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Chutando a Escada

Filipe Mendonça e Geraldo Zahran
Chutando a Escada
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  • Chutando a Escada

    O exílio como estratégia: as redes transnacionais do bolsonarismo

    28/09/2026 | 1h 22min
    O que um exilado brasileiro em Paris nos anos 1970 e um apoiador de Bolsonaro em Orlando têm em comum? Para Teresa Cristina Schneider Marques (PUCRS), pós-doutoranda na UERJ com apoio da Faperj, ambos ajudam a entender por que o exílio deixou de significar isolamento e passou a ser estratégia política. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães (UFU / OED) e Guilherme Casarões (FIU / OED) recebem Teresa para discutir a transnacionalização do bolsonarismo, tema de sua pesquisa de campo recente na Flórida e de trabalhos como “Migrantes internacionais na extrema direita e as frentes de transnacionalização do bolsonarismo nos EUA”. A conversa percorre o voto da diáspora brasileira nos Estados Unidos, o papel das igrejas e das organizações de migrantes, a ofensiva de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo junto ao governo Trump e os limites de um ativismo que pode sair pela culatra.

    No boletim de notícias, David Magalhães analisa as vitórias da AfD na Saxônia-Anhalt e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a largada da corrida presidencial francesa com Marine Le Pen e Éric Zemmour, o acordo migratório entre Jordan Bardella e Nigel Farage e o improvável encontro entre Steve Bannon e Bernie Sanders, sintoma das fissuras dentro do trumpismo. Na abertura, David apresenta o NETEX, novo núcleo da UFU dedicado ao estudo da transnacionalização e do extremismo. E na dica cultural, o documentário Anatomia do Caos, de Dandara Ferreira, sobre os bastidores da CPI da Covid. Aperte o play!

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    Participaram deste episódio: David Magalhães (UFU / OED), Guilherme Casarões (FIU / OED) e Teresa Cristina Schneider Marques (PUCRS).

    Inserção musical no final: Interpretação de Sarah Hester Ross de “The Day the Nazi Died” (Chumbawamba, 1993).

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    Citados no episódio

    ANDERSON, Benedict. The Spectre of Comparisons: Nationalism, Southeast Asia and the World. London: Verso, 1998.

    FERREIRA, Dandara (dir.). Anatomia do Caos. Brasil, 2026. Documentário.

    MARQUES, Teresa Cristina Schneider. Migrantes internacionais na extrema direita e as frentes de transnacionalização do bolsonarismo nos EUA. Washington Brazil Office, 8 out. 2024. https://www.braziloffice.org/pt/artigos/migrantes-internacionais-na-extrema-direita-e-as-frentes-de-transnacionalizao-do-bolsonarismo-nos-eua

    MUDDE, Cas. The Far Right Today. Cambridge: Polity, 2019. Mencionado em entrevista.

    RAMOS, Paola. Defectors: The Rise of the Latino Far Right and What It Means for America. New York: Pantheon, 2024.

    ROLLEMBERG, Denise. Exílio: entre raízes e radares. Rio de Janeiro: Record, 1999. Mencionado em entrevista.

    SZNAJDER, Mario; RONIGER, Luis. The Politics of Exile in Latin America. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.

    TARROW, Sidney. The New Transnational Activism. Cambridge: Cambridge University Press, 2005.

    TILLY, Charles; TARROW, Sidney. Contentious Politics. Boulder: Paradigm, 2007. Mencionado em entrevista.

    Capítulos:

    00:00 — Introdução e apresentação do NETEX

    03:40 — Do exílio na ditadura ao internacionalismo reacionário

    27:40 — Por que a diáspora brasileira nos EUA vota em Bolsonaro?

    36:55 — Flórida, Yes Brasil e as redes do bolsonarismo no exterior

    46:50 — Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e os limites do ativismo transnacional

    53:50 — Futurologia: as redes transnacionais depois de 2026

    01:03:30 — Boletim OED: AfD, Le Pen e Zemmour, Bardella e Farage, Bannon e Sanders

    01:16:35 — Dica cultural: Anatomia do Caos

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  • Chutando a Escada

    A nova geopolítica do clima: quem dita as regras em um mundo em ebulição?

    21/09/2026 | 1h 18min
    Deslizamentos de terra catastróficos atingiram a fronteira entre o Nepal e a China, deixando centenas de mortos e reacendendo a pergunta sobre até que ponto ainda é possível separar desastre natural de desastre político. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Helena Margarido Moreira, doutora em Geografia pela USP e professora de Relações Internacionais na FECAP, e Fernanda Mello Sant’Anna, professora do Departamento de Relações Internacionais da UNESP e do Programa San Tiago Dantas, para discutir por que a vulnerabilidade aos eventos extremos é social e politicamente construída, e como o conceito de zonas de sacrifício explica quem paga o preço mais alto da crise climática.

