76 episódios
- "Quando deixamos de viver para apenas sobreviver?"
Essa pergunta, lida em um fanzine no começo dos anos 2000, atravessa este episódio inteiro. Ele nasceu de uma reflexão que comecei surgiu na pandemia — no meio do desemprego, da análise semanal e das caminhadas sem hora para voltar — e que amadureceu anos depois, com a leitura de "A Vida Não É Útil", de Ailton Krenak.
Este não é um episódio sobre o livro apenas: é uma tentativa de colocar Krenak em diálogo com outros pensadores que também questionaram a ideia de que a vida — ou o corpo, ou o tempo, ou a natureza — só valem alguma coisa quando produz, quando lhe atribuem uma "utilidade".
Passamos por André Gorz e a crítica à centralidade do trabalho, por Walter Benjamin e o Anjo da História, por John Bellamy Foster e Jason W. Moore no debate sobre a fratura entre capitalismo e natureza, por Aníbal Quijano e a colonialidade do poder, e por Rosa Luxemburgo e Ruy Mauro Marini na crítica ao imperialismo e à superexploração do trabalho no Sul Global.
Como já é tradição na temporada, o episódio conta novamente com a participação do professor e doutor em história social Rafael Dias, que já esteve no Obra Fechada nos episódios 19 (Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago) e 56 (Torto Arado, de Itamar Vieira Jr.). Desta vez ele traz o olhar de quem discute o livro de Krenak em sala de aula com adolescentes.
Na edição foram utilizados trechos de entrevistas de Ailton Krenak (Projeto Preserva) e de André Gorz, um fragmento do episódio 4 de Chernobyl (HBO), um recorte de Matrix (dirigido pelas irmãs Wachowski), um trecho de fala de Aníbal Quijano no Terceiro Congresso Latino-Americano e Caribenho de Ciências Sociais (FLACSO Equador), um fragmento de "Every Day Is Exactly the Same", do Nine Inch Nails, além de faixas de Everything Is Dead e Siarhei Korbut, do Pixabay. Todo o material foi usado para fins de estudo, comentário e análise cultural, sem finalidade comercial, e os direitos pertencem aos seus respectivos autores.
Referências essenciais
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
GORZ, André. Adeus ao proletariado: para além do socialismo — trad. Angela Ramalho Vianna e Sérgio Góes de Paula. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987.
GORZ, André. Metamorfoses do trabalho: crítica da razão econômica — São Paulo: Annablume, 2003 (2ª ed. 2007).
BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história (1940). Em: LÖWY, Michael. Walter Benjamin: aviso de incêndio. São Paulo: Boitempo, 2005.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.
FOSTER, John Bellamy. Marx's Ecology: Materialism and Nature. New York: Monthly Review Press, 2000.
MOORE, Jason W. Capitalism in the Web of Life: Ecology and the Accumulation of Capital. London/New York: Verso, 2015.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Em: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
LUXEMBURGO, Rosa. A acumulação do capital. 1913.
DIAS, Rafael. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca. São Paulo, jul. 2026.
Capítulos
00:00:00 – Abertura00:14:31 – Parte 1 | A utilidade da vida00:33:49 – Parte 2 | Progresso: para onde e para quem?00:47:38 – Parte 3 | O Antropoceno e os devoradores da natureza01:02:33 – Parte 4 | Existir e resistir01:16:57 – Parte 5 | Qual é o lugar da esperança?01:24:29 – Encerramento - Este é um episódio muito especial para mim. Para escrevê-lo, precisei voltar às minhas próprias origens e revisitar lembranças que estavam guardadas havia décadas. Lembrei de ouvir Meantime em fita cassete enquanto atravessava São Paulo de ônibus, caminhando pelo centro da cidade e tentando entender o mundo ao meu redor. Foi uma oportunidade de recuperar ideias que me acompanhavam desde a adolescência e revisitá-las hoje com o olhar que o tempo, a pesquisa e a maturidade me permitiram construir.
