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Octavie Laroque
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    # 143 MARIE ANTONIETA FIGUEIREDO FERRAZ - PLACENTA PERCRETA: O RISCO DE VIDA, A HISTERECTOMIA E A PREMATURIDADE

    22/09/2026 | 56min
    O que é uma placenta percreta?
    A placenta percreta é a forma mais grave do espectro da placenta acreta. Em vez de se fixar superficialmente na parede do útero, a placenta invade profundamente o músculo uterino e pode atravessá-lo, chegando a atingir órgãos próximos.
    É uma condição grave que pode provocar sangramentos ao longo da gestação e uma hemorragia que pode ser fatal no momento do parto.
    Foi esse o diagnóstico que Tutu recebeu durante a segunda gestação.
    Como viver a gravidez quando o nascimento do seu filho pode colocar a sua própria vida em risco?
    Tutu conta aqui a hemorragia depois do parto do Francisco, o descolamento de placenta e a placenta prévia na segunda gestação. Ela relata como foi passar meses em repouso, praticamente sem sair da cama, e descobrir que a placenta havia se aderido ao útero e atingia a bexiga.
    Aos 32 semanas, Tutu entrou na cirurgia confiando na equipe médica e ciente dos riscos que corria. Foi um sucesso, e Maria Teresa nasceu bem. 
    Com a Tutu, falamos de útero septado, de luto, de medo e de fé.

    Obrigada, Tutu, pela delicadeza do seu relato. E vida longa a vocês quatro.
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    # 142 JÉSSICA SILVA - MÃE AOS 14 ANOS: O CRIME, A PRISÃO E A TERAPIA

    15/09/2026 | 45min
    O que uma sociedade faz quando uma criança precisa se proteger sozinha?
    Jessica sofreu violência sexual na infância e saiu de casa aos 11 anos. Viveu sozinha, entrou no crime e, aos 14, engravidou pela primeira vez; aos 16, uma segunda vez. As duas meninas foram criadas pela mãe e pela irmã de Jessica. Como se tornar mãe quando ainda se é uma criança?
    Jessica conta aqui os anos em que vivia de furtos, a passagem pela Febem e, depois, pela prisão. Ela relata como parou com o crime e como, anos depois, grávida de sete meses, recebeu uma condenação a 11 anos de prisão. Encarcerada, Jessica deu à luz sua última filha e hoje está em casa, trabalhando e cuidando das suas filhas.
    Com ela, falamos sobre o sentimento de poder que encontrava no crime, sobre a terapia que a incentivou a mudar de vida e sobre a sua riqueza : a sua família.

    Obrigada, Jessica, por nos mostrar o que pode acontecer quando um país falha em proteger a infância.
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    # 141 BIA & BRANCA FERES - GRAVIDEZES SINCRONIZADAS: SEIS FILHOS, O LUTO MATERNAL E A FELICIDADE

    08/09/2026 | 49min
    Chegou no estúdio, numa terça-feira de manhã, uma onda de energia!
    Bia e Branca são gêmeas, amigas e também companheiras de profissão. Durante anos, construíram uma carreira juntas no nado sincronizado, e essa parceria continua hoje na maternidade.
    Em cinco anos, foram seis filhos no total: três cada uma.
    A maternidade das duas se entrelaça: uma assiste ao parto da outra, uma vive uma perda gestacional enquanto a outra engravida, e a felicidade de uma é também a felicidade da outra. Mas as experiências de cada uma são diferentes.
    Bia teve partos rápidos, viveu uma perda gestacional e, depois do nascimento do segundo filho, procurou ajuda psiquiátrica. Engravidou do terceiro filho com DIU.
    Branca viveu uma gestação marcada pela suspeita de síndrome de Down, um parto com episiotomia e estava grávida enquanto acompanhava a mãe, que estava morrendo. Hoje, ela vive o doce puerpério do seu terceiro filho.
    Elas contam aqui suas experiências de maternidade, falam do amor que sentem uma pela outra e contam sobre a leveza e o otimismo que as caracterizam.
    Com Bia e Branca, falamos sobre irmandade e sobre essa experiência tão particular de ter alguém ao lado que conhece profundamente a sua história.
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    # 140 HELEN BAUM - SEIS ANOS SEM VER O FILHO: A RUA, A PRISÃO E AS OUTRAS MÃES

    01/09/2026 | 51min
    Helen é uma sobrevivente da prisão. Condenada no lugar de outra pessoa, passou seis anos sem ver o filho.
    Foram três anos na Cracolândia, em São Paulo, e outros três anos encarcerada.
    Quando saiu, Helen precisou reconstruir a relação com o filho, retomar o contato com a mãe, com quem viveu conflitos e tensões relacionados ao exercício da maternidade. 
    Já formada em Direito, Helen voltou a estudar e hoje está prestes a defender o seu mestrado.
    Ela conta aqui sobre as drogas, a violência obstétrica, o racismo estrutural na prisão e o abandono familiar que tantas mulheres encarceradas enfrentam.
    Ela fala da sua revolta e da sua luta pelos direitos das mães no cárcere.
    Obrigada, Helen, por compartilhar a sua história e por nos revelar as fraquezas da nossa democracia.
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    # 139 CLARA WHITAKER — SER MÃE: SACRIFÍCIO OU SACRO-OFÍCIO?

    25/08/2026 | 53min
    A palavra sacrifício vem do latim sacer, sagrado, e facere, fazer. Literalmente, significa fazer o sagrado: um ato de oferenda, de consagração. Mas o que significa quando falamos do sacrifício materno?
    Para a psicanalista Anne Dufourmantelle existe o sacrifício e a renúncia. Renunciar é abrir mão do próprio desejo. O sacrifício é outra coisa: seria um gesto pelo qual alguém aceita perder algo para não perder aquilo que considera essencial.
    Será que, quando uma mulher se torna mãe, ela renuncia ao seu desejo? Ou a maternidade transforma radicalmente sua relação com esse desejo e com a própria vida?

    Clara tem 28 anos e é mãe de Emanuel. Engravidou aos 26, sem planejar, ainda se perguntando se aquele era o momento certo para ter um filho. E sem saber que a maternidade se tornaria esse ofício sagrado.
    Ela conta aqui como o apoio da mãe lhe deu força para seguir com a gestação, fala da dor do parto e da desordem do puerpério. Com ela, falamos das pequenas renúncias, das belezas e também da transcendência da maternidade.

    Obrigada, Clara, por trazer um outro olhar sobre o sacrifício materno.
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Sobre onda.podcast
Uma mãe francesa conversa sobre a maternidade com mulheres brasileiras. O que é ser mãe no Brasil? Aqui você vai ouvir os relatos mais íntimos e sinceros. Mães de diferentes origens, cores e religiões vão falar sobre as suas experiências. Um podcast sem tabu!
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