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Cinematógrafo Podcast: a História nos filmes

Cinematógrafo Podcast
Cinematógrafo Podcast: a História nos filmes
Último episódio

20 episódios

  • Cinematógrafo Podcast: a História nos filmes

    #019 (S02) - O Baile dos 41

    02/05/2026 | 1h 25min
    Ao longo do tempo, o "ser homem" teve vários significados, códigos e manifestações; podendo algumas de suas versões serem irreconhecíveis hoje. Se essa performance muda com o tempo, significa que ela possui historicidade. Não é fixa! Ao longo de milênios, inclusive, tivemos períodos em que identidade de gênero não implicava em uma orientação sexual hegemônica. Enfim, outros tempos!
    Apesar de ser uma metamorfose ambulante, a História está repleta de punições e constrangimentos aos indivíduos que não performaram a sexualidade em vigor. Do imperador Alexandre à Alan Turing, passando por Joana D'Arc, muitos sofreram com esse tensionamento. Se tivessem nascido alguns séculos antes ou depois, suas experiências de vida privada possivelmente seriam mais amenas.
    Esse julgamento moral atravessou milênios e chegou ao México do início do século XX, onde as fronteiras entre o espaço público e privado por vezes se confundem. No filme "Baile dos 41", um evento histórico é o ponto de partida para um mergulho na vida privada da elite que orbitava o presidente Porfiro Díaz.  
    Para conversar sobre sexualidades não-hegemônicas, América Latina e seus códigos visuais impressos em roupas, cenários e objetos, convidamos para conversa a professora, doutora, diretora de arte e figurinista, Nívea Faso (@niveafaso). Vai ser com ela que vamos discutir as trajetórias de Ignácio, Evaristo e Amanda nessa narrativa sobre os impactos históricos da homofobia em indivíduos, famílias, e em um país inteiro. 
    Convite feito, é hora de reunir o pessoal para discutir identidade, gênero e sexualidade na História. Assiste ao filme e segue no nosso debate aqui no podcast. Esse 21.º episódio pode ser ouvido nas plataformas Spotify, Anchor, Pocket Podcast, Soundcloud e Deezer. Vamos deixar o link do Spotify na Bio por enquanto.
    Ah, não esqueçam de enviarem os feedbacks sobre essa conversa pelas nossas redes 🥰🎙
  • Cinematógrafo Podcast: a História nos filmes

    #Especial - A Noite das Garrafadas

    10/10/2025 | 1h 14min
    Um documentário sobre história nem sempre vai buscar as vozes de especialistas para conferir autoridade a sua narrativa. Por vezes, o caminho seguido sobrepõe projeções das imagens do passado sobre as ruas do presente, alusões a eventos históricos mescladas aos relatos de personagens anônimos contemporâneos, e o exame de um documento na Biblioteca Nacional. Refletir sobre eventos históricos é uma das propostas do curta A Noite das garrafadas, dirigido por Elder Barbosa, mas não só: a história é pensada em meio à materialidade do Rio de Janeiro em 2023, na concretude dos paralelepípedos da rua da Quitanda e adjacências.
    Esse episódio especial resulta de uma atividade desenvolvida na 33ª UERJ sem Muros e na 25ª Semana de Extensão, em que o Cinematógrafo podcast se uniu ao Cinema y otras cositas más @cinemayotras para realizar um debate com o diretor do filme, Elder Barbosa @eldergbarbosa, no auditório Cartola. O debate foi conduzido pelos bolsistas tãngwa puri, aqui do Cinematógrafo, e Ana Paula Alvarez, do Cositas. Agradecemos a parceria do Renan Lemes e do João Gabriel Nicolli, do Audiolab-Uerj @uerjaudiolab, que realizaram a captação de som.
  • Cinematógrafo Podcast: a História nos filmes

