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    ‘ChatGPT brasileiro’ e supercomputador da IA: o que já é realidade no Plano Brasileiro de IA?

    27/1/2026 | 55min
    O PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial) foi anunciado no fim de 2024 e prometia R$ 23 bilhões para emplacar o Brasil na corrida global da IA. Em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Hugo Valadares, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), diz como o plano já tem saído do papel: R$ 6 bilhões para inovação em empresas, 140 mil pessoas capacitadas, atualização do supercomputador Santos Dumont, investimentos em infraestrutura de dados, novos cursos de graduação em IA em universidades públicas. Comparada aos esforços de Estados Unidos e China, a iniciativa brasileira soa modesta. Valadares afirma que, por outro lado, o investimento brasileiro é compatível com o observado na Europa nos planos de França e Reino Unido. "EUA e China estão num patamar de poder tecnológico, não só tecnológico, mas financeiro, que não tem como disputar de igual para igual. Se existe uma Champions League, esses dois disputam sozinhos. Nem a Europa tem essa capacidade. E, se você pensa nessa perspectiva, não adianta falar que amanhã a gente vai competir. Quando você olha o ecossistema de IA por completo, não tem como se comparar com a China, em quantidade de pessoas, engenheiros e computação e o poder de comprar máquinas (…) O Brasil precisa jogar o jogo que lhe cabe", diz o secretário. Para ele, o país "vai andar o mais rápido que conseguir de maneira a participar desse jogo global, seja a série que for, A ou B. Mas não acho que é a C". "O Brasil é um líder mundial e a gente está no quartil superior dos países com maior desenvolvimento tecnológico."
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    Gatonet, pirataria e crimes online: o trabalho invisível do Ciberlab

    20/1/2026 | 53min
    Há alguns anos, falar em gatonet era imaginar alguém subindo no poste e puxando um cabo clandestino. Esse tempo acabou. Hoje, a pirataria de conteúdo audiovisual se profissionalizou e é oferecida por verdadeiras organizações empresariais, diz Paulo Benelli, delegado da polícia civil e coordenador do Ciberlab, o Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para humanos por trás das máquinas. O gatonet moderno opera via IPTV em aparelhos de TV Box, usa servidores espalhados pelo mundo, usa técnicas sofisticadas para driblar os bloqueios das autoridades e, na hora do pagamento, aceita até parcelar. “Hoje [o gatonet] se estruturou de uma maneira não só tecnológica mas também organizada de modo empresarial para poder fraudar direitos de propriedade intelectual e causar dano ao consumidor (...) Tem uma estrutura para pagamento, tem o setor de atendimento ao cliente que nunca resolve nada, tem os setores para fazer a propaganda dessa TV Box, tanto em mídia pequena, como algumas páginas, como também nas redes sociais", diz o investigador. O combate a esse tipo de crime também precisou se reinventar, diz Benelli. No Brasil, o trabalho vai do rastreamento digital a ações conjuntas com as polícias estaduais, federal e, às vezes, de outros países. Mas o problema não para aí: muitas organizações criminosas atuam no roubo de dados pessoais, difusão de malware e outros crimes digitais.
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    Top 5 personagens da IA; Tocanna x Jay-Z; Procura-se: rival para o celular; Top 5 deslizes da IA

    13/1/2026 | 54min
    No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz elencam as personalidades mais controversas do mundo da inteligência artificial em 2025. De Peter Thiel, o bilionário excêntrico do Vale do Silício com influência na Casa Branca de Donald Trump, à Tilly Norwood, primeira atriz criada por IA que vem causando protestos em Hollywood. De Tocanna, a cantora de IA que virou polêmica ao ser barrada por Jay-Z, a Daniel Ek, o CEO do Spotify que transforma o lucro da música em investimento na indústria bélica. E fechando com Xania Monet, cantora de IA que já entrou nas mais tocadas da Billboard e assinou contrato de US$ 3 milhões com uma grande gravadora. A pergunta inevitável é: quem lidera o ranking das figuras mais malucas da IA no ano?
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    OpenAI é Banco Master da IA?; IA para detectar câncer; Google, o fogo amigo contra Nvidia

    16/12/2025 | 54min
    A OpenAI está no meio de uma ciranda bilionária para continuar existindo. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam os números que dimensionam a situação complexa da empresa que é a sensação da inteligência artificial. Segundo estudo do time de tecnologia e semicondutores do HSBC, a dona do ChatGPT ficará sem lucro até 2030 e precisará de US$ 207 bilhões para bancar infraestrutura, data centers, energia, água, profissionais e compromissos assumidos com big techs como Microsoft e Amazon. A receita até cresce, mas isso não significa lucro –principalmente quando cada novo modelo custa ainda mais que os anteriores. O Sora 2, por exemplo, só aumentou o tamanho do rombo. Para o HSBC, há caminhos para a empresa fechar as contas, mas todos tortuosos: dobrar a base de assinantes pagos, entrar pesado na publicidade digital e descobrir formas mais eficientes de usar IA. E a mais complexa delas: para empatar, a OpenAI teria de convencer 44% da população mundial a pagar por seus serviços até 2030, número que nenhuma rede social ou app alcançou até hoje. Se parece absurdo, lembra um pouco o caso do Banco Master: uma montanha de promessas e um buraco ainda maior.

