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Professor HOC

Heni Ozi Cukier
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Último episódio

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  • Professor HOC

    A CHINA ESTÁ ESTOCANDO PETRÓLEO, GÁS E METAIS: QUAL A RAZÃO?

    18/2/2026 | 17min
    Neste vídeo, eu explico por que uma movimentação que parece “só logística” está deixando Washington, Bruxelas e várias capitais asiáticas em estado de alerta: a China está acelerando uma campanha silenciosa de estocagem estratégica — petróleo, gás, metais e até alimentos — para ficar mais difícil de intimidar em crises e negociações. A história começa em Dongjiakou, um mega complexo de tanques onde, vistos por satélite, os reservatórios sobem e descem como cúpulas gigantes conforme se enchem. Só desde meados de janeiro, cerca de 10 milhões de barris foram adicionados ali, levando o total a 24 milhões, num sinal visível de uma estratégia maior: criar um “colchão” energético e industrial capaz de absorver choques, reduzir a vulnerabilidade a sanções, e até diminuir o impacto de gargalos marítimos como o Estreito de Malaca em um cenário de tensão militar. Eu conecto esse movimento ao ambiente político e comercial pós-2024, à volta da pressão tarifária dos EUA e às mensagens ambíguas vindas de Donald Trump, além de mostrar como Pequim usa estoques e compras de fornecedores sancionados (como Irã, Rússia e Venezuela) para ganhar descontos, testar rotas e mecanismos “fora do dólar” e construir poder de barganha silencioso. Também detalho o lado menos óbvio: metais e insumos críticos (cobre, níquel, zinco, lítio), a dependência alimentar (especialmente soja) e como a diversificação — incluindo a aproximação energética com Moscou via projetos como Power of Siberia 2 — pode trocar uma vulnerabilidade por outra. Por fim, eu fecho com a parte que mais preocupa o Ocidente: ao transformar a China num “core trader” capaz de segurar ou liberar volumes em momentos-chave, Pequim não só se blinda, mas também remodela preços, rotas e incentivos no mundo inteiro — com efeitos diretos no Brasil, na Europa e no equilíbrio geopolítico global.
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    ENTENDA O CASO JEFFREY EPSTEIN

    18/2/2026 | 52min
    Neste vídeo, eu reconstruo, em ordem cronológica e com base no que é possível documentar com segurança, a trajetória de Jeffrey Epstein: da infância no Brooklyn e a passagem improvável pela Dalton School, ao salto para Wall Street na Bear Stearns, a criação da J. Epstein & Co. e, principalmente, a ascensão meteórica sustentada pela relação com Leslie Wexner. A partir daí, o episódio entra no que torna esse caso tão perturbador: como Epstein construiu uma teia de influência que conectava dinheiro, prestígio e acesso a figuras do alto escalão da política, da realeza e do meio acadêmico — enquanto, em paralelo, operava um sistema estruturado de abuso sexual envolvendo menores.Eu explico como funcionava o método descrito por investigações, o papel atribuído a Ghislaine Maxwell, e por que a resposta institucional demorou tanto a interromper esse esquema. Em seguida, chegamos ao ponto de virada de 2008: o acordo que evitou um processo federal, reduziu drasticamente as consequências imediatas e ainda ampliou a controvérsia ao criar uma imunidade que afetou o caso por quase uma década. A partir daí, analiso os “anos de impunidade”, a reabertura federal em 2019, a prisão em Nova York e, por fim, a morte na cela — incluindo o que se sabe com segurança sobre a conclusão oficial, as falhas graves de custódia descritas em relatórios e por que as dúvidas sobre imagens e cadeia de custódia alimentaram suspeitas duradouras. O objetivo aqui não é sensacionalismo: é entender como poder, reputação, dinheiro e instituições se cruzaram para proteger uma engrenagem de crimes por tempo demais — e o que esse caso revela sobre os pontos cegos da elite e do sistema de justiça.
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    ELON MUSK CRIA EMPRESA QUE PODE MUDAR O MUNDO

    06/2/2026 | 30min
    A fusão entre a xAI e a SpaceX não é apenas um movimento corporativo de Elon Musk. Ela aponta para algo muito maior: a tentativa de levar a inteligência artificial para fora da Terra.Neste vídeo, eu explico por que unir uma empresa de IA com a maior infraestrutura espacial privada do planeta abre caminho para um projeto ambicioso e controverso: data centers no espaço, alimentados por energia solar praticamente ilimitada, operando acima das restrições físicas, ambientais e regulatórias do planeta.Vamos entender como a SpaceX fornece a logística — foguetes reutilizáveis, lançamentos frequentes e constelações orbitais — enquanto a xAI entra como o cérebro desse sistema, desenvolvendo modelos cada vez mais dependentes de energia e escala computacional. No espaço, não há noite, não há disputa por território, não há limites tradicionais de expansão.Mas essa visão levanta perguntas enormes. Quem controla a infraestrutura de IA fora do planeta? Quais são as implicações geopolíticas de deslocar poder computacional para a órbita? Isso resolve o problema energético da inteligência artificial ou cria um novo tipo de concentração de poder?Neste vídeo, conectamos tecnologia, energia, espaço e política para mostrar por que essa fusão pode marcar o início de uma nova etapa da corrida global pela inteligência artificial — e por que ela não diz respeito apenas ao futuro da IA, mas ao futuro do próprio planeta.
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    RÚSSIA ESTÁ RECRUTANDO BRASILEIRAS PARA FABRICAR DRONES

