144 episódios
# 136 BETO BIGATTI - A TRANSFORMAÇÃO PELA PATERNIDADE : DEFICIÊNCIA, ESCRITA E ENCANTAMENTO
04/08/2026 | 52minO que acontece quando um homem se torna pai?
Durante muito tempo, falamos da chegada de um filho como uma mudança na vida de uma mulher. Mas e se a paternidade também fosse uma experiência de profunda transformação?
Pesquisas recentes mostram que tornar-se pai pode produzir mudanças no cérebro, nos hormônios e na forma como um homem responde ao outro. A paternidade como uma reorganização subjetiva ligada ao cuidado e ao vínculo, que alguns autores têm chamado de patrescência: o nascimento de um pai.
Beto, criador do blog Pai Mala, nasceu com uma deficiência no braço direito. Ele conta aqui o receio de não corresponder à imagem do pai ideal, o medo de não ser amado pelos filhos e o desejo de romper com uma história familiar, construindo uma paternidade presente e clara.
Ao se tornar pai, Beto desconstruiu esses sentimentos e pôde se reconhecer, pela primeira vez, como um homem unificado, corpo e alma. Quem diria que a paternidade poderia ter esse poder?
Neste episódio especial de Dia dos Pais, falamos sobre deficiência, machismo, criatividade na paternidade e sobre o lugar dos homens no cuidado.
Obrigada, Beto, por mostrar como o encontro com um filho pode reorganizar a imagem que um homem tem de si mesmo.# 135 LETÍCIA BASSIT - QUEM TEM MEDO DA MÃE DESEJANTE? : SEXUALIDADE, ABANDONO E ARTE
28/07/2026 | 55minPor que maternidade e sexualidade ainda parecem incompatíveis?
Como se o nascimento de um filho marcasse o fim do desejo. Como se uma mãe precisasse escolher entre o corpo materno e o corpo erótico.
Ao engravidar em meio à dúvida sobre a paternidade do primeiro filho, Letícia se sentia "entre a santa e a puta".
Mãe de Pedro e Luna, ela não imaginava que teria filhos. A primeira gravidez chegou de surpresa e, enquanto enfrentava o julgamento alheio, Letícia descobriu uma inesperada sensação de vitalidade. Mas tornar-se mãe sozinha e viver um puerpério marcado pelo abandono também lhe revelou que a maternidade é uma função social: um papel cercado de expectativas sobre como uma mãe deve amar, cuidar, trabalhar, parir e, sobretudo, desejar.
Foi nesse contexto que nasceu a revolta. E, da revolta, um grito. Um grito dirigido à família, aos amigos e à sociedade: como é possível abandonar uma mulher que acaba de dar à luz? Esse grito tornou-se escrita, teatro, filme, estudos.
Neste novo episódio de Maternidade e Separação, falamos sobre patriarcado, sexualidade, violência obstétrica e doméstica e sobre a possibilidade de transformar a experiência vivida em criação artística.
Obrigada, Letícia, por mostrar que sustentar o desejo é uma forma de resistência às expectativas sociais.# 133 HELEN RAMOS - O DESEJO DA MÃE E OS ESTEREÓTIPOS : QUAIS TABUS CERCAM A MATERNIDADE?
21/07/2026 | 47minO que significa dizer: "engravidei sem querer"?
Repetimos essa expressão como se ela fosse evidente, mas será que ela dá conta da complexidade do desejo?
Mãe do Caetano, Helen engravidou sem planejamento e sem saber se o pai assumiria a paternidade do filho. Voltou para Brasília, sua cidade natal, para dar à luz cercada por família e amigos e, apesar do próprio desconforto, incentivou a construção da relação entre pai e filho.
Desde o início da sua maternidade, Helen desafia ideias que costumamos tomar como naturais. Ela nos convida a perguntar: como a sociedade olha para a vida amorosa e a sexualidade de uma mulher que cria um filho sozinha?
