Apesar de a tristeza ser uma das manifestações de um quadro depressivo, tratam-se de estados emocionais diferentes. Sim, muitas vezes confundidas, tristeza e depressão apresentam, cada uma, intensidade e sintomas específicos, causas distintas e, principalmente, necessidades de intervenção diferentes.
Por isso, preparamos este guia completo diferenciando esses quadros para que você consiga identificar se está passando por algum e qual conduta deve adotar a fim de cuidar da sua saúde mental e evitar o agravamento da condição. Confira!
O que é tristeza?
De forma geral, a tristeza é uma emoção que costuma causar dor emocional, angústia, isolamento e sentimento de culpa. Apesar disso, ela é um sentimento comum e que se fará presente na vida de todas as pessoas em algum (alguns) momento.
Assim, ela é comum e tende a ser passageira, mas, como todas as outras emoções negativas, merece atenção, uma vez que, caso se estenda por um período maior, pode desencadear questões delicadas, como a própria depressão.
Quais são as causas da tristeza?
A tristeza pode tanto ter origem em um acúmulo de pequenas situações do dia a dia como ser desencadeada por um acontecimento único e impactante, como:
Perda de um ente querido
Traumas mal processados
Frustração profissional
Término de um relacionamento
Falta de perspectiva de vida
Surgimento de uma doença grave
Brigas constantes nas relações
Problemas financeiros
Desequilíbrios químicos no cérebro
O que é depressão?
A depressão, por sua vez, é um quadro emocional complexo que envolve uma série de alterações no humor, pensamentos e comportamentos, além de apresentar tristeza persistente e duradoura. Ela impacta diretamente na qualidade de vida de quem a vivencia.
Em casos mais severos, a pessoa depressiva também pode apresentar pensamentos e tentativas de autoextermínio, o que requer intervenção imediata.
Quais são as causas da depressão?
A depressão pode surgir por diferentes motivos – e até mesmo por uma combinação entre eles. Os principais são:
Fatores genéticos: pessoas com histórico familiar de depressão têm mais chances de desenvolver a doença. A hereditariedade influencia os neurotransmissores cerebrais, tornando o indivíduo mais passível a desequilíbrios emocionais.
Traumas e estresse: vivenciar eventos traumáticos, como sofrer um abuso ou perder um ente querido, também pode desencadear a depressão.
Desequilíbrios químicos no cérebro: neurotransmissores como serotonina, dopamina e norepinefrina são responsáveis pela regulação do humor, sono e apetite. Logo, se eles estão desregulados, podem provocar um quadro depressivo.
Uso de substâncias: o consumo excessivo de álcool e outras drogas estão associados a desequilíbrios químicos no cérebro, então, agravando ou desencadeando sintomas depressivos.
Isolamento social: pessoas que se isolam do convívio social estão mais propensas à depressão, uma vez que tendem a se sentir solitárias e desamparadas.
Estilo de vida sedentário: ter uma rotina de exercícios físicos regulares libera endorfina, um hormônio que ajuda a combater os sintomas depressivos. Portanto, o sedentarismo contribui para o surgimento dessa condição.
Quais são os sintomas específicos da depressão?
Como você entenderá melhor adiante, a tristeza é algo passageiro, enquanto a depressão envolve sintomas mais intensos e persistentes, que afetam o bem-estar físico, mental e emocional, demandando, portanto, acompanhamento psicológico.
Abaixo, trouxemos os sintomas específicos da depressão, isto é, que não costumam estar presentes nos quadros de tristeza passageira:
Perda de interesse em atividades antes prazerosas;
Alterações no apetite seguidas de perda ou ganho de peso (sem motivo aparente);
Alterações no sono, como insônia ou sono excessivo mesmo após horas dormindo;
Fadiga constante e intensa, mesmo sem esforço físico ou mental evidente, com sensação de esgotamento diário;
Sentimentos de inutilidade e/ou culpa excessiva;
Dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes e lentidão n...