405 episódios
- Estamos gravando esse episódio no calor dos acontecimentos: hoje é 28 de outubro, 10h30, e Israel tem 84% das urnas apuradas. O resultado ainda não é final, mas a nossa ideia é falar sobre tudo que sabemos até agora sobre as eleições israelenses.
Essa eleição bateu recorde de comparecimento: 77,7% dos 7,3 milhões de eleitores compareceram às urnas. O comparecimento dos árabes israelenses foi ainda maior, passando dos 80%. O que sabemos até agora dos resultados? E o que falta saber? Quem tá com a gente novamente é o João Miragaya, historiador e assessor do IBI. - Como funcionam as eleições em Israel e o que está em jogo na disputa de 27 de outubro?
No novo episódio do “E eu com isso?”, conversamos com João Miragaya, mestre em História pela Universidade de Tel Aviv e podcaster do O Lado Esquerdo do Muro, sobre o sistema eleitoral israelense, a disputa pelas cadeiras da Knesset e as negociações que definem a formação do governo.
Em pauta, os principais temas que mobilizam o eleitorado, os impactos da guerra, a relação entre religião e Estado e os desafios para o futuro da democracia israelense. - O que faz uma mãe e uma filha deixarem de se falar? E o que acontece quando essa pergunta atravessa um oceano, muda de língua e chega até a gente? Hoje o papo é sobre literatura, sobre maternidade e sobre esse trabalho quase invisível, mas essencial, que é a tradução. A gente vai falar de “Como amar uma filha”, romance da israelense Hila Blum que acaba de ganhar edição brasileira.
Nossa convidada hoje é Nancy Rozenchan, tradutora de “Como amar uma filha”. Nancy é professora sênior da USP em Letras, especialista em literatura hebraica e israelense e atua também nas áreas de literatura feminina e tradução.
Hila Blum estará no Brasil a convite do IBI e participará do Festival Literário do Museu Judaico de São Paulo na próxima sexta-feira, dia 16, às 17h. A retirada de ingressos é gratuita. Além disso, no dia 18 de outubro, às 10h, Hila e a tradutora Nancy Rozenchan estarão juntas em um evento do IBI e do Centro de Estudos Judaicos da USP para falar do livro. Pra quem é do Rio de Janeiro, no dia 20 de outubro, Hila Blum vai conversar com Cora Rónai às 19h, na Janela Livraria, no Shopping da Gávea.
Informações e inscrições no link: https://www.institutobrasilisrael.org/hila-blum-no-brasil - Se você acompanha o nosso podcast, sabe que de vez em quando a gente também gosta de conversar sobre filmes e séries que ajudam a pensar a história judaica, Israel e a sociedade israelense. E hoje a gente vai falar de Fauda, da Netflix, que acaba de lançar sua 5ª e aguardada temporada.
A mais nova temporada de Fauda chega depois de uma mudança importante de contexto na sociedade israelense: o 7 de outubro de 2023 e tudo o que veio depois. Inclusive, no dia em que esse episódio vai ao ar, é 7 de outubro de novo. A terceira vez desde que tudo aconteceu.
A nova temporada é especialmente marcada pelo trauma do 7 de outubro. Os episódios 7 e 8, inclusive, reconstituem aquele dia a partir da perspectiva dos personagens israelenses, e receberam um aviso de conteúdo sensível, por serem particularmente difíceis de assistir. Então, hoje nós três vamos falar sobre a temporada, os personagens, as escolhas narrativas e, principalmente, sobre que história Fauda está contando depois do 7 de outubro.
Aviso: este episódio contém spoilers. - O nome de Anne Frank e o diário dela estiveram entre os assuntos mais comentados no mês de setembro - mas o motivo não foi dos melhores. Em um vídeo produzido durante a Bienal do livro em São Paulo, uma leitora afirmou não ter gostado do livro porque Anne era muito “viti…” - ela não chegou a terminar o termo vitimista, mas o estrago já estava feito. Longe de querer crucificar a pessoa que fez um comentário prá lá de infeliz e ignorante, hoje vamos conversar sobre o enorme legado de Anne Frank, uma menina que sonhava em ser escritora, mas não sabia que seu singelo diário de adolescente seria uma das grandes obras na temática do Holocausto - e jamais saberia, afinal, a jovem judia que vivia na Holanda foi assassinada pelo regime nazista em um campo de concentração.
A memória de Anne Frank é tão relevante que criou raízes em diversas partes do mundo. A Anne Frank House, em Amsterdam, deu origem a Rede Jovem Anne Frank, uma iniciativa que pretende ser um espaço de formação, escuta e protagonismo juvenil que nasce do encontro entre memória, Educação em Direitos Humanos e ação no presente. A Rede convida jovens de diferentes territórios a refletirem sobre o passado para compreender o mundo de hoje e atuar de forma consciente na construção do futuro. Aqui no Brasil, a Rede Jovem Anne Frank é um projeto tocado pelo Instituto Plataforma Brasil e atua em três locais: em Belo Horizonte, Minas Gerais, Parnaíba, no Piauí e Cabreúva, em São Paulo. E está sendo retomada em Santos também.
Nesse episódio, a gente recebe a professora Fabiana Amado e a estudante Victoria Cavalcante Vieira, que estão envolvidas nessa rede pra bater um papo sobre o legado e a memória de Anne Frank.
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Sobre E eu com isso?
O 'E eu com isso?' é o podcast do Instituto Brasil-Israel. Com convidados diferentes, aprofundamos questões religiosas, éticas, políticas e sociais, sempre evitando análises rasas e estereótipos vazios.
Anita Efraim é jornalista, mestre em comunicação política pela Universidad de Chile e santista.
Amanda Hatzyrah é professora e pesquisa temas relacionados à literatura e cultura judaica, língua hebraica e sociedade israelense, na Universidade de São Paulo.
João Torquato é músico ativista do movimento negro e pesquisa os conflitos que se originaram a partir da desintegração da Iugoslávia.
Site de podcastOuça E eu com isso?, Chabad.org - Daily Torah Study e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

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