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Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte

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    Culto – Hebreus 7:11-28 – O Sacerdócio Perfeito de Cristo: Superior ao Sacerdócio Levítico

    20/05/2026 | 47min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 7:11-28, tratando da superioridade do sacerdócio de Cristo sobre o sacerdócio levítico. O autor de Hebreus é o único do Novo Testamento que trata de Jesus como sumo sacerdote e da substituição do sacerdócio levítico — parece que os outros autores deixaram isso quieto, talvez por ser dificultoso. O autor faz um paralelo com o dia da expiação (Yom Kippur), o dia mais importante para Israel, e diz que era imperfeito — aquele dia tão especial não alcançava a perfeição.
    O dia da expiação foi instituído após a morte de Nadabe e Abiú (Levítico 16). Os filhos de Arão entraram com fogo estranho e foram consumidos. Arão viu seus dois filhos queimados no santíssimo lugar — imagine o temor com que ele entrou depois. Uma semana antes, o sumo sacerdote ia para o templo em purificação e jejum; na noite anterior, não o deixavam dormir para não ter impureza nos sonhos. Os sacerdotes entravam com uma cordinha amarrada por medo de serem fulminados.
    O sacerdócio de Cristo é maior por causa da sua vida indestrutível (v. 16). Aqueles homens morriam — quem levaria as orações no ano seguinte? Cristo ressuscitou, sua vida é eterna. É maior por causa da nomeação divina. Os levitas eram nomeados por genealogia — filho de peixe, peixinho é. Muitos sacerdotes eram corruptos (filhos de Eli, sacerdotes ligados aos saduceus). Jesus foi nomeado pelo próprio Deus: "Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" (Salmo 110). Em nenhum lugar das Escrituras há juramento relativo aos levitas.
    É maior por causa da mudança de lei e aliança melhor (v. 12, 22). Para mudar o sacerdócio, precisava mudar a lei. Deus está trazendo uma aliança superior. É maior por causa do sacrifício único (v. 27). Os sacerdotes, dia após dia, ofereciam sacrifício por seus próprios pecados e depois pelo povo. Jesus o fez uma vez por todas, a si mesmo se oferecendo.
    Quais as qualificações de Jesus? Santo, inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus (v. 26). Aqueles homens não eram santos — Arão não era, seus filhos não eram, o papa não é, nenhum pastor é nesse sentido de totalmente separado. Jesus se tornou o fiador de uma aliança superior — venceu a morte, tirou seu ferrão. Podemos olhar para a morte sem medo porque temos um sumo sacerdote que é garantia de vida eterna.
    Se o dia da expiação era sombra, a cruz é onde a expiação foi completamente realizada. Aquela repetição interminável foi cumprida de uma vez por todas por alguém plenamente divino e plenamente humano. O sangue de Jesus é suficiente para propiciar a justa ira de Deus e é capaz de salvar definitivamente aqueles que por meio dele aproximam-se de Deus. Somos chamados a crer nesse Jesus Cristo e dizer: "Este é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo."
    Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTextos base: Hebreus 7:11-28, Levítico 16:1-2
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    Culto – Hebreus 7:1-10 – Jesus, Sacerdote da Ordem de Melquisedeque

    20/05/2026 | 47min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 7:1-10, tratando do sacerdócio de Jesus segundo a ordem de Melquisedeque. O capítulo 7 é o âmago e o centro da carta aos Hebreus. O autor escreve como um advogado argumentando quem Jesus é. O dilema: Jesus era da linhagem de Davi, poderia ser rei, mas não era da tribo de Levi — como poderia ser sacerdote e mediador?
    O ser humano clama por mediação. Em todas as religiões, o homem busca paz através de anjos, espíritos, ofertas. O homem natural é abalado pela consciência do seu pecado — há algo de errado conosco. Os levitas mediavam a relação entre o povo e Deus, mas era sombra, passageiro, imperfeito — tinham que fazer sacrifício por eles mesmos, ano após ano.
