PodcastsCiênciaAmbiente é o Meio - USP

Ambiente é o Meio - USP

Jornal da USP
Ambiente é o Meio - USP
Último episódio

208 episódios

  • Ambiente é o Meio - USP

    Ambiente é o Meio # 211: COP30 valorizou povos indígenas, avalia especialista

    04/03/2026 | 29min
    Nesta edição do programa Ambiente é o Meio, o  analista sênior de políticas climáticas do Instituto Socioambiental (ISA), Ciro Brito, avaliou a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática), realizada em Belém (PA) em novembro do ano passado, como positiva, destacando a transição do ciclo de regulamentação do Acordo de Paris para a implementação das metas climáticas.
    Para o paraense Ciro Brito, mesmo em um cenário de tensões e fragilidade do multilateralismo, a presidência brasileira conseguiu propor consensos combinados com coalizões de países interessados em avançar em temas específicos. Brito cita ainda a volta das discussões em torno do financiamento climático, com países do Sul Global cobrando maior contribuição dos países ricos.
    Ainda segundo Brito, a COP30 ampliou o debate político e social sobre justiça climática e valorizou o papel dos povos indígenas como protetores da floresta. Nesse contexto, ressaltou o protagonismo do atual presidente e da ministra do meio ambiente do Brasil.
    Ouça o episódio completo no player acima.

    Ambiente é o Meio

    Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP
    Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão 
    E-mail: [email protected]
    Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS .

    .
  • Ambiente é o Meio - USP

    Ambiente é o Meio #210: Modelo de energia eólica desafia justiça ambiental

    25/02/2026 | 27min
    O programa “Ambiente é o Meio” entrevistou a pesquisadora Maria Albertina Thomaz, advogada especialista em sustentabilidade, sobre os impactos da expansão da energia eólica no litoral do Piauí. Com experiência junto a comunidades de pescadores artesanais, ela destacou que a justiça ambiental — conceito surgido nos Estados Unidos nos anos 1980 — defende a distribuição equilibrada dos benefícios e prejuízos do desenvolvimento, além da participação efetiva das populações afetadas nas decisões.
    Apesar de o Nordeste concentrar a maior parte da produção eólica do país, e o Piauí ocupar posição de destaque, a pesquisadora apontou contradições na instalação de grandes empreendimentos em áreas socialmente vulneráveis. Em comunidades como Labirinto e Pedra do Sal, a chegada das torres alterou práticas tradicionais, afetou a pesca, o extrativismo e a produção agrícola, além de gerar impactos como poluição sonora, desmatamento e conflitos fundiários.
    Maria Albertina também criticou falhas no licenciamento ambiental e a ausência de consulta prévia às comunidades, conforme prevê a Convenção 169 da OIT. Segundo ela, embora a energia eólica seja de baixo carbono, o modelo atual não pode ser considerado plenamente “limpo” se não houver respeito aos direitos das populações locais e garantia de uma transição energética democrática.
  • Ambiente é o Meio - USP

    Ambiente é o Meio #209: Regras ESG no Brasil são fracas, afirma pesquisador

    18/02/2026 | 26min
    O programa Ambiente é o Meio desta semana conversa com o pesquisador e advogado Thiago Lopes de Andrade Lima sobre o uso do ESG no mercado financeiro, principalmente quanto à aplicação em atividades potencialmente poluidoras.
    Formado em direito ambiental e sustentabilidade pela USP, Lima conta que a sigla ESG — ambiental, social e governança — ganhou projeção internacional em 2004, a partir do relatório Who Cares Wins, do Pacto Global da ONU em parceria com o Banco Mundial. Segundo ele, a proposta era de que empresas mais responsáveis tenderiam a ser mais rentáveis no longo prazo.
    O que o pesquisador encontrou em seus estudos foi a falta de métricas científicas claras para definir o que, de fato, é ESG. Lima faz distinção entre sustentabilidade fraca – admite a substituição do capital natural por outros tipos de capital – e sustentabilidade forte – reconhece os limites planetários e atribui valor intrínseco à natureza. Ao analisar as normas brasileiras, concluiu que elas se alinham mais à primeira visão e carecem de base científica, o que compromete sua capacidade de promover transformações reais.
    No contexto nacional, o pesquisador vê regras de ESG formuladas pelo Banco Central do Brasil e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo foco principal é a estabilidade econômica e a mitigação de riscos financeiros, o que abre espaço para o que chama de “greenwashing culposo” ou financiamentos formalmente regulares, mas distantes dos critérios científicos de sustentabilidade. Na prática, afirma, a lógica da materialidade financeira ainda prevalece sobre os riscos socioambientais.
    Ao comparar o Brasil com o exterior, Lima encontra maior maturidade regulatória nos organismos europeus que apresentam mandatos “mais propositivos e a exigência de dupla materialidade”, o que quer dizer que avaliam não somente o impacto financeiro sobre a empresa, mas também “o impacto da empresa sobre a sociedade e o meio ambiente”.
    Para avançar, o Brasil deveria apresentar relatórios financeiros mais transparentes, revelando “não apenas os investimentos sustentáveis, mas também as emissões financiadas em atividades poluentes, além da incorporação explícita de critérios científicos nas normas”. Para ele, ciência e academia seguem sendo forças centrais para alinhar desenvolvimento econômico, justiça social e proteção ambiental.
  • Ambiente é o Meio - USP

    Ambiente é o Meio #208: Mercado de economia verde para o Cerrado pode trazer riscos ambientais

