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Cosme Rímoli

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  • Cosme Rímoli

    BERNARDO: 'FALTA PERSONALIDADE NOS JOGADORES DE HOJE EM DIA. ME IMPUS POR ONDE PASSEI'

    14/07/2026 | 1h 50min
    'Um dos melhores volantes que treinei. Vigoroso, técnico, inteligente. Tanto que foi para o Bayern, da Alemanha.'
    Telê Santana
    'Ele era fo... Anulava o melhor adversário. Na bola e no peito. Não tinha conversa. Na final da Copa do Brasil, o Felipão não deixava os adversários aquecerem no gramado. Trancava a porta que dava acesso ao campo. E colocava dois seguranças. O Bernardo não quis nem saber. Quebrou a porta. Foi para cima dos seguranças, que fugiram. Aquecemos no gramado e fomos campeões contra o Grêmio no Olímpico. Bernardo jogava para ca... E ninguém botava banca com ele."
    Marcelinho Carioca
    Bernardo Fernandes da Silva exala carisma, liderança e personalidade forte, aos 61 anos, como mostrou durante toda a sua carreira. Segue o mesmo com a imprensa. Sério, sabe que teve uma carreira não só vitoriosa, como pioneira. Enfrentou com firmeza todo o racismo da Alemanha reunificada. Mesmo tendo sido comprado pelo clube mais rico, mais poderoso, o Bayern.
    "Sou negro, com orgulho. Nunca admiti que racista nenhum me humilhasse. Na Alemanha, na Holanda. Por onde eu passei. Assim como no Brasil. Que ninguém se engane. O país segue sendo muito racista."
    Dentro do campo, Bernardo teve uma carreira invejável. "O futebol mudou minha vida. Me fez crescer financeiramente e como pessoa. Eu era 'almoceiro', entregava almoços, de cavalo, para as pessoas que trabalhavam na roça, na fazenda, no Interior de São Paulo. Conheci o mundo graças ao futebol. E pude ter acesso à cultura, entender como o mundo funciona. Principalmente para os negros."
    Bernardo era um volante que tinha excelente visão de jogo, técnico, ótimo no cabeceio. Mas ganhou fama como marcador. 'Não dava espaço mesmo. O futebol permitia, nas décadas de 80 e 90, maior contato físico. E eu chegava mesmo. Protegia a zaga. Não dava brecha.' Se destacou na Francana. De lá, surgiu o Marília. E o São Paulo ganhou a concorrência do Corinthians. 'Meu pai, que tinha uma personalidade mais forte que a minha, tinha fechado com o Corinthians. Mas o Vicente Matheus deu um 'chá de cadeira' de horas para atendê-lo. Ele esperou e fez questão de dizer ao presidente que eu não ficaria no Parque São Jorge. Por falta de respeito com ele, pelo Matheus não ter nos recebido no horário. Fui muito feliz no São Paulo, com o Cilinho. Montamos um time fantástico. Depois com o Telê Santana. Não fiquei para as Libertadores e para os Mundiais porque o Bayern me comprou."
    Na Seleção Brasileira, teve uma passagem marcante. "Era o melhor volante do Brasil. O Carlos Alberto Silva me chamou para o Pré-Olímpico. Mas ele preferia um outro, o Douglas. O que era uma injustiça. Douglas acabou expulso. E o Carlos Alberto me falou que eu iria jogar. Veio me abraçar. Não aguento falsidade. E o empurrei. Joguei. E muito bem, um dos melhores da Seleção. Conseguimos a vaga. Mas nunca mais fui convocado."
    Marcante também foi seu retorno ao futebol paulista, depois do Bayern, América do México, Vasco. "Estava com 30 anos e cheguei desacreditado. Falaram que eu estava acabado, pela idade. O que me deu mais vontade ainda de vencer. Fui titular e peça importante para a Copa do Brasil, o Paulista e o Ramón de Carranza."
    Depois do final de carreira, Douglas se tornou um empresário importante. E agora trabalha com atletas do exterior, preferencialmente negros. "Eu sei as dificuldades que vivi e procuro orientar os jovens jogadores para se fortalecerem e enfrentar esse mundo do futebol que é muito cruel."
  • Cosme Rímoli

    MACEDO: 'MUDEI A HISTÓRIA. ABRI O CAMINHO PARA O SÃO PAULO GANHAR AS LIBERTADORES E OS MUNDIAIS.'

