146 episódios
- PARTE 2 DO RELATO DA SIRLENE.
Desde muito cedo, Sirlene sentiu a falta do pai. Um pai que estava preso e depois se tornou foragido.
Ela sonhava em fazer diferente com os próprios filhos e dar a eles aquilo que ela não tinha tido.
O que ela não imaginava é que seus filhos poderiam crescer sem a mãe.
Sirlene se envolveu com o crime e passou duas vezes pela prisão. Na primeira, ficou quatro anos sem ver o filho pequeno. Na segunda, deu à luz seu terceiro filho dentro da cadeia e, aos seis meses, precisou entregar a bebê para a mãe.
Uma vida que parece um filme e que, hoje, poderia ser contada a partir de um final feliz: aos 50 anos, Sirlene é farmacêutica, membro da Academia Brasileira de Letras do Cárcere e está se formando em medicina.
Sirlene conta aqui sobre sua infância, o crime, as drogas, o amor e como exerceu a maternidade enquanto esteve privada de liberdade. Com ela, falamos de ausência paterna, de separação, de preconceito, de seu papel social junto às mulheres detidas em Tremembé e de seu trabalho de incentivo aos jovens para que estudem.
Neste primeiro episódio de Maternidade e privação de liberdade, Sirlene conta sua história, dos momentos mais difíceis aos que tornaram possível reconstruir sua vida.
Obrigada, Sirlene, pela sua sinceridade. #137 SIRLENE DOMINGUES - MEU PARTO NA PRISÃO : O CRIME, O CLUBE DO LIVRO E A RECONSTRUÇÃO
11/08/2026 | 49minDesde muito cedo, Sirlene sentiu a falta do pai. Um pai que estava preso e depois se tornou foragido.
Ela sonhava em fazer diferente com os próprios filhos e dar a eles aquilo que ela não tinha tido.
O que ela não imaginava é que seus filhos poderiam crescer sem a mãe.
Sirlene se envolveu com o crime e passou duas vezes pela prisão. Na primeira, ficou quatro anos sem ver o filho pequeno. Na segunda, deu à luz seu terceiro filho dentro da cadeia e, aos seis meses, precisou entregar a bebê para a mãe.
Uma vida que parece um filme e que, hoje, poderia ser contada a partir de um final feliz: aos 50 anos, Sirlene é farmacêutica, membro da Academia Brasileira de Letras do Cárcere e está se formando em medicina.
Sirlene conta aqui sobre sua infância, o crime, as drogas, o amor e como exerceu a maternidade enquanto esteve privada de liberdade. Com ela, falamos de ausência paterna, de separação, de preconceito, de seu papel social junto às mulheres detidas em Tremembé e de seu trabalho de incentivo aos jovens para que estudem.
Neste primeiro episódio de Maternidade e privação de liberdade, Sirlene conta sua história, dos momentos mais difíceis aos que tornaram possível reconstruir sua vida.
Obrigada, Sirlene, pela sua sinceridade.# 136 BETO BIGATTI - A TRANSFORMAÇÃO PELA PATERNIDADE : DEFICIÊNCIA, ESCRITA E ENCANTAMENTO
04/08/2026 | 52minO que acontece quando um homem se torna pai?
Durante muito tempo, falamos da chegada de um filho como uma mudança na vida de uma mulher. Mas e se a paternidade também fosse uma experiência de profunda transformação?
Pesquisas recentes mostram que tornar-se pai pode produzir mudanças no cérebro, nos hormônios e na forma como um homem responde ao outro. A paternidade como uma reorganização subjetiva ligada ao cuidado e ao vínculo, que alguns autores têm chamado de patrescência: o nascimento de um pai.
Beto, criador do blog Pai Mala, nasceu com uma deficiência no braço direito. Ele conta aqui o receio de não corresponder à imagem do pai ideal, o medo de não ser amado pelos filhos e o desejo de romper com uma história familiar, construindo uma paternidade presente e clara.
Ao se tornar pai, Beto desconstruiu esses sentimentos e pôde se reconhecer, pela primeira vez, como um homem unificado, corpo e alma. Quem diria que a paternidade poderia ter esse poder?
Neste episódio especial de Dia dos Pais, falamos sobre deficiência, machismo, criatividade na paternidade e sobre o lugar dos homens no cuidado.
Obrigada, Beto, por mostrar como o encontro com um filho pode reorganizar a imagem que um homem tem de si mesmo.# 135 LETÍCIA BASSIT - QUEM TEM MEDO DA MÃE DESEJANTE? : SEXUALIDADE, ABANDONO E ARTE
28/07/2026 | 55minPor que maternidade e sexualidade ainda parecem incompatíveis?
Como se o nascimento de um filho marcasse o fim do desejo. Como se uma mãe precisasse escolher entre o corpo materno e o corpo erótico.
Ao engravidar em meio à dúvida sobre a paternidade do primeiro filho, Letícia se sentia "entre a santa e a puta".
Mãe de Pedro e Luna, ela não imaginava que teria filhos. A primeira gravidez chegou de surpresa e, enquanto enfrentava o julgamento alheio, Letícia descobriu uma inesperada sensação de vitalidade. Mas tornar-se mãe sozinha e viver um puerpério marcado pelo abandono também lhe revelou que a maternidade é uma função social: um papel cercado de expectativas sobre como uma mãe deve amar, cuidar, trabalhar, parir e, sobretudo, desejar.
Foi nesse contexto que nasceu a revolta. E, da revolta, um grito. Um grito dirigido à família, aos amigos e à sociedade: como é possível abandonar uma mulher que acaba de dar à luz? Esse grito tornou-se escrita, teatro, filme, estudos.
Neste novo episódio de Maternidade e Separação, falamos sobre patriarcado, sexualidade, violência obstétrica e doméstica e sobre a possibilidade de transformar a experiência vivida em criação artística.
Obrigada, Letícia, por mostrar que sustentar o desejo é uma forma de resistência às expectativas sociais.# 133 HELEN RAMOS - O DESEJO DA MÃE E OS ESTEREÓTIPOS : QUAIS TABUS CERCAM A MATERNIDADE?
21/07/2026 | 47minO que significa dizer: "engravidei sem querer"?
Repetimos essa expressão como se ela fosse evidente, mas será que ela dá conta da complexidade do desejo?
Mãe do Caetano, Helen engravidou sem planejamento e sem saber se o pai assumiria a paternidade do filho. Voltou para Brasília, sua cidade natal, para dar à luz cercada por família e amigos e, apesar do próprio desconforto, incentivou a construção da relação entre pai e filho.
Desde o início da sua maternidade, Helen desafia ideias que costumamos tomar como naturais. Ela nos convida a perguntar: como a sociedade olha para a vida amorosa e a sexualidade de uma mulher que cria um filho sozinha?
Neste novo episódio de Maternidade e Separação, falamos sobre os preconceitos que cercam as mães solo, sobre namorar durante a gravidez, sobre o trabalho psíquico de tornar-se mãe e sobre como as relações também podem se transformar com o tempo, a ponto de, hoje, Helen viver uma guarda quase compartilhada do filho.
Obrigada, Helen, por denunciar os estereótipos e as expectativas que ainda recaem sobre as mães solo.
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