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Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte

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    Culto – Hebreus 2:5-18 – Jesus Venceu a Morte

    14/03/2026 | 57min
    Neste culto, o Pastor Isaque Morita (@isaque.morita) pregou sobre Hebreus 2:5-18, abordando como Jesus venceu a morte. A morte é a grande inimiga da humanidade — separa famílias, encerra histórias. Muitos vivem tentando ignorá-la, mas a Bíblia enfrenta a morte de frente. Hebreus mostra o filho de Deus que se fez homem, sofreu, foi tentado, morreu — mas não como vítima, mas como substituto. "Para que pela sua morte derrotasse aquele que tem o poder da morte." Ele usa a própria morte como arma contra ela.
    O texto cita Salmos 8: "Quem é o homem para que com ele se importes?" A autoridade da Escritura não está no autor humano, mas no autor divino. Há milhões de espécies catalogadas, milhões desconhecidas. Não conhecemos nosso próprio planeta. Quem explorou o oceano? O universo? Quem é o homem? Somos pó diante de Deus. Salmos fala sobre o homem antes da queda. Mas no jardim o homem caiu, abandonou seu propósito, se tornou escravo. Deus continua fiel, cumpre promessa a Abraão — aponta para Cristo.
    O autor menciona o nome humano: Jesus. Ele se tornou homem, assumiu carne humana, fraquezas. Sentiu fome, cansaço, enfrentou tentações sem pecado. Cristo experimentou algo que Deus eterno não havia experimentado — e fez voluntariamente, escolheu morrer. Até aqui a carta mostrou Cristo superior aos anjos. Mas agora o chama simplesmente "Jesus" — lembra que o filho eterno entrou na nossa história. O mundo está marcado pelo pecado, há injustiças, morte. Mas podemos olhar para Cristo com esperança. Sofreu a morte, mas foi coroado de glória. Para o pensamento humano parece contraditório. Mas aqui o evangelho se revela: o caminho da glória passou pela cruz. O que parecia a maior derrota — a morte de Cristo — se tornou o caminho da maior vitória. Foi através da morte que venceu a morte, o pecado. A cruz revela quem Deus é — na cruz vemos justiça perfeita e amor perfeito de Deus.
    Imagine o pior criminoso fazendo algo com seu familiar. O que você faria? Agora imagine ele diante do juiz: "Prometo nunca mais, me liberte." Se o juiz libera, isso é justiça? Não. Ele precisa pagar. Isso é justiça. Por quê com Deus achamos diferente? O mundo prega um Deus diferente. Para que houvesse justiça, a sentença precisava ser cumprida. Por isso Cristo se tornou homem e cumpriu essa ira. Como adoraríamos Deus justo se ele não cumpre justiça? Jesus não ignora pecado. Então assume a punição em nosso lugar. Cristo nos chama de irmãos. "Jesus não se envergonha de chamá-los de irmãos". Antes éramos inimigos, agora somos filhos.
    A morte nivela todos. Rico morre, pobre morre, poderoso morre. O homem nunca vai conseguir vencer a morte. "Para que por sua morte derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo." Imagine cidade dominada por tirano — a morte. Mas Jesus entra para enfrentar. Aceita a cruz, entra no território da morte. Ele era um cavalo de Troia. Não podia ser mantido pela morte. Ressuscita e quebra esse poder. Por causa da ressurreição, a morte perde o aguilhão. "Onde está ó morte o seu aguilhão?" Imagine escorpião sem ferrão — você não terá medo. Cristo usa a morte para destruir a malignidade da morte. Não precisamos mais temer, porque em Cristo ele já foi vencido. A salvação é libertação completa da escravidão de Satanás. Ainda caminhamos neste mundo, enfrentamos batalhas. Por isso o autor diz: ele sofreu, foi tentado e é poderoso para nos socorrer. Jesus foi tentado no deserto em três pontos: desejo da carne, cobiça, orgulho. Cristo se manteve firme. A luta sem a cruz é derrota. Sem a cruz a justiça não seria feita. Cristo passou pela cruz sozinho para que tivéssemos vida. Podemos ter problemas, mas nos alegrar, porque o maior problema ele resolveu — a morte. E com ele temos vida eterna. Diversas religiões têm vários homens — todos morreram. Mas só um foi diferente. E é ele que devemos honrar.
    Pastor: Isaque Morita (@isaque.morita)Local: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 2:5-18, Salmos 8
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    Culto – Hebreus 2:1-4 – Prestem Atenção ao Que Ouviram: Não Negligenciem Tão Grande Salvação