    Uma startup brasileira criou uma IA capaz de identificar indícios iniciais de câncer de intestino usando apenas um exame de sangue. Em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, a CTO da Huna Daniella Castro explicou que a pesquisa da Huna começou pelo câncer de mama e avançou para o de intestino –ambos alguns dos mais comuns no Brasil. Daniela ressalta que o desafio para o desenvolvimento da IA da Huna vai além da tecnologia: acessar dados de qualidade é fragmentado e contar com informações interoperáveis. Ela menciona estes pontos, porque o segredo da Huna é justamente o método criado para ensinar seu modelo de IA a encontrar sinais de câncer: primeiro, a equipe analisou resultados de colonoscopias e dividiu os pacientes em dois grupos (pessoas sem rastros de câncer e pessoas com lesões precursoras ou com tumor já instalado); depois, usou a IA para comparar os hemogramas desses dois grupos e identificar padrões de alteração que antecedem o câncer. A executiva explica que a mesma abordagem pode ser usada para rastrear outras doenças complexas, como diabetes e falência renal, um campo enorme que a IA ainda está começando a explorar.

    A vida da Nvidia não está nada fácil. Primeiro, foi proibida pelos EUA de vender chips para a China. Liberada, viu a China levantar barreiras. Agora, a empresa enfrenta fogo amigo dentro de casa: o Google entrou oficialmente no mercado de chips de inteligência artificial. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como o cenário aponta para uma reviravolta inevitável: o domínio absoluto da Nvidia está sob ameaça.
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    O ‘novo momento DeepSeek’ e o dilema da IA: quem paga para robô ser treinado no Brasil?

    09/12/2025 | 54min
    Em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo do Reglab, foi taxativo: o Brasil caminha para ser o mais restritivo do mundo no treinamento de inteligência artificial, o que afetará o PIB do país. Segundo levantamento do think tank especializado em políticas públicas em tecnologia, o país pode perder R$ 21 bilhões se aprovar uma legislação que impeça IAs generativas de serem treinadas com obras protegidas por direitos autorais. O mesmo vale para inferências. Mas existem três caminhos, diz Ramos: liberar amplamente o uso do que está aberto na internet; criar um regime intermediário, com possibilidade de fazer pedidos de retirada de obras; adotar uma linha mais dura, em que nada é usado sem pagamento. Só que a internet é global, e as leis, nacionais, diz. Se o Brasil aprovar uma proposta mais restritiva, empresas podem simplesmente levar seus data centers para outros lugares. Ramos não esconde que a liberação de informações protegidas para treinar IA é algo que beneficia as big tech norte-americanas, como Google e Meta, mas diz que a disputa, no fim das contas, é entre grandes conglomerados empresariais: quem treina modelos de IA versus quem detém direitos autorais. E os produtores de conteúdo podem até se dar bem com a IA, já que, segundo a pesquisa Futuros Criativos, a nova tecnologia pode até reduzir os royalties das indústrias criativas, mas, por outro lado, tende a elevar sua produtividade.

    Já Luca Schirru, advogado e consultor em direitos autorais, afirma que a regulação do uso de dados para o treinamento da IA depende de como, por quem e para quê eles estão sendo minerados. Há uma diferença entre a utilização de dados para pesquisas ou por instituições públicas e sem fins lucrativos e por grandes empresas de mercado, que geram lucro a partir desses dados ou oferecem obras que podem substituir o trabalho humano. Segundo ele, é possível combinar diferentes caminhos de remuneração pelo uso de dados e conteúdos criativos por grandes empresas, como autorizar certas formas de treinamento e, ao mesmo tempo, cobrar o pagamento apenas das big techs que lucram com a IA generativa. Startups, modelos abertos e projetos de pesquisa poderiam se beneficiar de modelos mais flexíveis. Schirru ressalta que ferramentas como a ProRata.AI já apontam para a possibilidade de identificar quais obras entraram no treinamento, criando uma base para modelos de remuneração mais transparentes. Para equilibrar os interesses, ele sugere mecanismos que vão além do licenciamento tradicional: taxas sobre receita, fundos para autores e veículos de imprensa, ou investimentos em capacitação. O objetivo é garantir sustentabilidade para quem cria, sem travar a inovação.

    Do nada, a China lançou um app que ultrapassou o Gemini, o ChatGPT e até o DeepSeek em número de acessos. Em uma semana, o Qwen bateu 10 milhões de downloads. Ele é do Alibaba, que os brasileiros conhecem pelo AliExpress, mas que também tem uma das maiores infraestruturas de computação em nuvem do mundo. O Qwen começou como um modelo de IA aberto, usado por empresas que preferem aproveitar uma base em vez de gastar tempo e dinheiro na fase de pré-treinamento da IA. Agora virou chatbot e, com o app, o Alibaba decidiu se apresentar ao consumidor global como uma companhia AI first, no melhor estilo Google. E tem mais: a empresa também lançou o Quark, um assistente pessoal de IA combinado com navegador. A mensagem é clara: o Alibaba não quer só disputar mercado, mas tomar a liderança na corrida tecnológica.

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Podcast sobre tecnologia para os humanos por trás das máquinas.
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