A la cubana

Rádio Tertúlia | Bia Pasqualino
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    #11 A solidão política de Cuba no cerco dos EUA, com Valerio Arcary

    19/05/2026 | 1h 1min
    Neste episódio do podcast A LA CUBANA, a jornalista Bia Pasqualino conversa com o historiador e militante socialista Valerio Arcary. A pergunta que atravessa toda a conversa é: Como enfrentar a solidão de Cuba diante do cerco do EUA?
    O que você vai ouvir neste episódio:
    🎙 A primeira vez de Valério em Cuba — Ele conta como foi visitar a ilha pela primeira vez em 2017, o impacto de encontrar uma sociedade com altíssimo nível de nivelação cultural e social, mesmo vivendo em condições materiais muito duras sob o bloqueio imperialista.
    🎙 Fidel Castro e o centenário de seu nascimento — 2026 marca os 100 anos do nascimento de Fidel. Valério, que o conheceu pessoalmente em São Paulo nos anos 1980, faz uma análise aprofundada de seu legado: revolucionário democrático, anti-imperialista e, acima de tudo, socialista.
    🎙 Cuba hoje: bloqueio, apagões e isolamento — A análise da crise humanitária que a ilha enfrenta, o endurecimento do cerco estadunidense sob Donald Trump, e Cuba como "ilha refém" na disputa geopolítica entre Estados Unidos e China.
    🎙 Socialismo, extrema-direita e as eleições brasileiras — Por que o resultado das eleições de outubro no Brasil tem tudo a ver com o destino de Cuba. O papel do governo Lula, a responsabilidade do Brasil como maior país da América Latina e por que normalizar o bolsonarismo é, segundo Valério, uma política "criminosa e idiota".
    🎙 Internacionalismo como a bandeira mais bonita — Valério encerra com uma mensagem, emocionado: "Cuba vai sobreviver, Bia. Cuba vai viver. Todos aqueles que nos escutam, não duvidem."
    Valerio Arcary é professor titular aposentado do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, doutor em História pela USP e autor de mais de dez livros, entre eles Ninguém Disse Que Seria Fácil (Boitempo), O Labirinto Reacionário, O Perigo da Derrota Histórica e Armadilha do Bolsonarismo e os Limites do Lulismo (Editora Usina). Foi membro da executiva nacional do PT nos anos 1980, hoje é militante do PSOL e despertou para a vida política durante a Revolução dos Cravos, em Portugal.
    Sobre o podcast:
    O A LA CUBANA é apresentado pela jornalista Bia Pasqualino, fundadora da Rádio Tertúlia — produtora responsável pelo podcast. Apaixonada pela história de Cuba e pela Revolução Cubana, Bia entrevista pesquisadores, viajantes e militantes para montar o mosaico complexo que é compreender Cuba hoje.
    Siga o podcast para não perder nenhum episódio. Disponível também no YouTube.
    Ouvintes do podcast têm 25% de desconto na Editora Expressão Popular. Use o cupom ALACUBANA no site expressaopopular.com.br.
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    Música nova

    17/04/2026 | 3min
    Testando
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    #10 Como Cuba estatizou as empresas após a Revolução?, com Aline Pandolfi