    05/03/2026 | 45min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa (@fabriciofik) pregou sobre Hebreus 2:1-4, exortando a não negligenciar a salvação. Após demonstrar que Jesus é superior aos anjos, o autor apresenta aplicação prática: "Por isso é preciso que prestemos maior atenção ao que temos ouvido, para que jamais nos desviemos. Se a mensagem transmitida por anjos provou sua firmeza e toda transgressão recebeu punição, como escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação?" Ouvir é o primeiro mandamento da carta aos Hebreus — é uma ordem do Rei da Glória. Temos dificuldade em ouvir, sustentar o que ouvimos, aprender. Nossa interpretação é sempre pautada pelo nosso ponto de vista. Somos rápidos a interpretar mal. Vivemos em via acelerada, queremos resumo do resumo. Nos achamos profundos por conhecer apenas a ranhura de determinadas coisas. Isso é ruim para nossa existência. Deus nos deu um único livro — não há nada mais denso que a releitura. Trocamos aquilo que é palpável espiritualmente, genuíno, por coisas inúteis, passageiras. Somos chamados a não negligenciar. Para isso, deve haver exercício de prestar atenção às coisas que valem nossa atenção, que têm valor profundo.
    O verso 2 faz paralelo com o passado: A mensagem transmitida por anjos provou firmeza. Aqueles que transgrediram receberam punição. O que aconteceu com aquele povo? Receberam ordenanças, ouviram, mas negligenciaram — morreram no caminho, não entraram na terra prometida. Saíram 600.000 homens aptos à guerra — desses, só dois entraram: Josué e Calebe. O relatório positivo de Josué e Calebe estava sustentado no que ouviram de Deus. Será que nosso relatório da existência está sustentado nessas verdades? Aqueles homens sofreram punição. Como escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação? Se seus olhos se perdem nas coisas dessa terra e você supõe que está bem com Deus através do mérito, talvez já se desviou. Se forem desobedientes, se negligenciarem as verdades da salvação, não vão chegar no lugar final.
    O que é essa salvação? Você pode salvar a si mesmo? Se disser que sim, já está perdido. A primeira realidade: "Eu não consigo resolver meu problema". A primeira coisa que não pode negligenciar é compreensão da sua natureza pecaminosa, separação. Quando negligencia isso, negligencia a salvação. Preciso de alguém externo que proveja. A Bíblia fala que esse é Jesus — aquele que Deus proveu, o próprio filho. Deus amando o mundo e dando seu filho. Deus ao entregar seu filho sofreu, mas se alegrou porque o filho foi obediente. Qual é a realidade? Você não conseguia. Deus enviou alguém que substitui, leva sua punição. Como escapar se negligencia essas verdades? Foi confirmada por sinais, milagres, maravilhas. Jesus curava todos os doentes nas cidades. João 21:25 diz que se tudo fosse escrito, nem no mundo haveria espaço. Os hebreus a 25-30 anos — quantos não tiveram testemunho de alguém curado, transformado? Isso se espalhou. Somente Deus poderia fazer isso. Os milagres eram aprovação do ministério: "Esse é o filho de Deus".
    Duas perguntas finais: Você tem ouvido com atenção a palavra de Deus? Você abraça essas verdades como algo imutável, eterno, inegociável? Ou seus ouvidos são seletivos? O que tem atraído seus ouvidos? Que tem tomado seu tempo, coração mais do que as coisas de Deus? Quais são os ídolos? Deus quer que você conheça como Ele é, não como você pintou um Deus. Deus somente é conhecido pela forma com que Ele se revela.
    Pastor: Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 2:1-4
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    Culto – Hebreus 1:3-14 – Jesus é Superior aos Anjos: O Rei Eterno no Trono

    27/02/2026 | 49min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa (@fabriciofik) continuou a série sobre Hebreus demonstrando que Jesus é superior aos anjos. A carta foi escrita para judeus hebreus que, diante de perseguição, duvidavam entre manter-se no cristianismo ou retornar ao judaísmo. Retornar ao judaísmo é abandonar a fé.

