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    EUA contra cabo de internet da América do Sul; vício das redes; IA x software; ‘zeladores de robô’

    17/03/2026 | 54min
    A disputa entre Estados Unidos e China não está mais restrita aos chips e à inteligência artificial. Ela agora chegou ao fundo do mar. O novo capítulo dessa guerra envolve um projeto estratégico para instalar um cabo submarino ligando diretamente o Chile à China. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz como a primeira conexão entre América do Sul e Ásia sem depender de infraestrutura norte-americana corre o risco de não sair do papel devido à pressão da Casa Branca. Enquanto Washington acena com um suposto risco à segurança da região, a situação, na prática, revela algo maior: o interesse dos EUA em manter a América Latina dentro de sua própria zona de influência econômica, mas também digital. Hoje, boa parte dos cabos submarinos da região ancora nos Estados Unidos ou depende de empresas norte-americanas para se conectar ao resto do mundo. Um cabo direto entre Chile e China mudaria esse cenário, criando uma rota mais autônoma para a América do Sul. 

    Um julgamento em curso nos Estados Unidos pode mudar o funcionamento das redes sociais. Uma jovem de 20 anos, identificada só como Kaley, e sua mãe acusam Instagram e YouTube de a terem estimulado, desde a infância, a desenvolver o uso compulsivo dessas plataformas, o que levou a graves problemas de saúde mental. Neste episódio os apresentadores contam a grande novidade do caso: pela primeira vez, ele não mira o conteúdo disseminado nas redes ou práticas que afetam rivais, mas, sim, o próprio desenho das plataformas. Scroll infinito, autoplay, notificações, botão de curtir e sistemas de recomendação são apontados pela acusação como parte de uma estrutura criada para prender a atenção e prolongar o tempo de tela. Nas palavras dos advogados de Kaley, é a “arquitetura do vício”. A acusação vai além. Sustenta que as empresas não só conhecem os riscos, mas seguem apostando em ferramentas para ampliar o engajamento de crianças e adolescentes. O que está em jogo é sério: a Justiça pode reconhecer que o problema das redes sociais não é só o conteúdo, mas também a forma como elas funcionam. Se a tese avançar, a discussão sobre responsabilidade pode atingir em cheio a operação das plataformas mais populares das big techs.

    Tem mais... A alta das ações de gigantes como Nvidia, Alphabet e Microsoft mostra como a inteligência artificial é a bola da vez, mas encobre um movimento que acendeu um alerta em outra ala das big techs, o das empresas que vendem software por assinatura –o SaaS (software as a service). Investidores apostam que, com o avanço da programação com IA, muitas empresas poderão criar seus próprios sistemas e reduzirão a dependência de plataformas de prateleira. É o que explica a queda na Bolsa de empresas como Salesforce e IBM. No caso da IBM, bastou a Anthropic prometer que sua IA poderia modernizar um sistema como o COBOL para o mercado reagir. Já é cedo para decretar o fim do SaaS ou muito código vai rolar por essa tela?

    E para finalizar... A promessa da automação foi a de livrar as pessoas dos trabalhos braçais e repetitivos. A realidade, no entanto, é outra. Um exemplo curioso vem da Waymo, empresa de veículos autônomos do Google. Como os carros não saem do lugar com a porta entreaberta, a empresa passou a pagar entregadores de outra firma para irem até os automóveis somente para fechar suas portas. E não para por aí. Já existem trabalhadores encarregados de resgatar robôs entregadores tombados, travados ou que precisem de limpeza, recarga e atualização. “Zelador de robô” ou “babá de robô". As formas de encarar as novas ocupações são muitas. No fim, o caminho é um só: a automação eliminou trabalhos humanos mequetrefes para criar novas ocupações que são “bicos dentro dos bicos”.
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    ‘Projeto Manhattan da China’, Europa diz 'basta’, satélites no Brasil e a IA devora a Wikipédia

