66 episódios
- David Lynch morreu sem ter explicado um único filme. Fez questão disso. E Mulholland Drive talvez seja o melhor argumento do porquê isso era a única postura possível para um artista como ele.
Cidade dos Sonhos (2001) replica a estrutura de um sonho. A chave azul, a caixinha, o corredor dos pesadelos: Lynch distribui pelo filme sinais evidentes de que aquilo não é real, que estamos num outro plano. É um filme logopático por natureza.
Neste Sessão Extra, Flávia Arielo e Jason Baroni revisitam Lynch a partir de Mulholland Drive e chegam ao que talvez seja a melhor palavra para definir qualquer filme dele: atmosfera. O episódio é também uma homenagem dupla: a Lynch, morto em 2025, e a Tim Curry, cuja morte foi anunciada no dia da gravação.
🎥 Neste episódio, a conversa passa por:
Lynch como o mais genuíno artista: o cabelo, o meme, a meditação transcendental, as leituras do tempo na pandemia e o cameo como John Ford em Os Fabelmans.
A impossibilidade de racionalizar Lynch.
Hollywood como sonho e pesadelo simultâneos: o que Mulholland Drive diz sobre a indústria que o hospedou.
Naomi Watts e Laura Harring: por que as atuações sustentam o que o roteiro deliberadamente dissolve.
A virada do filme e a inversão de identidades: o momento em que a atmosfera assume o controle da narrativa.
#CinematografiaPodcast #SessaoExtra #MulhollandDrive #CidadeDossonhos #DavidLynch #Cinema #CinemaAutoral #SuspensePsicologico #AnaliseDeCinema #Hollywood Hitchcock: Para além da psicose de Norman Bates - Parte 02 | Ep. 49 | Cinematografia
23/08/2026 | 54minA arquitetura de Psicose representa um dos cenários mais icônicos da história do cinema. O motel embaixo, horizontal, vazio, quase vagabundo: o espaço de Norman. A mansão quase gótica lá no alto, cheia de escada, janela e vigilância constante: o espaço da mãe. E é assim que Hitchcock consegue como ninguém dar forma aos traumas psicológicos dessa história.
Na segunda parte da análise, o Cinematografia Podcast aprofunda em Psicose: a arquitetura inspirada em Edward Hopper, a cena do chuveiro quadro a quadro, a distinção clínica entre psicose e psicopatia.
No episódio 49 - parte 2, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni analisam Psicose de dentro para fora: da composição visual ao inconsciente do personagem. E encerram com recomendações de quem leva True Crime a sério e de quem prefere o suspense sem sangue na mão.
🎥 Neste episódio, a conversa passa por:
A arquitetura como personagem: motel horizontal vs mansão gótica e a obra de Edward Hopper como inspiração.
A câmera que vigia Norman: a janela, as corujas, o enquadramento de cima para baixo como representação do subconsciente materno.
A cena do chuveiro em detalhe: 45 segundos de tela, 7 dias de filmagem, Saul Bass, calda de chocolate Shasta e Alma Reville salvando o plano final.
Psicose vs psicopatia: por que o título do filme é clinicamente preciso e o que isso revela sobre Norman Bates.
O tribunal: Norman Bates é culpado ou inocente?
Recomendações do trio: Mindhunter, O Bar Luva Dourada e Festim Diabólico — para todos os gostos e estômagos.
#CinematografiaPodcast #Psicose #Psycho #AlfredHitchcock #NormanBates #CenaDoChuveiro #TrueCrime #SuspensePsicologico #AnaliseDeCinema #HistoriaDoCinemaPsicose: você precisa assitir a esse filme de Alfred Hitchcock - Parte 01 | Ep. 49 | Cinematografia
20/08/2026 | 39minHitchcock disse a Truffaut que em Psicose o tema não importava, os personagens não importavam. O que importava era a montagem, a fotografia, a trilha, e principalmente "o que conseguia arrebentar berros do público." E 65 anos depois estamos aqui para concordar com ele.
O episódio 49 do Cinematografia Podcast é dupla celebração: um ano do podcast e o aniversário de Alfred Hitchcock, no dia 13 de agosto. E nada mais justo do que homenageá-lo com a obra mais famosa de uma filmografia quase irretocável. Flávia reviu Psicose duas vezes nas últimas semanas. Fernando traz o olhar de quem estudou audiovisual e chegou à conclusão de que Hitchcock pode ser o diretor mais completo da história. Jason fecha a primeira parte com o detalhe que resume o filme inteiro: "o lado obscuro é a própria mãe."
