Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
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- Neste culto, encerrando a série sobre a Reforma Protestante, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Atos 17.16-34, o discurso de Paulo no Areópago de Atenas. Ele contextualizou que Paulo, na segunda viagem missionária, chegou sozinho à cidade — berço da filosofia — após ser perseguido em Tessalônica e Bereia, e que, em vez de admirar a arquitetura como turista, ficou profundamente indignado ao ver a cidade cheia de ídolos (os historiadores estimam quase 30.000 estátuas). Paulo discutiu nas sinagogas e na praça principal com epicureus (materialistas que viviam pelos prazeres e não criam em Deus nem na ressurreição) e estoicos (panteístas que criam num “logos” impessoal e no controle das emoções), filosofias que o pastor notou terem um retorno moderno. Chamado de “tagarela”, Paulo foi levado ao Areópago, onde anunciou o “Deus desconhecido” que eles próprios cultuavam por medo de esquecer alguma divindade. O ponto central é que Atenas não difere do nosso mundo: continuamos a erguer ídolos (dinheiro, trabalho, família, fama) e a buscar incansavelmente as “últimas novidades” — sintoma da idolatria, pois o ídolo nunca entrega o que promete e gera frustração. Conectando com o pensamento reformado (que resgatou o “somente Cristo” contra o sincretismo da igreja medieval), o pastor afirmou que só existem duas cosmovisões: a que interpreta o mundo a partir da cruz, morte e ressurreição de Cristo, e a que o interpreta a partir de qualquer outro elemento. O sermão de Paulo apela a três elementos: o Deus Criador (contra o atomismo e o acaso — na criação Deus falou com Adão para que ele sosubesse quem era, pois “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”, e Ele é também o Sustentador); a queda e o juízo (Deus, santo e justo, ordena que todos se arrependam, pois estabeleceu um dia de julgar o mundo — e falar do juízo é amor, não intransigência, citando Paul Tripp: “Deus nunca erra um endereço”); e Cristo, o homem designado, que ressuscitou dos mortos. Ao ouvirem da ressurreição corpórea — escândalo para a mentalidade grega dualista que via o corpo como prisão da alma —, alguns zombaram, mas outros creram (Dionísio e Damaris). O pastor concluiu que os ídolos pagãos continuam mudos e mortos nos museus, mas o túmulo do nosso Deus está vazio: Ele venceu a morte e é a única mensagem capaz de transformar vidas.Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Atos 17.16-34
Escola de Novos Membros Set/2026 (Aula 7) – O Que Cremos Acerca do Governo da Igreja
27/10/2026 | 47minNesta sétima aula da Escola de Novos Membros, o Pastor Fabricio Corrêa ensinou sobre o modelo de governo da igreja. Ele começou contextualizando que, no primeiro século, as igrejas tinham a figura dos apóstolos (chamados diretamente por Cristo, testemunhas do Ressurreto, operadores de sinais) — ofício que se encerrou com a morte deles — e eram governadas localmente por dois ofícios: presbíteros (termo intercambiável com pastores e bispos no Novo Testamento, transliteração de “ancião” e sempre mencionado no plural, indicando pluralidade de liderança) e diáconos (ofício de serviço surgido em Atos 6, escolhidos pela igreja). A partir de Mateus 16.13-20 e Mateus 18.15-20, o pastor apresentou os três modelos históricos de governo: o episcopal (católico romano, piramidal, que centraliza a autoridade de “ligar e desligar” em um bispo sucessor de Pedro); o presbiteriano (surgido com Genebra e John Knox, que transfere essa autoridade a um grupo de presbíteros); e o congregacional (estabelecido pelos puritanos na Inglaterra, formalizado na Declaração de Savoia de 1658, redigida por John Owen). A igreja adota o congregacionalismo liderado por presbíteros e servido por diáconos, fundamentado no sacerdócio universal de todos os crentes resgatado pela Reforma. O ponto exegético central é que a “pedra” sobre a qual Cristo edifica a igreja não é a pessoa de Pedro, mas sua confissão (“Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”) — o que desarma o modelo episcopal. As chaves do reino (ligar e desligar) foram dadas à igreja, não a um líder isolado: a congregação recebe membros reconhecendo publicamente sua confissão genuína e os exclui pela disciplina. A igreja funciona como uma embaixada do reino, exercendo essa autoridade por meio dos sacramentos — o batismo (cerimônia inaugural de identificação pública) e a ceia (testemunho permanente). O pastor usou 1 Coríntios 5 e 2 Coríntios 2 para mostrar que Paulo endereçou as decisões disciplinares à igreja (à maioria), não apenas ao presbítero. Ele descreveu o tríplice governo local sob Cristo (congregação, presbíteros/pastores e conselho administrativo, numa “pirâmide invertida” em que os líderes estão abaixo da igreja), alertando contra o retorno ao clericalismo e o ditado “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. A congregação participa de decisões essenciais: recepção e exclusão de membros e de líderes (citando a exclusão de Jonathan Edwards por sua própria igreja), e decisões que afetam a viabilidade do ministério — especialmente as financeiras, já que a má administração é causa frequente do fechamento de igrejas. O presbítero tem a função do conselho (não da espada): aconselha pela Palavra e coloca a decisão final nas mãos da igreja; quando lideram bem, as decisões tendem à unanimidade. O fim de todo esse modelo é a preservação da mensagem do evangelho de geração em geração, tendo Cristo como o único cabeça da igreja.Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Mateus 16.13-20 e 18.15-20Encontro de Mulheres – A Amizade Cristã: O Exemplo de Onesíforo e a Misericórdia no Serviço
19/10/2026 | 39minNeste Encontro de Mulheres, a preletora Dayse Gotelip tratou da amizade cristã a partir de 2 Timóteo 1, com foco nos versículos 15 a 18 e no exemplo de Onesíforo. Ela contextualizou que Paulo escrevia da sua segunda prisão em Roma — um lugar insalubre e sem as visitas da primeira —, perseguido por Nero, encorajando Timóteo (então pastor em Éfeso) a guardar a sã doutrina. Nesse cenário, Paulo contrasta os que o abandonaram (Figelo e Hermógenes) com Onesíforo, que lhe deu ânimo, não se envergonhou das suas algemas e o procurou diligentemente até encontrá-lo. A partir desse exemplo, a preletora apontou as marcas da verdadeira amizade cristã: ela reanima o coração (Provérbios 27.9), não se envergonha do irmão em sofrimento, procura o outro diligentemente (Onesíforo gastou tempo, dinheiro e esforço — sem Google Maps — para ir de sua cidade até Roma) e se expressa por meio do serviço prático, não apenas de boas intenções ou orações à distância. Ela advertiu que os relacionamentos do mundo se estruturam por interesse ou afinidade e se tornam frágeis nos dias difíceis, mas o cristão é chamado a algo diferente, tendo a Palavra e o próprio Cristo como régua. A pergunta correta não é “tenho um amigo assim?”, mas “sou esse tipo de amiga?”. O eixo central foi a misericórdia: fomos salvos não por mérito, mas pela misericórdia de Deus (Efésios 2.4-5), que nos tirou da condição de inimigos e nos fez amigos — e quem foi alcançado por ela é chamado a estendê-la aos outros (contrastando com o servo impiedoso de Mateus 18). A misericórdia não nos torna superiores, mas nos lembra de que dependemos da graça. Cristo é o fundamento da amizade, aquele que nos amou ainda pecadores, lembrando que não ocupamos o lugar de Salvador na vida de ninguém e que nenhum cristão ama perfeitamente. Por fim, com a imagem de uma corrente em que cada mulher é um elo que busca a outra, ela convidou as irmãs a viverem “vida na vida”, lado a lado, para que nenhuma se sinta sozinha ou desamparada — um relacionamento que se estenderá até a eternidade, ainda que seja desgastante (citando Fabricio: “é impossível ajudar alguém na lama sem ao menos sair respingado”). Recomendou os livros “Amizade”, de Tiago Abdalla, e “Feitos para Amizade”, de Drew Hunter, encerrando com uma citação de John Stott sobre a amizade humana como provisão amorosa de Deus.