    O povo flertava com poderes espirituais. Paulo alertava sobre adoração a anjos — o povo fazia ofertas e orações a esses seres. Manuscritos do Mar Morto mostram que essênios tinham mentalidade de que anjos tinham praticamente mesmo status que Deus, colocando seres espirituais acima do Messias. O autor faz defesa da fé, demonstrando que esses seres não eram maiores ou da mesma natureza que o Messias.

    O que são anjos? "São espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação." Esses seres são criaturas, foram criados. No Éden havia união entre céu e terra. Após queda, há separação. Nos novos céus e nova terra, haverá restituição. Esses seres são ministradores a serviço de Deus. "Anjo" significa mensageiro. O poder não está neles mesmos. A mesma idolatria dos judeus é comum na igreja — culto da troca do anjo, orações ao anjo da guarda. Deus utiliza anjos para nos guardar. Mas quem os envia? Deus. Nossa adoração deve ser a Deus, não nesses seres.

    Como o autor defende que Jesus é maior? Só no nome de Jesus já existe superioridade. Cita Salmos 2:7: "Tu és o meu filho e hoje te gerei." Jesus não é mera criatura — Ele é o filho. "Gerei" — eterna geração, não existe início. Jesus sempre foi Deus e sempre foi o filho. Esses seres tiveram princípio, mas Jesus não tem princípio nem fim. "Todos os anjos te adorem." Se há expectativa de adoração a seres celestiais, o autor diz: isso é loucura. Esses seres adoram eternamente o filho de Deus.

    Esses seres são como ventos — são passageiros. Perecerão, envelhecerão. Mas Jesus permanecerá. Há diferença de essência. O filho é o resplendor da glória de Deus."Senta-te à minha direita até que eu faça dos teus inimigos um estrado." A condição do filho é rei. Ele é rei, superior, tem autoridade. Estamos servindo ao rei do universo. Que sentido faz seguir seres secundários se podemos servir aquele no trono? Após morte de Davi, povo tinha expectativa messiânica de rei. Quem é esse? Jesus Cristo — nasce da genealogia para substituir de forma plena o rei messiânico.

    Esperavam rei humano que vencesse Roma. Eles não viram que Jesus era esse rei. Muitos de nós também não percebem. Olhamos para Cristo como fazedor de milagres, mas não enxergamos como rei. Há no coração anseio por governo. Por isso nos debatemos por governos terrenos. Assim nascem ideologias, ditaduras — toda falsa religião nasce através de falso Messias. Um bom governante deveria compreender que toda autoridade vem de Deus. Se tenta se sobrepor ao rei da glória, será deposto.

    "O teu trono, ó Deus, subsiste para sempre." Nosso Senhor está assentado com cetro. Recebeu toda autoridade — rei justo, ama justiça. Cristo foi ungido por Deus. Cristo é a imagem do Deus invisível, resplendor da glória. Ele tem o cetro da justiça.

    O autor quer nos transpor a adoração da superioridade de Jesus. Jesus é maior que anjos, problemas, pecados, dores, governos. Jesus é maior. Não podemos gastar vida buscando satisfação em qualquer coisa que seja parte da criação. Ele é o criador. Quantas vezes no coração temos outras estátuas? Na maioria das vezes, quem está lá somos nós mesmos. Deveríamos lembrar que assim como anjos, nós também somos servos, criados por Deus. O homem tem função de servir, adorar o grande Deus. Deve buscar no único ser eterno. Além de criador, é o sustentador. Se Deus tirasse as mãos, o universo se dissiparia. Se estamos vivos, é porque o Senhor tem nos sustentado. Não faz sentido servir qualquer outra coisa senão Jesus Cristo, o Rei da Glória.
    Pastor: Fabricio Corrêa | @fabriciofik
    Local: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
    Textos-base: Hebreus 1:3-14
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    Culto – Hebreus 1:1-3 – Cristo é Superior: O Filho que Cria e Sustenta Todas as Coisas

