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Sem Precedentes

Felipe Recondo
Sem Precedentes
Último episódio

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  • Sem Precedentes

    Impeachment é a solução para a crise do STF?

    13/03/2026 | 43min
    Neste episódio do Sem Precedentes, discutimos um tema que voltou ao centro do debate institucional em Brasília: a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

    O assunto volta à pauta em meio a investigações, suspeitas envolvendo integrantes da Corte e pressões políticas que reacendem uma pergunta incômoda: afastar um ministro fortalece ou enfraquece o Supremo?

    Diego Werneck, Thomaz Pereira e Felipe Recondo partem desta pergunta para analisar os próximos passos dessa crise. Um processo de impeachment pode abrir uma porta perigosa: a de que o Senado passe a usar esse instrumento como forma de pressão política sobre a Corte.
    Ao mesmo tempo, ignorar completamente denúncias ou suspeitas também tem custo institucional. Se nada acontece, o tribunal pode parecer incapaz de impor limites a si próprio, o que alimenta a percepção de que ministros não têm freios claros para sua atuação.
    Neste episódio, discutimos:
    Se o impeachment de ministros do STF resolveria algum problema institucional ou apenas agravaria a crise;
    O risco de o Senado ganhar poder excessivo sobre o tribunal ao abrir esse precedente;
    A possibilidade de renúncias, acordos políticos ou saídas negociadas para evitar um confronto direto entre os poderes;
    O papel do código de ética proposto para o Supremo e se ele poderia ajudar a estabelecer limites claros de conduta;
    E uma pergunta decisiva: quem ocuparia as vagas abertas no tribunal?
    Também analisamos outro ponto central do debate público: decisões individuais de ministros, especialmente em inquéritos sensíveis, e se elas podem ou não justificar pedidos de impeachment — ou se o problema está mais na estrutura de funcionamento do próprio Supremo.

    No fim das contas, o episódio explora um dilema institucional:
    punir pode enfraquecer o tribunal — mas não punir também pode.

    🎧 Dê o play e acompanhe a discussão.
  • Sem Precedentes

    Moraes será investigado pelo STF no caso Master?

    06/03/2026 | 43min
    A crise no Supremo se agrava. As investigações sobre Daniel Vorcaro, os vazamentos de mensagens e as suspeitas sobre a relação de ministros com o banqueiro levantam uma pergunta incômoda: até onde esse desgaste pode chegar?
    No novo episódio do Sem Precedentes, Felipe Recondo, Juliana Cesario Alvim, Thomaz Pereira e Diego Werneck discutem o que esse caso revela sobre os vícios antigos do STF, a dificuldade de impor limites claros e a incapacidade recorrente de reconhecer o problema antes que ele exploda.
    Mais do que comentar o noticiário, o episódio tenta responder ao que realmente importa: o Supremo conseguirá reagir a tempo ou esta é apenas a primeira camada de uma crise ainda mais profunda? E Moraes, será ou não investigado?
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    Capítulos
    00:00 Crise no Supremo: Contexto e Implicações
    03:05 Aprofundamento da Crise e Respostas do STF
    06:00 Transparência e Relações com o Setor Privado
    08:59 Expectativas de Mudança e Futuro do STF
    12:14 Reações e Comportamentos dos Ministros
    13:57 Otimismo e Possíveis Caminhos para o STF
    24:10 Cuidado nas Relações Políticas
    25:36 A Percepção de Relações Tóxicas
    27:03 A Importância do Cuidado Reputacional
    27:49 Intimidade e Comunicação no Contexto Político
    29:09 O Papel do Supremo e as Acusações
    30:39 Otimismo e Fragmentação do Discurso
    32:48 Desafios para um Código de Conduta
    34:55 Possibilidade de Investigação de Ministros
    38:06 Expectativas sobre Investigações Futuras
  • Sem Precedentes

    Por que a crise atual do STF é sem precedentes?

    20/02/2026 | 34min
    O Supremo atravessa uma crise que não encontra paralelo recente na sua história. Entre o caso Banco Master, os desdobramentos no INSS, o inquérito das fake news e decisões individuais que acumulam controvérsias — de Alexandre de Moraes a Flávio Dino — o que se vê não é apenas um embate externo com outros Poderes, mas uma tensão que nasce dentro do próprio Tribunal. A comparação mais próxima talvez remeta à gestão de Gilmar Mendes na época da Operação Satyagraha. Ainda assim, a escala e a natureza do momento atual parecem distintas: hoje, a desconfiança se espalha em múltiplas frentes e atinge o coração da legitimidade da Corte.
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    No episódio desta semana do *Sem Precedentes*, Felipe Recondo e Thomaz Pereira analisam como decisões monocráticas, mudanças de relatoria, discussões sobre sigilo e suspeitas que tangenciam ministros produzem um ambiente de incerteza institucional. A pergunta que ecoa fora do Tribunal é simples e inquietante: “O que está acontecendo?”. Quando a sociedade deixa de compreender os limites jurídicos que orientam a atuação da Corte, abre-se espaço para leituras políticas, estratégicas ou pessoais das decisões. E, nesse terreno, cada novo capítulo alimenta a percepção de que o Supremo ora age sem freios claros, ora escolhe quando pode ou não pode agir — um ciclo que corrói previsibilidade e confiança.
    Há saídas? O debate passa pela necessidade de maior colegialidade, respeito rigoroso aos limites processuais e coordenação institucional capaz de reconstruir a autoridade da Constituição como parâmetro comum. O Supremo já demonstrou, em momentos críticos da história recente, que pode agir de forma coesa e decisiva. Mas legitimidade não se sustenta apenas em crises extraordinárias; ela se constrói no cotidiano, na coerência dos precedentes e na capacidade de convencer a sociedade de que o direito — e não a conveniência — delimita suas escolhas. É sobre essa encruzilhada que conversamos. Porque a crise é real. E, ao menos até aqui, é sem precedentes.
    00:00 Crise Sem Precedentes no Supremo
    02:39 Desconfiança e Legitimidade do Supremo
    07:20 Decisões Controversas e Percepção Pública
    11:37 O Supremo como Ator Político
    15:42 Impacto das Decisões no Cenário Político
    17:43 Desconfiança e o Papel do Supremo
    21:07 Crise Interna no Supremo
    24:50 Desafios e Possíveis Soluções para o Supremo
    29:08 Construindo Legitimidade no Dia a Dia do Tribuna
  • Sem Precedentes

