Silvia Nogueira viveu de perto o que muitas de nós já conhecemos bem: o peso do cuidado que cai, quase sempre, nos ombros das mulheres. A experiência com a saúde do pai a fez parar e olhar de frente para algo que a cultura e muitas vezes a própria igreja prefere esconder: o envelhecimento feminino.
Neste episódio, ela faz isso sem romantizar. Fala da sobrecarga real, da pressão estética que não dá trégua, e da necessidade urgente de fazer escolhas conscientes sobre como queremos envelhecer, não como a sociedade espera que a gente envelheça.
E no meio disso tudo, a espiritualidade não entra como resposta fácil. Entra como chão. Silvia traz a perspectiva de que a velhice não é fim, é tempo de frutificar. De produzir vida. De reescrever o que significa ter futuro.
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