248 episódios
Diretriz ESC 2026 de Reabilitação Cardíaca - Ft. Giulliano Gardenghi (DozeCast 246)
05/11/2026 | 1h 7minFração de ejeção de 25% contraindica exercício? Paciente com CDI só pode jogar xadrez? Se alguma dessas ideias ainda aparece na sua prática, ou na carta de alta dos seus pacientes, este episódio é para você.
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Para destrinchar a nova diretriz ESC 2026 de reabilitação cardíaca, Victor Bemfica e Fernanda recebem o fisioterapeuta Dr. Giulliano Gardenghi. Ele é doutor pela USP, especialista em fisiologia do exercício, coordenador científico de programas de reabilitação em vários estados e criador da Central da Reabilitação.
É uma conversa para tirar a reabilitação do “faz uma caminhada aí” e levá-la para a prescrição de verdade, com dose, intensidade e progressão.
📌 Por que a reabilitação deixou de ser adjuvante, e o que muda quando você a prescreve como prescreve um remédio
📌 As fases 0 a 3, incluindo a pré-habilitação cirúrgica que estreia na diretriz e a fase 3, que agora é para a vida toda
📌 Síndrome coronariana aguda: o “dentro de 14 dias” que muita gente lê como “depois de 14 dias”
📌 IC: por que começar ainda internado, aos primeiros sinais de compensação, e por que classe funcional pesa mais que fração de ejeção
📌 Como prescrever intensidade sem ergoespirometria: talk test, Borg e frequência de reserva ancorados na fisiologia
📌 Exercício resistido sem mistério: teste de 10RM, escala OMNI-RES e a regra “2 por 2” para progredir carga
📌 Treinamento muscular inspiratório na IC e na pré-habilitação, e por que não é aquele aparelho de bolinha
📌 Telerreabilitação, relógios e cintas de FC: o que a diretriz diz sobre segurança fora da clínica
O momento mais provocador do episódio: Giulliano desmonta a fórmula 220 menos a idade e explica por que, quando o cálculo e a fala do paciente discordam, “a fisiologia ganha”. E ele traz um lembrete que vale para todo consultório: se o VO2 subiu mas o paciente não consegue pendurar a própria roupa no varal, a reabilitação ainda não deu certo.
Para quem é: cardiologistas, residentes, fisioterapeutas e profissionais de educação física que querem montar uma prescrição de exercício de verdade para o paciente cardiopata.
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👉 Assine agora! Desconto EXCLUSIVO para ouvintes do DozeCast através do link!Hipertensão secundária: quem investigar e o que não deixar passar | Ft. Dr. Paulo Lins (DozeCast 245)
29/10/2026 | 1h 7minA pressão não cedeu com três drogas. O potássio insiste em ficar “meia-boca”. O paciente interna com edema agudo de pulmão hipertensivo.
Em que momento você para de ajustar a dose e começa a investigar a causa?
Neste episódio do DozeCast, Mateus Prata e William Batah recebem o nefrologista Dr. Paulo Lins, doutor em Nefrologia pela EPM-Unifesp e preceptor da residência de Clínica Médica da Escola Paulista. Ele volta ao canal depois de um dos episódios mais ouvidos do DozeCast sobre hipertensão.
Desta vez a conversa vai do consultório à UTI, com o raciocínio de quem ensina a investigar o caso a fundo.
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⏱️ Capítulos
00:00 Abertura e apresentação do Dr. Paulo Lins
03:07 Casos emblemáticos: o vasoconstritor nasal que escondia a causa
06:45 Epidemiologia: quando suspeitar de hipertensão secundária
09:09 Hipertensão resistente x refratária
10:11 Principais causas na prática
15:06 Investigação em três níveis: o que pedir em todo hipertenso
17:33 Não controlou com a tripla: renina, aldosterona e apneia
19:46 Doppler ou angiotomografia nas artérias renais?
21:34 Quem investigar: as “bandeiras” clínicas 25:03 Medicamentos que elevam a pressão
27:33 Apneia do sono: STOP-Bang, MAPA e CPAP
32:56 Estenose de artéria renal: ASTRAL, CORAL e quando angioplastar
40:45 Doença renal parenquimatosa
41:51 Coarctação de aorta e displasia fibromuscular
43:12 Hiperaldosteronismo primário: como interpretar renina e aldosterona
48:23 Feocromocitoma: paroxismos, coleta e regra dos 10%
54:48 Síndrome de Cushing
57:17 Acromegalia 58:45 Hiperparatireoidismo primário e o cálcio que sobe com tiazídico
1:01:51 Titulando espironolactona pela renina: espiro x eplerenona
1:04:28 Mensagem final
O ponto que pode mudar a sua prática: a espironolactona costuma entrar como “quarta droga” no resistente, mas, segundo o Paulo, isso pode acontecer justamente porque ela trata hiperaldosteronismo que nunca foi diagnosticado.