    27/02/2026 | 52min
    Neste culto introdutório à série sobre Hebreus (7-8 meses), o Pastor Fabricio Corrêa (@fabriciofik) apresentou o livro que trata de tipologias e sacrifícios do Antigo Testamento apontando para Cristo. Hebreus é dobradiça que liga Antigo e Novo Testamento. Chamado "quinto evangelho" — enquanto evangelhos narram obra de Cristo na terra, Hebreus narra o que Jesus faz no céu à direita de Deus. O resumo: Cristo é superior — maior que anjos, Moisés, sacerdotes, sacrifícios. Cerca de 25 vezes aparecem "maior, melhor, perfeito". Jesus é único suficiente e perfeito mediador.

    Não conhecemos o autor. Por que aceito como canônico? Três critérios: 1) Ortodoxia correta. 2) Antigo e conhecido — citado em 95 d.C. 3) Escrito por apóstolo ou ligado a apóstolo — possivelmente Paulo, Barnabé, Lucas ou Apolo.

    Para quem foi escrito? Judeus convertidos a Cristo. Durante perseguição severa (após Nero incendiar Roma em 64 d.C.), cristianismo era religião ilícita enquanto judaísmo era aceito. Judeus convertidos estavam retrocedendo da fé, voltando ao ritualismo judaico para evitar perder propriedades, filhos vendidos como escravos, serem crucificados. Cristãos se escondiam em catacumbas, viviam exclusivamente pela fé. Natural que alguns retrocedessem. Carta enviada a Roma.

    O texto: "Há muito tempo Deus falou por meio dos profetas. Mas nesses últimos dias falou-nos por meio do filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. O filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da majestade nas alturas." Deus falou — se revelou através dos profetas. Por que conhecemos Deus? Porque se revelou. Há revelação especial (Escrituras) e natural (natureza, consciência). Revelação natural sem Escrituras não traz salvação.

    "Nesses últimos dias falou-nos por meio do filho" — entramos em nova era onde promessa está cumprida. Anteriormente Deus usou meios imperfeitos, intermediários temporais. Agora se revelou através do perfeito — alguém eterno, criador. Alguns faziam distinção entre Deus Pai e Jesus. O autor diz que ambos são iguais, perfeitos, eternos — não há distinção de natureza. Ambos são coiguais, coeternos, mesma substância.

    "O filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser" — diferente de Moisés que resplandeceu glória como reflexo, o Filho é a expressão exata, plenamente divino. Não é alguém que recebeu unção especial. Ele carrega plenitude da glória de Deus. É o homem divino plenamente glorioso — onisciente, onipotente, criador. Se criador parasse de sustentar — mudasse estrelas, oxigênio, lua — seria fim da vida. Jesus é criador, sustentador — sustenta todas as coisas com sua palavra poderosa.

    "Assentou à direita da majestade nas alturas." Perguntavam: onde está Jesus? Está no lugar que lhe é devido — lugar de honra, poder, majestade de Deus.

    Aplicação: Retroceder de Jesus, mesmo para religião judaica, era abandonar a fé. Crer mas viver como se salvasse a si mesmo é abandonar a fé. Não tem ninguém parecido com Jesus. Nós não voltamos ao judaísmo, mas corremos risco de abandonar Cristo no sofrimento e voltamos às práticas antigas, a viver vida pagã. Quando passamos por provações, é onde nossa fé é aprovada. Nós não somos dos que retrocedem. Se tiver crise, pandemia, perseguição, não retrocedemos. Não estamos adorando simples homem — sustentamos fé naquele que é criador e sustentador. Abandonar Jesus é abandonar a fé. Só pode ser herdeiro da promessa aquele que se rende ao rei da promessa.
    Pastor: Fabricio Corrêa | @fabriciofik
    Local: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
    Texto-base: Hebreus 1:1-3
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    Culto – 1 Timóteo 4:7-8 – Exercite-se na Piedade: Rejeitando Fábulas e Vivendo para Deus

