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- Os eleitores da família Bolsonaro são “gado”? Os apoiadores da extrema direita são apenas pessoas “imbecis”? Para o professor e pesquisador Marcos Nobre, reduzir adversários políticos a uma massa hegemônica é um erro da esquerda que leva à derrota nas disputas de ideias, afetos e até mesmo de eleições.
Atualmente, o Brasil tem 30 partidos registrados, e outros 23 em formação. Mas também existem organizações não oficiais que vêm influenciando o campo político: os chamados partidos digitais, que vêm sendo estudados por Marcos Nobre, convidado do Pauta Pública desta semana.
Na entrevista com Andrea Dip ele explica o que é um partido digital e suas principais diferenças em relação aos partidos tradicionais, com foco no Partido Digital Bolsonarista. Marcos Nobre também compartilha quais são suas perspectivas para as eleições deste ano.
Entenda o significado dessas mudanças no cenário político brasileiro e deixe seu comentário sobre o que você acha que podemos esperar da campanha política, que acaba de começar oficialmente.
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Contamos com seu apoio! - O Brasil tem entre 45 e 50 milhões de jovens, pessoas com idade entre 15 e 29 anos, segundo o último levantamento do IBGE. Uma população diversa, majoritariamente preta ou parda e urbana. Mas como é a relação desses jovens brasileiros com a política? Como pensa uma geração tomada pela falta de perspectiva e que cresce em meio a múltiplas crises e incertezas sobre o futuro?
Para tentar entender esses cenários e paradoxos envolvendo um afastamento e tentativas de aproximação dessa juventude com a política, o Pauta Pública recebe a Lau Schultz, criadora de conteúdo digital e especialista em Direito do Estado. Na conversa com Andrea Dip, ela fala sobre os caminhos para disputar o imaginário político, afetos e linguagem da geração Z e destaca o papel das redes sociais nessa relação.
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Contamos com seu apoio! - O Brasil segue sendo um país violento, especialmente para as pessoas negras e para as mulheres. Pelo quarto ano consecutivo, o país registra números recordes de feminicídios e tentativas de feminicídio. Apenas em 2025, foram 1571 vítimas desse crime, a maioria mulheres negras, assassinadas dentro de casa. A Lei Maria da Penha completa 20 anos, mas a violência contra as mulheres permanece como um dos principais desafios na segurança pública.
Às vésperas do Dia dos Pais, data que remete ao cuidado, algumas reflexões precisam ser feitas: como o Estado protege as mulheres desses pais que batem, e de parceiros que matam? A legislação vigente é suficiente para interromper ciclos de agressões, antes que resultem em morte? Neste episódio do Pauta Pública, Juliana Brandão, advogada e coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, debate essas questões. Na conversa com Andrea Dip, ela analisa os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o impacto do racismo nas taxas de violência, e defende a importância de políticas públicas voltadas à prevenção e ao fortalecimento da rede de proteção às vítimas.
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Contamos com seu apoio! - As grandes empresas de tecnologia controlam a distribuição de informação no ambiente digital, interferindo nas relações humanas e nos rumos da geopolítica. Além de concentrarem um enorme volume de dados pessoais e de governos, essas empresas estão sob a responsabilidade de CEOs que muitas vezes não escondem a identificação com ideologias de extrema direita e buscam operar sem nenhum tipo de regulamentação.
Aqui no Brasil a legislação tem avançado, com o ECA digital e com atualizações do Marco Civil da Internet para definir novos parâmetros de responsabilização das plataformas. Ainda assim, permanecem perguntas importantes para entender como construir um ambiente digital mais seguro e democrático. Neste episódio do Pauta Pública, Andrea Dip recebe Daniela da Silva, ex-chefe de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil e fundadora da CTRL+Z, organização dedicada ao enfrentamento do modelo de operação das big techs, investigando abusos, mobilizando o judiciário e os cidadãos.
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Contamos com seu apoio! - Em meio às articulações para a definição dos candidatos às eleições de 2026, o nome da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro ganhou destaque nas últimas semanas. Mesmo aparecendo em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para o Senado no Distrito Federal, e após ter seu nome especulado como possível vice do governador Romeu Zema em uma chapa presidencial (hipótese que ela própria negou), a ex-primeira-dama segue afirmando que ainda não decidiu se será candidata. Independente do desfecho, a especulação sobre sua candidatura estimulou o debate sobre a participação das mulheres conservadoras na política e sobre a forma como a própria direita reage ao protagonismo feminino.
Para discutir o papel cada vez mais relevante das mulheres conservadoras na política, o Pauta Pública recebe a professora e antropóloga Jacqueline Teixeira. Na conversa com Andrea Dip, ela analisa as pautas em torno das quais elas têm se mobilizado, e mostra que compreender esse fenômeno é fundamental para entender a direita brasileira.
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Sobre Pauta Pública
Conduzido pela jornalista Andrea Dip, o Pauta Pública é um podcast semanal para refletir sobre os desafios do Brasil e do mundo. Em sua sexta temporada, o programa vai receber convidados para entender o que é real em um ano decisivo. Episódios inéditos toda sexta!
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