399 episódios
- Antes de tudo, Shaná tová! E gmar chatimá tová. Estamos em meio a um importante momento do calendário judaico: iamim noraim, os dias entre Rosh Hashaná, o ano novo, e Iom Kipur, o dia do perdão. Hoje, vamos falar sobre esse momento de introspecção, reflexão e mudanças.
Hoje, a gente vai falar também com quem decidiu justamente neste período do calendário mudar tudo - mudar de vida, de país, de perspectiva. Nosso João Torquato acaba de se mudar pra Israel e vai contar pra gente como está sendo celebrar os chaguim por lá, além de trazer reflexões sobre esse período tão relevante do nosso calendário. - Quando falamos em comédia judaica, muitas das nossas referências vêm de fora, sobretudo dos Estados Unidos. O país abriga uma das maiores comunidades judaicas da diáspora e, ao longo do século XX, essa presença deixou marcas profundas na cultura americana, do cinema e da televisão ao stand-up e à literatura.
De Seinfeld a Long Story Short, passando por uma longa tradição de comediantes de stand-up, são inúmeras as produções em que experiências, referências e personagens judaicos aparecem como matéria-prima para o humor. Mas, quando pensamos em comédia judaica brasileira, a memória talvez não seja tão imediata. Será que ela existe, mas é menos reconhecida como tal? Ou será que, de fato, temos uma produção menor nesse campo? E, afinal, o que faz uma comédia ser considerada judaica? Para conversar sobre essas questões, recebemos hoje dois convidados que estão justamente pensando e fazendo comédia judaica no Brasil: Kika Hamaoui, roteirista de comédia e diretora, e Yuri Gofman, comediante, roteirista e diretor. Ambos são idealizadores do projeto Kosher, The Comedy. - No dia 30 de agosto, em um jogo de futebol, um menino corintiano foi ao estádio assistir ao jogo entre Corinthians e Santos. Além de corintiano, ele era muito fã do Neymar. Ele e os pais levaram uma faixa pedindo a camisa do jogador e deu certo: o garoto saiu do estádio com a blusa do camisa 10 do Santos. Mas, além de sair com a camisa, ele e a família saíram escoltados pela polícia dada a hostilidade de outros corintianos contra a criança, que queria a camisa do rival.Talvez você esteja se questionando: se eu dei play num podcast sobre judaísmo e judeidade, por que eu estou ouvindo sobre futebol? Porque essa história horrorosa serve também como reflexão. É fácil condenar ataques de adultos contra uma criança, mas e quando esse extremismo e violência vem de nós mesmos?
Pra refletir sobre esse assunto hoje, nós convidamos o Henry Gherson, diretor voluntário da Comunidade Shalom e alguém que se vê apartado do que convencionamos a chamar de “comunidade judaica” devido à uma violência interna que parece ter aumentado nos últimos anos. - Os Estados Unidos são o país com maior número de judeus na diáspora - quer dizer, tirando Israel, é onde mais tem judeus no mundo. São cerca de 7 milhões de judeus no país. E por serem tantos, parte da cultura judaica foi incorporada à cultura norte-americana. Termos em iidish são gírias, piadas judaicas aparecem nas séries e filmes produzidos em Hollywood e dificilmente um judeu vai ouvir um comentário como “nossa, você é o primeiro judeu que eu conheço”. Mas há quem diga que a “era de ouro” dos judeus norte-americanos chegou ao fim.
Nossa convidada hoje é Stephanie Kestelman, ela é phD em Economia na universidade de Harvard, mora nos Estados Unidos desde 2012 e já morou na Pensilvânia, em Nova York, Massachusetts e, agora, mora em Washington DC. Aqui no Brasil, ela cresceu inserida na comunidade judaica, foi de movimento juvenil, e sempre tentou estabelecer uma vida judaica por onde passou. E compartilha sua vivência de 14 anos nos Estados Unidos. - Brasil e Israel vão às urnas com poucas semanas de diferença, e chegam a essas eleições sem embaixador um no país do outro. São Paulo, que abriga a maior comunidade judaica brasileira, também está sem cônsul israelense. A relação que começou em 1947, com o Brasil presidindo a Assembleia da ONU que aprovou a partilha da Palestina, hoje se resume a cargos vazios.
Hoje a gente reconstrói esse caminho: de 1947 à viagem de Lula em 2010, até o impasse atual, e o que ele significa na prática pra quem depende desses serviços. Com a gente, direto de Israel, a jornalista Daniela Kresch, correspondente do IBI
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Sobre E eu com isso?
O 'E eu com isso?' é o podcast do Instituto Brasil-Israel. Com convidados diferentes, aprofundamos questões religiosas, éticas, políticas e sociais, sempre evitando análises rasas e estereótipos vazios.
Anita Efraim é jornalista, mestre em comunicação política pela Universidad de Chile e santista.
Amanda Hatzyrah é professora e pesquisa temas relacionados à literatura e cultura judaica, língua hebraica e sociedade israelense, na Universidade de São Paulo.
João Torquato é músico ativista do movimento negro e pesquisa os conflitos que se originaram a partir da desintegração da Iugoslávia.
Site de podcastOuça E eu com isso?, 18Forty Podcast e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

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