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    10 benefícios da psicoterapia: por que fazer?

    07/2/2026 | 7min
    Você conhece os benefícios da psicoterapia?

    Essa abordagem terapêutica é excelente para quem tem algum problema emocional e não está dando conta de resolver sozinho, mas também é primordial para as pessoas que querem melhorar a sua relação consigo e com o mundo.

    Marcada por estereótipos e falsas ideias de senso comum (como que "terapia é coisa de doido"), as sessões conduzidas por um psicólogo podem promover transformações essenciais na vida, de forma a contribuir para os âmbitos pessoal, social e profissional.

    Quer saber mais sobre o assunto? Continue acompanhando este artigo para conhecer os principais benefícios da psicoterapia e descubra por que fazer!

    1. Ajuda no processo de autoconhecimento

    Independentemente da razão que leva uma pessoa a iniciar a terapia, sem dúvidas, o autoconhecimento é um dos seus principais e mais nítidos benefícios.

    Isso porque, com a ajuda do psicólogo, o paciente é capaz de reconhecer e acessar suas crenças, pontos fortes, defeitos, qualidades, limitações e padrões de pensamento e comportamento prejudiciais para, então, conseguir modificá-los.

    Assim, quando se toma consciência sobre suas próprias características internas, é possível tomar medidas importantes para a melhoria da qualidade de vida.

    2. Promove a autoconfiança e a autoestima

    Como consequência do autoconhecimento, o indivíduo consegue trabalhar a sua autoconfiança e autoestima. Afinal de contas, ao se conhecer melhor, ele pode adquirir mais segurança e confiança em si mesmo, o que é benéfico para a autoestima.

    Com isso, ele se sente mais confiante para buscar seus sonhos, se relacionar consigo e com o próximo, entre muitos outros benefícios.

    3. Melhora os relacionamentos interpessoais

    Relacionar-se com o outro (seja um parceiro, um amigo, um familiar ou colega de trabalho) não é uma tarefa fácil, uma vez que cada pessoa possui sua personalidade e características. Entretanto, existem indivíduos que possuem uma dificuldade ainda maior nas relações (seja por causa da timidez, da personalidade forte, etc.).

    Nesse contexto, a terapia pode ser bastante útil, pois ela ajuda no desenvolvimento de diversas habilidades sociais, como comunicação, empatia, trabalho em equipe, etc.

    Portanto, a partir desse desenvolvimento, torna-se possível se relacionar de forma mais saudável e harmônica com o outro, aprendendo, assim, a lidar com sabedoria e inteligência diante dos desafios diários que os relacionamentos impõem.

    4. Desenvolve a inteligência emocional

    Falando em inteligência, é impossível não mencionar o desenvolvimento da inteligência emocional como um dos grandes benefícios da psicoterapia.

    Para quem não sabe, essa é uma habilidade que diz respeito à forma como lidamos com as situações adversas e com as nossas emoções diante delas. Ou seja, com a terapia, é possível aprender a gerenciar e controlar melhor as emoções, sendo menos reativo e mais equilibrado para agir.

    Além disso, com a inteligência emocional, o indivíduo consegue encontrar soluções mais eficazes para os seus problemas, uma vez que consegue racionalizar as situações.

    5. Ajuda na superação de traumas do passado

    Aqui vai um outro benefício da psicoterapia: a superação de traumas do passado.

    Em razão de uma situação traumatizante ocorrida no passado – especialmente na infância ou adolescência, o indivíduo pode sofrer com diversos prejuízos em sua vida atual, como fobias, depressão, ansiedade, dificuldade para se relacionar, entre outros transtornos.

    Assim, por meio da terapia com um psicólogo, o paciente consegue visualizar o trauma que está desencadeando diversas reações prejudiciais (sim, muitas vezes ele nem consegue reconhecer que teve um trauma) e, a partir daí, encontra estratégias para enfrentá-lo.

    Portanto, as sessões de psicoterapia promovem não somente a resolução de sintomas, como também vai à origem do problema para, dessa forma, solucioná-lo com eficácia.

