Podcast de Psicologia

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    CORRIDA — Por que correr ajuda a sua mente

    19/06/2026 | 13min
    A explicação que quase todo mundo dá pro "barato do corredor" provavelmente está errada.

    Neste episódio: uma caçada na savana, um fazendeiro de sessenta e um anos que riram na largada e venceu uma ultramaratona de 875 km, e uma virada que a ciência leva a sério. Por que uma coisa tão difícil quanto correr deixa a cabeça tão boa? A resposta passa pela droga que o seu próprio corpo fabrica, por um experimento com humanos, cachorros e furões, e por uma descoberta incômoda — você não é ruim de corrida; você é o que sobrou da espécie que corria as outras até elas caírem.

    Fontes deste episódio:
    Fuss et al. (2015), PNAS — o barato do corredor depende de receptores canabinoides (camundongos)
    Siebers et al. (2021), Psychoneuroendocrinology — euforia e queda de ansiedade não dependem de opioides em humanos
    Raichlen et al. (2012), Journal of Experimental Biology — "Wired to run": humanos, cães e furões na esteira
    Bramble & Lieberman (2004), Nature — a corrida de resistência e a evolução do gênero Homo
    Cliff Young / Westfield Sydney–Melbourne Ultramarathon (1983) — registro histórico

    Este é um conteúdo de divulgação científica e reflexão — não substitui acompanhamento psicológico profissional.

    Capítulos:
    00:00 — Como a gente corre um animal até ele cair01:23 — O barato que todo corredor sente e ninguém explica02:10 — Se a gente é tão lento, por que correr conserta a mente?02:38 — O fazendeiro de galocha de quem riram na largada04:54 — Não é endorfina: a droga que seu corpo fabrica09:02 — Por que a evolução pagaria pra você correr11:03 — Você não é ruim de corrida. Você esqueceu.
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    CAFEÍNA — Por que o café não te dá energia

    17/06/2026 | 13min
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    Todo mundo diz que o café dá energia. Ele não dá uma gota — faz uma coisa bem mais estranha.
    Neste episódio, a rotina insana de um romancista do século XIX e uma molécula impostora explicam uma pergunta simples: se o café não te dá energia, por que o mundo não funciona sem ele? A resposta passa pela adenosina, pelo café que ainda está no seu cérebro à meia-noite, pela escalada da tolerância — e por uma virada: a mesma molécula que mente pro seu cérebro talvez tenha ajudado a acender a Era da Razão.

    Fontes deste episódio:
    Matthew Walker, Por que nós dormimos — adenosina, pressão do sono e meia-vida da cafeína
    Literatura farmacológica sobre a cafeína como antagonista dos receptores de adenosina (A1/A2A)
    Neurobiology of chronic caffeine use and withdrawal (revisão, 2025) — regulação dos receptores e tolerância
    Caffeine Withdrawal, StatPearls/NCBI — abstinência como condição clínica reconhecida
    Genética do gene CYP1A2 — por que a cafeína afeta cada pessoa de um jeito (metabolizadores rápidos x lentos)
    Honoré de Balzac, Os prazeres e as dores do café (década de 1830)
    Michael Pollan e historiadores do consumo — café e a Era da Razão (interpretação histórica)

    Este é um conteúdo de divulgação científica e reflexão — não substitui acompanhamento médico ou psicológico profissional.

    Capítulos:
    00:00 — A mentira da primeira xícara
    01:12 — "Eu sou movido a café"
    01:52 — Se não dá energia, por que ninguém larga?
    02:26 — Balzac e a escalada das cinquenta xícaras
    04:56 — A impostora que aperta o botão de mudo
    10:04 — Como o café ajudou a acordar o mundo
    11:40 — Empréstimo, não presente
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    MINIMALISMO — Por que ter mais nunca é o bastante

    15/06/2026 | 12min
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    A gente trabalha pra comprar, compra pra guardar — e guarda até virar peso.

    Neste episódio, a história de um roupão do século XVIII e de um homem que empacotou a vida inteira em caixas leva a uma pergunta que a ciência leva a sério: se ter mais deveria nos deixar mais felizes, por que nunca chega? A resposta passa pela esteira hedônica, pela conta que a desordem cobra do seu cérebro, e por uma virada — o mesmo mecanismo que faz as coisas novas perderem a graça é o que prova que você precisa de muito menos do que teme.

    Fontes deste episódio:

    Denis Diderot, Regrets sobre meu velho roupão (1769) — o "efeito Diderot"
    Brickman, Coates & Janoff-Bulman (1978), Journal of Personality and Social Psychology — esteira hedônica
    McMains & Kastner (2011), Journal of Neuroscience — competição por representação neural
    Saxbe & Repetti (2010), Personality and Social Psychology Bulletin (CELF/UCLA) — desordem e cortisol
    Ryan Nicodemus / The Minimalists, Everything That Remains e o documentário Minimalism (2016)

    Este é um conteúdo de divulgação científica e reflexão — não substitui acompanhamento psicológico profissional.