    17/04/2026 | 51min
    Cuba começou 2026 sob mais pressão. Com o endurecimento do bloqueio dos Estados Unidos, os impactos da crise na Venezuela e o aumento das tensões com o governo de Donald Trump, o cotidiano na ilha ficou ainda mais difícil — com apagões, inflação e escassez afetando diretamente a vida da população.
    Mas, pra entender o que está acontecendo agora… é preciso olhar além da crise.
    Neste episódio do A La Cubana, a jornalista Bia Pasqualino explica como ela tem conseguido enviar ajuda financeira e compras para amigos em Cuba. E também conversa com a pesquisadora Aline Pandolfi, que viveu em Cuba e estuda há anos o funcionamento do socialismo cubano.
    A gente fala sobre:
    – o que realmente significa uma empresa estatal em Cuba
    – como se dá a participação dos trabalhadores nas decisões
    – as transformações desde a Revolução de 1959
    – e os desafios, contradições e limites de um processo socialista em construção.
    Aline Pandolfi é mestra e doutora em Política Social pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e também dá aula lá no Departamento de Serviço Social.  Ela fez   Doutorado Sanduíche na Universidade de Havana (Cuba) na Faculdade de Economia. É uma das autoras do livro “Conquistas e desafios: 65 anos da Revolução Cubana”, da Editora Expressão Popular. Escreveu também o livro “Transição ao socialismo: a participação política dos trabalhadores nas empresas estatais de Cuba” (2019, editora Lutas Anticapital). Atualmente, Aline faz pós-Doutorado em História na UFES, estudando o avanço da extrema direita e as consequências para a América Latina.
    📚 Dica de leitura da Aline Pandolfi:
    Ministro Che Guevara: memórias de um colaborador, de Tirso Sáenz: https://amzn.to/4tLPEFk
    🎵 Dica de música:
    Hasta Siempre: https://open.spotify.com/intl-pt/track/0A6nzrnr0lUreHRTx3fRru?si=32d7d0691d1f44dc
    ::: Informações para doação para campanha do MST (PIX):
    CNPJ: 11.586.301/0001-65
    Instituto Cultivar
    Banco: Caixa Econômica Federal
    Agência: 1231 | Operação: 1292
    Conta Corrente: 000577559399-1
    ::: Lojas online para entregas de produtos em Cuba: https://www.envioscuba.com/en/stores
    >>> Ficha técnica do podcast
    A concepção, gravação, roteiro e sonorização são da jornalista Bia Pasqualino. E a apresentação também ;)
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    #9 Trump apertou os ataques: Cuba vai conseguir resistir?, com Frei Betto

    13/01/2026 | 33min
    Após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, a pergunta se impõe: Cuba aguenta mais esse cerco?
    Neste episódio do A La Cubana, a jornalista Bia Pasqualino conversa com Frei Betto, intelectual, militante histórico da esquerda latino-americana e assessor do governo cubano em políticas de soberania alimentar, para analisar um dos momentos mais delicados da América Latina nos últimos anos.
    A conversa passa pelo impacto direto da crise venezuelana na vida cotidiana dos cubanos, pelo endurecimento do bloqueio econômico imposto pelos EUA, pelas ameaças de Donald Trump e do secretário de Estado Marco Rubio, e pelas consequências reais dessa ofensiva imperialista: apagões, inflação, desigualdade e desgaste político interno.
    Frei Betto fala com franqueza sobre os limites, as contradições e também sobre a impressionante resiliência do povo cubano, além de refletir sobre o papel do Brasil, da Rússia, do Irã, da Venezuela e da China - e da educação política - num cenário atravessado por fake news e desinformação.
    Um episódio para entender a conjuntura sem simplificações.
    Livraria Virtual do Frei Betto: freibetto.org
    >>> Ficha técnica do podcast
    A concepção, gravação, roteiro e sonorização são da jornalista Bia Pasqualino. E a apresentação também ;)
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    #8 Como fica Cuba após o ataque dos EUA à Venezuela?