Preletora: Dayse Gotelip
Local: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
Texto base: 2 Timóteo 1.15-18- Nesta sexta aula da Escola de Novos Membros, o Pastor Fabricio Corrêa tratou do culto público, tema que considera um dos grandes problemas do evangelicalismo brasileiro, a partir de Êxodo 24.1-11 (a confirmação da aliança). A ideia central é que o culto público é, a cada semana, um rememorar da história da redenção. Ele distinguiu o culto particular (adorar a Deus em tudo — comendo, bebendo, tocando bateria, andando de skate) do culto público, cujos elementos foram prescritos pelo próprio Deus. Mostrou que o homem foi criado para adorar (o fim principal do homem, segundo o Catecismo de Westminster, é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre) e que, após a queda, o acesso a Deus passou a exigir mediação — no Antigo Testamento pelo sangue dos sacrifícios, hoje pelo sacrifício de Cristo. O pastor demonstrou como a estrutura de Êxodo 24 espelha a liturgia da igreja: o chamado à adoração, o reconhecimento de que estamos ali por Cristo, a leitura e pregação da Palavra, a resposta do povo em obediência e o banquete final (a ceia). Advertiu que Deus se importa com a forma (citando Nadabe e Abiú, Uzá e Ananias e Safira, que ofereceram culto estranho e morreram) e que os elementos de culto não podem ser confundidos com as circunstâncias (horário, número de músicas), que são variáveis. Destacou a natureza coletiva e participativa do culto — não há banda e plateia, mas uma igreja cantando junta —, alertando contra o individualismo, o pragmatismo e a estética de entretenimento que transformam o culto em espetáculo de consumo. O culto forma a cultura e nos molda à imagem de Deus, funcionando como contraformação à liturgia secular; por isso o evangelho deve soar escandaloso ao incrédulo, confrontando-o com o pecado. Por fim, explicou o princípio regulador do culto (só pode haver no culto o que as Escrituras prescrevem — pregação, oração, louvor, ofertas, leitura, confissão e sacramentos), contrastando-o com o princípio normativo (o que Deus não proíbe, pode-se fazer), e defendeu que o princípio regulador preserva a liberdade do povo, pois inserir elementos não prescritos e obrigar todos a praticá-los é tirar a liberdade de uns em prol da de outros. Concluiu que a natureza do culto é mais doxológica do que evangelística — o fim da missão é a adoração.
Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofik
Local: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
Texto base: Êxodo 24.1-11 - Neste culto, na penúltima semana da série sobre a Reforma Protestante, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre 1 Coríntios 10.23-33, tratando do lema Soli Deo Gloria — viver para a glória de Deus. Ele contextualizou que os reformadores combateram duas distorções do catolicismo medieval: a igreja que buscava pompa e glória para o papa e o clero em vez de Deus, e a salvação dividida entre a obra de Deus e a dos homens. Paulo responde à igreja de Corinto — formada por gentios vindos de uma sociedade pagã e idólatra — que convivia com dois erros: o legalismo (que adiciona exigências ao evangelho) e o libertinismo (o slogan “tudo me é permitido”). O pastor explicou que a liberdade cristã só é genuína em Cristo, pois fomos comprados por alto preço e não somos donos de nós mesmos, e que essa liberdade deve ser usada não em benefício próprio, mas no bem dos outros. Sobre a questão prática da carne sacrificada aos ídolos, mostrou que “do Senhor é a terra e tudo o que nela existe” — os ídolos nada são, então pode-se comer de tudo com ação de graças (fazendo um paralelo com a antiga crença de que a Coca-Cola teria “a marca da besta”); mas, se alguém avisar que a comida foi oferecida a um ídolo, não se deve comer, por causa da consciência do outro e do testemunho do evangelho. O princípio por trás é duplo: glorificar a Deus e buscar o bem de muitos para que sejam salvos, abrindo mão da própria liberdade em amor (como o missionário que se adapta à cultura local). A segunda parte respondeu como viver para a glória de Deus: reconhecendo que somos criaturas feitas para refletir sua imagem (o fim principal do homem, segundo o Catecismo de Westminster, é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre); entendendo que só se glorifica a Deus em Cristo, pois a Bíblia não divide a vida em sagrado e profano — vivemos continuamente coram Deo, diante de Deus, no trabalho (nosso verdadeiro patrão é o Senhor), na família, no uso do dinheiro e no cuidado com o corpo. Apoiando-se no “hedonismo cristão” de John Piper, o pastor afirmou que Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos nele — nossos prazeres, criados por Deus, o glorificam quando sujeitos a ele e não ao pecado. Por fim, com Jonathan Edwards, lembrou que a verdadeira conversão ama a Deus por quem ele é e pelo que fez na cruz, não por barganha de bênçãos (o que seria paganismo, tratar Deus como “caixa eletrônico”), encerrando com a oração de Jesus em João 17 pela união eterna dos crentes com a Trindade, quando a glória de Deus inundará nossas vidas.
Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: 1 Coríntios 10.23-33
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Sobre Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte.
Culto domingo às 10h e sábado às 19h.
R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050.
Instagram: @batistareformadabh
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