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Cantinho da Psicóloga: áudios dos nossos Blogposts

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    Desejo humano: o que a psicologia diz sobre nossas motivações

    26/02/2026 | 9min
    O desejo humano é uma das forças mais complexas que movem nossas decisões, relações e projetos de vida.

    Ele está presente desde escolhas aparentemente simples — como o que comer ou vestir — até decisões profundas, como com quem nos relacionamos, que carreira seguimos ou o que buscamos como sentido de vida.

    Apesar de ser frequentemente associado apenas à sexualidade ou ao consumo, o desejo vai muito além disso.

    Na psicologia, o desejo é entendido como um fenômeno multifacetado, influenciado por fatores biológicos, emocionais, sociais e inconscientes.

    Logo, ele não surge do nada, nem é totalmente racional. Pelo contrário, muitas vezes desejamos sem saber exatamente por quê, e isso pode gerar tanto realização quanto conflito interno.

    O que é desejo na psicologia

    Na psicologia, o desejo não é visto apenas como vontade consciente.

    Ele envolve impulsos, necessidades, fantasias, expectativas e motivações que nem sempre estão claras para a própria pessoa.

    Desejar é projetar algo que parece capaz de preencher uma falta, aliviar uma tensão ou proporcionar satisfação.

    Diferentes abordagens psicológicas compreendem o desejo de maneiras distintas.

    Algumas o veem como resposta a necessidades básicas, enquanto outras o entendem como uma construção simbólica, atravessada pela linguagem, pela cultura e pela história pessoal.

    Em comum, está a ideia de que o desejo nunca é totalmente simples ou linear.

    O desejo também não é fixo. Ele muda ao longo da vida, se transforma conforme as experiências, as perdas, os vínculos e os contextos sociais.

    Aquilo que desejávamos intensamente em um momento pode perder o sentido em outro, abrindo espaço para novos anseios.

    Desejo, necessidade e motivação: diferenças importantes

    Embora muitas vezes usados como sinônimos, desejo, necessidade e motivação não são exatamente a mesma coisa.

    Compreender essas diferenças ajuda a entender melhor o funcionamento psíquico humano.

    A necessidade está ligada à sobrevivência e ao equilíbrio do organismo, como fome, sede, sono e segurança.

    Já a motivação é o conjunto de fatores que impulsionam um comportamento em direção a um objetivo específico.

    O desejo, por sua vez, pode existir mesmo quando a necessidade básica já está atendida.

    Por exemplo, uma pessoa pode não sentir fome, mas desejar um alimento específico por prazer, memória afetiva ou simbolismo emocional.

    O desejo, nesse sentido, ultrapassa o campo do biológico e entra no território do psicológico e do simbólico.

    O desejo na psicanálise

    A psicanálise é uma das abordagens que mais profundamente se dedicou ao estudo do desejo.

    Para ela, o desejo ocupa um lugar central na constituição do sujeito.

    Antes de aprofundar os diferentes aspectos do desejo na psicanálise, é importante entender que, nessa perspectiva, o desejo não é algo totalmente consciente nem plenamente realizável.

    Ele está ligado à falta e à impossibilidade de completude.

    Desejo e inconsciente

    Na psicanálise, grande parte do desejo é inconsciente. Isso significa que nem sempre sabemos o que realmente desejamos, mesmo quando acreditamos estar tomando decisões racionais.

    O inconsciente guarda desejos reprimidos, contraditórios ou socialmente inaceitáveis, que se manifestam de forma indireta.

    Logo, essas manifestações podem aparecer em sonhos, lapsos de linguagem, atos falhos, sintomas físicos ou emocionais.

    O desejo inconsciente não desaparece quando é ignorado; ele encontra outras formas de expressão.

    Desejo, falta e constituição do sujeito

    O desejo, segundo a psicanálise, nasce da falta.

    Desde a infância, o ser humano experiencia perdas e separações, e é a partir dessas experiências que o desejo se estrutura.

    Não desejamos aquilo que temos plenamente, mas aquilo que sentimos faltar.

    Essa falta não é algo negativo em si. Ela é justamente o gatilho que impulsiona o sujeito a criar, buscar, se relacionar e construir sentido.

