Aos 70 anos o cineasta dinamarquês Lars von Trier segue como uma das figuras mais incômodas, radicais e contraditórias do cinema europeu.
Infame por seu Dogma 95, idealizador de uma estética do desconforto, de uma cinematografia do mal, do luto e da depressão, a obra de von Trier formula algumas das perguntas mais difíceis da arte contemporânea: por que assistir a filmes que nos desestabilizam? E o que o cinema revela quando deixa de tentar nos proteger?
No episódio 38 do Cinematografia Podcast, Flávia, Fernando e Jason analisam a vida e a obra de Lars von Trier, passando por Ondas do Destino, Dançando no Escuro, Os Idiotas, Dogville, Anticristo, Melancolia, Ninfomaníaca e A Casa que Jack Construiu.
🎥 Neste episódio, falamos sobre:
* Dogma 95 e o voto de castidade como uma tentativa de criar regras impossíveis para libertar o cinema.
* O mal como personagem central: de Elemento de um Crime a A Casa que Jack Construiu.
* As Trilogias.
* As mulheres sacrificiais de Trier: inocência, sofrimento e redenção em Ondas do Destino, Dançando no Escuro e Dogville.
* Dogville e o minimalismo cênico como experimento moral e cinematográfico.
* Polêmica, autoria e persona non grata: o limite entre provocação pública e força estética.
* Tarkovsky, Dreyer e Bergman às avessas: as influências espirituais de um cinema profundamente negativo.
💬 E para você: Lars von Trier é um cineasta do mal ou daquilo que a civilização tenta esconder? Conta nos comentários.
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