"Mediunidade self-service". Mas, o que é isso? Afinal, há um "cardápio de mediunidade"? Ou um "buffet", onde se pode escolher o que se quer? A Mediunidade estaria "disponível" para todos os gostos e preferências, bem ao "sabor do freguês"? Como é isso?Está lançado o desafio de abordar contemporaneamente a MEDIUNIDADE, para entender o USO que dela fizeram e fazem os espíritas. Porque, à similitude dos restaurantes "a quilo" que se popularizaram no Brasil a partir da década de 1980, existe um numeroso quantitativo de espíritas ou simpatizantes do Espiritismo que entendem que a atividade mediúnica deve ser um "serviço de consulta", atendendo, assim, a satisfação da curiosidade ou para a prática da adivinhação ou da predição de fatos futuros. E, também, a prática em muitos grupos e instituições atende à prescrição de procedimentos para a saúde física e espiritual, com toda a sorte de terapias, medicamentos ou similares.Por isso, é de se questionar:1) O que estabeleceu e praticou Kardec, em termos de Mediunidade? Como eram as atividades mediúnicas da segunda metade do Século XIX, a partir da edição dos livros kardecianos? 2) Se a teoria espírita estabelece com clareza acerca do futuro da Alma (Espírito), qual a necessidade de receber "recados" espirituais sobre entes queridos falecidos? 3) O Espiritismo, na prática mediúnica, deve ser voltar à previsão de fatos pessoais ou coletivos? 4) Que características "populares" possui a mediunidade "à brasileira"? 5) Os médiuns são pessoas especiais, ou são os indivíduos em geral e as instituições que os colocam em posição de destaque?6) Quais são os atuais escolhos (problemas, dificuldades, empecilhos) para uma mediunidade "saudável"?7) O que devem fazer os espíritas estudiosos, que conhecem e entendem Kardec diante de tantas "aberrações" mediúnicas?Estes e muitos outros "motes" serão objeto de um amplo debate, característico e "marca indelével" do ECK, com a presença de Marcus Braga (DF), Wellington Balbo (BA) e Marcelo Henrique (SC)