Neste novo episódio de Maternidade e Separação, falamos sobre os preconceitos que cercam as mães solo, sobre namorar durante a gravidez, sobre o trabalho psíquico de tornar-se mãe e sobre como as relações também podem se transformar com o tempo, a ponto de, hoje, Helen viver uma guarda quase compartilhada do filho.
Obrigada, Helen, por denunciar os estereótipos e as expectativas que ainda recaem sobre as mães solo.- Há poucos dados específicos sobre separação no primeiro ano de vida de uma criança, apenas um estudo britânico indicando que um quinto dos casais se separariam durante essa fase.
Quando Antônio tinha oito meses, Tarsila ouviu do marido que estava infeliz e queria encerrar o casamento. Um choque para ela, que carregava uma certa ideia de casamento marcada pela tradição e pela idealização. Tarsila viveu o luto de uma relação de nove anos ao mesmo tempo em que atravessava o puerpério e enfrentava o preconceito e os julgamentos que recaem sobre mulheres divorciadas.
Neste episódio do quadro Maternidade e Separação, Tarsila conta sobre o parto prematuro de Antônio, o impacto da separação, o papel dos amigos nesse período e o processo de tomada de consciência que se abriu quando o casamento se desfez. Hoje, ela fala nas redes sociais sobre o machismo e incentiva as mulheres a poderem desejar mais e melhor para si mesmas.
Obrigada, Tarsila, por falar sem tabu do divórcio e compartilhar conosco a sua transformação. #132 SUSSUCA ALENCAR CAPISTRANO - O CORPO DA MÃE: GESTAÇÃO, MATERNIDADE SOLO E CARREIRA
23/06/2026 | 53minA experiência da gravidez é imediatamente corporal: a barriga cresce, os seios se enchem, os quilos se acumulam e o corpo passa a ocupar mais espaço.
Mas como viver a gestação quando se é uma mulher que passou a vida tentando emagrecer?
Sussuca sempre teve uma relação difícil com o próprio corpo. Na gravidez, não gostava do que via no espelho, evitava fotografias e acompanhava cada transformação com desconforto. Ela conta aqui a cesárea do seu primeiro filho, que a deixou sozinha diante da dor e de uma pergunta insistente: o que vai sobrar do meu corpo?
Sussuca relata esse corpo dolorido, que dificultava o contato com o filho; os seios, que já não lhe pertenciam mais; e, mais de uma década depois, um segundo parto, no qual conseguiu segurar e acolher o seu bebê. Dessa vez, o corpo fragmentado, reduzido às suas funções, pôde se unificar. Como se algo tivesse se deslocado e permitido habitar o corpo de outra maneira. Como compreender isso? Talvez porque, para algumas mulheres, o contato inicial com o bebê seja uma etapa iniciática: um corpo a corpo inaugural, um encontro físico e psíquico a partir do qual mãe e bebê vão, pouco a pouco, se reconhecer como seres separados.
Com Sussuca, falamos da maternidade solo, da carreira que construiu e do casamento com o pai do seu segundo filho, um homem doze anos mais jovem.
Obrigada, Sussuca, por compartilhar conosco o seu caminho de unificação.
Mais podcasts de Crianças e família
Podcasts em tendência em Crianças e família
Sobre onda.podcast
Uma mãe francesa conversa sobre a maternidade com mulheres brasileiras.
O que é ser mãe no Brasil?
Aqui você vai ouvir os relatos mais íntimos e sinceros.
Mães de diferentes origens, cores e religiões vão falar sobre as suas experiências.
Um podcast sem tabu!
Site de podcastOuça onda.podcast, Era Uma Vez Um Podcast e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

Obtenha o aplicativo gratuito radio.net
- Guardar rádios e podcasts favoritos
- Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
- Carplay & Android Audo compatìvel
- E ainda mais funções
Obtenha o aplicativo gratuito radio.net
- Guardar rádios e podcasts favoritos
- Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
- Carplay & Android Audo compatìvel
- E ainda mais funções


onda.podcast
Leia o código,
baixe o aplicativo,
ouça.
baixe o aplicativo,
ouça.
































