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Cosme Rímoli

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  • Cosme Rímoli

    CICINHO: 'SÓ DEUS PARA ME TIRAR DO ÁLCOOL E DA DEPRESSÃO. NÃO VIA ALEGRIA EM NADA. EU ERA CAMPEÃO DO MUNDO.'

    07/04/2026 | 2h 17min
    Ele foi um lateral espetacular.Não foi titular no Real Madrid dos galácticos Ronaldo Fenômeno, Zidane, Beckham, Roberto Carlos, Raúl, por acaso.Nem disputou a Copa de 2006, sendo injustiçado por Parreira, já que estava melhor do que Cafu, por favor.Muito menos foi tricampeão do mundo pelo São Paulo, por ter nascido em Pradópolis.Reverenciado na Roma e, por conta de sua religião, não quis virar estátua em frente ao estádio do Sivasspor, na Turquia.Cicinho foi um jogador incrível.Habilidoso, inteligente taticamente, de força física incrível, driblador e grande senso de marcação.Ganhou Copa das Confederações, Campeonato Espanhol, Copa da Itália, Copa Libertadores, Mundial.Foi muitas vezes carregado nos ombros, por companheiros, torcedores, empolgados com seu talento, nas comemorações de títulos.'Lutei muito desde que saí do Botafogo, fui campeão do mundo com o São Paulo, joguei no Real Madrid dos galácticos. Campeão da Copa das Confederações com a Seleção. Disputei a Copa da Alemanha. Fui da Roma. Ídolo na Turquia. Sei que fui um jogador especial. E poderia ter ido além."Poderia mesmo.Porque por trás de toda essa alegria, Cicinho viveu um enorme drama, o alcoolismo aliado à depressão."Comecei forte na Itália. Eu estava solteiro, com dinheiro, vivendo uma vida de conforto, quando comecei a sentir enorme vazio. Nada preenchia. Era a depressão. Não queria ficar sozinho. Enchia a minha casa de amigos. Mesmo assim, não conseguia dormir. Comecei a beber e beber, de forma incontrolável", revela, de forma corajosa.Há algo que também ninguém imaginaria. 'Eu fumei a minha carreira toda. Eram dois maços por dia." Cicinho revela que foi o medo de doping que o protegeu de drogas como a cocaína. 'Sim, era fácil se eu quisesse. Mas não queria acabar com a minha carreira de vez. Consegui escapar. Porque a cocaína é o caminho lógico, depois que você se perde na bebida."A pergunta é inevitável. Como seria a carreira de Cicinho se ele não fumasse e bebesse?"Fui um atleta privilegiado, com enorme fôlego, conseguia cumprir várias funções táticas no jogo. Só consegui perceber que o cigarro e a bebida me atrapalhavam quando houve a minha conversão."Cicinho revela que foi a sua esposa que o levou a Deus. "Eu estava em um estado emocional destruído. Tinha de beber um copão de pinga para dormir. Encontrei a minha parceira de vida. Ela me disse que a forma de vida que eu levava não era para ela. E não queria perdê-la. Fui para um culto com ela e tudo mudou."Fico preocupado falando, para que as pessoas não pensem que funciona do mesmo jeito para todos. Para mim funcionou. Foi um presente de Deus. Entendi que estava desperdiçando minha vida, envergonhando minha família, acabando com a minha carreira. As Palavras entraram no meu coração. Cheguei em casa joguei todo a bebida que tinha fora. Larguei o cigarro. Nunca mais bebi ou fumei. E passei a entender a vida. E desde então vivo em comunhão com Deus."Desde então, faço questão de dar meu testemunho para as pessoas. Lembrar a importância de Deus. E o quanto temos de valorizar esse presente que ganhamos, que é a vida."Cicinho é direto. "Eu acredito que 90% dos jogadores são alcóolatras porque a bebida é aceita socialmente. E ninguém critica quando os atletas falam que vão 'tomar uma', depois das partidas. A pressão para jogar futebol é enorme. E quando percebem, estão tomando uma cervejinha todos os dias. Pode parecer, mas não é normal. Os clubes precisam estar muito mais atentos com a bebida. A situação é mais séria que parece."Com potencial de comunicação enorme, Cicinho se tornou ótimo comentarista de tevê. "Não sou da tática. Mas sei destrinchar um vestiário. Perceber o lado do jogador na vitória e na derrota. Falo a verdade, respeitando a todos. Pensando em passar o ponto de vista que só quem viveu sabe." Cicinho também tem ótimas informações de bastidores.Porém o mais importante é a reviravolta na sua vida.
  • Cosme Rímoli

    DINEI: 'ASSUMI O DOPING POR COCAÍNA. ERREI. MUDEI. SOU UM VENCEDOR.'

