Brasil 1 x 2 Uruguai (1950): análise tática do Maracanazo
A Copa de 1950 é a mais estudada da história no Brasil. No entanto, na longa lista de livros, documentários e matérias sobre ela, fala-se muito pouco do futebol em si, de como os jogos foram jogados. O ufanismo e o clima de já-ganhou, o posterior conceito de complexo de vira-latas, a estigmatização racista dos jogadores negros, a construção do Maracanã e a campanha eleitoral daquele ano (e as várias distrações que trouxe ao time) têm sido os temas dominantes. As perguntas que respondemos aqui são diferentes e tentam iluminar o jogo em si: por que a narração da partida faz tantas alusões a Ghiggia carregando a bola dezenas de metros até receber o combate de Bigode? Em que tática jogava o Brasil nos anos 1940 e qual foi a mudança feita para a Copa? O que diferenciava a tática do Uruguai e da Suíça (os dois países que o Brasil não conseguiu bater) da tática das seleções que o Brasil derrotou (México, Iugoslávia, Suécia e Espanha)? Qual é a diferença entre um WM e uma diagonal? Por que podemos dizer que o Brasil jogou “torto” contra o Uruguai? Essas são algumas das perguntas que exploramos neste episódio do Meio de Campo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Os primeiros anos do futebol no Brasil
No episódio desta semana, Diego Ambrosini e Idelber Avelar revisitam e reavaliam algumas das noções eternizadas no senso comum sobre os primeiros anos do futebol no Brasil, entre o final do século XIX e começo do século XX. Começam explorando como o futebol chegou no país e qual foi o papel de personagens como Charles Miller e Oscar Cox nesse processo. Até que ponto podemos dizer que eles foram “pioneiros” ou “responsáveis” por trazer o futebol pra cá? Em seguida, relembram a fundação dos primeiros clubes e das primeiras ligas, destacando como diferentes grupos sociais vivenciaram o esporte no período. Por fim, contam as histórias dos primeiros jogadores negros a participar dos campeonatos e como sua participação foi possível no contexto elitista da época.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Fluminense 0 x 2 Internacional, a semifinal do Brasileirão de 1975
Meio de Campo, novo programa do Meio, com Diego Ambrosini e Idelber Avelar.O Internacional de Porto Alegre foi a grande dinastia do futebol brasileiro dos anos 1970, conquistando o título nacional em 1975, 1976 e 1979. Até o começo dos anos 1970, a atenção do público era fortemente concentrada no eixo RJ-SP. Por isso, quando se anunciou a semifinal do campeonato brasileiro de 1975 entre o Fluminense dirigido por Didi e o Internacional de Rubens Minelli, no Maracanã, poucos apostavam no Colorado. O Fluminense era "A Máquina" que reunia vários titulares, ex titulares e futuros titulares da seleção: Rivellino, Paulo César Caju, Félix, Marco Antônio. O que aconteceu foi um choque. Acostumado com o campeonato carioca, em que a carregada da bola até o meio-campo era relativamente tranquila, o Fluminense foi esmagado na saída de sua área pela pressão de Valdomiro, Lula e Flávio Minuano. Rivellino foi anulado pelo jovem Caçapava. Carpegiani e Falcão passearam no Maracanã, o Internacional venceu por 2 x 0, o Brasil iniciou sua transição rumo à pressão na saída de bola, e o futebol do Rio Grande do Sul nunca mais deixou de ser visto com enorme respeito. O episódio desta semana do Meio de Campo analisa o Fluminense 0 x 2 Internacional que mudou a história do futebol brasileiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Jeno ‘Marinetti’ Medgyessy: um húngaro inventor do futebol brasileiro
Meio de Campo, novo programa do Meio, com Diego Ambrosini e Idelber Avelar. Jeno Medgyessy, ou Marinetti, foi um técnico húngaro que viveu no Brasil entre 1926 e 1933. Nesse período, ele foi técnico de Botafogo, Fluminense, Atlético Mineiro, Palestra Itália (o futuro Palmeiras) e São Paulo. Marinetti revolucionou a forma de jogar e os métodos de treinamento, organizou duas excursões sul-americanas do clube húngaro Ferencváros, e foi o mediador entre Rio e São Paulo na unificação das regras do profissionalismo. Apesar de pouco conhecido, ele foi enormemente influente na configuração do que chamaríamos depois de jeito brasileiro de jogar. O episódio mostra que boa parte do que consideramos mais brasileiro no futebol se originou em aportes húngaros, anteriores, inclusive, aos mais conhecidos Dori Kürschner e Béla Guttmann.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O primeiro choque da Canarinho tricampeã do mundo
Meio de Campo é o novo programa do Meio! Um bate-papo sobre história e futebol com Idelber Avelar e Diego Ambrosini. No episódio de estreia: Holanda 2 x 0 Brasil, pela Copa de 1974, um capítulo chave e pouco estudado da história do futebol. Não seria exagero dizer que neste jogo nascia oficialmente a era do futebol pressão, em que passava a ser impossível carregar a bola com sossego. Vinte e quatro anos depois do Maracanaço, a soberba voltava a cumprir um papel em uma derrota brasileira na Copa do Mundo. Mesmo depois de Feyenoord e Ajax terem emplacado quatro troféus europeus de 1970 a 1973, e de a Holanda haver esmagado Uruguai e Argentina na Copa, Zagallo ainda zombava do “futebol de diversão” dos holandeses, que não competiria com o Brasil. Em contraste com a soberba de Zagallo, Rivellino declarava que os europeus vinham jogando com intensidade até então desconhecida, e que estava nascendo outro jogo. A Holanda era superior, mas sua vitória dependeu decisivamente da arbitragem, que não estava acostumada a medir a olho nu impedimentos ilusórios a partir do avanço coordenado da última linha de zagueiros holandeses. Discutiremos toda a preparação do Brasil, as oscilações de Zagallo na escalação, a violência da partida e a revolução realizada pelo futebol total holandês.See omnystudio.com/listener for privacy information.