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    UOL e OpenAI; Delay da CazéTV; Fable 5; o maior roubo de dados biométricos do Brasil

    30/06/2026 | 58min
    O ChatGPT vai ler meus emails? OpenAI vai usar comentários dos leitores de Folha e UOL para alimentar sua inteligência artificial? A opinião de colunistas do portal e do jornal vai orientar o que o chat fala? É o fim do jornalismo? No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz recebem Murilo Garavello, diretor de conteúdo do UOL. Ele participa do quadro Help Desk para responder tudo o que os leitores andam perguntando sobre a parceria entre UOL e Folha, de um lado, e a OpenAI, de outro. Este é o primeiro acordo do Brasil de licenciamento de conteúdos jornalísticos para uma empresa de inteligência artificial. Como há poucos arranjos do tipo no mundo, pairam dúvidas a respeito do que está em jogo, como o que representa para o jornalismo, para empresas de comunicação, para laboratórios de IA e para o acesso à informação. Mas também há quem questione como fica a soberania digital e se há algo em vista com companhias chinesas.

    O delay na transmissão dos jogos já virou um dos personagens mais falados da Copa do Mundo de 2026. Rivaliza com o VAR e a pausa para hidratação. A essa altura, todo mundo já sabe: usar antenas digitais para ver as partidas na TV aberta evita ouvir seu vizinho gritar gol antes do narrador. Mas, já que a transmissão por streaming veio para ficar e Globoplay e CazéTV exibem cada vez mais jogos, surge a dúvida: dá para acabar de vez com o delay para partidas na internet? Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como nasce o delay, qual é o caminho percorrido pelos dados digitais até chegar à casa de quem vê as partidas e por que moradores de Campo Grande (MS) sofrem muito mais com os atrasos do que quem vive no Rio de Janeiro.

    Durou pouco e deixou saudades do que muita gente não viveu. O Fable 5, modelo da IA mais poderosa criada pela Anthropic, ficou disponível por poucos dias até que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, mandou a empresa proibir o acesso aos serviços para quem não é norte-americano. Na impossibilidade de descobrir quem é ou não nascido nos EUA, a Anthropic puxou a tomada do Fable 5. Mas neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz conta como foi usar o Fable 5 nos pouquíssimos dias em que ficou disponível. O pesquisador recorreu ao modelo para recriar um experimento voltado a reconhecer emoções expressadas em português por diferentes modelos de IA. Já realizado para outros serviços de IA no passado, o desafio agora era replicá-lo para as ferramentas atuais, que são muito mais complexas. O trabalho estava empacado, mas o Fable 5 identificou e resolveu o gargalo em 30 minutos, conta Diogo. Só não seguiu adiante, porque o pesquisador perdeu acesso a ele. E o motivo é algo que pouca gente fala sobre a IA mais poderosa da Anthropic e não tem nada a ver com a decisão de Trump.

    Sabe o reconhecimento facial que você faz para abrir contas em bancos, perfis em lojas varejistas ou em planos de saúde? Essas imagens compõem um banco de dados biométricos que está no centro de uma das maiores disputas tecnológicas do Brasil. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como a briga judicial entre Unico e Serasa deveria preocupar todos os brasileiros. Parece filme de espião, mas o caso está correndo na Justiça: a Unico, firma de verificação biométrica usada por bancos como Itaú e varejistas como o Magali, acusa a Serasa, um dos maiores birôs de crédito do país, de acessar seu sistema indevidamente e, na prática, roubar informações armazenadas em seus bancos de dados.
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    Por que seu GPS está perdido?; Anthropic pede para IA parar; IPO de SpaceX e OpenAI é fim da bolha?

    23/06/2026 | 55min
    Você não está errado ao reclamar do GPS. Usado por diversos meios de transporte, o principal sistema de localização do mundo tem falhado recorrentemente. O que você talvez não saiba é que as falhas são recorrentes no leste da Europa e na Ásia Central. Neste novo episódio de Deu Tilt, o programa do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como o GPS virou uma das vítimas preferencias em guerras pelo mundo afora como forma de desorientar armas guiadas por satélites, navios e aviões de tropas inimigas e o planejamento estratégico de forças militares rivais. Quem paga o pato, no entanto, são os habitantes dessas regiões e trabalhadores que dependem intensamente de serviços como Waze e Google Maps. É o caso de entregadores de apps de delivery e motoristas de serviços de transporte. Mas não se engane: ataques ao GPS complicam a vida de pilotos de avião e capitães de navio. Essa realidade está longe de acontecer no Brasil, mas, como há muitas reclamações sobre divergências nas rotas indicadas por Waze e Maps, Deu Tilt mostra como calibrar o GPS do seu celular.