    O jeitinho do STF para resolver a crise Toffoli-Master

    13/02/2026 | 37min
    Caso Master: uma “nota sem precedentes”, uma reunião secreta e a suspeição que o Supremo não enfrentou

    O Sem Precedentes desta semana tenta organizar o que, por definição, parece inorganizável: a sucessão de decisões, atalhos e ruídos institucionais em torno da investigação do “caso Master” — um processo tão heterodoxo que, como se diz no episódio, é impossível esgotá-lo em uma única conversa.
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    Gravado numa sexta-feira à tarde, em meio a vazamentos de trechos de uma reunião reservada convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, o episódio discute o caminho improvável percorrido por um relatório da Polícia Federal: entregue diretamente à Presidência do Supremo, autuado como arguição de suspeição e levado a uma sessão fechada — para, ao final, resultar numa solução difícil de classificar. O Supremo divulgou uma nota assinada por dez ministros, afirmando apoio a Dias Toffoli, sinalizando o arquivamento do incidente e determinando a redistribuição do caso.
    A questão é que a nota não responde ao essencial: ela é uma decisão? Um acordo político-institucional? Um gesto para “normalizar” o andamento do processo? E, mais grave, deixa no ar aquilo que deveria ter sido enfrentado com transparência: por que Toffoli não é considerado suspeito — e, se não é, por que deixa a relatoria?

    Com Felipe Recondo, Luiz Fernando Esteves e Ana Laura Barbosa
    Capítulos
    00:00 Introdução ao Caso Master-Toffoli
    03:04 Análise da Nota do STF
    05:51 Implicações da Participação de Toffoli
    08:50 A Questão da Suspeição e Relatoria
    12:03 Erros e Heterodoxias no Processo
    14:53 Preservação de Provas e Futuras Decisões
    18:32 Impeachment e Crimes de Responsabilidade
    20:48 Suspeição de Ministros do STF
    23:39 Movimento do Ministro Fachin
    30:30 Legitimidade do Tribunal e Decisões Secretas
    33:41 Análise do Papel do Ministro Fachin
  • Sem Precedentes

    É possível defender tecnicamente a decisão de Dino sobre penduricalhos?

    06/02/2026 | 35min
    No episódio de hoje do Sem Precedentes, a conversa parte de uma decisão que caiu como uma bomba no mundo jurídico — e que ainda está longe de produzir efeitos claros.
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    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou a suspensão do pagamento de adicionais, indenizações e vantagens a juízes, membros do Ministério Público e outros agentes públicos sempre que esses valores não tiverem respaldo legal claro. Na prática, a decisão impõe uma revisão geral das chamadas verbas indenizatórias, muitas vezes usadas para contornar o teto constitucional de remuneração no serviço público.
    Para entender o alcance — e os limites — dessa ordem, Felipe Recondo ouve Juliana Cesario Alvim, Thomaz Pereira e Diego Werneck.
    A discussão passa pelo contexto da decisão, que nasceu de um caso pontual envolvendo procuradores municipais, mas acabou se expandindo para toda a administração pública, nos três níveis da Federação. Os convidados analisam como, ao longo dos anos, tribunais e órgãos públicos criaram uma verdadeira engenharia remuneratória baseada em adicionais classificados como indenizações — muitas vezes sem previsão legal específica.
    O episódio também debate os paradoxos da medida: ao mesmo tempo em que o Supremo tenta impor limites e reforçar padrões éticos no serviço público, amplia significativamente o seu próprio raio de atuação, ao exigir que órgãos revisem pagamentos no prazo de 60 dias, sob pena de suspensão.
    Até que ponto essa decisão fortalece a responsabilidade fiscal? Onde estão os riscos de insegurança jurídica? E o Supremo pode — ou deve — avançar dessa forma a partir de um caso concreto?
    Essas são algumas das perguntas que orientam a conversa de hoje no Sem Precedentes.

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Sobre Sem Precedentes

O podcast comandado por Felipe Recondo sobre STF e Constituição.
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