
Almanaque A Batalha para 1926: uma viagem até ao ano em que tudo muda
15/1/2026 | 30min
Ao entrar no ano novo, A Batalha, jornal do movimento operário anarcossindicalista, apresentava aos leitores uma novidade: o Almanaque para 1926. Fundado em 1919 pela União Operária Nacional, A Batalha era já, em 1926, um diário de referência. Ao invés de mera publicação doutrinária, Alexandre Vieira, o seu primeiro diretor, idealizara um jornal capaz de ocupar espaço na imprensa periódica nacional e participar activamente no debate político. Assim, conjugava textos ideológicos com temáticas diversas, competindo nas bancas com comerciais como Diário de Notícias ou O Século. A partir do Almanaque, distribuído gratuitamente no início de 1926, Rui Tavares acompanha o início da história deste jornal, e reflecte sobre o papel político do anarcossindicalismo e do movimento operário durante a Primeira República. O Almanaque, como é da sua natureza, apontava a previsibilidade do tempo: efemérides do calendário, ciclo das estações, marés e fases da Lua. Não podia prever, contudo, a mais impactante efeméride do ano: o dia 28 de maio, quando a República chegava ao fim e o tempo histórico tomava novo rumo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os 100 anos da queda de Alves Reis: de falsário impenitente a cristão renascido
08/1/2026 | 23min
Por onde anda Alves dos Reis? Como terminou a saga da maior burla de que há memória no país? Rui Tavares regressa a 1926 para nos contar a história da prisão do homem que burlou aproximadamente 1% do PIB português e que se tornou num cristão renascido A história entretanto interrompida, é agora retomada para conhecermos finalmente o seu desfecho. Às portas de 1926, esse ano em que tudo mudaria, há exactamente 100 anos, alguém deteta uma incongruência: duas notas com o mesmo número de série. É o fio da meada que permite começar a compreender o que provocara o enorme desequilíbrio no sistema financeiro português e a misteriosa crise inflacionária. Preso em Dezembro de 1925, Alves dos Reis não desiste de provar a sua inocência. Em 1930, já o golpe militar de 28 de Maio de 1926 derrubara a República e o Estado mudara de direção – com Salazar no Ministério das Finanças desde 1928 –, ainda Alves dos Reis tentava a partir da prisão provar a sua inocência. Neste episódio, Rui Tavares retoma a saga de Alves dos Reis e o seu papel na descredibilização do sistema político e financeiro que faria ruir a, já em crise, democracia portuguesa. Afinal, o que podia o vilão desta história alegar em sua defesa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os mais ouvidos de 2025: De “Pulp Fiction” a Santo Agostinho
01/1/2026 | 37min
No primeiro episódio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares propõe uma viagem errante no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois milénios mas que estão ligadas pela música. Do filme “Pulp Fiction” até à Grécia Antiga há muita história que se liga pela linguagem. Recorde este primeiro episódio do podcast Tempo ao Tempo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os mais ouvidos de 2025: Crimeia, a guerra esquecida
25/12/2025 | 37min
Recorde o episódio em que Rui Tavares nos leva até 1852 e à guerra da Crimeia, para constatar que não há factos irrelevantes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O primeiro Natal em ditadura e um fado de Alfredo Marceneiro: bem-vindos a uma feia noite de Natal
18/12/2025 | 36min
No ano de 1924, Alfredo Marceneiro conquista pela primeira vez o primeiro lugar num concurso de fados. “Remorso”, o fado com letra de Linhares Barbosa que interpretou, dá voz a alguém que se consome de culpa, sozinho, numa noite de Natal. Dois anos depois, esse fado, entretanto celebrado por toda a cidade, parece ter adivinhado o crime passional que iria prender a atenção do país. O que terá prenunciado, afinal, o fado de Marceneiro? Que força tinha a música popular dos anos 20 do século XX, e como circulava entre o teatro de revista, os novos discos de 78 rotações e as partituras vendidas em banca? Neste episódio envolvente, Rui Tavares guia-nos pelas sombrias ruas do Bairro Alto, da Mouraria e do Intendente, mergulha na terrorífica Noite Sangrenta de 1921, entra nos teatros cheios de luz onde Lisboa se divertia em plena crise política e conduz-nos, passo a passo, até à história de um crime amoroso que de tão inesperado e chocante, desviou o olhar coletivo da ditadura que se instalava com o golpe de Estado de 28 de maio de 1926.See omnystudio.com/listener for privacy information.



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