    12/02/2026 | 1h 38min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa (@fabriciofik) pregou sobre 1 Timóteo 4:7-8, abordando o exercício da piedade cristã. Iniciou comentando a Confissão de Fé Batista de 1689 sobre as Escrituras como Palavra de Deus inerrante. Fez aplicação sobre polêmica nas redes sociais alertando que não temos a mesma liberdade artística dos autores bíblicos inspirados pelo Espírito Santo — Paulo, Judas e Pedro eram inspirados, nós não somos. Citou 1 Coríntios 8:9 sobre abster-se de exercer liberdade quando pode ser pedra de tropeço para irmãos fracos.
    O texto: "Rejeite as fábulas profanas e tolas, e exercite-se na piedade. O exercício físico é de pouco proveito. A piedade, porém, é proveitosa porque tem promessa da vida presente e futura." Paulo escrevia a Timóteo, jovem pastor em Éfeso. Paulo faz paralelismo entre exercício físico e piedade — ambos exigem repetição diária. Citou Oscar Schmidt que fazia mil arremessos após treino: "Não é mão santa, é treinamento que santifica." A piedade não nasce do acaso. A musculatura da piedade nasce de exercício, prática e vivência. Profundidade não vem porque se matriculou em teologia, mas porque se exercitou verdadeiramente.
    "Rejeite as fábulas profanas e tolas" — Paulo exorta a parar de se desgastar em coisas inúteis para se aprofundar em coisas necessárias. Alguns querem crescer no conhecimento de Deus, mas se convidados para estudo às 6h, meia dúzia vem. Nosso desejo não está em paralelo com nossa prática. Calvino dizia que piedade envolve conhecimento, prática, sentimentos e relações do coração — elas andam juntas. Quando separamos conhecimento de prática, cortamos a trilha da piedade. Irmãos fervorosos com lágrimas podem não conhecer Deus. Teólogos refinados podem não ter coração ardente. Ambas devem estar em equilíbrio.
    Piedade significa reverência, temor, amor santo para com Deus. A grande característica é viver para Deus. Compreender que não há outro meio de vida senão viver para Deus. Exercício físico tem proveito para essa vida, mas piedade tem promessas para vida eterna. Calvino: "Somos de Deus, vivemos para ele."
    Somos de Deus — enquanto essa realidade não absorver nossa compreensão, estaremos distante da piedade. Se está em Cristo, foi comprado — deixamos de ser escravos do pecado e nos tornamos servos de Cristo. Mesmo os que não creem são de Deus, guardados para juízo eterno. Você é de Deus, seja para juízo ou salvação.
    Não há piedade sem união mística com Cristo. A piedade nasce de transformação interna, mudança de natureza, união com Deus eterno. O homem piedoso é mendigo de mãos abertas — tem consciência que se não fosse Deus, ainda estava morto em pecados. Deus é autor e consumador da fé. Deus rejeita orgulhosos, mas concede graça aos humildes. Piedade pressupõe conhecimento que leva à fé.
    Como nos exercitar na piedade: 1) Fugir da arrogância e senso de justiça própria. 2) A palavra — o homem piedoso deseja, almeja, lê, estuda. Piedade gera sede pela palavra. 3) Comunhão com irmãos — ter algo em comum relacionado a Deus. Falar sobre Deus, orar, ensinar uns aos outros. 4) Comunhão com Deus — crer que Deus existe e está inserido com sua vida. Fomos incluídos no corpo místico de Cristo. Calvino: só conheceremos a nós mesmos se antes conhecermos a Deus. A cruz de Cristo foi o meio fundamental de nos perdoar. Piedade genuína coloca Jesus no centro da vida. Não é Jesus e mais algo — é Jesus.

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Sobre Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte

Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte. Culto domingo às 10h e sábado às 19h. R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050. Instagram: @batistareformadabh Aqui são disponibilizadas todas as pregações expositivas do Evangelho, ministradas em nossa igreja. Que essas mensagens possam abençoar a sua vida.
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