No hiperaldo primário, a dose pode ser titulada pela renina, com o objetivo de torná-la detectável, e a espironolactona levou vantagem sobre a eplerenona na comparação direta.
Para quem é este episódio: cardiologistas, clínicos, residentes e quem estuda para o TEC e quer um roteiro prático de investigação.
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15/10/2026 | 1h 18minVocê dobrou a dose de furosemida, trocou para endovenosa… e o paciente continua congesto. Ele é resistente ao diurético, ou é você que ainda não encontrou o mecanismo certo?
Neste episódio do DozeCast, Dr. Victor Bemfica e Dra. Thaysa Louzada recebem a Dra. Ivna Girard, especialista em insuficiência cardíaca, transplante cardíaco e assistência circulatória mecânica, doutora pela USP, médica do Núcleo de Insuficiência Cardíaca do InCor e do Hospital Sírio-Libanês. Ivna é autora de uma meta-análise que comparou as estratégias de bloqueio sequencial do néfron, e traz para a mesa um raciocínio fisiopatológico que transforma a resistência diurética de "receita de bolo" em decisão clínica.
O destaque do episódio é que dobrar a dose indefinidamente não é estratégia. Todo bloqueio sequencial aumenta a diurese, mas cobra seu preço em distúrbios eletrolíticos e injúria renal. A escolha do segundo diurético deve ser guiada pelos eletrólitos: sódio, bicarbonato, potássio e magnésio. Ivna mostra como o bicarbonato acima de 27 aponta para a acetazolamida, e por que o iSGLT2 deveria estar presente desde a internação.
👨⚕️ Para cardiologistas, emergencistas, intensivistas, residentes e estudantes que manejam insuficiência cardíaca descompensada no PS, na enfermaria ou no consultório.
⏱️ CAPÍTULOS
00:00 Abertura e apresentação da Dra. Ivna Girard
03:00 Congestão e prognóstico na insuficiência cardíaca
05:55 O que é resistência diurética? Definições e prevalência
13:08 Fisiologia do néfron: glomérulo e o "rim hemodinâmico"
19:34 Túbulos e reabsorção de sódio: a base do bloqueio sequencial
22:08 Paciente congesto no PS: por onde começar o raciocínio
23:51 Adesão, restrição hidrossalina e absorção da furosemida
27:38 Conversão VO → EV e o DOSE trial
31:09 Avaliando a resposta: diurese em 2h e natriurese
33:50 Fenômeno de braking e o PUSH-AHF
41:28 Dobrar a dose ou associar? A meta-análise do bloqueio sequencial
45:38 iSGLT2 na descongestão
46:54 Tolvaptano e salina hipertônica ("salgadão")
50:25 Hidroclorotiazida: quando e qual dose (CLOROTIC)
53:21 Acetazolamida: ADVOR e alcalose de contração
55:55 Algoritmo prático: como escolher o segundo diurético
58:41 Espironolactona descongestiona? (ATHENA-HF)
1:00:40 Ultrafiltração e diálise na congestão refratária
1:04:18 Furosemida em bomba x bolus
1:09:03 Como desmamar o diurético
1:13:54 Albumina com furosemida: faz sentido?
1:15:00 Mensagens finais
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Siga também a Dra. Ivna no Instagram: @cardiopro
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MEVBrasil, a Escola Brasileira de Medicina do Estilo de Vida: a MEVBrasil é uma instituição pioneira no ensino exclusivo de Medicina do Estilo de Vida no Brasil e tem um foco muito claro: ajudar cardiologistas a aplicarem, de forma prática e baseada em evidências, as técnicas comportamentais da MEV no consultório. Confira no link:
https://mevclinic.mevbrasil.com.br/dozecast-ep32- A fração de ejeção levemente reduzida deixou de existir. Se a nova diretriz europeia mudou um nome que você usa todo dia, o que mudou de verdade na conduta?
