A coronariografia veio normal. Mas o paciente continua com dor, teste isquêmico positivo e qualidade de vida no chão. O que você está deixando de investigar?
Neste episódio, Mateus Prata e Raphael Rossi mergulham na fisiologia invasiva da microcirculação coronariana — o território que a angiografia simplesmente não enxerga. Falamos sobre INOCA, ANOCA, disfunção microvascular e espasmo coronariano: por que esses diagnósticos ainda escapam e como o teste fisiológico invasivo pode mudar o rumo clínico de forma concreta.
📌 Minutagem:
(0:15) Abertura e apresentação do tema
(1:17) Contexto do episódio; patrocinadores (MEV Brasil, 12 News Prime)
(2:37) Revisão de episódios anteriores (MINOCA, INOCA, isquemia na mulher)
(3:18) Definição de ANOCA e INOCA; prevalência em mulheres (até 70%)
(4:51) Impacto prognóstico: 2x mais risco CV vs. população normal; até 5x com 3 vasos
(5:50) Chegada da avaliação invasiva ao Brasil (Dante Pazzanese); desestigmatização do paciente
(7:03) Classificação fisiopatológica da ANOCA: vasoespasmo (epicárdico vs. microvascular), disfunção endotelial, CMD, ponte miocárdica
(11:07) Fatores de risco para disfunção endotelial e microvascular (tabagismo, DM, receptores AT1/AT2)
(13:38) Prevalência dos subtipos — dados do CórMICA (50% microvasculatura, 16% vasoespasmo, 20% ambos)
(16:01) Diferença entre protocolos de MINOCA vs. INOCA/ANOCA
(16:37) Passo 1: Avaliação epicárdica com FFR — descarte de doença obstrutiva
(18:18) Passo 2: Avaliação microvascular com CFR e IMR — subtipos estrutural vs. funcional
(23:29) Validação das curvas e qualidade do exame
(24:17) Passo 3: Teste de vasoespasmo com acetilcolina (doses 50→100→200 µg; critérios: dor + ECG + angiografia; papel do tridil)
(30:11) Passo 4: Avaliação de ponte miocárdica com dobutamina + FFR/iFR
(30:26) Segurança: 0,5% evento grave; risco de FA paroxística com acetilcolina
(32:41) Estudo WISE: sub-representação feminina, papel do IECA
(35:07) CórMICA Trial & ILIA ANOCA: tratamento guiado melhora qualidade de vida
(38:56) Estudo WARRIOR: limitações — 50–60% já usavam IECA/estatina; não conclusivo
(42:35) Ranolazina e Nebivolol: evidências em subtipos específicos de CMD
(43:39) Caso clínico 1: Vasoespasmo sobre placa de 40% na DA — angioplastia como conduta
(46:22) Caso clínico 2: Vasoespasmo de tronco de coronária esquerda — limites terapêuticos
(48:51) Considerações finais: controle de fatores de risco, popularização do exame, encerramento
O ponto que mais surpreende nesse episódio: o teste fisiológico invasivo completo adiciona apenas ~20 minutos ao procedimento e encontrou mecanismo tratável em 78% dos pacientes com coronárias normais no ILIAS ANOCA. Isso se traduziu em +9,4 pontos no SAQ de frequência de angina em 6 meses — um resultado que simplesmente olhar a angiografia não entrega.
Para quem é: cardiologistas, hemodinamicistas, clínicos que acompanham pacientes com angina e coronariografia normal, e residentes que querem entender a fisiologia coronariana .
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