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Cosme Rímoli

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  • Cosme Rímoli

    GUINEI: 'NINGUÉM NO CORINTHIAS SABIA COMO O BOCA JOGAVA. A CULPA DAS DERROTAS CAIU TODA EM MIM!'

    06/1/2026 | 1h 18min

    'No Brasil não existe prisão perpétua. Mas no futebol existe. E eu fui condenado. A mina pena é perpétua.' O desabafo foi feito a este canal por Denis, ex-lateral do Palmeiras, que falhou na final do Campeonato Paulista, de 1996.Ele tinha 20 anos na partida decisiva contra a Internacional de Limeira.Mas existe outro atleta de enorme potencial, que era comparado a Amaral, zagueiro que disputou a Copa de 1978, que paga até hoje, por duas partidas, em 1991.Ele jogou bem demais na conquista do primeiro Campeonato Brasileiro, conquistado pelo Corinthians. Formou excelente dupla de zaga com Marcelo Djian.O time desbancou o São Paulo de Telê Santana, em 1990, com a estrutura tática e jogadores que seriam bicampeões mundiais.Ronaldo, Giba, Marcelo, Guinei e Jacenir; Márcio, Wilson Mano, Tupãzinho e Neto; Fabinho e Mauro.'Ninguém esperava que iríamos ganhar o Brasileiro. Fomos subindo na fase decisiva. O título era decidido no mata-mata. Ficamos em sétimo na geral. E pegamos o segundo colocado. Eliminamos o Atlético Mineiro, depois, veio o Bahia, os dois eram favoritos. Caíram. E aí veio o São Paulo. E também nos impomos. Nosso time estava muito bem. O Neto foi o nosso principal jogador. Ganhamos de forma merecida. Nossa arrancada foi inesquecível", relembra Guinei.Mas essa empolgação pelo título brasileiro contaminou imprensa, torcida e a própria direção corintiana, que vendeu a ilusão da conquista da Libertadores. O Corinthians havia disputado o torneio em 1977, caindo na fase de grupos. A esperança em 1991 era imensa. A direção repetia o 'projeto Tóquio'. Ou seja, ganhar a Libertadores e decidir o Mundial no Japão. Mas deu tudo errado.O time não foi bem na primeira fase. 'Suou sangue' para se classificar em terceiro, no grupo que tinha Flamengo, Nacional e Bella Vista. Veio o tradicional Boca Juniors nas oitavas."Não sabíamos nada do Boca. Não vimos vídeo. Não tínhamos ideia quais eram os principais jogadores. Nem a condição do gramado da Bombonera", revela Guinei. E as duas partidas foram fatais para o quarto zagueiro. "Eu falhei nas duas partidas. Na primeira, jogamos em um lamaçal e eu falhei, meu deu branco. Na segunda partida, errei também no Morumbi." No jogo em Buenos Aires, ele escorregou no primeiro gol do Boca. E no terceiro, estava com a bola dominada, mas a perdeu, justo quando o Corinthians pressionava para empatar. Em São Paulo, Guinei outra vez titubeou, Graziani roubou a bola e encobriu Ronaldo. O Corinthians, que precisava vencer por três gols de diferença, para descontar o 3 a 1 do primeiro jogo, precisava de quatro. Revoltados, os torcedores passaram a xingar Guinei. O time empatou. E Nelsinho Baptista tirou o zagueiro aos 41 minutos do segundo tempo. Ele foi 'massacrado' pelos corintianos e pela imprensa. Foi exposto. Não teve uma defesa efetiva da direção, do treinador, dos jogadores. Só Neto tentou protegê-lo. Mas acabou sendo em vão."Não posso culpar ninguém. Errei mesmo. Cheguei a me desculpar. Mas duas partidas ruins não deveriam marcar a minha carreira. Fiz 129 jogos pelo Corinthians. Joguei 129 partidas pelo Corinthians. Chega de me desculpar! Sou campeão brasileiro!", desabafa.Tímido, admite que deveria ter falado, enfrentado a imprensa. Se explicado à torcida. Mas preferiu se calar. Acabou, com a atitude, assumindo o fracasso do clube na Libertadores. Houve muitos outros culpados. Principalmente quem fez o planejamento para o 'projeto Tóquio', tão aclamado, em 1991.Guinei ficou sem ambiente no clube. Acabou pedindo para sair. Foi para o União São João de Araras. Depois, teve carreira de nômade. Náutico, Fortaleza, Marcílio Dias, Nacional, São Bento, URT, Corinthians, do Rio Grande do Norte, Jaboticabal, Francisco Beltrão.

