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Sem Precedentes

Felipe Recondo
Sem Precedentes
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  • Sem Precedentes

    O jeitinho do STF para resolver a crise Toffoli-Master

    13/2/2026 | 37min
    Caso Master: uma “nota sem precedentes”, uma reunião secreta e a suspeição que o Supremo não enfrentou

    O Sem Precedentes desta semana tenta organizar o que, por definição, parece inorganizável: a sucessão de decisões, atalhos e ruídos institucionais em torno da investigação do “caso Master” — um processo tão heterodoxo que, como se diz no episódio, é impossível esgotá-lo em uma única conversa.
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    Gravado numa sexta-feira à tarde, em meio a vazamentos de trechos de uma reunião reservada convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, o episódio discute o caminho improvável percorrido por um relatório da Polícia Federal: entregue diretamente à Presidência do Supremo, autuado como arguição de suspeição e levado a uma sessão fechada — para, ao final, resultar numa solução difícil de classificar. O Supremo divulgou uma nota assinada por dez ministros, afirmando apoio a Dias Toffoli, sinalizando o arquivamento do incidente e determinando a redistribuição do caso.
    A questão é que a nota não responde ao essencial: ela é uma decisão? Um acordo político-institucional? Um gesto para “normalizar” o andamento do processo? E, mais grave, deixa no ar aquilo que deveria ter sido enfrentado com transparência: por que Toffoli não é considerado suspeito — e, se não é, por que deixa a relatoria?

    Com Felipe Recondo, Luiz Fernando Esteves e Ana Laura Barbosa
    Capítulos
    00:00 Introdução ao Caso Master-Toffoli
    03:04 Análise da Nota do STF
    05:51 Implicações da Participação de Toffoli
    08:50 A Questão da Suspeição e Relatoria
    12:03 Erros e Heterodoxias no Processo
    14:53 Preservação de Provas e Futuras Decisões
    18:32 Impeachment e Crimes de Responsabilidade
    20:48 Suspeição de Ministros do STF
    23:39 Movimento do Ministro Fachin
    30:30 Legitimidade do Tribunal e Decisões Secretas
    33:41 Análise do Papel do Ministro Fachin
  • Sem Precedentes

    É possível defender tecnicamente a decisão de Dino sobre penduricalhos?

    06/2/2026 | 35min
    No episódio de hoje do Sem Precedentes, a conversa parte de uma decisão que caiu como uma bomba no mundo jurídico — e que ainda está longe de produzir efeitos claros.
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    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou a suspensão do pagamento de adicionais, indenizações e vantagens a juízes, membros do Ministério Público e outros agentes públicos sempre que esses valores não tiverem respaldo legal claro. Na prática, a decisão impõe uma revisão geral das chamadas verbas indenizatórias, muitas vezes usadas para contornar o teto constitucional de remuneração no serviço público.
    Para entender o alcance — e os limites — dessa ordem, Felipe Recondo ouve Juliana Cesario Alvim, Thomaz Pereira e Diego Werneck.
    A discussão passa pelo contexto da decisão, que nasceu de um caso pontual envolvendo procuradores municipais, mas acabou se expandindo para toda a administração pública, nos três níveis da Federação. Os convidados analisam como, ao longo dos anos, tribunais e órgãos públicos criaram uma verdadeira engenharia remuneratória baseada em adicionais classificados como indenizações — muitas vezes sem previsão legal específica.
    O episódio também debate os paradoxos da medida: ao mesmo tempo em que o Supremo tenta impor limites e reforçar padrões éticos no serviço público, amplia significativamente o seu próprio raio de atuação, ao exigir que órgãos revisem pagamentos no prazo de 60 dias, sob pena de suspensão.
    Até que ponto essa decisão fortalece a responsabilidade fiscal? Onde estão os riscos de insegurança jurídica? E o Supremo pode — ou deve — avançar dessa forma a partir de um caso concreto?
    Essas são algumas das perguntas que orientam a conversa de hoje no Sem Precedentes.
  • Sem Precedentes

    De quem é a culpa pela crise do STF no caso Master?

