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    fazer jornalismo no faroeste digital, com paulo motoryn

    04/06/2026 | 1h 9min
    a conversa de hoje é com paulo motoryn, editor do the intercept brasil, veículo responsável pelo recente furo sobre o financiamento do filme ‘dark horse’, de jair bolsonaro, por daniel vorcaro, e também pela vaza-jato (divulgação das mensagens que colocaram a operação em suspeição em 2019). 

    a algoritmização do mundo e o fim do monopólio da verdade pela grande mídia produziram o colapso de um senso de realidade compartilhado.

    nos últimos anos, sob os escombros desta ruína, o extremismo faz a festa: sem lastro, toda informação mobilizadora de afetos tem mais carga de real do que o próprio real. ainda assim, o jornalismo independente vem aprendendo a operar no jogo e abrir caminhos para existir e resistir.  

    — 

    muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. 

    se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados, roteiros colaborativos e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. basta se juntar ao cybercafé via youtube :) 

    se vc já é membro, enviar um email pra [email protected] :) 



    identidade visual: carolina munhoz
    animação do logo para tv: tauan abreu
    trilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani
  • lan house

    como fazer sentido das coisas em tempos digitais: permanência / lan house + zerezes com andré alves

    29/05/2026 | 58min
    o 'eu' das rede sociais é um espelho fragmentado - e destes casos se faz um inteiro em cada aba diferente. nesse contexto descontextualizado, de produção de imagens frenéticas e sem lastro que significam identidade, como fazemos para entender quem somos? e quais são os efeitos em estar há tantos anos expostos a uma produção de subjetividade algorítmica, acelerada e muito mais obcecada por viradas do que por linhas retas?
    a convite da zerezes, em mais um lan house fora de casa, eu e andré alves fomos conhecer o escritório novo, que consolida sua identidade ao longo de quase dez anos. lá debatemos sobre o que significa 'permanência' na era das redes sociais e das identidades algorítmicas. o que fica, quando atravessado por esse tempo fragmentado? e, como fazer ficar?
    essa é a terceira participação do andré, fundador do instituo float, no lan house. andré é autor, pesquisador, psicanalista e tem um podcast maravilhoso junto ao lucas liedke, também do instituo: o 'vibes em análise'. recomendo fortemente. :)

    muito obrigado a zerezes pelo convite. foi massa!

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    o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagem
    identidade visual: carolina munhoz
    animação do logo para tv: tauan abreu
    trilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani
    projeto de tvs e programação visual: guilherme durão, do sup_lab
  • lan house

    a política dos algoritmos / lan house ao vivo com virgílio almeida no faísca festival

    22/05/2026 | 1h 32min
    salve, belo horizonte! pela primeira vez, o lan house pegou a estrada: gravamos um episódio ao vivo, diretamente da faísca, o festival de livros estranhos mais legal do mundo. zines e trabalhos gráficos de artistas nacionais e, também, internacionais, junto a debates fantásticos sobre o agora e o futuro. 

    neste episódio, conversamos sobre a ‘a política dos algoritmos’, livro homônimo escrito por virgílio almeida (junto a ricardo f. mendonça e fernando filgueiras, publicado pela editora ubu), com quem tenho o prazer de conversar neste debate. 

    a partir de uma perspectiva de dados e ciência da computação, o que podemos entender sobre vieses algorítmicos e suas intenções? 

    agradecimentos especialíssimos ao @tttttuto, que fez acontecer o corre das TVS DE TUBO EM BH e também se responsabilizou, com a sua arte e trabalho fantástico, da programação visual.
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    a vida sem direito à morte, com fernando salis

    15/05/2026 | 1h 7min
    esse episódio é muito especial: fernando salis é meu orientador de mestrado e um dos melhores professores que já tive - dentre muitas coisas, é professor titular da ECO/UFRJ.

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    como se faz sentido da vida se não temos mais o direito à morte? 

    na nossa atual existência pós-humana, questionamos, aflitos, se a inteligência artificial será capaz de infiltrar nas nossas relações. 

    pois ela já se infiltrou, num terreno há muitos anos preparado: se aprendemos que as metáforas de conexão (likes, dm’s, swipes, matches) são expressões muitas vezes mais reais do que o próprio real - como preferir trocar nudes às complicadas nuances de uma relação sexual real -, há então um atrofiamento da nossa produção de sentido a partir do outro e, portanto, um imaginário cada vez mais controlado, previsível e narcisista, do algoritmo à lente de selfie. 

    como não iremos nos relacionar com máquinas se já temos o outro como algo não-humano? colapsam de forma acelerada as barreiras entre real e virtual. navegamos por tempos onde parece cada vez mais natural e plausível a ideia de interagir com o conteúdo sintético de um familiar morto, gerado automaticamente por uma plataforma a partir de todos os dados desta pessoa em vida?



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    instalação das tvs: guilherme durão, do @sup_lab
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    o fenômeno dos 'homens performáticos'

    08/05/2026 | 56min
    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremat

    textos em sodremat.substack.com

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    o que é ser ‘performático’? 

    o que é ser um ‘homem performático’? 

    este discurso, a ideia de que existem atitudes e comportamentos que são feitos não para ter um fim em si, mas para alimentar uma representação de si mais do que a si próprio, uma imagem a qual se deseja estar associado e que importa mais do que a suposta realidade, tem se infiltrado nos conteúdos e comentários digitais cada vez mais.

    mas o que significa performar? e o que, na verdade, ainda podemos chamar de ‘não-performance’, numa era onde enxergamos o mundo mais a partir das lentes distorcidas de um iphone do que com nossos próprios olhos? 

    indicações da semana: sociedade do espetáculo, de guy debord; ‘jogo de cena’, de eduardo coutinho



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