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Culto – Hebreus 11.32-40 – A Fé Que Não Recebeu a Promessa: O Bastão dos Heróis Passado Até Nós
05/08/2026 | 1h 13minNeste culto, o Pastor Fabricio Corrêa concluiu a série sobre a galeria dos heróis da fé de Hebreus 11, tratando dos versículos 32 a 40 — tanto dos heróis conhecidos quanto dos anônimos que o mundo não conheceu, mas que "o céu conhece".
Contexto atual. Assim como os hebreus perseguidos, há cristãos hoje que sofrem violência pela fé — o pastor citou a perseguição na Nigéria (dados da Portas Abertas/Open Doors), onde famílias e igrejas inteiras são dizimadas. Esses mártires, invisíveis ao mundo, recebem o testemunho de Deus.
Um conceito equivocado de fé. Muitas vezes oramos pela fé que derruba as muralhas de Jericó, mas esquecemos que homens de fé foram mortos e ridicularizados, e receberam igualmente bom testemunho. A fé virou barganha com Deus — troca por saúde, prosperidade, contas pagas. Quando as coisas escurecem, essa fé se apaga. Hebreus 11 deveria silenciar o evangelho da prosperidade. É preciso cuidado com a teologia que aceita só a fé que vence; circunstâncias dolorosas também moldam (somos barro nas mãos do oleiro).
A fé sem ver o cumprimento. Abel ofereceu sacrifício sem manual levítico, Enoque andou com Deus quando ninguém andava, Noé construiu a arca sem conhecer a chuva, Abraão peregrinou sem saber que estava na terra prometida. Todos ouviram a palavra, mas não viram o cumprimento. A fé bíblica não é sentimento, mas submissão de ouvir e continuar caminhando.
Exemplos pedagógicos. Fechar a boca de leões (Daniel), conquistar reinos (Davi) são didáticos, não padrão para todos. "Nunca fechei a boca de um leão." Talvez seu leão seja o imposto de renda de boca aberta, ou pessoas que tentam frustrar sua vida — e a pergunta é como você lida: amando os inimigos ou pagando na mesma moeda.
A fé também é recusar. Moisés recusou ser chamado filho da filha do faraó. A fé verdadeira não é só aceitar o que Deus oferece — é recusar o que o mundo aplaude. A fé que o mundo elogia talvez não seja a fé bíblica.
Os anônimos (v. 35-38). O autor vira a página dos que venceram para os torturados, presos e mortos ao fio da espada. Não viram promessas cumpridas nesta vida, mas "o mundo não era digno deles". Quem constrói a existência esperando honra e exaltação do mundo corre atrás do que é vão.
Quando não há explicação. Talvez você não entenda por que a doença ou a morte vieram, por que rodeia Jericó e nada cai. A ausência de explicação de Deus não é a ausência de Deus. Como Jó: "Ainda que ele me mate, nele esperarei."
O bastão da fé. Deus planejou algo melhor "para que conosco fossem eles aperfeiçoados" (v. 40). É uma corrida de revezamento — cada geração passa o bastão. Sua fé não termina em você; se é apenas individual, você a escondeu e não a entregará adiante. A galeria termina com linhas em branco para serem escritas por nós. Hebreus 11 não é só um memorial, é uma convocação de corrida (Hebreus capítulo 12, versículos 1-2 — olhos fitos em Jesus, autor e consumador da fé).
A promessa que sustenta. Deus não prometeu conforto nesta terra, mas segurança na eternidade. Enviou seu Filho, que foi obediente até a morte de cruz, venceu a morte e ressuscitou como primícia. Quem crer em Jesus, ainda que morra, viverá. Ao adentrarmos a Jerusalém celestial, teremos a certeza de que valeu a pena — mas quem não colocar a fé em Cristo terá uma frustração eterna.
A Ceia (encerramento). O pastor conduziu a Ceia de forma pedagógica (1 Coríntios capítulo 11, versículos 23-26). É sinal da nova aliança, substituindo a Páscoa, e entendida como sacramento, pois comunica a graça de Deus aos que participam com fé. O batismo é o rito inicial; a Ceia, o rito contínuo. Ela distingue quem é parte do corpo: quem não creu e não se batizou não deve participar, para não comer indignamente.
Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos base: Hebreus 11.32-40; 1 Coríntios 11.23-26Culto de Mulheres – A Dinâmica do Coração: Os Ídolos Que Habitam em Nós - Lila Carvalho
28/07/2026 | 1h 19minNeste culto de mulheres, a preletora Lila Carvalho (esposa do Pastor Arlei Carvalho, da Igreja Batista do Alto Monte) pregou sobre Ezequiel capítulo 14, versículos 1 a 11, tratando da dinâmica do coração e da idolatria interior. Indicou o livro "Ídolos do Coração", de Elyse Fitzpatrick, como base.
O que é o coração. Não são apenas emoções — é nossa cosmovisão, nossas crenças, nossa maneira de enxergar a vida. Podemos passar a vida inteira na igreja amando a Cristo e ainda ter um coração inundado de ídolos. E esses ídolos muitas vezes são desejos lícitos, até bíblicos: a esposa deseja ser amada como Cristo amou a igreja (desejo bíblico), mas vira ídolo quando ela peca para receber esse amor ou peca quando não o recebe. Calvino: "O nosso coração é uma fábrica de ídolos."
Contexto de Ezequiel 14. Durante o exílio babilônico, os anciãos vão até o profeta aparentando piedade, mas Deus revela que haviam levantado ídolos dentro do próprio coração. Queriam ouvir a Deus sem abandonar seus ídolos — orientação sem transformação, resposta sem arrependimento. A idolatria exterior é apenas manifestação de uma idolatria interior já existente.
Três movimentos de Deus: revelar o coração do povo (v. 1-5); chamar ao arrependimento (v. 6-8); restaurar a comunhão (v. 9-11).
O que pode se tornar ídolo: aprovação das pessoas, casamento, controle dos filhos, aparência, estabilidade financeira, família perfeita. "Quando eu casar, quando eu for mãe, serei feliz" — nunca será, porque há em nós um desejo insaciável. A pergunta reveladora: o que, se me fosse tirado, faria minha vida perder o sentido?
O coração é enganoso (Jeremias capítulo 17, versículo 9). Chamamos o controle de cuidado, o orgulho de personalidade forte, a grosseria de sinceridade, a idolatria de amor. Ele não só nos conduz ao pecado, mas produz justificativas para que o pecado pareça correto. Devemos orar como o salmista (Salmo 139, versículos 23-24): "Sonda-me, ó Deus."
O coração é dividido (Tiago capítulo 1, versículo 8 — "ânimo dobre", do grego dipsuchos, duas almas). É possível amar a Cristo e ainda pecar, porque a luta entre carne e espírito (Gálatas 5) é constante.
O coração é endurecido (Hebreus capítulo 3, versículos 12-13). O endurecimento não é repentino — acontece quando o pecado é tolerado aos poucos, como uma moda que deixa de ser estranha, torna-se comum e depois é aceita. Nós nos esmeramos pela casa limpa e pelo trabalho, mas não igualmente para ser melhores filhas de Deus.
Ação x reação. A ação é programada e mostra quem eu quero ser; a reação, que acontece de repente, mostra quem eu sou de fato. Quando somos contrariadas ou corrigidas, o coração revela o que considera indispensável.
Buscar validação em vez de arrependimento. Como o povo buscava falsos profetas para confirmar o que já haviam decidido, hoje procuramos conselhos que legitimem nossos desejos. Por isso igrejas da prosperidade lotam — uma troca de entretenimento por adoração. Deus permite ao coração idólatra ser enganado (como em Romanos 1), mas colhe-se a consequência.
Esperança e restauração. O texto termina com esperança: "Eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus" (v. 11). A disciplina não é sinal de abandono, mas evidência de amor. Nossa esperança não está em reorganizar sozinhas o coração, mas na promessa de um novo coração (Ezequiel capítulo 36, versículos 26-27).