  • Cosme Rímoli

    ADÃOZINHO: 'O NETO ME CUSPIU. EU DEI NA CARA DELE. NINGUÉM ME DESRESPEITAVA.'

    23/12/2025 | 2h 20min

    "Levamos o São Caetano para a final da Libertadores e do Brasileiro. Perdemos para nós mesmos.'"Eu ensinei o Zinho e o Pedrinho a jogarem a Segunda Divisão. Se continuassem com toquinho de bola, o Palmeiras estava na Segunda Divisão até hoje."As declarações são de um personagem muito importante na vida do São Caetano e do Palmeiras.Adãozinho. Meio-campista inesquecível, versátil, vibrante, de futebol objetivo, duro, ríspido até. Mas de enorme eficiência. "E ele foi um grande líder. Ele nos cobrava e não nos deixava perder a concentração, a luta. Além disso, era o motorzinho do São Caetano. Ele anulava os principais jogadores do adversário. Nos liderava. Tinha uma grande visão do jogo. O Adãozinho foi fundamental para o nosso sucesso", relembra Adhemar, estrela do histórico time do ABC. Foi Adhemar quem insistiu. "Cosme, você quer entender o São Caetano? Tem de entrevistar o Adãozinho."Ele tinha razão. Adãozinho deu uma entrevista sincera, reveladora, sem meias palavras. "Eu sou de origem simples. Trabalhava na roça com a minha família. Plantava feijão e milho. Comia marmita, bóia-fria mesmo. Jogava futebol. Mas preferia montar em cavalo, em boi. Mas um teste no Bragantino mudou minha vida. Quando vi que iria ganhar três vezes mais e ter comida boa, e quente, estrutura, não tive dúvidas. Fui ser jogador. Tinha 18 anos. Sem fundamento algum. Aprendi tudo no profissional."Adãozinho não foi aproveitado por Vanderlei Luxemburgo, no Bragantino campeão paulista de 1990, por um motivo singular. "Ele descobriu que eu fui para um circo e montei em um boi. Ficou louco da vida e disse que precisava de jogador e não de peão de rodeio." Adãozinho foi emprestado. Fez sucesso no Alfenense. Atlético Mineiro e Cruzeiro tentaram comprá-lo. O Bragantino não liberou. Ele acabou no São Caetano. "Foi um casamento perfeito. Eram vários jogadores querendo subir na vida. Com um treinador muito inteligente, tático, esperto. O Jair Picerni, que é subestimado. Não chegamos à final da Copa do Brasil e da Libertadores à toa."Adãozinho lembra de como conseguiu cumprir sua missão. Anulou, em sequência, Ronaldinho Gaúcho, Roger Flores, Taddei. Na final contra o Vasco, tomou conta de Juninho Paulista. "No primeiro e no segundo jogo, na final de 2000, em São Januário, ele estava dominado. Mas depois da queda do alambrado, a direção do São Caetano falou que já éramos campeões e não deveríamos nem treinar. O Eurico Miranda conseguiu reverter. Teve novo jogo e nós, que estávamos de férias, perdemos. Foi absurdo."Em 2002, o São Caetano chegou à final da Libertadores, contra o Olimpia, do Paraguai. "Nosso time era fortíssimo. E perdemos a final nos pênaltis. Tivemos o domínio da decisão. Não soubemos matar os jogos."No ano seguinte, o sonho de sua vida foi realizado. "Eu ia em uma kombi abarrotada ver o Palmeiras jogar em Bragança. Não tinha dinheiro para comer naqueles dias. Ficava com fome mas assistia o time do meu coração. Quando o Palmeiras me contratou, me deu a camisa verde com o meu nome, me ajoelhei, chorei e agradeci a Deus. Virou missão da minha vida tirar o meu Palmeiras da Segunda Divisão."Adãozinho lembra das duras que deu em Zinho e Pedrinho, os jogadores mais técnicos. "Eu falei que aquela coisa de toquinho para o lado não iria resolver. Segundona é luta, combate, velocidade, garra. A pressão foi enorme. Mas conseguimos. A festa foi inesquecível."Ele lembra, rindo, do 7 a 2 que o Palmeiras tomou do Vitória. "O Marcos ficou louco da vida, chamando a nossa defesa de 'desgraça'. No vestiário chutou caixa de energético. Eu falei para ele: 'por que você não faz o seu? Ou então vai chutar o centroavante deles. O Marcão olhou para mim. Riu. A raiva passou. Ele foi muito homem. Venceu a Copa do Mundo poderia ter ido para qualquer time, mas ficou para disputar a Segundona com o Palmeiras."

