
A Psicologia da Criação
15/1/2026 | 1h 6min
Neste episódio de Prelo, você vai aprender a entender e superar bloqueios criativos e resistências internas.Estes medos enraizados: o que são? Do que se alimentam? Como aprender a ignorá-los? Como NÃO revisar os seus originais com as lentes da autodepreciação?Na primeira aula desta semana, conversamos sobre o trabalho criativo e o percurso autoral. Afinal, um romance é um meio de denunciar, de mergulhar num mundo próprio, de fomentar a própria voz e estimular a riqueza da linguagem.Para forjar um livro é preciso acreditar que ele vai existir um dia. É preciso confiar neste poder de materialização do que ainda não tem forma.Os livros, afinal, nascem de algo tão impalpável quanto um anseio. De um lugar impreciso, vago, do que os psicanalistas chamam de "umbigo do sonho". Houve uma vez em que Ulisses não existia. Ou Crime e Castigo. Hoje, não concebemos o mundo sem eles, e nem imaginamos que algum dia eram apenas anotações num caderno, um modo de sobrevivência.Estas escritoras, estes escritores tiveram a generosidade de perceber que as ideias não bastam (a biblioteca dos livros inexistentes está cheia de boas ideias assim como o inferno está repleto de boas intenções).E mais: entendendo a psicologia da criação e as necessidades que a leitura de um livro satisfaz, você aprenderá recursos para construir uma obra irresistível e como capturar a atenção dos seus leitores.Já te aconteceu de não conseguir largar um filme ou um livro, mesmo que não esteja gostando tanto dele?Nesta conversa, vamos superar a dicotomia existente entre improvisar o livro ou estruturá-lo. O que significa estruturar um romance, e qual é o espaço que deve ser deixado para o acidente feliz da criação.E HOJE, quinta-feira, 15 de janeiro, temos a terceira aula da Semana do Romance! Não perca!E hoje, quero fazer um convite: entre os dias 12 e 18 de janeiro, vou dar uma formação imersiva online gratuita sobre nada menos que o romance, o gênero mais desafiador da prosa, e ao mesmo tempo o mais lido e vendido em todo o mundo.Quer escrever um romance? Você precisa participar!Clique no link para garantir a sua vaga:escritacriativa.net.br/o-primeiro-capitulo/podcast

Projeto: Um Romance em 2026
01/1/2026 | 28min
#132 – No novo episódio de Prelo, tenho um exercício para você. É a primeira aula para a escrita do seu romance em 2026. São 12 perguntas reflexivas que você deve se fazer para se preparar para escrever o seu melhor livro no ano que começa. É um tempo para sonhar. Se você escrevesse ou seu livro, o seu romance, nos próximos meses, como será que a vida seria para você? Como você imagina este cenário?Quão motivada, quão motivado você está para aprontar isso?O que isso faria para a sua vida? O que está no caminho? Qual é o obstáculo?E hoje, quero fazer um convite: entre os dias 12 e 18 de janeiro, vou dar uma formação imersiva online gratuita sobre nada menos que o romance, o gênero mais desafiador da prosa, e ao mesmo tempo o mais lido e vendido em todo o mundo.Quer escrever um romance? Você precisa participar!Clique no link para garantir a sua vaga:escritacriativa.net.br/o-primeiro-capitulo/podcast

Melhores Leituras de 2025
18/12/2025 | 18min
#131 – Já reparou que o tempo se dilata quando lemos? Por aqui, 2025 teve cinquenta meses, e resolvi dividir com você algumas das leituras mais intensas e absorventes que fiz desde o remoto mês de janeiro. Indico as melhores porque sei que, para escrever bem, precisamos da companhia de bons livros. E para seguirmos motivados, nada como leituras que orientem caminhos. Foram histórias em quadrinhos, ensaios, romances. Clássicos e contemporâneos. Não me pautei muito em categorias, nacionalidades prévias. Eu me servi do que gostava. Segui o apetite.Se quiser, preparei aqui uma pequena aula onde me debruço sobre algumas dessas leituras.E você? Quais foram as suas melhores leituras de 2025?

