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Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte

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Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
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    Culto – Hebreus 11:8-22 – A Fé Que Peregrina: Abrindo Mão do Terreno Pela Promessa Eterna

    22/07/2026 | 1h
    Neste culto, o Presbítero Diego leu a Confissão de Fé 1689, capítulo 4, artigo 2, sobre a criação do ser humano e pregou sobre Hebreus 11.8-22, tratando da fé dos patriarcas.
    Contexto: Os hebreus sofriam pressão para voltar aos rituais judaicos, o que negaria categoricamente que Cristo morreu por nós.
    O que é a fé? Não é otimismo, palavras positivas nem teologia da prosperidade. Usar Hebreus 11 para justificar conquistas terrenas é reduzir uma promessa eterna a uma promessa terrena — todos os heróis citados creram em algo que não viram cumprir na terra. Thomas Watson: "A fé é a mão que recebe o dom de Cristo. Ela nos salva por causa do seu objeto." John Knox: "Confiança viva que nos faz abraçar Cristo como oferecido no evangelho."
    Abraão peregrino. Tinha terras, família, bens — e abriu mão de tudo por uma promessa. Todos nós, peregrinos pela fé, nos tornamos descendentes de Abraão. Não era fé baseada em rituais — "dê tanto e Deus retribuirá em dobro." Era confiança absoluta na Palavra do Senhor.
    Deus faz aliança consigo mesmo. Em Gênesis 15, Abraão foi tomado por sono e o próprio Senhor executou o sacrifício. Nosso pacto sempre é descumprido por nós — mas Deus cumpre a aliança consigo mesmo, porque só ele pode cumpri-la perfeitamente.
    O sacrifício de Isaque. Abraão cria que Deus traria Isaque de volta — sombra do que Cristo faria por nós. Um pai sacrificando o único filho e o Senhor trazendo de volta.
    Ser peregrino na cultura judaica era pior que ser viúva ou órfão. Abraão vivia em tenda sem alicerces — modelo da caminhada cristã. Somos cristãos em tendas, aguardando a terra prometida. Já vivemos o reino, mas ainda não em completude. Fomos justificados, mas ainda não somos justos. Somos santificados, mas ainda não somos santos.
    Sobre recompensa (Mateus 6.2): os hipócritas queriam holofotes e já recebiam a recompensa na terra. Tudo que fazemos para alcançar recompensa terrena, só teremos recompensa terrena. Na eternidade, o ouro será tão insignificante quanto areia.
    Perguntas complexas (por que não divorciar, por que orar, por que Deus não impediu a queda) nos consomem, mas a Bíblia não é revelação clara sobre tudo. Não gaste sua vida entendendo complexidades terrenas — gaste entendendo as certezas eternas.
    Hebreus 11.39-40: Todos receberam bom testemunho, mas nenhum recebeu o prometido — Deus planejou algo melhor para nós. Spurgeon: "A fé não é cega, pois começa com conhecimento. Confia e aposta o seu destino na verdade da revelação."
    Somos seres limitados criados por alguém infinito. Nunca seremos plenos neste mundo — só quando todas as coisas forem restauradas. A insatisfação é sinal de que somos peregrinos.
    Pregador: Presbítero DiegoLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 11.8-22'
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    Quinta Teológica | Introdução ao AT: Geografia Bíblica

    16/07/2026 | 1h 41min
    Nesta quarta parte da série de Introdução ao Antigo Testamento, o Pastor Fabricio Corrêa tratou da geografia bíblica, mostrando como o cenário físico da terra é fundamental para compreender as narrativas das Escrituras.
    Por que estudar geografia bíblica? A Bíblia não é um livro de mitologia — narra eventos reais em lugares reais. Conhecer a geografia ajuda a entender decisões, batalhas, rotas e até metáforas usadas pelos autores bíblicos. Muitos textos que parecem obscuros ganham clareza quando visualizamos o terreno.
    Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
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    Culto – Hebreus 11:1-7 – Os Primeiros Heróis da Fé: Abel, Enoque e Noé

    16/07/2026 | 1h 6min
    Neste culto, o Presbítero Diego leu a Confissão de Fé 1689, capítulo 4, artigo 1, sobre a criação. A Trindade participou ativamente na criação — Pai, Filho e Espírito Santo criaram todas as coisas para a manifestação da glória de Deus. A criação anuncia a existência de um Deus eterno (não anuncia a obra redentiva, mas é suficiente para provar que existe um Criador). Deus criou do nada, pela palavra — crer nisso é questão de fé. Cremos na literalidade de Gênesis como relato histórico, seis dias. Tudo era muito bom e refletia perfeitamente a glória de Deus; hoje temos lampejos disso, mas haverá restauração plena.
    O Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 11.1-7, tratando dos três primeiros heróis da fé. O capítulo 11 tem quatro pausas explicativas: versos 1-3, verso 6, versos 13-16, e versos 39-40 — esses textos explicam o que as histórias dos heróis representam.
    Divisão de Gênesis: História primeva (caps. 1-11) — Deus lidando com toda a humanidade; história patriarcal (cap. 12 em diante) — foco em Abraão e seus descendentes.
    A fé tem um objeto. Não é otimismo ou mentalização — isso é fé pagã. Nossa fé aponta para uma pessoa: Jesus Cristo, morto e ressurreto. A fé é como a gravidade: você depende dela, vive por ela, mesmo sem explicá-la completamente. A vida, morte e ressurreição de Cristo deveria ser tão internalizada que todas as demais coisas não poderiam ser desconectadas dessa realidade.
    Abel (v. 4): Ofereceu sacrifício superior porque ofereceu pela fé. Estava convicto de que não era o poder de suas obras, mas dependia daquele que recebe a oferta. Caim queria mérito, reconhecimento pelas obras — por isso se enfureceu. Sem fé é impossível agradar a Deus. Muitas pessoas querem ser justificadas pelas obras, não pela fé. Abel foi reconhecido como justo e, embora morto, ainda fala.
    Enoque (v. 5-6): Andou com Deus numa geração perversa e corrompida. Gênesis 5-6 narra o crescimento da maldade até o dilúvio. Enoque não se dobrava às ideologias e valores daquela sociedade. Hb 11.16: esperavam uma pátria melhor, a celestial. Andar com Deus exige dependência, obediência e temor. Cada vez que tomamos decisões independentes de Deus — mentimos, negligenciamos, enganamos — deixamos de andar com Deus. Enoque agradou a Deus e foi arrebatado.
    Noé (v. 7): Construiu a arca por 100 anos sem nunca ter visto chuva, movido por santo temor. Pela fé condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça. Pedro diz que Noé foi pregador da justiça. A pregação de Noé salvou sua família, mas condenou o mundo. Quem ouve o evangelho e não recebe torna-se indesculpável. Assim como Deus fez no dilúvio, fará novamente no retorno de Cristo — somente quem estiver em Cristo será salvo.
    Hb 11.13: Todos viveram pela fé e morreram sem receber o prometido. Viram de longe e saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos. Nós também estamos vendo de longe — ninguém está no novos céus e nova terra ainda. Você vai ficar doente, envelhecer, perder pessoas. Nesses momentos, lembre desses homens que viveram assim.
    História de Inácio de Antioquia (107 d.C.): Bispo preso pelo imperador Trajano, conduzido a Roma para servir de exemplo. Transformou sua marcha para a morte em evangelização. Escreveu sete cartas encorajando os irmãos. Jogado aos leões no Coliseu por não negar Cristo. Últimas palavras: "Deixai-me ser alimento das feras. Eu sou o trigo de Deus, preciso ser triturado para ser puro pão de Cristo."
    Hb 11.40: Deus havia planejado algo melhor para nós. A recompensa é estar com ele, adentrar a pátria celestial.
    Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikConfissão de Fé: Presbítero DiegoLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 11.1-7
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    Culto – Hebreus 11:1-3 – A Fé Que Não Retrocede: Certeza do Invisível e Garantia do Futuro

    16/07/2026 | 48min
    Neste culto, o Presbítero Isaque pregou sobre Hebreus 11.1-3, tratando da natureza da verdadeira fé. Contexto: judeus cristãos sob dupla pressão — perseguição romana e rejeição da comunidade judaica. Perdendo bens, reputação, família. A lógica humana dizia para retroceder ao judaísmo, religião permitida por Roma. Hebreus 10.39 divide a humanidade: os que retrocedem para destruição e os que têm fé para preservação da vida. Não é questão de temperamento, mas de natureza regenerada.
    A fé não é ferramenta de barganha. Não é moeda de troca para obter coisas de Deus. É a confiança convicta na fidelidade de Deus, gerada pelo Espírito Santo. A fé não serve para dobrarmos a Deus, mas para nos dobrarmos à vontade de Deus. A teologia da prosperidade fabrica pessoas frustradas e apóstatas. Exemplos: parente que fez tudo como a "cartilha" mandava e nada aconteceu — hoje é umbandista. Amigo que orou com fé pela cura da mãe, ela faleceu — se afastou da igreja. Os hebreus estavam empobrecendo por causa do evangelho, não enriquecendo.
    "Certeza daquilo que esperamos" (v. 1). A palavra "certeza" vem de termo usado em comércios — título de propriedade, escritura, garantia legal. A fé não é sentimento ou otimismo humano. É documento legal, garantia presente de realidade futura. Calvino: "A fé funciona como alicerce de concreto de uma casa ainda não construída." Você não vê as paredes, mas sabe que a casa já começou a existir. A fé não depende do que sentimos — é documento de propriedade que Cristo assinou com seu próprio sangue.
    "Prova das coisas que não vemos." Termo jurídico: evidência irrefutável produzida em tribunal, que encerra o debate. A fé é a própria evidência legal de que o mundo invisível de Deus é real. Ter fé não é ser cego ou se autoenganar. O cristão sabe que a dor é real, que o diagnóstico é difícil, que a conta está no vermelho — mas tem no coração evidência jurídica superior: a promessa de Deus. João Crisóstomo: "Se é evidência de coisas que não se veem, por que deseja vê-las ao ponto de decair da fé?"
    "Os antigos receberam bom testemunho" (v. 2). O termo é "martírio" — o próprio Deus testificou sobre eles. Não foram aprovados por vida fácil ou próspera. Muitos foram serrados ao meio, apedrejados, viveram em cavernas. Mas permaneceram firmes na promessa. Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça (Rm 4:3). A fé sempre foi o padrão de Deus desde Gênesis — confirma a unidade do pacto da graça.
    "O universo foi formado pela palavra de Deus" (v. 3). Doutrina da criação do nada. Se a palavra de Deus tem poder para trazer criação do nada, tem poder para sustentá-la e cumprir suas promessas. John Owen: "Se pela fé temos certeza da criação do mundo a partir do nada, isso nos sustentará na crença de outras coisas que parecem difíceis."
    História de Felicidade (c. 160 d.C.). Viúva romana rica, cristã devota. Sacerdotes pagãos a acusaram ao imperador. Prefeito Públio tentou convencê-la com favores, depois ameaçou com tortura. Resposta: "Não me deixarei seduzir por adulações, nem intimidar por ameaças. O Espírito de Deus habita em mim." Ameaçou os filhos. Ela respondeu: "Meus filhos viverão eternamente se não sacrificarem a ídolos." Os sete filhos foram mortos de formas diferentes na frente dela — açoitados, esmagados, espancados, jogados de precipício, decapitados. Ela glorificou a Deus por seus filhos terem permanecido fiéis. Quatro meses depois, foi decapitada.
    A fé é bastão de corrida passado de geração em geração. Sustentou heróis do AT, sustentou leitores de Hebreus diante de Nero, sustentou Felicidade e seus filhos, está agora em nossas mãos. Hebreus 12:1-2: correndo com perseverança a carreira, com os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da fé.
