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Escola de Novos Membros (Aula 2) – O Que Cremos Sobre Deus: Atributos e a Doutrina da Trindade
22/09/2026 | 45minNesta segunda aula da Escola de Membros, o Pastor Fabricio Corrêa ensinou o que a igreja crê sobre Deus, a partir da Confissão de Fé de New Hampshire e de Atos 17.22-28. Ele iniciou com a tese de A.W. Pink de que quem não conhece a Deus vive num mundo estranho, e com o ensino de Calvino de que o homem só se conhece plenamente ao contemplar a face do seu Criador — a crise de identidade da sociedade é reflexo do distanciamento do conhecimento de Deus. O pastor destacou que não definimos Deus por experiências ou pela cultura, mas pela revelação que ele faz de si mesmo nas Escrituras. Ele explicou os atributos incomunicáveis (que só Deus possui e definem quem ele é): eternidade, imutabilidade, infinitude, onipresença (sem confundir com panteísmo, pois Deus é imanente e transcendente), liberdade (limitada apenas pela própria natureza santa — Deus não pode pecar, mentir nem criar outro Deus), onipotência, onisciência e simplicidade (Deus é espírito, não composto de partes). Em seguida tratou dos atributos comunicáveis (amor, justiça, santidade, bondade, misericórdia), que o homem reflete de forma quebrada e desequilibrada, mas que em Deus são perfeitos e equilibrados. O ponto central foi a doutrina da Trindade: há um só Deus que existe eternamente em três pessoas distintas — Pai, Filho e Espírito Santo — coiguais, coeternos e da mesma essência. O pastor mostrou a atuação conjunta e distinta das três pessoas nas obras da criação, da redenção (ilustrada no batismo de Jesus) e da consumação — o Pai designa, o Filho realiza e o Espírito aplica. Por fim, aplicou a Trindade à vida prática da igreja: assim como as três pessoas vivem em perfeita unidade na diversidade, amando-se e exaltando-se mutuamente, a igreja é chamada a viver em amor, unidade e dignidade uns para com os outros, contra uma cultura egoísta e egocêntrica.
Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Atos 17.22-28Escola de Novos Membros (Aula 1) – O Que Cremos Sobre a Bíblia: Revelação, Inspiração e Autoridade
22/09/2026 | 48minNesta primeira aula da Escola de Membros, o Pastor Fabricio Corrêa apresentou a estrutura do curso (oito aulas, com participação mínima de sete, seguidas de entrevista com um presbítero antes da recepção como membro) e ensinou o que a igreja crê sobre a Bíblia, a partir de 2 Timóteo 3.16-17. Ele explicou o princípio reformado do sola scriptura — somente a Escritura é a regra de fé e prática — e distinguiu a revelação geral (Deus se revela a toda a humanidade pela natureza, pela história e pela consciência, tornando o homem indesculpável, mas de forma não salvífica) da revelação especial (Deus se revela de forma escrita através dos profetas, apóstolos e supremamente pelo seu Filho, Jesus Cristo, que é a revelação perfeita do Pai e o centro das Escrituras). O pastor tratou da inspiração divina (do grego theopneustos, "soprado por Deus", a mesma raiz do fôlego de vida soprado sobre Adão), mostrando que o Espírito Santo influenciou sobrenaturalmente cerca de 40 autores ao longo de 1500 anos, de modo que a Bíblia é plenamente divina e plenamente humana. Destacou ainda que a Escritura é inerrante e infalível (embora nossa interpretação possa errar, alertando contra o anacronismo e o uso indevido de promessas dadas a contextos específicos, como Jericó), evidenciada pelas profecias cumpridas em Cristo e pela precisão histórica e arqueológica comprovada. Por fim, tratou do cânon protestante (39 livros do Antigo Testamento e 27 do Novo) e da autoridade da Escritura, que testemunha de si mesma ("assim diz o Senhor") e deve conduzir todo o pensamento, a prática e o governo da igreja.
Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: 2 Timóteo 3.16-17Culto – Daniel 9:1-19 – A Oração de Daniel: Confissão Coletiva e Súplica Por Amor de Deus
22/09/2026 | 1h 20minNeste culto, o Pastor Fabricio Corrêa leu a Confissão de Fé 1689 (capítulo 5, artigo 4, sobre a providência e o problema do mal) e deu continuidade à série sobre oração pregando sobre Daniel 9.1-19. Antes do sermão, ele tratou do aspecto coletivo da adoração — Deus age e restaura o seu povo de forma comunitária, não individualista — e do problema do mal, explicando, com Agostinho, que o mal não é criação de Deus, mas corrupção do bem (como o buraco na folha ou a ferrugem no ferro), permitido pela providência divina para fins santíssimos, como na história de José. Sobre Daniel, o pastor fez um panorama de sua vida: levado cativo à Babilônia por volta dos 14 anos, treinado na cultura babilônica, interpretou sonhos, governou sob vários impérios e permaneceu fiel por cerca de 70 anos, sem nunca retornar a Jerusalém. Já idoso, lendo as profecias de Jeremias sobre os 70 anos do cativeiro, Daniel percebe que a promessa estava prestes a se cumprir e se volta ao Senhor com oração, jejum e pano de saco. O ponto central é que Daniel — um homem justo — não aponta o dedo aos ímpios, mas confessa "nós pecamos", assumindo o pecado do povo com senso de coletividade, algo que nos falta hoje, quando somos rápidos em nomear os pecados alheios e lentos em nos envergonhar como um só povo de Deus. Por fim, a oração de Daniel não se apoia em mérito próprio, mas na misericórdia de Deus e "por amor de ti" — assim como nossa oração é mediada pelos méritos de Cristo — e revela um coração que ora por gerações futuras que talvez nem veria, com a certeza de que Jesus Cristo é o vencedor que edifica a sua igreja.
Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Daniel 9.1-19- Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa leu a Confissão de Fé 1689 (capítulo 5, sobre a divina providência) e deu continuidade à série sobre oração pregando sobre Neemias 1.1-11. Ele mostrou que Neemias, copeiro do rei persa em Susã, cerca de cem anos após o cativeiro babilônico, chora e lamenta ao ouvir que os muros de Jerusalém estavam destruídos e o povo em humilhação — mesmo nunca tendo visto a cidade, sofrendo por algo que conhecia apenas pela tradição dos antepassados. O ponto central é que, antes de agir, Neemias reagiu com compaixão, lamento, jejum e oração, ensinando que o lamento é parte da piedade cristã, contra uma cultura de exibicionismo e "coaching" que evita demonstrar tristeza e prefere a indiferença diante do sofrimento alheio. A oração de Neemias segue a mesma estrutura do Pai Nosso: adoração (recordando os atributos de Deus — grande, temível, fiel à aliança, misericordioso), confissão (assumindo os pecados "eu e o meu povo", de forma humilde e específica) e petição (pedidos claros e ousados, aliançados às promessas de Deus). O pastor destacou que oração e responsabilidade andam juntas — Neemias sabia exatamente o que pedir porque tinha um planejamento detalhado — e encerrou com três aplicações: confessar os pecados e colocar a vida em ordem, ter coragem para orar mesmo aquilo que tememos que Deus atenda, e não ter medo de colocar em prática quando Deus abrir as portas.
Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Neemias 1.1-11 - Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa abriu uma série de quatro sermões sobre oração pregando sobre Mateus 6.5-15, a oração do Pai Nosso. Como introdução, ele expôs o déficit de oração da nossa geração — que busca corpos sarados mas descuida da alma, enxerga Deus como tese e não como pessoa, e tem resposta imediata para tudo (Google, IA), reduzindo a dependência do Senhor. Ele corrigiu a ideia de que reformados não oram, lembrando que Calvino, Lutero e Jonathan Edwards foram homens de oração. Jesus, ao ser pedido "ensina-nos a orar" (Lucas 11.1), oferece uma estrutura: adoração (santificar o nome, vir o reino, fazer a vontade de Deus), petição (o pão, o perdão, o livramento da tentação) e confissão. O pastor advertiu contra a oração dos hipócritas (feita para ser vista) e dos pagãos (repetições vãs), esclarecendo que oramos não para informar a Deus, que já sabe do que precisamos, mas para que o nosso coração seja alinhado ao dele — muitas vezes a oração não muda a circunstância, mas muda a nós. Ele destacou chamar Deus de "Pai" como marca de intimidade, a prioridade da adoração e da vontade de Deus acima dos nossos pedidos, a confiança no sustento do pão de cada dia contra a ansiedade, e a necessidade de pedir livramento da tentação. Por fim, tratou do perdão como prova de quem experimentou o perdão da cruz: quem se recusa a perdoar demonstra nunca ter entendido o perdão recebido, e devemos perdoar enquanto há tempo, partindo sempre do mais maduro.
Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Mateus 6.5-15
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Sobre Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
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Culto domingo às 10h e sábado às 19h.
R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050.
Instagram: @batistareformadabh
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