    04/07/2026 | 1h 55min
    Ele reinventou a própria vida.
    "Não aceitei ser cortador de cana e seguir comendo banana verde com farofa. Muito menos ter uma geladeira amarrada com arame. O futebol era a minha única salvação. Dei minha vida em campo e consegui uma carreira vencedora. Mais do que isso, tirar a minha família da pobreza. Meus pais eram analfabetos. Sofreram muito", resume, emocionado, Macedo.
    Seu talento não passou despercebido pelo São Paulo. Telê Santana pediu a sua contratação junto ao Rio Branco, de Americana.
    "Cheguei com 20 anos e me deslumbrei. De repente eu era conhecido, as tevês e os jornais imploravam por entrevistas. Não havia como não se deixar contaminar. Pirei."
    E Macedo pirou mesmo. "Comprei um carro novo, vi a foto gigante de uma cantora americana. Pediu para a loja seis pôsteres e colei nas portas, no capô, no teto do carro. E fui para a concentração. O Telê ficou tão louco, que me mandou tirar as fotos e devolver o carro. Exigiu que eu comprasse uma casa para os meus pais", diz, rindo.
    A mais conhecida situação é a o do seu cabelo dreadlock. Levei dez horas para mandar fazer o penteado. Dez horas. Foi o ex-lateral Vitor quem me levou para o salão. Paguei caro. Quando o Telê viu ficou histérico. 'Tire essa trança já. Ou não vai jogar mais no São Paulo." Levei mais três horas tirando.
    Macedo agradecer muito o quanto Telê Santana desenvolveu seu futebol. E relembra duas situações limites.
    A primeira foi na Libertadores. O São Paulo havia perdido o primeiro jogo contra o Newell's Old Boys. E precisava vencer no Morumbi. "O jogo estava 0 a 0 e íamos perdendo o título. O Telê me pôs em campo, de tanto que a torcida pediu. O jogo estava dificílimo. Até que entrei na área, com personalidade, decidido a fazer o gol. Se toco a bola, como o Telê queria, não teria sido derrubado. Pênalti.O Rai bateu e marcou. Fomos para a decisão por pênaltis e ganhamos a primeira Libertadores. Eu sou muito responsável pelo São Paulo valorizar e engatar as conquistas da Libertadores e dos Mundiais."
    A outra passagem fundamental foi quando Telê o indicou para a Seleção Brasileira pré-Olímpica. "Cheguei lá e era uma bagunça só. O Ernesto Paulo era o técnico e só defendia os cariocas. Não tive dúvida. Abandonei a Seleção e voltei para o São Paulo. O Telê ficou tão revoltado que decidiu me deixar no banco de reservas. Aí chegou o Palhinha, o time encaixou. E me dei mal. Errei feio."
    Macedo ainda cometeria outro erro dolorido. "Fui emprestado para o Cadiz, da Espanha. Me sentia muito sozinho. Havia outros clubes na Espanha que me queriam, mas forcei a barra e voltei ao Brasil. Minha vida financeiramente seria outra, se eu tivesse ficado."
    Ele jogou pelo Cruzeiro. Fez sucesso no Santos. Quase vai parar na Seleção Brasileira. Grêmio.
    "Eu tive dois encontros fantásticos. O primeiro foi com Ronaldo Fenômeno começando no Cruzeiro. Viramos amigos, parceiros. Vi um gênio nascer para o futebol. Fizemos várias farras. Depois, vi outro. Ronaldinho Gaúcho. A mesma coisa. Parceria, amizade e farras. Minha carreira daria um livro espetacular."
    Livro, por enquanto, não.
    Mas a entrevista exclusiva com Macedo,
    Há espaço para risadas, surpresas...
    E algumas lágrimas...
  • Cosme Rímoli

    ROGÉRIO: 'VENCI A LIBERTADORES COM O PALMEIRAS. E HOJE NÃO POSSO ENTRAR NO CLUBE E NEM NO ESTÁDIO'.