Três aplicações: (1) Examine o que governa suas reações e transforme em oração de confissão. (2) Dê nome ao ídolo e pratique a obediência contrária — quanto mais vontade de reagir mal, mais gentileza. (3) Pare de procurar palavras que confirmem seus desejos — busque irmãs que amem você o suficiente para conduzi-la de volta à verdade em Cristo.
Preletora: Lila Carvalho (Igreja Batista do Alto Monte)
Local: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
Texto base: Ezequiel 14.1-11Culto – Hebreus 11:22-31 – A Fé de Moisés: Perseverando Porque Via Aquele Que É Invisível
28/07/2026 | 46minNeste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 11.22-31, tratando da fé de Moisés e da chegada do povo a Canaã. Esta é a quarta semana da série sobre os heróis da fé.
Contexto: O autor cita "pela fé" mais de 20 vezes no capítulo 11 para encorajar hebreus perseguidos que estavam tentados a abandonar o cristianismo e retroceder ao judaísmo. As histórias dos antepassados não eram ficção — eram a própria história da redenção do povo. Assim como Israel foi escravo no Egito e libertado pelo braço forte de Deus, todos nós éramos escravos e Deus nos libertou. A conversão é o principal milagre.
O nascimento de Moisés (v. 23). Os pais, Joquebede e Anrão, esconderam Moisés por três meses porque viram que não era criança comum (Atos 7.20: era extraordinário, bonito aos olhos de Deus). Não temeram o decreto do rei porque temiam um Rei maior. A fé genuína não se dobra ao medo — o perfeito amor lança fora todo medo. Ser homem de fé requer coragem para não se dobrar diante do mundo, de ideologias e governos.
Moisés recusa o Egito (v. 24-26). Já adulto (aos 40 anos), recusou ser chamado filho da filha do faraó, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres passageiros do pecado. Abandonou pompa, riqueza e luxo para se identificar com o povo escravizado. O nome Moisés é egípcio, atrelado a divindades (como Ramsés, Tutmés).
Moisés perseverou porque via o invisível (v. 27). Este verso narra a saída com todo o povo, não a fuga inicial. Moisés teve encontro com Deus na sarça ardente e relacionava-se com ele mesmo quando as pessoas não viam. A fé verdadeira nos move mesmo quando as circunstâncias dizem o contrário, porque é sustentada pelo Deus invisível. Se sua fé retrocede diante de circunstâncias difíceis ou volta aos prazeres do Egito, revisite se ela é genuína. Nota: nenhum dos cinco exemplos fala do período do deserto — porque ali o povo murmurou e desobedeceu.
A Páscoa (v. 28). Moisés celebrou pela fé, aspergindo o sangue do cordeiro nos umbrais. A fé e a obediência estão no mesmo lado da moeda — não são antagônicas, caminham lado a lado. Fé sem obras é morta; você não é salvo pelas obras, mas as obras testificam a fé. A fé genuína ama a lei de Deus e tem prazer nela. Ilustração: casal que vai casar aos 25 anos sem nunca ter beijado ninguém — obediência como testemunho vivo.
O Mar Vermelho e Jericó (v. 29-30). A fé nos conduz a um lugar que sem ela não iríamos. Esta vida é uma travessia, nosso deserto — Deus provê maná, água e descanso, mas ainda não chegamos. Assim como os egípcios foram engolidos pelo mar, vemos pessoas ficando para trás, destruídas pelo pecado — alerta para os que querem retroceder. Jericó, a cidade mais antiga e fortificada do mundo, teve muralhas derrubadas pelo sopro de Deus. Nada pode impedir as promessas de Deus — Jesus disse que as portas do Hades não deterão sua igreja.
Raabe (v. 31). A prostituta creu numa promessa breve e foi salva por acolher os espiões. Deus cumpre mesmo sem sabermos como.
