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- A decisão por uma viagem pode ser motivada pela paisagem, algum tipo de passeio específico ou evento. Porém, certos hotéis têm despertado interesse e passaram a influenciar na escolha de viajar. Esses hotéis deixam de ser apenas infraestrutura e funcionam como atrativos.
Para tornar-se uma atração, o hotel precisa do reconhecimento do público, ou seja, as histórias precisam circular, as imagens devem adquirir significado e as pessoas precisam considerar aquele hotel como algo que merece ser conhecido. Um exemplo é o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (RJ). A relevância não está ligada só ao luxo. Ao longo de mais de um século, o estabelecimento foi associado à vida cultural da cidade e à presença de personalidades como Marilyn Monroe, Nelson Mandela e Madonna. Essas presenças reforçam os marcadores ligados ao hotel e sua associação com o imaginário da cidade.
Por outro lado, um estudo nomeado de Hotel especializado como atração turística, de 2016, demonstrou que um hotel pode convergir em duas atividades: hospedagem e atração turística. Em outras palavras, sem deixar de hospedar, o hotel passa a integrar o conteúdo turístico do destino. Essa dualidade explica um hotel ser atrativo.
Podcast Ciência do Turismo
Programa de Pós-Graduação em Turismo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades-USP, Rádio USP e Jornal da USP Produção - Alexandre Panoso Netto, Eduardo Silva Sant’Anna e Vitória AvelinoCoprodução - Cinderela Caldeira, Henrique Giacomin e Breno MarinoO podcast Ciência do Turismo vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, às sextas-feiras, no Jornal da USP no arEdição: Rádio USPVocê pode sintonizar a Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, pela internet em www.jornal.usp.br ou nos principais agregadores de podcast como Spotify, iTunes e Deezer.
. - No episódio desta semana do podcast Ciência do Turismo o tema é a relação entre turismo e bem-estar, algo que vem crescendo significativamente na pesquisa acadêmica, a ponto de um estudo publicado em 2024 na Revista Científica Economies mostrar que essa relação se tornou ainda mais importante depois da pandemia de covid-19. O turismo passou a ser analisado não apenas como atividade econômica ou experiência de consumo, mas também como uma prática relacionada à qualidade de vida, à satisfação, à recuperação e ao bem-estar dos indivíduos.
É nesse contexto que aparece o conceito de turismo de bem-estar, ou Wellness Tourism. O Global Wellness Institute define esse segmento como viagens associadas à busca de manutenção ou melhoria do bem-estar pessoal. Ele é diferente do segmento de turismo médico. O primeiro está relacionado à prevenção, ao equilíbrio, à qualidade de vida, ao relaxamento, à atividade física, à alimentação, à saúde mental, à natureza e a diferentes formas de autocuidado; o segundo envolve tratamentos e procedimentos médicos específicos.
Ainda segundo o Global Wellness Institute, o turismo de bem-estar movimentou aproximadamente US$ 893,9 bilhões em 2024, considerando viagens domésticas e internacionais. Foram aproximadamente 1,24 bilhão de viagens de bem-estar em 2024 no mundo todo. O segmento representou 8,3% de todas as viagens turísticas e 17,6% dos gastos turísticos mundiais.
Gostou desse episódio? Quer saber mais? Então veja mais episódios do podcast Ciência do Turismo e fique por dentro!
Podcast Ciência do Turismo
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. - Este episódio foca na relação entre turismo e mobilidade urbana, mais especificamente sobre como esta influencia a forma como as pessoas experimentam a cidade, percebem o lugar, acessam os atrativos e constroem memórias da viagem. Afinal, um destino pode ter excelentes atrações e, ainda assim, ser difícil de percorrer, cansativo ou pouco acessível para quem o visita. Tempo de deslocamento, custo, conforto, segurança e integração entre diferentes meios de transporte influenciam diretamente a experiência turística. Em muitos casos, a forma como o visitante circula interfere até mesmo no tempo de permanência, nos espaços visitados e no consumo realizado ao longo da viagem. Em outras palavras: mobilidade também é parte da experiência do turismo.
No Brasil, essa discussão aparece em iniciativas que buscam integrar diferentes formas de deslocamento e melhorar a circulação urbana. Em cidades como São Paulo, por exemplo, sistemas de integração tarifária permitem combinar ônibus, Metrô e trem em uma mesma jornada, reduzindo barreiras de deslocamento e ampliando a autonomia tanto de moradores quanto de visitantes. Recentemente, políticas e programas voltados à mobilidade urbana também vêm estimulando municípios brasileiros a planejarem melhor seus deslocamentos, com foco em transporte coletivo, mobilidade ativa e integração territorial, a exemplo do Prêmio Bicicleta Brasil.
