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Cosme Rímoli

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  • Cosme Rímoli

    ROGÉRIO: 'VENCI A LIBERTADORES COM O PALMEIRAS. E HOJE NÃO POSSO ENTRAR NO CLUBE E NEM NO ESTÁDIO'.

    30/06/2026 | 2h 4min
    Eram 36 minutos do primeiro tempo.
    Morumbi lotado.
    Final do Brasileiro de 2002.
    36 minutos do primeiro tempo.
    A partida entre Corinthians e Santos estava 0 a 0.
    Robinho pega a bola e parte, pela ponta esquerda, para cima, com a bola dominada.
    Era um contragolpe em velocidade.
    Gingando ele dá oito pedaladas até ser derrubado, pênalti indiscutível.
    A partir desse lance, Rogério ficou marcado.
    "As pedaladas do Robinho não me definem. Nem a minha carreira. Sou um vencedor. Ganhei a Libertadores com o Palmeiras, Duas Copas do Brasil. Mercosul. Fui convocado para a Seleção Brasileira. Uma parte da imprensa foi muito maldosa comigo. Tentaram até me chamar de Rogério Pedalada. Enorme injustiça por tudo que fiz no futebol", desabafa Rogério. "Poderia ter dado um pontapé nele no início da jogada, mas nunca fui violento. O erro foi não perceber que ele já havia chegado na área. Demorei para dar o bote porque ninguém me avisou onde estávamos.Mas a jogada dele foi maravilhosa. Minha carreira seguiu e até melhor depois daquele lance."
    E ele tem razão. Foi um excelente jogador. Tanto como lateral, como volante. Na goleada por 5 a 0 contra o União São João de Araras, Vanderlei Luxemburgo seu talento diferenciado. E mandou contratá-lo. "Foi uma grande felicidade. Cheguei no Palmeiras e me adaptei muito bem. Fui muito feliz com ele e também com o Felipão. O auge foi a Libertadores que ganhamos nos impondo diante dos adversários. Foi incrível."
    Rogério, no entanto, não estava feliz. Ganhava muito pouco. Havia enorme diferenciação entre jogadores da Parmalat e do Palmeiras. ' Foram anos ganhando menos.Tive propostas de outros clubes, principalmente do Grêmio, para me pagar bem mais. Fui pedir um reajuste ao então presidente Mustafá Contursi. Ele me ofereceu pouquíssimo a mais. E falou que se não aceitasse, não iria jogar no Palmeiras e nem em lugar nenhum."
    Rogério ficou muito magoado com a falta de reconhecimento. De consideração. Com a ameaça. Decidiu entrar na Justiça e conseguiu a liberdade.
    E seu empresário o levou para onde? Para o Corinthians. "Eu estava sem ganhar nada há meses. Aceitei. Depois, quando cheguei e me vi no rival do Palmeiras pensei: o que estou fazendo aqui? Mas fui para lá, que também foi enorme honra jogar pelo Corinthians, empurrado pelo Palmeiras. Dei o meu máximo. Fizemos excelentes campanhas. Ganhamos uma Copa do Brasil, dois Paulistas e um Rio-São Paulo."
    Rogério foi tão bem que acabou comprado pelo Sporting, de Portugal.
    Lá viveu um drama enorme. 'Minha mãe foi sequestrada. Foi desesperador. Não sabia o que fazer. Foram momentos terríveis. Até que a Polícia conseguiu descobrir o cativeiro e prendeu os bandidos. A trouxe para Portugal. O nosso reencontro foi inesquecível. Abraçá-la de novo foi algo marcante. Inexplicável a minha felicidade."
    Rogério acredita que o grande erro na carreira foi ter voltado para o Brasil. A direção do Sporting queria que eu ficasse. Mas fui convencido a jogar no Fluminense. Não cumpriram nada do que me prometeram. Perdi dinheiro. E ainda tive uma séria lesão. Foi o começo do final da carreira.
    Rogério começou a carreira de treinador, não gostou da enorme pressão psicológica, cobranças. Desistiu.
    Faz partidas exibições pelo Brasil.
    Só tem uma mágoa no futebol. E não é com Robinho. 'Ser persona non grata no Palmeiras. Não posso pisar lá porque joguei no Corinthians. Houve a despedida do Marcos e a festa de 20 anos da conquista da Libertadores. Era titular e não fui convidado. Aliás fui avisado para não ir. Fico triste porque dei o meu melhor para o Palmeiras, como fiz pelo Corinthians. Se eu saí é porque não tiveram consideração comigo. Mas a vida segue. E eu estou muito feliz e orgulhoso pelo que consegui no futebol."
  • Cosme Rímoli

    JÚNIOR: 'OS TÉCNICOS BRASILEIROS MATARAM OS NOSSOS LATERAIS. ESSE É O PROBLEMA.'