    A conversa avança pela disputa entre China e Estados Unidos pelo controle das tecnologias de transição energética, pelo negacionismo climático como estratégia do neoliberalismo autoritário e pela pergunta se as instituições multilaterais ainda têm capacidade de conter Estados negacionistas. No fechamento, Helena e Fernanda indicam leituras essenciais sobre clima e política, avaliam se existe algum país fazendo a lição de casa e apontam motivos para manter alguma esperança. Aperte o play.

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    Participaram deste episódio: Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu), Helena Margarido Moreira (FECCAP) e Fernanda Mello Sant’Anna (UNESP).

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    Citados no episódio

    MARQUES, Luiz. Capitalismo e Colapso Ambiental. Campinas: Editora da Unicamp, 2015. Mencionado em entrevista.

    MARQUES, Luiz. O Decênio Decisivo: Propostas para uma Política de Sobrevivência. São Paulo: Elefante, 2023. Mencionado em entrevista.

    KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Mencionado em entrevista.

    LATOUR, Bruno. Jamais Fomos Modernos: Ensaio de Antropologia Simétrica. Rio de Janeiro: Editora 34, 1994. Mencionado em entrevista.

    RAFFESTIN, Claude. Por uma Geografia do Poder. São Paulo: Ática, 1993. Mencionado em entrevista.

    HOMER-DIXON, Thomas. Environment, Scarcity, and Violence. Princeton: Princeton University Press, 1999. Mencionado em entrevista.

    Capítulos:

    00:00:00 — Abertura: os deslizamentos entre Nepal e China e o “novo normal” climático

    00:03:59 — Desastre natural ou desastre político? Zonas de sacrifício e vulnerabilidade social

    00:17:36 — Extrativismo verde: minerais críticos e a nova corrida geopolítica

    00:24:04 — A dupla identidade chinesa: maior poluidor e líder em tecnologia limpa

    00:33:50 — Negacionismo climático como estratégia do neoliberalismo autoritário

    00:42:14 — Segurança ambiental e a crise das instituições multilaterais

    01:00:19 — Sul Global: colonialidade climática e a disputa por reparações

    01:09:02 — Bate-bola final: livros, países-exemplo e motivos para esperança

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  • Chutando a Escada

    Do Kremlin aos Trópicos: uma cartografia da desordem global

    14/09/2026 | 23min
    Em parceria com o Observatório Rússia-América Latina (Ruslat), Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Leonardo César Souza Ramos (PUC Minas), fundador do Grupo de Pesquisa sobre Potências Médias, e Jarbas Souto Dufour (PUC Minas/Ruslat) para discutir o conceito de desordem internacional e suas implicações para a Rússia, a América Latina e o Brasil. A conversa passa pela trajetória histórica russa entre integração e ruptura com a ordem liberal ocidental, pelos dilemas de uma política externa brasileira mais autônoma diante da pressão dos Estados Unidos sobre a região e pelas tensões entre multipolaridade e dependência que marcam hoje a aproximação entre Rússia e China.

    No boletim mensal, Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat) recupera os principais acontecimentos de agosto de 2026 envolvendo a Rússia, da escalada de ataques em profundidade contra a Ucrânia às tensões marítimas com a Europa, passando pela relação ambígua com Washington e pelos bastidores da cúpula da Organização para Cooperação de Xangai. Para encerrar, no quadro Outros Olhares, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com os dois Leonardos sobre punk rock e heavy metal como formas de contestação política, da crise do capitalismo dos anos 1970 ao metal soviético e às disputas contemporâneas em torno da guerra na Ucrânia. Aperte o play!

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    Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat), Leonardo César Souza Ramos (PUC Minas), Jarbas Souto Dufour (PUC Minas/Ruslat), Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat).

    Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

    Citados no episódio

    HAZLE, Dawn. “Delusions of Grandeur? Producing Authentic Metal Music in the Soviet Union”. In: VALIJÄRVI, Riitta-Liisa; DOESBERG, Charlotte; DIGIOIA, Amanda (Orgs.). Multilingual Metal Music: Sociocultural, Linguistic and Literary Perspectives on Heavy Metal Lyrics. Bingley: Emerald Publishing, 2020. DOI.

    ARIA. Entrevista concedida por Vladimir Kholstinin. Abaddon Magazine. Disponível em: https://www.abaddon-magazine.com/interviews/interview-aria/.

    RATOS DE PORÃO. Necropolítica. São Paulo: Shinigami Records, 2022.

    MUQUETA NA OREIA. Brasileiros. 2021.

    A playlist de metal russo citada no episódio está disponível aqui.

