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Alô, Ciência?

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  • Alô, Ciência?

    #155 As origens da violência humana

    08/04/2026 | 1h 23min
    Alô, alô! De onde vem a violência humana? Como indivíduos e como espécies, estamos muito longe de ser anjinhos. Guerras, homicídios, estupros e atrocidades várias não são perversões recentes de uma natureza humana essencialmente gentil: pelo contrário, os tentáculos de trevas de tais fenômenos se estendem pela história e pela Pré-História, nos lugares mais distantes no espaço e no tempo que conseguimos observar. O único jeito honesto de enxergar o que somos e o que podemos ser é não desviar o olhar e lidar com esse legado de uma vez por todas. O primeiro passo para tentar modificar um cenário ruim, afinal de contas, é entendê-lo.

    O que é violência? Quando surgiram as guerras? Será que outros seres vivos fazem guerras? Como isso se diferencia entre os gêneros? Existe um fator genético para explicar a violência humana? Como evitar a violência?

    Nesse episódio Marx, Caramelo e Jefferson convidam o jornalista Reinaldo José Lopes para respondermos essas e outra perguntas sobre as origens da violência humana (por uma investigação evolutiva) e como evitá-la.

    Ouça e se surpreenda!

    Assuntos abordados:

    00:00 – Apresentação do Reinaldo José Lopes
    04:24 – Como definir violência?
    10:49 – Perspectiva evolutiva da violência, não determinismo genético!
    15:26 – O “gene guerreiro” existe?
    19:53 – Como pesquisar essa história evolutiva?
    24:33 – Violência em primatas (chimpanzés e bonobos).
    31:42 – Violência entre povos.
    35:31 – Domesticação levou ao aumento da violência?
    43:13 – Gênero, masculinidade e testosterona. Tem a ver com a violência?
    50:42 – Infanticídio: machos matando filhotes de outros machos.
    53:25 – Guerras atuais, in-group e out-group.
    58:22 – Tecnologia, IA e desumanização.
    01:10:15 – Como evitar a violência?
    01:16:42 – Disco de Ouro: dicas culturais.

    Referências e links

    Livro: “Homo Ferox: As origens da violência humana e o que fazer para derrotá-la” (Reinaldo José Lopes)
    Apoie o novo livro do Reinaldo com a Mila Massuda “A Teia da Vida”

    💽 Disco de Ouro

    Reinaldo: Livro: “A mão esquerda da escuridão” e “Os despossuídos” (Ursula K. Le Guin)
    Marx: Série: live-action “One Piece“
    Jefferson: Podcast: Lateral with Tom Scott | Série “Jury Duty“
    Caramelo: Aplicativo Árvore

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    🎧 Ouça também:
    Alô, Ciência? | #132 Biologia de gente: Bioantropologia
    Alô, Ciência? | #053 Evolução Humana

    Pesquisa e Roteiro: Marco Marx (@_marcomarx)
    Edição: Antônio Said (@Pinzeiros)
    Arte da Vitrine: Lucas Andrade (@lukeraandrade)
  • Alô, Ciência?

    #154 O mal-estar da escrita científica

    11/03/2026 | 57min
    Alô, alô! Escrever para a ciência dói! No Brasil, centenas de estudantes e docentes apresentam algum mal-estar psicológico, como ansiedade, bloqueio ou até dor (física mesmo) durante o momento da escrita de seus textos acadêmicos.

    Mas por que isso acontece? Por que escrever, algo que é tão central nas ciências, pode se tornar um processo tão difïcil para muitos? O que está envolvido nesse mal-estar da escrita científica? E será que tem como resolver esse problema? E mais: será que uso IA generativa seria uma saída?

    Talvez devamos nos inspirar em grandes escritores, romancistas e filósofos como Foucault, Skinner, Freud, Lévi-strauss e vários outros que em algum momento de suas obras dizem algo como: “Eu não escrevo pra falar o que eu sei, eu escrevo pra descobrir o que eu tenho a dizer“.