    23/06/2026 | 1h 46min
    Bicampeão do mundo.Chegou à decisão três vezes.A primeira perdeu com o Palmeiras.Foi pentacampeão com a Seleção da família Scolari.E tricampeão do mundo vestindo a camisa do São Paulo.Jogador tão talentoso quanto subestimado.Jenilson Angelo de Souza fez história. Teve uma carreira assustadoramente vitoriosa. Filho de uma família muito pobre, era um dos dez irmãos. Viu no futebol a 'salvação' da família. Era ponta esquerda, muito talentoso. Até que foi improvisado na lateral esquerda. Nunca mais deixou a posição. "Me achei. Porque tinha habilidade e velocidade para jogar pelo lado do campo. Era o desafogo nos contragolpes. Sempre fui rápido. Os grandes times campeões sempre tiveram laterais importantes. E eu sei que fui um deles. Tinha de ser. Consegui ajudar meus pais e todos meus irmãos. O futebol foi o meio."Júnior fez muito sucesso ao surgir no Vitória. Foi contratado pelo Palmeiras com uma missão 'quase impossível', mas que não titubeou para aceitar. "Fui contratado para substituir Roberto Carlos. Quando eu cheguei, de camisa estampada, chinelo, franzino, o Müller me sacaneou. 'Esse aí vende camisas no Brás. Como é que vai jogar no lugar do Roberto Carlos?' Mas a verdade é que o Müller virou meu grande amigo. E fizemos muito estrago pelo lado esquerdo do Palmeiras. Ele teve de dizer: 'Baiano, você é demais!'Foi Vanderlei Luxemburgo quem apostou no seu futebol. Mas foi Felipão que o levou ao título da Libertadores. Mas na decisão do Mundial o fez chorar de medo."Ele mostrou tanto vídeo do Beckham decidindo jogos pelo Manchester United que eu fiquei impressionado. Um dia acordei chorando de medo, raiva. Sentia que iria ser o responsável pelo Palmeiras não ganhar o Mundial. Acordei o Zinho, o Sampaio. Só sosseguei quando o Cléber me deu um aparelho de música com salmos. No fim, anulei o Beckham. E nós tomamos o gol pelo outro lado", diz, rindo.Felipão o levou para a Seleção. 'Fui reserva do Roberto Carlos, que é uma pessoa sensacional. E o melhor lateral esquerdo da história. Entrei contra Costa Rica, dei assistência e fiz gol. Fiquei animado. Mas o Vampeta, que é meu irmão, me sacaneou. 'Se enxerga. Você não vai tomar a posição do Roberto Carlos nunca. E ele tinha razão."Pentacampeão do mundo, foi para o Parma. Ganhou a Copa da Itália, marcando o gol decisivo na final. Queria voltar para o Palmeiras. "Mas o então presidente Mustafá Contursi falou que não tinha dinheiro para me pagar. Fui magoado. Acabei indo para o São Paulo, que foi excelente. Ganhei a Libertadores e o Mundial de Clubes."Júnior é muito claro em relação à atual Seleção que joga a Copa do Mundo. "Vou ser claro: o Brasil não tem laterais. Como vai ganhar a Copa?", pergunta, irritado. "Os técnicos brasileiros mataram os laterais ofensivos, que foi sempre o nosso diferencial. Esse é o problema."Aos 53 anos, Júnior é muito requisitado para jogos de exibição. Avesso a entrevistas, desta vez, ele não se segurou. E fez vários desabafos. E contou histórias inéditas.Deixou ainda mais claro o quanto o futebol o subestimou...
  • Cosme Rímoli

    JOÃO CANALHA: 'SAÍ DA ESPN. E NUNCA MAIS ME DERAM EMPREGO. PORQUE O BRASIL ESTÁ DIVIDIDO.'