    30/06/2026 | 2h 4min
    Eram 36 minutos do primeiro tempo.
    Morumbi lotado.
    Final do Brasileiro de 2002.
    36 minutos do primeiro tempo.
    A partida entre Corinthians e Santos estava 0 a 0.
    Robinho pega a bola e parte, pela ponta esquerda, para cima, com a bola dominada.
    Era um contragolpe em velocidade.
    Gingando ele dá oito pedaladas até ser derrubado, pênalti indiscutível.
    A partir desse lance, Rogério ficou marcado.
    "As pedaladas do Robinho não me definem. Nem a minha carreira. Sou um vencedor. Ganhei a Libertadores com o Palmeiras, Duas Copas do Brasil. Mercosul. Fui convocado para a Seleção Brasileira. Uma parte da imprensa foi muito maldosa comigo. Tentaram até me chamar de Rogério Pedalada. Enorme injustiça por tudo que fiz no futebol", desabafa Rogério. "Poderia ter dado um pontapé nele no início da jogada, mas nunca fui violento. O erro foi não perceber que ele já havia chegado na área. Demorei para dar o bote porque ninguém me avisou onde estávamos.Mas a jogada dele foi maravilhosa. Minha carreira seguiu e até melhor depois daquele lance."
    E ele tem razão. Foi um excelente jogador. Tanto como lateral, como volante. Na goleada por 5 a 0 contra o União São João de Araras, Vanderlei Luxemburgo seu talento diferenciado. E mandou contratá-lo. "Foi uma grande felicidade. Cheguei no Palmeiras e me adaptei muito bem. Fui muito feliz com ele e também com o Felipão. O auge foi a Libertadores que ganhamos nos impondo diante dos adversários. Foi incrível."
    Rogério, no entanto, não estava feliz. Ganhava muito pouco. Havia enorme diferenciação entre jogadores da Parmalat e do Palmeiras. ' Foram anos ganhando menos.Tive propostas de outros clubes, principalmente do Grêmio, para me pagar bem mais. Fui pedir um reajuste ao então presidente Mustafá Contursi. Ele me ofereceu pouquíssimo a mais. E falou que se não aceitasse, não iria jogar no Palmeiras e nem em lugar nenhum."
    Rogério ficou muito magoado com a falta de reconhecimento. De consideração. Com a ameaça. Decidiu entrar na Justiça e conseguiu a liberdade.
    E seu empresário o levou para onde? Para o Corinthians. "Eu estava sem ganhar nada há meses. Aceitei. Depois, quando cheguei e me vi no rival do Palmeiras pensei: o que estou fazendo aqui? Mas fui para lá, que também foi enorme honra jogar pelo Corinthians, empurrado pelo Palmeiras. Dei o meu máximo. Fizemos excelentes campanhas. Ganhamos uma Copa do Brasil, dois Paulistas e um Rio-São Paulo."
    Rogério foi tão bem que acabou comprado pelo Sporting, de Portugal.
    Lá viveu um drama enorme. 'Minha mãe foi sequestrada. Foi desesperador. Não sabia o que fazer. Foram momentos terríveis. Até que a Polícia conseguiu descobrir o cativeiro e prendeu os bandidos. A trouxe para Portugal. O nosso reencontro foi inesquecível. Abraçá-la de novo foi algo marcante. Inexplicável a minha felicidade."
    Rogério acredita que o grande erro na carreira foi ter voltado para o Brasil. A direção do Sporting queria que eu ficasse. Mas fui convencido a jogar no Fluminense. Não cumpriram nada do que me prometeram. Perdi dinheiro. E ainda tive uma séria lesão. Foi o começo do final da carreira.
    Rogério começou a carreira de treinador, não gostou da enorme pressão psicológica, cobranças. Desistiu.
    Faz partidas exibições pelo Brasil.
    Só tem uma mágoa no futebol. E não é com Robinho. 'Ser persona non grata no Palmeiras. Não posso pisar lá porque joguei no Corinthians. Houve a despedida do Marcos e a festa de 20 anos da conquista da Libertadores. Era titular e não fui convidado. Aliás fui avisado para não ir. Fico triste porque dei o meu melhor para o Palmeiras, como fiz pelo Corinthians. Se eu saí é porque não tiveram consideração comigo. Mas a vida segue. E eu estou muito feliz e orgulhoso pelo que consegui no futebol."
  • Cosme Rímoli

