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Rural Talks #186 | OagronomIA - “Se existe bagunça, a IA vai multiplicar a bagunça por dez.”
12/10/2026 | 1h 2minPara quem quer usar IA na fazenda ou na empresa sem gastar à toa e sem multiplicar o erro. A virada: antes de plugar a IA, é preciso organizar os dados.
Neste episódio, Guilherme Sanches, engenheiro agrícola pela Unicamp e fundador da OagronomIA, mostra por que, segundo ele, 95% das empresas que atende travam no mesmo ponto: dados espalhados em planilhas e sistemas que não conversam. Mostra também como uma tarefa que levava meio período, gerar 10 mapas de fertilidade, passa a sair em um minuto.
Sem dado organizado, IA vira custo e resposta errada vira decisão.
Na conversa:
✅ Por que 80% do trabalho é organizar os dados e só 20% é plugar a IA.
✅ O case da Fundação ABC: décadas de pesquisa em PDF virando resposta na hora para os cooperados.
✅ Do laudo de solo ao mapa: o que o agrônomo ganha em velocidade e onde ainda precisa conferir.
✅ O risco dos "sisteminhas" que cada um cria por conta própria, que viram ilhas e expõem dados.
✅ Quem vai levar IA ao produtor: as grandes empresas do agro, com seus dados, ou as big techs?
✅ Por que o profissional do agro que aprende tecnologia leva vantagem.
Do agrônomo que passa a semana escrevendo relatório à fazenda que pergunta e recebe a resposta em segundos, a conversa mostra que o primeiro passo não é a ferramenta, é a organização.
📈 IA multiplica o que já existe: com dado organizado, a decisão fica mais rápida; com bagunça, o erro também.
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#RuralTalks #Agro #InteligenciaArtificial #IANoAgro #AgTech #DadosNoCampo
See omnystudio.com/listener for privacy information.Rural Talks #185 | EarthOptics "O próximo ganho de produtividade está na biologia."
04/10/2026 | 49minPara quem já faz a fertilidade "de manual", o próximo salto pode estar embaixo do solo, na Bioprecisão.
Neste episódio, Pedro Lian Barbieri, diretor de Operações da EarthOptics Brasil, mostra como a análise de DNA do solo virou mapa de decisão: 30 mil amostras, 500 mil hectares analisados e ganhos de 5 a 10 sacas em talhões que pareciam ter chegado ao limite.
Sem saber onde está o nematoide, o biológico vira aposta, e o químico vira desperdício.
Neste episódio:
✅ Bioprecisão: agricultura de precisão aplicada a fungos, bactérias e nematoides
✅ Por que o protocolo americano não funcionou no solo tropical, e o que mudou
✅ O modelo B2B: quem identifica o problema e quem recomenda a solução
✅ R$ 700 contra R$ 60: a diferença de custo que ainda trava a adoção
✅ Mato Grosso na frente, Bahia chegando: onde a curva está virando
✅ Agronomia preditiva: como acompanhar patógenos avançando pelo Brasil
✅ Carbono: por que o produtor brasileiro pode ser punido por já ser sustentável
Do laboratório em Campinas ao gêmeo digital do solo, a conversa mostra como transformar microbiologia em decisão agronômica, e decisão em produtividade.
📈 Se a fertilidade química já chegou perto do limite, talvez as próximas sacas estejam onde ainda enxergamos pouco: na biologia do solo.
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#RuralTalks #Agro #Bioprecisão #SaúdeDoSolo #AgTech #Inovação
See omnystudio.com/listener for privacy information.- Em uma pulverização convencional, o defensivo é aplicado em toda a área. Mas e se a máquina pudesse enxergar cada planta, identificar onde está a daninha e aplicar somente onde é necessário?
O problema não é apenas quanto produto usamos.
É quanto aplicamos onde não precisava aplicar.
Neste episódio do Rural Talks, recebo Eduardo Marckmann, fundador e CEO da SaveFarm, para entender como câmeras, inteligência artificial e retrofit estão mudando a lógica da pulverização no campo.
A tecnologia instala câmeras ao longo da barra do pulverizador, identifica plantas daninhas em tempo real e decide onde aplicar e em qual dose, sem depender de conexão com a internet.
E isso muda a conta.
Segundo Eduardo, considerando as mais de 300 máquinas instaladas, a economia média de herbicidas fica entre 70% e 73%, com casos em que o investimento se pagou já na primeira safra.
Mas reduzir o uso de químicos é apenas a primeira camada.
As imagens captadas pelas máquinas começam a gerar mapas e uma nova base de dados sobre o que está acontecendo na lavoura. A próxima fronteira é usar essas informações para identificar insetos, fungos e outros problemas que hoje ainda passam despercebidos.
E talvez o ponto mais interessante seja que essa transformação não exige necessariamente trocar o parque de máquinas.
