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    A Inteligência Artificial vai exterminar-nos? Primeiro No Escuro ao vivo

    08/05/2026 | 45min
    Ghost in the Machine, de Valerie Veatch, foi um dos títulos em destaque no último Sundance Film Festival e foi um dos filmes programados no Indielisboa, festival que ainda decorre. Por causa desse documentário, No Escuro saiu pela primeira vez do estúdio de gravação e participou num debate — aconteceu no último fim-de-semana, na Culturgest, em Lisboa — que tentava enquadrar a torrencial muralha de informação, dúvidas e angústia que do filme se liberta.
    O que é a Inteligência Artificial e que forças, ideológicas, políticas, a dominam? Onde já vai a idade dourada, salvífica, da relação do homem com a tecnologia? É o tempo, hoje, do "tecno-fascismo"?
    Em suma, é desta que vamos ser exterminados? Ou esta angústia é apenas a enésima variação de um medo ancestral do homem perante a máquina?
    Participaram neste debate dois cépticos e um optimista. É o que podemos chamar, optimista, a José Bragança de Miranda, professor da Lusófona, especialista em Teoria da Cultura e dos Media, Cibercultura e Artes Contemporâneas. Talvez seja, no caso dele, a sedução do caos.
    Já Bruno Abib, que estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e desde 2017 trabalha como montador em curtas e longas-metragens de ficção e documentário, e Catarina Rao, designer gráfica que tem desenvolvido o seu trabalho numa vertente mais pessoal e também para marcas comerciais, têm metido as mãos na massa, como se costuma dizer. Utilizam ferramentas da IA. E estão num momento de dúvida e de questionamento pessoal.
    Oiçam-nos.
    No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).
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    Entre "O Diabo Veste Prada 2" e "Divina Comédia" fazemos a nossa escolha

    01/05/2026 | 33min
    No Escuro, connosco, é às claras: encorajamos vivamente Divina Comédia, de Ali Asgari, resistimos ao condicionamento que é a operação chamada O Diabo Veste Prada 2.
    Chamem-lhe resistência, chamem-lhe o que quiserem: para quê precipitarem-se por estes dias em direcção ao novo duelo entre Miranda Priestly e Andrea Sachs, já que as vossas expectativas serão derrotadas — repararão que todas as personagens estão agora à procura da sua humanidade perdida e que a boa e velha maldade foi apagada —, quando têm a possibilidade de se divertirem de forma inteligente com o absurdo do mundo?
    O primeiro filme já todos sabem o que é. O segundo, não: é uma comédia negra, passada em Teerão, em que um realizador, de motoreta como Nanni Moretti em Querido Diário, anda pelos círculos do Inferno a tentar que as autoridades iranianas autorizem a exibição do seu filme. Nanni é um fã, exibiu o filme na sua sala de cinema em Roma.
    Quem avisa, amigo é: Divina Comédia!
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    Projecto Global e FP-25: o espectador confrontado com a “ambiguidade moral”

    24/04/2026 | 42min
    Ivo M. Ferreira pegou, sem medo, num tema difícil: o terrorismo da extrema-esquerda em Portugal no início dos anos 80 e a história das FP-25. Ficcionar uma realidade para a qual o país não se tem mostrado preparado para olhar de frente é sempre um risco, mas o realizador assume-o. Ao lado dele está um conjunto de actores, com destaque para Jani Zhao, a operacional Rosa (entrevistas com ambos e com o historiador Francisco Bairrão Ruivo no Ípsilon).
    Neste episódio do podcast No Escuro discutimos este olhar para um fenómeno de uma história muito recente, a propósito da estreia do filme Projecto Global, e perguntamo-nos se pode haver uma glamourização da violência, não só no caso português mas noutros, das Brigadas Vermelhas em Itália aos Baader-Meinhof na Alemanha. O terreno é escorregadio, as zonas cinzentas são muitas — Ivo assume que é precisamente isso que lhe interessa, uma "ambiguidade moral" que faça justiça à complexidade. E como nos posicionamos nós, espectadores, perante isto?
    E das trevas da violência terrorista vamos até à luz que doura os corpos dos jovens nas praias do Sul de França com o mais recente filme de Abdellatif Kechiche, Mektoub, Meu Amor: Canto Segundo. Uma americana voraz invade este último tomo de uma triologia da qual só pudemos ver antes o Canto Primeiro. Entre sexo, sensualidade e violência, será esta também esta uma leitura possível sobre uma América que, quando Kechiche filmou, começava a revelar a sua voracidade? O que parece evidente é que o sol do Canto Primeiro já não brilha da mesma maneira e as sombras invadem este Canto Segundo. Vamos tentar perceber porquê.
    No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).
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    Marilyn Monroe, 100 anos: o que procuramos nela, hoje?

