Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
IBRBH

Último episódio
187 episódios
- Nesta quarta parte da série de Introdução ao Antigo Testamento, o Pastor Fabricio Corrêa tratou da geografia bíblica, mostrando como o cenário físico da terra é fundamental para compreender as narrativas das Escrituras.
Por que estudar geografia bíblica? A Bíblia não é um livro de mitologia — narra eventos reais em lugares reais. Conhecer a geografia ajuda a entender decisões, batalhas, rotas e até metáforas usadas pelos autores bíblicos. Muitos textos que parecem obscuros ganham clareza quando visualizamos o terreno.
Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte - Neste culto, o Presbítero Diego leu a Confissão de Fé 1689, capítulo 4, artigo 1, sobre a criação. A Trindade participou ativamente na criação — Pai, Filho e Espírito Santo criaram todas as coisas para a manifestação da glória de Deus. A criação anuncia a existência de um Deus eterno (não anuncia a obra redentiva, mas é suficiente para provar que existe um Criador). Deus criou do nada, pela palavra — crer nisso é questão de fé. Cremos na literalidade de Gênesis como relato histórico, seis dias. Tudo era muito bom e refletia perfeitamente a glória de Deus; hoje temos lampejos disso, mas haverá restauração plena.
O Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 11.1-7, tratando dos três primeiros heróis da fé. O capítulo 11 tem quatro pausas explicativas: versos 1-3, verso 6, versos 13-16, e versos 39-40 — esses textos explicam o que as histórias dos heróis representam.
Divisão de Gênesis: História primeva (caps. 1-11) — Deus lidando com toda a humanidade; história patriarcal (cap. 12 em diante) — foco em Abraão e seus descendentes.
A fé tem um objeto. Não é otimismo ou mentalização — isso é fé pagã. Nossa fé aponta para uma pessoa: Jesus Cristo, morto e ressurreto. A fé é como a gravidade: você depende dela, vive por ela, mesmo sem explicá-la completamente. A vida, morte e ressurreição de Cristo deveria ser tão internalizada que todas as demais coisas não poderiam ser desconectadas dessa realidade.
Abel (v. 4): Ofereceu sacrifício superior porque ofereceu pela fé. Estava convicto de que não era o poder de suas obras, mas dependia daquele que recebe a oferta. Caim queria mérito, reconhecimento pelas obras — por isso se enfureceu. Sem fé é impossível agradar a Deus. Muitas pessoas querem ser justificadas pelas obras, não pela fé. Abel foi reconhecido como justo e, embora morto, ainda fala.
Enoque (v. 5-6): Andou com Deus numa geração perversa e corrompida. Gênesis 5-6 narra o crescimento da maldade até o dilúvio. Enoque não se dobrava às ideologias e valores daquela sociedade. Hb 11.16: esperavam uma pátria melhor, a celestial. Andar com Deus exige dependência, obediência e temor. Cada vez que tomamos decisões independentes de Deus — mentimos, negligenciamos, enganamos — deixamos de andar com Deus. Enoque agradou a Deus e foi arrebatado.
Noé (v. 7): Construiu a arca por 100 anos sem nunca ter visto chuva, movido por santo temor. Pela fé condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça. Pedro diz que Noé foi pregador da justiça. A pregação de Noé salvou sua família, mas condenou o mundo. Quem ouve o evangelho e não recebe torna-se indesculpável. Assim como Deus fez no dilúvio, fará novamente no retorno de Cristo — somente quem estiver em Cristo será salvo.
Hb 11.13: Todos viveram pela fé e morreram sem receber o prometido. Viram de longe e saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos. Nós também estamos vendo de longe — ninguém está no novos céus e nova terra ainda. Você vai ficar doente, envelhecer, perder pessoas. Nesses momentos, lembre desses homens que viveram assim.
História de Inácio de Antioquia (107 d.C.): Bispo preso pelo imperador Trajano, conduzido a Roma para servir de exemplo. Transformou sua marcha para a morte em evangelização. Escreveu sete cartas encorajando os irmãos. Jogado aos leões no Coliseu por não negar Cristo. Últimas palavras: "Deixai-me ser alimento das feras. Eu sou o trigo de Deus, preciso ser triturado para ser puro pão de Cristo."
