363 episódios
- Angola e Moçambique são países independentes há apenas 51 anos. Os dois foram vítimas de séculos de colonização portuguesa e de toda violência que a acompanhou. Depois de processos de independência tardios, Angola e Moçambique viveram guerras civis desoladoras.
Após séculos de domínio estrangeiro e décadas de violência, crise humanitária e instabilidade, a construção nacional passa por um caminho inevitável: a literatura. Os livros ajudam a repensar o país, a recuperar a memória, a elaborar a identidade de um povo e a imaginar o futuro. Neste episódio, Stéphanie Roque conversa com dois escritores que fazem esse trabalho: Mia Couto e Ondjaki.
O moçambicano Mia Couto é autor de mais de 30 livros, como os romances “Terra sonâmbula” e “O mapeador de ausências". Mia escreve prosa e poesia, e já recebeu uma série de prêmios, como o Camões, o mais prestigioso da língua portuguesa.
O angolano Ondjaki escreve prosa e poesia. Ele é autor de livros como “Bom dia, camaradas” e “Os transparentes", e foi traduzido para várias línguas. O seu trabalho é amplamente laureado, com prêmios como José Saramago e Jabuti Juvenil.
Confira as obras e os autores citados:
A autobiografia da minha mãe – Jamaica Kincaid
A cor da tua sombra – Eduardo Quive
A geração da utopia – Pepetela
António Agostinho Neto
Áurea – Henrique Rodrigues
Bom dia, camaradas – Ondjaki
Cada homem é uma raça – Mia Couto
Carlos Drummond de Andrade
Chico Buarque
Eugène Ionesco
Gabriel García Márquez
Gaiolas de concreto armado – Paula Novais
João Cabral de Melo Neto
João Guimarães Rosa
José Craveirinha
José Luandino Vieira
Nós matamos o Cão Tinhoso! – Luís Bernardo Honwana
Manoel de Barros
Manuel Bandeira
Mestre Tamoda e outros contos – Uanhenga Xitu
Nelson Mandela
Noémia de Souza
O bebedor de vinho de palma – Amos Tutuola
O mapeador de ausências – Mia Couto
Os transparentes – Ondjaki
Quem me dera ser onda – Manuel Rui
Terra sonâmbula – Mia Couto
Rui Knopfli
Rui Nogar
Walt Whitman - “A Quimera”, lançamento da Alfaguara, é o primeiro romance de Cristhiano Aguiar. Ele é escritor, crítico literário e professor, além de autor do livro de contos “Gótico nordestino”, também publicado pelo selo da Companhia das Letras.
Na sua nova obra, Cristhiano conta a história de uma catástrofe biológica que transforma parte da Paraíba em um território composto por fungos com formas humanas, animais mutantes, casebres abandonados e carcaças.
Neste episódio mais curto da Rádio Companhia, Stéphanie Roque está na companhia dele, que conta mais sobre a história e compartilha seu processo de escrita. Ele também participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revela sobre sua personalidade a partir de suas referências literárias.
Confira as obras e os autores mencionados neste episódio:
A Quimera – Cristhiano Aguiar
Álvares de Azevedo
Caetano W. Galindo
Clarice Lispector
Edgar Allan Poe
Gótico nordestino – Cristhiano Aguiar
Hilda Hilst
João Guimarães Rosa
Machado de Assis
Odisseia – Homero
Philip K. Dick
Sátántangó – László Krasznahorkai
Se um viajante numa noite de inverno – Italo Calvino
Tanto oceano, tanta solidão – Cristhiano Aguiar
Ulysses – James Joyce
Ursula K. Le Guin - Nos anos 1920, em Nova York, o bairro do Harlem viveu uma efervescência, diante de um cenário nacional de grandes transformações. Milhões de pessoas negras deixaram o Sul do país em direção às cidades do Norte, fugindo da segregação racial em busca de trabalho e novas oportunidades.
Nesse momento, escritores negros e escritoras negras passam a reivindicar o direito de contar as próprias histórias. Esse momento ficou conhecido como “Harlem Renaissance” ou “Renascimento do Harlem”, em português – um movimento que transformou a literatura e a cultura dos Estados Unidos.
Neste episódio da Rádio Companhia, Stéphanie Roque recebe a editora Fernanda Silva e Sousa, responsável pela Coleção Harlem Renaissance, lançamento da Clássicos Zahar. Ela também entrevista Mário Medeiros, professor da Unicamp e pesquisador da literatura negra e do pensamento social brasileiro.
Neste episódio, eles olham para o que os autores do Harlem Renaissance têm a dizer para os leitores de hoje, no Brasil, e falam sobre os escritores e as obras que pavimentaram a literatura negra brasileira.