    Capítulos:

    00:00 — Introdução

    03:00 — O conceito de desordem na ordem internacional

    06:00 — A trajetória da Rússia entre integração e ruptura com o Ocidente

    12:00 — América Latina e Brasil diante da desordem global

    15:00 — Rússia, multipolaridade e dependência em relação à China

    20:00 — Boletim Ruslat: Rússia em agosto de 2026

    29:00 — Outros Olhares: punk, metal e contestação política

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  • Chutando a Escada

    Alternativa para quem? A ascensão da AfD na Alemanha

    31/08/2026 | 1h 19min
    Quase quatro décadas depois da queda do Muro de Berlim, o que explica a força desproporcional da Alternative für Deutschland (AfD) no leste do país? Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem dois convidados: Vinícius Bivar (UnB/OED), historiador que estuda a radicalização do partido desde 2013, e Andrea Dip (OED), jornalista investigativa radicada em Berlim e pesquisadora do Research Against Global Authoritarianism, cruzam suas leituras histórica e etnográfica sobre a legenda que hoje lidera as pesquisas eleitorais na Saxônia-Anhalt, com quase o dobro das intenções de voto da CDU.

    Ao longo da conversa, os convidados discutem se a AfD ainda cabe no rótulo de direita radical populista ou se já opera como extrema-direita propriamente dita, reconstroem os expurgos internos que empurraram o partido mais à direita depois de 2015 e testam a tese do “muro na cabeça”, a persistência de uma divisão simbólica entre Alemanha Oriental e Ocidental que ajuda a explicar o avanço eleitoral do partido. No final, David Magalhães comenta A rebeldia tornou-se de direita?, do argentino Pablo Stefanoni (Editora da Unicamp), ensaio que serve de contraponto teórico direto ao debate sobre a cooptação da rebeldia pela ultradireita. Aperte o play!

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    Participaram deste episódio: David Magalhães, Guilherme Casarões, Vinícius Bivar (UnB/OED) e Andrea Dip (OED)

    Inserção musical no final: “The Day the Nazi Died”, Chumbawamba (1993)

    Capa do episódio: The Guardian

    Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

    Citados no episódio

    STEFANONI, Pablo. A rebeldia tornou-se de direita? Como o antiprogressismo e a anticorreção política estão construindo um novo sentido comum (e por que a esquerda deveria levá-los a sério). Campinas: Editora da Unicamp, 2022. Disponível aqui.

    DIP, Andrea. Em nome de quem?: a bancada evangélica e seu projeto de poder. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.

    Capítulos:

    00:00 — Introdução e apresentação dos convidados

    07:00 — Direita radical ou extrema-direita? O enquadramento da AfD

    14:00 — De partido ordoliberal a força antiimigração: a radicalização da AfD

    26:00 — O “muro na cabeça”: por que a AfD é mais forte no Leste

    38:00 — Da imigração ao custo de vida: a mudança no eleitorado da AfD

    51:00 — O cordão sanitário contra a AfD ainda resiste?

    01:00:00 — AfD, Trump e Rússia: a geopolítica ambígua da ultradireita alemã

    01:11:00 — Dica cultural: “A rebeldia tornou-se de direita?”

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  • Chutando a Escada

    Muito além do pânico: a verdade sobre a crise de Ceuta

    24/08/2026 | 40min
    Há algumas semanas, dezenas de milhares de pessoas cruzaram de forma repentina a fronteira de Ceuta, o pequeno enclave espanhol cravado no norte da África, e as imagens tomaram as manchetes internacionais em meio a discursos de invasão e um verdadeiro pânico moral. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Nathaly Xavier Schutz (UNIPAMPA/UFSM), doutora em Ciência Política pela UFRGS, para ir além do sensacionalismo e entender as raízes históricas da presença espanhola em Ceuta e Melilla, a doutrina do Grande Marrocos e o modo como o controle fronteiriço se tornou moeda de barganha geopolítica entre Rabat, Madri e Bruxelas.

    A conversa percorre a diferença entre jovens marroquinos, migrantes subsaarianos e refugiados que usam o Marrocos como rota para a Europa, a desinformação que motivou a travessia em massa e o modo como a extrema direita europeia, de Vox a Giorgia Meloni, instrumentalizou a crise para reforçar o discurso antiimigração. Nathaly também analisa a política da Fortaleza Europa, que terceiriza o controle migratório para países do norte da África, e defende que a própria Europa não teria como se sustentar sem a mão de obra imigrante que tanto teme. Aperte o play.

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    Participaram deste episódio: Filipe Mendonça, Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) e Nathaly Xavier Schutz (UNIPAMPA/UFSM).

    Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

    Capítulos:

    00:00:00 — Abertura e pedido de apoio

    00:06:00 — Ceuta e Melilla: dois enclaves espanhóis na África

    00:16:00 — Saara Ocidental e a doutrina do Grande Marrocos

    00:20:00 — Colapso de segurança ou vista grossa marroquina?

    00:27:00 — A fronteira como arma de barganha geopolítica

    00:41:00 — Como a extrema direita instrumentalizou a crise

    00:54:00 — Fortaleza Europa: terceirizar o controle migratório

    01:09:00 — O futuro de Ceuta e o que a União Europeia precisa mudar

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Generated: 10/14/2026 - 9:19:18 AM