

Culto – Advento de Natal – Boas Novas de Grande Alegria: Anúncio do Nascimento de Jesus aos Pastores
01/1/2026 | 55min
Neste culto de Natal, o Pastor Fabricio Corrêa (@fabriciofik) pregou sobre o anúncio do nascimento de Jesus aos pastores em Lucas 2:8-20, enfatizando o evangelho como "boas novas de grande alegria para todo o povo". A mensagem começou relembrando como Deus soberanamente moveu o império de César Augusto para cumprir Suas promessas — o mesmo Deus que continua governando sobre todos os governantes hoje, razão pela qual cristãos não devem viver ansiosos.O texto narra que pastores estavam nos campos cuidando de seus rebanhos quando um anjo apareceu cercado pela glória divina, deixando-os aterrorizados. Pastores naquela época não tinham boa reputação — eram considerados ritualmente impuros por estarem constantemente em contato com animais. Eram homens corajosos que lutavam contra lobos, ursos e leões, mas ficaram aterrorizados diante da manifestação angelical. É profundamente significativo que os anjos não foram ao palácio de César Augusto nem aos poderosos — foram a pessoas humildes e desprezadas, cumprindo as palavras de Maria de que Deus derruba governantes mas exalta os humildes.O anjo trouxe "boas novas de grande alegria" — o Pastor enfatizou que o melhor que Deus poderia fazer por nós já veio, não está guardado para o próximo ano. O anúncio foi específico sobre a identidade do bebê: "Hoje na cidade de Davi lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor." Três títulos reveladores. Primeiro, Salvador — porque todos precisamos ser salvos; ninguém é justificado pelas obras da lei. Segundo, Cristo (Messias) — aquele prometido que nasceria de mulher para cumprir a lei em nosso lugar; sem Ele como mediador, não podemos nos achegar a Deus. Terceiro, Senhor (Yahweh) — o próprio Deus eterno criador dos céus e da terra que se fez bebê. O Criador se fez criatura.Após o anúncio, apareceu uma multidão do exército celestial louvando: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra". Havia 400 anos de silêncio profético e frieza espiritual. Mas enquanto havia esse ambiente humilde na terra, os anjos — que não precisam de salvação — cantavam em alegria, admirados diante do que Deus estava realizando. Eles anunciavam que Jesus traria verdadeira paz — não a paz de César Augusto, mas a paz que apazigua a consciência. Os pastores correram para Belém e encontraram o bebê numa manjedoura — o "prato do boi", comedouro de animais. A humildade com que Deus enviou Seu filho demonstra que não colocou obstáculos para chegarmos a Jesus. Se nascesse num palácio, poucos teriam acesso. Na manjedoura, tornou-se totalmente acessível.Os pastores contaram a todos o que ouviram, e todos ficaram admirados. Maria guardava essas coisas em seu coração. Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus. A mensagem concluiu com três aplicações. Primeiro: se o evangelho não nos leva a glorificar e render graças, não o entendemos. A insatisfação generalizada vem de buscar satisfação em coisas passageiras — empregos, relacionamentos, conquistas materiais. Nossa plena satisfação está em glorificar a Deus. Segundo: temos responsabilidade de anunciar o evangelho, não é para escondermos. Terceiro: o Pastor encerrou com uma verdade tocante — não sabemos o peso e altura daquele bebê, mas sabemos que seu peso eram nossos pecados e sua altura era a majestade dos céus. Naquela pequena manjedoura habitava o Deus eterno encarnado. Quando O reconhecemos como Salvador, Cristo e Senhor, Deus tira de nós o peso que nos oprime e o coloca sobre Aquele suficiente para suportá-lo.Pastor: Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos-Base: Lucas 2:8-20; Lucas 2:1-7

Culto – Advento de Natal – Boas Novas de Grande Alegria: Nascimento de Jesus
20/12/2025 | 43min
Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa (@fabriciofik) pregou sobre o nascimento de Jesus com base em Lucas 2:1-7, enfatizando como Deus orquestrou providencialmente eventos históricos globais para cumprir Suas promessas. A mensagem começou destacando que Lucas, como médico e historiador meticuloso, não apenas narra fatos, mas situa o nascimento de Jesus em um contexto histórico específico — "naqueles dias de César Augusto e Quirino" — para demonstrar que a vinda do Messias não foi acidental, mas parte de um plano divino soberano que moveu impérios inteiros.O Pastor detalhou quem era César Augusto: o primeiro imperador de Roma (27 a.C. - 14 d.C.), filho adotivo de Júlio César, que recebeu o título "Augusto" (majestoso) e era chamado "filho do divino". Após anos de guerras civis brutais, ele estabeleceu a famosa "Pax Romana" (paz romana) que durou 200 anos — período que coincidiu precisamente com o nascimento de Jesus e a expansão do evangelho. César Augusto construiu estradas, portos, profissionalizou o exército com 300.000 soldados, e criou até mesmo um sistema de aposentadoria para seus soldados. Tudo isso foi providencialmente orquestrado por Deus para preparar o caminho para o evangelho — sem a paz romana, os apóstolos não poderiam ter viajado pregando de cidade em cidade. O decreto para um censo em todo o império tinha dois propósitos: identificar homens para o exército e cobrar impostos. Na Síria especificamente, sob o governador Quirino, mulheres acima de 12 anos também precisavam participar do censo — a única região do império com essa exigência. Isso forçou Maria, descendente de Davi, a viajar 135 km de Nazaré até Belém, grávida de 8-9 meses, numa jornada perigosa de 31 horas. O anjo Gabriel nunca disse a Maria que ela precisaria ir a Belém — mas Deus moveu um império inteiro para cumprir a profecia de Miqueias 5:2.Ao chegarem a Belém, uma vila pequena com apenas cerca de 1.000 habitantes, não havia lugar na hospedaria porque o censo havia enchido a cidade de viajantes. José e Maria acabaram numa caverna usada para abrigar animais, onde Jesus nasceu e foi colocado numa manjedoura — um comedouro de pedra ou madeira para animais. O Pastor questionou: por que Deus não planejou um lugar melhor? A resposta é profunda: o Rei dos Reis atravessou as fronteiras do tempo, espaço e matéria para se tornar acessível a todos. Se Jesus nascesse num palácio, poucos teriam acesso a Ele. Mas numa manjedoura, num lugar simples e humilde, o Filho de Deus se tornou acessível a todos, identificando-se completamente com a humanidade — inclusive na miséria, pobreza e solidão. A mensagem concluiu com uma aplicação poderosa: o mesmo Deus que moveu a história para a primeira vinda de Cristo está movendo todas as coisas para Sua segunda vinda. Como cristãos, não servimos a César ou circunstâncias — servimos ao Rei eterno que governa céus e terra. Jesus se fez pobre para que nos tornássemos ricos em vida eterna. Não há como participar da glória sem se identificar com a humildade e o escândalo do nascimento e da cruz de Cristo. Verdadeiros discípulos são aqueles que se identificam com a humildade de Cristo — e somente esses, pela fé, se identificarão com Sua glória eterna.Tópico: Nascimento de JesusPastor: Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos-Base: Lucas 2:1-7; Miqueias 5:2; Filipenses 2:6-8; 2 Coríntios 8:9

Culto – Advento de Natal – Boas Novas de Grande Alegria: O Cântico de Maria
10/12/2025 | 53min
Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa (@fabriciofik) deu continuidade ao tema "Boas Novas de Grande Alegria", explorando Lucas 1:39-56, onde Maria visita Isabel e entoa o seu cântico de louvor conhecido como Magnificat. A pregação começou contextualizando Lucas como um historiador meticuloso que buscou apresentar um relato ordenado dos eventos da vida de Cristo, provavelmente tendo entrevistado a própria Maria. O Pastor destacou que Deus estava rompendo 400 anos de silêncio profético, e este texto representa o momento onde as promessas do Antigo Testamento se encontram com o cumpridor dessas promessas.A mensagem enfatizou três aspectos centrais da obra do Espírito Santo. Primeiro, o Espírito sempre traz clareza no conhecimento de Jesus — nunca age contrário à Palavra revelada nas Escrituras. Segundo, toda adoração espiritual genuína deve estar fundamentada na revelação bíblica de quem é Cristo. Terceiro, o Espírito Santo é o agente regenerador que abre nossos olhos para reconhecer Jesus como Salvador, assim como revelou a Isabel que aquele embrião no ventre