Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
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Culto – Exposição do Livro de Judas (Judas 1:1-4) – Batalhar pela Fé e Resistir ao Falso Ensino
03/11/2026 | 1h 9minNesta primeira mensagem da série expositiva sobre o livro de Judas, o Pastor Fabricio Corrêa apresentou Judas 1.1-4, carta escrita para uma igreja atacada por falsos mestres que se infiltraram dissimuladamente. O pastor contextualizou que, desde o primeiro século, a igreja é chamada a batalhar pela fé — tanto Jesus quanto Paulo (em Atos 20) e João alertaram sobre falsos ensinos — e que, sempre que a igreja baixa a guarda contra o erro, sofre prejuízo. Na identificação do autor, esclareceu que este Judas não é Judas Iscariotes nem Judas Tadeu (filho de Tiago), mas sim irmão de Jesus e de Tiago (Marcos 6, Mateus 13): embora os irmãos de Jesus não cressem nele durante o ministério terreno (João 7.5), reconheceram sua divindade após a ressurreição (1 Coríntios 15, Atos 1), razão pela qual Judas se intitula humildemente “servo” (doulos) e não irmão. O ponto central da introdução é que, antes de tratar dos falsos mestres, Judas estabelece a identidade do crente em três palavras: chamados (ação soberana de Deus no passado, que nos tirou das trevas e nos inseriu numa nova família — motivo de alegria diária), amados por Deus Pai (realidade presente de um amor incondicional e paternal) e guardados por Jesus Cristo (segurança presente e futura, pois é o próprio Cristo que sustenta nossa fé e impede que caiamos). Esse fundamento é o que nos capacita a batalhar: ninguém luta por aquilo que não conhece nem ama. Na aplicação, o pastor fez um extenso paralelo com o liberalismo teológico (surgido no século XIX a partir do iluminismo e do racionalismo), que, ao tentar adaptar o cristianismo à razão, tratou a Bíblia como mito, negou os milagres, a ressurreição corpórea e o nascimento virginal, e substituiu a salvação pela obra de Cristo por uma mera transformação social — colocando o homem no lugar de Deus. Citando o livro “Cristianismo e Liberalismo” (1923), de J. Gresham Machen, afirmou que o liberalismo não é cristianismo, mas outra religião, e que seus pregadores aprenderam o linguajar da fé sem crer nela. O pastor exortou a desconfiar do moralismo sem cruz, do evangelho terapêutico focado só no homem, e da rejeição à doutrina, lembrando que conhecer a verdade é o que protege do erro (como o caixa que identifica a nota falsa por conhecer bem a verdadeira). Alertou que o falso ensino sempre desvia para a libertinagem ou para o legalismo — como um avião que erra um grau nas coordenadas e termina longe do destino —, pois o evangelho não precisa de acréscimos: Cristo cumpriu a lei perfeitamente e somos salvos pela graça, mediante a fé. Por fim, emendou a mensagem com a Ceia do Senhor, explicando-a como memória visível do evangelho em três direções: olhar para trás (o sacrifício da cruz), para o presente (somos guardados por Cristo, com alegria e contrição) e para frente (prelúdio do banquete das bodas do Cordeiro), celebrada com alegria e temor.Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Judas 1.1-4Escola de Novos Membros Set/2026 (Aula 8) – Nossa Igreja: História, Confessionalidade e Ministérios
03/11/2026 | 44minNesta oitava e última aula da Escola de Novos Membros, o Pastor Fabricio Corrêa apresentou a identidade, a história e a vida prática da comunidade. A igreja foi oficialmente estabelecida em 17 de março de 2024, mas sua caminhada começou em 2016, em outra denominação, da qual os líderes se desligaram para recomeçar do zero — um processo de revitalização. Desde o início, buscaram uma historicidade batista marcada por três traços: governo congregacional, liberdade da igreja local e membresia regenerada. A igreja subscreve os credos antigos (Apostólico, Niceno-Constantinopolitano, Atanasiano e a Definição de Calcedônia) e duas confissões batistas (New