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Arthur Gubert
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    O defensor da liberdade de expressão censurado, e a internet como último refúgio.

    15/05/2026 | 17min
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    🎓 Jonathan Haidt, psicólogo social da NYU Stern e autor de "The Anxious Generation" — bestseller do NYT por dois anos sobre como celulares e redes sociais prejudicam a saúde mental dos jovens — foi escolhido orador da formatura da NYU 2026 no Yankee Stadium. O governo estudantil entrou com protesto formal pedindo à universidade que reconsiderasse, chamando a escolha de "profundamente perturbadora" e criticando Haidt por suas posições anti-DEI e pela tese de que a geração atual foi "mimada" e superprotegida. A ironia não é pequena: o homem que passou décadas defendendo a liberdade de expressão nas universidades enfrenta uma tentativa de silenciamento — na própria universidade onde dá aula. A NYU manteve a decisão. A universidade também determinou que os discursos dos formandos fossem gravados com antecedência este ano, após reclamações do ano passado sobre um estudante que criticou a instituição. (NYT) Fox News + 2
    🌲 O Psyche publica um ensaio do antropólogo Eli Stark-Elster com uma tese que inverte a narrativa dominante: para muitas crianças, o mundo online pode ser um dos últimos espaços onde conseguem fazer o que crianças em todas as culturas evoluíram para fazer — explorar e brincar livremente com seus pares, sem supervisão adulta. O ensaio cita o caso do Minecraft — ainda o jogo mais vendido de todos os tempos, jogado regularmente por mais da metade das crianças australianas de 6 a 12 anos — e argumenta que seu apelo não vem de design viciante, mas por oferecer um mundo infinito, complexo e completamente autodirigido para explorar. O argumento implícito: banir telas das crianças sem oferecer liberdade real como alternativa pode ser a pior das duas opções (Psyche) PBS + 2
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    O Super El Niño que pode chegar em 2026, e a Suécia que desligou as telas.

    14/05/2026 | 17min
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    Assuntos de hoje:
    🌊 O Washington Post publica hoje uma reportagem sobre o El Niño de 1877, descrito como possivelmente o pior desastre ambiental da história humana — e sobre os sinais de que um evento comparável pode estar se formando em 2026. O El Niño de 1877-78 gerou uma sequência de secas devastadoras simultâneas na Índia, China, Brasil e África — causando fomes em cascata que mataram entre 3% e 4% da população global da época. Hoje, os modelos climáticos mostram que as anomalias de temperatura subsuperficial no Pacífico estão entre as maiores já registradas historicamente — um dos ingredientes-chave de um Super El Niño. A Organização Meteorológica Mundial tem alta confiança no início de um El Niño ainda em 2026, com intensificação nos meses seguintes. O diferencial desta vez é que o aquecimento global age como amplificador (Washington Post) Psychology Today + 2
    📚 A Suécia está revertendo uma das apostas educacionais mais radicais das últimas décadas: após anos digitalizando tudo — incluindo o currículo de pré-escola para crianças de 1 a 5 anos —, o governo começou a reintroduzir livros físicos, lápis e papel como ferramentas padrão de aprendizado. A partir do outono de 2026, celulares serão proibidos durante todo o dia escolar em todas as escolas do país, com investimento de 95 milhões de coroas suecas para implementação. Quase 4 em cada 10 estudantes suecos se distraem com dispositivos digitais durante as aulas de matemática, segundo a OCDE. O país que foi modelo global de digitalização educacional agora é o modelo global de reversão (Economist) medrxiv + 2
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    O futuro das universidades é OnlyFans, e a obsessão masculina com testosterona.