de Maria era o Senhor. O Pastor explicou que quando Isabel ficou cheia do Espírito Santo e o bebê João Batista se agitou em seu ventre, não foi apenas um movimento físico natural, mas uma revelação divina confirmando a presença do Messias.O cântico de Maria foi apresentado como um profundo ato de adoração fundamentado no conhecimento das Escrituras. Maria demonstra que sua fé não era superficial—suas palavras estavam encharcadas do Antigo Testamento, mostrando alguém que amava a Palavra e conhecia os feitos de Deus através das gerações. O Pastor destacou que Maria se reconhece como necessitada de um Salvador ("meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador"), refutando a doutrina da imaculada conceição. Ela expressa gratidão pela misericórdia divina que escolheu uma serva humilde, reconhecendo que Deus derruba os soberbos mas exalta os humildes, enche os famintos mas despede os ricos de mãos vazias.A mensagem concluiu com um desafio direto: a pergunta fundamental da fé cristã não é teológica ou intelectual, mas pessoal — "Quem é Jesus para você?" O Pastor enfatizou que não há salvação sem humildade genuína, que é reconhecer claramente quem Jesus é (o Salvador suficiente) e quem nós somos (servos necessitados). A fé cristã não pode ser terceirizada através dos pais, da igreja ou do conhecimento teológico — ela exige uma resposta pessoal de reconhecimento e confiança em Cristo como único e suficiente Salvador.Tema central: Cântico de Maria (Magnificat)Pastor: Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos-Base: Lucas 1:39-56; João 14 e 16; 1 Coríntios 14; 2 Samuel 2

EBD – Discipulado: Relacionamentos Verdadeiros na Contramão da Cultura do Isolamento
10/12/2025 | 44min
Nesta Escola Bíblica Dominical, o Pastor Fabricio Corrêa (@fabriciofik) deu sequência à série sobre discipulado, mudando o foco de "nós para com Jesus" para "ensinar outras pessoas a seguir a Jesus". A aula começou apresentando um problema cultural contemporâneo que impacta diretamente a vida da igreja: o crescente isolamento social e a preferência por relacionamentos simulados em detrimento de relacionamentos verdadeiros e profundos.O Pastor trouxe dados alarmantes mostrando o aumento exponencial de pessoas vivendo sozinhas: nos Estados Unidos, passou de 10% das residências em 1950 para 29% em 2023 (chegando a 50% em algumas metrópoles). No Brasil, saltou de 2,4% no ano 2000 para 19% no último censo—uma em cada cinco casas tem apenas um morador. Esse fenômeno reflete uma cultura de independência que promove relacionamentos cada vez menores e mais superficiais. A sociedade contemporânea troca relacionamentos verdadeiros e profundos por relacionamentos simulados—através de academias, restaurantes, redes sociais—que dão um falso senso de pertencimento sem exigir compromisso ou responsabilidade real. O grande problema é que essa mentalidade cultural invade a igreja, onde mesmo em contexto de membresia pactual, as pessoas dificilmente se permitem ter relações profundas de intimidade, vulnerabilidade e compromisso mútuo.O Pastor enfatizou que isso vai totalmente contra a essência do cristianismo. A história da redenção nos apresenta um Deus transcendente que rompe as barreiras do tempo, espaço e matéria para vir ao nosso encontro e relacionar-se conosco—resgatando aqueles que estavam sozinhos. O próprio cerne da Trindade é relacional, e através de Cristo somos chamados não apenas para um relacionamento vertical com Deus, mas também horizontal uns com os outros. O cristianismo nunca foi e nunca será uma religião individualista—os próprios sacramentos (ceia e batismo) são comunitários. Jesus, ao responder sobre o maior mandamento (Marcos 12:29-31), acrescentou voluntariamente "amar o próximo como a si mesmo". A Grande Comissão nos ordena fazer discípulos—e parte da nossa obediência pressupõe auxiliar outros a também fazerem discípulos. Discipular significa influenciar pessoas inevitavelmente, para o bem ou para o mal. O padrão bíblico começa na família (Deuteronômio 6:7) e se estende às relações intencionais: Moisés com Josué, Eli com Samuel, Elias com Eliseu, Paulo com Timóteo.O Pastor concluiu com uma perspectiva eterna que deve transformar