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    Trump vai fazer do Irão o novo Iraque dos EUA?

    27/03/2026 | 18min
    O Irão rejeitou a proposta de cessar-fogo dos EUA, mas mantém abertura para continuar a negociar. Teerão deixou claro que o conflito só terminará segundo as suas próprias condições.
    Os iranianos não querem só o fim dos ataques. Querem também o pagamento de reparações, o fim das hostilidades em todas as frentes, contra o Hezbollah, no Líbano, nomeadamente, ou o reconhecimento da sua soberania sobre o estreito de Ormuz.
    Perante a possibilidade de um cessar-fogo, Israel intensificou os ataques. Benjamin Netanyahu terá ordenado uma ofensiva de 48 horas para destruir o máximo possível da indústria bélica iraniana e prepara-se para ocupar o Sul do Líbano. António Guterres, secretário-geral da ONU, já disse que o “modelo de Gaza não pode ser replicado no Líbano”.
    Os objectivos desta guerra já foram vários. Se Israel pretende destruir a capacidade militar e o regime teocrático, os EUA e o resto do mundo estão mais preocupados em pôr fim ao bloqueio do estreito de Ormuz.
    Mas a verdade é que Washington envia sinais contraditórios. Donald Trump fala no final da guerra e, mesmo assim, desloca mais soldados para o Médio Oriente.
    O convidado deste episódio é Ricardo Alexandre, editor da secção do Internacional da TSF, e autor do livro Tudo Sobre o Irão, que é apresentado neste domingo, no El Corte Inglés, em Vila Nova de Gaia, pelas 16h.
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    Guerra no Irão faz regressar o fantasma do choque petrolífero de 1973

    26/03/2026 | 19min
    O cenário de um mundo em que os preços do barril de petróleo dispararam para valores incomportáveis, causando um choque que acabou de vez com o período glorioso de crescimento da Europa do pós-guerra, gerou estagflação, desemprego e miséria, em especial nos países pobres. Um cenário que teve um papel relevante no agravamento do mal-estar que se vivia em Portugal – em 1974, recorde-se, o regime autoritário do Estado Novo caiu sem grande estrondo.
    E agora, sem que se vislumbre um fim para a guerra contra o Irão, será que esse cenário se pode repetir? Fatih Birol​, Director Executivo da Agência Internacional de Energia admite que sim.
    Ou seja, o petróleo que deixou de chegar ao mercado com a destruição de infra-estruturas e, principalmente, com o bloqueio do estreito de Ormuz é equivalente ao que se perdeu nos dois choques petrolíferos dos anos de 1970 (em 1973, na sequência da guerra do Yom Kipur e de 1979, associado à queda do regime do Xá Reza Pahlevi à subsequente guerra sangrenta entre o Irão de Khomeini e o Iraque de Sadam Hussein). Conclui Fatih Birol​, que a situação actual não é assim tão diferente da que levou o mundo para uma recessão profunda há meio século.
    Compreendem-se assim os sinais de alarme que alastram por todo o mundo. Para já, as subidas dos preços por barril estão longe do que aconteceu entre 1973 e 1974 – em pouco mais de meio ano, subiram de três para 12 dólares. Não se comparam sequer com o disparo de 1979, de 13 para 34 dólares. Em 2008, convém recordar, os preços atingiram os 147 dólares por barril, ainda acima dos valores actuais, mesmo descontando a inflação.
    O problema é que, se já há quem admita o barril a 200 dólares, é impossível saber o que pode acontecer se o estreito por onde circula 20% do petróleo mundial, o de Ormuz, permanecer fechado por tempo indeterminado. Nos anos de 1970 o mundo mudou com o choque petrolífero decretado com o embargo dos países produtores, e em 2026 pode voltar a mudar por causa do bloqueio iraniano e da destruição causada pela guerra em campos petrolíferos ou em refinarias.
    Para fazer uma ponte entre o passado e o presente e situar a dimensão do choque que estamos a viver, convidámos para o episódio de hoje do seu podcast da manhã o engenheiro António Costa Silva. Nascido em Angola, estudou no IST e doutorou-se em Engenharia de Reservatórios Petrolíferos neste Instituto no Imperial College de Londres. Dirigiu a Partex, a empresa que geria os activos energéticos da Gulbenkian ou a Sonangol. Foi ainda ministro da Economia num governo de António Costa.
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    A eleição de juízes para o Tribunal Constitucional como prova cabal de um regime sob tensão