    6. Auxilia a encontrar um propósito de vida

    Muitas pessoas possuem uma certa dificuldade para encontrar um propósi...
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    A relação entre linguagem corporal e emoções reprimidas

    05/2/2026 | 7min
    A linguagem corporal é uma das formas mais antigas e instintivas de comunicação humana.

    Antes mesmo de desenvolvermos a fala, já nos expressávamos por meio de movimentos, gestos e posturas.

    Por isso, o corpo continua revelando aquilo que muitas vezes tentamos esconder de forma consciente — especialmente emoções que não sabemos, não queremos ou não conseguimos expressar verbalmente.

    No campo da psicologia, estudar a relação entre linguagem corporal e emoções reprimidas é fundamental para compreender, por exemplo, os efeitos dessas tensões ocultas na saúde mental, nas relações sociais e até no funcionamento físico do organismo.

    Por que o corpo fala: uma visão psicológica e biológica

    O corpo e a mente não funcionam como entidades separadas.

    O sistema nervoso, os hormônios e os padrões de comportamento se entrelaçam o tempo todo, formando uma teia complexa que sustenta nossas emoções e ações.

    Quando uma emoção é reprimida — seja por condicionamento social, medo, vergonha ou falta de consciência — ela não desaparece.

    Ela se manifesta de outras maneiras, frequentemente através da linguagem corporal.

    Logo, as microexpressões, o tom muscular, a postura e até a direção do olhar podem denunciar incômodos que não conseguimos verbalizar.

    O corpo se torna, portanto, um mensageiro daquilo que está preso na mente.

    Como as emoções são reprimidas no cotidiano

    Reprimir emoções é mais comum do que parece.

    Muitas vezes, isso acontece de forma automática, sem intenção consciente.

    A sociedade valoriza a racionalidade, o autocontrole e a produtividade, incentivando que sentimentos "difíceis" — como tristeza, raiva, medo, frustração ou vulnerabilidade — sejam contidos ou ignorados.

    Essa repressão pode ocorrer de várias formas:

    Autocensura emocional, quando a pessoa diz a si mesma que "não tem motivo" para sentir algo.

    Supressão social, quando ambientes familiares, profissionais ou culturais não permitem expressões emocionais abertas.

    Desconexão interna, quando alguém se distancia tanto de suas emoções que já não reconhece o que sente.

    Em todos esses cenários, a emoção não elaborada tende a se manifestar corporalmente.

    Sinais corporais mais comuns das emoções reprimidas

    Apesar do silêncio ser importante para a mente, também é preciso desabafar de vez em quando.

    Quando não expressamos o que sentimos, o corpo encontra outras formas de revelar esse conteúdo emocional.

    Esses sinais podem ser sutis ou intensos, momentâneos ou crônicos, indicando o início de uma crise emocional.

    Entender essas manifestações não significa "ler a mente" de alguém, mas sim compreender que a linguagem corporal e o estado emocional estão profundamente conectados.

    Tensão muscular e dores persistentes

    A tensão acumulada nos músculos é um dos sinais mais evidentes de repressão emocional.

    Quando sentimentos não são expressos, o corpo ativa respostas automáticas de defesa, como enrijecimento muscular.

    Ombros levantados, pescoço rígido, mandíbula cerrada e dores lombares podem indicar emoções não processadas, especialmente raiva e ansiedade.

    Postura curvada e retraída

    A postura também comunica — e muito.

    Uma postura encurvada pode refletir tristeza, medo ou sensação de desvalorização interna.

    Não é apenas uma questão de ergonomia: é o corpo tentando proteger-se de algo emocionalmente ameaçador.

    Dificuldade em manter contato visual

    Evitar o olhar pode indicar insegurança, vergonha, culpa ou o hábito de evitar conflitos.

    Em muitos casos, o contato visual é desconfortável porque ativa emoções que a pessoa prefere não acessar.

    Respiração curta ou irregular

    A forma como respiramos diz muito sobre nosso estado emocional.

    Respiração curta, presa ou acelerada pode ser um indicativo de ansiedade reprimida ou medo não expresso.

    Nosso sistema nervoso simpático é acionado mesmo sem o estímulo real, apenas pela presença da emoção guardada.

