148 episódios
- Helen é uma sobrevivente da prisão. Condenada no lugar de outra pessoa, passou seis anos sem ver o filho.
Foram três anos na Cracolândia, em São Paulo, e outros três anos encarcerada.
Quando saiu, Helen precisou reconstruir a relação com o filho, retomar o contato com a mãe, com quem viveu conflitos e tensões relacionados ao exercício da maternidade.
Já formada em Direito, Helen voltou a estudar e hoje está prestes a defender o seu mestrado.
Ela conta aqui sobre as drogas, a violência obstétrica, o racismo estrutural na prisão e o abandono familiar que tantas mulheres encarceradas enfrentam.
Ela fala da sua revolta e da sua luta pelos direitos das mães no cárcere.
Obrigada, Helen, por compartilhar a sua história e por nos revelar as fraquezas da nossa democracia. - A palavra sacrifício vem do latim sacer, sagrado, e facere, fazer. Literalmente, significa fazer o sagrado: um ato de oferenda, de consagração. Mas o que significa quando falamos do sacrifício materno?
Para a psicanalista Anne Dufourmantelle existe o sacrifício e a renúncia. Renunciar é abrir mão do próprio desejo. O sacrifício é outra coisa: seria um gesto pelo qual alguém aceita perder algo para não perder aquilo que considera essencial.
Será que, quando uma mulher se torna mãe, ela renuncia ao seu desejo? Ou a maternidade transforma radicalmente sua relação com esse desejo e com a própria vida?
Clara tem 28 anos e é mãe de Emanuel. Engravidou aos 26, sem planejar, ainda se perguntando se aquele era o momento certo para ter um filho. E sem saber que a maternidade se tornaria esse ofício sagrado.
Ela conta aqui como o apoio da mãe lhe deu força para seguir com a gestação, fala da dor do parto e da desordem do puerpério. Com ela, falamos das pequenas renúncias, das belezas e também da transcendência da maternidade.
Obrigada, Clara, por trazer um outro olhar sobre o sacrifício materno. - PARTE 2 DO RELATO DA SIRLENE.
Desde muito cedo, Sirlene sentiu a falta do pai. Um pai que estava preso e depois se tornou foragido.
Ela sonhava em fazer diferente com os próprios filhos e dar a eles aquilo que ela não tinha tido.
O que ela não imaginava é que seus filhos poderiam crescer sem a mãe.
Sirlene se envolveu com o crime e passou duas vezes pela prisão. Na primeira, ficou quatro anos sem ver o filho pequeno. Na segunda, deu à luz seu terceiro filho dentro da cadeia e, aos seis meses, precisou entregar a bebê para a mãe.
Uma vida que parece um filme e que, hoje, poderia ser contada a partir de um final feliz: aos 50 anos, Sirlene é farmacêutica, membro da Academia Brasileira de Letras do Cárcere e está se formando em medicina.
Sirlene conta aqui sobre sua infância, o crime, as drogas, o amor e como exerceu a maternidade enquanto esteve privada de liberdade. Com ela, falamos de ausência paterna, de separação, de preconceito, de seu papel social junto às mulheres detidas em Tremembé e de seu trabalho de incentivo aos jovens para que estudem.
Neste primeiro episódio de Maternidade e privação de liberdade, Sirlene conta sua história, dos momentos mais difíceis aos que tornaram possível reconstruir sua vida.
Obrigada, Sirlene, pela sua sinceridade. #137 SIRLENE DOMINGUES - MEU PARTO NA PRISÃO : O CRIME, O CLUBE DO LIVRO E A RECONSTRUÇÃO
11/08/2026 | 49minDesde muito cedo, Sirlene sentiu a falta do pai. Um pai que estava preso e depois se tornou foragido.
Ela sonhava em fazer diferente com os próprios filhos e dar a eles aquilo que ela não tinha tido.
O que ela não imaginava é que seus filhos poderiam crescer sem a mãe.
Sirlene se envolveu com o crime e passou duas vezes pela prisão. Na primeira, ficou quatro anos sem ver o filho pequeno. Na segunda, deu à luz seu terceiro filho dentro da cadeia e, aos seis meses, precisou entregar a bebê para a mãe.
Uma vida que parece um filme e que, hoje, poderia ser contada a partir de um final feliz: aos 50 anos, Sirlene é farmacêutica, membro da Academia Brasileira de Letras do Cárcere e está se formando em medicina.
Sirlene conta aqui sobre sua infância, o crime, as drogas, o amor e como exerceu a maternidade enquanto esteve privada de liberdade. Com ela, falamos de ausência paterna, de separação, de preconceito, de seu papel social junto às mulheres detidas em Tremembé e de seu trabalho de incentivo aos jovens para que estudem.
Neste primeiro episódio de Maternidade e privação de liberdade, Sirlene conta sua história, dos momentos mais difíceis aos que tornaram possível reconstruir sua vida.
Obrigada, Sirlene, pela sua sinceridade.# 136 BETO BIGATTI - A TRANSFORMAÇÃO PELA PATERNIDADE : DEFICIÊNCIA, ESCRITA E ENCANTAMENTO
04/08/2026 | 52minO que acontece quando um homem se torna pai?
Durante muito tempo, falamos da chegada de um filho como uma mudança na vida de uma mulher. Mas e se a paternidade também fosse uma experiência de profunda transformação?
Pesquisas recentes mostram que tornar-se pai pode produzir mudanças no cérebro, nos hormônios e na forma como um homem responde ao outro. A paternidade como uma reorganização subjetiva ligada ao cuidado e ao vínculo, que alguns autores têm chamado de patrescência: o nascimento de um pai.
Beto, criador do blog Pai Mala, nasceu com uma deficiência no braço direito. Ele conta aqui o receio de não corresponder à imagem do pai ideal, o medo de não ser amado pelos filhos e o desejo de romper com uma história familiar, construindo uma paternidade presente e clara.
Ao se tornar pai, Beto desconstruiu esses sentimentos e pôde se reconhecer, pela primeira vez, como um homem unificado, corpo e alma. Quem diria que a paternidade poderia ter esse poder?
Neste episódio especial de Dia dos Pais, falamos sobre deficiência, machismo, criatividade na paternidade e sobre o lugar dos homens no cuidado.
Obrigada, Beto, por mostrar como o encontro com um filho pode reorganizar a imagem que um homem tem de si mesmo.
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Uma mãe francesa conversa sobre a maternidade com mulheres brasileiras.
O que é ser mãe no Brasil?
Aqui você vai ouvir os relatos mais íntimos e sinceros.
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