    #018 (S02)- Gangues de Nova York

    12/09/2025 | 1h 6min
    É comum que as narrativas que possuem a cidade como personagem se passem em alguns poucos bairros. Muitas vezes os mesmos bairros. Esses lugares “parecem” concentrar a alma, os acontecimentos e os personagens ilustres do município. Uma metonímia perigosa e excludente que cria alguns mitos. Um dos mais comuns é a ideia nostálgica de que, no passado, aquele lugar era belo e calmo, mas hoje está infestado por violência e criminalidade. 
    Enquanto a periferia urbana parece somente entrar na História quando tensiona esses poucos bairros ilustres; os guetos, os espaços suburbanos, as favelas e regiões periféricas possuem suas próprias narrativas independentes. Para a história nacional dos Estados Unidos, por exemplo, o ano de 1862 pode ser aquele marcado pela intensa movimentação política em torno da assinatura da Declaração de Emancipação. Mas para os habitantes da região das Cinco Pontas em Nova York, aquele pode ter sido o ano do retorno de Amsterdã — um jovem irlandês que jurou vingança pela morte do pai.
    Dirigido por Martin Scorsese, “Gangues de Nova York” nos transporta para uma Manhattan que já era suja, decadente e violenta em meados do século XIX (ou talvez, sempre tenha sido, bastava olhar para outros lugares). Uma trama de violência e poder que tenta ignorar, até o último minuto, os acontecimentos que fervilhavam no país. Afinal, a cidade é uma só?
  • Cinematógrafo Podcast: a História nos filmes

    #Especial - Ainda Estou Aqui

    22/08/2025 | 1h 42min
    Retratar a vida privada na História não é como a curadoria de uma exposição em um museu. Se fosse assim, o cenário de uma casa no início dos anos 70 seria repleto de vestígios materiais precisamente datados, todos dispostos de forma coerente e uniformemente distribuídos. Mas uma casa de verdade é um espaço vivo, bagunçado e caótico. E mais, em um ambiente doméstico coexistem diferentes estilos, temporalidades. Por exemplo, a vitrola pode ser dos anos 50, os quadros dos anos 30, enquanto a camisa de futebol já com três estrelas revela o item mais recente desse lugar habitado por diferentes personalidades.
    O filme brasileiro “Ainda estou aqui” (2024) é um mergulho intenso nesses detalhes que nos fazem acreditar que adentramos a casa de Eunice e Rubens Paiva naquele janeiro de 1971. Desde os registros em Super-8 que marcam a textura da imagem em alguns momentos, até objetos de trabalho de engenharia na mesa de escritório da casa. Tudo ali nos remete a presença humana. E talvez por isso, por estarmos devidamente convencidos haver vida nesse cenário, sofremos tanto quando o mundo de fora — o mundo da ditadura — destroça essa família.
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    #017 (S02) - O Jovem Karl Marx

    17/07/2025 | 1h 14min
    Pode parecer estranho, mas Karl Marx nem sempre foi um senhor de barba grisalha e olhar sério, acredita? Pior, ele não nasceu comunista e já esteve distante do pensamento político que o consagrou. Normalmente, quando pensamos em figuras históricas, suas imagens nos vêm à mente quase como um instantâneo fotográfico. Fixados e imortalizados, eles sempre tiveram aquela feição; e da mesma forma, sempre articularam as ideias que os tornaram historicamente relevantes. São figuras desautorizadas a envelhecer (ou a terem sido jovens), ou a mudar ao longo da vida. 
    Narrativas que retratam personagens históricos em momentos anônimos de suas vidas nos ajudam a lembrar que são homens e mulheres de carne e osso. Pouco antes das revoluções sociais que dominaram a Europa em 1848, um (ainda) desconhecido jornalista e intelectual prussiano divide seu tempo entre leituras, debates acalorados e problemas mundanos de qualquer mortal: ser demitido, pagar as contas ou crises conjugais. 
    Nesse prólogo-filme, somos apresentados às figuras centrais da trajetória pessoal desse jovem, como Friedrich Engels e Pierre-Joseph Proudhon. Mas, além disso, conhecemos melhor a participação essencial das companheiras dos autores do manifesto comunista, Mary Burns e Jenny von Westphalen, no desenvolvimento dessas ideias. “O jovem Marx”, dirigido pelo cineasta haitiano Raoul Peck, é esse combinado de vida privada e vida pública — e como elas se misturam — que nos convida a pensar nos personagens históricos como pessoas em transição.
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Sobre Cinematógrafo Podcast: a História nos filmes
Este é um podcast dedicado a discutir como o passado é representado nos filmes e séries... ou como a linguagem cinematográfica conta a História. É um projeto fruto de três amigos amantes de História e de cinema: Eduardo Chacon, Juliana Muylaert e Gabriel F. Marinho.
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