    Nesse episódio, Camila Beraldo convida Robson Cruz, psicólogo e doutor em psicologia social e professor do Departamento de Psicologia da PUC Minas. Robson pesquisa as dificuldades e dilemas da vida acadêmica, em especial, a escrita. Ele nos mostra como a escrita é muito mais que um produto, mas um processo. Dê o play e descubra!

    Assuntos abordados:

    00:00 – A importância da escrita para a ciência.
    05:00 – Escrita como um processo ou produto?
    10:18 – Pré-escrita é importante!
    14:20 – Por que “escrever é sofrer”?
    20:30 – Traumas e dificuldades na escrita.
    27:00 – A nossa escrita pode piorar (e melhorar muito)!
    35:24 – Escrita é um bem distribuído desigualmente: o transfuga de classe.
    39:10 – Dicas de como melhorar a escrita! Truques e técnicas.
    48:16 – Escrever no papel melhora a escrita?
    51:58 – Os perigos das ferramentas de IA na escrita.

    Referências e links

    Livro: “Mal Estar na Escrita Científica” (Robson Cruz)
    Curso: Bloqueio na escrita científica (Robson Cruz)

    💽 Disco de Ouro

    Livro: O Artífice (Richard Sennett)
    Livro: Bloqueio da Escrita (Robson Cruz)
    Livro: Zen e Arte da Escrita Acadêmica (Robson Cruz)

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    🎧 Ouça também:
    Alô, Ciência? | #093 Leitura e escrita na Prisão
    Alô, Ciência? | #022 Big data e as bolhas da informação

    Pesquisa e Roteiro: Camila Beraldo (@ca.raldo)
    Edição: Antônio Said
    Arte da Vitrine: Lucas Andrade (@lukeraandrade)
  • Alô, Ciência?

    Nós na Evolução | 6. Em clima de mudança

    09/07/2025 | 51min
    Alô, alô! Como as mudanças climáticas vão alterar (e estão alterando) a Evolução das espécies? A Evolução é um processo em curso, mas demorado. Será que a taxa de mudanças de uma geração para a outra é tão rápida quanto as mudanças do clima que estamos causando?

    Algumas espécies de animais e plantas já estão respondendo a essas alterações. Nesse episódio mostraremos como libélulas, leões, crustáceos, plantas, bactérias e fungos estão reagindo ao aumento de temperatura média da atmosfera. Algum estão aguentando, porém até quando? Outros, estão se beneficiando. Porém, estes podem afetar a saúde da humanidade. Por isso, também vamos abordar as consequências sociais da crise climática.

    Nesse último episódio da temporada “Nós na Evolução”, o time se juntou! Amanda Guedes, Camila Beraldo, Mariana Inglez e Lucas Andrade se unem em um estilo entre o narrativo e o conversado. Ao longo da série estudamos muitos assuntos que, quando juntos em uma mesa de conversa, viram complexos e trazer respostas mais consistentes. Ouça agora esse episódio para entender como será nosso futuro e como podemos reagir às mudanças climáticas globais.

    Assuntos abordados:

    00:00 – Série Fallout seria possível?
    04:01 – Conversa: vai dar tempo de evoluir?
    06:29 – Pensando no futuro da Evolução
    10:40 – Libélulas e leões
    15:33 – Planctons pressionados pelo calor
    21:50 – Microorganismos nesse cenário
    25:26 – Escaladores da extinção: migração de plantas
    31:41 – Consequências sociais
    34:09 – Ansiedade Climática e parte da solução
    36:09 – É tempo de Retomada!
    40:45 – Medidas práticas
    45:25 – Mensagem final da temporada

    Referências e links

    As mudanças climáticas já estão forçando os lagartos, insetos e outras espécies a evoluir – e a maioria não consegue acompanhar (The Conversation)

    Mudança Climática: do aquecimento da Terra ao colápso ecológico (Jornal Nexo)

    Evolução Assistida: pesquisadores aceleram evolução de espécies de corais para preservá-las (Revista Exame) (Artigo científico aqui)

    Site com dados sobre desmatamento e uso do solo no Brasil (Map Biomas)

