10 episódios
Antiguidade Tardia: A era das multidões? - prof. Dr. Julio Cesar Magalhães de Oliveira
06/09/2021 | 44minConflitos sociais e lutas políticas nunca estiveram ausentes da vida da polis grega ou da civitas romana. Apesar disso, na Antiguidade Tardia esses protestos e revoltas ganharam um novo sentido político, chamando atenção de autores antigos para esses atos e para novos significados. O que levou ao aumento de confiança e de espaços em que as pessoas encontraram voz para se expressar? Que tipo de repertórios e espaços eram mobilizados? E como as pessoas comuns canalizaram o poder coletivo ao perceber oportunidades para atingir seus próprios objetivos? Para falar sobre a Antiguidade Tardia - A era das multidões, recebemos hoje o Dr. Julio Cesar Magalhães, professor de história antiga na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, e coordenador do Grupo de pesquisa subalternos e populares na antiguidade.
Apresentação e produção: Guilherme Rodrigues
Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga
Laboratório de Arqueologia Romana Provincial
Coordenação: professora Dra. Maria Nicolau Kormikiari Passos e professor Dr. Vagner Carvalheiro Porto
Apoio:
Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP)
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Referências Bibliográficas:
DE OLIVEIRA, Julio Cesar Magalhães. Late Antiquity: The Age of Crowds?. Past & Present, v. 249, n. 1, p. 3-52, 2020. https://doi.org/10.1093/pastj/gtz063As cosmologias e histórias dos povos indígenas da Mesoamérica e Andes Centrais - Prof. Dr. Eduardo Natalino dos Santos
16/08/2021 | 59minDado o universo das fontes históricas para o mundo ameríndio, andino e mesoamericano, como os estudos comparativos tem possibilitado transformações no entendimento das cosmogonias desses povos e têm revelado uma pluralidade de concepções e formas de ver o mundo? Como diferentes formas de explicação da memória do mundo passado e presente desses povos, espaciais e temporais, foram mobilizados de formas distintas pelos indígenas na busca por articular seus projetos sociopolíticos, articulando visões de mundo e de história.
A "Para falar sobre esses outro assuntos assuntos, recebemos o Dr. Eduardo Natalino dos Santos professor e pesquisador no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, um dos fundadores do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos (CEMA) e pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios (CEstA)
Apresentação e produção: Guilherme Rodrigues
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Referências Bibliográficas:
SANTOS, Eduardo Natalino., Textos e imagens, histórias e cosmologias indígenas da Mesoamérica e andes centrais. Intermeios, São Paulo. 2020.- Com trajetórias, preocupações, origens, fontes distintas e abordagens metodológicas próprias, a História e a Arqueologia permanecem em constante diálogo e numa relação profícua na busca por entender o passado humano.
No episódio de hoje trataremos das relações entre as duas disciplinas, suas fontes, e a ampliação dos seus campos de interesse. Como a Arqueologia tem possibilitado o estudo de grupos subordinados? Quais as potências do uso da cultura material para contextos de grande abundância textual? Como os estudos arqueológicos tem favorecido a superação de vieses sobre o período moderno e do pleno entendimento de situações de conflitos contemporâneos como a ditadura militar?
Para falar sobre esses assuntos, conversamos hoje com o Dr. Pedro Paulo Funari, professor da UNICAMP, autor de vários livros, orientador no MAE e também autor de centenas de artigos e livros sobre arqueologia nos mais variados campos.
Apresentação e produção: Guilherme Rodrigues
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Referências Bibliográficas:
FUNARI, P. P. A.. El Carater Popular de La Caricatura Pompeyana. Gerión, v. 11, p. 153-173, 1993.
FUNARI, P. P. A.. Fontes arqueológicas - os historiadores e as fontes arqueológicas - Segunda Edição 01/12/2006. In: Carla Bassanezi Pinsky. (Org.). Fontes Históricas. 2ed.São Paulo: Editora Contexto, 2006, v. , p. 81-110.
FUNARI, Pedro Paulo A.. Contribuições da arqueologia para a interpretação do Quilombo dos Palmares. Fronteiras, [S.l.], v. 3, n. 6, p. 79-90, jan. 2021. ISSN 2175-0742. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/index.php/FRONTEIRAS/article/view/13388. Acesso em: 09 jun. 2021
FUNARI, Pedro.. Como se Escreve a História da Antiguidade, Rostovtzeff e a contribuição da Arqueologia para a História Antiga. In: Silva, Glaydson José da. e Carvalho, Alexandre Galváo.(orgs.)., Como se escreve a história da Antiguidade: olhares sobre o antigo. Sáo Paulo, Editora Unifesp, 2020.