    28/1/2026 | 39min
    No primeiro episódio do ano do Sem Precedentes, abrimos a temporada discutindo quem deve assumir a responsabilidade pela crise de reputação que hoje envolve o Supremo Tribunal Federal, a partir do chamado caso Banco Master. A nota divulgada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, reacendeu o debate sobre críticas legítimas, ataques institucionais e os limites da reação do tribunal diante de um desgaste que não surgiu agora, mas vem se acumulando ao longo de anos.
    Ao longo da conversa, analisamos por que o caso Banco Master se tornou um símbolo dessa crise mais ampla: a dificuldade do Supremo em lidar com episódios que expõem relações, comportamentos e práticas que afetam a percepção pública de imparcialidade. Discutimos também a possibilidade de o caso descer para a primeira instância, os riscos desse movimento e o impacto que vazamentos e novas revelações podem ter sobre a imagem da Corte.
    Outro eixo central do episódio foi o debate sobre regras de conduta, impedimento e suspeição. A partir de propostas recentes — como a discussão sobre um código de ética próprio — refletimos sobre a importância de parâmetros claros para orientar o comportamento dos ministros, fortalecer a transparência e permitir que imprensa e sociedade façam críticas mais objetivas. A ideia central é simples: tribunais que prestam contas sobre sua imparcialidade tendem a ser instituições mais fortes, não mais fracas.
    Por fim, tratamos do contexto político e institucional em que essa crise se desenvolve: o Supremo perdeu o “benefício da dúvida” que teve no passado, e hoje qualquer nova controvérsia ganha dimensão imediata. Com participação de Ana Laura Barbosa, Juliana Cesario Alvim e Thomaz Pereira, o episódio discute por que reconhecer problemas internos, separar ataques de críticas legítimas e enfrentar o debate sobre reformas pode ser decisivo para que o tribunal recupere legitimidade num ano que promete ser especialmente tenso.
    #stf 
    #bancomaster 
    #supremotribunalfederal 
    Blocos
    00:00 Responsabilidade pela Crise do Supremo
    06:36 Código de Conduta e Imparcialidade
    12:35 A Perda do Benefício da Dúvida
    19:49 Limpeza da Casa e Legitimidade
    25:08 Desafios da Presidência do Supremo
    30:02 Regras de Impedimento e Suspeição
  • Sem Precedentes

    Quais os limites éticos deste STF?

    30/12/2025 | 49min
    Neste último episódio do Sem Precedentes em 2025, o debate se volta para um tema sensível e incontornável: a ética no Supremo Tribunal Federal. 
    Em meio a críticas sobre imparcialidade, influência política e falta de transparência, cresce a percepção de que a relação entre a Corte e a sociedade atravessa um momento de desgaste. 
    Os alvos da vez são Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Mas no passado houve outros tantos exemplos. 
    Felipe Recondo e Diego Werneck discutem se o Supremo precisa de regras mais claras de conduta, até que ponto a resistência interna dificulta mudanças e por que a cobrança pública por responsabilidade e transparência se tornou central. 
    O episódio parte de uma pergunta simples — mas incômoda: quais limites éticos devem orientar a atuação dos ministros — e examina por que essa resposta é decisiva para a confiança no tribunal e para a própria democracia.
    00:00 O Ano de 2025 e o Supremo
    02:51 Código de Conduta e Expectativas para 2026
    06:07 Imparcialidade e Ética no Supremo
    08:53 Transparência e Relações com a Sociedade
    12:09 Desafios e Críticas ao Supremo
    15:04 A Influência da Política no Supremo
    18:01 A Necessidade de Regras e Limites
    20:57 A Resistência Silenciosa e a Percepção Pública
    23:58 O Papel da Sociedade na Supervisão do Supremo
    27:04 Expectativas Futuras e Conclusões
  • Sem Precedentes

    O que foi a marca do Supremo em 2025?

    19/12/2025 | 43min
    Se 2025 fosse um retrato do STF, ele não caberia numa única moldura — e foi justamente essa a nossa tentativa neste episódio: descrever e sintetizar o Supremo de 2025, com suas decisões mais barulhentas, seus recuos silenciosos e a política atravessando cada corredor do tribunal.
    Ao longo do ano, o STF jogou “Copa do Mundo” toda semana: a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, a troca na presidência, julgamentos tributários e de direitos fundamentais, a ADPF das Favelas, o debate sobre marco temporal, disputas envolvendo parlamentares e mandatos, a reconfiguração do foro por prerrogativa de função, inquéritos e operações que colocaram o Congresso novamente sob pressão.
    Com Felipe Recondo, Diego Werneck, Juliana Cesário Alvim e Thomaz Pereira, a conversa percorre o que talvez seja o traço mais forte do ano: o Supremo assumido como “player” político — e, ao mesmo tempo, um tribunal que alterna força e acomodação. De um lado, o STF cumpriu a promessa de concluir o julgamento do golpe, com impacto histórico. De outro, a discussão expõe um dilema incômodo: onde o tribunal cede, por que cede e quem paga o preço dessas concessões, especialmente quando direitos fundamentais entram na conta.
    No fim, 2025 aparece como um ano em que o Supremo manteve — e exibiu — poder. Mas também como um ano em que ficou mais difícil sustentar a fantasia de um tribunal “apenas técnico”. A pergunta que sobra, e que atravessa o episódio, é direta: que STF está se consolidando — e que STF está sendo nomeado para o futuro?
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    00:00 Análise do Supremo Tribunal Federal em 2025
    05:57 Interação entre Supremo e Legislativo
    11:03 Conflitos e Concessões no Cenário Político
    13:43 O Papel do Supremo na Responsabilização Política
    19:32 Mudanças no Perfil dos Ministros do Supremo
    23:44 Mudanças no Supremo: O Futuro da Presidência
    24:58 Concessões e Captulações: O Jogo do Supremo
    27:21 Direitos Fundamentais: Vigilância e Concessões
    29:22 O Papel do Supremo na Democracia Brasileira
    31:17 Crises e Desafios: O Contexto Atual do Supremo
    36:31 Foro por Prerrogativa de Função: Poder e Política
    41:38 Ética e Poder: O Código de Conduta do Supremo

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Sobre Sem Precedentes

O podcast comandado por Felipe Recondo sobre STF e Constituição.
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