    Mexer excessivamente mãos, pés ou objetos

    Pequenos movimentos repetitivos, como estalar dedos, balançar pernas ou manipular objetos, podem ser tentativas inc...
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    10 dicas para conciliar vida pessoal com a profissional

    02/2/2026 | 7min
    Um dos maiores desafios na contemporaneidade é conciliar a vida pessoal com a profissional. Acontece que essa é uma situação preocupante, uma vez que pode desencadear crises de ansiedade e de estresse, além da síndrome de Burnout.

    Por isso, encontrar o equilíbrio entre esses dois âmbitos da vida, além de ser importante para a qualidade de vida, pode ser o fator que que faltava para o tratamento eficaz de diversos problemas de saúde mental que estão te afligindo.

    Sendo assim, neste artigo, daremos dicas práticas e essenciais de como você pode conciliar a vida pessoal com a profissional e, assim, cuidar do seu bem-estar. Boa leitura!

    Como conciliar vida pessoal com a profissional: 10 dicas práticas

    Como mencionamos, a partir de agora você encontrará dicas práticas de como equilibrar as áreas da sua vida e possibilitar o alcance de uma boa qualidade de vida:

    1. Defina suas prioridades

    O primeiro passo é definir quais são suas prioridades tanto na vida pessoal quanto na profissional. Isso porque, a partir daí, será possível equilibrar suas funções e responsabilidades, evitando a sobrecarga.

    Sendo assim, faça uma lista com todas as suas atividades e, em seguida, comece a identificar o que é mais importante e necessário na sua vida.

    Com isso, você conseguirá visualizar o que pode ser adiado ou ajustado, bem como onde você precisa se fazer mais presente e se doar mais.

    2. Gerencie seu tempo

    Depois de definir as prioridades, é hora de identificar o tempo que você vai dedicar a cada uma de suas tarefas. Naturalmente, isso pode variar, mas é preciso ter ao menos uma estimativa para que seja possível se programar.

    Assim, para fazer uma boa gestão do tempo, vale a pena utilizar alguns recursos, desde a tradicional agenda até aplicativos de gerenciamento de tarefas. Eles ajudam a organizar as atividades diárias e a possibilitar que você consiga cumprir com os prazos.

    3. Estabeleça limites claros

    Impor limites claros também é um dos pontos-chave para equilibrar a vida pessoal e profissional. Isso significa saber reconhecer o quanto tempo você trabalhará por dia, por exemplo, para não ultrapassar esse limite.

    Dentro da família, também é importante definir limites para não se sobrecarregar, como quais tarefas irá fazer em casa. Tudo isso contribui para que seja mais assertivo conciliar esses dois âmbitos da vida.

    4. Aprenda a dizer "não"

    Junto ao estabelecimento de limites, aprenda a dizer "não". Isso significa que, além de reconhecer que você não consegue pegar mais atividades do que aquelas que já executa, é necessário recusar, de maneira educada e assertiva, propostas que não fazem sentido para você e para sua saúde física e mental. Seja do chefe, da família ou de amigos.

    Nesse sentido, entenda que dizer "não" não te torna uma pessoa pior. Aqui, não se deve preocupar com o que o outro vai pensar sobre você, mas sim em como você se sente arcando com mais compromissos do que aqueles que consegue cumprir.

    5. Seja flexível

    Apesar de ser necessário estabelecer limites e saber gerenciar o seu tempo, também é fundamental ser flexível e adaptável. Afinal de contas, a vida é imprevisível, o que faz com que prioridades, ideias e percepções de vida possam mudar com o passar do tempo.

    Portanto, esteja preparado para ajustar os seus planejamentos caso seja necessário. Ser flexível te possibilitará não apenas isso, mas também manter o equilíbrio diante de imprevistos e adversidades inesperadas.

    6. Reserve um tempo para a família e os amigos

    Por mais que a sua rotina seja corrida e agitada, é importante reservar um tempo de qualidade para estar com a família e os amigos. Além de fortalecer os vínculos afetivos, essa prática é excelente para cuidar das emoções e recarregar a energia.

    Sendo assim, defina dias da semana e horários para fazer programas com as pessoas que são queridas e importantes para você.

    7. Fique offline de vez em quando

    De uns tempos para cá, temos passado boa parte do nosso tempo rolando os "feeds" das redes sociais por horas e hora...
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    Inteligência emocional: como desenvolver a sua?