    Pregador: Presbítero IsaqueLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 11:1-3
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    EBD – Teologia Bíblica: Noé, o Dilúvio e a Torre de Babel – A Aliança Universal de Deus

    16/07/2026 | 41min
    Nesta EBD, o Pastor Fabricio Corrêa deu continuidade ao panorama de Gênesis, cobrindo do capítulo 6 ao 11. Divisão de Gênesis: História primeva (caps. 1-11) — Deus lidando com toda a humanidade; história patriarcal (cap. 12-50) — foco em Abraão e descendentes. O livro também se divide por toledot (origens/gerações) — 11 vezes Moisés inicia seções com "esta é a história das origens de...".
    Por que Moisés escreveu sobre o dilúvio? Outras civilizações relatam um dilúvio (Epopeia de Gilgamesh, por exemplo), com narrativas similares. Diferenças cruciais: o relato bíblico é monoteísta; os deuses pagãos eram mesquinhos e egocêntricos, enquanto o Deus bíblico é santo, bom, amoroso e justo; o relato bíblico apresenta uma relação pactual. Se as histórias bíblicas são verdadeiras, não seria surpreendente encontrar ecos delas nas mitologias. Moisés, familiarizado com esses mitos, escreve para colocar em ordem a história real.
    Noé fez tudo como Deus ordenou (repetido nos versos 6.22 e 7.5). Moisés enfatiza isso porque está falando a um povo que adentraria a terra prometida — eles também deveriam obedecer tudo o que o Senhor ordenou. Noé pregou 100 anos construindo a arca, provavelmente zombado e ridicularizado. O espírito de Cristo falou através de Noé chamando o povo ao arrependimento.
    O dilúvio como "reset". Assim como na criação o Espírito pairava sobre as águas e Deus ordenou o caos, no dilúvio há retorno ao caos (águas jorrando das profundezas) e Deus novamente ordena que sequem. Argumento para dilúvio universal: o texto enfatiza repetidamente "toda criatura", "todo ser vivo", "tudo e todos"; montanhas de 6-7 mil metros foram cobertas; achados arqueológicos de esqueletos de peixes e conchas em lugares mais altos do mundo.
    Primeira menção de aliança nas Escrituras (Gn 6.18). Porém, já existia relacionamento de aliança com Adão — Oséias 6.7 interpreta isso: "Eles transgrediram a aliança como Adão." A aliança com Noé é contínua e universal, demonstrando graça comum sobre toda a humanidade.
    O arco-íris. Na mitologia mesopotâmica (Marduk e Tiamat), os deuses penduraram seu arco nos céus após uma guerra. Moisés coloca em ordem esse relato. O termo "arco" é arco de guerra — muitos autores entendem que agora está apontado para o próprio Deus, não mais para a humanidade, indicando que Deus não exerceria mais esse juízo. As cores do arco-íris remetem à aliança universal com toda a criação.
    Paralelos com Adão: Deus traz os animais diante de Noé (como trouxe diante de Adão para dar nomes); após sair da arca, Noé oferece holocausto e constrói altar; Deus ordena "sejam férteis e multipliquem-se" — as mesmas palavras a Adão. O propósito da criação continua o mesmo.
    A maldição de Cam/Canaã. Importante para o povo que entraria na terra de Canaã — os cananeus, jebuseus, amorreus eram descendentes de Cam, a geração amaldiçoada. Quando aquele povo entrasse na terra prometida e se deparasse com essas nações, devia lembrar que essa geração foi amaldiçoada por Deus.
    Torre de Babel (cap. 11). Construída na cidade de Babel por Ninrod, descendente de Cam. O povo queria construir torre que alcançasse os céus para fazer seu nome famoso e não ser espalhado pela terra. Inversão do propósito de Deus: a ordenança era espalhar-se e encher a terra; agora queriam ficar unidos. Ao invés de fazer Deus famoso, queriam fazer o próprio nome famoso. Deus desce, vê o que intentam fazer e confunde as línguas.
    Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos base: Gênesis 6.9–11.9
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Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte. Culto domingo às 10h e sábado às 19h. R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050. Instagram: @batistareformadabh Aqui são disponibilizadas todas as pregações expositivas do Evangelho, ministradas em nossa igreja. Que essas mensagens possam abençoar a sua vida.
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