O trio analisa Psicose como técnica, como marketing e como cinema puro.
🎥 Neste episódio, a conversa passa por:
Hitchcock como cineasta total: roteiro, direção de atores, fotografia, composição cênica, direção de arte e domínio da indústria.
O marketing de Psicose como obra paralela ao filme: a compra silenciosa dos livros, a política de não entrada tardia, os teasers gravados pelo próprio Hitchcock em 1960.
Ed Gein, Robert Bloch e a origem do roteiro: quanto Hitchcock humanizou o monstro?
A política do spoiler: como cada um do trio descobriu o segredo do filme.
E o que esperar da parte 2 desse episódio?
Aprendemos com Hitchcock a manter o suspense!- Um CEO da Netflix disse, sem cerimônia, que assistir a filmes em sala de cinema é "uma ideia ultrapassada para a maioria das pessoas". O Cinematografia + parte desse tipo de constatação para discutir o lugar do cinema no mundo atual.
A pandemia é vista como o divisor de águas desse debate e nos leva a um lugar incômodo: talvez o cinema que a gente conhecia tenha, de fato, morrido. Mas o que está surgindo no lugar ainda não tem definição. Há números de bilheteria que surpreendem — Top Gun Maverick, Barbie, Odisseia, Fórmula 1, Diabo Veste Prada 2 trouxeram de volta gente que não pisava numa sala há anos. E há, ao mesmo tempo, salas onde o público narra o filme em voz alta, usa o celular e age como se estivesse no sofá de casa. As duas coisas são verdade. E é aí que o debate esquenta.
No Cinematografia +, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni enfrentam a pergunta sem escapatória: o cinema morreu, está morrendo ou está recomeçando?
🎥 Neste episódio, a conversa passa por:
A frase do CEO da Netflix e o que ela revela sobre como o streaming enxerga a sala de cinema.
Pandemia, colapso e retomada: os números provam que as pessoas voltaram. Mas o comportamento é outro.
Degradação do comportamento nas salas: celular, conversa, narração em voz alta e o público que está deixando de ir por isso.
O retorno dos cinemas de rua, do cineclubismo e de uma cinefilia que recusa o streaming como substituto.
Salas VIP, ingressos mais caros e a elitização da experiência cinematográfica.
O mesmo preço de ingresso para um filme de $7 milhões e para a Odisseia de Nolan.
Letterboxd, TikTok e Dom Casmurro: sinais contraditórios de uma geração que talvez ainda possa ser conquistada.
💬 E para você: o cinema morreu, está morrendo ou está recomeçando? Conta nos comentários.
#CinematografiaPodcast #CinematografiaMais #Cinema #SalasDeCinema #Streaming #Netflix #IMAX #CinemaEstaMorrendo #Cinefilia #ExperienciaCinematografica - Brand New Day termina, mas a discussão, está só começando.
Na segunda parte da análise, o Cinematografia Podcast avança no debate para além da história prévia do personagem e entra no que o filme realmente é, tecnicamente, narrativamente e como produto de uma indústria que aprendeu a vender casais antes de vender histórias.
No episódio 48 do Cinematografia Podcast, Parte 2, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni aprofundam a conversa sobre Homem-Aranha: Brand New Day pelo ângulo da direção de Daniel Cretton, das escolhas de elenco, figurino, da coreografia como referência ao game e da crítica mais estrutural do episódio: quatro filmes de Tom Holland sem uma consequência real para a identidade do personagem.
🎥
Neste episódio, a conversa passa por:
- Daniel Cretton como diretor e as escolhas estéticas de Brand New Day.
- A máscara de pano: pela primeira vez Tom Holland usa um traje com referência direta a John Romita Sr. e Alex Ross.
- A coreografia de luta inspirada no jogo Spider-Man da Insomniac e os movimento como balé.
- O Monstro-Aranha dos quadrinhos e o que o filme deixa de mostrar.
- Quatro filmes sem consequência: a crítica ao arco de Tom Holland como personagem.
- Sony, Marvel, bilheteria, Tom Holland e Zendaya como estratégia de mercado.
💬 E para você:
Brand New Day fecha bem o ciclo do Homem-Aranha ou empurra os problemas para a próxima trilogia?
Conta nos comentários.
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Sobre Cinematografia Podcast
Reflexões sobre a escrita do cinema. Com Flavia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni.
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