36 episódios
- No episódio de hoje, eu converso com Beatriz Morgado, brasileira, mãe do Liam e da Lily, casada com o Thomas e que vive fora do Brasil há quase 15 anos.
A história da Bia começou em Santos, passou pelo interior de São Paulo e, em 2011, ganhou o mundo quando ela se mudou para os Estados Unidos para ser Au Pair. Depois vieram a Alemanha, quase uma década no Reino Unido e, mais recentemente, um destino que definitivamente não fazia parte dos seus planos: Riyadh, na Arábia Saudita.
Foi também no exterior que a Bia se tornou mãe. Ela descobriu sua primeira gravidez quando o mundo entrava em lockdown e viveu uma gestação e um puerpério muito diferentes daqueles que tinha imaginado. Consultas e ultrassons sozinha, ausência da família, poucas possibilidades de criar uma rede de apoio e um primeiro ano de maternidade marcado pela solidão. Ao mesmo tempo, foi justamente a pandemia que a levou a escolher um caminho diferente para o parto — e a viver uma experiência que, hoje, ela diz que não mudaria.
Anos depois, já com o segundo filho a caminho e enfrentando o alto custo de criar duas crianças na Inglaterra, surgiu uma proposta de trabalho para o marido na Arábia Saudita. A reação inicial? Choro, medo e a certeza de que aquele era o último lugar para onde ela queria se mudar.
Mas a realidade encontrou um jeito de surpreendê-la.
Na Arábia Saudita, a Bia encontrou amigas, uma comunidade de mães, segurança, qualidade de vida e uma dinâmica familiar que ela nunca tinha conseguido viver antes. Depois de tantos anos de casamento, foi ali que ela e o marido finalmente puderam experimentar algo que parecia tão simples: uma vida juntos, em família, com uma rotina mais próxima daquela que sempre imaginaram.
Falamos sobre maternidade na pandemia, solidão e rede de apoio, parto, casamento, custo de vida e childcare na Inglaterra, os medos que cercaram a mudança para a Arábia Saudita e o contraste entre aquilo que ela imaginava sobre o país e a vida que encontrou por lá.
Também conversamos sobre criar filhos entre culturas, manter o português e a conexão com o Brasil e sobre como, depois de tantos países e tantos recomeços, um dos destinos mais improváveis acabou se tornando lar.
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A gente se encontra no próximo episódio.
Um beijo,
Giovanna - No episódio de hoje, eu converso com a Cristiane Domingos — a Cris. Nascida em Campinas, formada em turismo e pós-graduada em eventos, ela construiu sua vida atravessando diferentes caminhos até se estabelecer nos Estados Unidos. Já foi au pair, morou em diferentes estados, trabalhou em navio… e foi no meio dessa trajetória que a maternidade encontrou um novo significado.
Casada com o Andrew há quase 9 anos, Cris se tornou mãe da Maeve, hoje com 5 anos, através do sistema de foster care — um caminho pouco falado, cheio de camadas, incertezas e, ao mesmo tempo, profundamente transformador.
Diferente do que muitos imaginam, o foster care tem como principal objetivo a reunificação familiar. E é nesse contexto que a maternidade da Cris começa: acolhendo, cuidando e criando vínculo com uma criança sem a garantia de que ela ficaria. Um processo que exige entrega, presença e uma capacidade enorme de amar… mesmo sem controle da história.
Falamos sobre como funciona o sistema nos Estados Unidos, os desafios emocionais de viver entre o temporário e o permanente, o impacto de maternar sem rede de apoio e o que significa construir um vínculo que nasce no cuidado diário.
Esse não é só um episódio sobre adoção.
É sobre o amor que se constrói no caminho.
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Um beijo,
Giovanna - No episódio de hoje, eu converso com a Carolina Farias — ou Carol Farias. Carioca, mãe do Vincent e do Thomas, zootecnista de formação e profissional da área de biotecnologia, ela vive na Bélgica desde 2012, onde construiu sua vida em família após um reencontro inesperado com o marido, anos depois de se conhecerem ainda na adolescência.
