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Cosme Rímoli

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  • Cosme Rímoli

    PEPE: 'O SEGREDO DO MELHOR TIME DE TODOS OS TEMPOS? NÃO TER INVEJA DO PELÉ. ÉRAMOS CRAQUES. E IRMÃOS'

    24/03/2026 | 1h 45min
    2083, 2092, 2095 gols...
    Dos cinco gênios que vestiram a majestosa camisa do Santos.
    A contabilidade varia, por conta da falta de precisão nas estatísticas da década de 60. Mas o que importa é o talento inigualável desse ataque espetacular, que encantou o mundo.
    O time foi bicampeão da Libertadores, bicampeão mundial. 'Mas poderíamos ter vencido pelo menos cinco mundiais. Os dirigentes quiseram ganhar mais dinheiro em excursões e abandonaram a Libertadores. Fazer o quê?", desabafa, sempre sincero, o magistral Pepe.
    Foram, de acordo com os registros do Santos Futebol Clube, 314 gols em 97 partidas que atuaram juntos. A média é de 3,3 gols por jogo.
    Mais de 2000 gols é a soma do número que cada um fez pelo clube. Algo perto do inacreditável.
    Para Pelé poder mostrar ser o melhor jogador de futebol que o mundo criou, o destino colocou ao seu lado atletas extraordinários.
    O mais desequilibrante, o com mais fome de gols, habilidoso (era meia por formação) e dono do chute épico, violentíssimo, capaz de desmaiar adversários e companheiros que, desavisados, colocavam a cabeça na bola quando ele colocava sua canhota para funcionar, se chamava Pepe.
    Marcou 405 gols. Se calcula que deu mais de 400 assistências. Pelo menos...
    "O melhor jogador da história do Santos sou eu. O Pelé era um extraterrestre', brinca Pepe, um exemplo de humildade. "Estou brincando. Todos nós éramos muito importantes. E o Pelé um gênio.
    "E mais, o segredo daquele time é que não tínhamos inveja do Pelé. Éramos craques e todos irmãos."
    Depois de muita insistência, aos 91 anos, Pepe deu o privilégio de vir de Santos para São Paulo e nos estúdios da RECORD deu uma exclusiva histórica. A mais desejada.
    Com o auxílio maravilhoso do seu filho Pepinho, para completar detalhes das inúmeras histórias que viveu.
    Pepinho era ótimo quarto zagueiro. Mas todos queriam ver um 'novo Pepe'. Se cansou. Foi trabalhar como treinador da base. Ganhou a Copa São Paulo pelo Santos. Mas se decepcionou com a falta de estrutura e espaço que os empresários ocupam e não quis mais trabalhar com futebol. É dono de um programa de rock, comunicador importante.
    Pepe contou segredos do time mágico. E foi em dois pontos específicos. 'Nós tínhamos muita força física, velocidade. O que permitia que nosso talento fosse explorado ao máximo.
    "E outro ponto que quero destacar é o treinador Lula. Ele não era bom em entrevistas e as pessoas têm uma impressão errada. Era ótimo técnico. Antevia os jogos, a movimentação dos adversários. Não fizemos história à toa. Havia trabalho e duro por trás daquele Santos vitorioso.'
    Pepe tem ótima memória e lembra a falta de sorte nas Copas de 1958 e 1962. Era disparado o melhor ponta esquerda do país. Era titular absoluto. Mas se machucou pouco antes dos Mundiais. E Zagallo herdou seu lugar.
    Inúmeros clubes da Europa tentaram levar Pepe. Principalmente o Barcelona. O Santos jamais aceitou negociá-lo. E também, muito apegado à cidade de Santos e à família, ele não queria sair. "Era feliz demais. Por que ir embora?"
    Pepe releva intimidade do time, o grau profundo de respeito dentro de campo e a amizade fora.
    Dinheiro chegava de forma acanhada aos jogadores geniais do Santos. 'Acabei a carreira com quatro apartamentos de quatro quartos. E olhe lá, porque eu economizei. Ganhávamos muito menos que todos imaginam.'
    Pepe foi espetacular em campo. Sua partida inesquecível foi o segundo jogo da decisão do Mundial contra o Milan. Sem Pelé, machucado, Ele assumiu a liderança técnica do time. Marcou dois gols, na vitória por 4 a 2. A imprensa europeia reverenciava o 'Canhão da Vila', apelido que adora.
    Ganhou 36 títulos como jogador. 27 pelo Santos... Sim, 27.
    Ele foi treinador de muito sucesso. Venceu o Paulista de 1973, comandando Pelé.
    Ganhou o Paulista de 1986, com a Inter de Limeira, derrubando o Palmeiras, que vivia jejum de dez anos. Ganhou o Brasileiro com o São Paulo, também em 196. Foram sete conquistas.
    Pepe é um ídolo mundial. E iluminado.
  • Cosme Rímoli