"Por amor de Cristo" (v. 26). Moisés considerou a desonra de Cristo riqueza maior que os tesouros do Egito, porque contemplava a recompensa — mesmo sem conhecer o nome do Messias. Qual é a recompensa? Não é uma casa bonita no céu — o que seria o céu sem Cristo? A recompensa é contemplar a face daquele que nos amou. Verso 39: todos receberam bom testemunho pela fé, mas nenhum recebeu o prometido. Caminharemos até o fim sem receber, e continuaremos pela fé.
Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 11.22-31Culto – Hebreus 11:8-22 – A Fé Que Peregrina: Abrindo Mão do Terreno Pela Promessa Eterna
22/07/2026 | 1hNeste culto, o Presbítero Diego leu a Confissão de Fé 1689, capítulo 4, artigo 2, sobre a criação do ser humano e pregou sobre Hebreus 11.8-22, tratando da fé dos patriarcas.
Contexto: Os hebreus sofriam pressão para voltar aos rituais judaicos, o que negaria categoricamente que Cristo morreu por nós.
O que é a fé? Não é otimismo, palavras positivas nem teologia da prosperidade. Usar Hebreus 11 para justificar conquistas terrenas é reduzir uma promessa eterna a uma promessa terrena — todos os heróis citados creram em algo que não viram cumprir na terra. Thomas Watson: "A fé é a mão que recebe o dom de Cristo. Ela nos salva por causa do seu objeto." John Knox: "Confiança viva que nos faz abraçar Cristo como oferecido no evangelho."
Abraão peregrino. Tinha terras, família, bens — e abriu mão de tudo por uma promessa. Todos nós, peregrinos pela fé, nos tornamos descendentes de Abraão. Não era fé baseada em rituais — "dê tanto e Deus retribuirá em dobro." Era confiança absoluta na Palavra do Senhor.
Deus faz aliança consigo mesmo. Em Gênesis 15, Abraão foi tomado por sono e o próprio Senhor executou o sacrifício. Nosso pacto sempre é descumprido por nós — mas Deus cumpre a aliança consigo mesmo, porque só ele pode cumpri-la perfeitamente.
O sacrifício de Isaque. Abraão cria que Deus traria Isaque de volta — sombra do que Cristo faria por nós. Um pai sacrificando o único filho e o Senhor trazendo de volta.
Ser peregrino na cultura judaica era pior que ser viúva ou órfão. Abraão vivia em tenda sem alicerces — modelo da caminhada cristã. Somos cristãos em tendas, aguardando a terra prometida. Já vivemos o reino, mas ainda não em completude. Fomos justificados, mas ainda não somos justos. Somos santificados, mas ainda não somos santos.
Sobre recompensa (Mateus 6.2): os hipócritas queriam holofotes e já recebiam a recompensa na terra. Tudo que fazemos para alcançar recompensa terrena, só teremos recompensa terrena. Na eternidade, o ouro será tão insignificante quanto areia.
Perguntas complexas (por que não divorciar, por que orar, por que Deus não impediu a queda) nos consomem, mas a Bíblia não é revelação clara sobre tudo. Não gaste sua vida entendendo complexidades terrenas — gaste entendendo as certezas eternas.
Hebreus 11.39-40: Todos receberam bom testemunho, mas nenhum recebeu o prometido — Deus planejou algo melhor para nós. Spurgeon: "A fé não é cega, pois começa com conhecimento. Confia e aposta o seu destino na verdade da revelação."
Somos seres limitados criados por alguém infinito. Nunca seremos plenos neste mundo — só quando todas as coisas forem restauradas. A insatisfação é sinal de que somos peregrinos.
Pregador: Presbítero DiegoLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 11.8-22'- Nesta quarta parte da série de Introdução ao Antigo Testamento, o Pastor Fabricio Corrêa tratou da geografia bíblica, mostrando como o cenário físico da terra é fundamental para compreender as narrativas das Escrituras.
Por que estudar geografia bíblica? A Bíblia não é um livro de mitologia — narra eventos reais em lugares reais. Conhecer a geografia ajuda a entender decisões, batalhas, rotas e até metáforas usadas pelos autores bíblicos. Muitos textos que parecem obscuros ganham clareza quando visualizamos o terreno.
Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
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R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050.
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