O retrofit permite colocar câmeras, processamento e inteligência artificial em pulverizadores que já estão no campo, inclusive máquinas com muitos anos de operação.
Uma conversa que mostra uma mudança de lógica na agricultura:
Antes, pulverizávamos hectares.
Agora, começamos a pulverizar somente onde existe um problema.
E talvez daqui a alguns anos a aplicação em área total pareça tão distante quanto hoje parece operar uma máquina sem piloto automático.
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See omnystudio.com/listener for privacy information. - “Quando temos conectividade, enxergamos muitas possibilidades.” frase da capa
— Jhovan Terra, Belém Bioenergia Brasil
Em uma operação de 49 mil hectares de palma, distribuídos por 42 fazendas no Pará, havia equipes que faziam seus apontamentos agrícolas offline e precisavam encontrar conexão para sincronizar os dados.
O problema não era apenas ficar sem internet.
Sem o dado chegando a tempo, a decisão também chegava atrasada.
Neste episódio do Rural Talks, recebo Jhovan Terra, gerente de Tecnologia da Informação da Belém Bioenergia Brasil, para entender como a conectividade está transformando uma operação com mais de 4 mil colaboradores no coração da Amazônia.
A empresa está avançando de uma comunicação baseada principalmente em rádio e processos offline para uma operação cada vez mais conectada.
E isso muda a produção.
Na palma, existe o momento certo para colher. Se o fruto passa do ponto, perde qualidade e pode perder valor. Quanto mais rápido o dado chega, mais rápido a gestão consegue identificar onde está a produção e direcionar as equipes para o dia seguinte.
Mas conectar o campo é apenas a primeira camada.
A Belém Bioenergia já estruturou um Data Lake, começa a integrar informações agrícolas, industriais, financeiras e logísticas e avança no uso de inteligência artificial para transformar essa massa de dados em decisões.
A próxima etapa é um centro de operações funcionando 24 horas, acompanhando a atividade em tempo real e conectando o que acontece no campo à gestão.
E o impacto ultrapassa a porteira: a expansão da conectividade também está chegando às comunidades rurais do entorno, ampliando o acesso à internet e a serviços digitais.
Uma conversa que mostra uma ordem que muitas vezes esquecemos quando falamos de transformação digital no agro:
Antes da IA, precisamos do dado.
E antes do dado, precisamos conectar o campo.
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See omnystudio.com/listener for privacy information. - E se o produtor soubesse que uma praga está avançando antes de ela virar prejuízo?
Neste episódio, Alexandre Pimenta, Managing Director da Trapview para Brasil e América Latina, mostra como armadilhas digitais, visão computacional e inteligência artificial estão transformando insetos capturados no campo em decisões mais rápidas e assertivas de manejo.
A lógica é simples: a armadilha captura, a IA identifica e o algoritmo mostra a tendência. Em vez de esperar a próxima visita ao talhão ou simplesmente seguir o calendário, o produtor passa a enxergar diariamente o que está acontecendo na lavoura.
✅ Praga virou dado: IA reconhecendo mais de 60 pragas com alta assertividade
✅ Do calendário à decisão: aplicar quando o campo pede, não apenas quando a agenda manda
✅ Como temperatura, umidade e ciclo biológico ajudam a antecipar picos de infestação
✅ 1 armadilha para cerca de 100 hectares: como funciona o monitoramento em grandes áreas
✅ Menos deslocamento, mais frequência e informação diária direto no celular
✅ Do milho e algodão às frutas: monitoramento como ferramenta de produtividade e exportação
✅ O próximo passo: a armadilha detecta, o sistema decide e o drone pode fazer a aplicação
Presente em cerca de 60 países, a Trapview está digitalizando uma atividade que ainda depende, em muitos casos, de visitas ao campo, contagem manual e decisões baseadas em informações espaçadas.
E é aí que está a mudança: não basta saber que existe uma praga. É preciso saber qual é, onde está, como está evoluindo e qual o melhor momento para agir.
Porque, no final, agricultura de precisão não significa necessariamente aplicar mais. Significa decidir melhor.
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Sobre Rural Talks
Tim Apresenta Rural Talks: o podcast que traduz o agro tecnológico para quem decide no campo.
Hoje sobram soluções: faltam filtros, foco e prioridade. No agro, saber o que ignorar é tão importante quanto escolher. Cada decisão muda o resultado da safra, o tempo é escasso e a eficiência, vital. E é nesse cenário que nasce o Rural Talks: um podcast que vai direto ao ponto.
Aqui, escolhemos o que contar com um critério simples: tecnologia que move ponteiros. Gente que resolve problema real. Ideias que conectam o agro tradicional ao agro do futuro. Conversamos com quem faz acontecer: na fazenda, nas startups, nas corporações. Porque inovação no agro não é sobre a última moda, mas sim sobre o que realmente funciona, integra e transforma produtividade em impacto.
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