Mas, como muitas histórias de imigração, a trajetória da Carol também foi feita de adaptações silenciosas. Entre o desafio de validar o diploma, aprender uma nova língua e se inserir no mercado de trabalho, ela viveu momentos que a fizeram repensar sua relação com carreira, maternidade e consigo mesma.
Ao longo da conversa, ela compartilha como foi lidar com a depressão pós-parto longe da rede de apoio e a experiência de burnout em um ambiente profissional exigente — dois momentos que trouxeram sinais importantes sobre limites, saúde mental e autocuidado.
Falamos sobre culpa materna, sobre continuar funcionando mesmo quando algo já não está bem, e sobre o processo de reconhecer esses sinais e, aos poucos, se reconstruir.
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Giovanna - No episódio de hoje, eu converso com a Emanuelle Rech — ou, como muita gente conhece, a Manu, da @manu.parentalidade.imperfeita. Nascida em Brasília, ela vive em Montréal desde 2007, é casada e mãe da Ingrid, de 11 anos. Hoje, atua como terapeuta e orientadora parental no Canadá, ajudando famílias a construir relações mais conscientes e respeitosas.
Mas a maternidade não fazia parte dos seus planos. Por muitos anos, a Manu foi uma workaholic assumida, passou por diferentes áreas profissionais e buscava um propósito. Foi só aos 33 anos, quando decidiu tentar engravidar, que sua vida tomou um rumo completamente diferente. Dois meses depois, veio a notícia da gravidez — e, com ela, uma transformação profunda.
Nesse episódio, falamos sobre o choque de realidade da maternidade, a culpa que nasce com o maternar, o impacto de um parto que deixou marcas e a decisão de não ter mais filhos. Também mergulhamos na experiência de criar uma filha longe da família: o estado de alerta constante, a solidão de não ter uma rede de apoio e as perguntas silenciosas que atravessam muitas mães imigrantes — “como teria sido se fosse no Brasil?”
Ao mesmo tempo, a Manu traz uma reflexão potente sobre a parentalidade possível: menos perfeição, mais evolução. Um convite para olhar para a maternidade com mais gentileza, respeitando tanto as necessidades da criança quanto as do adulto.
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Giovanna - No episódio de hoje, eu converso com Camila Martins — enfermeira intensivista neonatal, mãe do Dominic e à espera do segundo bebê, e uma mulher que vive diariamente entre o conhecimento técnico e as emoções intensas do início da vida.
Natural do Rio Grande do Sul, a Camila construiu sua trajetória em diferentes cidades até se mudar, em 2019, para Québec, no Canadá, onde hoje vive com o marido e trabalha na UTI neonatal do CHUL. Foi nesse cruzamento entre profissão e maternidade que surgiram muitas das perguntas que atravessam esse episódio.
Como é maternar quando você sabe demais?
Como lidar com o excesso de informação — especialmente quando ela vem carregada de medo?
E como separar a profissional da mãe, sem transformar cada detalhe em motivo de preocupação?
Ao longo da conversa, falamos sobre doenças, ansiedade, comparações nas redes sociais e o impacto de viver a maternidade em uma era em que tudo parece urgente — e em que confiar na própria intuição pode se tornar um desafio.
A Camila também compartilha sua experiência no perfil @amme.maternite, onde oferece orientações e acolhimento a outras mães, criando um espaço mais leve, acessível e humano para falar sobre saúde infantil.
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Um beijo,
Giovanna
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Bem-vindos ao Colo de Longe, o podcast que fala sobre os desafios, vitórias, perrengues e descobertas de ser mãe fora do Brasil.
Apresentado por Giovanna Borges, cada episódio traz conversas sinceras com mães brasileiras espalhadas pelo mundo, compartilhando vivências reais sobre maternidade, saudade, adaptação e identidade.
Se você está grávida, é mãe ou vive essa jornada longe da terrinha, esse espaço é seu. Porque quem disse que rede de apoio precisa estar por perto? Aqui, o colo chega — mesmo de longe.
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