    O problema surge quando a pessoa tenta eliminar a falta a qualquer custo, acreditando que algum objeto, pessoa ou conquista será capaz d...
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    Comunicação no relacionamento

    24/02/2026 | 7min
    A comunicação é a base de qualquer relação duradoura. Afinal, a forma como nos comunicamos pode fortalecer ou causar o desgaste de uma relação.

    Assim, apesar de construir uma comunicação saudável ser realmente desafiador, é necessário investir nessa habilidade. Especialmente para que ela seja coerente, honesta e empática.

    Quer saber como desenvolvê-la? Continue a leitura!

    Por que é importante manter uma comunicação aberta e clara no relacionamento?

    A comunicação efetiva é o que sustenta uma relação saudável. Então, ela permite que o casal sinta-se seguro para expressar sentimentos, compartilhar suas dores e opiniões, sem ter receio da reação do outro.

    Aprender a se comunicar melhor com seu parceiro fortalece a intimidade do casal, desenvolve mais confiança e respeito no relacionamento. Isso porque comunicação eficaz não deixa espaço para brechas ou mal entendidos.

    Por outro lado, quando a comunicação não acontece de forma saudável, os impactos podem ser:

    Acúmulo de ressentimentos: problemas não resolvidos fomentam sentimentos negativos de forma silenciosa, o que acaba corroendo a relação.

    Distanciamento: a falta de conversas profundas podem levar à sensação de solidão e causam o distanciamento do casal.

    Brigas frequentes: a falta de uma comunicação clara pode transformar pequenas situações do dia a dia em grandes discussões.

    Desgaste na intimidade: quando não há um espaço seguro para partilhar o que se sente, a relação acaba perdendo a conexão.

    Dificuldade em solucionar problemas: sem diálogo, a relação não se desenvolve, não cresce.

    10 dicas para melhorar a comunicação no relacionamento

    Existem vários caminhos para melhorar a comunicação em uma relação, tornando o diálogo um hábito. Por isso, veja algumas dicas práticas que podem mudar a forma que você se relaciona com seu parceiro:

    1. Trabalhe a escuta ativa

    Ouvir vai muito além de aguardar a vez de responder. Trata-se de estar verdadeiramente atento, demonstrando interesse pelo que o outro fala. Então, essa atitude pede paciência e sensibilidade.

    Quando praticamos a escuta ativa, o parceiro percebe que é valorizado. Por isso, só esse comportamento já ajuda a diminuir muitos ruídos na comunicação e aprofunda o vínculo entre o casal.

    2. Não tire conclusões precipitadas

    Grande parte dos conflitos surge quando achamos que sabemos o que o outro está pensando ou sentindo. Criar suposições costuma gerar desgastes desnecessários. Por isso, perguntar é sempre mais saudável do que idealizar cenários.

    Ninguém tem a obrigação de adivinhar o que o outro está pensando. Ser claro e direto na comunicação é uma demonstração de cuidado e respeito dentro da relação. Então, esse hábito simples evita discussões que poderiam ser resolvidas com um diálogo aberto.

    3. Pratique a comunicação não violenta (CNV)

    A proposta da comunicação não violenta é falar sobre sentimentos e necessidades sem acusar ou criticar. Por isso, em vez de dizer "você nunca me escuta", é mais eficaz afirmar "eu me sinto frustrada quando não me sinto ouvida".

    Esse tipo de abordagem diminui reações defensivas e favorece diálogos mais produtivos. Então, expressar o que sente de forma mais tranquila é mostrar para o outro que você está aberto a uma conversa madura.

    4. Entenda qual é o melhor momento

    É melhor pensar sobre o momento mais adequado para ter certas conversas. Assuntos delicados pedem calma. Após um dia de estresse, por exemplo, não é adequado conversar sobre assuntos mais sérios, pois é muito provável que termine em discussão.

    Por isso, é importante preservar a relação de algumas situações que podem ser facilmente resolvidas em outro momento, com mais calma, mais empatia e disposição para, de fato, solucionar a questão.

    5. Expresse seu sentimentos

    Guardar o que sente não prejudica somente a si mesmo, mas o outro e a relação que estão construindo. Às vezes uma pequena frustração que não foi comunicada se transforma em uma grande bola de neve lá na frente. Esconder o que se sente não resolve.

    Por isso, seja sincero...
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    Falta de perspectiva na vida: como lidar

    23/02/2026 | 6min
    A falta de perspectiva é um sentimento que se instala a partir de emoções e pensamentos negativos, dando origem a uma vida sem propósito e um vazio existencial.