    Libélulas escuras estão se tornando mais pálidas absorver menos calor da radiação solar (PNAS)

    Pés de mostarda estão florescendo mais cedo, aproveitando a água do derretimento do gelo (The Royal Society Publishing)

    Lagartos estão tornando-se mais tolerantes ao frio, lidar com as temperaturas extremas (The Royal Society Publishing)

    Uma pesquisa que estudou 19 espécies e aves e mamíferos, como corujas e veados, avaliando se eles evoluem em velocidade suficiente (Nature Communications)

    Um estudo feito com copepodes (parte do zooplancton) avaliou a capacidade deles gerarem mutações que aumentam sua tolerância à temperatura. (The Royal Society Publishing)

    Dentro dos animais que têm mais chances, ainda assim, a adaptação tem um custo (Springer Nature)

    Insetos: Meta-análise revela plasticidade fraca, mas generalizada, nos limites térmicos dos insetos (Nature Communications)

    Escaladores da Extinção: como aves tropicais estão migrando para as montanhas (mas isso tem um limite) (PNAS)

    Plantas também escalam (Science Magazine)

    Quando uma mudança climática ultrapassará a evolução adaptativa? (Wiley reviews)

    Estudos sobre as origens dos animais árticos podem nos dar novas ideias de como agir com as atuais mudanças climáticas e proteger essas espécies. (Universidade de Bournemouth)

    Reações futuras da planta Arabidopsis thaliana ao clima (Nature)

    Seleção sexual, temperatura e juba de leões (Science Magazine)

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    🎧 Ouça também:
    Alô, Ciência? | Nós na Evolução | 1. A Era dos Humanos
    Alô, Ciência? | #036 Deriva: Evolução além da seleção natural
    Alô, Ciência? | #118 O clima vai mudar para os Artrópodes

    Pesquisa e Roteiro: Amanda Guedes (@mandi.guedes), Camila Beraldo (@ca.raldo) Lucas Andrade (@lukeraandrade), Mariana Inglez (@mariana_inglez)
    Edição e Arte da Vitrine: Lucas Andrade (@lukeraandrade)
    Revisão: Lucas “Taio” Nascimento
    Apoio: Sociedade Europeia de Biologia Evolutiva (ESEB)
  • Alô, Ciência?

    Nós na Evolução | 5. Germinando a Amazônia

    02/07/2025 | 47min
    Alô, alô! Como a agricultura evoluiu nas Américas? Produção de alimentos em massa, mecanização do campo e possibilidade de vida na cidade: quando falamos sobre a criação da agricultura, são esses os termos citados. Já reparou? Essa visão faz sentido para certas comunidades humanas, como aquelas que surgiram próximas ao Oriente Médio, mas nas Américas, a história é diferente. Muito diferente!

    Nesse episódio, Mari Inglez nos convida a pensar na Evolução como um fenômeno que tem vários caminhos. A evolução das plantas alimentares nas Américas é um processo que a Arqueobotânica investiga e que têm trazido novidades recentes e quentíssimas sobre a tecnologia envolvida nas roças da Amazônia. Esse sistema é tão sofisticado que usa muito mais que maquinários, mas também envolve cultura de troca de mudas e sementes, rotatividade em roças, testes de cruzamento entre plantas, orgulho, estética… Até insetos e aves têm uma função nesse sistema. E o produto disso tudo é uma maior biodiversidade, uma cultura rica e maior soberania alimentar.

    Ouça este episódio da série Nós na Evolução, onde estamos investigando como nós, seres humanos, interferimos na Evolução, mesmo sem querer.

    Entrevistadas:
    Laura Pereira Furquim (@laura.furquim)
    Manuela Carneiro da Cunha

    Agradecimento especial à família Serrin, e principalmente aos irmãos Takaiama Serrin e Paulo Serrin que me receberam em Ilha de Terra e me ensinaram sobre suas roças, contribuindo com minha pesquisa de doutorado e com áudios utilizados nesse episódio!