    A Anthropic, dona do Claude, deixou o mundo boquiaberto mais uma vez, ao pedir pela suspensão do avanço da inteligência artificial. A controvérsia fica ainda maior, porque a empresa está prestes a oferecer ações na Bolsa dos Estados Unidos e precisa atrair a atenção de investidores para produtos  cada vez mais avançados. Mas há no pedido  uma artimanha da empresa de Dario Amodei, contam Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz no novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas. A empresa vai na contramão de outras figuras simbólicas, como Jensen Huang, da Nvidia, e Sam Altman, da OpenAI, que já foram vocais sobre os perigos da IA, mas agora amenizam seu impacto sobre a sociedade. Agora, é a Anthropic que levanta a bandeira vermelha. Mas ela tem cartas na manga para fazer isso.

    A SpaceX puxou a filha e protagonizou o maior IPO da história, mas logo OpenAI e Anthropic devem entrar na Bolsa de Valores e oferecer suas ações. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam se isso encerra a discussão sobre a bolha da inteligência artificial.
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    O match entre Pix e big techs; agentes de IA no WhatsApp; a nova IA do iPhone; golpe do falso amor

    16/06/2026 | 57min
    O último integrante da família Pix completa um ano de aniversário no momento em que o governo dos Estados Unidos usa o meio de pagamento mais amado do Brasil para justificar tarifas adicionais a produtos brasileiros. Não é, porém, algo trivial: essa nova modalidade do Pix abre a oportunidade para as big techs americanas atingirem um público superior a mais de 60 milhões de pessoas. Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como o Pix Automático promove uma segunda onda de democratização. A primeira, conduzida pelo surgimento do Pix, promoveu a maior onda de inclusão já vista no sistema bancário e financeiro brasileiros. Hoje, 170 milhões de brasileiros usam o meio de pagamento —ou seja, 95% da população adulta. A segunda, ainda em curso, fará os 60 milhões de cidadãos sem cartão de crédito terem a possibilidade de contratar serviços que historicamente dependem desse meio de pagamento, dominado pelas norte-americanas Visa e Mastercard. Estamos falando de assinaturas digitais de streaming, softwares, chatbots de IA, cursos online e aplicativos. As big techs, donas da maior parte dessas plataformas, estão sorrindo de orelha a orelha.

    Os agentes de inteligência artificial estão chegando ao WhatsApp. Neste novo episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como esses robôs criados para agir em nome de pessoas como se fossem gente de carne e osso estão prestes a serem liberados pela Meta no aplicativo mais usado dos brasileiros. A dupla conta como eles funcionam e qual foi o longo e tortuoso caminho da empresa de Mark Zuckerberg para chegar a este ponto, que promete ser uma das fontes de receita para recuperar os investimentos bilionários feitos na IA. Do ponto de vista do consumidor, a conversa está prestes a mudar. Como os agentes de IA  surgem como ferramenta ideal para empresas de todo porte responderem clientes a qualquer momento, é possível que visitar lojas online ou sites pessoais vire coisa do passado.

    A Apple está de estratégia nova para inteligência artificial. Neste no episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes detalham a Siri AI. A assistente pessoal recebeu uma mãozinha do Google para ficar mais esperta e virar o mordomo de iPhone e Macs. Ela vai ler mensagens, averiguar emails e bisbilhotar fotos assim que o dono dos aparelhos pedirem por algo. Será ainda a cara do Apple Intelligence, o ecossistema da Apple de IA. Recorrer a outra big tech foi a forma da empresa se reerguer após os fiascos de sua inserção no mundo da IA. Vai funcionar?