    JÚNIOR: 'OS TÉCNICOS BRASILEIROS MATARAM OS NOSSOS LATERAIS. ESSE É O PROBLEMA.'

    23/06/2026 | 1h 46min
    Bicampeão do mundo.Chegou à decisão três vezes.A primeira perdeu com o Palmeiras.Foi pentacampeão com a Seleção da família Scolari.E tricampeão do mundo vestindo a camisa do São Paulo.Jogador tão talentoso quanto subestimado.Jenilson Angelo de Souza fez história. Teve uma carreira assustadoramente vitoriosa. Filho de uma família muito pobre, era um dos dez irmãos. Viu no futebol a 'salvação' da família. Era ponta esquerda, muito talentoso. Até que foi improvisado na lateral esquerda. Nunca mais deixou a posição. "Me achei. Porque tinha habilidade e velocidade para jogar pelo lado do campo. Era o desafogo nos contragolpes. Sempre fui rápido. Os grandes times campeões sempre tiveram laterais importantes. E eu sei que fui um deles. Tinha de ser. Consegui ajudar meus pais e todos meus irmãos. O futebol foi o meio."Júnior fez muito sucesso ao surgir no Vitória. Foi contratado pelo Palmeiras com uma missão 'quase impossível', mas que não titubeou para aceitar. "Fui contratado para substituir Roberto Carlos. Quando eu cheguei, de camisa estampada, chinelo, franzino, o Müller me sacaneou. 'Esse aí vende camisas no Brás. Como é que vai jogar no lugar do Roberto Carlos?' Mas a verdade é que o Müller virou meu grande amigo. E fizemos muito estrago pelo lado esquerdo do Palmeiras. Ele teve de dizer: 'Baiano, você é demais!'Foi Vanderlei Luxemburgo quem apostou no seu futebol. Mas foi Felipão que o levou ao título da Libertadores. Mas na decisão do Mundial o fez chorar de medo."Ele mostrou tanto vídeo do Beckham decidindo jogos pelo Manchester United que eu fiquei impressionado. Um dia acordei chorando de medo, raiva. Sentia que iria ser o responsável pelo Palmeiras não ganhar o Mundial. Acordei o Zinho, o Sampaio. Só sosseguei quando o Cléber me deu um aparelho de música com salmos. No fim, anulei o Beckham. E nós tomamos o gol pelo outro lado", diz, rindo.Felipão o levou para a Seleção. 'Fui reserva do Roberto Carlos, que é uma pessoa sensacional. E o melhor lateral esquerdo da história. Entrei contra Costa Rica, dei assistência e fiz gol. Fiquei animado. Mas o Vampeta, que é meu irmão, me sacaneou. 'Se enxerga. Você não vai tomar a posição do Roberto Carlos nunca. E ele tinha razão."Pentacampeão do mundo, foi para o Parma. Ganhou a Copa da Itália, marcando o gol decisivo na final. Queria voltar para o Palmeiras. "Mas o então presidente Mustafá Contursi falou que não tinha dinheiro para me pagar. Fui magoado. Acabei indo para o São Paulo, que foi excelente. Ganhei a Libertadores e o Mundial de Clubes."Júnior é muito claro em relação à atual Seleção que joga a Copa do Mundo. "Vou ser claro: o Brasil não tem laterais. Como vai ganhar a Copa?", pergunta, irritado. "Os técnicos brasileiros mataram os laterais ofensivos, que foi sempre o nosso diferencial. Esse é o problema."Aos 53 anos, Júnior é muito requisitado para jogos de exibição. Avesso a entrevistas, desta vez, ele não se segurou. E fez vários desabafos. E contou histórias inéditas.Deixou ainda mais claro o quanto o futebol o subestimou...
  • Cosme Rímoli