    31/03/2026 | 1h 58min
    Foi a mais comovente. E sincera entrevista do canal.
    Dinei, campeão mundial, tricampeão brasileiro pelo Corinthians, mostrou sua alma.
    Teve coragem de expor tudo o que viveu quando se deixou levar pela tentação do sucesso rápido.
    "Era jovem. Vinha de uma vida difícil, com o meu pai abandonando a minha mãe quando eu era criança. De repente me vi jogador de futebol, com dinheiro, fama. Vieram as tentações. Noitadas, mulheres bebidas e drogas. Não resisti. Aceitei tudo."
    "Eu usava cocaína desde 1992, nas férias. Dava tempo de desaparecer até eu voltar a jogar. Mas em 1996, fui contratado pelo Coritiba. E fui jogar, confiando que não seria sorteado para o exame antidoping. Fui. E acabei sendo pego. Acabou sendo um presente de Deus!", revela, em entrevista exclusiva, Dinei.
    O jogador que surgiu como grande revelação do Corinthians, que tem com orgulho a carteira da Gaviões da Fiel, provando ser da torcida organizada antes de ser profissional, teve uma vida de muita luta.
    Seu pai, Nei, jogador importante da década de 60, apontado pela direção corintiana como 'mil vezes melhor que Pelé', abandonou sua mãe com dois filhos. "Ela teve de lutar muito para nos criar. Foi uma vida muito dura. Minha mãe lutou, foi guerreira. E morreu nos meus braços, quando eu estava começando a recompensá-la com o dinheiro que ganhava no futebol. Do meu pai? Desculpe, mas não quero falar nada sobre ele, não", diz, demonstrando que a mágoa jamais vai passar.
    Dinei tem 55 anos, já é avô.
    E revive com coragem tudo o que viveu. "Mostrando o que sofri por causa das drogas possa ser exemplo para muita gente. De como pode acabar com a vida de qualquer pessoa. E, se alguém já está mergulhado nas drogas, saiba que há esperança. Há saída."
    A vida de atleta de Dinei daria um filme. Ele escondia ser filho de Nei nas peneiras que fez para jogar futebol. Revelação no Corinthians, o 'amor de sua vida' foi vendido para o Guarani, para o clube, endividado, fazer dinheiro. Depois foi para a Suíça, para o Grasshoppers. "Fui com a minha vó. Fiz de tudo para voltar ao Brasil, não me adaptei ao frio. Na verdade, eu errei. O clube disputava a Champions League. Poderia ir para um clube muito maior."
    No seu retorno ao Brasil, passou por Portuguesa, Internacional, Cruzeiro, Guarani e... Coritiba.
    "Foi lá que fui pego no doping. Dirigentes falaram para eu desmentir. E iriam culpar o massagista. Não deixei. Assumi que eu me dopei. Usei mesmo. O Marco Aurélio Cunha, que estava trabalhando no Coritiba, me propôs. "Por que você não assume publicamente que errou e pede desculpas? Ninguém teve coragem de fazer nada parecido. Eu decidi assumir. Foi difícil. Peguei oito meses de suspensão. Foi quando surgiu o coronel Edson Ferrarini. Ele me salvou. Não sei o que faria da minha vida. Ele disse que me ajudaria. Me colocou em uma clínica de reabilitação.
    "A chave foi a pergunta que ele me fez. Qual seria o meu objetivo de vida? Nem pisquei: 'voltar ao Corinthians.' Essa esperança mexeu com meu coração, com a minha alma.'
    Dinei conseguiu se tratar e parou com as drogas. E veio a recompensa. Jogando muito bem no Guarani, a cúpula da Gaviões da Fiel foi avisada pelo então presidente Alberto Dualib. O clube precisava de um centroavante. Os torcedores foram firmes. Queriam Dinei. Vanderlei Luxemburgo tentou travar a contratação. Mas os membros da organizada se impuseram. E Dinei foi contratado. "O Luxemburgo teve de me aceitar. Eu chorava agradecendo a Deus pela reviravolta na minha vida. Treinei de mais e consegui mostrar meu valor."
    Atuando como reserva imediato do ataque, Dinei foi fundamental na conquista do título brasileiro de 1998, em cima do Cruzeiro. "O presidente Zezé Perrella me desprezou. Disse que estava se livrando de mim, quando saí do clube. Pagou caro com os gols que marquei na final contra o seu time."
    Dinei foi campeão mundial de 2000, com o elenco fantástico do Corinthians.
  • Cosme Rímoli