Com a dupla Mateus Prata e Plínio Wolff, esse episódio percorre a Diretriz ESC 2026 de insuficiência cardíaca, apresentada em 28 de agosto, em uma das sessões mais lotadas do congresso europeu. O foco é a IC crônica. A IC descompensada fica para o próximo episódio. A diretriz brasileira vem logo aí, e este é o melhor aquecimento para compará-las.
O que você vai aprender:
O ponto mais polêmico: a simplificação tem um preço. Ao juntar tudo em "FE <50%", a diretriz estende recomendações classe 1 para o grupo de 41–49%, onde a evidência é bem mais frágil (o IECA, por exemplo, nunca teve estudo robusto de desfecho nessa faixa).
O mesmo vale para os antagonistas mineralocorticoides, que viraram classe 1 como grupo, apesar de a evidência na FE preservada vir da finerenona (FINEARTS-HF). Plínio e Mateus discutem onde a simplificação ajuda e onde exige individualizar.
Eles também discutem por que a espironolactona, com base no TOPCAT, é uma saída defensável no SUS.
Para quem é: cardiologistas, clínicos, residentes e estudantes que manejam IC e querem entender o que muda na prática antes da diretriz brasileira.
⏱️ Minutagem
00:00 Abertura
03:07 Impressões gerais
05:20 Níveis de evidência
08:18 Fração de ejeção: nova definição
12:06 IC descompensada e IC melhorada
17:09 Estágios A–D e prevenção
27:06 Diagnóstico e peptídeos por idade
31:21 Terapia médica fundamental: quarteto e dupla dinâmica
36:12 Antagonistas mineralocorticoides: finerenona x espironolactona
40:08 Titulação rápida e FE 41–49%
43:00 Terapia adicional: GLP-1 e tirzepatida
44:27 Digoxina e digitoxina
48:02 Ferro endovenoso
50:29 TRC, ablação de FA e TEER
54:36 Reabilitação e autocuidado
56:12 IC avançada
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https://mevclinic.mevbrasil.com.br/dozecast-ep31 Quando a anticoagulação se torna um desafio - Ft. Dr. Guilherme Velho e Dr. Rodrigo Noronha (Especial Dia Mundial do Coração - DozeCast 242))
29/09/2026 | 58minUma paciente com leucemia sangra, tem um AVC e mesmo assim precisa continuar protegida contra o próximo. Um militar cai do cavalo em vigência de anticoagulante e quase perde a perna.
Na teoria, a diretriz resolve. Na prática, o paciente não leu a diretriz.
Fechando com chave de ouro a série especial em parceria com a Boston Scientific pelo Dia Mundial do Coração (29/09), o DozeCast recebe o doutor Guilherme Velho, cardiologista e diretor científico da MedVox, e o doutor Rodrigo Noronha, cardiologista clínico, PhD pela USP e chefe do Serviço de Cardio-Oncologia da Beneficência Portuguesa.
A conversa parte de casos reais para discutir o que fazer quando a anticoagulação, que deveria proteger o paciente, se torna ela mesma um risco.
O que você vai aprender:
📌 Por que o HAS-BLED não captura riscos reais como invasão tumoral gastrointestinal, fragilidade e risco de queda
📌 Os limites da varfarina no Brasil — baixo TTR e falta de acesso aos DOACs por questão financeira
📌 O erro mais comum na prescrição de apixabana e o impacto disso na proteção do paciente
📌 O racional biológico por trás da oclusão do apêndice atrial esquerdo
📌 CLOSURE-AF vs. CHAMPION-AF: por que dois estudos do mesmo ano, com populações diferentes, chegaram a resultados opostos
📌 Como conduzir o pós-procedimento em pacientes oncológicos, plaquetopênicos e com angiopatia amiloide
📌 O que o InReach Trial muda na conduta após hemorragia intracraniana
📌 Por que individualizar — e não seguir a diretriz de forma populacional — é a mensagem central da discussão
O ponto mais provocativo do episódio vem quando os convidados trazem o InReach Trial: em pacientes que sangraram na cabeça, retornar à anticoagulação entre duas e quatro semanas, como a diretriz orienta, não reduziu o risco de AVC e ainda aumentou o sangramento.
Na prática, a minoria desses pacientes retorna mesmo à anticoagulação, ficando sem nenhuma proteção. É exatamente nesse gap entre diretriz e realidade que a oclusão do apêndice atrial pode aparecer como resposta.
Para quem é esse episódio: cardiologistas, residentes e estudantes que lidam com fibrilação atrial e precisam decidir o que fazer quando o paciente à frente não se encaixa em nenhum trial.
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