Hampshire e a de 1689). O pastor explicou que o centro da vida comunitária é o culto (nunca substituído), apoiado por EBD, grupos de comunhão, Quinta Teológica e discipulado, com poucas atividades para que a fé seja praticada no cotidiano. Enfatizou a participação das crianças no culto público (as salinhas são apoio, não substituição, e toda criança batizada deve participar). Detalhou os ministérios de culto e os extra-culto, distinguindo os dois ofícios bíblicos (presbíteros e diáconos) dos líderes de ministério, e apresentou a liderança atual (três presbíteros em pluralidade e sete diáconos). Encerrou com os próximos passos rumo à membresia: entrevistas individuais, a assembleia de apresentação em 15 de novembro e a recepção oficial dos novos membros, com batismos, em 22 de novembro.Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte- Bate-papo sobre a Reforma Protestante na Igreja Batista Reformada de Belo Horizonte (IBRBH).Em uma noite de conversa e comunhão, o Pr. Fabricio Fik conduziu perguntas sobre o contexto histórico da Reforma, o acesso do povo às Escrituras, a salvação pela graça mediante a fé e o legado do movimento para a igreja hoje. O público também participou com perguntas sobre a tradução de Lutero, o dom de línguas e os livros apócrifos.📖 “O justo viverá pela fé.” Romanos 1:17⏱️ CAPÍTULOS00:00 O que levou Lutero a questionar a igreja?11:20 Por que a Reforma levou a Bíblia ao povo?25:45 Pergunta do público: a linguagem da tradução de Lutero27:15 Salvação pela graça × salvação pelas obras37:22 Quando a Bíblia confronta a tradição46:00 Pergunta do público: batismo no Espírito e dom de línguas55:44 Pergunta do público: os livros apócrifos1:03:50 O que da Reforma ainda importa hoje?1:09:00 Encerramento🙌 Participantes: Pr. Fabricio Fik, Matheus, Thaís, Mário, Bruno e Adalton📍 Igreja Batista Reformada de Belo Horizonte📲 Instagram: @batistareformadabhSomente a Escritura. Somente Cristo. Somente a graça. Somente a fé. Somente a Deus a glória.#ReformaProtestante #DiaDaReforma #CincoSolas #IgrejaReformada #BeloHorizonte
- Neste culto, encerrando a série sobre a Reforma Protestante, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Atos 17.16-34, o discurso de Paulo no Areópago de Atenas. Ele contextualizou que Paulo, na segunda viagem missionária, chegou sozinho à cidade — berço da filosofia — após ser perseguido em Tessalônica e Bereia, e que, em vez de admirar a arquitetura como turista, ficou profundamente indignado ao ver a cidade cheia de ídolos (os historiadores estimam quase 30.000 estátuas). Paulo discutiu nas sinagogas e na praça principal com epicureus (materialistas que viviam pelos prazeres e não criam em Deus nem na ressurreição) e estoicos (panteístas que criam num “logos” impessoal e no controle das emoções), filosofias que o pastor notou terem um retorno moderno. Chamado de “tagarela”, Paulo foi levado ao Areópago, onde anunciou o “Deus desconhecido” que eles próprios cultuavam por medo de esquecer alguma divindade. O ponto central é que Atenas não difere do nosso mundo: continuamos a erguer ídolos (dinheiro, trabalho, família, fama) e a buscar incansavelmente as “últimas novidades” — sintoma da idolatria, pois o ídolo nunca entrega o que promete e gera frustração. Conectando com o pensamento reformado (que resgatou o “somente Cristo” contra o sincretismo da igreja medieval), o pastor afirmou que só existem duas cosmovisões: a que interpreta o mundo a partir da cruz, morte e ressurreição de Cristo, e a que o interpreta a partir de qualquer outro elemento. O sermão de Paulo apela a três elementos: o Deus Criador (contra o atomismo e o acaso — na criação Deus falou com Adão para que ele sosubesse quem era, pois “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”, e Ele é também o Sustentador); a queda e o juízo (Deus, santo e justo, ordena que todos se arrependam, pois estabeleceu um dia de julgar o mundo — e falar do juízo é amor, não intransigência, citando Paul Tripp: “Deus nunca erra um endereço”); e Cristo, o homem designado, que ressuscitou dos mortos. Ao ouvirem da ressurreição corpórea — escândalo para a mentalidade grega dualista que via o corpo como prisão da alma —, alguns zombaram, mas outros creram (Dionísio e Damaris). O pastor concluiu que os ídolos pagãos continuam mudos e mortos nos museus, mas o túmulo do nosso Deus está vazio: Ele venceu a morte e é a única mensagem capaz de transformar vidas.Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Atos 17.16-34