Como já aconteceu em outros episódios do Obra Fechada, este não é um programa sobre letras ou uma análise faixa a faixa do disco. Meu interesse foi compreender Meantime dentro de seu contexto social, econômico e cultural, investigando as relações entre trabalho, música, indústria cultural e experiência cotidiana no início dos anos 1990.
A principal hipótese desenvolvida aqui é uma interpretação pessoal. Nenhum integrante do Helmet afirmou que Meantime seja um disco sobre o mundo do trabalho. Essa leitura nasce das entrevistas de Page Hamilton, de sua trajetória e das conexões que estabeleço entre sua biografia, a sonoridade da banda e o período histórico em que o álbum foi produzido. Como toda obra de arte, um disco também passa a pertencer a quem o escuta e pode adquirir novos significados com o tempo.
Talvez por isso este seja também o episódio mais autobiográfico do Obra Fechada. Ao contar a história de Meantime, acabei contando um pouco da minha própria história: a do office boy que atravessava São Paulo, ensaiava à noite, comprava fitas na Galeria do Rock e tentava compreender o mundo através da música.
Este episódio conta novamente com a participação de Luiz Mazetto, jornalista, escritor e pesquisador da cena hardcore brasileira, cujas contribuições enriqueceram decisivamente esta reflexão.
Na edição deste episódio foram utilizados trechos de músicas do Helmet (Meantime) e do Nirvana ("Smells Like Teen Spirit"), áudios de I'm Going To Kill You e Textures, de Chop Ghost (Pixabay), além de trechos do Blairing Out Show, Beavis and Butt-Head e da entrevista concedida por Luiz Mazetto em julho de 2026. Todo o material foi empregado exclusivamente para fins de pesquisa, comentário, crítica e análise cultural, sem finalidade comercial ou qualquer intenção de violar direitos autorais.
Espero que você goste de ouvir este episódio tanto quanto eu gostei de pesquisá-lo, escrevê-lo, gravá-lo e editá-lo.
Referências essenciais
MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014.
MAZETTO, Luiz. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca. São Paulo, jul. 2026.
HELMET. Meantime. New York: Interscope Records, 1992.
HELMET. Strap It On. Minneapolis: Amphetamine Reptile Records, 1990.
PAGE HAMILTON Interview – Helmet Frontman. YouTube, 25 maio 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_faPfA-1u5U. Acesso em: 2 ago. 2026.
ROLLING STONE. AZERRAD, Michael. Big Boom in Industrial Metal: Helmet Signs Million-Dollar Deal with Interscope. Rolling Stone, 20 ago. 1992. Disponível em: https://www.bluecricket.com/helmet/interviews/stone892.html. Acesso em: 2 ago. 2026.
ROLLING STONE. DIEHL, Matt. Helmet. Rolling Stone, 25 ago. 1994. Disponível em: https://www.bluecricket.com/helmet/interviews/stone894.html. Acesso em: 2 ago. 2026.
GUITAR WORLD. Head Case. Guitar World, ago. 1992. Disponível em: https://www.bluecricket.com/helmet/interviews/gw892.html. Acesso em: 2 ago. 2026.
SPIN. GOLD, Jonathan. Helmet. Spin Magazine, set. 1994. Reproduzido pela Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/9/05/folhateen/20.html. Acesso em: 2 ago. 2026.
Capítulos
00:00:00 – Abertura
00:11:41 – Parte 1 | O tempo do meio
00:28:08 – Parte 2 | Quem trabalha, toca
00:41:02 – Parte 3 | O laboratório do trabalho
00:48:12 – Parte 4 | A fábrica do som
01:02:02 – Encerramento - Nesta temporada, me comprometi a me desafiar técnica e teoricamente. A mudança de formato trouxe uma série de novos desafios, mas também me fez perceber algo que considero interessante: que cada temporada possa ter uma linha temática própria. Não como uma camisa de força, mas como um caminho para aprofundar determinados assuntos, oferecer diferentes perspectivas e ampliar o leque de conversas de um episódio para outro.
Acho que este episódio conseguiu alcançar um pouco desse objetivo. De certa forma, ele acabou se tornando uma continuação espiritual — ainda que não formal — dos episódios sobre Pele Negra, Máscaras Brancas, Nada Como um Dia Após o Outro Dia e Sobrevivendo no Inferno.