    17/04/2026 | 43min
    Quando morreu, na madrugada de 4 para 5 de Agosto de 1962, na sua vivenda de estilo mexicano de 5th Helena Drive, em Brentwood, Los Angeles, dificilmente se apostaria que a vida de Marilyn Monroe (nascida a 1 de Junho de 1926, faria cem anos daqui a dois meses) estava para durar.
    Reparem: o MoMA de Nova Iorque realizou uma retrospectiva em Março, abrindo o programa, Marilyn Monroe: Celluloid Dreams, com O Pecado Mora ao Lado, de Billy Wilder, realizado em 1955, ano que foi, entre todos, o mais decisivo para a imposição de Marilyn como estrela planetária. O programa contemplava na placidez do seu roteiro comemorativo de centenário, um ciclone: Mulholland Drive, de David Lynch, ou o diálogo de Marilyn com um dos grandes títulos do século XXI.
    É isso: ela não parou de nos falar. O que nos terá para dizer? O que continuamos hoje a procurar nela? Porquê o impulso de a resgatar, de a salvar, de provar que estava ali um dos mais luminosos, intuitivos talentos que a luz do cinema iluminou?
    Junho será o mês Monroe no Batalha Centro de Cinema, no Porto, no ciclo O Verão de Marilyn, com os seus clássicos.
    Mais do que os clássicos, a retrospectiva que decorre até 14 de Maio na Cinemateca Francesa em Paris propõe títulos mais desconhecidos, como We're Not Married, de Edmund Golding (1952), Clash by Night/Desengano, de Fritz Lang, Love Nest, de Joseph Newman (1951), ou o encontro de Monroe com os irmãos Marx, Love Happy (David Miller, 1949), ou uma interpretação de baby-sitter desequilibrada, ao lado de Richard Widmark, no huis clos Don't Bother to Knock/Os Meus Lábios Queimam (1952), de Roy Ward Baker.
    É este título pouco conhecido, um dos raros papéis dramáticos de uma carreira que em 1952 ainda só tacteava, que abrirá a 5 de Maio o ciclo Quem és tu Norma Jean? 100 anos de Marilyn Monroe, na Casa Comum da Universidade do Porto.
    While the City Sleeps, Quando a Cidade Dorme, um noir de John Huston, inaugurou, por sua vez, esta quinta-feira o ciclo da Leopardo que se desenrolará no Cinema Nimas até 13 de Maio.
    O mundo viu-se a (re)descobrir Marilyn Monroe. É das figuras mais perenes, duradouras, da fábrica americana chamada Hollywood. É mais respeitada, mais consensual hoje do que quando morreu no início da década de 60 — a década, repare-se, que apagou o brilho das estrelas que havia no firmamento. Foi adoptada por diferentes vagas de feminismo. Tem direito a extensa bibliografia, biográfica, ensaística, ficcional (Joyce Carol Oates fantasiou-a em Blonde) e fotográfica. Foi revisitada por grandes fotógrafos em várias "fases", tal como as de um pintor: George Barris, que a fotografou pela última vez na praia de Malibu, Richard Avedon, Bert Stern, com a esplêndida série The Last Sitting, ou, a que mais tentou resgatar a sua humanidade, o conjunto melancólico de fotos de Milton Greene.
    Uma das maiores fãs de Marilyn é a actriz Catherine Deneuve. Que em Maio juntar-se-á à edição francesa de um livro, Marilyn chérie (Flammarion). Texto de Deneuve, fotografias pouco conhecidas de Marilyn da autoria de um produtor e fotógrafo seu amigo, Sam Shaw, cenas de rodagem e de testes de guarda-roupa. Um excerto escrito por Deneuve, que a imprensa francesa tem reproduzido: "Perante os fotógrafos, ela era tão generosa com o seu corpo, o rosto inclinado para trás, algo de infantil também, que nada nela era indecente".
    É sobre a festa dos seus 100 anos este episódio de No Escuro.
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    "Caso 137" e "Nino": regressemos ao "french touch"

    10/04/2026 | 31min
    Depois do cinema espanhol, na semana passada, o cinema francês, esta semana. É mais um episódio de No Escuro.
    Portugal não tem tido razão de queixa dos distribuidores/exibidores independentes, que têm actualizado o mercado e os espectadores — por exemplo, nos últimos anos, as transgressões dos cineastas iranianos chegaram-nos a tempo e horas.
    Podemos é perguntar se os espectadores estão à altura deste esforço...
    Não é uma questão lateral, essa. É mesmo decisiva. Se bem que centramos a conversa, agora, na presença em sala de dois recém-premiados com os Césares da indústria francesa: Caso 137, de Dominik Moll, Nino, de Pauline Loquès.
    Dois retratos: de senhora, uma investigadora da polícia, interpretada por Léa Drucker, numa espécie de thriller processual, seco, despojado; de rapaz, um jovem (Théodore Pellerin) diagnosticado com um cancro, cujo comportamento a câmara observa durante um fim-de-semana antes do início do protocolo da quimioterapia: o corpo é aqui o plot.
    Haverá ainda memória de um tempo em que a cinematografia francesa disputava as bilheteiras, nas salas portuguesas, com o cinema americano? Que cineastas como Alain Resnais, por exemplo, eram programados em salas vocacionadas para a maioria do público burguês adulto que ia ao cinema? Lembramos isso aqui...
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