  • Cosme Rímoli

    .'ME DÓI VER O QUE FIZERAM DO SÃO CAETANO. JOGARAM O CLUBE NA QUARTA DIVISÃO'

    16/12/2025 | 1h 52min

    "Engolimos o Fluminense, no Maracanã. Derrubamos o Palmeiras, no Parque Antártica. Eliminamos, tranquilos, o Grêmio, com Ronaldinho Gaúcho e tudo, no Olímpico. Mas aí veio o Eurico Miranda e nos tirou o título brasileiro. Ele e o Caixa D'Água, (Eduardo Viana, então presidente da Federação Carioca). A direção do São Caetano foi ingênua. Perdemos um campeonato que era nosso, por direito. Me revolta até hoje..."Adhemar é o tipo de jogador que faz falta no atual futebol deste país.Espontâneo, sem medo de dizer o que realmente pensa, e não o que seu assessor de imprensa quer."A geração atual não opina de verdade sobre nada. Não participa da vida do clube, da Seleção. Não se envolve. Quer saber de ganhar muito bem, cuidar de sua imagem nas redes sociais e pronto. Futebol para mim sempre foi mergulhar de cabeça."E ele foi um dos principais personagens no time que parou o Brasil entre 2000 e 2004. Com direito à conquista de um Paulista, com Muricy como treinador, vice-campeonato da Libertadores, e dois vices Brasileiros. Com a morte do prefeito de São Caetano, Luiz Olinto Tortorello, no dia 17 de dezembro de 2004, o projeto sofreu um golpe irrecuperável. E logo as Casas Bahia, grande patrocinador, deixou o clube. Estava decretada a morte precoce de um grande clube. Infelizmente, o São Caetano se apequenou, de novo, e atualmente está na Quarta Divisão de São Paulo.'Me dói muito ver o que fizeram com o São Caetano. Não restou nada do que lutamos tanto para conseguir", desabafa Ademar.Dono de um chute fortíssimo, moldado em uma medicine ball (bola de peso) de cinco quilos, que chutava quando era adolescente, de muita velocidade e raça, ele se tornou o jogador inesquecível do São Caetano, vice-campeão do Brasileiro 2000, que tinha o nome de João Havelange."Formamos um time de atletas com fome de vitórias, que queria vencer no futebol. O Jair Picerni soube como tirar o máximo de cada um. E jogávamos de uma forma adiantada no tempo. Com preenchimento de espaço, ataques em blocos, triangulações pelas laterais, marcação alta. Era o 4-3-3 com movimentação que só se veria 20 anos mais tarde. A estratégia estava por trás de um time muito vibrante e talentoso", revela.Foi assim que o time assustou o Brasil, saindo da Segunda Divisão naquele Brasileiro, que permitia o cruzamento de Divisões. E foi derrubando grandes pelo caminho. Fluminense, Palmeiras, Grêmio. E chegou à final contra o Vasco, em São Januário."O Eurico estava contra a Globo, que transmitia o jogo. E colocou o logotipo SBT nas costas dos jogadores. Mais do que isso, superlotou São Januário na final. E o alambrado não suportou tanta gente. E arrebentou. Quase foi uma tragédia, com pessoas caindo umas sobre as outras. Vi um pai carregando uma filha com sangue jorrando pelas costas, uma lança dos alambrados entrou na criança. Muitos torcedores se machucaram. E ele queria seguir com o jogo porque sabia que o São Caetano seria declarado campeão."O jogo não seguiu. "Eurico e o Caixa D'Água conseguiram convencer a CBF que deveria acontecer nova partida. A direção do São Caetano foi ingênua. Desmobilizou o time. Eu já estava vendido para o Stuttgart, da Alemanha. Nós aproveitamos o Natal, comendo, bebendo, nos divertindo com nossas famílias. Estávamos de férias, esperando a CBF nos confirmar campeões do Brasil. O Vasco não ofereceu segurança para a final. O título era nosso. Mas Eurico sabia que iria conseguir nova partida e os jogadores do Vasco seguiram treinando. E foi marcada nova partida, no Maracanã, começando do zero. O Romário já havia sido substituído em São Januário. Só que ele pôde jogar. Foi um absurdo. E perdemos o título.

