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- Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, Yuri Sanches, diretor de análise política da AtlasIntel, avalia os números das pesquisas divulgadas pelo Instituto e aponta que a corrida presidencial deve registrar menos de 1 p.p. entre Lula e Flávio Bolsonaro no domingo. Afirma que os cerca de 10% do eleitorado que optam na abstenção, devem escolher com base na rejeição. Yuri diz que, em Minas, Cleitinho mantém a liderança e tem como trunfo certa transversalidade de outros candidatos à esquerda e à direita. E Patrus detém um desempenho mais sólido porque atrai o eleitor que vota em Lula. O diretor da AtlasIntel ainda analisa os estados nordestinos de Ceará, Pernambuco e Bahia e do sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro.
- A polêmica, às vésperas da eleição, em torno de uma suposta intenção do candidato Flávio Bolsonaro (PL), de tirar de N. Sra Aparecida o título de padroeira do Brasil, caso eleito, esquentou as redes e o clima no STF. Marco Antonio Soalheiro ouviu, no Mundo Político, a coordenadora de Religião e Política do ISER- Instituto de Pesquisa das Religiões e professora da PUC-Rio. Ela diz que o Brasil cristão não é ausente de conflito e isso está expresso nesse incidente. Critica a falta de regulação das redes e grupos de mensagens.Conta que o ISER, com base em pesquisa própria, diz que é impróprio no Brasil falar em voto evangélico e voto católico, porque as pessoas têm diferenças de raça, gênero, região onde vivem, renda e escolaridade. E essas diferenças contam mais na definição do voto do que a religião. Avalia também a força das lideranças a depender do tamanho das igrejas. Também analisa a atuação da bancada religiosa no Congresso.
- A menos de uma semana para o primeiro turno das eleições, temas da área econômica ganharam destaque na agenda dos candidatos à presidência da República. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o economista do Estadão, Pedro Fernando Nery, considera que a medida provisória das bets é meritória, mas lembra que o Congresso ainda vai analisar e deve fazer mudanças antes de aprovar a matéria. Também cita a alta taxa de juros como um motivo anterior de comprometimento da renda familiar. O economista elogia o nível dos programas dos candidatos à presidência, “dos maiores ao menores”. Diz que os programas da esquerda é que dão mais ênfase às políticas sociais de transferência de renda, mas que mesmo os programas direita se abrem mais para políticas que atacam a desigualdade no Brasil. Nery também comenta como o Bolsa-Família hoje é bem aceito por diferentes correntes políticas e avalia ainda sobre os efeitos no Brasil da rivalidade entre as potências EUA E China.
- Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o doutor em história da economia e professor da Fundação Getúlio Vargas de SP, Leonardo Weller, faz uma leitura de governos, heranças, políticas e fatos que marcaram a economia da nova república e suas consequências. O professor é um dos autores do livro "Entre Crises - Política Econômica no Brasil da Nova República", em lançamento pela editora FGV. Leonardo Weller conta como a crise deixada pelo regime militar, após o chamado “milagre brasileiro”, provocou heranças nefastas: a expiral inflacionária que durou toda a década de 1980 e metade da década de 1990. Uma concentração de renda histórica perpetuada nas mãos das elites, a falta de investimentos em educação e boa parte da população submetida ao analfabetismo. O professor lembra que a inflação galopante foi detida pelo Plano Real com FHC e a partir dos anos 2000, os investimentos em políticas sociais dos governos Lula trouxeram avanços importantes como o Bolsa Família. Ainda enfatiza que o Brasil cresce menos que o necessário por causa desses passivos. Há gargalos para a produtividade em decorrência da falta de educação que gera baixo capital humano.
- Na abertura da Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o discurso deu ênfase à questão sobre soberania do Brasil. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, a professora de relações internacionais, da PUC do Paraná e da Uninter, Natali Hoff, diz que Lula mandou um recado diplomático em tom que não foge ao padrão brasileiro. Ele falou do papel do país no cenário global, da importância do multilateralismo e de reforma das instituições internacionais. Em tom mais duro, defendeu a não interferência do Estados Unidos no Brasil, numa alusão a proximidade do adversário Flávio Bolsonaro com o presidente Donald Trump. A professora avalia que a bandeira da soberania brasileira crescerá nas eleições e a população vai escolher entre autonomia do país e o projeto de Flavio Bolsonaro de engajamento aos EUA e uma política de tônica liberal.
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Sobre Mundo Político - TV Assembleia de Minas
Programa de entrevistas sobre política da TV Assembleia de Minas Gerais. O jornalista Marco Antonio Soalheiro conversa com quem sabe tudo sobre o assunto em Minas, no Brasil e no mundo.
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