Reforço meu agradecimento ao querido amigo Davi Correia e aproveito para deixar suas redes sociais:
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O programa utilizou áudios de SlimeyFox, Into the Crowd, Ieberch, Dajit Kundi e Mattyt121, disponibilizados no Pixabay, além de trechos do documentário Notas de uma Guerra Particular, disponíveis no YouTube. Também foram utilizados excertos das músicas Police, do Suprême NTM, e Connexion, do Assassin.
A utilização desses materiais tem como objetivo contribuir para a pesquisa e a contextualização dos temas abordados, bem como divulgar as obras e seus autores, sem qualquer intenção de apropriação indevida ou obtenção de lucro a partir de direitos pertencentes a terceiros.
Referências citadas
ANDRADE, Catarina. As fronteiras da representação: experiências periféricas e cinema francês contemporâneo. In: BRANDÃO, Alessandra Soares; CORSEUIL, Anelise Reich; LIRA, Ramayana (org.). Cinema, globalização e transculturalidade. Florianópolis: Insular, 2010. p. 162-176. Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/43638173/cinemaglobalizacao-libre.pdf. Acesso em: 14 jun. 2026.
ASSASSIN. Conexion. In: L'Homicide volontaire. Paris: Assassin Productions, 1995. Faixa musical.
BOGO, Rodrigo Sartori; CORRÊA, Renata Schramm. Periferização e desigualdades na (re)produção do espaço urbano: interpretações a partir do cinema. Revista Geografia em Atos, Presidente Prudente, v. 7, n. 1, 2023. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Rodrigo-Sartori-Bogo/publication/369618561_Periferizacao_e_desigualdades_na_reproducao_do_espaco_urbano_Interpretacoes_a_partir_do_cinema. Acesso em: 14 jun. 2026.
CESARI, Jocelyne. Ethnicity, Islam and les banlieues: confusing the issues. Social Science Research Council (SSRC), New York, 2005. Disponível em: https://items.ssrc.org/riots-in-france/ethnicity-islam-and-les-banlieues-confusing-the-issues/. Acesso em: 14 jun. 2026.
FERNANDES, Afonso Machado da Silva. Tangências urbanas: retrospetiva cinematográfica da realidade suburbana. 2017. Dissertação (Mestrado Integrado em Arquitetura) – Universidade da Beira Interior, Covilhã, 2017.
KASSOVITZ, Mathieu (dir.). La Haine. França: Canal+, Les Productions Lazennec, StudioCanal, 1995. 1 filme (98 min.), son., preto e branco.
LUND, Kátia; SALLES, João Moreira (dir.). Notícias de uma guerra particular. Rio de Janeiro: Videofilmes, 1999. 1 documentário (57 min.). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=M4WpHG2h09k. Acesso em: 14 jun. 2026.
SANT'ANNA, Maria Josefina Gabriel; FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Metrópole e segregação residencial: juventudes em risco no cinema contemporâneo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS EM SAÚDE, 5., 2011, São Paulo. Anais [...]. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2011. Disponível em: https://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/gdihs/arquivos/CBC180D21EEC075A70A89A05A7E13A93.pdf. Acesso em: 14 jun. 2026.
00:00:00 Abertura
00:06:12 Parte 1 - Quem tem voz e quem é cenário em São Paulo
00:19:26 Parte 2 - Paris em chamas
00:39:24 Parte 3 - O racismo nosso de todo dia ou O ódio que gera o ódio
00:57:27 Parte 4 - Quem conta a história
01:02:47 - Encerramento T008 - OF#071 - Pele Negra, Máscaras Brancas de Frantz Fanon com Victor Garofano
28/05/2026 | 2h 7minTodos os episódios do Obra Fechada foram prazerosos de fazer. Carrego cada conversa gravada com muito carinho. Com a mudança de formato, surgiram novos desafios: tempo, escrita, narrativa, leitura, preparo, edição e um cuidado técnico no qual ainda derrapo às vezes.