  • Cosme Rímoli

    'FUI CONVOCADO. GANHEI TÍTULOS. COM UM SEGREDO. NÃO GIRAVA O PUNHO ESQUERDO.'

    09/12/2025 | 2h 5min

    'Ele é o goleiro mais técnico, o que mais treinava. O mais frio, calculista. E o mais corajoso." As definições sobre Velloso foram feitas pelo primeiro preparador de goleiros, o histórico Valdir Joaquim de Moraes. E eu tive a sorte de acompanhar toda a trajetória dele no Palmeiras. Ele surgiu, de repente, para os jornalistas, substituindo Zetti, que havia quebrado a perna. E Ivan, reserva imediato, que lesionou a mão direita. Aos 21 anos, em 1989. Naquele tempo, o Palmeiras tinha uma escola de goleiros excepcional. Mas só apostava nos jogadores vividos. Não em um garoto. Só que a imprensa não sabia que 'aquele garoto' tinha história importante já, com tão pouca idade. Havia sido titular absoluto das Seleções Brasileiras de base. E com direito a um grande drama. "Tive uma lesão gravíssima. Um jogador da Ponte Preta chutou o meu braço esquerdo e rompeu os dois ossos principais. Minha mão foi parar no cotovelo. Foi o pior momento da minha carreira. Fiz uma delicada operação. Não deu certo. Tinha de fazer outra. Queria parar. Minha mãe que me incentivou. Enfrentei a segunda, fiz enxerto ósseo. Deu certo. Mas nunca mais consegui girar o pulso esquerdo. Já treinava mais que todo mundo. Passei a treinar mais para me adaptar. E consegui ser titular pelo Palmeiras e Atlético Mineiro. Ganhei títulos. Fui convocado, joguei na Seleção. E ninguém sabia dessa minha pequena limitação." Era impossível perceber, porque Velloso foi excepcional goleiro. Elogiado até por adversários do quilate de Zico. Viveu o jejum de títulos do Palmeiras. Em 1990, fugiu com seus companheiros, dos torcedores enfurecidos com a eliminação do Paulista, empatando com a Ferroviária. Sem conseguir bater nos jogadores, eles foram ao clube e quebraram a magnífica sala de troféus do Palmeiras. Mas a volta por cima veio em 1993, com a conquista do Paulista, fim da seca de títulos. 'Os torcedores invadiram nosso ônibus fizeram uma festa inesquecível. Maravilhosa." Velloso nasceu em uma família palmeirense de Araras. 'Parecia um sonho. Meu pai me levava para assistir jogos do Palmeiras. E, depois, eu estava lá. Dentro do campo, defendendo o nosso time. Futebol me fez muito feliz.' O destino foi irônico. Da mesma maneira que ele admirava e copiava os gestos técnicos de Zetti, surgiu outro goleiro que o imitava em tudo. E que se tornou seu grande amigo, apesar de rivais: Marcos. "Nossa relação sempre foi incrível. De amizade mesmo. A gente competia de uma maneira muito leal. Assim também como o Sérgio, muito amigo. Situação rara no futebol." A amizade era tanta que Velloso forçou um cartão amarelo para que Marcos estreasse na partida que ambos haviam combinado: contra o Botafogo, no Parque Antártica. O titular foi além. Disse que o cobrador de pênaltis do Botafogo era Paulo César. E ele só cobrava no canto direito. E foi o que aconteceu. Marcos estreou e já defendendo pênalti, começando sua história no Palmeiras. Velloso só sofreu com o então presidente Mustafá Contursi. Enquanto os jogadores da Parmalat recebiam dez, vinte vezes seu salário, ele se submetia a um teto baixo, do Palmeiras, criado por Mustafá. 'Éramos eu e o Galeano. Uma injustiça tremenda.' Inconformado exigiu ser emprestado. E foi parar no União São João e no Santos. Com grandes atuações, o Palmeiras não aceitou vendê-lo. Mas o destino foi irônico com Velloso. Convocado para a Seleção Brasileira, ele foi participar de um rachão, jogo de brincadeira entre os jogadores. E Velloso acertou um chute muito forte no pé de Marcos. Resultado. Velloso quebrou o pé. Não pode ir para a Seleção. "Foi o próprio Marcos que me levou para o hospital. Ele empurrando a cadeira de rodas", relembra, sorrindo. Irritado com a situação que vivia no Palmeiras, recebendo muito menos que os jogadores da Parmalat, ele falou a Felipão que iria embora.