    DJALMINHA: 'A CABEÇADA NO TÉCNICO ? O FELIPÃO FALOU PARA ABAFAR. A IMPRENSA NÃO DEIXOU'

    17/03/2026 | 1h 42min
    Imagine a Seleção Brasileira com Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e... Djalminha.
    Quanto talento junto.
    Uma atitude impensada, que só não foi perdoada por medo da repercussão da imprensa de Felipão, treinador que dizia ser a favor da hierarquia.
    "O treinador do La Corunã, o Irureta, me perseguia desde que eu cheguei. Naquele dia, nós discutimos por um pênalti em um treino. Nem houve cabeçada, só encostei a minha cabeça nele, irritado. Eu telefonei para o Felipão avisando o que havia acontecido. Ele me disse para abafar o caso. Mas a imprensa não deixou."
    A tradução: Felipão o convocaria para a Copa de 2002. Mas ficou 'de mãos amarradas' quando as imagens da cena vazaram pelo mundo. O então presidente Ricardo Teixeira não quis a chamada. Para 'não pegar mal'.
    E assim, o Brasil desperdiçou um gênio.
    Por ironia do destino, já havia sido assim com o pai de Djalminha. O espetacular zagueiro Djalma Dias. Muito genioso também, acabou injustiçado nas Copas de 1962 e 1966.
    Djalma deu uma entrevista reveladora. Mostrou sua personalidade forte participando de uma greve de silêncio no Flamengo, clube que o revelou. Mas com 15 anos. Foi vendido de forma precipitada na Gávea. Entrou em choque com Renato Gaúcho, o ídolo maior na época. Trocaram empurrões em um Fla-Flu.
    O Guarani se aproveitou. Mas Djalminha faria história no Palmeiras da Parmalat.
    "Foi um time que tinha muitos recursos. Não fizemos 102 gols no Paulista, de 1996, que ganhamos, por acaso. Eu, o Müller, o Rivaldo nos entendemos de cara." Djalminha é modesto. Os três foram protagonistas de lances geniais juntos. Como a Parmalat só assumiu o Palmeiras para movimentar dinheiro, logo desmanchou o time fabuloso que havia montado.
    "Fui para La Coruña e conseguimos o que ninguém esperava. Derrubamos o Barcelona e o Real Madrid. Fomos campeões espanhóis. Vive momentos importantíssimos da minha carreira e de vida por lá", relembra. Infelizmente também com o medíocre técnico Irureta.
    Na Espanha, Djalma apostava com Ronaldo Fenômeno quem dava mais caneta, ou seja, colocava a bola no meio das pernas dos adversários. Cada caneta valia mil euros, cerca de R$ 6 mil.
    "Ele foi um grande desperdício para a Seleção Brasileira", decretou Ronaldo.
    Essa é a sensação que o acompanha até hoje.
    Muito firme nas suas opiniões, se tornou comentarista. Irritado com o racismo, inspirado em Seu Jorge, fez um rap em homenagem a Vinicius Júnior. E ele 'cantou' na entrevista.
    Só o Brasil e suas injustiças foi capaz de deixar esse gênio fora das Copas do Mundo.
    Azar do Brasil...
  • Cosme Rímoli

    GIOVANNI: 'FOI O PELÉ QUEM ME ESCOLHEU. E ME DEU A SUA 10. VIM DO PARÁ. SOU ABENÇOADO.'