    31/1/2026 | 8min
    A inteligência emocional é uma habilidade que pode transformar positivamente a vida de quem a tem. Afinal, ela ajuda o indivíduo a passar pelas dificuldades com mais tranquilidade e clareza.

    Esse conceito diz respeito a saber gerenciar suas próprias emoções, ter autoconhecimento sobre o quê e como se sente, além de influenciar numa vida com mais qualidade e bem-estar e na construção relações interpessoais saudáveis.

    Neste artigo, vamos nos aprofundar sobre o que é inteligência emocional e por que é tão importante desenvolvê-la. Tenha uma ótima leitura!

    O que é inteligência emocional?

    De forma mais ampla, a inteligência emocional é a capacidade de entender e lidar melhor tanto com as próprias emoções, como também reconhecer e influenciar as emoções de quem está ao redor. Isso traz mais proximidade e tranquilidade para as relações.

    Quem tem essa habilidade emocional consegue passar pelas adversidades da vida de maneira mais madura e consciente. Portanto, é uma competência fundamental tanto na vida pessoal quanto na vida profissional.

    Características de uma pessoa emocionalmente inteligente

    Um indivíduo com inteligência emocional tem as seguintes características:

    Em uma situação de crise, não reage de forma exagerada nem entra em pânico;

    Não permite que as emoções influenciem diretamente nas suas escolhas;

    Desenvolve relacionamentos saudáveis com alto grau de empatia pelo outro;

    Dificilmente entra em discussões sem motivo.

    Essas são só algumas características, mas o fato é que uma pessoa com inteligência emocional tem autoconhecimento e um jeito mais sereno de encarar os problemas, o que impacta diretamente no seu bem-estar.

    5 pilares da inteligência emocional

    O psicólogo Daniel Goleman, responsável por popularizar o conceito, dividiu a inteligência emocional em pilares com o intuito de simplificar o que uma pessoa precisa ter para melhorar a relação com as próprias emoções e evitar reações como estresse e compulsão. São eles:

    1. Autoconhecimento emocional

    Conhecer as próprias emoções é imprescindível para desenvolver a inteligência emocional, já que um indivíduo que tem autoconhecimento percebe quando mudanças de humor podem acontecer e sabe identificar os gatilhos emocionais que provocam determinados sentimentos. Por isso, o autoconhecimento é o ponto de partida.

    2. Controle emocional

    Após identificar suas emoções, vem a próxima etapa: saber lidar de maneira mais assertiva e consciente com elas, sobretudo em momentos de instabilidade. Isso é, agir de forma mais consciente e evitar comportamentos impulsivos.

    Então, esse tipo de atitude vem da prática constante diante das situações que nos pressionam.

    3. Automotivação

    A automotivação diz respeito a entender o que está dentro da gente e como isso nos motiva a fazer algo, o que nos dá força para encarar a vida. Assim, está ligado a ter disciplina mesmo quando o entorno não é favorável.

    É um importante amparo para que a pessoa seja mais persistente e produtiva diante da instabilidade da vida.

    4. Empatia e reconhecimento emocional

    Ser empático é ter a capacidade de se colocar no lugar do outro, respeitando e acolhendo suas emoções e escolhas. Então, a empatia é a base de relacionamentos saudáveis e nos proporciona criar laços mais profundos e duradouros.

    5. Relacionamentos interpessoais

    Relacionamentos interpessoais saudáveis são essenciais para uma vida pessoal e profissional bem-sucedida. Este pilar envolve a capacidade de criar e manter bons relacionamentos e gerar boas conexões.

    Diz respeito também a se comunicar de forma clara, solucionar conflitos e interagir de maneira colaborativa com as pessoas ao redor, seja no trabalho ou na vida de uma forma geral.

    Por que é importante desenvolver a inteligência emocional?

    Desenvolver a inteligência emocional impacta em inúmeros benefícios, tanto no âmbito pessoal como no profissional, influenciando em uma vida mais equilibrada e saudável. Saiba mais:

    Benefícios pessoais:

    Reduz a ansiedade e estresse;

    Contribui para a redução de atrito...
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    Prazer e saúde mental

    29/1/2026 | 8min
    Durante muito tempo, o prazer foi tratado com desconfiança em diferentes campos do saber, inclusive na psicologia.

