Se alguém disser que o rock brasileiro começou apenas nos anos 80, com bandas como Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho ou Paralamas do Sucesso, além de ser um ignorante, está perdendo uma história inteira que ficou esquecida anos antes.
Antes disso, no começo dos anos 70, em plena São Paulo tomada pela modernização acelerada, pelo crescimento urbano descontrolado e pela censura da ditadura militar, surgiu uma banda que parecia não pertencer a lugar nenhum.
Uma banda que misturava rock pesado, psicodelia, samba, humor, teatro, crítica social e uma enorme vontade de debochar de tudo.
Essa banda era o Joelho de Porco.
Uma banda que, anos depois, seria lembrada como “a melhor banda que ninguém conhece”.
O disco São Paulo: 1554/Hoje (1976) teve a seguinte formação
Próspero Albanese — vocais
Tico Terpins — baixo e vocais
Walter Baillot — guitarra, violão, guitarra lap steel e vocais
Flávio Pimenta — bateria e percussão
Sérgio Sá — arranjos, piano, piano elétrico e órgão
Dudi Guper — percussão
Essa formação representa uma fase muito importante do Joelho de Porco porque junta o lado teatral e irreverente da banda com uma sonoridade mais elaborada.
Era rock. Mas não era apenas rock. Tinha peso de hard rock, referências tropicalistas, humor, colagens culturais e uma visão muito particular do Brasil.
O álbum é dividido em dez faixas, seguindo uma narrativa quase cinematográfica.
A ordem das músicas é:
Lado A
1 — Hey Gordão
2 — Boeing 723897
3 — Mardito Fiapo de Manga
4 — Cruzei Meus Braços… Fui Um Palhaço
5 — Debaixo das Palmeiras
Lado B
6 — México Lindo
7 — Aeroporto de Congonhas
8 — São Paulo By Day
9 — A Lâmpada de Edison
10 — Meus Vinte e Seis Anos
No comando está o jornalista Aroldo Glomb! Na bancada: Cristiano Moura e Bredi Vian Marinho.
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