As Etapas da Publicação de um Livro
04/12/2025 | 20min
#130 – Publicar não é uma ciência exata. Mas suas variáveis são mais ou menos previsíveis. Cada livro que escrevi cumpriu um caminho distinto no mundo das editoras, percorreu algumas etapas específicas. Publicar por uma casa editorial pequena não é o mesmo que lançar o seu livro por uma editora grande, ou ter a sua obra divulgada pelo Sesc ou pela Funarte. Nesses mais de 20 anos publicando, percorri diversos caminhos. E posso dizer que, apesar das especificidades, existem algumas etapas necessárias – e outras altamente recomendadas – pelas quais você deverá passar. Antecipar essas etapas e saber o que esperar pode te ajudar muito na hora de fazer boas escolhas e garantir que seu livro seja bem conduzido e bem editado. No novíssimo episódio de Prelo, conto para você as etapas da publicação.

Biomas Afetivos: Leituras de Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus e Augusto de Campos – uma conversa com Reynaldo Damazio
21/11/2025 | 1h 24min
#129 – “É com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que se funde com o mais escuro uivo humano da dor da separação mas é grito de felicidade diabólica. Porque ninguém me prende mais. Continuo com capacidade de raciocínio – já estudei matemática que é a loucura do raciocínio – mas agora quero o plasma – quero me alimentar diretamente da placenta. Tenho um pouco de medo: medo ainda de me entregar pois o próximo instante é o desconhecido. O próximo instante é feito por mim? Ou se faz sozinho? Fazemo-lo juntos com a respiração. E com uma desenvoltura de toureiro na arena.”Essa é a abertura de Água Viva, da Clarice Lispector, um dos poucos livros da autora que felizmente ainda não li. Ia copiar só um trechinho, mas deu vontade de percorrer o parágrafo todo. Imagine o que foi ler algo assim na adolescência, o abalo tectônico que representou na formação da personalidade, ainda uma argila úmida. Clarice, toda grande literatura formalmente disruptiva, abre em nós uma fissura no tecido discursivo, na viscosidade dos lugares comuns, nos discursos motivacionais e técnicos, na arenga ameaçadora das escolas, no sussurro neurótico das novelas domésticas, no esforço sempre vão dos adultos de domesticar a perturbação selvagem daqueles anos perigosos. Foi o meu caso, quando li “Amor”, quando li “Perto do Coração Selvagem”, que Clarice escreveu quando tinha apenas 17 anos. E foi também o que aconteceu com o meu amigo Reynaldo Damazio. A palavra nunca mais seria a mesma. O Reynaldo – poeta, editor, jornalista, coordenador de literatura na Casa das Rosas, em São Paulo, e colaborador das formações do nosso canal, Escrita Criativa – foi iniciado por Clarice Lispector. E por Carolina Maria de Jesus. E por Augusto de Campos. E desde então uma verdade profunda sobre a poesia acompanhou a sua vida e a sua própria escrita. O Reynaldo é também uma das minhas amizades mais antigas na literatura. É o grande amigo na viagem a Alto Paraíso que retratei em “Divã: jangada”, terceiro ensaio de “Baleias no Deserto”. É dele o ensaio no fim de "Documentário", que a Funarte publicou. São vinte anos de prosa, leituras e colaborações. E nesta semana, quero convidar você a sentar-se comigo e com o Rey em um papo sobre como os anos inaugurais da adolescência ajudaram a compor o sujeito que lê e que escreve.Reynaldo Damazio nasceu em São Paulo. Bacharel e Licenciado em Ciências Sociais pela USP, com especialização em publicidade e gestão cultural; é editor, crítico literário, tradutor, curador de eventos literários, mediador de oficinas de criação e supervisor de conteúdo e formação nos museus Casa das Rosas, Mário de Andrade e Guilherme de Almeida. Autor de O que é criança (Editora Brasiliense), Nu entre nuvens (Ciência do Acidente), Horas perplexas (Editora 34), Trilhas, notas & outras tramas (Dobradura Editorial), Crítica de trincheira: resenhas (Giostri Editora) e Movimentos portáteis (Kotter Editorial), entre outros. Criou em 2012 o programa formativo Clipe (Curso Livre de Preparação de Escritores), na Casa das Rosas, que coordena até hoje, e foi co-curador das exposições “Um corpo estanho: Centenário de publicação de A metamorfose”, em 2015, “As ideias concretas: Poesia 60 anos adiante”, em 2016, e “Barroco em trânsito”, em 2017, todas na Casa das Rosas.



Prelo