    03/01/2026 | 17min
    Em um episódio especial que mistura crônica, análise política e desabafo pessoal, este roteiro do podcast A La Cubana nasce do choque e da angústia diante das notícias de 3 de janeiro de 2026: o sequestro de Nicolás Maduro, os bombardeios na Venezuela e a escalada de ameaças dos Estados Unidos. A partir de conversas com amigos venezuelanos e cubanos, o episódio reflete sobre algo que rapidamente se impôs como uma certeza: o ataque à Venezuela atinge Cuba de forma direta e imediata.
    O episódio se encerra com a voz de Hugo Chávez, em sua primeira visita a Cuba, como eco histórico e político para tentar digerir o nó na garganta deixado por um dia que pode marcar profundamente o destino da região.
    Ficha técnica do podcast
    A concepção, gravação, roteiro e sonorização são da jornalista Bia Pasqualino. E a apresentação também ;)
    *TRANSCRIÇÃO DO DISCURSO DE HUGO CHÁVEZ (1994)*
    "Eu me perguntava no avião se era a primeira vez que eu vinha a Cuba. Disse que sim, mas ao mesmo tempo disse algo que quero repetir neste momento tão emotivo, tão emocionante: é a primeira vez que venho fisicamente, porque em sonhos viemos a Cuba muitas vezes, os jovens latino-americanos. Em sonhos, viemos a Cuba.
    Em sonhos, viemos a Cuba inúmeras vezes, os soldados bolivarianos do Exército Venezuelano que, há anos, decidimos entregar a vida a um projeto revolucionário, a um projeto transformador. Por isso, agradeço de verdade esta nova honra que me faz o presidente Fidel Castro, que me fazem todos vocês. E, como eu dizia:
    Ontem à noite, quando recebi a imensa e agradável surpresa de ser esperado no Aeroporto Internacional José Martí por ele mesmo, em pessoa, eu lhe disse: eu não mereço isso, mas aspiro merecer algum dia, nos meses e nos anos que virão. O mesmo, queridos compatriotas cubanos e latino-americanos.
    Algum dia esperamos vir a Cuba em condições de estender os braços e em condições de nos alimentarmos mutuamente, segundo um projeto revolucionário latino-americano. Imbuídos, como estamos há séculos, da ideia de um continente hispano-americano, latino-americano e caribenho integrado como uma nação — uma só nação que somos. Nesse caminho andamos e, como Aquiles Nazoa disse sobre José Martí, nos sentimos de todos os tempos e de todos os lugares.
    E andamos como o vento atrás dessa semente que aqui caiu um dia, que aqui, em terreno fértil, brotou e se levanta como aquilo que sempre dissemos. E não digo isso agora aqui em Cuba porque estou em Cuba, ou porque, como dizem na minha terra, no llano venezuelano, eu me sinta valente e apoiado. Nós dizíamos isso no próprio Exército Venezuelano antes de sermos soldados insurgentes.
    Dizíamos isso nos salões, nas escolas militares da Venezuela: Cuba é um bastião da dignidade latino-americana. E como tal, deve ser vista. E como tal, deve ser seguida. E como tal, deve ser alimentada.
    Sem dúvida, aquele insigne poeta e escritor nosso desta América, o nosso Pablo Neruda, tinha profunda razão quando escreveu que Bolívar desperta a cada cem anos, quando o povo desperta. Sem dúvida, estamos em uma era de despertares, de ressurreições de povos, de forças e de esperanças.
    Sem dúvida, presidente, essa onda que o senhor anuncia — ou que anunciou e continua anunciando naquela entrevista à qual me referi —, esse grão de milho se sente e se percebe por toda a América Latina. Sem dúvida, estamos em uma era bicentenária. Vejamos então como o tempo nos chama e nos impulsiona. É, sem dúvida, tempo de percorrer novamente caminhos de esperança e de luta.
    É nisso que estamos nós, depois de dez anos de trabalho intenso no seio do Exército Venezuelano, depois de uma rebelião e outra rebelião, agora dedicados ao trabalho revolucionário, empenhados em resistir àquela tese que vem do norte. Alguém me dizia há pouco que tudo de ruim vem do norte.
    Essa tese do fim da história, do último homem da era tecnocrática, de que as ideologias já não servem, de que estão fora de moda. Nós resistimos a isso, não aceitamos[...]"(LEIA A ÍNTEGRA AQUI)
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Sobre A la cubana
Podcast sobre a ilha socialista do Caribe, produzido pela Rádio Tertúlia e apresentado pela jornalista Bia Pasqualino. No ar, sempre que o capitalismo e o patriarcado permita, pois fazemos no estilo "La garantía soy yo", sem patrocínio. Ajude a manter a produção deste podcast, com R$ 10 mensais ou +: https://apoia.se/alacubana Contato: [email protected] *Disponível também no YouTube
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