Mirante

Observatório Psicanalítico
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Último episódio

49 episódios

  • Mirante

    Relações de poder na Psicanálise

    27/03/2026 | 1h 25min
    A reflexão de Georges Bataille sobre o erotismo nos ajuda a pensar que a sexualidade toca sempre zonas de limite, interdição, transgressão e excesso. Talvez por isso mesmo,quando a sexualidade não é atravessada por uma elaboração ética, ela possa deslizar para formas de domínio, captura e objetificação do outro. Casos que nos chocam por seu caráter extraordinário também revelam algo de ordinário:cenas que se repetem em muitos espaços da vida social. E a psicanálise, como instituição, não está fora disso.
    Hoje, quando falamos em sexualidade, os temas do abuso, do assédio e da violência se impõem com força. Ao pensar, por exemplo, em casos como o de Epstein, falamos de umaarticulação estrutural entre sexualidade e poder.
    Neste episódio, queremos abrir um espaço de conversa sobre aquilo que o campo analítico muitas vezes hesita em nomear: abuso de poder, hierarquias de gênero, autoridade institucional, silêncio e responsabilidade.
    Para esta conversa, recebemos a filósofa e psicanalista Natália Leon e a psicanalista Juliana Lang.
  • Mirante

    Porque sou eu, porque é ele: histórias de paixão, amor e amizade

    20/02/2026 | 1h 13min
    O que é uma amizade?
     
    Essa pergunta persiste há algum tempo no Mirante. Emepisódios anteriores — como aqueles em que conversamos sobre “Casais, felizes para sempre?” — a amizade apareceu com força como condição para que um casal possa se constituir e, talvez, se sustentar no tempo.
     
    A célebre frase de Michel de Montaigne, "porque eraele, porque era eu" resume sua visão da amizade verdadeira com Étienne de La Boétie como um vínculo inexplicável, único e superior a relações familiares ou amorosas. No ensaio "Da Amizade", Montaigne a descreve como uma fusão de almas, desinteressada e baseada na afinidade eletiva, tornando arelação a "mais pura e singular de todas"
      
    A psicanálise, no entanto, nem sempre soube responderfacilmente a essa pergunta. Em alguns momentos, a amizade apareceu como um amor inibido, um afeto secundário, quase um resto. Em outros, ela foi pensada como uma experiência fundamental: aquela que sustenta a presença do outro semcaptura, sem fusão e sem utilidade imediata.
      
    Para essa conversa, convidamos os amigos Alex Cerveny,artista plástico, e Oswaldo Ferreira Leite Neto, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.
  • Mirante

    Felizes para sempre? Parte 2

    27/12/2025 | 1h 22min
    Este episódio faz parte da temporada “O sexual na polis”,onde pensamos como o desejo, o amor e a diferença atravessam a vida coletiva.Hoje, daremos continuidade ao episódio “Casais: Felizes para sempre?”, retomando a conversa realizada no episódio anterior, quando abrimos questões sobre desigualdade, intimidade e violência nas relações afetivas.
     
    Naquela ocasião, algo ficou nos convocando: e os homens?Como eles pensam o casal? Como se percebem no cenário atual? O que conseguem — ou não conseguem — dizer sobre amor, fragilidade, poder e cuidado?
     
    Perguntas que ficaram ainda mais urgentes diante do aumentodos feminicídios no Brasil e de uma cultura digital marcada por misoginia, Red Pill e medo. A recém-lançada série “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”, da HBO Max, reacendeu esse debate ao mostrar como a liberdade das mulheres ainda énarrada como ameaça.
     
    No dia 7 de dezembro, presenciamos uma grande mobilizaçãonacional, quando mulheres foram às ruas para dar um basta à violência — quase sempre após o fim de uma relação amorosa. Isso não fala de casos isolados, mas de uma cultura que autoriza homens a reagirem com violência quando perdem controle ou não suportam a autonomia feminina.
     
    Recebemos para este episódio “Casal: Felizes para sempre?parte II”, dois homens e psicanalistas Vinicius Lima, autor de “Homens em análise: Travessias da Virilidade”, e Leonardo Siqueira, da SPRJ.
     
    O que do masculino se repete, o que precisa ser desmontado eo que pode, finalmente, se transformar?
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    Casais: Felizes para sempre?

    28/11/2025 | 1h 34min
    Casais que vivem juntos. Casais que vivem separados. Casaisque convivem somente aos fins de semana. Mulheres e homens que não querem mais casar. Jovens que transitam entre gênero, lugar e vínculo com uma naturalidade que desafia os modelos tradicionais. O par romântico, que por séculos organizouo desejo, a economia doméstica e até a cidadania, hoje já não sustenta as mesmas certezas.
     
    Se antes o casamento era destino, hoje ele é escolha. Seantes a fidelidade era dever, hoje é contrato. E, no entanto, algo da dor, do ciúme, da solidão, da busca pelo outro permanece.
     
    O casal de hoje — seja ele qual for — continua tentando oimpossível: fazer do encontro com o outro algo habitável.
     
    O que sustenta, então, um laço? O que o desfaz? E o queresta do amor quando caem as promessas do “felizes para sempre”?
     
    Para pensar essas questões, eu tenho a alegria de receberduas psicanalistas que admiro profundamente, que escrevem com coragem e delicadeza sobre gênero, corpo, violência e desejo: Tania Rivera e Helena Cunha Di Ciero.
  • Mirante

    Paternidades

    07/08/2025 | 1h 20min
    O pai proposto por Freud não é apenas aquele que educa,sustenta ou dá o nome. Ele é também ausência, interdição, memória e mito. Como vimos no episódio anterior do Mirante, em Totem e Tabu, Freud inventa uma cena inaugural da cultura: um pai assassinado, devorado pelos filhos, que retorna como lei e como culpa. Esse pai arcaico funda a civilização ao ser eliminado. É a partir da perda que o pai se torna simbólico, aquele que marca um limite entre o desejo e o mundo.
     
    Na história do sujeito, o pai, ao entrar como um terceiro,atravessa a relação com a mãe — não para ocupar seu lugar, mas para separar a dupla mãe-bebê. Essa separação é o que possibilita o sujeito desejar. O pai — ou a função que chamamos paterna — civiliza, introduz a lei, dá nome às coisas,oferece um lugar no mundo. Mas esse lugar nunca está garantido de antemão. Há sempre um resto, uma angústia, um enigma sobre o que é, afinal, ser pai ou ter um pai.
     
    Hoje, em tempos de paternidades plurais — homoafetivas,trans, compartilhadas, presentes, ausentes —, seguimos tentando reinventar o que significa cuidar, limitar, nomear, amar.

    Jorge Lyra e Maria Lucia Ferreira Alvarenga são nossosconvidados neste episódio sobre Paternidades. Jorge Lyra é um dos coordenadores do Instituto Papai e Maria Lucia Ferreira Alvarenga é psicóloga e psicanalista da Sociedade de Psicanálise de Brasília. Eles nos ajudarão a pensar o assuntoem tempos em que a cultura comemora essa função com o “dia dos pais”, e tem  se interrogado sobre o que é, afinal, ser pai — ou ocupar esse lugar — num mundo em transformação.

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Sobre Mirante

Este é o MIRANTE, um podcast para ouvir psicanalistas e pensadores de outros campos debatendo temas relevantes no nosso cotidiano contemporâneo. O MIRANTE é do Observatório Psicanalítico e pertence à Federação Brasileira de Psicanálise (Febrapsi). Venha conosco nessa viagem de olhar o mundo a partir do mirante da psicanálise!
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