    Apesar de surgir comumente em razão de alguns momentos adversos, o prolongamento da falta de perspectiva pode causar sérios prejuízos à saúde mental, como desânimo, baixa autoestima e até mesmo depressão – em casos mais graves.

    Neste artigo, falaremos sobre a falta de perspectiva de vida, o que é, os seus impactos e como desenvolvê-la para se obter mais qualidade de vida. Boa leitura!

    O que é falta de perspectiva de vida?

    De forma objetiva, a falta de perspectiva de vida é caracterizada como um sentimento de vazio. Ou seja, o indivíduo não consegue enxergar um futuro (tampouco positivo) para si mesmo, o que faz com ele deixe de correr atrás de seus objetivos.

    Desse modo, ele realiza as tarefas diárias (como afazeres domésticos e serviços da profissão) apenas por obrigação, sem ter motivação para nada.

    Vale dizer que, inclusive, uma pessoa sem perspectiva de vida não vê sentido nem mesmo em fazer o que antes considerava prazeroso.

    Por que ter perspectiva de vida é importante?

    Uma pessoa que possui perspectiva de vida idealiza planos a serem cumpridos e alcançados. Isso significa que ela sente que tem uma missão importante neste mundo, fazendo com que se sinta útil e reconhecida de alguma forma.

    A partir disso, são desenvolvidos autoestima, felicidade e realização, aspectos importantes para a qualidade de vida, bem-estar e saúde mental de qualquer ser humano.

    Por outro lado, alguém que não tem essa sensação de propósito, pode sofrer com:

    Sentimento de vazio;

    Desânimo e cansaço constante e extremo;

    Irritabilidade e isolamento social;

    Perda de identidade e dificuldade para reconhecer seus gostos;

    Dificuldade para lidar com os conflitos e ser resiliente;

    Desencadeamento de questões mentais e emocionais, como tristeza profunda, ansiedade generalizada e depressão.

    Atenção: a partir do momento que você perceber a falta da perspectiva de vida, procure um psicólogo para tentar entender a real motivação por trás dela.

    Tentar encontrar a origem do problema somado ao autoconhecimento é o primeiro passo para lidar com a sua falta de propósito.

    5 dicas para lidar com a perspectiva de vida

    O caminho para lidar com a falta de perspectiva de vida é justamente encontrá-la. Sim, não se vive sem um propósito existencial, porque, como vimos, isso pode desencadear diversas condições emocionais, se agravando com o passar do tempo.

    Sendo assim, a seguir, trouxemos algumas dicas de como desenvolver a sua perspectiva de vida para uma existência mais saudável e feliz:

    1. Reforce a sua autoestima

    A autoestima é um dos aspectos mais afetados quando se lida com a falta de perspectiva de vida. Afinal, o indivíduo não se sente capaz de mudar o seu contexto, acredita que merece somente coisas ruins e não valoriza o que possui.

    Nesse sentido, saiba que um caminho para fortalecer a autoestima é desenvolver a autocompaixão. Sim, seja compassivo com os seus erros e com as suas decisões que, de alguma forma, te trouxeram sofrimento. Lembre-se de que errar é humano, e a resiliência está em aprender com eles, e não em se culpar e sofrer por isso.

    2. Saia da zona de conforto

    Quando estamos nos sentido mal e sem perspectiva de vida, sair da zona de conforto não é uma tarefa fácil, especialmente pelo desânimo existente, não é mesmo? Entretanto, essa é uma prática indispensável para que você consiga encontrar motivação.

    Por isso, se esforce para fazer coisas diferentes. Você pode, por exemplo, convidar amigos para sair, viajar em um final de semana, iniciar algum curso, ir ao cinema – sozinho ou acompanhado – ou receber familiares em casa.

    Tenha em mente que qualquer atividade diferente já contribui para a melhora do seu humor e para a modificação dos seus pensamentos e comportamentos prejudiciais.

    3. Faça uma autoanálise e uma autoavaliação

    Analise e avalie a sua vida, as pessoas que estão ao seu redor e as s...
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    Como tratar a Síndrome do Pânico em 8 passos!

