274 episódios
- O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff se estendeu, entre abertura e finalização, de dezembro de 2015 a agosto de 2016. O episódio foi um indiscutível marco na política nacional e resultou na saída de Dilma da presidência do país.
“O aprofundamento de uma crise econômica, que já começa um pouco no final do primeiro mandato da Dilma com redução do valor das commodities, certo desequilíbrio das contas governamentais, que levaram já, no início do segundo mandato, a Dilma fazer algumas mudanças no Ministério da Economia, o que faz com que ela perdesse popularidade em relação aos grupos mais da sociedade civil, da esquerda, por ter uma política mais fechada, mais limitada do ponto de vista de gasto público. Ao mesmo tempo, isso não permitiu que ela ganhasse um apoio maior do mercado. Então, naquele momento, no início do seu segundo mandato, ela tem uma uma queda abrupta na sua avaliação em relação àquilo que levou ela à reeleição, que vai, digamos, assentar as bases para o descontentamento que leva depois ao processo. O segundo elemento, que foi uma novidade naquele momento na política brasileira, foi a contestação do resultado das eleições por parte do candidato derrotado”, analisou o professor Rodrigo Stumpf Gonzalez, do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em entrevista concedida ao Estação História. - O Código Civil foi aprovado em 15 de agosto de 2001, na Câmara dos Deputados. A sanção presidencial ocorreria em janeiro do ano seguinte, pondo fim a mais de 25 anos de debates em torno da revisão do código que estava vigente desde o começo do século 20.
“O grande passo deste código, quando os juristas deste país o analisarem com isenção, haverão de dizer que foi o primeiro passo para se criar no Brasil um direito social, saindo desse positivismo que nos engessava, não permitindo ao intérprete da lei sair do texto nem um milímetro. E este código, quem analisar, quem souber um pouco de direito, verá que ele é um código pós-positivista que transfere ao intérprete da lei, ao magistrado, aplicá-lo às situações específicas, não ao seu livre arbítrio, mas através de hermenêutica, de estudos aprofundados, para que a lei não envelheça”, afirmou o então deputado federal Ricardo Fiuza (PFL-PE), relator do projeto de lei. - A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006, há 20 anos. Esta legislação foi um marco no combate à violência contras asmulheres no Brasil. A edição 271 relembra o avanço que a nova lei representou na proteção às mulheres.
Em entrevista concedida ao Estação História, Anabel Pessôa, cofundadora e coordenadora Jurídica do Instituto Maria da Penha, ressaltou que a lei ajudou a romper uma realidade de violência: “existia uma questão de invisibilidade, de intolerância em relação à questão da violência doméstica. Então, durante muito tempo, essas agressões eram tratadas como conflitos privados ou problemas familiares”. - A Guerra Civil Espanhola, que se estendeu de 1936 e 1939, foi um marco na história do país europeu no século 20. A partir daquele conflito, teve início o período ditatorial liderado por Francisco Franco que duraria até o ano de 1975.
“Os republicanos em torno dos quais, vários grupos à esquerda, principalmente, do ponto de vista social, a presença de uma classe média ascendente urbana em função do processo de industrialização de zonas mais prósperas como a Catalunha; e de outro lado, forças conservadoras em torno das quais há também uma mescla de monarquistas, de militares, de latifundiários. Nem todos seriam favoráveis à manutenção, vamos dizer assim, do antigo regime, ou seja, da dinastia Bourbon à frente do país, mais em vista dos efeitos da Revolução Soviética de 1917, do fortalecimento do comunismo, principalmente na vizinha França”, afirmou Virgílio Arraes, professor de História Contemporânea da Universidade de Brasília (UnB), em entrevista concedida ao Estação História. - A Argentina celebrou o 210º aniversário de independência em relação à Espanha no ano de 2026. O Estação História 269 relembra este importante capítulo do país sul-americano.
“Houve um movimiento especialmente em Buenos Aires. Sentiam que não tinham mais como responder ao Rei Fernando. Ao mesmo tempo, o vice-rei estava em Buenos Aires, que era o representante espanhol. No sentido mais aprofundado, eram interesses comerciais dos argentinos, que queria abrir o leque de parceiros comerciais, principalmente com a Grã-Bretanha”, explicou Andrés Ferrari Haines, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em entrevista concedida ao Estação História.
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Sobre Estação História
O podcast Estação História é um espaço dedicado para falarmos sobre o ontem de alguém, algo ou um fato de relevância do Brasil e do Mundo.A apresentação é de Diego Brião e a produção é da RW Cast.
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