    05/2/2026 | 16min
    No vídeo de hoje eu te levo para dentro de uma história que parece começar como um simples anúncio de emprego — vídeos verticais bem produzidos, música otimista e promessas de “trabalho legal no exterior”, salário em dólar, moradia paga e uma chance de recomeçar — mas que termina no coração do esforço de guerra russo. A Zona Econômica Especial de Alabuga, vendida pelo Kremlin como vitrine industrial no Tartaristão, virou desde 2022 uma engrenagem central da produção em massa de drones kamikaze (os “Geran”, derivados do Shahed iraniano) usados noite após noite contra cidades ucranianas. E para manter essa linha de montagem rodando 24 horas por dia, surge o elemento que quase nunca aparece nas análises militares: mão de obra estrangeira recrutada por um programa chamado “Alabuga Start”. A investigação mostra um padrão inquietante: jovens mulheres, muitas com menos de 23 anos, atraídas em países da África, Sudeste Asiático e América Latina por promessas de hotelaria, logística e “indústria leve”, desembarcam na Rússia e encontram contratos diferentes, jornadas exaustivas, vigilância constante e tarefas diretamente ligadas à montagem de drones — com relatos de exposição a químicos, sintomas físicos persistentes, assédio e isolamento. Em alguns casos, há acusações graves de retenção de passaporte, multas e ameaças veladas, criando um quadro que especialistas apontam como recrutamento enganoso seguido de coerção econômica e psicológica — um formato contemporâneo de tráfico humano. A dimensão geopolítica deixa tudo ainda mais explosivo: esses drones não ficam em estoque, eles decolam e explodem; e cada explosão carrega uma cadeia invisível que começa muito antes do lançamento, passando pelas mãos de pessoas que acreditavam estar mudando de vida. No fim, Alabuga vira símbolo de uma guerra industrial do século XXI: produção em escala, cadeias globais cinzentas, propaganda digital, negação plausível — e vidas vulneráveis transformadas em combustível de conflito.
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    O FIM DO MAIOR PERÍODO DE PAZ DA HISTÓRIA

    23/1/2026 | 23min
    No vídeo de hoje eu explico por que as últimas oito décadas – o maior período sem guerra entre grandes potências desde o Império Romano – são uma anomalia histórica que a gente trata como normal. Parto de três números-chave dessa “longa paz”: 80 anos sem guerra direta entre grandes potências, 80 anos sem uso de armas nucleares em combate e apenas 9 países com armas atômicas, apesar de mais de 100 terem capacidade de fabricá-las. Reconto como Hiroshima, Nagasaki, a crise dos mísseis em Cuba e a lógica da destruição mútua assegurada na Guerra Fria forçaram EUA e URSS a construírem uma ordem internacional de segurança baseada em alianças (OTAN, Japão), instituições (ONU, FMI, Banco Mundial) e no Tratado de Não Proliferação Nuclear. Depois analiso como o “dividendo da paz” pós-1991, o fim da URSS, o otimismo de Fukuyama sobre o “fim da história” e a globalização criaram uma falsa sensação de segurança, enquanto os EUA se atolavam no Afeganistão e no Iraque. A partir daí, mostro os cinco fatores que hoje ameaçam essa paz: amnésia histórica sobre o horror de uma guerra total; ascensão da China e o ressentimento da Rússia de Putin; a erosão do peso econômico dos EUA em um mundo cada vez mais multipolar; o excesso de compromissos militares americanos; e a polarização interna que paralisa a política externa dos EUA. No fim, a pergunta central é direta: essa era sem Terceira Guerra Mundial é o “normal” ou é um acidente histórico que pode acabar? E o que seria necessário, em termos de imaginação estratégica e vontade política, para segurar essa paz por mais uma geração?

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Sobre Professor HOC

Heni Ozi Cukier (HOC) é cientista político, professor e palestrante. Formou-se em Filosofia e Ciências Políticas nos Estados Unidos. É mestre em Resolução de Conflitos e Paz Internacional pela American University, em Washington DC. Nos Estados Unidos, trabalhou no Conselho de Segurança da ONU, na Organização dos Estados Americanos (OEA), no Woodrow Wilson Center e em outras organizações americanas. HOC também é professor de Relações Internacionais e tem popularizado o conhecimento sobre geopolítica por meio de seu canal PROFESSOR HOC no YouTube, que é o maior canal de geopolítica do Brasil.
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