245 episódios
Quando a anticoagulação se torna um desafio - Ft. Dr. Guilherme Velho e Dr. Rodrigo Noronha (Especial Dia Mundial do Coração - DozeCast 242))
29/09/2026 | 58minUma paciente com leucemia sangra, tem um AVC e mesmo assim precisa continuar protegida contra o próximo. Um militar cai do cavalo em vigência de anticoagulante e quase perde a perna.
Na teoria, a diretriz resolve. Na prática, o paciente não leu a diretriz.
Fechando com chave de ouro a série especial em parceria com a Boston Scientific pelo Dia Mundial do Coração (29/09), o DozeCast recebe o doutor Guilherme Velho, cardiologista e diretor científico da MedVox, e o doutor Rodrigo Noronha, cardiologista clínico, PhD pela USP e chefe do Serviço de Cardio-Oncologia da Beneficência Portuguesa.
A conversa parte de casos reais para discutir o que fazer quando a anticoagulação, que deveria proteger o paciente, se torna ela mesma um risco.
O que você vai aprender:
📌 Por que o HAS-BLED não captura riscos reais como invasão tumoral gastrointestinal, fragilidade e risco de queda
📌 Os limites da varfarina no Brasil — baixo TTR e falta de acesso aos DOACs por questão financeira
📌 O erro mais comum na prescrição de apixabana e o impacto disso na proteção do paciente
📌 O racional biológico por trás da oclusão do apêndice atrial esquerdo
📌 CLOSURE-AF vs. CHAMPION-AF: por que dois estudos do mesmo ano, com populações diferentes, chegaram a resultados opostos
📌 Como conduzir o pós-procedimento em pacientes oncológicos, plaquetopênicos e com angiopatia amiloide
📌 O que o InReach Trial muda na conduta após hemorragia intracraniana
📌 Por que individualizar — e não seguir a diretriz de forma populacional — é a mensagem central da discussão
O ponto mais provocativo do episódio vem quando os convidados trazem o InReach Trial: em pacientes que sangraram na cabeça, retornar à anticoagulação entre duas e quatro semanas, como a diretriz orienta, não reduziu o risco de AVC e ainda aumentou o sangramento.
Na prática, a minoria desses pacientes retorna mesmo à anticoagulação, ficando sem nenhuma proteção. É exatamente nesse gap entre diretriz e realidade que a oclusão do apêndice atrial pode aparecer como resposta.
Para quem é esse episódio: cardiologistas, residentes e estudantes que lidam com fibrilação atrial e precisam decidir o que fazer quando o paciente à frente não se encaixa em nenhum trial.
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Hashtags: #FibrilaçãoAtrial #Anticoagulação #Cardiologia #AVC #OclusãoDeApêndiceAtrial #DOAC #CardioOncologia #HASBLED #DiaMundialDoCoração #BostonScientific #DozeCast #CardiologistasReta final para o TEC: os temas que mais caem e as atualizações de 2025 | (Especial DozeTEC)
17/09/2026 | 57minA prova do TEC está chegando, e estudar apenas o que você já viu pode não ser suficiente. Em 2025, novas atualizações mudaram pontos importantes de diretrizes que aparecem com frequência na prova de título de especialista em Cardiologia.
Neste episódio especial do DozeCast para o DozeTEC, Victor Bemfica e William Batah fazem uma revisão estratégica da reta final: passam por temas centrais e destacam as principais mudanças recentes, mostrando como esses assuntos costumam ser cobrados nas questões.
A proposta não é fazer uma revisão enciclopédica. É organizar o raciocínio para você identificar o que merece atenção máxima agora. Especialmente os conteúdos em que uma mudança de recomendação pode transformar uma alternativa aparentemente correta na pegadinha da prova.
📌 Hipertensão arterial sistêmica: a nova meta de 130/80 mmHg e a pegadinha clássica das metas em pacientes idosos e de diferentes categorias de risco.