Confira as obras e os autores citados:
A mais recôndita memória dos homens – Mohamed Mbougar Sarr
As almas do povo negro – W. E. B. Du Bois
As irmãs Nardal – Léa Mormin-Chauvac
Abdias Nascimento
Aimé Césaire
Amada – Toni Morrison
Autobiografia de um ex-negro – James Weldon Johnson
Augusto Boal
Cadernos negros
Carl van Vechten
Carolina Maria de Jesus
Charles Johnson
Coisa de gente branca – Langston Hughes
Conceição Evaristo
Cuti
De passagem – Nella Larsen
Duke Ellington
Estrela do novo rumo: literatura negra e os sentidos da modernidade periférica – Mário Augusto Medeiros da Silva
Franz Boas
Frederick Douglass
Geraldo Campos de Oliveira
Harriet Ann Jacobs
Hugo Ferreira
James Weldon Johnson
Léon-Gontran Damas
Léopold Sédar Senghor
Lima Barreto
Machado de Assis
Mario Jorge Lescano
Memórias de um gigolô – Marcos Rey
Negro preto cor da noite – Lino Guedes
O Atlântico negro – Paul Gilroy
O canto do cisne negro – Lino Guedes
Oswaldo de Camargo
Psicose: um estudo lacaniano – Neusa Santos Souza
Richard Wright
Spike Lee
The crazy kill – Chester Himes
The new negro – Alain Locke
There is confusion – Jessie Redmon Fauset
Tornar-se negro – Neusa Santos Souza
Urucungo – Lino Guedes
Zora Neale Hurston - “Xilocosmos”, lançamento da Companhia das Letras, é o novo livro do escritor Bernardo Carvalho. A obra tem como ponto de partida um acontecimento traumático do passado que é trazido à tona – e se desdobra em uma investigação obsessiva não só sobre o que aconteceu, mas sobre o que compõe a memória. Bernardo também é autor de outros vários romances, como o premiado “Nove noites”.
Neste episódio mais curto da Rádio Companhia, Stéphanie Roque está na companhia dele, que conta sobre o seus processos de escrita, diferentes para cada livro. Ele também participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revela sobre sua personalidade a partir de suas referências literárias.
Confira as obras e os autores mencionados neste episódio:
Aberração – Bernardo Carvalho
Alberto Manguel
Dom Quixote – Miguel de Cervantes
Paradiso – José Lezama Lima
Nove noites – Bernardo Carvalho
Sim, eu digo sim: uma visita guiada ao Ulysses de James Joyce – Caetano W. Galindo
Simpatia pelo demônio – Bernardo Carvalho
O filho da mãe – Bernardo Carvalho
O outro lado – Alfred Kubin
O mundo alucinante – Reinaldo Arenas
O último gozo do mundo – Bernardo Carvalho
Os detetives selvagens – Roberto Bolaño
Os substitutos – Bernardo Carvalho
Oswaldo Goeldi
Ulysses – James Joyce
Xilocosmos – Bernardo Carvalho - Ana Paula Maia e Raphael Montes são referências na escrita de histórias de horror e suspense – e são autores de livros impossíveis de parar de ler. Os dois acabam de lançar novas obras pela Companhia das Letras: “O tenebroso brilho do sol”, de Ana Paula Maia, e “A estranha na cama”, de Raphael Montes.
Ana Paula também é autora de “Assim na terra como embaixo da terra”, finalista do Booker Prize 2026, e “Enterre seus mortos”, que compõe a Trilogia do Fim, junto com “De cada quinhentos uma alma” e “Búfalos selvagens”. Como roteirista, escreveu a série “Desalma".
Raphael é autor de livros como “Dias perfeitos”, “Suicidas”, “Jantar secreto”, “Uma mulher no escuro” e “Uma família feliz”. Ele também é criador, produtor executivo e roteirista-chefe da série “Bom dia, Verônica” e da novela “Beleza fatal”.
Neste episódio, eles conversam com Stéphanie Roque sobre a escrita de histórias de horror e o interesse do público pelo gênero, e analisam alguns dos subgêneros do terror, como folk horror e thriller erótico.
Confira as obras e os autores citados:
A estranha na cama – Raphael Montes
A garota no trem – Paula Hawkins
A guerra dos bastardos – Ana Paula Maia
A nova Califórnia – Lima Barreto
A verdade sobre o caso Harry Quebert – Joël Dicker
Aos pés da letra – Gregorio Duvivier
Agatha Christie
Assim na terra como embaixo da terra – Ana Paula Maia
Búfalos selvagens – Ana Paula Maia
Carla Madeira
Carvão animal – Ana Paula Maia
Cornell Woolrich
De cada quinhentos uma alma – Ana Paula Maia
De gados e homens – Ana Paula Maia
Dias perfeitos – Raphael Montes
Ed McBain
Edgar Allan Poe
Elmore Leonard
Enterre seus mortos – Ana Paula Maia
Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos – Ana Paula Maia
Ernest Hemingway
Fiódor Dostoiévski
Folk Horror: Hours Dreadful and Things Strange – Adam Scovell
Gone girl – Gillian Flynn
H. P. Lovecraft
Ioga – Emmanuel Carrère
Itamar Vieira Junior
Jantar secreto – Raphael Montes
Luiz Alfredo Garcia-Roza
Machado de Assis
O adversário – Emmanuel Carrère
O bebê de Rosemary – Ira Levin
O tenebroso brilho do sol – Ana Paula Maia
O vilarejo – Raphael Montes
Patricia Highsmith
Perplexing plots – David Bordwell
Poesia completa – Cacaso
Rubem Fonseca
Sergio Y. vai à América – Alexandre Vidal Porto
Só depois entenderei – Alexandre Vidal Porto
Socorro Acioli
Stephen King
Suicidas – Raphael Montes
Tênebra – org. Júlio França e Oscar Nestarez
Um animal selvagem – Joël Dicker
Um romance russo – Emmanuel Carrère
Uma família feliz – Raphael Montes
Uma mulher no escuro – Raphael Montes
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