Escola de Novos Membros Set/2026 (Aula 7) – O Que Cremos Acerca do Governo da Igreja
27/10/2026 | 47minNesta sétima aula da Escola de Novos Membros, o Pastor Fabricio Corrêa ensinou sobre o modelo de governo da igreja. Ele começou contextualizando que, no primeiro século, as igrejas tinham a figura dos apóstolos (chamados diretamente por Cristo, testemunhas do Ressurreto, operadores de sinais) — ofício que se encerrou com a morte deles — e eram governadas localmente por dois ofícios: presbíteros (termo intercambiável com pastores e bispos no Novo Testamento, transliteração de “ancião” e sempre mencionado no plural, indicando pluralidade de liderança) e diáconos (ofício de serviço surgido em Atos 6, escolhidos pela igreja). A partir de Mateus 16.13-20 e Mateus 18.15-20, o pastor apresentou os três modelos históricos de governo: o episcopal (católico romano, piramidal, que centraliza a autoridade de “ligar e desligar” em um bispo sucessor de Pedro); o presbiteriano (surgido com Genebra e John Knox, que transfere essa autoridade a um grupo de presbíteros); e o congregacional (estabelecido pelos puritanos na Inglaterra, formalizado na Declaração de Savoia de 1658, redigida por John Owen). A igreja adota o congregacionalismo liderado por presbíteros e servido por diáconos, fundamentado no sacerdócio universal de todos os crentes resgatado pela Reforma. O ponto exegético central é que a “pedra” sobre a qual Cristo edifica a igreja não é a pessoa de Pedro, mas sua confissão (“Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”) — o que desarma o modelo episcopal. As chaves do reino (ligar e desligar) foram dadas à igreja, não a um líder isolado: a congregação recebe membros reconhecendo publicamente sua confissão genuína e os exclui pela disciplina. A igreja funciona como uma embaixada do reino, exercendo essa autoridade por meio dos sacramentos — o batismo (cerimônia inaugural de identificação pública) e a ceia (testemunho permanente). O pastor usou 1 Coríntios 5 e 2 Coríntios 2 para mostrar que Paulo endereçou as decisões disciplinares à igreja (à maioria), não apenas ao presbítero. Ele descreveu o tríplice governo local sob Cristo (congregação, presbíteros/pastores e conselho administrativo, numa “pirâmide invertida” em que os líderes estão abaixo da igreja), alertando contra o retorno ao clericalismo e o ditado “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. A congregação participa de decisões essenciais: recepção e exclusão de membros e de líderes (citando a exclusão de Jonathan Edwards por sua própria igreja), e decisões que afetam a viabilidade do ministério — especialmente as financeiras, já que a má administração é causa frequente do fechamento de igrejas. O presbítero tem a função do conselho (não da espada): aconselha pela Palavra e coloca a decisão final nas mãos da igreja; quando lideram bem, as decisões tendem à unanimidade. O fim de todo esse modelo é a preservação da mensagem do evangelho de geração em geração, tendo Cristo como o único cabeça da igreja.Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Mateus 16.13-20 e 18.15-20
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Sobre Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte.
Culto domingo às 10h.
R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050.
Instagram: @batistareformadabh
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