nossos relacionamentos: não podemos olhar para os irmãos com uma visão terrena, superficial e passageira. Devemos vê-los como companheiros de viagem rumo à cidade celestial—pessoas que cantarão louvores eternos ao lado de nós na glória. Citando Spurgeon e "O Peregrino" de Bunyan, ele definiu discipulado como "conduzir as pessoas e caminhar com elas até dentro dos portões da cidade celestial". Não existe meio termo: ou somos discípulos de Cristo ou do mundo. E como discípulos de Cristo, somos chamados a caminhar lado a lado com outros peregrinos, matando dragões, cortando cabeças de gigantes, guiando os tímidos e temerosos até que todos cheguemos com segurança à presença do Senhor.Tema Central: Discipulado: Relacionamentos Verdadeiros na Contramão da Cultura do IsolamentoPastor: Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos-Base: Marcos 12:29-31; Mateus 28:19; Deuteronômio 6:7; Marcos 3:13-14; 2 Timóteo 2:2; Atos 16:3

Culto – Advento de Natal – Boas Novas de Grande Alegria – O Anúncio do Salvador: Graça e Submissão
02/12/2025 | 59min
Neste culto, o Pastor Daniel Deeds (@pr.danieldeeds) da Igreja Batista Histórica trouxe uma mensagem sobre o anúncio da vinda de Cristo, explorando Lucas 1:26-38, onde o anjo Gabriel anuncia a Maria que ela conceberá o Messias. A pregação contextualizou a vinda de Cristo dentro da expectativa messiânica que permeava Israel desde o Antigo Testamento, com promessas feitas a Abraão, Moisés e especialmente a Davi, de cuja linhagem nasceria o Salvador eterno. O Pastor Daniel destacou que a nação de Israel, na época do nascimento de Jesus, estava sob opressão romana e em decadência espiritual profunda, com um templo corrompido por exploração financeira e uma liderança religiosa hipócrita. Em meio a esse cenário de trevas, Maria foi escolhida por graça divina—assim como Noé foi preservado em sua geração corrupta. A declaração do anjo "achaste graça diante de Deus" não foi por mérito pessoal, mas porque Deus soberanamente a separou e salvou para esse propósito especial na plenitude dos tempos.A mensagem aprofundou-se na importância teológica do nascimento virginal de Jesus. O Pastor explicou que, segundo Romanos 8 e outras passagens, todos os descendentes de Adão nascem com natureza pecaminosa—a "inclinação da carne" que é inimizade contra Deus e não pode se sujeitar à Sua lei. Para que Jesus fosse o Cordeiro sem mácula, capaz de nos salvar, Ele precisava nascer sem pecado original. Por isso, o Espírito Santo operou o milagre da concepção virginal, criando um corpo santo no ventre de Maria. Jesus é geneticamente descendente de Davi através de Maria, mas legalmente herdeiro do trono através de José—cumprindo as profecias messiânicas de forma única, inclusive contornando a maldição sobre Jeconias (Joaquim) mencionada em Jeremias 36.O Pastor também enfatizou a atitude de submissão exemplar de Maria diante do chamado divino. Mesmo sabendo dos riscos imensos—poderia ser apedrejada, enfrentar vergonha pública, perder seu noivado—ela respondeu: "Aqui está a serva do Senhor, que se cumpra em mim conforme a tua palavra." Essa postura de total entrega, confiando as consequências a Deus, é apresentada como modelo para todo crente. Maria não exigiu garantias nem explicações detalhadas; simplesmente obedeceu, reconhecendo-se como escrava do Senhor.A mensagem concluiu com um desafio: precisamos ter essa mesma atitude de confiança radical em Deus, obedecendo à Sua Palavra independentemente das consequências aparentes, entregando nossa vida completamente nas mãos do Senhor e permitindo que Ele faça conosco conforme Sua vontade soberana.Tópico: Anúncio da vinda de Cristo através do anjo Gabriel para MariaPastor: Daniel Deeds | @pr.danieldeeds (Igreja Batista Histórica)Local: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos-Base: Lucas 1:26-38; Gênesis 6:5-9; Romanos 8:3-8; Jeremias 36:30Temas Centrais: O anúncio do nascimento virginal de Cristo a Maria, a graça divina em meio à decadência espiritual de Israel, a importância teológica do nascimento virginal para a redenção e o exemplo de submissão radical de Maria à vontade de Deus.



Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte