Segunda parte do programa sobre dois grandes chorões nascidos no interior de São Paulo. No repertório, interpretam suas próprias composições, registradas no disco Velha Amizade.
Nailor Aparecido Azevedo, o Proveta, iniciou sua carreira profissional em bailes, no conjunto liderado por seu pai, o acordeonista e tecladista Geraldo Azevedo. Aos 14 anos, tocou como clarinetista na Orquestra de Sylvio Mazzucca e participou de turnês pelo Brasil com a orquestra de Ray Conniff. Essa precocidade lhe valeu o apelido, Proveta, que remete ao bebê de proveta, bebês originados em fertilização in vitro no final da década de 70, na Inglaterra.
Líder e fundador da Banda Mantiqueira, um dos principais grupos instrumentais brasileiros, realizou, em parceria com a Osesp, três projetos com apresentações na Sala São Paulo e em turnê nos Estados Unidos, o que resultou em dois CDs de música popular brasileira. Clarinetista, saxofonista e arranjador, é um dos músicos mais requisitados do país, figurando em centenas de gravações de renomados artistas brasileiros. Com a Banda Mantiqueira, foi indicado ao Prêmio Grammy, em 1998, na categoria Melhor Performance de Jazz Latino.
Proveta começou a estudar música aos sete anos, em aulas na prefeitura municipal de Leme, interior de São Paulo. “Comecei estudando saxofone alto com o maestro Hary Bacciotty, e usávamos “Método Completo de Saxofone” (Ed. Irmãos Vitale), de Amadeu Russo, e “Método Completo pra Divisão Musical (Ed. Irmãos Vitale), de Pascoal Bona. Além desses livros, fazer anotações num caderninho de música era parte do nosso dia-a-dia.”
De tudo o que aprendeu, duas habilidades desenvolvidas lhe foram especialmente úteis e lhe serviriam para o resto da vida: a desenvoltura em leitura musical e o exercício da percepção, praticados com as duas figuras mais importantes de sua formação, seu pai e o maestro da banda.
Alessandro Penezzi foi criado no Bairro Alto, em Piracicaba, cidade do interior do Estado de São Paulo, no meio das rodas de sambistas, chorões e seresteiros. Foi influenciado pela família, repleta de músicos, como o avô materno, Francisco Ernesto dos Santos, que por sua destreza no bandolim e no violão, era conhecido como Chico Puvi, nome de um passarinho. Sua avó Benedita Pereira Penezzi (Ditinha Penezzi) foi uma figura histórica da cidade.
Penezzi começou a estudar aos sete anos, e foi aluno de mestre Belluco – Sergio Napoleão Belluco – que vendo seu potencial e sua facilidade, logo o colocou como integrante do seu regional de choro Conjunto Som Brasileiro, como solista. Apesar de ter começado com o violão clássico, estudou cavaquinho, bandolim, violão tenor e, posteriormente, instrumentos de sopro. Nessa época chegou a conhecer de cor mais de 400 choros.
Foi aluno de Jair Teodoro de Paula, no Conservatório Dramático e Musical de Tatuí “Dr. Carlos de Campos”, e estudou flauta com João Dias Carrasqueira (SP), pai de Toninho Carrasqueira. Na Unicamp, foi aluno de Marcos Cavalcanti e Ulisses Rocha, formando-se em Música Popular em 2005.
Atualmente dedica-se a seu trabalho solo individual e em conjunto com outros artistas, compondo, arranjando, gravando e fazendo apresentações. É professor, colunista da revista Violão Pró, ministra workshops de violão e choro, e é concertista com várias turnês pelo mundo além de possuir um curso online de violão brasileiro.
Direção e Apresentação: Oswaldo Luiz Colibri Vitta
Produção: Rafael Penteado Vitta
Curadoria: Toninho Carrasqueira
Direção Musical: Edmilson Capelupi
Som: Maurício Takao Uehara
Clube do Choro na Rádio USP
O programa Clube do Choro na Rádio USP vai ao ar no último domingo de cada mês, às 16h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz - São Paulo e Rádio USP FM 107,9Mhz - Ribeirão Preto. As edições do programa estão disponibilizadas nos podcasts do Jornal da USP e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer.
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