    PEPE: 'O SEGREDO DO MELHOR TIME DE TODOS OS TEMPOS? NÃO TER INVEJA DO PELÉ. ÉRAMOS CRAQUES. E IRMÃOS'

    24/03/2026 | 1h 45min
    2083, 2092, 2095 gols...
    Dos cinco gênios que vestiram a majestosa camisa do Santos.
    A contabilidade varia, por conta da falta de precisão nas estatísticas da década de 60. Mas o que importa é o talento inigualável desse ataque espetacular, que encantou o mundo.
    O time foi bicampeão da Libertadores, bicampeão mundial. 'Mas poderíamos ter vencido pelo menos cinco mundiais. Os dirigentes quiseram ganhar mais dinheiro em excursões e abandonaram a Libertadores. Fazer o quê?", desabafa, sempre sincero, o magistral Pepe.
    Foram, de acordo com os registros do Santos Futebol Clube, 314 gols em 97 partidas que atuaram juntos. A média é de 3,3 gols por jogo.
    Mais de 2000 gols é a soma do número que cada um fez pelo clube. Algo perto do inacreditável.
    Para Pelé poder mostrar ser o melhor jogador de futebol que o mundo criou, o destino colocou ao seu lado atletas extraordinários.
    O mais desequilibrante, o com mais fome de gols, habilidoso (era meia por formação) e dono do chute épico, violentíssimo, capaz de desmaiar adversários e companheiros que, desavisados, colocavam a cabeça na bola quando ele colocava sua canhota para funcionar, se chamava Pepe.
    Marcou 405 gols. Se calcula que deu mais de 400 assistências. Pelo menos...
    "O melhor jogador da história do Santos sou eu. O Pelé era um extraterrestre', brinca Pepe, um exemplo de humildade. "Estou brincando. Todos nós éramos muito importantes. E o Pelé um gênio.
    "E mais, o segredo daquele time é que não tínhamos inveja do Pelé. Éramos craques e todos irmãos."
    Depois de muita insistência, aos 91 anos, Pepe deu o privilégio de vir de Santos para São Paulo e nos estúdios da RECORD deu uma exclusiva histórica. A mais desejada.
    Com o auxílio maravilhoso do seu filho Pepinho, para completar detalhes das inúmeras histórias que viveu.
    Pepinho era ótimo quarto zagueiro. Mas todos queriam ver um 'novo Pepe'. Se cansou. Foi trabalhar como treinador da base. Ganhou a Copa São Paulo pelo Santos. Mas se decepcionou com a falta de estrutura e espaço que os empresários ocupam e não quis mais trabalhar com futebol. É dono de um programa de rock, comunicador importante.
    Pepe contou segredos do time mágico. E foi em dois pontos específicos. 'Nós tínhamos muita força física, velocidade. O que permitia que nosso talento fosse explorado ao máximo.
    "E outro ponto que quero destacar é o treinador Lula. Ele não era bom em entrevistas e as pessoas têm uma impressão errada. Era ótimo técnico. Antevia os jogos, a movimentação dos adversários. Não fizemos história à toa. Havia trabalho e duro por trás daquele Santos vitorioso.'
    Pepe tem ótima memória e lembra a falta de sorte nas Copas de 1958 e 1962. Era disparado o melhor ponta esquerda do país. Era titular absoluto. Mas se machucou pouco antes dos Mundiais. E Zagallo herdou seu lugar.
    Inúmeros clubes da Europa tentaram levar Pepe. Principalmente o Barcelona. O Santos jamais aceitou negociá-lo. E também, muito apegado à cidade de Santos e à família, ele não queria sair. "Era feliz demais. Por que ir embora?"
    Pepe releva intimidade do time, o grau profundo de respeito dentro de campo e a amizade fora.
    Dinheiro chegava de forma acanhada aos jogadores geniais do Santos. 'Acabei a carreira com quatro apartamentos de quatro quartos. E olhe lá, porque eu economizei. Ganhávamos muito menos que todos imaginam.'
    Pepe foi espetacular em campo. Sua partida inesquecível foi o segundo jogo da decisão do Mundial contra o Milan. Sem Pelé, machucado, Ele assumiu a liderança técnica do time. Marcou dois gols, na vitória por 4 a 2. A imprensa europeia reverenciava o 'Canhão da Vila', apelido que adora.
    Ganhou 36 títulos como jogador. 27 pelo Santos... Sim, 27.
    Ele foi treinador de muito sucesso. Venceu o Paulista de 1973, comandando Pelé.
    Ganhou o Paulista de 1986, com a Inter de Limeira, derrubando o Palmeiras, que vivia jejum de dez anos. Ganhou o Brasileiro com o São Paulo, também em 196. Foram sete conquistas.
    Pepe é um ídolo mundial. E iluminado.
  • Cosme Rímoli

