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    As tormentas do Líbano vistas pela luso-libanesa Safaa Dib

    17/04/2026 | 20min
    A notícia, dada pelo presidente Donald Trump, correu o mundo, por uma razão fácil de entender: um encontro diplomático entre representantes do Líbano e de Israel estava anunciado, pondo termo a um período de 34 anos sem conversações entre os dois países. Ainda é cedo para se acreditar que o encontro vai servir de base a um acordo entre as partes, ou até a um cessar-fogo. Porque o que separa o Líbano de Israel é mais do que um desaguisado entre dois países: é um conflito onde aparece uma milícia financiada pelo Irão, o Hezbollah, que usa o território libanês para atacar Israel e que serve de argumento para que Telavive continue a destruir não apenas supostas bases terroristas nesse território, como a bombardear e a matar civis na capital libanesa, Beirute.
    O Líbano é uma vítima clássica da geografia. Durante séculos, foi lugar de refúgio de muçulmanos sunitas, xiitas ou drusos​, mas também de cristãos maronitas. Se em tempos remotos a coexistência entre estas comunidades foi pacífica e permitiu ao Líbano ser um oásis numa zona conturbada – o tempo em que o país era a Suíça do médio oriente e a sua capital uma espécie de Paris na orla este do Mediterrâneo, as tensões geopolíticas contemporâneas da região levaram o pesadelo para o interior das suas fronteiras. Uma guerra civil entre essas comunidades que se prolongou entre 1975 e 1990 causou a morte de pelo menos 120 mil pessoas.
    O país recuperou a paz através de um acordo ardiloso. Os cargos sensíveis do estado são divididos entre as suas 18 seitas reconhecidas, o presidente é um cristão maronita, o primeiro-ministro um sunita e o chefe do parlamento um xiita. Mas esse acordo não contemplou o desarmamento do Hezbollah. Sendo uma milícia manobrada pelo Irão, cuja existência se justifica num plano de hostilidade permanente contra Israel, sempre que há um conflito ou uma ameaça de conflito na região, o Líbano torna-se um alvo. E os libaneses vítimas permanentes da instabilidade política – ou no caso presente, da infâmia de um bárbaro como Netanyahu. Na semana passada, um bombardeamento a uma zona civil de Beirute causou 200 mortos. Um deputado italiano expressou de forma evidente, entre críticas a Giorgia Meloni​, a rejeição internacional a este acto bárbaro.
    A família de Safaa Dib é o exemplo perfeito das tormentas do seu país de origem. Na guerra civil, o pai emigrou para os Emirados Árabes Unidos, onde conheceu um português. Em 1985, o senhor Dib decidiu resgatar a família e emigrou para Portugal. Safaa Dib veio para Lisboa com dois anos estudou Literatura na Universidade de Lisboa, foi editora e tornou-se uma figura grada do partido Livre na capital. No ano passado, publicou o livro Líbano, uma Biografia, na qual reflecte o destino trágico do seu país e o percurso da sua família. É um livro extraordinário, que cruza a memória histórica com a experiência pessoal. Safaa Dib é hoje a nossa convidada.
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    Pedro Sánchez brilha fora de portas, mas ofusca-se internamente

    16/04/2026 | 15min
    O líder do governo de Espanha parece viver, por estes dias, em dois mundos paralelos. Para lá das fronteiras de Espanha, Pedro Sánchez é conhecido por ser o homem que não teme em subir o tom contra as acções de Israel ou do presidente Trump e por marcar uma posição de força face à escalada de tensão com o Irão.
    Mas dentro de Espanha as coisas estão bem diferentes. Pedro Sánchez vive entre a maioria parlamentar instável que o suporta e a sombra de processos judiciais de pessoas que lhe são ou foram bastante próximas. O último caso envolve a sua mulher, Begoña Gómez, por alegado tráfico de influências. Mas será que o caso tem pernas para andar? Ou é apenas mais um capítulo do processo de judicialização da política em Espanha.
    No episódio de hoje: o que move a estratégia externa de Sánchez? A postura firme sobre a guerra uma convicção profunda ou uma fuga para a frente para desviar as atenções do pântano em que vive no que toca à política interna? E, acima de tudo, pode este "não à guerra” salvar os socialistas de Espanha nas urnas?
    Neste P24 ouvimos a jornalista da secção mundo do PÚBLICO que segue a actualidade de Espanha, Inês Chaíça.
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    De quem é a culpa de não haver acordo no pacote laboral?

    15/04/2026 | 19min
    O Governo vai ouvir, na comissão permanente da concertação social, amanhã, o que os parceiros sociais têm a dizer sobre a reforma laboral. Ao fim de oito meses de negociações, a confiança entre todas as partes parece comprometida.
    As confederações patronais acusam a UGT de ter ignorado os resultados das últimas rondas negociais, ou seja, de ignorar os consensos obtidos e de querer reabrir temas que já estavam fechados.
    A central sindical responde que só se pode pronunciar sobre “propostas escritas e concretas” e “não consensualizações”, segundo o seu secretário-geral, Mário Mourão.
    A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirma que as negociações não se podem eternizar e que, “de uma forma ou de outra, se irá passar “à fase seguinte”.
    Contratação a termo, reintegração de trabalhadores despedidos ilegalmente ou o banco de horas individual são alguns dos pontos de fricção desta proposta de alteração da lei laboral.
    João Leal Amado, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, é o convidado deste episódio.
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    Trump bloqueia Ormuz. Esta guerra é útil para quem?

    14/04/2026 | 17min
    Donald Trump decidiu bloquear o tráfego naval com origem e destino ao Irão e diz que lhe é indiferente se Teerão volta ou não à mesa das negociações. Ou seja, os EUA pretendem abrir o estreito de Ormuz, bloqueando-o. A decisão do presidente dos EUA vem na sequência do fracasso das negociações, no fim-de-semana, no Paquistão.
    Convencer Trump a atacar o Irão foi uma grande vitória para Benjamin Netanyahu, mas o primeiro-ministro israelita tem pouco interesse em acabar com esta guerra agora e continua a bombardear o Sul do Líbano, onde já morreram mais de 2000 pessoas.
    Netanyahu garantiu que a guerra eliminaria a ameaça nuclear do Irão, destruiria o seu programa de mísseis balísticos e “criaria as condições” para o povo iraniano derrubar o seu governo. Nada disto está garantido.
    Joana Ricarte, especialista em Médio Oriente e professora de relações internacionais na Universidade do Porto, é a convidada deste episódio.
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    Orbán caiu. Com que Hungria acordamos nesta segunda-feira?

    13/04/2026 | 12min
    Há muito que não olhávamos para as eleições na Hungria como na última noite. Péter Magyar, líder do partido opositor Tisza, venceu as eleições legislativas húngaras abrindo caminho para o fim da governação de 16 anos de Viktor Orbán.
    Que Hungria teremos na União Europeia com a nova liderança? Podemos já falar numa inversão de ciclo no que toca ao crescimento do populismo? São questões de partida para um episódio na ressaca da vitória eleitoral de Péter Magyar.
    Neste P24 partimos rumo a Budapeste com a enviada especial do PÚBLICO à Hungria, Maria João Guimarães.
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