Hb 11.40: Deus havia planejado algo melhor para nós. A recompensa é estar com ele, adentrar a pátria celestial.
Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikConfissão de Fé: Presbítero DiegoLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 11.1-7 Culto – Hebreus 11:1-3 – A Fé Que Não Retrocede: Certeza do Invisível e Garantia do Futuro
16/07/2026 | 48minNeste culto, o Presbítero Isaque pregou sobre Hebreus 11.1-3, tratando da natureza da verdadeira fé. Contexto: judeus cristãos sob dupla pressão — perseguição romana e rejeição da comunidade judaica. Perdendo bens, reputação, família. A lógica humana dizia para retroceder ao judaísmo, religião permitida por Roma. Hebreus 10.39 divide a humanidade: os que retrocedem para destruição e os que têm fé para preservação da vida. Não é questão de temperamento, mas de natureza regenerada.
A fé não é ferramenta de barganha. Não é moeda de troca para obter coisas de Deus. É a confiança convicta na fidelidade de Deus, gerada pelo Espírito Santo. A fé não serve para dobrarmos a Deus, mas para nos dobrarmos à vontade de Deus. A teologia da prosperidade fabrica pessoas frustradas e apóstatas. Exemplos: parente que fez tudo como a "cartilha" mandava e nada aconteceu — hoje é umbandista. Amigo que orou com fé pela cura da mãe, ela faleceu — se afastou da igreja. Os hebreus estavam empobrecendo por causa do evangelho, não enriquecendo.
"Certeza daquilo que esperamos" (v. 1). A palavra "certeza" vem de termo usado em comércios — título de propriedade, escritura, garantia legal. A fé não é sentimento ou otimismo humano. É documento legal, garantia presente de realidade futura. Calvino: "A fé funciona como alicerce de concreto de uma casa ainda não construída." Você não vê as paredes, mas sabe que a casa já começou a existir. A fé não depende do que sentimos — é documento de propriedade que Cristo assinou com seu próprio sangue.
"Prova das coisas que não vemos." Termo jurídico: evidência irrefutável produzida em tribunal, que encerra o debate. A fé é a própria evidência legal de que o mundo invisível de Deus é real. Ter fé não é ser cego ou se autoenganar. O cristão sabe que a dor é real, que o diagnóstico é difícil, que a conta está no vermelho — mas tem no coração evidência jurídica superior: a promessa de Deus. João Crisóstomo: "Se é evidência de coisas que não se veem, por que deseja vê-las ao ponto de decair da fé?"
"Os antigos receberam bom testemunho" (v. 2). O termo é "martírio" — o próprio Deus testificou sobre eles. Não foram aprovados por vida fácil ou próspera. Muitos foram serrados ao meio, apedrejados, viveram em cavernas. Mas permaneceram firmes na promessa. Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça (Rm 4:3). A fé sempre foi o padrão de Deus desde Gênesis — confirma a unidade do pacto da graça.
"O universo foi formado pela palavra de Deus" (v. 3). Doutrina da criação do nada. Se a palavra de Deus tem poder para trazer criação do nada, tem poder para sustentá-la e cumprir suas promessas. John Owen: "Se pela fé temos certeza da criação do mundo a partir do nada, isso nos sustentará na crença de outras coisas que parecem difíceis."
História de Felicidade (c. 160 d.C.). Viúva romana rica, cristã devota. Sacerdotes pagãos a acusaram ao imperador. Prefeito Públio tentou convencê-la com favores, depois ameaçou com tortura. Resposta: "Não me deixarei seduzir por adulações, nem intimidar por ameaças. O Espírito de Deus habita em mim." Ameaçou os filhos. Ela respondeu: "Meus filhos viverão eternamente se não sacrificarem a ídolos." Os sete filhos foram mortos de formas diferentes na frente dela — açoitados, esmagados, espancados, jogados de precipício, decapitados. Ela glorificou a Deus por seus filhos terem permanecido fiéis. Quatro meses depois, foi decapitada.
A fé é bastão de corrida passado de geração em geração. Sustentou heróis do AT, sustentou leitores de Hebreus diante de Nero, sustentou Felicidade e seus filhos, está agora em nossas mãos. Hebreus 12:1-2: correndo com perseverança a carreira, com os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da fé.