    25/03/2026 | 16min
    Aconteça o que acontecer, a novela do Constitucional deixará marcas na política. Os apelos de António José Seguro aos compromissos entre os partidos, não estão a ser ouvidos; a imagem do Tribunal Constitucional degrada-se com a partidarização da escolha dos seus membros e pode levar juízes de carreira a recusar a sua nomeação por não quererem ser vistos como apêndices dos partidos; e, para muitos cidadãos, toda esta historieta serve apenas para provar que os políticos estão bem mais preocupados com os seus pequenos poderes do que com a defesa do regime ou o prestígio das instituições.
    Sejamos francos: o problema não é fácil de resolver. Porque um modelo de escolha definido pelo PS e PSD em 1982 não resiste ao quadro parlamentar de hoje, quando em vez de dois grandes partidos há três. Dos dez juízes eleitos pela assembleia, cinco eram indicados pelo PS e cinco pelo PSD, com o propósito de garantir os equilíbrios no regime. Esse acordo ficou datado. Está comprometido. Como dos três juízes que saem dois foram escolha do PSD e um do PS, uma substituição directa deixaria o Chega, o segundo maior partido, fora do processo. O PSD não acha bem e decidiu manter os seus dois nomes e entregar o do PS ao Chega.
    É neste momento que tudo se complica. Como a eleição requer maioria de 2/3 dos deputados, que um bloco Chega PSD não consegue, o país anda nisto reunião após reunião. A impaciência e a acrimónia agravaram-se e já se fala em retaliações do PS no frágil equilíbrio da política caso não perca um dos seus ainda cinco juízes.
    Como se pode desatar este nó? Quem faz o papel de mau na novela? O que pode acontecer a seguir?
    Perguntas para a conversa com José Palmeira, Professor Auxiliar do Departamento de Ciência Política, na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho.
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    Desconhecidos em casa: há jovens e crianças em ensino doméstico fora do radar da Justiça e da Educação

    24/03/2026 | 19min
    Um trabalho de investigação do PÚBLICO deu-nos conta que há um número indeterminado de crianças e jovens no regime de ensino doméstico. Nada de mais até que se constata que muitos dos que aprendem em casa não estão registados numa escola pública ou privada, como exige a lei. O trabalho exaustivo da jornalista Andreia Sanches dá-nos conta que nem o Ministério da Educação nem o sistema judicial conhecem a dimensão do problema nem sabem como lidar com os seus impactes.
    Convém não dramatizar e concluir que todas essas crianças e jovens não vão à escola por causa do radicalismo dos pais ou por qualquer outra razão que comprometa os seus futuros. Os pais têm todo o direito de escolher a educação dos seus filhos. Mas para evitar abusos ou danos no processo de aprendizagem, o Estado tem a responsabilidade de acompanhar a decisão dos pais e exigir a avaliação regular dos alunos. Haver crianças e jovens numa zona cinzenta de desconhecimento é algo que custa a aceitar numa sociedade decente. E para o travar, basta uma única coisa: que os pais registem as suas escolhas nas escolas reconhecidas pelo Estado. Podem assim exercer a sua liberdade e o Estado pode assim cumprir o seu dever de garantir a educação ou a segurança das crianças..
    Para sabermos mais e melhor o que está em causa, vamos conversar com a autora deste importante trabalho. A Andreia Sanches é redactora principal do PÚBLICO e a educação é há muitos anos o principal foco da sua actividade profissional.
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    "Cobardes", diz Trump: guerra no Irão agrava 'Guerra Fria' entre Europa e os Estados Unidos

    23/03/2026 | 17min
    A frase, esta não é uma guerra da Europa, pronunciada por Kaja Kallas, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, promete ficar para a posteridade. Porque marca de forma indelével mais uma divergência entre os membros da União Europeia e os Estados Unidos. Recuemos uns dias: há uma semana Donald Trump pediu o envolvimento dos europeus, dos japoneses, sul-coreanos e australianos na segurança do tráfego marítimo no estreito de Ormuz. Todos os seus apelos foram simplesmente recusados. E Trump não escondeu a sua acrimónia. Começando por dizer que os Estados Unidos não precisam de ninguém.
    Dias depois, porém, Trump passou ao ataque. Avisando que, sem o envolvimento europeu na sua guerra e na guerra de Netanyahu​, a NATO teria um futuro sombrio. E, mais grave ainda, na última sexta-feira acusou os europeus de cobardia e avisou que os Estados Unidos “não esquecerão” a recusa em enviar meios militares para o mar vermelho. Desta vez a Europa manteve-se firme. Nem sequer vai reforçar os meios navais que hoje protegem a marinha mercante a sul do estreito de Ormuz. O foco da União continua a ser o apoio à Ucrânia, que no final da semana passada voltou a ser bloqueado por Viktór Orbán.
    Mas também aqui os líderes europeus parecem mais confiantes em tomar decisões duras: as críticas à Hungria atingiram uma dureza sem precedentes. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, chegou a falar de chantagem.
    Estará em curso uma mudança no sentido de uma União mais assertiva e corajosa na defesa da sua soberania e dos seus interesses, ora batendo o pé a Trump, ora pondo de lado a condescendência para com o vírus divisionista de Orbán? Como aconteceu com a Ucrânia, as ameaças externas estão a criar um novo espírito na Europa? E para onde nos levará esse espírito?
    Vamos discutir estes e outros temas com Rita Siza. Jornalista do PÚBLICO com ampla experiência internacional, a Rita é a nossa correspondente em Bruxelas.
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