Neste episódio, Haroldo Dutra Dias celebra os 100 anos da Associação Espírita Allan Kardec (São José do Rio Preto) e conduz uma reflexão direta e prática: o Evangelho não é para ficar preso ao intelecto, nem à disputa religiosa — é para ser vivido no cotidiano. Ele destaca que Cristo não precisa das nossas mãos, mas nos confia o serviço porque nós precisamos do trabalho: o trabalho educa, corrige o ego, dá direção e transforma a alma.A partir da simbologia da Festa das Tendas (peregrinação e desapego), ele lembra que somos peregrinos: pessoas chegam e partem, ciclos mudam, posições passam, a vida flui. Por isso, o Evangelho aparece como uma bússola para as horas reais: família, convivência, cansaço, fricções e decisões difíceis — “aí é o jogo”, não no retiro da montanha. A narrativa da transfiguração ganha um sentido pedagógico: Pedro quer “armar as tendas” no lugar confortável, mas Jesus aponta para Jerusalém — para o meio do povo, para a vida como ela é.Com humor e firmeza, ele ensina a economia espiritual do tempo: não desperdice energia em discussões inúteis (a parábola do tigre e do jumento), use a “régua do Evangelho” (a lembrança da finitude) para medir o que vale a pena. O Evangelho, então, deixa de ser “texto” e se torna verbo vivo, presença que guia e conduz — às vezes, inclusive, para onde não queremos ir, mas onde precisamos florescer. No encerramento, a prece reforça o pedido por cura da cegueira espiritual, da paralisia interior, e por uma vida em que inteligência caminhe com bondade.🔟 Tópicos abordados1️⃣ Centenário da instituição e a comunhão entre encarnados e desencarnados no ideal do bem.2️⃣ Cristo e o trabalho: o serviço é remédio e escola para nós.3️⃣ Evangelho do cotidiano vs. evangelho do debate, do sectarismo e do proselitismo.4️⃣ “Tirar Jesus da cruz”: enxergar o Cristo vivo, caminhando e agindo.5️⃣ Festas judaicas e simbolismo: Páscoa, Pentecostes e Festa das Tendas (peregrinação e desapego).6️⃣ Somos peregrinos: vínculos mudam, a vida passa, a “tenda” será desmontada.7️⃣ Transfiguração e sentido prático: não ficar no alto da montanha; descer para servir.8️⃣ Escolha das lutas: não desperdiçar vida discutindo o irrelevante (tigre x jumento).9️⃣ Régua do Evangelho: “se meu velório fosse agora, eu discutiria isso?”🔟 Verbo vivo e testemunho: verdade é vida, não discurso; a cura é sobretudo espiritual.📚 Referências citadas (na fala)📌 Evangelhos / Novo Testamento✅ Evangelho de João (especialmente: “No princípio era o Verbo… e o Verbo se fez carne”)✅ Evangelho de Marcos (ênfase narrativa: Jesus sempre em movimento)✅ Transfiguração (Moisés e Elias; “armar as tendas”)✅ “Levar-te-ei aonde não queiras ir” (referência ao diálogo com Pedro)📌 Tradição judaica✅ Páscoa, Pentecostes e Festa das Tendas (Sukkot) e seus simbolismos📌 Obras e autores espíritas / movimentos✅ Livro “Boa Nova”✅ Allan Kardec (menção a questões de “O Livro dos Espíritos” e ao papel pedagógico do registro escrito)✅ Bezerra de Menezes (menção à mensagem sobre Unificação / “É preciso viver Kardec…”)✅ Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) (casos e lembranças)✅ Emmanuel (aparição no relato e orientação)✅ André Luiz (referência ao nome e contexto ligado ao trabalho do Chico)📌 Cinema / cultura✅ Filme “Arigó” (cena citada)✅ Teresa d’Ávila (episódio tradicional citado com humor)🔎 Palavras-chave em texto corrido (entre aspas)“prática do evangelho”, “evangelho no cotidiano”, “Cristo vivo”, “verbo vivo”, “seguir Jesus”, “peregrino”, “festa das tendas”, “desapego”, “renúncia”, “caridade”, “paz”, “trabalho no bem”, “testemunho”, “cegueira espiritual”, “reforma íntima”, “sintonia espiritual”, “economia do tempo”, “escolher as lutas”, “fora da caridade não há salvação”, “viver Kardec”, “fé em ação”.