    O autor retorna a Gênesis 14 para mostrar que já existia sacerdote antes de Levi. Abraão, voltando da batalha para resgatar Ló, encontra Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. Abraão lhe dá o dízimo de tudo. O autor interpreta: Melquisedeque significa "rei de justiça" (melec = rei); Salém vem de shalom, "paz" — é a cidade que depois seria Jerusalém.
    Abraão, ao entregar o dízimo, reconhece em Melquisedeque alguém superior. O maior abençoa o menor. Quando Abraão dá o dízimo, Levi que ainda nem havia nascido (Abraão gera Isaque, Isaque gera Jacó, Jacó gera Levi) estava junto com Abraão entregando dízimo a Melquisedeque — mostrando que alguém era superior ao sacerdócio levítico.
    Hebreus 7:3 diz que Melquisedeque era "sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias nem fim de vida, feito semelhante ao filho de Deus". A Bíblia não narra ele como anjo ou cristofania — quando quer falar de aparições espirituais, é clara. O que demonstra é que há um ofício de sacerdote que é eterno, e esse homem é feito semelhante a Jesus, nosso sacerdote eterno.
    A criação mostra isso desde o início. Em Gênesis, céus e terra não eram divididos — o homem via o Senhor na viração do dia. A queda fez o homem perder a relação com Deus. Em Apocalipse, novos céus e nova terra não têm mais divisão. Adão era sacerdote e rei — deveria guardar e cultivar o lugar da presença de Deus. 1 Pedro 2:9: "Vocês são sacerdócio real, nação santa."
    O que isso tem a ver conosco? Ainda buscamos mediação por meios humanos — achando que a oração do pastor dá acesso diferente, usando amuletos, terceirizando a fé por genealogia, criando coisas supostamente espirituais (chofar, quipá). Isso é paganismo. Deus não requer mais essas práticas cerimoniais. Temos um sacerdote eterno, inabalável, à destra de Deus. Jesus nos constitui sacerdócio real para que através de nós todas as famílias da terra sejam abençoadas — não porque somos mediadores, mas porque conhecemos aquele que é e anunciamos às outras pessoas.
    Pregador: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 7:1-10
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    EBD – Teologia Bíblica: A Narrativa da Criação em Gênesis 1-2 — O Teatro da Glória de Deus

    20/05/2026 | 39min
    Nesta EBD, Mário Rodrigues expôs os sete dias da criação em Gênesis 1-2. Clemente de Alexandria falou sobre a metáfora do "teatro da glória de Deus" — Gênesis prepara o palco para a história da redenção. A expressão "sem forma e vazia" (tohu vabohu) não era caos maligno, mas estado inacabado à espera da ação de Deus. O Espírito "pairava" sobre as águas como uma águia sobre seus filhotes — Deus presente, pronto para agir. Calvino observava que Deus poderia ter criado tudo num instante, mas escolheu seis dias por razão pedagógica — ensinando que é um Deus de ordem.
    Dia 1: Deus cria a luz sem o sol — desmontando o paganismo egípcio onde Rá era deus da luz e do sol. Dar nome é ato de autoridade. Dia 2: Único dia sem "era bom" (tov) — a obra ainda não estava completa, só se completa no terceiro. Deus não declara boa uma obra incompleta. Dia 3: Terra seca e vegetação, cada qual segundo sua espécie — existe mutação, não transmutação. Dia 4: Luminares criados sem nome próprio (não diz "sol" nem "lua") — são ferramentas para calendário, não divindades. Dia 5: Primeira bênção da Bíblia sobre peixes e aves — abundância segundo cada espécie.
    Dia 6: "Façamos o homem" — conselho divino trinitário. No mundo antigo, imperadores erguiam estátuas; Deus traz seres humanos como sua imagem viva. Moisés diz ao povo escravo: "Vocês são a imagem de Deus, não Faraó." O mandato de dominar não é explorar, mas cuidar — os cristãos deveriam ser os maiores defensores da criação. Ao final: "muito bom" (tov meod).
    Dia 7: O clímax não é o homem, é o descanso de Deus. Shabat = cessar porque a obra está completa. Único dia sem "houve tarde e manhã" — está aberto. Kline: os seis dias constroem um templo cósmico; o sétimo é quando o Rei entra e toma seu trono. O sábado simbolizava a antiga aliança (trabalha, depois descansa); o dia do Senhor simboliza a nova aliança (crê em Cristo, depois descansa em Cristo).