    DJALMINHA: 'A CABEÇADA NO TÉCNICO ? O FELIPÃO FALOU PARA ABAFAR. A IMPRENSA NÃO DEIXOU'

    17/03/2026 | 1h 42min
    Imagine a Seleção Brasileira com Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e... Djalminha.
    Quanto talento junto.
    Uma atitude impensada, que só não foi perdoada por medo da repercussão da imprensa de Felipão, treinador que dizia ser a favor da hierarquia.
    "O treinador do La Corunã, o Irureta, me perseguia desde que eu cheguei. Naquele dia, nós discutimos por um pênalti em um treino. Nem houve cabeçada, só encostei a minha cabeça nele, irritado. Eu telefonei para o Felipão avisando o que havia acontecido. Ele me disse para abafar o caso. Mas a imprensa não deixou."
    A tradução: Felipão o convocaria para a Copa de 2002. Mas ficou 'de mãos amarradas' quando as imagens da cena vazaram pelo mundo. O então presidente Ricardo Teixeira não quis a chamada. Para 'não pegar mal'.
    E assim, o Brasil desperdiçou um gênio.
    Por ironia do destino, já havia sido assim com o pai de Djalminha. O espetacular zagueiro Djalma Dias. Muito genioso também, acabou injustiçado nas Copas de 1962 e 1966.
    Djalma deu uma entrevista reveladora. Mostrou sua personalidade forte participando de uma greve de silêncio no Flamengo, clube que o revelou. Mas com 15 anos. Foi vendido de forma precipitada na Gávea. Entrou em choque com Renato Gaúcho, o ídolo maior na época. Trocaram empurrões em um Fla-Flu.
    O Guarani se aproveitou. Mas Djalminha faria história no Palmeiras da Parmalat.
    "Foi um time que tinha muitos recursos. Não fizemos 102 gols no Paulista, de 1996, que ganhamos, por acaso. Eu, o Müller, o Rivaldo nos entendemos de cara." Djalminha é modesto. Os três foram protagonistas de lances geniais juntos. Como a Parmalat só assumiu o Palmeiras para movimentar dinheiro, logo desmanchou o time fabuloso que havia montado.
    "Fui para La Coruña e conseguimos o que ninguém esperava. Derrubamos o Barcelona e o Real Madrid. Fomos campeões espanhóis. Vive momentos importantíssimos da minha carreira e de vida por lá", relembra. Infelizmente também com o medíocre técnico Irureta.
    Na Espanha, Djalma apostava com Ronaldo Fenômeno quem dava mais caneta, ou seja, colocava a bola no meio das pernas dos adversários. Cada caneta valia mil euros, cerca de R$ 6 mil.
    "Ele foi um grande desperdício para a Seleção Brasileira", decretou Ronaldo.
    Essa é a sensação que o acompanha até hoje.
    Muito firme nas suas opiniões, se tornou comentarista. Irritado com o racismo, inspirado em Seu Jorge, fez um rap em homenagem a Vinicius Júnior. E ele 'cantou' na entrevista.
    Só o Brasil e suas injustiças foi capaz de deixar esse gênio fora das Copas do Mundo.
    Azar do Brasil...
  • Cosme Rímoli

    GIOVANNI: 'FOI O PELÉ QUEM ME ESCOLHEU. E ME DEU A SUA 10. VIM DO PARÁ. SOU ABENÇOADO.'