Pregador: Presbítero IsaqueLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 11:1-3EBD – Teologia Bíblica: Noé, o Dilúvio e a Torre de Babel – A Aliança Universal de Deus
16/07/2026 | 41minNesta EBD, o Pastor Fabricio Corrêa deu continuidade ao panorama de Gênesis, cobrindo do capítulo 6 ao 11. Divisão de Gênesis: História primeva (caps. 1-11) — Deus lidando com toda a humanidade; história patriarcal (cap. 12-50) — foco em Abraão e descendentes. O livro também se divide por toledot (origens/gerações) — 11 vezes Moisés inicia seções com "esta é a história das origens de...".
Por que Moisés escreveu sobre o dilúvio? Outras civilizações relatam um dilúvio (Epopeia de Gilgamesh, por exemplo), com narrativas similares. Diferenças cruciais: o relato bíblico é monoteísta; os deuses pagãos eram mesquinhos e egocêntricos, enquanto o Deus bíblico é santo, bom, amoroso e justo; o relato bíblico apresenta uma relação pactual. Se as histórias bíblicas são verdadeiras, não seria surpreendente encontrar ecos delas nas mitologias. Moisés, familiarizado com esses mitos, escreve para colocar em ordem a história real.
Noé fez tudo como Deus ordenou (repetido nos versos 6.22 e 7.5). Moisés enfatiza isso porque está falando a um povo que adentraria a terra prometida — eles também deveriam obedecer tudo o que o Senhor ordenou. Noé pregou 100 anos construindo a arca, provavelmente zombado e ridicularizado. O espírito de Cristo falou através de Noé chamando o povo ao arrependimento.
O dilúvio como "reset". Assim como na criação o Espírito pairava sobre as águas e Deus ordenou o caos, no dilúvio há retorno ao caos (águas jorrando das profundezas) e Deus novamente ordena que sequem. Argumento para dilúvio universal: o texto enfatiza repetidamente "toda criatura", "todo ser vivo", "tudo e todos"; montanhas de 6-7 mil metros foram cobertas; achados arqueológicos de esqueletos de peixes e conchas em lugares mais altos do mundo.
Primeira menção de aliança nas Escrituras (Gn 6.18). Porém, já existia relacionamento de aliança com Adão — Oséias 6.7 interpreta isso: "Eles transgrediram a aliança como Adão." A aliança com Noé é contínua e universal, demonstrando graça comum sobre toda a humanidade.
O arco-íris. Na mitologia mesopotâmica (Marduk e Tiamat), os deuses penduraram seu arco nos céus após uma guerra. Moisés coloca em ordem esse relato. O termo "arco" é arco de guerra — muitos autores entendem que agora está apontado para o próprio Deus, não mais para a humanidade, indicando que Deus não exerceria mais esse juízo. As cores do arco-íris remetem à aliança universal com toda a criação.
Paralelos com Adão: Deus traz os animais diante de Noé (como trouxe diante de Adão para dar nomes); após sair da arca, Noé oferece holocausto e constrói altar; Deus ordena "sejam férteis e multipliquem-se" — as mesmas palavras a Adão. O propósito da criação continua o mesmo.
A maldição de Cam/Canaã. Importante para o povo que entraria na terra de Canaã — os cananeus, jebuseus, amorreus eram descendentes de Cam, a geração amaldiçoada. Quando aquele povo entrasse na terra prometida e se deparasse com essas nações, devia lembrar que essa geração foi amaldiçoada por Deus.
Torre de Babel (cap. 11). Construída na cidade de Babel por Ninrod, descendente de Cam. O povo queria construir torre que alcançasse os céus para fazer seu nome famoso e não ser espalhado pela terra. Inversão do propósito de Deus: a ordenança era espalhar-se e encher a terra; agora queriam ficar unidos. Ao invés de fazer Deus famoso, queriam fazer o próprio nome famoso. Deus desce, vê o que intentam fazer e confunde as línguas.
Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos base: Gênesis 6.9–11.9Culto – Hebreus 10:1-18 – O Sacrifício Perfeito de Cristo: A Sombra e a Realidade da Nova Aliança
24/06/2026 | 55minNeste culto, o Presbítero Isaque leu a Confissão de Fé Batista de 1689, capítulo 3, artigo 6, sobre a doutrina da predestinação. Foi destacado que essa verdade deve ser ensinada com prudência, produzindo humildade, gratidão, diligência e segurança na salvação. A graça de Deus não é licença para o pecado nem motivo para arrogância espiritual, mas fundamento para uma vida de obediência, santidade e perseverança. Os cristãos devem evitar o fatalismo, a especulação sobre os decretos secretos de Deus e qualquer sentimento de superioridade, lembrando que a eleição conduz à adoração, ao evangelismo e à dependência do Senhor.
Na exposição de Hebreus 10:1-18, o Pastor Fabricio Corrêa mostrou que o sistema sacrificial da antiga aliança era apenas uma sombra das realidades perfeitas que seriam cumpridas em Cristo. Os sacrifícios repetidos ano após ano não tinham poder para remover os pecados definitivamente, mas serviam como uma recordação constante da culpa humana e da necessidade de redenção.
O autor de Hebreus ensina que todo o sistema levítico possuía um propósito pedagógico: mostrar ao povo a gravidade do pecado e sua incapacidade de aproximar-se de Deus por méritos próprios. O sangue dos animais não removia pecados, mas apontava para o verdadeiro sacrifício que viria. Assim, os rituais da antiga aliança preparavam o caminho para a obra perfeita do Messias.
Ao citar o Salmo 40, Hebreus revela que Cristo veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai. Assumindo a natureza humana, vivendo em perfeita obediência e oferecendo-se voluntariamente na cruz, Jesus realizou aquilo que nenhum sacrifício anterior poderia realizar. Seu corpo foi preparado para cumprir plenamente as exigências da lei e estabelecer uma nova aliança por meio de seu sangue.
Diferente dos sacerdotes que permaneciam continuamente ministrando e oferecendo sacrifícios repetidos, Cristo ofereceu um único e perfeito sacrifício pelos pecados e assentou-se à direita de Deus. Seu assentar-se demonstra que a obra da redenção foi consumada e aceita pelo Pai. O Senhor Jesus reina hoje com toda autoridade sobre os céus e a terra, governando a história e conduzindo todas as coisas para o cumprimento de seus propósitos eternos.
A nova aliança, anunciada pelos profetas, traz uma realidade gloriosa: Deus escreve sua lei no coração do seu povo e promete não mais levar em conta seus pecados. Isso não significa que Deus esquece, mas que os pecados dos que estão em Cristo já foram julgados na cruz. A justiça perfeita de Cristo é imputada aos seus filhos, garantindo perdão, reconciliação e paz com Deus.
O culto cristão não existe para conquistar o favor divino por meio de obras ou méritos. Pelo contrário, reunimo-nos para recordar a obra consumada de Cristo, celebrar sua graça e fortalecer nossa fé naquele que morreu, ressuscitou, ascendeu aos céus e reina à direita do Pai. O povo de Deus não vive mais à sombra dos antigos sacrifícios, mas na realidade da redenção conquistada pelo perfeito e suficiente sacrifício de Jesus Cristo.
Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto Base: Hebreus 10:1-18
Mais podcasts de Cristianismo
Podcasts em tendência em Cristianismo
Sobre Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte.
Culto domingo às 10h e sábado às 19h.
R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050.
Instagram: @batistareformadabh
Aqui são disponibilizadas todas as pregações expositivas do Evangelho, ministradas em nossa igreja. Que essas mensagens possam abençoar a sua vida.
Site de podcastOuça Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte, Frei Gilson Podcast - Oficial e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

Obtenha o aplicativo gratuito radio.net
- Guardar rádios e podcasts favoritos
- Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
- Carplay & Android Audo compatìvel
- E ainda mais funções
Obtenha o aplicativo gratuito radio.net
- Guardar rádios e podcasts favoritos
- Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
- Carplay & Android Audo compatìvel
- E ainda mais funções


Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
Leia o código,
baixe o aplicativo,
ouça.
baixe o aplicativo,
ouça.


