Talvez por isso esse tenha sido um dos episódios mais trabalhosos que já fiz. Porque ler Fanon nesta altura da vida traz cobrança. Ela vem da parte mais oculta da minha personalidade. E ao ouvir o resultado final percebi o quanto de mim foi colocado nesse roteiro e nesse áudio. Existem outros eus, de muitos tempos, atravessando minhas falas e memórias.
Nunca fui muito bom em vender nada. O episódio ficou longo, e o algoritmo provavelmente já me condenou ao ostracismo. Mas, antes da tragédia, vem a festa. Porque essa gravação acabou se tornando também um monumento ao menino que eu fui e à minha amizade de muitos anos com o Victor Garofano.
Nos deem mais essa chance.
Ouçam aos poucos. Curtam, apreciem, reflitam. Escutem numa viagem de ônibus, num dia de trânsito ruim, trabalhando, pedalando, caminhando ou simplesmente deixando as ideias atravessarem vocês.
Eu agradeço desde já.
Boa audição.
Referências citadas
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
BALDWIN, James. Notas de um filho nativo. Tradução de Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
BALDWIN, James. A stranger in the village | James Baldwin | 1962 Documentary. YouTube, 2013. Disponível em: YouTube - A Stranger in the Village. Acesso em: 20 maio 2026.
BRANDÃO, João Lucas França Franco. O Novo Cinema Negro importa: cultura e política nas imagens de Os Donos da Rua (John Singleton, 1991) e Febre da Selva (Spike Lee, 1991). Disponível em: Repositório UFU. Acesso em: 20 maio 2026.
CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Casa da Palavra, 2003.
CULTNE. Entrevista de Lélia Gonzalez. YouTube, [s.d.]. Disponível em: YouTube - Entrevista de Lélia Gonzalez. Acesso em: 20 maio 2026.
EMICIDA. Entrevista ao programa Entrelinhas. YouTube, 2023. Disponível em: YouTube - Emicida no Entrelinhas. Acesso em: 20 maio 2026.
FANON, Frantz. Carta ao ministro residente. Disponível em: Marxists Internet Archive. Acesso em: 20 maio 2026.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Tradução de Fábio Honorato. São Paulo: Ubu Editora, 2022.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Sebastião Nascimento, com colaboração de Raquel Camargo. Prefácio de Grada Kilomba. Posfácio de Deivison Faustino. São Paulo: Ubu Editora, 2020. ISBN 978-65-86497-20-5.
GAROFANO, Victor. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca em 2026. Rio de Janeiro/São Paulo.
IRMÃOS de Sangue: Malcolm X e Muhammad Ali. Direção: Marcus A. Clarke. Produção: Kenya Barris, Jason Perez. Estados Unidos: Netflix, 2021. 1 vídeo (96 min).
LEE, Spike (Dir.). Febre da selva (Jungle Fever). Estados Unidos: Universal Pictures, 1991.
LENIN, Vladimir Ilitch. Imperialismo, etapa superior do capitalismo. Tradução de Leila Prado. São Paulo: Boitempo, 2021.
MALCOLM X. Quem te ensinou a odiar a si mesmo?. YouTube Shorts, [s.d.]. Disponível em: YouTube Shorts - Malcolm X. Acesso em: 20 maio 2026.
MOURA, Clóvis. Sociologia do negro brasileiro. São Paulo: Perspectiva, 2019.
PONTECORVO, Gillo (Dir.). A batalha de Argel. Itália/Argélia: Igor Film, 1966.
1994 : AIMÉ CÉSAIRE "La Négritude" | Archive INA. YouTube, 2018. Disponível em: YouTube - Aimé Césaire La Négritude. Acesso em: 20 maio 2026.
00:00:00 Abertura
00:18:56 Parte 1 - O oceano entre nós
00:35:24 Parte 2 - A voz e a máscara
01:00:34 Parte 3 - O corpo desejado e o corpo negado
01:19:44 Parte 4 - Vigilância, suspeita e performance
01:38:30 Parte 5 - Um novo humanismo
02:05:20 - EncerramentoT008 - OF#070 - The Shape of Punk to Come de Refused com Eduardo Ribeiro e André Mesquita
30/03/2026 | 1h 22minEste episódio retoma um gesto antigo do Obra Fechada: usar a obra-tema como ponto de partida para desdobrar outras discussões.
