396 episódios
- Os Estados Unidos são o país com maior número de judeus na diáspora - quer dizer, tirando Israel, é onde mais tem judeus no mundo. São cerca de 7 milhões de judeus no país. E por serem tantos, parte da cultura judaica foi incorporada à cultura norte-americana. Termos em iidish são gírias, piadas judaicas aparecem nas séries e filmes produzidos em Hollywood e dificilmente um judeu vai ouvir um comentário como “nossa, você é o primeiro judeu que eu conheço”. Mas há quem diga que a “era de ouro” dos judeus norte-americanos chegou ao fim.
Nossa convidada hoje é Stephanie Kestelman, ela é phD em Economia na universidade de Harvard, mora nos Estados Unidos desde 2012 e já morou na Pensilvânia, em Nova York, Massachusetts e, agora, mora em Washington DC. Aqui no Brasil, ela cresceu inserida na comunidade judaica, foi de movimento juvenil, e sempre tentou estabelecer uma vida judaica por onde passou. E compartilha sua vivência de 14 anos nos Estados Unidos. - Brasil e Israel vão às urnas com poucas semanas de diferença, e chegam a essas eleições sem embaixador um no país do outro. São Paulo, que abriga a maior comunidade judaica brasileira, também está sem cônsul israelense. A relação que começou em 1947, com o Brasil presidindo a Assembleia da ONU que aprovou a partilha da Palestina, hoje se resume a cargos vazios.
Hoje a gente reconstrói esse caminho: de 1947 à viagem de Lula em 2010, até o impasse atual, e o que ele significa na prática pra quem depende desses serviços. Com a gente, direto de Israel, a jornalista Daniela Kresch, correspondente do IBI - Um meme que circula pela internet diz: “Claro que eu sou uma pessoa que resolve problemas. Eu não posso culpar os judeus por todos os meus erros”. A piada toca em algo muito real: sempre que surge uma crise, um escândalo ou um acontecimento difícil de explicar, não demora para aparecer alguém apontando o dedo para os judeus ou para Israel.
Crise em Ceuta? Culpa de Israel. George Soros e a tentativa de fazer do mundo comunista? Culpa dos judeus. Caso Epstein? Só podia ser judeu. SEMPRE que algo absurdo acontece no mundo, surge alguém pra dizer que foi tudo um plano orquestrado por judeus. Claro, esse fenômeno não é uma grande novidade: podemos lembrar pelo menos dos protocolos dos sábios de sião na Rússia Czarista. Mas de onde vem essas associações? Recebemos hoje Karl Schurster, pós-doutor em História pela Universidade Livre de Berlim. Pesquisador do CNPq e assessor do Instituto Brasil Israel. - Enquanto a guerra contra o Irã e no sul do Líbano continua ocupando boa parte das manchetes, outra região vive uma escalada de violência: a Cisjordânia. Nos últimos meses, aumentaram os ataques de colonos contra palestinos, cresceram os confrontos envolvendo forças de segurança israelenses e lideranças políticas passaram a alertar para o risco de agravamento da situação. Dados divulgados recentemente mostram que os crimes nacionalistas cometidos por judeus israelenses na Cisjordânia cresceram cerca de 50% apenas no primeiro semestre deste ano. Além disso, episódios recentes deixaram mortos palestinos e israelenses e reacenderam o debate sobre os assentamentos, a violência dos colonos e o futuro político da região.
Hoje a gente vai conversar com Rafael Arkader, brasileiro que mora em Israel e militante do movimento Omdim Beiachad, que vai nos ajudar a entender o que está acontecendo na Cisjordânia, por que a violência tem aumentado nos últimos meses e quais são as implicações desse cenário para o futuro das relações entre israelenses e palestinos. - No episódio extra desta semana, Anita Efraim conversa com Breno Isaac Benedykt , curador da coleção A Questão Judaica Contemporânea, sobre o lançamento do livro "Depois do 7 de outubro: Ensaios sobre a condição judaica."
A obra reúne reflexões sobre identidade judaica, antissemitismo, sionismo, Gaza e os desafios da experiência judaica contemporânea. Durante a conversa, Breno apresenta a proposta da coleção, fruto de uma parceria entre o Instituto Brasil-Israel e a Editora Perspectiva, e fala sobre o evento de lançamento do livro Depois do 7 de outubro: Ensaios sobre a condição judaica.
O encontro acontece neste sábado, 8 de agosto, às 16h, no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP), com a participação de Ilana Feldman, Daniel Douek, Betty Fuks e Daniel Feldmann, e mediação de Lia Vainer Schucman.
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Sobre E eu com isso?
O 'E eu com isso?' é o podcast do Instituto Brasil-Israel. Com convidados diferentes, aprofundamos questões religiosas, éticas, políticas e sociais, sempre evitando análises rasas e estereótipos vazios.
Anita Efraim é jornalista, mestre em comunicação política pela Universidad de Chile e santista.
Amanda Hatzyrah é professora e pesquisa temas relacionados à literatura e cultura judaica, língua hebraica e sociedade israelense, na Universidade de São Paulo.
João Torquato é músico ativista do movimento negro e pesquisa os conflitos que se originaram a partir da desintegração da Iugoslávia.
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