    10/03/2026 | 54min
    A China desenvolveu seu 1º protótipo de máquina de EUV (litografia ultravioleta extrema), equipamento capaz de gravar circuitos 1.000 vezes mais finos do que um fio de cabelo em chips de última geração que alimentam IAs e smartphones. Os Estados Unidos sempre impuseram restrições para impedir que a China tivesse acesso aos equipamentos necessários para desenvolver essa tecnologia. A ideia era manter a China longe desse item fundamental para o avanço da IA, já que o país se garante em pesquisa, patentes e modelos, mas ainda depende de infraestrutura de semicondutores para competir com igualdade nessa corrida. É daí que surge o paralelo com o Projeto Manhattan. Afinal, a China fez um esforço industrial sigiloso, com recrutamento de especialistas, investimento pesado em pesquisa e desenvolvimento, e estratégias de engenharia reversa para chegar a essa tecnologia crítica sem depender do Ocidente. Uma possível evolução desse protótipo para a produção em série vai causar um impacto direto na guerra dos chips, com o redesenho de cadeias globais de fornecimento e efeitos em países que hoje dependem de poucos fornecedores, como o Brasil.
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    Três faces de uma guerra tecnológica: Elon Musk, deepfakes e Japão na guerra dos chips

    03/03/2026 | 55min
    O que o Elon Musk, deepfakes hiperrealistas e uma nova fábrica de chips no Japão têm em comum? Um é um bilionário, o outro é um grande problema do mundo digital e o terceiro mais parece uma discussão de economia internacional. Nesse episódio do Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, vamos colocar todas essas peças no mesmo tabuleiro.
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    Ficção científica prevê o presente mais do que revela o futuro, diz mais expert do Brasil

    24/02/2026 | 54min
    A ficção científica sempre tentou imaginar o futuro, mas talvez ela seja mais certeira quando nos ajuda a entender o presente. Em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, o escritor, tradutor e professor universitário Fábio Fernandes parte de Metrópolis, clássico lançado em 1927, para discutir como o gênero vai muito além de antecipar avanços tecnológicos ou inventar sociedades alienígenas. O filme não previu smartphones nem inteligência artificial generativa, mas colocou no centro da narrativa a relação entre tecnologia, trabalho e poder. Ao longo da conversa, Fábio argumenta que a ficção científica não funciona como bola de cristal, mas amplia tendências do seu próprio tempo e as projeta em cenários extremos para revelar tensões sociais que já existem. O robô de Metrópolis, por exemplo, não é apenas uma máquina, mas um instrumento de manipulação e desmobilização. Esse debate ganha força quando a conversa chega à inteligência artificial. Durante décadas, o gênero associou a IA à ameaça e destruição. Mas, segundo Fábio, a produção mais recente já começa a explorar uma abordagem mais próxima da convivência. Longe de apenas entreter, as obras do gênero trazem à tona temas como poder, modelos de sociedade e formas de controle e, mesmo quando imagina mundos distantes, a ficção científica discute valores humanos como identidade, diferença, liberdade e solidariedade.
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    Marcelo Zuffo aposta que o Brasil pode virar uma potência dos chips

    10/02/2026 | 54min
    As mega fábricas de chips exigem investimentos bilionários, consomem volumes gigantescos de água e energia, geram resíduos muito tóxicos e só podem existir em países que topam o custo ambiental gigantesco.  Adotar uma delas no Brasil seria um erro, conta Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP e diretor do InovaUSP, em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, apresentado por Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes. É dessa crítica que surge a Pocket Fab, o conceito das micro fábricas de chip nascido na Universidade de São Paulo. Em vez de instalações gigantescas e rígidas, a proposta é uma fábrica pequena, modular, automatizada e sustentável, pensada para atender demandas estratégicas da indústria nacional. Segundo Zuffo, o custo do wafer, a base onde os circuitos são fabricados, não muda, seja lá qual for o tamanho da fábrica. É essa lógica que dá viabilidade econômica ao projeto. Nas contas do professor, com cerca de 20 wafers por dia, a Pocket Fab poderia produzir milhões de chips por ano, o bastante para abastecer, por exemplo, toda a indústria automotiva brasileira. Além disso, o projeto aposta no uso eficiente de água e energia, redução de resíduos tóxicos e forte automação, com robótica e inteligência artificial. A proposta já tem apoio nacional e internacional e, para Zuffo, coloca o Brasil no centro de um novo modelo global de produção de semicondutores.

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Podcast sobre tecnologia para os humanos por trás das máquinas.
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