Não se trata de uma análise técnica ou definitiva de The Shape of Punk to Come.
O episódio propõe um cruzamento entre experiências: a cena hardcore brasileira em diálogo com o que acontecia em outros contextos, a partir de suas práticas, estéticas e posicionamentos políticos.
Mais do que explicar um disco, a ideia aqui é refletir sobre como certas referências circularam, foram apropriadas e transformadas.
O que significa, por exemplo, o impacto de correntes como o situacionismo ou o zapatismo dentro do punk?
E o que ainda pode ser mobilizado dessas experiências hoje — para além do clichê de “não repetir os erros do passado”?
Nesse episódio eu recebi o jornalista e escritor Eduardo Ribeiro e o curador e pesquisador André Mesquita, ambos amigos de muitos anos, e de muitos momentos na cena hardcore, que permanecem na minha vida.
Boa escuta!
Referências citadas
ANDRADE, Oswald de. Manifesto antropófago. São Paulo: Revista de Antropofagia, 1928.
BAY, Hakim. TAZ: Zona Autônoma Temporária. São Paulo: Conrad, 2001.
COLEMAN, Ornette. The Shape of Jazz to Come. New York: Atlantic Records, 1959.
COLLIGERE. Sobre determinação e desespero.
COPPOLA, Francis Ford (Dir.). Apocalypse Now. [Filme]. Estados Unidos: Zoetrope Studios, 1979.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
DERIVA, DESVIO OU DETURPAÇÃO. Acabe. [Música].
DESPERATE FIGHT RECORDS. Straight Edge as Fuck Vol. 1 e Vol. 2. [Coletânea]. [s.l.]: Desperate Fight Records.
FISHER, Mark. Realismo capitalista. São Paulo: Autonomia Literária, 2020.
GINSBERG, Allen. Howl and other poems. San Francisco: City Lights Books, 1956.
HALL, Stuart. Cultura. Rio de Janeiro: Zahar, 2016.
INTERNACIONAL SITUACIONISTA. Situacionista: teoria e prática da revolução. São Paulo: Conrad, 2002.
LÉVI-STRAUSS, Claude. O pensamento selvagem. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
LIBERTINAGEM. Ato 1. [Música].
MESQUITA, André. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca. [Gravação], 2026.
MILLER, Henry. Trópico de Câncer. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
MORBID ANGEL. Covenant. Tampa: Earache Records, 1989.
OBITUARY. Cause of Death. Tampa: Roadrunner Records, 1990.
PIXABAY. Biblioteca de áudios e efeitos sonoros. Disponível em: https://pixabay.com.
PROVOS. Provos. São Paulo: Baderna, [s.d.].
REFUSED. Songs to Fan the Flames of Discontent. Chicago: Victory Records, 1996.
REFUSED. The Shape of Punk to Come. Umeå: Burning Heart Records, 1998.
RIBEIRO, Eduardo. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca. [Gravação], 2026.
RYE COALITION. Teen-Age Dance Session. United States: Gern Blandsten Records, 1994.
STRAVINSKY, Igor. A sagração da primavera. Paris: Éditions Russes de Musique, 1913.
TERRY, Dan. Teen-Age Dance Session. United States: RCA Victor, 1954.
TRASH THEORY. The Shape of Punk to Come – Refused (análise). Disponível em: https://www.youtube.com.
VANEIGEM, Raoul. A arte de viver para as novas gerações. São Paulo: Conrad, 2002.
00:00:00 Abertura
00:09:05 Parte 1 - Jabaquara e Umeå na mesma frequência
00:35:24 Parte 2 - A forma que o punk tinha
00:42:04 Parte 3 - Manifesto, crítica, estética e ação revolucionária
00:58:15 Parte 4 - Bricolagem e Antropofagia
01:20:25 - Encerramento
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