    10/03/2026 | 1h 52min
    A trajetória é mais do que especial.
    Improvável.
    Nascido no alto deste país/continente, em Belém, passando por equipes humildes como Jaderlândia, Tok Disco, Palmeiras de Abaetetuba, só haveria uma maneira deste homem chegar a vestir a camisa 10 do Santos, do Barcelona e disputar uma Copa do Mundo.
    A sua genialidade.
    Sim, porque ele foi um gênio com a bola nos pés.
    Quem o enxergou e fez questão de colocar o seu dinheiro para comprá-lo e levá-lo ao Santos, entregando sua camisa 10, tem nome e sobrenome.
    É o rei do futebol. Edson Arantes do Nascimento.
    "A minha vida é um milagre de Deus. Tudo foi planejado por Ele. Só pode ser. E sou muito grato por tudo que me foi oferecido", diz Giovanni, em entrevista mais do que esperada há anos.
    Só ele, Sócrates e Weverton tiveram a honra de representar a região Norte deste país em uma Copa do Mundo.
    O caminho improvável de Giovanni foi aberto por sua genialidade, disciplina e vontade de vencer.
    Do alto do seu quase 1m90, ele desfilava talento, dribles improváveis, elegância e muita eficiência. Deslumbrou não só Pelé como dirigentes do Barcelona, que venceram disputa ferrenha com gigantes europeus para contratá-lo.
    Foi Giovanni que, em 1995, fez a torcida santista renascer, levando o time para a final do Brasileiro, em 1995. O Santos havia perdido a primeira partida por 4 a 1 para o Fluminense, no Maracanã. Precisava de uma virada histórica.
    "O Giovanni teve uma atuação espetacular, que me emocionou muito. Foi maravilhoso em campo." As palavras foram de Pelé, na vitória inesquecível, para qualquer santista, por 5 a 2. Ele havia prometido e fez dois gols. Pintou o cabelo de vermelho, também cumprindo promessa.
    E ganhou, para sempre, o apelido de Messias.
    O Santos não venceu o Brasileiro porque foi terrivelmente prejudicado. Teve gol legítimo anulado e o Botafogo fez um impedido, o de Túlio. E levou o título, com o Pacaembu lotado e revoltado. "Não me conformo até hoje com o que aconteceu. Houve coisa a mais do que simples futebol naquela decisão", lastima Giovanni.
    O Santos não conseguiu segurá-lo. Foi para o Barcelona. E de lá para a Seleção e à Copa do Mundo de 1998.
    "Se eu soubesse o que iria acontecer, não iria. O Zagallo me levou por causa do Zico, que pediu a minha convocação. Acabei queimado e na reserva. Atuei só 45 minutos. Estava no meu auge. Foi o Rivaldo, que é meu irmão, que me acalmou. Não queria estar ali, sabia que estava sendo prejudicado."
    Zagallo cometeu a heresia de improvisar o lateral Leonardo como meia no Mundial. Desprezou todo o talento de Giovanni. Havia uma grande proteção para os jogadores oriundos de times do Rio de Janeiro.
    Giovanni enfrentou problemas com outro treinador no Barcelona, o 'exterminador de brasileiros', o holandês Van Gaal. "O problema foi quem me contratou foi o presidente Josep Nuñez. Foram confrontos cansativos e desgastantes. Havia a pressão da imprensa, da torcida, da direção para que eu jogasse. O ambiente ficou insuportável." Ele teve uma temporada excepcional, em 1997/1998, quando o Barcelona venceu a Liga Espanhola e a Copa do Rey.
    Em uma história maravilhosa foi para a Grécia. E se tornou um dos maiores ídolos do Olympiacos.
    "Recebi um sinal de Deus, em Fernando de Noronha."
    Além de tudo isso, descobriu Paulo Henrique Ganso, no Pará e o trouxe para os holofotes do futebol mundial.
    A história de Giovanni é mesmo divina.
    A entrevista?
    Um privilégio...
  • Cosme Rímoli

    ZINHO: 'QUEBRAR O JEJUM DO PALMEIRAS, EM CIMA DO CORINTHIANS, FOI IGUAL A VENCER A COPA'

    03/03/2026 | 2h 37min
    Por qualquer ângulo da análise, Zinho é um gigante injustiçado.Nascido na violenta Baixada Fluminense, filho de um paraibano caminhoneiro e de uma dona de casa baiana, estava predestinado a ser um dos grandes jogadores de futebol deste país.Aos três anos, seus primos foram comemorar nas ruas o título mundial da Seleção de 1970. Ele foi atrás deles. Se perdeu. Sua mãe se desesperou. Agarrou o sapatinho do pé esquerdo que ficou em casa. Se ajoelhou, pediu a Deus, que ele fosse encontrado. E profetizou que, se ele voltasse, ainda seria campeão do mundo, dentro do campo, com a camisa da Seleção. 24 anos depois, a premonição deu certo.'Mas eu fui massacrado. Pela imprensa. Principalmente por Galvão Bueno, o narrador da Globo, que mantinha o monopólio da transmissão da Copa. Ele não entendia minha função tática. O Parreira me pediu para fechar o meio-campo, dar segurança para que o Leonardo e o Branco atacassem. A ordem era que oito jogadores ficassem atrás da linha da bola, marcando. Era assim que ganhamos a Copa, depois de 24 anos."O Galvão tinha em mente o Brasil de 1970 e 1982. Não entendeu o que se passava em campo. E pegou muito pesado comigo. Minha família sofreu demais. Minha irmã recebia fotos de enceradeira, dizendo que era eu na Seleção. Um absurdo. Pagamos pela ignorância de quem não entendia de futebol", desabafa Zinho.Galvão Bueno reconheceu sua perseguição e fez questão de pedir desculpas, no documentário de sua carreira, a Zinho. 'Falei que era uma pena que ele não pudesse pedir para quem merecia ouvir as desculpas. E sofreu com suas palavras. Meu pai que, infelizmente, morreu."Para quem não sabe, Zinho era muito habilidoso. Era ponta esquerda driblador. Mas inteligentíssimo, com visão de jogo diferenciada, se tornou meia. E com potencial físico extraordinário. Daí suas múltiplas funções em campo. Fez história por onde passou. Foi campeão brasileiro cinco vezes. Só ele e Adílio, na história. Saiu do Flamengo chorando, sem querer ir para o Palmeiras. Foi comprado pela Parmalat. "Meu pai, seu Crizan, foi decisivo. Falou que eu iria mudar a história do Palmeiras, que estava em jejum de títulos há 16 anos. E acabou sendo a melhor coisa que fiz. "E fomos quebrar esse jejum em cima do maior rival, o Corinthians. Eu marquei naquela final inesquecível. Dia 12 de junho de 1993. Não é mais o Dia dos Namorados. É o Dia da Paixão Palmeirense."A minha emoção foi a mesma de ganhar a Copa do Mundo."Zinho é um gigante. Tem 37 títulos na carreira. Tetra virou seu apelido. Mas, para ser titular do Brasil na Copa dos Estados Unidos, sofreu demais. A começar pelas Eliminatórias que a Seleção precisou vencer o Uruguai para se classificar. "Disputei toda eliminatória com a minha mãe muito doente. Ela teve um AVC e ficou com parte do corpo paralisada. No dia decisivo, contra os uruguaios, minha mãe entrou em coma. Ninguém sabia. Se o Romário fez os dois gols, eu joguei bem demais. No dia seguinte, enquanto todos comemoravam, eu enterrava a minha mãe", relembra emocionado.Dona Lita faleceu. Mas acertou na previsão, seu filho foi campeão do mundo, com a camisa da Seleção. Fez história no Flamengo, Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro, por onde passou. Se tornou excelente comentarista. Começou na RECORD e está há 11 anos na ESPN.Entrevistá-lo foi um privilégio.REDE SOCIALInstagram: @cosmerimoli
  • Cosme Rímoli

    MARCELINHO CARIOCA: 'PENSEI QUE FOSSE MORRER, QUANDO ESTAVA NO CATIVEIRO, SEQUESTRADO.'

