Em meio à enorme lista de taças conquistadas pelo Palmeiras, esta equipe ficou um pouco esquecida. Belo, inovador, surpreendente e capital para a história do futebol brasileiro, o Palmeiras de Telê Santana não foi coroado com um título. Mas em três das quatro competições que disputou nos doze meses de Telê no clube -- de fevereiro de 1979 a fevereiro de 1980 --, o Palmeiras foi dominante. Apenas na Libertadores, realizada logo depois de sua chegada, a participação do time foi modesta. No Paulistão de 1978, cujas fases finais foram jogadas em 1979, no Paulistão de 1979 e no Brasileirão do mesmo ano, o Palmeiras foi arrasador. Este episódio do Meio de Campo te conta essa história, com foco na partida que consagrou o time jovem, aplicado e criativo (mas sem craques) de Jorginho, Baroninho, Pedrinho, Gilmar e Jorge Mendonça: o 4 x 1 sobre o estrelado Flamengo no Maracanã, o jogo que terminou levando Telê Santana à seleção brasileira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Defesa à italiana: o Catenaccio
Onde os italianos aprenderam a defender tão bem? Por que aprendemos a respeitar e admirar a arte da defesa à italiana? Este episódio do Meio de Campo te conta o começo de todo caso de amor dos italianos com a defesa bem montada: o catenaccio, esquema tático desenvolvido na Itália nas décadas de 1950 e 1960. O grande sucesso do catenaccio se deu com a Internazionale de Milão dirigida pelo argentino Helenio Herrera, liderada em campo por Sandro Mazzola e consagrada com um bicampeonato europeu em 1964 e 1965. Mas as origens do catenaccio são antigas e incluem um precursor austríaco, Karl Rappan, e dois italianos, Gipo Viani e Nereo Rocco. Neste episódio do Meio de Campo, você vai saber por que as redes dos pescadores serviram de imagem mítica da invenção do líbero, o zagueiro recuado que fica na sobra.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A Copa de 1962: Brasil bicampeão
A Copa de 1962 consolidou o Brasil como a grande potência do futebol da época. Ela é conhecida como a Copa de Garrincha, ponta-direita brasileiro que impactou o resultado da competição em um nível que outros campeões não haviam tido até então. Para nós, brasileiros, ela foi também a Copa da contusão de Pelé e da entrada de Amarildo, o possesso. Para as táticas, 1962 foi a Copa que representou o fim definitivo do WM e a transição do Brasil, a equipe mais avançada taticamente de seu tempo, do 4-2-4 para um 4-3-3 firme, com Zagallo sempre voltando para recompor o meio-campo. Para os chilenos, foi a Copa do terremoto, marcada pelo trauma de uma devastação até então desconhecida. Foi uma Copa com jogos violentíssimos, muito especialmente o Chile x Itália marcado pela revolta chilena com um artigo de dois jornalistas italianos sobre a precariedade da hospedagem. 1962 foi a primeira Copa em que a média de gols foi inferior a 3,5. A média de 2,78 gols por jogo foi chocantemente baixa para a época. Ela inaugurou uma era curiosa no futebol: daí em diante, nunca mais a média de gols por jogo nas Copas foi superior a 3 nem inferior a 2. Este episódio do Meio de Campo te conta a história do bicampeonato mundial do Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A Democracia Corintiana dentro e fora do campo
No começo dos anos 1980, ainda sob ditadura militar, um movimento inovador, inédito, sacudiu o futebol brasileiro: a democracia corintiana. Entre 1981 e 1984, Sócrates, Casagrande, Wladimir, Zenon, Biro-Biro e outros jogadores do Corinthians protagonizaram uma verdadeira revolução. O projeto era que tudo fosse discutido entre todos, em uma espécie de praça democrática na qual o voto do roupeiro valia tanto como o do craque do time. Votava-se sobre o esquema tático, sobre existência ou não de reclusão obrigatória antes dos jogos, sobre novas contratações. Do lado de fora, a resistência ao experimento foi forte: diziam que com democracia não se ganhava nada. O Corinthians da democracia foi bicampeão paulista em uma época em que os estaduais valiam muito e o São Paulo e a Ponte Preta possuíam poderosos esquadrões. Este episódio do Meio de Campo te conta a história da Democracia Corintiana, recheado com uma análise tática de sua última grande vitória em campo, o 4 x 1 sobre o Flamengo nas quartas-de-final do Brasileirão de 1984.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O maior Galo de todos os tempos (1976-1987)
A partir de meados da década de 1970, o Atlético Mineiro consolidou aquela que seria a geração mais encantadora de sua história. Reinaldo, Cerezo, Danival, Paulo Isidoro, Marcelo e, depois, Luizinho, Éder, Nelinho foram os grandes destaques daquele time. Nesse período, o Galo venceu 10 de 12 campeonatos mineiros. Venceu os torneios de Berna, Bilbao, Paris, Amsterdã e Vigo, em uma época em que esses torneios eram bem mais valorizados que hoje. Foi o recordista de pontos no Campeonato Brasileiro. Chegou a várias semifinais e duas finais do Brasileirão, mas não coroou o seu brilhantismo com um título nacional ou internacional oficial. Este episódio do Meio de Campo analisa uma partida pouco conhecida desse Galo, uma vitória de 3 x 1 sobre a Seleção Francesa que havia acabado de empatar com o Brasil no Maracanã.See omnystudio.com/listener for privacy information.