8 episódios
- A cultura do nosso tempo está encharcada de fim de mundo. Séries, filmes, literatura, jogos — nunca produzimos tantas imagens do apocalipse. E ao mesmo tempo, nunca parecemos tão paralisados diante das catástrofes reais que se acumulam no horizonte.
Tem algo estranho nisso. Se a imaginação do fim não falta, por que a gente não consegue agir? Qual o papel desse imaginário apocalíptico na mobilização política dos nosso tempo
Bruna Della Torre é pesquisadora de pós-doutorado no Centro Käte Hamburger para Estudos Apocalípticos e Pós-Apocalípticos da Universidade de Heidelberg, na Alemanha. Ela faz parte do conselho editorial das revistas Apocalyptica e Crítica Marxista.
Livros e Textos Mencionados no Episódio:
"A imaginação apocalíptica" https://blogdaboitempo.com.br/2025/07/22/a-imaginacao-apocaliptica/
"E se isso continuar ":https://www.isfdb.org/cgi-bin/title.cgi?2682502
"Nuclear War Scenario" [https://www.amazon.com.br/Nuclear-War-Scenario-Annie-Jacobsen/dp/0593476093
A ameaça interna – Psicanálise dos novos fascismos globais" de Vladmir Safatle
https://www.ubueditora.com.br/ameaca-interna.html
"A"mão esquerda da escuridão" de Ursula le Guin
https://aleph.com.br/products/a-mao-esquerda-da-escuridao
"Do transe à vertigem" de Rodrigo Nunes
https://www.ubueditora.com.br/transe-vertigem.html
"Um piquenique na estrada"
https://www.amazon.com.br/Piquenique-na-estrada-Ark%C3%A1di/dp/857657389X
"The End of Man: A Feminist Counterapocalypse"
https://www.amazon.com/End-Man-Feminist-Counterapocalypse-Forerunners/dp/1517905591
"Nas Ruínas do Neoliberalismo: a Ascensão da Política Antidemocrática no Ocidente"
https://www.amazon.com.br/Nas-Ru%C3%ADnas-Neoliberalismo-Ascens%C3%A3o-Antidemocr%C3%A1tica/dp/8594444079 - A Oitava Conferência Nacional de Saúde, em 1986 foi um evento histórico que deu forma ao que se chamava de Reforma Sanitária — e ao que viria a ser o SUS.
A ideia central era pensar a saúde como direito, uma saúde integral, que levasse em conta os aspectos socioeconômicos e coletivos, e não apenas o tratamento de doenças de foma individuais. Esse movimento vinha ganhando força desde a década de 1970, alimentando pesquisas, práticas e debates sobre o que a saúde podia significar no Brasil.
No último episódio de Futuros Imaginários, a gente viu como o futuro estava sendo pensado antes da Ditadura Empresarial-Militar. Agora, no pós-ditadura, o que a gente reencontra é outra coisa: a ideia de construir um futuro para o Brasi dos escombros do golpel — um futuro de democracia radical — aglutinou pessoas, movimentos sociais, pautas diversas. E a Reforma Sanitária foi uma das expressões mais potentes disso.
E é isso que esse podcast também investiga, né? Como o futuro era pensado no passado. Porque olhar pra essas apostas, pra essa energia, talvez ajude a gente a sair da paralisia do presente.
Por isso a gente convidou Ligia Bahia — médica, sanitarista, doutora em Saúde Pública pela Fiocruz, e alguém que esteve no centro dessa luta pela Reforma Sanitária.
Livro "O que é o SUS": https://fiocruz.br/livro/que-e-o-sus-e-book-interativo-o
Observatório de Desprivatização da Saúde: https://observatorio.gpdes.com.br/
CEBES: https://cebes.org.br/
Saúde Tem Cura (Documentários sobre o SUS): https://educare.fiocruz.br/resource/show?id=xIN7rkYE
Vídeo sobre Oitava Conferência Nacional de Saúde:
https://www.youtube.com/watch?v=f95dOJ82QWE - APOIA.SE: apoia.se/futurosimaginarios
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Na questão agrária, a concentração fundiária no Brasil se manteve uma das faces mais cruéis da nossa desigualdade. A concentração absurda não é apenas um dado estatístico; é a raiz da desigualdade, bloqueando qualquer chance real de justiça social e soberania alimentar. No episódio 4 de Futuros Imaginários a gente recebeu a Ceres do MST , pra falar sobre segurança alimentar, agroecologia. E como essa assunto é vasto e fundamental para um futuro soberano para o Brasil, a gente começa nosso segunda temporada, ainda conversando sobre esse tema com Gabriel Colombo, Engenheiro Agrônomo e militante do PCBR.
#soberaniaalimetar #futurosimaginários
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A narrativa dominante nos diz que o Estado é pobre, que o dinheiro acabou, e que a única saída é a austeridade fiscal.
Enquanto políticas públicas em saúde e educação são cada vez mais sucateadas e subfinanciadas, o gasto financeiro do Estado para pagamento de juros da dívida é cada vez maior transferindo continuamente renda dos mais pobres para os mais ricos.
E se fosse exatamente ao contrário. Um Estado forte, que distribui renda, que financia o bem estar, a saúde pública, a transição energética, o desenvolvimento sustentável . Porque é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim de uma economia rentista que só beneficia o andar de cima?
Nosso convidado de hoje é Daniel Negreiros Conceição é Professor de Macroeconomia e Economia do Setor Público no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi presidente do Instituto de Finanças Funcionais para o Desenvolvimento (IFFD) e um dos autores do livro Teoria Monetária Moderna: a chave para uma economia a serviço das pessoas
https://iffdbrasil.org/
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Num planeta em que mais de 800 milhões de pessoas passam fome enquanto sobram terras, tecnologias e alimentos, uma pergunta se impõe: esse cenário é mesmo uma fatalidade? Ou é um projeto? No Brasil, o maior produtor de alimentos no mundo, a insegurança alimentar ainda é uma realidade insistente. O que isso tem a ver com a distribuição da terra e com o modelo de produção de alimentos? Porque é mais fácil imaginar o fim do mundo do que uma distribuição de terras mais igualitária e a garantia de uma alimentação saudável e digna para todas as pessoas?
Neste episódio de Futuros Imaginários, recebemos Ceres Luisa Hadich , agricultora e assentada no norte do estado do Paraná. Formada em Agronomia, pelaUniversidade Federal do Paraná (UFPR), é mestre em Agroecologia e Agricultura Sustentável pela Universidade Agrária de Havana. Atua no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(MST) desde 2007 e hoje contribui na tarefa da Coordenação do Escritório Nacional de Brasília, sendo membro da Direção Nacional do movimento.
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Sobre Futuros Imaginários
O mundo parece ter esquecido como sonhar — e, como já disseram muitos, tornou-se mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo.
Que futuros podemos ainda inventar diante de um mundo que se arrasta em guerras, desigualdade e crises ambientais. Que futuros já foram sonhados e perdidos nas lutas históricas da classe trabalhadora? Que futuros ancestrais ainda vivem nas cosmovisões dos povos originários e quiilombolas?
Aqui, vamos reunir pensadores, artistas, ativistas e movimentos sociais para reacender futuros, desejos e estratégias: um laboratório de ideias radicais.
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