que temos um grande sumo sacerdote podemos nos aproximar confiadamente. Por meio do sangue de Cristo somos lavados e cobertos com vestes sacerdotais. Somos geração eleita, sacerdócio real, povo exclusivo de Deus que pode chegar até ele com toda confiança — por causa dos méritos do nosso grande sumo sacerdote.

    Pastor: Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos base: Hebreus 4:14-16, Hebreus 5:1-10
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    EBD – Teologia Bíblica: Fundamentos do Criacionismo e Contexto de Gênesis

    20/04/2026 | 45min
    Nesta Escola Bíblica Dominical, o preletor Mário Rodrigues ensinou sobre os fundamentos do criacionismo e o contexto de Gênesis. A doutrina da criação é o ponto inicial para a fé cristã, pois mostra quem Deus é, quem é o homem e qual é o sentido do mundo. Quando a Escritura inicia com o Senhor criando os céus e a terra, ela não está apenas informando um fato — está estabelecendo o alicerce de toda a realidade. Deus é absoluto, Senhor de tudo que existe. Nós não surgimos por acaso e o universo não surgiu de um acidente cósmico. Tudo nasce da vontade do Deus criador. A criação muda nossa visão sobre moralidade, adoração e descanso. Hebreus 11:3 diz: "Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus."
    Gênesis foi dado para formar a mente e o coração do povo de Israel de forma correta. Israel estava saindo de um contexto pagão, moldado pela idolatria e mitos. Durante 400 anos viveram imersos em símbolos pagãos no Egito. Moisés apresenta Gênesis para corrigir isso — o único Deus que criou todas as coisas e é Senhor absoluto de tudo. O sol não era divindade, o Nilo não era sagrado, a fertilidade não dependia de ritos pagãos. Tudo vinha do Criador. Um povo que pensa como pagão nunca adorará de forma santa. Uma igreja que pensa de forma idólatra jamais adorará em espírito e verdade.
    Gênesis reorienta a visão teológica do povo. Por que guardar o sábado? Deus criou em seis dias e descansou no sétimo. Por que ser fiel no casamento? Deus criou um homem e uma mulher. Por que não matar? Deus fez o homem à sua imagem. Por que é proibido adorar através de imagens? Deus é espírito, não tem forma. Qual a base legal para tomar Canaã? Deus criou a terra, é dono de tudo e concede a quem quiser. O Deus que criou todas as coisas chamou Abraão, preservou José no Egito, julga as nações, conduz seu povo. Ele não criou o universo e o abandonou — ele sustenta e dirige sua criação.
    Por que a historicidade de Gênesis é importante? Todo o cristianismo está ligado a atos reais de Deus na história. Se Adão não for real, a queda deixa de ser evento concreto e o pecado original perde profundidade. A relação traçada por Paulo entre Adão e Cristo perde força. Em Romanos 5 e 1 Coríntios 15, Paulo relaciona o primeiro Adão ao último Adão. O pecado, condenação e morte entram pela desobediência de Adão; justiça, graça e vida vêm pela obediência de Cristo. Se Adão deixa de ser real, essa estrutura se desfaz. O próprio Jesus fala de Gênesis com naturalidade histórica — quando fala do casamento, volta ao princípio; quando fala do juízo, menciona os dias de Noé. Adão caiu num dia específico da nossa história. Jesus morreu num dia específico da nossa história. Gênesis não é só começo literário, é começo histórico daquilo que culmina em Cristo.
    A doutrina da criação não deve terminar em organização intelectual — precisa produzir temor santo. Conhecer o Deus criador é reconhecer sua majestade, autoridade e o direito que ele tem sobre todas as coisas. O homem não responde à criação com neutralidade — ou se encurva com reverência ou se rebela. A criação confronta a rebelião porque nos lembra a quem pertencemos. Não escolhemos nascer, não produzimos nosso próprio ser, não sustentamos nossa vida por força própria. Quando o homem ignora a criação, a salvação se torna apenas terapia religiosa. Mas quando reconhece o Criador, entende que o pecado é rebelião real e a graça é favor imerecido diante de um Senhor santo. A criação não compete com a cruz — ela prepara o caminho para que a cruz seja entendida em sua seriedade e beleza.
    Preletor: Mário RodriguesLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Gênesis 1:1, Hebreus 11:3

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Sobre Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte

Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte. Culto domingo às 10h e sábado às 19h. R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050. Instagram: @batistareformadabh Aqui são disponibilizadas todas as pregações expositivas do Evangelho, ministradas em nossa igreja. Que essas mensagens possam abençoar a sua vida.
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