    Com a chegada da data mais esperada pelos românticos, a temporada do golpe do falso namorado chega ao auge. Neste no episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como o Dia dos Namorados faz criminosos esfregarem as mãos para tirar dinheiro de quem só está em busca de um amor para chamar de seu. A dupla explica quais são os sinais de que a promessa de relacionamento é cilada, como se prevenir e conta casos de gente que ficou de coração partido —e perdeu milhares de reais.
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    Sim, a IA te deixa burro; internet e crime organizado; um mundo só de IA

    09/06/2026 | 58min
    A inteligência artificial está corroendo a capacidade cognitiva de seus usuários. E isso é um jeito menos educado de dizer que, sim, a IA está deixando você mais burro. Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como já há estudos provando por A+B como e em que medida o uso da IA é prejudicial ao aprendizado, à formação de memória e à criatividade. Nem o tão incensado ganho de produtividade e eficiência atribuído à IA está a salvo. Outra pesquisa, dessa vez feita pela Anthropic, dona do Claude, mostra como funcionários recorrendo a ferramentas de IA até conseguem entregar suas tarefas, mas muitos deles não sabem explicar o que fizeram nem replicar os processos que os levaram ao resultado. É o “paradoxo da performance”, como explica Diogo Cortiz. Mas aí vai um alívio aos preocupados: dá para usar IA e não ficar menos inteligente. E Deu Tilt explica como.

    O Brasil não sabe de fato quantas pessoas se conectam à internet fixa. A Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) levanta o dado oficial, mas sabe que há buracos na informação, porque ela vem das provedoras de conexão. Não leva em conta as empresas clandestinas, muito menos aquelas ligadas ao crime organizado. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como uma empresa, por acaso, calculou em 12,9 milhões as conexões brasileiras fora da estatística e muito possivelmente fornecidas por operações ligadas ao crime organizado. A companhia por trás do dado é a TeiaH, do empresário Luciano Sperb, um veterano da indústria de telecomunicação com passagens por Brasil, Telecom, Oi e Vivo. Ele criou uma plataforma para auxiliar pequenos provedores de internet a reduzir a rotatividade de clientes, mas, após reunir tantos dados, começou a ver uma realidade a que autoridades públicas não têm acesso: os brasileiros com conexão fornecida por firmas clandestinas. Fora os prejuízos diretos aos consumidores, essa situação prejudica políticas públicas de democratização da internet e compromete a atuação de companhias que agem dentro da lei.

    O que acontece se criarmos mundos virtuais e jogarmos nele apenas agentes de inteligência artificial? Foi isso que fez a empresa Emergence World. Deu Tilt conta o resultado como o experimento acabou em tragédia ao mostrar a predisposição da IA para cometer crimes, como roubos e agressões; a incapacidade de criar regras para garantir a própria subsistência; e uma queda para promover dramas para lá de humanos, que passam por rixas políticas e romances que acabam em suicídio. Para conduzir o estudo, a empresa criou cinco mundos. Povou-os cada um só com agentes feitos com modelos similares (GPT, Gemini, Claude e Grok). O quinto mundo foi povoado por agentes de todos os modelos. Helton e Diogo contam o que aconteceu em cada um deles e quais foram as cenas mais impactantes.
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    IA comunista; Claude Design; a nova conta de celular da China; quem grita gol antes?

    02/06/2026 | 55min
    O novo episódio de Deu Tilt traz um panorama de como a tecnologia está impactando a nossa rotina, do mercado de trabalho à conta do celular. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz repercutem o estudo da Anthropic que aponta matemática, computação, mídia e artes como as áreas mais propensas a ter atividades substituídas por IA. Depois do impacto do Claude Code entre programadores, a empresa agora mira os designers com o Claude Design. Diogo, inclusive, já testou a ferramenta para remodelar seu próprio site e conta o que achou, quanto gastou e o futuro da profissão.

    Enquanto isso, as três maiores teles do mundo, na China, dão um passo que pode ditar o futuro da internet móvel: elas passaram a incluir os gastos com tokens de inteligência artificial direto na conta do celular, desafiando as grandes provedoras de nuvem. E como a Copa do Mundo chegou, a dupla também abre a temporada de combate ao delay. Eles explicam por que você ouve o vizinho gritar gol antes e trazem um ranking definitivo entre rádio, TV aberta e streaming, além de darem a receita para diminuir a demora do sinal. Não faz milagre, mas vai fazer você esperar bem menos para soltar o grito de emoção — ou de frustração.
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