    Capítulos:
    00:00 — Um roupão que escravizou um filósofo
    01:17 — O peso que a gente acumula sem ver
    01:56 — Se ter mais deveria bastar, por que não basta?
    02:34 — A festa de mudança que virou experimento
    04:22 — Por que as coisas param de fazer feliz
    09:37 — Oitenta por cento ainda na caixa
    10:46 — O que sobra quando o resto sai do caminho
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    Você transforma tudo em ouro — e continua com FOME…

    11/06/2026 | 11min
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    Você já conquistou tudo o que parecia certo e, mesmo assim, sentiu falta de alguma coisa que não consegue nomear?

    Hoje, Renan compartilha uma ideia com mais de 2000 anos — o mito do toque de Midas —, fundamentada na ciência do comportamento, para ajudar você a enxergar o que na sua vida deixou de nutrir e virou só vitrine. Em vez de correr atrás de mais resultado, mais status e mais aplauso, Renan explica como distinguir o valor que alimenta do valor que impressiona, reconhecer a fome que aparece no meio da abundância e deixar o ouro escorrer podem ajudar você a recuperar o gosto das coisas, uma escolha de cada vez.

    Não se trata de desprezar dinheiro, imagem ou conquista, mas do lugar que eles passam a ocupar quando viram o único critério de tudo. Renan explica como nomear a sua própria fome, proteger o que em você ainda não se converteu e quebrar os padrões que transformam cada experiência em troféu. Com o tempo, essas pequenas escolhas se transformam em uma vida mais inteira, ajudando você a se sentir mais presente, livre e em paz consigo mesmo.

    Neste episódio, você aprenderá:
    Como diferenciar o que te alimenta do que só te impressiona
    Como reconhecer a fome que aparece no meio da abundância
    Como flagrar o "toque de Midas" disfarçado de virtude no seu dia
    Como parar de transformar descanso, hobby e afeto em performance
    Como deixar o ouro escorrer e fazer as coisas voltarem a ser o que são

    O problema nunca foi o ouro. Foi o toque. E a parte de você que ainda sente fome no meio de tudo não é ingratidão — é a parte que ainda sabe a diferença entre ouro e pão.

    Com amor e na sua torcida,
    Renan Daniel.

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    O que abordamos:
    00:00 Introdução
    00:30 O banquete que virou metal
    00:58 O elogio que sempre foi um aviso
    01:48 Por que Midas pediu isso
    03:08 O valor que alimenta x o que impressiona
    04:46 Quando o pão vira troféu
    05:05 A fome só reconhece pão
    05:52 O que a ciência já sabia de cor
    07:08 Não é defeito seu — é a regra do Reino
    08:23 Quando até o descanso virou ouro
    09:33 A culpa que não é ingratidão
    10:01 O rio onde o ouro escorre
    11:30 O que precisa voltar a ser pão
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    SOLIDÃO — 6 atitudes pra quando se sentir só

    08/06/2026 | 22min
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    Por que você pode estar cercado de gente e mesmo assim se sentir completamente sozinho?

    Hoje, Renan compartilha seis segredos, fundamentados na ciência da mente e na sabedoria milenar, para ajudar você a atravessar a solidão em vez de só fugir dela. Em vez de tentar preencher o vazio com mais gente, mais barulho ou mais celular, Renan explica como reconstruir a conexão consigo mesmo, transformar o tempo sozinho em um aliado e aprender a ser boa companhia para si, um passo de cada vez.

    Não se trata de nunca mais ficar sozinho, mas de parar de sentir que estar sozinho é um problema a ser resolvido às pressas. Renan explica como ouvir o que a solidão está tentando te dizer, como diferenciar a solidão que machuca daquela que cura, e como quebrar os padrões que mantêm você se sentindo invisível no meio da multidão. Com o tempo, essas pequenas mudanças se transformam em uma relação nova com você mesmo, ajudando você a se sentir mais inteiro, mais em paz e no controle.

    Neste episódio, você aprenderá:
    Como diferenciar estar sozinho de sentir-se sozinho
    Como parar de usar as pessoas como anestesia para o silêncio
    Como transformar a solidão imposta em solidão escolhida
    Como ser uma companhia melhor para si mesmo
    Como construir conexões de profundidade, e não de quantidade

    A pessoa de quem você mais sente falta pode não ter ido embora. Pode ser você. E reencontrar essa pessoa é o começo de tudo.

    Com amor e na sua torcida,
    Renan Daniel.

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    O que abordamos:
    [00:00] Introdução
    [02:09] Solidão não é falta de gente — é falta de você
    [05:33] Pare de usar gente como anestesia
    [08:22] A solidão que machuca e a solidão que cura
    [11:57] O celular é a pior companhia quando você está só
    [14:36] Aprenda a ser boa companhia pra si mesmo
    [17:31] Conexão de verdade é profundidade, não quantidade
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