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    A Palavra (Ordet, 1955): o milagre de Carl Theodor Dreyer | Sessão extra | Cinematografia

    20/09/2026 | 1h 1min
    Dreyer filma o milagre como ninguém filmou antes ou depois: sem glória, sem anjos cantando, sem luz dourada descendo do céu. E, ppr isso, A Palavra é um dos filmes mais impactantes da história do cinema.

    O filme de 1955 se passa numa fazenda dinamarquesa onde dois tipos de protestantismo convivem em tensão, onde um dos filhos enlouqueceu e acredita ser Jesus, onde uma mulher morre no parto e onde a fé é um personagem que o filme leva absolutamente a sério.
    Dreyer filma, em partes, dentro daquilo que Schrader chamou de estilo transcendental: encenação teatral, câmera quase imóvel, personagens que parecem falar para o espectador e não entre si. É desconfortável. É paralisante. E é radicalmente diferente de tudo que você já viu.

    Neste Sessão Extra, Flávia Arielo e Jason Baroni analisam A Palavra — o segundo Dreyer do podcast — e chegam à cena final completamente sem defesa.

    🎥 Neste episódio, a conversa passa por:

    Carl Theodor Dreyer como o maior cineasta dinamarquês.
    O estilo transcendental no cinema, de Paul Schrader e sua relação com Dreyer.
    A encenação teatral: personagens posicionados como se houvesse uma plateia — e há, somos nós.
    Ioannes: Jesus ou João? Duas interpretações possíveis.
    Os dois protestantismos em conflito e os três milagres que estruturam a narrativa.
    A cena da ressurreição e o beijo que ninguém esperava.
    O corpo como parte indissociável da fé — e por que o beijo erótico é a declaração teológica mais precisa do filme.

    #CinematografiaPodcast #SessaoExtra #APalavra #Ordet #Dreyer #CarlTheodorDreyer #CinemaTranscendental #Cinema #CinemaEuropeu #AnaliseDeCinema
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    Coyote vs ACME: uma bigorna na cabeça da Warner | Ep. 50 | Cinematografia

    12/09/2026 | 1h
    Um filme que a Warner tentou engavetar, vendeu como descarte por $50 milhões e que já arrecadou $58 milhões em três semanas. A história por trás de Coyote vs. ACME é tão improvável quanto a de um coiote que passa a vida inteira comprando produtos de uma empresa que claramente quer que ele morra.

    A premissa é ao mesmo tempo absurda e precisa: o Coiote processa a ACME por danos causados por produtos defeituosos. O que soa como piada de roteiro vira um filme sobre justiça, sobre a impossibilidade de vencer grandes corporações e, no fundo, sobre o que significa continuar mesmo quando o sistema é estruturalmente construído contra você. .

    No episódio 50 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni analisam o filme que quase não existiu.

    🎥 Neste episódio, a conversa passa por:

    A história real por trás do filme: Warner, write-off de $30 milhões, venda à Ketchup Entertainment e a ironia de um filme sobre processar uma empresa que quase foi destruído por uma.
    David Zaslav e a crise de identidade de Hollywood: decisões erradas, streaming canibalismo e o caso paralelo de Jurado Número 2.
    O conceito do processo: e se os produtos da ACME fossem deliberadamente projetados para falhar?
    O filme que não moderniza à força: sem danças de TikTok, sem referências de IA e a essência dos personagens preservada.
    Albert Camus e o Mito de Sísifo aplicado ao Coiote: é preciso imaginar o Coiote feliz.

    Link para o artigo da The New Yorker: https://www.newyorker.com/magazine/1990/02/26/coyote-v-acme

    #CinematografiaPodcast #CoyoteVsAcme #Looney Tunes #Warner #Cinema #Animacao #Hollywood #AnaliseDeCinema #CulturaPop #CoyoteAcme
  • Cinematografia Podcast

    A Cidade dos Sonhos de David Lynch | Sessão Extra

    28/08/2026 | 48min
    David Lynch morreu sem ter explicado um único filme. Fez questão disso. E Mulholland Drive talvez seja o melhor argumento do porquê isso era a única postura possível para um artista como ele.

    Cidade dos Sonhos (2001) replica a estrutura de um sonho. A chave azul, a caixinha, o corredor dos pesadelos: Lynch distribui pelo filme sinais evidentes de que aquilo não é real, que estamos num outro plano. É um filme logopático por natureza.

    Neste Sessão Extra, Flávia Arielo e Jason Baroni revisitam Lynch a partir de Mulholland Drive e chegam ao que talvez seja a melhor palavra para definir qualquer filme dele: atmosfera. O episódio é também uma homenagem dupla: a Lynch, morto em 2025, e a Tim Curry, cuja morte foi anunciada no dia da gravação.