    10/03/2026 | 1h 52min
    A trajetória é mais do que especial.
    Improvável.
    Nascido no alto deste país/continente, em Belém, passando por equipes humildes como Jaderlândia, Tok Disco, Palmeiras de Abaetetuba, só haveria uma maneira deste homem chegar a vestir a camisa 10 do Santos, do Barcelona e disputar uma Copa do Mundo.
    A sua genialidade.
    Sim, porque ele foi um gênio com a bola nos pés.
    Quem o enxergou e fez questão de colocar o seu dinheiro para comprá-lo e levá-lo ao Santos, entregando sua camisa 10, tem nome e sobrenome.
    É o rei do futebol. Edson Arantes do Nascimento.
    "A minha vida é um milagre de Deus. Tudo foi planejado por Ele. Só pode ser. E sou muito grato por tudo que me foi oferecido", diz Giovanni, em entrevista mais do que esperada há anos.
    Só ele, Sócrates e Weverton tiveram a honra de representar a região Norte deste país em uma Copa do Mundo.
    O caminho improvável de Giovanni foi aberto por sua genialidade, disciplina e vontade de vencer.
    Do alto do seu quase 1m90, ele desfilava talento, dribles improváveis, elegância e muita eficiência. Deslumbrou não só Pelé como dirigentes do Barcelona, que venceram disputa ferrenha com gigantes europeus para contratá-lo.
    Foi Giovanni que, em 1995, fez a torcida santista renascer, levando o time para a final do Brasileiro, em 1995. O Santos havia perdido a primeira partida por 4 a 1 para o Fluminense, no Maracanã. Precisava de uma virada histórica.
    "O Giovanni teve uma atuação espetacular, que me emocionou muito. Foi maravilhoso em campo." As palavras foram de Pelé, na vitória inesquecível, para qualquer santista, por 5 a 2. Ele havia prometido e fez dois gols. Pintou o cabelo de vermelho, também cumprindo promessa.
    E ganhou, para sempre, o apelido de Messias.
    O Santos não venceu o Brasileiro porque foi terrivelmente prejudicado. Teve gol legítimo anulado e o Botafogo fez um impedido, o de Túlio. E levou o título, com o Pacaembu lotado e revoltado. "Não me conformo até hoje com o que aconteceu. Houve coisa a mais do que simples futebol naquela decisão", lastima Giovanni.
    O Santos não conseguiu segurá-lo. Foi para o Barcelona. E de lá para a Seleção e à Copa do Mundo de 1998.
    "Se eu soubesse o que iria acontecer, não iria. O Zagallo me levou por causa do Zico, que pediu a minha convocação. Acabei queimado e na reserva. Atuei só 45 minutos. Estava no meu auge. Foi o Rivaldo, que é meu irmão, que me acalmou. Não queria estar ali, sabia que estava sendo prejudicado."
    Zagallo cometeu a heresia de improvisar o lateral Leonardo como meia no Mundial. Desprezou todo o talento de Giovanni. Havia uma grande proteção para os jogadores oriundos de times do Rio de Janeiro.
    Giovanni enfrentou problemas com outro treinador no Barcelona, o 'exterminador de brasileiros', o holandês Van Gaal. "O problema foi quem me contratou foi o presidente Josep Nuñez. Foram confrontos cansativos e desgastantes. Havia a pressão da imprensa, da torcida, da direção para que eu jogasse. O ambiente ficou insuportável." Ele teve uma temporada excepcional, em 1997/1998, quando o Barcelona venceu a Liga Espanhola e a Copa do Rey.
    Em uma história maravilhosa foi para a Grécia. E se tornou um dos maiores ídolos do Olympiacos.
    "Recebi um sinal de Deus, em Fernando de Noronha."
    Além de tudo isso, descobriu Paulo Henrique Ganso, no Pará e o trouxe para os holofotes do futebol mundial.
    A história de Giovanni é mesmo divina.
    A entrevista?
    Um privilégio...

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Sobre Cosme Rímoli

Jornalista esportivo Cosme Rímoli entrevista grandes nomes do universo do esporte em um bate-papo sobre o que rola dentro e fora de campo.
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