277 episódios
- Os sequestros de quatro aviões resultaram em mais de 3 mil mortes em 11 de setembro de 2001. Os ataques terroristas foram marcados pelos choques de aeronaves contra duas torres comerciais e um prédio do governo dos Estados Unidos.
“Aquele mundo que existia até o 11 de setembro de 2001, ele muda literalmente de uma numa manhã para outra, de um dia para o outro. A gente tem uma nova configuração. Pela primeira vez a gente tem, de maneira clara, uma guerra que não é entre estados, que era o padrão, era comum. A gente estava vindo de uma Guerra Fria, que era entre duas superpotências e seus estados satélites. É uma guerra, como os Estados Unidos vai nominar naquele momento, ao terror, contra um grupo terrorista, uma organização terrorista, que não tem a cara de um estado”, relembrou Roberto Uebel, professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em entrevista concedida ao Estação História. - O vice-presidente do Brasil, João Goulart, assumiu a presidência em 1961 após a renúncia do titular Jânio Quadros. Foi um momento de profunda crise política vivida pelo país. O Estação História 275 relembra este momento da história nacional.
“O João Goulart estava em viagem, não estava no Brasil, estava em viagem à China. Naquele momento, a gente tinha mais uma intervenção, e aí é um outro fator importante também nesse período aí do pós-1945, que é o fator da instabilidade e do intervencionismo militar na política brasileira. Não necessariamente as instituições em si, mas de militares de alta patente, generais, brigadeiros, enfim, almirantes, na política nacional. As próprias forças armadas, elas estavam relativamente divididas”, relembrou o professor Luiz Alberto Grijó, do curso de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em entrevista concedida ao Estação História. - A morte do ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek completou 50 anos neste mês de agosto. Marcado pela construção de Brasília, JK deixou um legado importante em infraestrutura no país.
“Tinha essa ideia de tirar o Brasil atlântico e colocar um Brasil continental interiorizado. Um outro marco muito importante do governo Juscelino foi a implantação da indústria automobilística. Juscelino era um adepto do ocidente, teve negociações muito duras com os Estados Unidos e terminou conseguindo, de certa maneira, implantar um parque metal mecânico com automóveis e com a instalação de empresas transnacionais”, relembrou o professor de Relações Internacionais e cientista político Bruno Lima Rocha em entrevista concedida ao Estação História. - O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff se estendeu, entre abertura e finalização, de dezembro de 2015 a agosto de 2016. O episódio foi um indiscutível marco na política nacional e resultou na saída de Dilma da presidência do país.
“O aprofundamento de uma crise econômica, que já começa um pouco no final do primeiro mandato da Dilma com redução do valor das commodities, certo desequilíbrio das contas governamentais, que levaram já, no início do segundo mandato, a Dilma fazer algumas mudanças no Ministério da Economia, o que faz com que ela perdesse popularidade em relação aos grupos mais da sociedade civil, da esquerda, por ter uma política mais fechada, mais limitada do ponto de vista de gasto público. Ao mesmo tempo, isso não permitiu que ela ganhasse um apoio maior do mercado. Então, naquele momento, no início do seu segundo mandato, ela tem uma uma queda abrupta na sua avaliação em relação àquilo que levou ela à reeleição, que vai, digamos, assentar as bases para o descontentamento que leva depois ao processo. O segundo elemento, que foi uma novidade naquele momento na política brasileira, foi a contestação do resultado das eleições por parte do candidato derrotado”, analisou o professor Rodrigo Stumpf Gonzalez, do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em entrevista concedida ao Estação História. - O Código Civil foi aprovado em 15 de agosto de 2001, na Câmara dos Deputados. A sanção presidencial ocorreria em janeiro do ano seguinte, pondo fim a mais de 25 anos de debates em torno da revisão do código que estava vigente desde o começo do século 20.
“O grande passo deste código, quando os juristas deste país o analisarem com isenção, haverão de dizer que foi o primeiro passo para se criar no Brasil um direito social, saindo desse positivismo que nos engessava, não permitindo ao intérprete da lei sair do texto nem um milímetro. E este código, quem analisar, quem souber um pouco de direito, verá que ele é um código pós-positivista que transfere ao intérprete da lei, ao magistrado, aplicá-lo às situações específicas, não ao seu livre arbítrio, mas através de hermenêutica, de estudos aprofundados, para que a lei não envelheça”, afirmou o então deputado federal Ricardo Fiuza (PFL-PE), relator do projeto de lei.
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Sobre Estação História
O podcast Estação História é um espaço dedicado para falarmos sobre o ontem de alguém, algo ou um fato de relevância do Brasil e do Mundo.A apresentação é de Diego Brião e a produção é da RW Cast.
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