    16/06/2026 | 1h 25min
    João Carlos Albuquerque. Revolucionário, irônico, inteligente. Foi muito além da apresentação esportiva. Tirou o telespectador da apatia de apenas acompanhar o noticiário.Apaixonado por cinema, transformou, em quem se deliciava a assistir a ESPN, em cúmplice. Ativo. Com direito a voz. E a ser profundamente provocado."Entendi que a televisão precisa de interação. Nada de o apresentador ficar horas lendo notícias. Comigo, não. Fiz questão de questionar, dar voz a quem gosta de esporte. Inclusive para me criticar, xingar. Me xingavam, mas ouviam de volta", relembra, sorrindo, como um garoto.E, sim, a palavra mais usada foi a que se tornou seu 'sobrenome'. 'Canalha.'João Carlos foi moldado no rádio e na emoção. Seu pai, narrador e advogado. A mãe, atriz. Nascido em Brotas, se tornou repórter esportivo em Santos, convivendo intimamente com o melhor time de todos os tempos. Batia bola com Pelé, Edu, Clodoaldo. Seu poder à frente do microfone e o fisionomia de galã italiano o levaram para a televisão. Cobriu Copas do Mundo. Questionador por natureza, logo teve programa na rádio onde cobrava políticos pela melhoria do país.Mas o Brasil o descobriu de vez na ESPN. Ficou de 1995 a 2019."Foi um período muito revolucionário. O José Trajano era o meu chefe e ele dava espaço para que fôssemos muito além do esporte. Contextualizávamos, mostrávamos o Brasil de verdade. O que sempre esteve atrás da organização do futebol, por exemplo."'Canalha' foi o termo que consagrou para atacar dirigentes, primeiro. Depois, passou a ironizar a todos. Até mesmo o humorista Jô Soares foi chamado de Canalha e acabou se tornando amigo de João Carlos."Foi tudo muito bom. Até que o Brasil se dividiu politicamente. E não teve mais espaço para mim, que sempre contestei a maneira que o Brasil e o brasileiro são tratados. Nunca mais fui chamado para trabalhar no esporte."E como nunca fui de guardar dinheiro, não estou pobre. Estou muito pobre!', diz, sorrindo, irônico.João canta muito bem e participou do programa 'The Voice Brasil', em 2021. Os colegas jornalistas esportivos torceram muito por ele. Quem o conhece se torna seu amigo, seu fã.Não ganhou. Mas segue cantando nos bares da vida. Cantando, contando suas histórias e escrevendo um interminável livro sobre cinema italiano, sua paixão.O sorriso maroto, as provocações, o raciocínio fulminante seguem como marca registrada. Ele desafia até seu RG.Impossível acreditar que daqui oito dias completará 71 anos.O jornalismo esportivo desse país sente muita falta desse 'Canalha'...
  • Cosme Rímoli

    PALINHA: 'TENHO ÓDIO EM VER O SÃO PAULO DE HOJE. OS JOGADORES NÃO SABEM A LUTA PARA O CLUBE SER GIGANTE'

    09/06/2026 | 1h 55min
    Ele foi um grande injustiçado.O bairrismo o atingiu em cheio.Jogador especial, talentoso, driblador, artilheiro. Antevia os lances. Peça fundamental na conquista de duas Libertadores, dois Mundiais do São Paulo. Na Libertadores do Cruzeiro. 17 títulos na carreira.Ídolo no Brasil e no Peru.Titular nas Eliminatórias.Foi deixado de lado na convocação para a Copa de 1994."Essa é uma mágoa que carrego. Não vou ter falsa modéstia. Sei que deveria estar na Copa de 1994. Fui titular nas Eliminatórias. Faltou um pouco de honestidade comigo. Para o Zagallo não posso perguntar mais. E também não vou perguntar porque o Parreira fez isso comigo."O desabafo é mais do que justificável. A carreira de Palhinha fala por ele. "Ele era incrível. Conseguia abrir espaço nos times adversários. Era diferenciado", admite Muller, que é muito econômico nos elogios a outros jogadores.Pelé chegou a dizer que ele estava honrando a camisa 10 da Seleção Brasileira e tinha certeza que iria ser importante na Copa de 1994.Palhinha teve carreira fulminante e abençoada. Com grande talento na base, chegou a ser trocado por um alambrado, quando era garoto, em Minas Gerais. Jogando no América, revoltado por ser o destaque do time e receber muito pouco, vendia remédios para completar sua renda. Estava a ponto de desistir da carreira, quando Telê Santana mandou contratá-lo para o histórico São Paulo que estava montando.A relação entre Palhinha e Telê teve muitos altos e alguns momentos difíceis, pelas personalidades fortes dos dois. Mas o elenco montado foi com tanto acerto, que conquistou duas Libertadores, dois Mundiais de Clubes. E ainda chegou à uma terceira decisão de Libertadores. Palhinha foi destaque nestas campanhas inesquecíveis. Gigantes europeus tentaram comprá-lo, mas o São Paulo não o negociou. Por ironia coube ao meia cobrar o pênalti que Chilavert defendeu, evitando o tri seguido da Libertadores."Sofri demais. Mas sei o que ajudei a construir a história vitoriosa do São Paulo. Por isso fico com ódio quando vejo as partidas de hoje em dia. Os jogadores não sabem a grandeza do clube que estão. Não vibram, aceitam as derrotas normalmente. Não gosto nem de assistir, para não passar raiva."Palhinha fez história também no Cruzeiro, onde conquistou a Libertadores.
    "Foi logo em seguida à minha saída do São Paulo. Mostrei para o Telê o quanto estava errado em me liberar. Dei a resposta."Ele recebeu a camisa 10 de Dirceu Lopes, o maior jogador da história cruzeirense.Pelé e Dirceu Lopes são excelentes testemunhas do talento de Jorge Ferreira da Silva. Palhinha define a entrevista que deu ao canal como 'reveladora demais'.
    Eu defino como histórica.Quem quiser conhecer Palhinha e Jorge tem o caminho...
  • Cosme Rímoli

    JANAINA XAVIER: 'ENFRENTEI MACHISMO, PRECONCEITO. CRISE DE ANSIEDADE. E FUI INJUSTIÇADA.'

