55 episódios
- Ele lutou na Segunda Guerra, viu o Holocausto de perto e resolveu rir de tudo isso, afinal, fazer piada é uma questão de sobrevivência.
O episódio 44 do Cinematografia Podcast chega com mais uma comemoração: 100 anos de Mel Brooks! Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni analisam Jovem Frankenstein (1974), talvez a comédia mais famosa do diretor, uma paródia que é, principalmente, uma homenagem meticulosa e brilhante ao horror clássico de James Whale de 1931.
🎥 Neste episódio, falamos sobre:
- Paródia versus homenagem: por que Jovem Frankenstein não é uma caricatura do original, mas uma continuação afetiva e anárquica filmada com os mesmos equipamentos do filme de 1931.
- O humor caótico de Mel Brooks e o que o humor judaico acrescenta quando você dobra essa aposta.
- Por que o filme não funciona da mesma forma para quem nasceu depois dos anos 80 — e por que isso importa para entender como o cinema envelhece.
- A trajetória de Mel Brooks: de Melvin Kaminski, roteirista de TV nos anos 60, a diretor que antecipou toda a comédia de paródia que viria depois.
- Os Produtores (1967) e a piada mais arriscada da história de Hollywood: fazer comédia com o nazismo enquanto sobreviventes do Holocausto ainda estavam vivos.
- Gene Wilder como co-roteirista e protagonista.
- O documentário Mel Brooks: o Homem de 99 anos, e por que muitos humoristas contemporâneos afirmam que não existiriam sem ele.
Um filme que não é para todo mundo. Talvez seja exatamente por isso que ainda importa. - É assim que tudo termina, com a morte. Mas antes havia vida, escondida sob o blá blá blá e o nonsense."
Em novo episódio do Sessão Extra, Flávia Arielo e Jason Baroni discutem A Grande Beleza (2013), de Paolo Sorrentino, o filme que coroou o diretor italiano com o Oscar de filme estrangeiro e que, mais de uma década depois, permanece como uma das obras mais belas do cinema contemporâneo. Um estudo de personagem sobre um homem que escolheu ser rei dos mundanos e que, aos 65 anos, ainda não sabe se encontrou a grande beleza
🎥 Neste episódio, falamos sobre:
Jep Gambardella e a arte da flanagem: o que significa viver inteiramente voltado para a contemplação numa Roma que não para de se destruir e se reinventar.
A comparação com Fellini, e por que ela é tão injusta quanto inevitável.
As duas Romas do filme: a Roma vazia e poética dos sonhos, e a Roma decadente, brega e pós-moderna das festas de botox.
A arte contemporânea no banco dos réus: Talia Concept, a criança-artista sendo explorada por seus pais numa vernissage e o homem que envelhece diante da câmera.
Irmã Maria, os flamingos e as raízes: a sequência mais bonita do filme, e por que ela responde tudo que o roteiro havia perguntado.
A girafa que desaparece: a vida como truque, e o truque como única forma honesta de olhar para ela.
O perecimento do corpo e a permanência de Roma: por que nós somos ruínas e a cidade não é.
O que é a grande beleza? Flávia e Jason têm uma resposta. Mas o filme sugere que talvez você precise assistir pelo menos três vezes antes de formular a sua. - Ela queria ser profeta aos dez anos, mas a revolução a transformou em exilada. E o que sobrou foi uma das obras mais pessoais da animação contemporânea.
No episódio 43 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni homenageiam Marjane Satrapi, falecida poucas semanas antes desta gravação, analisando Persépolis (2007), a adaptação animada de sua graphic novel semi-autobiográfica sobre crescer no Irã durante a Revolução Islâmica de 1979 e buscar a liberdade no exílio.
🎥 Neste episódio, falamos sobre:
- A técnica como narrativa: o traço preto e branco, simples e quase infantil, como a única estética possível para essa história.
- A trajetória real de Satrapi: Irã, Áustria, o retorno, a guerra Irã-Iraque, e finalmente a França, onde se naturalizou.