📌 Dislipidemias: o escore PREVENT, as metas de LDL-colesterol e colesterol não-HDL e a importância de dosar Lp(a) pelo menos uma vez na vida.
📌 Fibrilação atrial: o CHA₂DS₂-VA, a retirada do sexo feminino como fator de risco isolado, a nova janela para cardioversão e as principais decisões envolvendo anticoagulação.
📌 Anticoagulação na fibrilação atrial: situações especiais, ajuste de dose dos anticoagulantes orais diretos, próteses valvares, terapia antitrombótica após síndrome coronariana aguda ou angioplastia e anticoagulação após ablação.
📌 Dor torácica e síndrome coronariana aguda: protocolo de 0–1 hora com troponina ultrassensível, escore HEART, ADD-RS, PERC, critérios de Sgarbossa modificados por Smith e padrões eletrocardiográficos de oclusão coronariana sem supradesnivelamento clássico.
📌 Insuficiência cardíaca: classificação por fração de ejeção e os quatro pilares do tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida — um dos assuntos mais recorrentes no TEC.
📌 Arritmias geneticamente determinadas: síndrome do QT longo, critérios de Schwartz, diferenças entre os principais genótipos, drogas a evitar e o papel dos betabloqueadores, com destaque para propranolol, nadolol e mexiletina em situações específicas.
📌 Estenose mitral: os pontos de avaliação clínica, ecocardiográfica e terapêutica que podem aparecer em um caso de valvopatia.
📌 Estenose aórtica e TAVI: como organizar a avaliação da gravidade, da indicação de intervenção e da escolha da estratégia terapêutica.
📌 Propedêutica cardiovascular: os dados do exame clínico e dos métodos complementares que ajudam a resolver questões de diagnóstico e gravidade.
📌 Miocardiopatias: o diferencial entre fenocópias, o tratamento sintomático, a prevenção de morte súbita e os red flags que devem levantar a suspeita de amiloidose cardíaca.
📌 Cardiopatias congênitas — comunicação interatrial: o tipo mais comum de CIA, a associação com drenagem anômala de veias pulmonares e os critérios de abordagem.
Cardiologistas, residentes, pós-graduandos e candidatos à prova de título de especialista em Cardiologia que estão na reta final de preparação para o TEC-SBC de 2026 e precisam priorizar os temas mais recorrentes, revisar as atualizações de 2025 e transformar diretrizes em raciocínio de prova.
📚 Prepare-se para o TEC com o DozeTEC: conteúdo organizado por módulos, centenas de questões e simulados comentados em texto e em vídeo, além de flashcards para revisar o que realmente importa.
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10/09/2026 | 1h 9minMetade de todas as mortes cardiovasculares do mundo é morte súbita por arritmia ventricular.
E boa parte delas começa com um achado que você recebe toda semana no consultório: uma extrassístole ventricular no Holter.
A pergunta que separa o inofensivo do fatal não está na extrassístole, está no que você olha antes dela.
Neste episódio, Diandro Mota e Fernanda Justo recebem o Dr. Hugo Bellotti, eletrofisiologista formado no Dante Pazzanese e no InCor e hoje responsável pelo setor de eletrofisiologia invasiva do Dante Pazzanese.
Um dos maiores nomes brasileiros em ablação de taquicardia ventricular, ele constrói aqui o raciocínio completo, da anamnese ao teste genético, do beta-bloqueador à punção epicárdica, com foco na realidade brasileira, incluindo o paciente chagásico.
O ponto que derruba um hábito consolidado: "via de saída de VD" não é sinônimo de extrassístole benigna.
O Dr. Hugo é direto ao dizer que extrassístoles capazes de deflagrar fibrilação ventricular podem sair de qualquer lugar, inclusive de lá.
E traz o caso de uma paciente com apenas 1% de densidade, todas isoladas, que evoluiu para morte súbita abortada e hoje vive com CDI.