    21/02/2026 | 7min
    A síndrome do pânico é definida como um transtorno de ansiedade em que ocorrem crises repentinas de pânico. Dentre os sintomas que surgem durante um ataque, estão o medo, o desespero e uma forte sensação de que algo ruim pode acontecer.

    Quanto mais frequentes forem as crises, mais a qualidade de vida e a saúde mental do indivíduo são afetadas. Isso porque, por ser uma experiência muito desagradável e assustadora, ele começa a evitar certos contextos sociais para não sofrer com os sintomas.

    Neste artigo, traremos os passos de como tratar a síndrome do pânico. Continue a leitura se você ou alguém que conhece está passando por este problema!

    Quais são os sintomas da síndrome do pânico?

    Antes de falarmos as atitudes que você deve adotar se estiver com síndrome do pânico, vamos listar os sintomas principais dessa condição para que você saiba identificá-la.

    Diante disso, como já mencionamos, a síndrome do pânico é caracterizada pela sucessão repetida e frequente de ataques de pânico, impedindo que se leve uma vida normal devido ao medo que esses trazem.

    Assim, durante uma crise de pânico, que tem seu auge em 10 minutos, os principais sintomas costumam ser:

    Taquicardia

    Aperto no peito

    Sensação de sufocamento

    Sudorese excessiva

    Tremor

    Náusea

    Tontura

    Falta de ar

    Medo de perder o controle e/ou de morrer

    Para além dos ataques, uma pessoa com síndrome de pânico tem seu dia a dia alterado em razão da:

    Ansiedade constante

    Dificuldade para dormir

    Pensamentos intrusivos

    Palpitações

    Medo de encontrar gatilhos que desencadeiem novas crises.

    8 passos para tratar a síndrome do pânico

    Agora que você já conhece os principais sintomas dessa condição, vamos aos passos essenciais para tratá-la:

    1. Reconheça a condição

    O primeiro passo é reconhecer que você tem a síndrome do pânico e procurar se informar melhor sobre a condição. Afinal, essa é a única forma de buscar ajuda e tratamento.

    Sendo assim, se você sentir o coração disparado e suor excessivo em algumas situações que não representam perigo, se se sentir ansioso e/ou com medo frequentemente e estiver deixando de realizar tarefas diárias (como ir ao supermercado ou ao trabalho, por exemplo) por receio de que algo aconteça, pode ser um indicativo do problema.

    Somente um psicólogo ou psiquiatra pode dar o diagnóstico preciso (principalmente porque os sinais listados anteriormente podem se referir a outras condições), mas essa conjuntura de sintomas já indica que algo não vai bem com a sua saúde mental e emocional.

    2. Aceite a situação

    Reconhecendo que algo não vai bem com você, o próximo passo é aceitar este fato.

    Infelizmente, é muito comum algumas pessoas entrarem no processo de negação ou simplesmente encararem a condição como uma "besteira" momentânea. Essa atitude, no entanto, apenas contribui para o adiamento da resolução do problema e para o agravamento desse.

    Por isso, percebendo que algo não está bem, aceite! Aceite que precisa buscar ajuda e formas de sair dessa situação. Isso não é sinal de fraqueza; pelo contrário, é sinal de força e de autocuidado.

    3. Identifique o que gera as crises de ansiedade

    Lembra dos gatilhos que mencionamos lá na seção dos sintomas? Pois bem, saber identificar o que causa os ataques de pânico é um ponto-chave para o tratamento. Não para que você os evite, mas para que saiba lidar com eles.

    Desse modo, procure reconhecer o que desencadeia as crises. Seria uma pessoa? Um lugar? Uma ação? Um pensamento? Trabalhe o autoconhecimento – de preferência com a ajuda de um psicólogo – para encontrar os seus gatilhos.

    4. Investigue a raiz do problema

    Para além dos gatilhos emocionais, também é preciso ir atrás da origem do problema, isto é, o que pode ter desencadeado a síndrome do pânico se no passado você não a tinha?

    Aqui, é preciso tirar um tempo (horas e até dias) para encontrar, pois nem sempre é algo evidente. Pode ter sido um trauma não superado, mas também pode ter sido uma crise no relacionamento, problemas financeiros, questões de saúde, estafa no trabalho, e...
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    Você vive reagindo ou fazendo escolhas conscientes?

    19/02/2026 | 9min
    A busca por validação é uma experiência humana universal.