Percepção
A mobilidade urbana não diz respeito apenas à eficiência do transporte. Ela também influencia a forma como percebemos a cidade. Pense na diferença entre atravessar rapidamente um território dentro de um carro e caminhar por uma rua, observar pequenos restaurantes, o comércio local, a arquitetura, as praças e a rotina cotidiana. Muitas vezes, conhecer uma cidade não significa apenas chegar aos cartões-postais, mas viver o percurso entre eles. A mobilidade também ajuda na distribuição dos fluxos turísticos. Quando a circulação se concentra apenas em grandes corredores ou regiões centrais, alguns espaços recebem enorme pressão, enquanto outros permanecem invisibilizados. Já formas mais diversificadas de circulação podem favorecer o comércio local, ampliar permanências e distribuir melhor os benefícios econômicos pelo território urbano.
Ao mesmo tempo, a relação entre turismo e mobilidade urbana também produz tensões. O aumento dos deslocamentos pode intensificar congestionamentos, pressionar sistemas de transporte e ampliar disputas pelo uso do espaço urbano, especialmente em áreas de grande concentração turística. Em alguns contextos, surge um desafio importante: como equilibrar a circulação de visitantes com a qualidade de vida dos moradores? Esse debate também está ligado à sustentabilidade. Parte importante dos impactos ambientais do turismo está relacionada ao deslocamento de pessoas. Incentivar transporte coletivo, caminhada, bicicleta e sistemas integrados de mobilidade pode reduzir pressões urbanas, diminuir congestionamentos e favorecer cidades mais equilibradas para quem mora e para quem visita.
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Programa de Pós-Graduação em Turismo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades-USP, Rádio USP e Jornal da USP Produção - Alexandre Panoso Netto, Eduardo Silva Sant’Anna e Vitória AvelinoCoprodução - Cinderela Caldeira, Henrique Giacomin e Breno MarinoO podcast Ciência do Turismo vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, às sextas-feiras, no Jornal da USP no arEdição: Rádio USPVocê pode sintonizar a Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, pela internet em www.jornal.usp.br ou nos principais agregadores de podcast como Spotify, iTunes e Deezer.
. - Este episódio trata do Programa Nacional de Regionalização do Turismo (PRT) e o papel que cumpre no desenvolvimento do turismo num país de dimensão continental, com inúmeras cidades espalhadas em cinco grandes regiões, cada uma com características próprias, raízes culturais, climas completamente diferentes, sotaques, modos de vida. Como pensar numa política pública que auxilie no desenvolvimento do turismo, levando em conta tantos “Brasis” dentro de um mesmo Brasil?
O PRT é uma estratégia do Ministério do Turismo para que as pequenas cidades, que não possuem grandes atrativos ou equipamentos turísticos, possam se unir e formar um grande produto ao invés de competirem entre si. A ideia central é simples: unidas, as cidades conseguem criar rotas turísticas mais atraentes, fazendo com que os visitantes fiquem mais dias, gerando mais empregos e impulsionando a economia local.
No Brasil, um dos maiores exemplos de regionalização ocorre com a Serra Gaúcha, composta de várias cidades da região Sul e que, ao longo dos anos, além das mais conhecidas Gramado e Canela, foram criando mais e mais atrações na região. Isso aumentou o tempo de estada dos turistas e levou ao desenvolvimento não somente de uma, mais um conjunto de cidades próximas, que se unem para formar uma região turística.
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. - Para atender turistas, sempre haverá trabalhadores e trabalhadoras de prontidão, como recepcionistas de hotéis, atendentes de aeroporto, cozinheiros em restaurantes. Além disso, se, por um lado, temos cada vez mais turistas se movimentando freneticamente pelo mundo, por outro, uma enorme parcela da sociedade continua bem pouco móvel, e segue sonhando com sua vez de viajar a passeio.
Também dependemos de estruturas imóveis para sermos turistas: para que um avião cumpra sua jornada, antes foi preciso construir um aeroporto; para você dormir em um quarto de hotel, muito material de construção foi imobilizado nessas construções; ou ainda, se existe eletricidade, saneamento básico, e transmissão de dados disponíveis nos destinos turísticos, uma pesada infraestrutura física foi previamente implantada.
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Sobre Ciência do Turismo - USP
Ciência do Turismo pretende mostrar como é pensado o turismo na universidade, e as formas de poder melhorar e repensar a forma de fazer “turismo”, para além do que estamos acostumados ou mesmo, descobrir novas possibilidades.
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