    11/02/2026 | 28min
    O programa Ambiente é o Meio desta semana entrevistou Bruno Bassi, do Observatório do Agronegócio no Brasil De Olho nos Ruralistas, para discutir a COP 30, o lobby empresarial e os créditos de carbono ligados a plantios de eucalipto no Cerrado.
    Bassi conta que o Observatório articula pesquisa acadêmica e jornalismo investigativo para analisar a atuação de empresas e setores econômicos; e que um relatório recente, lançado antes da COP 30, mapeou o lobby de grandes empresas, incluindo o Banco BTG Pactual, no contexto da chamada “economia verde”.
    A investigação, segundo ele, incide sobre os projetos ambientais do BTG, especialmente acordos com Meta, Microsoft, IKEA e Apple para a compra de créditos de remoção de carbono associados a áreas no Cerrado do Mato Grosso do Sul. Embora o banco anuncie grandes áreas de restauração, parte significativa dos projetos permite o uso de monoculturas de eucalipto ou pinus, o que gera controvérsia científica. Pesquisadores alertam para riscos ambientais, como alto consumo de água, uso de agrotóxicos e impactos sobre a biodiversidade.
    Durante a entrevista, Bassi questionou a lógica da compensação de carbono, que permite às empresas continuarem a emitir gases de efeito estufa enquanto compram créditos, sem enfrentar a redução real de emissões ou a perda de biodiversidade. Ainda segundo Bassi, esse modelo favorece interesses do agronegócio e do setor financeiro, marginalizando comunidades tradicionais e abrindo espaço para fraudes e conflitos territoriais.
    Ele defendeu maior regulação estatal, transparência nos contratos e debate público envolvendo cientistas e comunidades afetadas, além de anunciar novos conteúdos do Observatório sobre a atuação de lobbies no Brasil.
  • Ambiente é o Meio - USP

    Ambiente é o Meio #207: Indústria da moda oferece pouca informação sobre seus impactos ambientais e sociais

    04/02/2026 | 26min
    O primeiro podcast 2026 do Ambiente é o Meio conversou com Isabella Luglio, gerente de Pesquisa do Fashion Revolution Brasil, para discutir os impactos socioambientais da indústria da moda. A conversa abordou a falta de comprometimento do setor com a sustentabilidade e destacou a importância da transparência como instrumento de mudança.
    Formada em design de moda, Isabella conta que direcionou sua carreira para a pesquisa e o ativismo ao perceber as contradições do modelo tradicional da indústria. Ela integra o Fashion Revolution Brasil, organização que faz parte de um movimento global criado em 2013 após o desabamento de um prédio de confecções em Bangladesh, tragédia que revelou graves violações trabalhistas na cadeia produtiva da moda.
    A entrevistada ressaltou que a moda está entre as indústrias mais poluentes do mundo devido ao uso intensivo de água, produtos químicos, fibras sintéticas derivadas do petróleo e à lógica acelerada de produção, atualmente marcada pelo ultra fast fashion. Esse modelo amplia a exploração de recursos naturais finitos e a geração de impactos ambientais.
    Nesse contexto, Isabella comenta o Índice de Transparência da Moda Brasil, pesquisa que avalia grandes marcas a partir de informações públicas sobre clima e sustentabilidade. Segundo a pesquisadora, esses dados mostram baixos níveis de transparência, com média de 24% entre as empresas analisadas, indicando que a maioria ainda divulga poucas informações sobre seus impactos ambientais e sociais.
    A entrevista também destacou desafios específicos do Brasil, como o desmatamento associado à produção de couro e algodão, além da precarização do trabalho na indústria da moda. Por fim, Isabella enfatizou o papel das políticas públicas e dos consumidores na pressão por mudanças e defendeu a valorização de práticas sustentáveis já existentes em comunidades tradicionais e periféricas como caminhos para a construção de uma moda mais justa e responsável.
    Ouça o episódio completo no player acima.

    Ambiente é o Meio

    Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP
    Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão 
    E-mail: [email protected]
    Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS .

    .

Mais podcasts de Ciência

Sobre Ambiente é o Meio - USP

O programa discute temas ambientais e sociais, analisa questões de sustentabilidade por meio de entrevistas com especialistas e pesquisadores da área no âmbito do município, do Estado, do País e do planeta. Apresentação: Produção: José Marcelino de Rezende Pinto e Marcelo Pereira de Souza (FFCLRP) e Daniela Sudan (USP Recicla), colaboradores - FFCLRP: Everton Macedo de Held, Vanessa Oliveira Souza, Franciele Santos Amorim, Reinaldo Romero (colaborador), Luis Antônio Fontana (operador de áudio), Centro de Informática de Ribeirão Preto (produção técnica) E-mail: [email protected] Horário: Horário: quartas, às 13h, com reprise aos domingos, às 17h30 Duração: 30 minutos
Site de podcast

Ouça Ambiente é o Meio - USP, Horizonte de Eventos e muitos outros podcasts de todo o mundo com o aplicativo o radio.net

Obtenha o aplicativo gratuito radio.net

  • Guardar rádios e podcasts favoritos
  • Transmissão via Wi-Fi ou Bluetooth
  • Carplay & Android Audo compatìvel
  • E ainda mais funções

Ambiente é o Meio - USP: Podcast do grupo

Informação legal
Aplicações
Social
v8.7.2 | © 2007-2026 radio.de GmbH
Generated: 3/7/2026 - 2:07:36 AM