    13/05/2026 | 17min
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    Assuntos de hoje:
    🎓 O New Yorker publica um artigo da série "Fault Lines" sobre o que está acontecendo com o ensino superior americano — e a metáfora central é perturbadora e precisa. Plataformas como Substack, Patreon e Maven permitem que professores e pesquisadores cobrem diretamente dos alunos por aulas, mentorias e acesso exclusivo, contornando completamente a instituição. A lógica é a mesma do OnlyFans: criador, audiência, assinatura, sem intermediário. O artigo mapeia o movimento de professores de universidades de elite que estão abandonando cargos tenured para se tornar criadores independentes — e questiona o que sobra da universidade quando sua função de distribuição de conhecimento pode ser substituída por uma plataforma de R$29,90 por mês. A resposta incômoda: talvez só o diploma (New Yorker)
    💉 O New York Times Magazine publica hoje uma reportagem extensa sobre a obsessão masculina com testosterona — e como ela se tornou o centro de uma narrativa política. O pano de fundo imediato é RFK Jr. ter dito publicamente que Trump tem níveis de testosterona "extraordinários" para um homem de sua idade — numa entrevista sobre saúde que rapidamente virou meme e análise política. Mas o artigo vai fundo: mapeia a indústria de terapia de reposição de testosterona, que dobrou de tamanho nos últimos cinco anos, o fenômeno das clínicas de "otimização hormonal" para homens, e o argumento da direita de que a queda média de testosterona nos homens ocidentais desde os anos 80 é evidência de uma "feminização" da cultura. A ciência é mais ambígua do que o debate político sugere (NYT)
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    A corrida do ouro 2.0, e os estudantes que aprenderam a escrever em cursiva.

    12/05/2026 | 23min
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    Assuntos de hoje:
    🏅 O New Yorker publica uma "Letter from California" em que o jornalista viaja ao El Dorado County, no norte da Califórnia, para entender por que cada vez mais americanos estão garimpando ouro — incluindo um influencer de prospecção chamado Mike Cleary que também trabalha na Tesla e exibe pepitas impressionantes para seus seguidores. O pano de fundo é concreto: o ouro passou de US$3.000 a mais de US$3.300 por onça em 2026, impulsionado por guerras comerciais, instabilidade geopolítica e desconfiança no dólar. Mas o artigo vai além da economia — é sobre a persistência do mito americano de que em algum lugar existe uma riqueza inesperada esperando pelo sujeito certo com um metal detector e disposição de levantar cedo (New Yorker) Management Today
    ✍️ O New York Times reporta um fenômeno que está se espalhando pelas escolas americanas: clubes de escrita cursiva formados por pré-adolescentes que nunca aprenderam a técnica — e que estão descobrindo o estilo pela primeira vez em atividades extracurriculares. A professora Sherisse Kenerson, de Alexandria, Virginia, criou o clube depois que seus alunos simplesmente não conseguiam ler o que ela escrevia no quadro — e ficavam olhando para ela em silêncio. Mais da metade dos estados americanos já reintroduziram a cursiva no currículo depois que o Common Core de 2010 a removeu. Uma pesquisa de 2026 com educadores mostrou que 70% dizem que a habilidade motora fina dos alunos piorou nos últimos dois anos. A geração que cresceu no teclado não sabe assinar o nome (NYT) Muck Rack + 3
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    Os 100 anos de David Attenborough, e o Pentágono abrindo os arquivos de ET.

    11/05/2026 | 16min
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    🌿 Sir David Attenborough completou 100 anos no dia 8 de maio — e o mundo inteiro parou para celebrar. O príncipe Harry escreveu um ensaio pessoal na Time chamando Attenborough de "santo secular" e "pilar institucional tão essencial ao tecido nacional britânico quanto uma xícara de chá." Um concerto ao vivo no Royal Albert Hall foi ao ar na BBC One. Cientistas do Museu de História Natural de Londres anunciaram uma nova espécie de vespa parasitária descoberta no Chile e nomeada Attenboroughnculus tau — a mais recente das mais de 50 espécies que levam seu nome. Attenborough havia dito que queria comemorar "quietamente." Em mensagem de áudio, disse estar "completamente avassalado" pelos cumprimentos. (Time) Bloomberg + 3
    🛸 O Pentágono liberou na sexta-feira, 8 de maio, a primeira leva de arquivos desclassificados sobre OVNIs — 162 registros, incluindo 120 documentos em PDF, 28 vídeos e 14 imagens — disponíveis publicamente em war.gov/UFO. Os arquivos incluem relatos da Guerra Fria sobre discos rotativos misteriosos, avistamentos recentes de objetos elípticos metálicos flutuando no ar e um relatório de um operador militar americano que avistou um fenômeno aéreo não identificado no espaço aéreo africano em 2025. Trump escreveu no Truth Social que as pessoas podem agora decidir por si mesmas: "O que diabos está acontecendo?" O ex-chefe do escritório de UAP do Pentágono alertou: sem análise e contexto, os arquivos só vão alimentar especulação (Wired / CNN) Science + 2
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    Hoje é quinta feira, dia 7 de maio de 2026.
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