O que existe por trás de um pedaço de queijo artesanal? No novo episódio de A Origem do Sabor, Érico Kolya, fundador e queijeiro do Pé do Morro, mostra que a resposta passa por muito mais do que leite, fermentação e maturação. Passa por mudança de carreira, família, território e pela coragem de construir um projeto sustentado por sabor, propósito e relações verdadeiras.
Érico relembra a saída do mundo corporativo, os estágios em vinícolas e fazendas europeias, a temporada nos Alpes suíços e o início da produção em uma pequena panela, no sítio da família, em Cabreúva. A conversa percorre a evolução do Pé do Morro, as conexões que fortaleceram o queijo artesanal brasileiro e a criação de uma experiência que hoje reúne queijos, pães, geleias, doces, vinhos e produtos de pequenos produtores.
Mais do que uma história de empreendedorismo rural, o episódio propõe uma mudança de olhar: queijo artesanal não precisa ficar em um pedestal. Ele pode estar no café da manhã, no lanche e na mesa cotidiana. Um alimento bem-feito entrega sabor, memória e ainda ajuda a manter vivos produtores e territórios.
Destaques
🧀 Da multinacional para a queijaria
Formado em Administração e com carreira em uma multinacional, Érico deixou um caminho previsível para entender de perto a produção de alimentos e construir uma nova forma de viver.
🏔️ A escola dos Alpes
Em uma fazenda na Suíça, viveu com uma família que subia com os animais para as montanhas durante o verão. Entre ordenhas, queijos e trabalho físico, percebeu como clima, cultura e paisagem moldam o sabor.
🍇 O vinho antes do queijo
Sua primeira experiência aconteceu em uma pequena vinícola orgânica na Argentina. Foi ali que começou a compreender como as estações e a matéria-prima determinam o ritmo da produção.
🥛 O leite como matéria viva
Fermentação, bactérias, gordura, proteína, umidade e tempo aparecem de maneira acessível, revelando como pequenas escolhas criam queijos completamente diferentes.
🌱 Um negócio que nasceu sem plano
Mesmo sendo administrador, Érico começou sem pesquisa de mercado ou plano de negócios. Produzia, testava e oferecia os queijos. O crescimento veio porque as pessoas reconheceram qualidade e propósito.
🧺 Comer no lugar onde tudo acontece
Hoje, os visitantes podem montar uma cesta com queijos, pães, mel, geleias e doces e fazer um piquenique no jardim, aproximando consumidor, produtor e paisagem.
🥖 Família também é ingrediente
O pai de Érico teve papel essencial no projeto e passou anos produzindo pães de fermentação natural em casa. A padaria nasceu desse trabalho familiar e ampliou a experiência do Pé do Morro.
🌎 Comprar também é participar
Ao escolher um produto artesanal, o consumidor ajuda a financiar uma pequena empresa, uma família, uma comunidade e uma forma diferente de produzir.
🐄 Produzir local não é fazer tudo sozinho
Depois de criar as próprias vacas, o projeto passou a comprar leite de produtores vizinhos. Assim, cada um pôde se especializar e a economia local ganhou força.
⏳ A maturação exige cuidado
Durante meses, os queijos precisam ser virados, observados e mantidos em condições específicas de frio e umidade. O episódio revela o trabalho invisível por trás de cada casca, aroma e textura.
⚙️ Crescer sem perder a essência
A expansão acontece aos poucos, com recursos próprios e decisões baseadas no aprendizado. Para Érico, crescer devagar permite reduzir desperdícios e construir algo mais coerente.
🍽️ O queijo precisa sair do pedestal
Queijo artesanal é alimento. Pode entrar no misto-quente, na pizza, no café da manhã ou no jantar, sem ficar restrito a tábuas sofisticadas.
✨ Buscar sabor muda tudo
A proposta é comer com mais atenção. Escolher não apenas pelo preço ou pela aparência, mas pela origem, pela qualidade e pelo prazer que o alimento entrega.