- A relação da protagonista com Deus, da profecia infantil ao afastamento, até uma reconciliação ambígua no fim.
- Quadrinho versus filme: por que a graphic novel ficou mais marcada na cultura do que a animação, mesmo com Persépolis sendo tecnicamente impecável.
- Uma animação para adultos que aborda o significado do que é ser, ao mesmo tempo, mulher, artista e exilada.
📌 Dicas dos apresentadores:
- Skhizein (2008), de Jérémy Clapin — curta-metragem de animação francês sobre dissociação e identidade: https://youtu.be/qY9EvZaRsto?si=meiEGyJsz8RL8wg-
- Canal de Oliver Stuenkel, para quem quer entender melhor os contextos políticos que atravessam filmes como este: https://www.youtube.com/@OliverStuenkel1 - Com pouquíssimos cenários, rostos inexpressivos e silêncios calculados, Robert Bresson filmou um dos maiores filmes de fuga da história do cinema. O que ele fez com tão pouco é o que nenhum blockbuster consegue realizar hoje.
Em edição especial do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni recebem Márcia Bulle — cinéfila, roteirista e membro do grupo de pesquisa Cinema, Filosofia e Religião do Labô-PUC - para discutir Um Condenado à Morte Escapou (1956), de Robert Bresson. O quarteto analisa o estilo transcendental de Schrader, o minimalismo radical do diretor e a presença de um possível viés jansenista nessa história baseada em fatos reais.
🎥 Neste episódio, falamos sobre:
O conceito de estilo transcendental de Paul Schrader e por que Bresson é seu exemplo mais perfeito e didático.
Os "modelos" de Bresson: por que ele filmava a mesma cena centenas de vezes para eliminar a artificialidade da atuação.
O balé de mãos que abre o filme: como uma maçaneta de carro carrega o peso de toda a resistência francesa.
O instante decisivo de Cartier-Bresson aplicado ao cinema: cada enquadramento como síntese de tudo que veio antes e tudo que ainda vai acontecer.
A filmografia do diretor: de Diário de um Pároco de Aldeia a Pickpocket, passando por Joana d'Arc e Au Hasard Balthazar. Românticos e Perturbadores: 15 Filmes para o Dia dos Namorados | Cinematografia | EP. 42
06/06/2026 | 1h 59minNo episódio 41 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni se reúnem para um especial de Dia dos Namorados com 15 filmes sobre amor, romance e relacionamentos — cada um escolhido à mão, cada um revelando um pouco mais de quem escolheu. Flávia veio com uma lista em ordem cronológica porque a historiadora nela nunca descansa. Fernando trouxe os filmes que te fazem acreditar no amor ( e no desejo). E Jason, o pessimista favorito do trio, apareceu de coração menos peludo, mas claro, entregou também três desgraças incríveis.
O episódio abre com uma homenagem a Marjane Satrapi, cineasta franco-iraniana que morreu de tristeza — literalmente — pouco antes da gravação. Porque romantismo de verdade começa assim: com a morte de alguém que amou demais.
🎥 Entre os filmes discutidos:
Bonequinha de Luxo (1961), de Blake Edwards: Holly Golightly, Audrey Hepburn em toda sua glória e a metáfora do amor moderno.
Uma Linda Mulher (1990): o romance impossível que virou fórmula, e por que a Julia Roberts aqui ainda é inigualável.
Love Story (1970): o pai de todos os clichês do cinema romântico, e como ele salvou a Paramount do colapso.
Blue Valentine (2010), de Derek Cianfrance: o filme mais honesto sobre o fim de um casamento já feito, com Ryan Gosling e Michelle Williams no auge.
10 Coisas que Odeio em Você (1999) e a última vez que alguém acreditou de verdade num filme de comédia romântica.
Para quem tem par, para quem não tem, e para quem ainda não decidiu.#cinematografiapodcast #analisedecinema #podcast #diadosnamorados #cinema #amor #filmederomance
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Sobre Cinematografia Podcast
Reflexões sobre a escrita do cinema. Com Flavia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni.
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