    Desde cedo, aprendemos que ser aceito e reconhecido pelos outros nos traz segurança, pertencimento e sensação de valor.

    Um elogio, um sorriso de aprovação ou o reconhecimento social funcionam como combustível emocional.

    No entanto, quando essa necessidade se torna central, pode gerar dependência emocional, ansiedade e dificuldade de viver de forma autêntica.

    Logo, a validação externa passa a condicionar decisões, comportamentos e até sentimentos, prejudicando o equilíbrio psicológico.

    O que significa viver no modo reativo

    Viver de forma reativa significa responder automaticamente aos estímulos internos e externos, sem espaço para reflexão ou escolha consciente.

    A ação surge como resposta imediata a, por exemplo, emoções, pressões, medos ou expectativas, muitas vezes acompanhada da sensação de "não tive opção".

    Nesse modo de funcionamento, a pessoa costuma agir a partir de impulsos emocionais não elaborados, padrões antigos ou necessidades de agradar e evitar conflitos.

    As decisões não são necessariamente erradas, mas tendem a ser pouco alinhadas com desejos genuínos.

    O modo reativo não é um defeito de caráter.

    Ele é, na maioria das vezes, uma estratégia aprendida para lidar com ambientes exigentes, imprevisíveis ou emocionalmente inseguros.

    É importante considerar que o ritmo acelerado da vida contemporânea reduz espaços de pausa e reflexão.

    Além disso, muitas pessoas cresceram aprendendo a priorizar expectativas externas em detrimento das próprias necessidades.

    O medo de errar, decepcionar ou ser rejeitado também alimenta respostas automáticas.

    Logo, em contextos de estresse, o cérebro tende a economizar energia, recorrendo a padrões já conhecidos.

    Assim, reagir é mais rápido e exige menos esforço psíquico do que escolher conscientemente.

    Os impactos psicológicos de viver sempre reagindo

    Antes de explorar caminhos para escolhas mais conscientes, é importante compreender os efeitos emocionais de um padrão reativo prolongado.

    Esses impactos nem sempre são percebidos de imediato, mas se acumulam ao longo do tempo.

    Ansiedade e sensação constante de urgência

    O modo reativo mantém o organismo em estado de alerta.

    A pessoa vive respondendo a estímulos, sem sensação de conclusão ou descanso psíquico.

    Logo, isso favorece quadros de ansiedade, tensão constante e dificuldade de relaxar.

    Culpa e arrependimento frequentes

    Quando as decisões não passam por reflexão, é comum que surjam arrependimentos.

    Assim sendo, a pessoa pode sentir culpa por ter dito "sim" quando queria dizer "não" ou por ter agido de forma impulsiva em situações importantes.

    Sensação de perda de controle sobre a própria vida

    Viver reagindo gera a impressão de que a vida está sendo conduzida pelos outros ou pelas circunstâncias.

    Isso enfraquece a autoestima e pode levar a sentimentos de impotência, frustração e desânimo, além de dificuldade de pedir ajuda.

    Padrões aprendidos que mantêm o comportamento reativo

    Muitas reações automáticas são sustentadas por padrões aprendidos ao longo da vida.

    Antes de pensar em mudança, é importante reconhecê-los.

    Necessidade de agradar

    Pessoas que aprenderam que o afeto depende de corresponder às expectativas tendem a reagir dizendo "sim" automaticamente, mesmo quando isso gera sobrecarga e ressentimento.

    Medo de conflito e rejeição

    Evitar conflitos pode levar a respostas automáticas de submissão ou silêncio.

    A reação busca proteção, mas impede escolhas alinhadas com necessidades reais.

    Autocrítica e exigência excessiva

    Padrões de autoexigência levam a reações baseadas no medo de errar e na falta de autocompaixão.

    A pessoa age rapidamente para não parecer incompetente, sem refletir se aquela escolha faz sentido.

    Reagir nos relacionamentos: quando o outro define suas escolhas

    Os relacionamentos são um dos principais campos onde o modo reativo se manifesta.

    Estar em relação desperta, por exemplo, emoções intensas, memórias afetivas e expectativas profundas.

    Responder para evitar...

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Sobre Cantinho da Psicóloga: áudios dos nossos Blogposts

Os áudios dos conteúdos são gerados por IA - Inteligência Artificial a partir das centenas de textos e artigos elaborados por psicólogos.
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