    Assuntos abordados:

    00:00 – Mani: a origem da mandioca indígena
    03:29 – Arqueobotânica e Revolução Neolítica
    06:09 – Revolução Verde: Mecanização no campo
    11:00 – Terra Preta de Índio: Uma grande evidência
    21:26 – Povos indígenas que modificam paisagens
    24:27 – Uma roça na Amazônia
    29:25 – Orgulho da roça diversa: um fator evolutivo?
    33:47 – Cruzamento, flores, pássaros e insetos têm papel na roça
    36:00 – Aldeamento da ciência
    40:05 – Síndrome da Domesticação nas plantas
    41:49 – Evolução da agricultura nas Américas

    Referências e links:

    Vídeo: Entrevista com a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha (Canal Revista FAPESP)

    Vídeo: Milho e festa junina são indígenas (Canal Imbau)

    Tese de doutorado da Mari Inglez, sobre transição alimentar de populações ribeirinhas (Teses USP)

    Tese de mestrado da Laura Furquim, sobre Arqueobotânica na Amazônia (Teses USP)

    Origens da Terra Preta (artigo científico de Eduardo Neves)

    Evidências da domesticação de arroz nas Américas (Nature Ecology & Evolution)

    Evidências arqueológicas diretas da Amazônia Sudoeste como um centro de domesticação de plantas e produção de alimentos (Jennifer Watling e Myrtle Shock et al., na Revista PLoS One)

    Evidências confirmam origem antrópica das Terras Pretas da Amazônia (Revista Nature Communications)

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    🎧 Ouça também:
    Alô, Ciência? | Nós na Evolução | 2. Uma história canina
    Alô, Ciência? | #026 O que é uma Agrofloresta?

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  • Alô, Ciência?

    Nós na Evolução | 4. Um problema microscópico

    25/06/2025 | 49min
    Alô, alô! Quais perigos de se tomar um antibiótico? O que são as superbactérias? Quais os perigos desses microrganismos nos hospitais? Nesse episódio narrativo, Camila Beraldo, conta quando sentiu uma dor abdominal que, a princípio parecia inofensiva, mas a levou a ser internada urgentemente. Ao longo do episódio, Camila entrevista especialistas que mostram que podemos estar próximos de viver em uma época tomada por bactérias super resistentes. Isso é uma preocupação não só a nível de saúde pública, mas de saneamento básico, agricultura, pecuária e desigualdade social.

    Entrevistados: Renata Picão e Nilton Linconpan.

    Assuntos abordados:
    00:00 – Uma pequena dor
    06:40 – Tratamento com antibióticos
    09:50 – O que são superbactérias?
    16:20 – Dentro de casa: precisamos exterminar todas bactérias?
    18:50 – Por que a industria farmacêutica não produz mais antibióticos?
    21:24 – A descoberta de Nilton
    28:15 – A situação piorou
    37:41 – O problema é sistêmico
    38:50 – Como seria um futuro com superbactérias?
    43:30 – Armas que a ciência pode ter contra superbactérias
    47:27 – O que nos faz continuar?

    Referências e links:

    75% dos antibióticos vendidos no mundo são usados em animais; excesso traz riscos à saúde humana (O Globo Saúde)

    O “alarmante” uso de antibióticos humanos na agricultura (UniSinos)

    A próxima pandemia já começou: covid-19 acelera a aparição de superbactérias (El Pais)

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    🎧 Ouça também:
    Alô, Ciência? | Nós na Evolução | 1. A Era dos Humanos
    Alô, Ciência? | #088 Superbactérias na produção de carne

    Pesquisa e Roteiro: Camila Beraldo (@ca.raldo)
    Edição e Arte da Vitrine: Lucas Andrade
    Apoio: Sociedade Europeia de Biologia Evolutiva (ESEB)

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“Alô, Ciência?” é um projeto voltado para a divulgação científica. Aqui buscamos discutir temas que sejam transversais ao mundo científico levando sempre em conta sua influência e importância em nossa sociedade.
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Generated: 4/29/2026 - 4:57:57 AM