  • Cosme Rímoli

    'FIZ HISTÓRIA NO SANTOS E NO SÃO PAULO. TELÊ NÃO DEIXOU NA SELEÇÃO.'

    02/12/2025 | 2h 13min

    'A dez do Pelé tem de ser deste menino!'A frase foi dita de um gênio para outro gênio. Ailton Lira fez questão de passar a 'sua' camisa 10 para Edivaldo Oliveira Chaves. E passou a jogar com a 8.Quem é Edivaldo? É Pita, apelido que recebeu do pai, que foi impedido pela mãe de colocar o nome que desejava, Epitácio. Nascido em Nilópolis, no Rio de Janeiro, criado em Cubatão, desde menino impressionava quem o via com a bola nos pés."Eu não sabia o que acontecia. Simplesmente antevia o lance. Antes de a bola chegar, já tinha pensado a jogada. Visto onde estavam meus marcadores, os meus companheiros. E calculado o espaço para driblar o lançar. Realmente foi um dom que eu sempre tive. E também nunca tentei driblar para aparecer, sempre fui objetivo. Driblava para frente, para o melhor para o meu time buscar o gol.""Eu devo pelo menos metade dos meus salários no Santos para o Pita. A bola mal chegava nele e eu já sabia. Vinha coisa boa. Ou ele rasgava a defesa driblando ou dava seus lançamentos perfeitos. Para mim, para o João Paulo ou para o Nilton Batata. O Pita era sensacional", resume Juary.O meio-campo do Santos, dos Meninos da Vila, era fabuloso. Não existe outra palavra para definir. "Éramos o Clodoaldo, Ailton Lira e eu. O encaixe da técnica com a coordenação. O time era excelente. Quebramos o tabu, vencendo o Paulista de 1978. Os santistas tinham medo de que o time não venceria mais nada, depois que o Pelé foi embora, em 1974. A cobrança era enorme."Em compensação, quando o time foi campeão, a festa que Pita assistiu segue inesquecível. "Foi uma loucura. Torcedores vestidos só de fraldas e tomando mamadeira, em homenagem aos 'Meninos da Vila'. Foi fantástico", relembra. Foi vice-campeão brasileiro de 1983. "Perdemos para o Flamengo do Zico. E para o Arnaldo Cezar Coelho, o juiz. Na partida final, perdi a ingenuidade no futebol.'Pita marcou gols de pura técnica, driblando vários adversários no Santos. E, em 1984, foi para o São Paulo. Trocado por Zé Sérgio e Humberto. "Queria sair. E encontrei no Morumbi outro time sensacional. Os Menudos. Muller, Silas, Sidney. E o Careca. Foi maravilhoso. Ganhamos dois Paulistas e um Brasileiro." Pita estava jogando melhor ainda.Relembra, magoado, do estranho desprezo de Telê Santana. "Eu merecia muito ter disputado uma Copa. Na de 1982, tudo bem. Havia muitos jogadores talentosos. Mesmo assim, eu poderia ter ficado no grupo. Mas a de 1986 é inaceitável. Estava no auge. Não sei o que o Telê tinha contra mim." O meio-campo do Brasil na Copa foi Elzo, Alemão, Sócrates e Júnior, improvisado na meia. Zico estava lutando com uma contusão gravíssima no joelho direito.Pita admite que foi um erro ir para o Strasbourg. 'Me precipitei. Fui para um time pequeno francês, que lutava para não cair. Sai do poderoso São Paulo para uma equipe que só se defendia." Mesmo assim, seu talento o fez ser comparado a Platini.O meia errou de novo, voltando para o Brasil, para jogar no Guarani. Depois atuou no Fujita, Nagoya Grampus. Encerrou a carreira na Inter de Limeira. Ganhou a Copa São Paulo como técnico e como coordenador da base do São Paulo. Mudou a posição de Kaká, que era centroavante, e passou a ser meia. Júlio Baptista também queria ser centroavante e passou a ser volante. Teve uma passagem pela base do Santos, onde descobriu o zagueiro Alex, entre outros.Aos 67 anos, Pita quer voltar a trabalhar com garotos na base.Tem muita saudade do futebol.Na verdade, é o futebol que tem muita, mas muita, saudade de Pita...REDE SOCIALInstagram: @cosmerimoli

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Sobre Cosme Rímoli

Jornalista esportivo Cosme Rímoli entrevista grandes nomes do universo do esporte em um bate-papo sobre o que rola dentro e fora de campo.
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