400 episódios
- ÁUDIO ATUALIZADO!
A relação entre Israel e a diáspora sempre esteve no centro do movimento sionista. Mas, nos últimos anos, essa relação passou por transformações importantes, impulsionadas pelas mudanças na sociedade israelense, pelos desafios enfrentados pelas comunidades judaicas ao redor do mundo e pelos debates sobre o futuro do próprio sionismo. O que significa ser sionista fora de Israel em 2026? Como as comunidades judaicas da diáspora se relacionam com os debates políticos israelenses? E qual é o papel dessas comunidades na construção do futuro do movimento sionista?
E hoje vamos conversar sobre o papel da diáspora no movimento sionista, os desafios de representar comunidades judaicas espalhadas pelo mundo e a importância de espaços como o Congresso Sionista para essa discussão. Para isso, recebemos Mariana Temido Cohen, Diretora Executiva da União Mundial dos Sionistas Progressistas , a UPZ, e Coordenadora de Hagshamá, do movimento mundial Hashomer Hatzair. Com uma trajetória construída entre Brasil, América Latina e Israel, Mariana dedica seu trabalho justamente a fortalecer essa ponte entre Israel e as comunidades judaicas da diáspora. - Antes de tudo, Shaná tová! E gmar chatimá tová. Estamos em meio a um importante momento do calendário judaico: iamim noraim, os dias entre Rosh Hashaná, o ano novo, e Iom Kipur, o dia do perdão. Hoje, vamos falar sobre esse momento de introspecção, reflexão e mudanças.
Hoje, a gente vai falar também com quem decidiu justamente neste período do calendário mudar tudo - mudar de vida, de país, de perspectiva. Nosso João Torquato acaba de se mudar pra Israel e vai contar pra gente como está sendo celebrar os chaguim por lá, além de trazer reflexões sobre esse período tão relevante do nosso calendário. - Quando falamos em comédia judaica, muitas das nossas referências vêm de fora, sobretudo dos Estados Unidos. O país abriga uma das maiores comunidades judaicas da diáspora e, ao longo do século XX, essa presença deixou marcas profundas na cultura americana, do cinema e da televisão ao stand-up e à literatura.
De Seinfeld a Long Story Short, passando por uma longa tradição de comediantes de stand-up, são inúmeras as produções em que experiências, referências e personagens judaicos aparecem como matéria-prima para o humor. Mas, quando pensamos em comédia judaica brasileira, a memória talvez não seja tão imediata. Será que ela existe, mas é menos reconhecida como tal? Ou será que, de fato, temos uma produção menor nesse campo? E, afinal, o que faz uma comédia ser considerada judaica? Para conversar sobre essas questões, recebemos hoje dois convidados que estão justamente pensando e fazendo comédia judaica no Brasil: Kika Hamaoui, roteirista de comédia e diretora, e Yuri Gofman, comediante, roteirista e diretor. Ambos são idealizadores do projeto Kosher, The Comedy. - No dia 30 de agosto, em um jogo de futebol, um menino corintiano foi ao estádio assistir ao jogo entre Corinthians e Santos. Além de corintiano, ele era muito fã do Neymar. Ele e os pais levaram uma faixa pedindo a camisa do jogador e deu certo: o garoto saiu do estádio com a blusa do camisa 10 do Santos. Mas, além de sair com a camisa, ele e a família saíram escoltados pela polícia dada a hostilidade de outros corintianos contra a criança, que queria a camisa do rival.Talvez você esteja se questionando: se eu dei play num podcast sobre judaísmo e judeidade, por que eu estou ouvindo sobre futebol? Porque essa história horrorosa serve também como reflexão. É fácil condenar ataques de adultos contra uma criança, mas e quando esse extremismo e violência vem de nós mesmos?
Pra refletir sobre esse assunto hoje, nós convidamos o Henry Gherson, diretor voluntário da Comunidade Shalom e alguém que se vê apartado do que convencionamos a chamar de “comunidade judaica” devido à uma violência interna que parece ter aumentado nos últimos anos. - Os Estados Unidos são o país com maior número de judeus na diáspora - quer dizer, tirando Israel, é onde mais tem judeus no mundo. São cerca de 7 milhões de judeus no país. E por serem tantos, parte da cultura judaica foi incorporada à cultura norte-americana. Termos em iidish são gírias, piadas judaicas aparecem nas séries e filmes produzidos em Hollywood e dificilmente um judeu vai ouvir um comentário como “nossa, você é o primeiro judeu que eu conheço”. Mas há quem diga que a “era de ouro” dos judeus norte-americanos chegou ao fim.
Nossa convidada hoje é Stephanie Kestelman, ela é phD em Economia na universidade de Harvard, mora nos Estados Unidos desde 2012 e já morou na Pensilvânia, em Nova York, Massachusetts e, agora, mora em Washington DC. Aqui no Brasil, ela cresceu inserida na comunidade judaica, foi de movimento juvenil, e sempre tentou estabelecer uma vida judaica por onde passou. E compartilha sua vivência de 14 anos nos Estados Unidos.
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Sobre E eu com isso?
O 'E eu com isso?' é o podcast do Instituto Brasil-Israel. Com convidados diferentes, aprofundamos questões religiosas, éticas, políticas e sociais, sempre evitando análises rasas e estereótipos vazios.
Anita Efraim é jornalista, mestre em comunicação política pela Universidad de Chile e santista.
Amanda Hatzyrah é professora e pesquisa temas relacionados à literatura e cultura judaica, língua hebraica e sociedade israelense, na Universidade de São Paulo.
João Torquato é músico ativista do movimento negro e pesquisa os conflitos que se originaram a partir da desintegração da Iugoslávia.
Site de podcastOuça E eu com isso?, Torá com Fritas e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

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