    Gênesis 3 é a peripécia — a serpente oferece interpretação diferente de Deus. Calvino: o primeiro pecado começou na mente antes de chegar às mãos.
    Preletor: Mário RodriguesLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Gênesis 1:1-2:3
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    Culto – Hebreus 6:13-20 – A Esperança Como Âncora da Alma: As Promessas Imutáveis de Deus

    05/05/2026 | 50min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 6:13-20, tratando das promessas de Deus e da perseverança dos santos. O autor de Hebreus traz o exemplo de Abraão para encorajar aquele povo que estava retrocedendo a fé por causa de perseguições e dificuldades. Abraão foi chamado por Deus da terra de Ur dos Caldeus, um lugar de paganismo, aos 75 anos. Deus prometeu que seus descendentes seriam como as estrelas do céu. Abraão esperou pacientemente — 25 anos até o nascimento de Isaque.
    Quando esperamos pela promessa de Deus, temos uma tendência errônea a querer administrar o tempo da promessa. Sarai tentou alcançar a promessa por meios ilícitos, entregando sua serva Agar. Muitos de nós, no meio da espera, tentamos fazer a promessa acontecer a um custo diferente. Abraçamos o pecado como se disséssemos ao Senhor: "Não dá para confiar mais em ti, eu vou dar meu jeito." Mas Deus interveio — no monte Moriá, proveu um cordeiro para substituir Isaque. Deus naquele momento interveio para que um pai não sacrificasse seu próprio filho. Mas no monte da Caveira, sendo Ele também um Pai, não interveio e sacrificou seu próprio Filho para que a promessa fosse cumprida.
    O segundo ponto é sobre o juramento de Deus. Os homens juram por alguém superior a si mesmos, mas a maioria das vezes esse juramento é falho. Deus não tem ninguém maior que Ele — jura por si mesmo. Quando Deus fez a aliança com Abraão, fez Abraão cair num sono profundo. Abraão participou de forma extremamente passiva. Deus fez o pacto sozinho. A natureza do propósito de Deus é imutável — Deus não pode melhorar nem piorar, não pode crescer nem diminuir, não se torna mais glorioso porque você veio no culto. É impossível que Deus minta.
    O texto fala que nos refugiamos nele para tomar posse da esperança. Moisés estabeleceu cidades de refúgio onde a morte não alcançava quem fugia para lá. Há um lugar de refúgio onde podemos buscar consolo e segurança mesmo diante do nosso último suspiro. A promessa não é necessariamente para coisas terrenas — é que ao abrirmos os olhos nos novos céus e nova terra, encontraremos a beleza da face do nosso Criador e toda ansiedade, dor e luta será desfeita. Temos essa esperança como âncora da alma, firme e segura, que adentra o santuário interior por trás do véu. Navios no primeiro século, quando tomados por tempestades, lançavam suas âncoras em lugar firme. O templo era tripartite: Santo dos Santos (onde o sumo sacerdote entrava uma vez ao ano), pátio externo (onde os judeus faziam ofertas), e o último pátio (onde faziam purificação). Nós não conseguiríamos jogar nossa âncora no Santo dos Santos — não poderíamos entrar lá. Mas Jesus nos precedeu. Ele entrou onde eu e você não poderíamos entrar. Nosso barquinho não está mais à deriva, está ancorado no Santo dos Santos por meio daquele que nos precedeu.
    Onde está a tua âncora? Se você tem colocado a âncora do seu coração fora do Santo dos Santos, nas coisas externas, na religiosidade, quando vierem os ventos fortes, seu barco não vai resistir. Somos peregrinos, mas somos peregrinos com um guia que já está lá. Por isso mantemos os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele sacrificou-se a si mesmo e ressuscitou para ser para nós uma esperança vívida de que também adentraremos por trás do véu.
    Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 6:13-20
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    Culto – Hebreus 5:11-6:12 – Deixemos os Ensinos Elementares e Avancemos para a Maturidade

    05/05/2026 | 54min
    Neste culto, o Pastor Fabricio Corrêa pregou sobre Hebreus 5:11-6:12, tratando da maturidade cristã e do perigo da apostasia. O autor de Hebreus faz uma pausa no ensino sobre Jesus como sumo sacerdote da ordem de Melquisedeque para advertir aquele povo — aparentemente no meio da congregação eles não avançavam, não amadureciam, tinham dificuldade de receber alimento sólido. Eles eram "lentos para aprender" — a palavra pode ser traduzida como preguiçosos. Muitos já deveriam ser mestres após 15, 20, 30 anos, mas não conseguiam ensinar outras pessoas os elementos básicos da fé.
    O leite não é ruim — as coisas fundamentais da fé são necessárias. Mas não seria estranho uma criança de 15 anos chegar ao culto com mamadeira? Crianças que não crescem reproduzem problemas. Uma característica da imaturidade é a birra. A birra dos cristãos adultos não é chorar no canto, mas parar de congregar, parar de ofertar, virar a cara para os irmãos. Quantos homens e mulheres que já deveriam ser maduros continuam agindo como crianças porque estão presos a atitudes infantis e não se alimentam de alimento sólido?
    O autor menciona ensinos elementares que eles ficavam discutindo: arrependimento de atos que conduzem à morte (arrependimento externo para as pessoas verem), instrução sobre batismos (purificações rituais), imposição de mãos (transferência de pecados para animais sacrificados). Esses elementos da lei levítica haviam se encerrado em Cristo. Se você vem servir no culto ou demonstrar sacrifício externo para provar às pessoas e ser aceito, você vai se frustrar — você não vai receber das pessoas aquilo que só recebe em Jesus.
    Do verso 4 ao 6, temos um dos textos mais polêmicos do Novo Testamento. Pessoas que foram iluminadas, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus — e caíram. O povo de Israel foi liberto do Egito, tinha nuvem de dia e coluna de fogo à noite, ouviu a voz de Deus da montanha, viu o maná cair do céu 40 anos, participou de dons espirituais — e a grande maioria morreu no deserto. Josué e Calebe são os únicos dois daquela geração que chegaram a Canaã. Judas Iscariotes esteve junto ao Verbo encarnado, foi enviado em missão, realizou sinais e maravilhas — e não foi crente genuíno.
    Quando esses homens retrocediam ao judaísmo, precisavam declarar que Jesus era blasfemo e mentiroso. Não estavam se identificando com a cruz, mas com aqueles que crucificaram Jesus. É como se precisasse crucificar Jesus novamente. Pode uma pessoa que blasfema contra Cristo e diz que ele é maldito ser restaurada? 1 João 2:19 diz: "Eles saíram do nosso meio e isso evidencia que nunca eram dos nossos." Jesus disse: "Aqueles que o Pai me der, ninguém pode arrancá-los das minhas mãos."
    O autor usa a parábola do semeador: terra boa absorve a chuva e produz colheita; terra ruim produz espinhos e ervas daninhas. Alguns se afeiçoam com os valores da fé cristã, mas quando a dificuldade bate — crise financeira, doença, morte — acham que Deus é injusto. O erro da teologia da prosperidade é pegar as bênçãos prometidas para a Nova Jerusalém e aplicar para hoje. O desejo do autor é que tenham prontidão até o fim, não sendo negligentes, imitando aqueles que por meio da fé e da paciência receberam a herança prometida. Aqueles que imitam a fé que preservaram até o fim continuam até o fim, porque sabem que esperança que se vê não é esperança. Estamos a caminho, mas ainda não chegamos lá.
    Preletor: Pastor Fabricio Corrêa | @fabriciofikLocal: Igreja Batista Reformada em Belo HorizonteTexto base: Hebreus 5:11-6:12
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Sobre Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte
Igreja Batista Reformada em Belo Horizonte. Culto domingo às 10h e sábado às 19h. R. das Canárias, 50 - Santa Branca, Belo Horizonte - MG, 31560-050. Instagram: @batistareformadabh Aqui são disponibilizadas todas as pregações expositivas do Evangelho, ministradas em nossa igreja. Que essas mensagens possam abençoar a sua vida.
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