Rússia e Talibã: como dois inimigos históricos viraram parceiros estratégicos — e o que isso muda para o mundo.
Em julho de 2025, a Rússia tornou-se o primeiro país a reconhecer formalmente o governo do Talibã. Em maio de 2026, o secretário do Conselho de Segurança russo anunciou uma "parceria plena" com o Afeganistão — relações políticas, militares, energéticas e comerciais. Sem condicionalidades.
Neste episódio, analisamos o que está por trás dessa virada geopolítica: a trajetória que levou Moscou a abandonar 22 anos de hostilidade declarada, os interesses estratégicos de cada lado (segurança contra o ISIS-K, minerais, energia, narcóticos, legitimidade internacional), a cooperação militar já em andamento, e o que esse novo eixo significa para a Ásia Central, para os EUA, e para o Sul Global.
Também revelamos o detalhe que muda toda a leitura: entre 2016 e 2019, a inteligência militar russa — o GRU — pagava US$ 200.000 por soldado americano morto no Afeganistão pelo Talibã. Seis anos depois, são parceiros formais.
Neste episódio:
— O peso histórico da guerra soviética no Afeganistão (1979–1989)
— A linha do tempo do reconhecimento russo: de decreto a embaixador
— O que Moscou quer: ISIS-K, minerais, energia, posição no Sul Global
— O que o Talibã ganha: legitimidade sem condicionalidades ocidentais
— Cenários para 2026: SCO, corredor de energia, efeito dominó regional
— Análise própria: o que o bounty do GRU revela sobre a geopolítica atual