SOARES, I. V. P. Novas perspectivas para a arqueologia da repressão e da resistência no Brasil depois da Comissão Nacional da Verdade. Revista Arqueologia Pública, Campinas, SP, v. 8, n. 2[10], p. 177–194, 2015. DOI: 10.20396/rap.v8i2.8635655. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rap/article/view/8635655. Acesso em: 1 ago. 2021. - De nome derivado do Tupi que significa amontoado de conchas, os sambaquis, fruto do trabalho de gerações de antigas populações indígenas, são montes que se elevam na paisagem e que ainda motivam muitos questionamentos dos arqueólogos. O que sabemos sobre os sistemas socieoculturais formadores dos sambaquis? O que eles dizem sobre a ocupação do território brasileiro? Como os estudos micromorfológicos têm revelado novas formas de entender os sambaquis? E o que levou ao fim da cultura sambaquieira? Neste episódio do Estraticast, podcast de Arqueologia e História recebemos a Dra. Ximena Suarez Villagran professora do MAE-USP e coordenadora do Laboratório de Microarqueologia.
Apresentação e produção: Guilherme Rodrigues
Coordenação: professora Dra. Maria Nicolau Kormikiari e professor Dr. Vagner Carvalheiro Porto.
Apoio: Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP)
Referências Bibliográficas:
VILLAGRAN, X.S. O que sabemos dos grupos construtores de sambaquis? Breve revisão da arqueologia da costa sudeste do Brasil, dos primeiros sambaquis até a chegada da cerâmica Jê. R. Museu Arq. Etn., São Paulo, n. 23, p. 139-154, 2013.
VILLAGRAN, Ximena Suarez; PESSENDA, Luiz Carlos Ruiz; VALADARES COSTA, Henrique; ATORRE, Tiago; ERLER, Igor da Silva; STRAUSS, André; BARIONI, Alberto; KLÖKLER, Daniela; TOGNOLI, Anderson; DUARTE, Carlos; BONFIM, Paulo Vinicius; MACARIO, Kita. Os primeiros povoadores do litoral norte do Espírito Santo: uma nova abordagem na arqueologia de sambaquis capixabas. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, v. 13, n. 3, p. 573-596, set.-dez. 2018. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1981.81222018000300006
VILLAGRAN, Ximena Suarez. The Shell Midden Conundrum: Comparative Micromorphology of Shell-Matrix Sites from South America. J Archaeol Method Theory 26, 344–395 (2019). https://doi.org/10.1007/s10816-018-9374-2 - A Museologia garante a salvaguarda, a documentação, a difusão de acervos naturais e culturais e, numa relação direta com a arqueologia, em uma perspectiva interdisciplinar, também a gestão e a devida extroversão dos artefatos arqueológicos.
Qual seria um equilíbrio mais adequado entre os campos da arqueologia e da museologia em relação às ações de preservação, valorização, e divulgação dos bens arqueológicos? Como ocorre o processo de musealização desses vestígios, quais as preocupações e problemas para a realidade brasileira e sua estratigrafia do abandono? Quais as contribuição para a construção de memórias e de elos entre herança patrimonial e sociedade contemporânea?
Para falar sobre essas questões, conversamos hoje com a museóloga Dra. Maria Cristina Oliveira Bruno, professora de Museologia e que também coordena o Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia - MAE USP, em conjunto com a Profa. Dra. Camila Moraes Wichers e também coordenadora do Grupo de Pesquisa do CNPq - Musealização da Arqueologia.
Apresentação e produção: Guilherme Rodrigues
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Referências Bibliográficas:
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Núcleo Multidimensional de Gestão do Patrimônio e de Documentação em Museus (NUGEP); Mendonça, Elizabete de Castro (2020): Museologia, Musealização e Coleções: conexões para reflexão sobre patrimônio. figshare. Book. https://doi.org/10.6084/m9.figshare.12389144.v1
BRUNO, M. C. O. Acervos arqueológicos: relevâncias, problemas e desafios desde sempre e para sempre. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 33, n. 3, p. 08–18, 2020. DOI: 10.24885/sab.v33i3.845. Disponível em: https://www.revista.sabnet.org/index.php/sab/article/view/845. Acesso em: 4 jul. 2021
BRUNO, Maria Cristina Oliveira. Arqueologia e antropofagia: a musealização de sítios arqueológicos. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, n. 31, p. 235-247, 2005
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Sobre Estraticast - Arqueologia e História
Podcast de Arqueologia e História produzido pelo Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga e pelo Laboratório de Arqueologia Romana Provincial, com apoio do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP).
Quinzenalmente, abordamos os assuntos mais significativos do campo da Arqueologia e da História, com entrevistas a pesquisadores e professores das mais importantes universidades e centros de pesquisas do Brasil e do mundo.
Estraticast é produzido por Guilherme Rodrigues, Profa. Dra Maria Cristina Nicolau Kormikiari e pelo Prof. Dr. Vagner Carvalheiro Porto
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