    Associado ao excesso, à fuga da realidade ou até à culpa, ele acabou sendo deixado em segundo plano diante de valores como produtividade, desempenho e autocontrole.

    No entanto, cada vez mais estudos e práticas clínicas mostram que o prazer não é um luxo nem um capricho, mas um elemento central para a saúde mental.

    Resgatar momentos de satisfação no cotidiano não significa viver em busca de estímulos constantes ou ignorar dificuldades emocionais.

    Pelo contrário, trata-se de reconhecer o prazer como uma experiência humana fundamental, capaz de fortalecer recursos psíquicos, ampliar o bem-estar e ajudar na regulação emocional.

    O que entendemos por prazer na psicologia

    Na psicologia, o prazer não se resume a sensações intensas ou imediatas.

    Ele pode estar ligado a experiências simples, duradouras e profundamente subjetivas, como sentir-se acolhido, realizar uma atividade significativa ou perceber harmonia entre pensamentos, emoções e ações.

    O prazer envolve tanto o corpo quanto a mente, sendo influenciado por fatores biológicos, emocionais, sociais e culturais.

    Diferentes abordagens psicológicas compreendem o prazer de maneiras distintas.

    Algumas enfatizam sua função motivacional, outras destacam seu papel na construção do sentido de vida.

    Apesar dessas diferenças, há um ponto em comum: o prazer está diretamente relacionado à capacidade de sentir, desejar e se conectar consigo mesmo e com o mundo.

    Logo, ignorar ou desvalorizar o prazer pode levar a um empobrecimento da experiência emocional, tornando a vida mais mecânica e menos significativa.

    Por isso, negar o prazer é um hábito que pode prejudicar a saúde mental.

    A relação entre prazer, bem-estar e regulação emocional

    O prazer se insere em um sistema complexo de emoções e processos psíquicos que ajudam o indivíduo a lidar com o estresse, as frustrações e os desafios do dia a dia.

    Prazer como regulador natural do estresse

    Momentos de prazer ativam sistemas neurobiológicos associados à sensação de recompensa e segurança.

    Essas ativações ajudam a reduzir os níveis de estresse, diminuindo a produção de hormônios ligados à resposta de ameaça.

    Não se trata de eliminar o estresse, mas de oferecer ao organismo pausas que favoreçam a recuperação emocional.

    A ampliação do repertório emocional

    Quando uma pessoa vivencia prazer de forma consciente, ela amplia sua capacidade de reconhecer e tolerar diferentes emoções.

    Isso fortalece a flexibilidade emocional, tornando mais fácil lidar com sentimentos difíceis sem se sentir dominado por eles.

    O prazer como fonte de vitalidade psíquica

    O prazer está intimamente ligado à sensação de estar vivo e engajado com a própria existência.

    Logo, ele alimenta a curiosidade, o desejo e a motivação, aspectos essenciais para a construção de projetos pessoais e para a manutenção da saúde mental ao longo do tempo.

    Quando o prazer é reprimido ou negligenciado

    Apesar de sua importância, muitas pessoas vivem afastadas de experiências prazerosas.

    Isso pode acontecer por razões culturais, familiares ou individuais.

    Mensagens como "primeiro o dever, depois o prazer" ou "não posso me dar esse luxo" são internalizadas desde cedo e moldam a relação que o sujeito estabelece com a satisfação.

    A repressão do prazer pode estar associada a quadros de ansiedade, depressão e esgotamento emocional.

    Quando a vida se torna apenas uma sequência de obrigações, sem espaços de satisfação, o corpo e a mente tendem a reagir por meio de sintomas.

    A perda de interesse, a apatia e a sensação de vazio são sinais comuns de que algo essencial está sendo negligenciado.

    Além disso, a falta de prazer pode levar a buscas compensatórias pouco saudáveis, como o consumo excessivo de substâncias, comportamentos compulsivos ou relações desequilibradas.

    Nesses casos, o problema não é o prazer em si, mas a dificuldade de acessá-lo de forma integrada e consciente.

    Prazer não significa i...

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