    24/02/2026 | 1h 22min
    A segunda parte da entrevista histórica com Marcelinho Carioca mergulha no Corinthians.Em tudo o que ele viveu de bom e ruim. 'Formamos mesmo uma equipe espetacular, que foi campeã do mundo. Mas eu, o Edilson, o Vampeta, o Freddy (Rincón)... Éramos um time de bandidos", diz e cai na risada.Marcelinho estava disposto a falar. Mostrar o trauma que tinha contra o Palmeiras, o 'grande rival'. Até que começou a marcar. E ganhar títulos contra o rival. Até que chegou a fatídica decisão por pênaltis da semifinal da Libertadores de 2000. 'Caí no truque do Marcos. O Pracidelli (preparador de goleiros) ficou atrás do gol gritando que eu iria rolar a bola no meio do gol. E eu ia fazer isso mesmo. Quando ouvi, quis mudar e o Marcos acertou o canto. A estratégia foi fantástica. Foi uma das piores noites da minha vida. Saí do Morumbi às três da manhã. Os torcedores tentaram virar o meu carro."Ele assume que o Corinthians virou o amor de sua vida. Acumulou títulos. Mas a saída foi lastimável. Uma armação da MSI, de Kia Joorabchian. "Eu tinha voltado por pressão da torcida. O time precisava de mim, eu estava pronto. Só que eu não era escalado. Veio a eliminação da Libertadores de 2005. A imprensa e os torcedores pedindo por mim. Mas a MSI tinha outros planos." Kia queria a saída de Marcelinho, para não ofuscar os jogadores caríssimos que contratou. Como Tevez. 'Chega em um treino, o Mascherano, do nada, me dá três pontapés violentos. Eu reajo. Sou expulso do treino. O Mascherano me chama e me diz, desculpe Marcelo. Um dia você vai entender o que aconteceu hoje. E mandam o roupeiro avisar que eu estava fora do Corinthians. O Mascherano me provocou para que eu reagisse e fosse mandado embora. Foi um descaso, uma tristeza imensa. Mas meu amor pelo Corinthians não mudou."Sobre Luxemburgo, Marcelinho detalha a guerra pública na Band. 'Foi armado. Eu estava ganhando muito espaço na tevê. Incomodando pessoas importantes. Fui de coração aberto. E o Luxa me atacou por conta de vaidade. Uma mulher que não quis ficar com ele na Bahia. Preferiu ficar comigo. Eu nunca levei mulheres para a concentração antes do jogo. Depois, muita gente leva. Antes, não. Não sou louco. E o Luxa sabe disso."Pouca gente sabe que houve a reaproximação, depois de anos. 'O encontrei em um bar. As pessoas pegaram os celulares imaginando que iríamos brigar. Mas nos abraçamos e nos perdoamos. Eu o desafiei muito como técnico. Mas ele foi o melhor que eu tive.'Quanto ao sequestro, ele foi sincero. Contou em detalhes. Chorou ao lembrar do desespero. E do medo que teve de morrer. "Foi Deus quem evitou o pior. Tomei coronhada. Fui para o cativeiro. Acreditei que minha vida iria acabar. Mas Deus surgiu na hora certa. Foi desesperador."Aos 54 anos, Marcelinho saiu com os olhos marejados da entrevista.Se expôs como nunca.Foi um privilégio para o canal.O maior ídolo da história do Corinthians mostrando seu lado humano. O que fica longe dos holofotes...

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Sobre Cosme Rímoli

Jornalista esportivo Cosme Rímoli entrevista grandes nomes do universo do esporte em um bate-papo sobre o que rola dentro e fora de campo.
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