Muitas mulheres temem que a maternidade lhes tire a liberdade e dificulte a construção de uma carreira. Mas e se, para algumas, ela fosse justamente o impulso que faltava?
Marília é casada com um diplomata e mãe da Pina, que nasceu em Tel Aviv há seis anos. Desde então, a família já passou por São Paulo, Brasília, Orlando e agora, Londres. Foram seis escolas para Pina e quase seis vidas para Marília.
Marília fala aqui da gestação em Jerusalém, das mudanças e conta como nunca deixou de perseguir o seu desejo mais íntimo.
Movida pelo modelo de mãe que queria ser, Marília voltou a atuar e abriu a livraria Plato, em Brasília — uma cidade que não era dela nem do marido, mas que viria a se tornar o ponto de retorno da família.
Com muita honestidade sobre suas escolhas, ela fala da vida dividida entre Brasília e Londres, onde hoje vivem o marido e a filha.
Assim, longe de afastá-la da realização pessoal, a maternidade lhe deu chão e abriu caminhos. Como entender isso?
Talvez porque para se tornar quem se é, é preciso antes se autorizar. E, para algumas mulheres, a maternidade pode ser justamente essa autorização fundamental: aquela a partir da qual todo o resto começa a fluir.
Obrigada, Marília, por nos lembrar que não existe uma única forma de ser mãe e que cada mulher inventa o seu próprio caminho.