O que a condenava não era a quantidade: era o acoplamento ultracurto caindo sobre o pico da onda T.
Densidade tranquiliza, morfologia decide.
Para quem é esse episódio Cardiologistas, arritmologistas, residentes e estudantes que recebem laudos de Holter com extrassístoles ventriculares e precisam decidir entre observar, medicar ou encaminhar para ablação.
⏱️ Capítulos
00:00 — Abertura e quem é o Dr. Hugo Bellotti
02:08 — MEV Global 2026: desconto para ouvintes do DozeCast
04:01 — Metade das mortes cardiovasculares é súbita
07:57 — Os três pilares diante de uma extrassístole
11:53 — O eletro antes do Holter: V1, plano frontal e repolarização
13:30 — Acoplamento curto, R sobre T e o caso da paciente com CDI
17:57 — Localizando o foco pelo ECG e o mito da via de saída de VD
21:21 — Quantificação: 10%, 21% e por que o Holter oscila
25:21 — Eco, ressonância, ergométrico, PET e teste genético
30:15 — Quando tratar: fármacos, magnésio e a eficácia real
34:13 — Ablação: sucesso, complicações e decisão compartilhada
40:41 — Cardiopatia estrutural: isquêmico x não isquêmico
43:37 — Chagas e a técnica brasileira de punção epicárdica
53:43 — Mapeamento eletroanatômico e o atraso tecnológico do SUS
01:05:49 — Mensagens finais do Dr. Hugo
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O MEV Global 2026 é voltado a cardiologistas e demais médicos que querem entender, com rigor científico, como fatores de estilo de vida impactam risco cardiovascular na prática clínica.
Acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro, em São Paulo, e reúne mais de 500 médicos com palestrantes de referência nacional e internacional. É o maior evento de Medicina do Estilo de Vida fora dos EUA.
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03/09/2026 | 1h 2min27% das mortes maternas têm causa cardiovascular. E, mesmo assim, boa parte de nós, cardiologistas, ainda patina quando o pedido de parecer vem de uma gestante.
Nesse episódio, Plínio Wolff e Fernanda Justo recebem o Dr. Fábio Bruno, chefe do serviço de cardiopatia e gravidez do Instituto Dante Pazzanese, que também atua no Samaritano e na BP e é mestre pela USP.
São 26 anos dedicados a esse tema, e o resultado é uma aula prática sobre um assunto que a maioria dos cardiologistas só encontra na hora H, sem estar preparado.
O ponto mais delicado da conversa é quando o Dr. Fábio expõe a realidade das pacientes classificadas como risco 4 pela OMS — mortalidade materna acima de 30% — e explica por que essa decisão nunca deveria ser tomada sozinho, mas em heart team e junto com a paciente.
Ele também relembra o caso de uma cardiomiopatia periparto que precisou de ECMO e transplante no mês passado, reforçando que sintomas banais de fim de gestação podem, na verdade, ser o início de uma descompensação grave.
Para quem é esse episódio: cardiologistas, residentes e estudantes que já ficaram inseguros diante de um parecer de gestante cardiopata — e querem parar de patinar nesse assunto.
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#CardiopatiaEGestação #CardiologiaObstétrica #GravidezDeAltoRisco #CardiomiopatiaPeriparto #AnticoagulaçãoNaGestação #InsuficiênciaCardíaca #Cardiologia #Obstetrícia #ResidênciaMédica #DozeCast
📍 Minutagem:
00:00 – Abertura e apresentação do Dr. Fábio Bruno
02:40 – Por que cardiopatia na gestação é o "calcanhar de Aquiles" do cardiologista
04:26 – Alterações fisiológicas e hemodinâmicas da gravidez
09:18 – Dispneia fisiológica x sinal de alerta: o desafio diagnóstico
11:20 – Tomografia, ressonância e contraste na gestante: pode ou não pode?