    🎥 Neste episódio, a conversa passa por:

    Lynch como o mais genuíno artista: o cabelo, o meme, a meditação transcendental, as leituras do tempo na pandemia e o cameo como John Ford em Os Fabelmans.
    A impossibilidade de racionalizar Lynch.
    Hollywood como sonho e pesadelo simultâneos: o que Mulholland Drive diz sobre a indústria que o hospedou.
    Naomi Watts e Laura Harring: por que as atuações sustentam o que o roteiro deliberadamente dissolve.
    A virada do filme e a inversão de identidades: o momento em que a atmosfera assume o controle da narrativa.

    #CinematografiaPodcast #SessaoExtra #MulhollandDrive #CidadeDossonhos #DavidLynch #Cinema #CinemaAutoral #SuspensePsicologico #AnaliseDeCinema #Hollywood
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    Hitchcock: Para além da psicose de Norman Bates - Parte 02 | Ep. 49 | Cinematografia

    23/08/2026 | 54min
    A arquitetura de Psicose representa um dos cenários mais icônicos da história do cinema. O motel embaixo, horizontal, vazio, quase vagabundo: o espaço de Norman. A mansão quase gótica lá no alto, cheia de escada, janela e vigilância constante: o espaço da mãe. E é assim que Hitchcock consegue como ninguém dar forma aos traumas psicológicos dessa história.

    Na segunda parte da análise, o Cinematografia Podcast aprofunda em Psicose: a arquitetura inspirada em Edward Hopper, a cena do chuveiro quadro a quadro, a distinção clínica entre psicose e psicopatia.

    No episódio 49 - parte 2, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni analisam Psicose de dentro para fora: da composição visual ao inconsciente do personagem. E encerram com recomendações de quem leva True Crime a sério e de quem prefere o suspense sem sangue na mão.

    🎥 Neste episódio, a conversa passa por:

    A arquitetura como personagem: motel horizontal vs mansão gótica e a obra de Edward Hopper como inspiração.
    A câmera que vigia Norman: a janela, as corujas, o enquadramento de cima para baixo como representação do subconsciente materno.
    A cena do chuveiro em detalhe: 45 segundos de tela, 7 dias de filmagem, Saul Bass, calda de chocolate Shasta e Alma Reville salvando o plano final.
    Psicose vs psicopatia: por que o título do filme é clinicamente preciso e o que isso revela sobre Norman Bates.
    O tribunal: Norman Bates é culpado ou inocente?
    Recomendações do trio: Mindhunter, O Bar Luva Dourada e Festim Diabólico — para todos os gostos e estômagos.

    #CinematografiaPodcast #Psicose #Psycho #AlfredHitchcock #NormanBates #CenaDoChuveiro #TrueCrime #SuspensePsicologico #AnaliseDeCinema #HistoriaDoCinema
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    Psicose: você precisa assitir a esse filme de Alfred Hitchcock - Parte 01 | Ep. 49 | Cinematografia

    20/08/2026 | 39min
    Hitchcock disse a Truffaut que em Psicose o tema não importava, os personagens não importavam. O que importava era a montagem, a fotografia, a trilha, e principalmente "o que conseguia arrebentar berros do público." E 65 anos depois estamos aqui para concordar com ele.

    O episódio 49 do Cinematografia Podcast é dupla celebração: um ano do podcast e o aniversário de Alfred Hitchcock, no dia 13 de agosto. E nada mais justo do que homenageá-lo com a obra mais famosa de uma filmografia quase irretocável. Flávia reviu Psicose duas vezes nas últimas semanas. Fernando traz o olhar de quem estudou audiovisual e chegou à conclusão de que Hitchcock pode ser o diretor mais completo da história. Jason fecha a primeira parte com o detalhe que resume o filme inteiro: "o lado obscuro é a própria mãe."
    O trio analisa Psicose como técnica, como marketing e como cinema puro.

    🎥 Neste episódio, a conversa passa por:

    Hitchcock como cineasta total: roteiro, direção de atores, fotografia, composição cênica, direção de arte e domínio da indústria.
    O marketing de Psicose como obra paralela ao filme: a compra silenciosa dos livros, a política de não entrada tardia, os teasers gravados pelo próprio Hitchcock em 1960.
    Ed Gein, Robert Bloch e a origem do roteiro: quanto Hitchcock humanizou o monstro?
    A política do spoiler: como cada um do trio descobriu o segredo do filme.

    E o que esperar da parte 2 desse episódio?

    Aprendemos com Hitchcock a manter o suspense!
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Sobre Cinematografia Podcast
Reflexões sobre a escrita do cinema. Com Flavia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni.
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