    02/06/2026 | 2h 5min
    A maior injustiça da história da tevê paga.
    Não é a entrevistada quem fala.
    Mas jornalistas que trabalharam com ela.
    Foram 23 anos no grupo Globo.
    "Nunca imaginei que a minha saída fosse acontecer da maneira que foi. Lógico que foi injusta. Se as mulheres de agora se sentem desbravadoras, não sabem como era trabalhar no futebol há 25 anos. Enfrentei machismo, preconceito. A mulher não era aceita no mundo do futebol. Pelos próprios jornalistas, quanto mais os jogadores, treinadores. Só eu sei o que passei para ter uma carreira consolidada", desabafa, Janaina.
    Decidiu trabalhar com futebol incentivada por seu pai, Raul, ex-jogador do Athletico e que, quando estava negociando para jogar no Fluminense, decidiu investir na carreira de médico. Extrovertida, dona de personalidade forte, culta e muito bonita, ela conseguiu espaço na tevê em Curitiba, na RPC, afiliada da TV Globo, no Paraná.
    Se destacou e logo passou a fazer matérias importantes em São Paulo e Rio de Janeiro.
    "Peguei uma época de treinadores que davam medo, como Felipão e Leão. Eles eram ríspidos demais. Mas os enfrentava e fazia as matérias que me propunha a fazer. Cantadas? Jogadores me davam seus telefones por meio de assessores de imprensa. Amassava e jogava fora. Eles acabaram entendendo e me respeitando. Eu estava trabalhando. Acabei me impondo como repórter. Mas foi muito sofrido. Eu sempre tive de provar meu talento, por ser mulher. O desgaste era imenso. Xingada nos estádios, era pressão por todo lado."
    Em 2008 foi contratada pelo Sportv. Se tornou um dos principais nomes da emissora. Fez Olimpíadas, Copas do Mundo. 'O meu auge foi a Copa da Rússia, apresentar o meu programa da Praça Vermelha, em Moscou. Estava muito feliz. O trabalho deu tudo certo. Tinha conquistado o meu espaço."
    A dedicação total ao emprego custou uma crise de ansiedade. Teve de sair de ambulância da TV Globo. Dias depois, estava trabalhando, como se nada tivesse acontecido.
    Janaina foi casada com o narrador Luiz Carlos Júnior, entre 2007 e 2019. Trabalharam em inúmeras transmissões. Eles tiveram a filha Maria Eduarda. O casamento acabou. A vida seguiu, ela casou com o advogado Gustavo Guedes. E engravidou da filha Maria Vitória.
    'Era pandemia, fui para Curitiba para ter uma gravidez segura, ao lado da minha família. Me falaram que estava tudo certo. Tive a Mavi. E fui para o Rio, pensando em voltar a trabalhar. 
    "Mas o meu novo chefe me falou que tinha contratado uma outra pessoa para a apresentação. Não tinha mais o meu emprego. Ele disse que pensou que eu não 'voltaria mais a trabalhar'. Jogaria no lixo 23 anos de carreira. Simples assim. Acabei injustiçada por uma pessoa. Não pela emissora, pelo grupo Globo, onde sempre fui tratada com o maior cuidado."
    Em maio de 2022 chegava ao fim a trajetória da repórter muito competente e excelente apresentadora dos programas Tá na Área, Planeta SporTV e SporTV News. "Foi um choque enorme. Não vou negar."
    Janaína resume de maneira irônica o atual momento das apresentadoras de esporte no Brasil.
    "Eu dei uma entrevista e fui mal interpretada. O que acontece é que há uma diversidade, que acho justa. Acabou a era das 'Barbies', que eu acho que fiz parte. Ou seja, as mulheres bonitas, magras, que se encaixavam em um estereótipo. Há lugar para todas as pessoas, magras, bonitas, feias, negras. O que é muito democrático. Só acredito que o critério precisa ser meritocracia. Quem for melhor fique com a vaga. Não por ter certo aspecto físico."
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Sobre Cosme Rímoli
Jornalista esportivo Cosme Rímoli entrevista grandes nomes do universo do esporte em um bate-papo sobre o que rola dentro e fora de campo.
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