15:16 – Estratificação de risco materno: score da OMS e CARPREG II
19:57 – Risco 4 e a discussão sobre interrupção da gestação
25:56 – Anti-hipertensivos: o que usar e o que evitar
33:14 – Tratamento da IC sem o "quarteto fantástico"
38:52 – Anticoagulantes: varfarina, heparina e prótese mecânica
48:09 – Cardiomiopatia periparto: diagnóstico, bromocriptina e o estudo REBIRTH
59:19 – Planejamento pré-concepcional e anticoncepção na cardiopata
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Acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro, em São Paulo, e reúne mais de 500 médicos com palestrantes de referência nacional e internacional. É o maior evento de Medicina do Estilo de Vida fora dos EUA.
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👉 https://escola.mevbrasil.com.br/doze- Duas em cada dez pessoas carregam essa comunicação no coração sem nunca saber, e boa parte só descobre quando um AVC aparece do nada.
O forame oval patente é o verdadeiro culpado? Ou só um espectador inocente no ecocardiograma?
Para destrinchar um dos temas mais comuns (e mais mal compreendidos) da prática cardiológica, o Mateus Prata e William Batah somam forças.
O motivo desse papo ser essencial agora: a angiotomografia tem aumentado muito o diagnóstico incidental de FOP, e cada vez mais colegas ficam na dúvida sobre o que fazer com esse achado.
Neste episódio você vai aprender:
📌 O que realmente é o forame oval patente e por que 25% dos adultos (2 bilhões de pessoas no mundo) mantêm essa "válvula" aberta
📌 Os dois achados ecocardiográficos que mais aumentam o risco de AVC pelo FOP: mais de 20 microbolhas e aneurisma do septo interatrial
📌 Como usar o RoPE Score e a classificação PASCAL para saber se aquele FOP é mesmo o responsável pelo AVC
📌 O fluxograma completo de investigação (eco transtorácico, transesofágico, doppler transcraniano e angiotomografia) e quando pedir cada exame
📌 Os números reais dos grandes estudos (CLOSURE, RESPECT, CLOSE, REDUCE, DEFENSE-PFO): o que a redução relativa de 60% no risco de AVC significa na prática
📌 Como é feito o fechamento percutâneo com a prótese tipo duplo-disco (Amplatzer), passo a passo
📌 As complicações que todo cardiologista precisa discutir antes de indicar o procedimento, da fibrilação atrial à embolização do dispositivo
📌 Platipneia-ortodeoxia, mergulho e viagens de avião: os cenários menos óbvios em que o FOP faz toda a diferença
Minutagem:
00:00 Abertura e convite para o MEV Global
01:07 O que é o forame oval patente e evidências da associação com AVC
07:09 Achados de alto risco no eco e mecanismos de embolização
08:07 Doenças associadas: migrânia, platipneia-ortodeoxia, mergulho e astronautas
14:58 Investigação do AVC: cardioembólico, criptogênico e ESUS
20:44 Fluxograma diagnóstico do FOP
24:26 RoPE Score e classificação PASCAL
28:44 Os estudos que mudaram a prática e quem deve fechar o FOP
32:44 O procedimento e suas complicações
38:00 Recapitulação, direções futuras e encerramento
O ponto mais provocador do episódio: mesmo com redução relativa de até 60% no risco de AVC recorrente, o benefício absoluto do fechamento é pequeno. O NNT varia de 32 a 200 dependendo do estudo.
Ou seja, a decisão de fechar (ou não) um FOP passa muito mais pela seleção certa do paciente, via RoPE Score e critérios PASCAL, do que por indicação em massa.
E pra quem encontra um FOP "de passagem" num exame de rotina, sem AVC nem sintoma nenhum: hoje, ainda não existe evidência para fechar.
Para quem é esse episódio: cardiologistas, neurologistas, clínicos e residentes que atendem pacientes jovens com AVC criptogênico, ou que já ficaram na dúvida na frente de um FOP achado "sem querer" no eco.
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