    JOÃO CANALHA: 'SAÍ DA ESPN. E NUNCA MAIS ME DERAM EMPREGO. PORQUE O BRASIL ESTÁ DIVIDIDO.'

    16/06/2026 | 1h 25min
    João Carlos Albuquerque. Revolucionário, irônico, inteligente. Foi muito além da apresentação esportiva. Tirou o telespectador da apatia de apenas acompanhar o noticiário.Apaixonado por cinema, transformou, em quem se deliciava a assistir a ESPN, em cúmplice. Ativo. Com direito a voz. E a ser profundamente provocado."Entendi que a televisão precisa de interação. Nada de o apresentador ficar horas lendo notícias. Comigo, não. Fiz questão de questionar, dar voz a quem gosta de esporte. Inclusive para me criticar, xingar. Me xingavam, mas ouviam de volta", relembra, sorrindo, como um garoto.E, sim, a palavra mais usada foi a que se tornou seu 'sobrenome'. 'Canalha.'João Carlos foi moldado no rádio e na emoção. Seu pai, narrador e advogado. A mãe, atriz. Nascido em Brotas, se tornou repórter esportivo em Santos, convivendo intimamente com o melhor time de todos os tempos. Batia bola com Pelé, Edu, Clodoaldo. Seu poder à frente do microfone e o fisionomia de galã italiano o levaram para a televisão. Cobriu Copas do Mundo. Questionador por natureza, logo teve programa na rádio onde cobrava políticos pela melhoria do país.Mas o Brasil o descobriu de vez na ESPN. Ficou de 1995 a 2019."Foi um período muito revolucionário. O José Trajano era o meu chefe e ele dava espaço para que fôssemos muito além do esporte. Contextualizávamos, mostrávamos o Brasil de verdade. O que sempre esteve atrás da organização do futebol, por exemplo."'Canalha' foi o termo que consagrou para atacar dirigentes, primeiro. Depois, passou a ironizar a todos. Até mesmo o humorista Jô Soares foi chamado de Canalha e acabou se tornando amigo de João Carlos."Foi tudo muito bom. Até que o Brasil se dividiu politicamente. E não teve mais espaço para mim, que sempre contestei a maneira que o Brasil e o brasileiro são tratados. Nunca mais fui chamado para trabalhar no esporte."E como nunca fui de guardar dinheiro, não estou pobre. Estou muito pobre!', diz, sorrindo, irônico.João canta muito bem e participou do programa 'The Voice Brasil', em 2021. Os colegas jornalistas esportivos torceram muito por ele. Quem o conhece se torna seu amigo, seu fã.Não ganhou. Mas segue cantando nos bares da vida. Cantando, contando suas histórias e escrevendo um interminável livro sobre cinema italiano, sua paixão.O sorriso maroto, as provocações, o raciocínio fulminante seguem como marca registrada. Ele desafia até seu RG.Impossível acreditar que daqui oito dias completará 71 anos.O jornalismo esportivo desse país sente muita falta desse 'Canalha'...
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Jornalista esportivo Cosme Rímoli entrevista grandes nomes do universo do esporte em um bate-papo sobre o que rola dentro e fora de campo.
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