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Renato Rocha Miranda
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  • Gear in Ear

    A Queda da Nikon e a Ascensão da Fujifilm: Mesmas Desculpas, Destinos Opostos

    09/2/2026 | 3min
    Existe um momento revelador quando duas empresas concorrentes, do mesmo país, do mesmo setor, enfrentando exatamente as mesmas condições macroeconômicas, apresentam resultados financeiros diametralmente opostos. É nesse contraste que a verdade aparece nua e crua: não é o mercado que define o sucesso. É a estratégia.
    A Nikon e a Fujifilm acabaram de publicar seus resultados financeiros do terceiro trimestre do ano fiscal de 2025. Ambas citam tarifas americanas, taxas de câmbio desfavoráveis e um mercado competitivo como desafios. Mas enquanto uma sangra milhões em prejuízo, a outra bate recordes históricos de receita e lucro.
    Vamos aos números:
    A Nikon em Queda Livre
    A Nikon reportou um prejuízo operacional de 103,6 bilhões de ienes — quase US$ 660 milhões — nos primeiros três trimestres do ano fiscal. Só no terceiro trimestre, o prejuízo operacional foi de 98,8 bilhões de ienes (US$ 629 milhões).
    Sim, parte desse rombo vem de perdas cambiais e baixas contábeis de ativos. Mas o problema vai além: a divisão de produtos de imagem, que representa quase 50% da receita total da empresa, também está em apuros. A receita caiu, o lucro operacional ficou 11 bilhões de ienes (US$ 70 milhões) abaixo das expectativas — uma queda de quase 35% em relação às projeções do ano passado.
    Mas aqui está o mais chocante: em novembro de 2024, apenas três meses atrás, a Nikon reportou crescimento saudável de 14,1% em receita e 3,6% em lucro operacional na divisão de imagem. A empresa havia vendido 410 mil câmeras no semestre e estava otimista. Fast forward para fevereiro de 2026: prejuízo de $660 milhões, projeções cortadas, executivos sem bônus. Não foi uma agonia lenta.
    Foi uma queda livre.
    E isso é ainda mais assustador do que uma crise prolongada — mostra o quão vulnerável a estratégia da Nikon se tornou quando o vento virou.
    E o mais assustador? Desde 2022, as vendas de câmeras da Nikon estão completamente estagnadas. A empresa reduziu suas projeções de 950 mil para 900 mil câmeras vendidas este ano, e de 1,4 milhão para 1,3 milhão de lentes.
    A Nikon lançou produtos excelentes recentemente: a Z5 II, a Z50 II, a câmera de cinema ZR. Mas não cresceu. E quando você não cresce num mercado onde outras empresas estão explodindo, o problema não é externo.
    A cereja do bolo? O CEO e o presidente da empresa abriram mão dos bônus e compensações em ações. Quando a alta liderança renuncia à própria remuneração, você sabe que o buraco é fundo.
    A Fujifilm em Festa

    Do outro lado da rua, a Fujifilm está comemorando.
    Receita recorde. Lucro recorde. Crescimento de 4,4% na receita geral e 14,6% na divisão de imagem em relação ao ano anterior. O lucro operacional da divisão de imagem subiu 12,9%, alcançando 55,1 bilhões de ienes (US$ 351 milhões).
    E tem mais: a empresa projeta que o quarto trimestre continuará essa trajetória ascendente, marcando o 16º ano consecutivo de aumento de dividendos.
    O que a Fujifilm fez de diferente?
    Primeiro: diversificação inteligente. Enquanto a Nikon deposita metade de suas fichas em câmeras mirrorless de alta performance para entusiastas e profissionais — um mercado que, embora estável, é limitado —, a Fujifilm investiu pesado na Instax.
    Sim, aquelas câmeras instantâneas que você vê nas mãos de adolescentes no TikTok e em festas. A linha Instax acaba de ultrapassar 100 milhões de unidades vendidas cumulativamente. E a empresa está tão confiante no produto que vai investir US$ 32 milhões para aumentar a produção em 10%.
    A Instax mini 12, mini Evo, Wide 400 e a recém-lançada mini Evo Cinema (que agora grava vídeo) estão vendendo como água. É um produto acessível, divertido, nostálgico e perfeitamente alinhado com o comportamento de uma geração que valoriza experiências tangíveis num mundo digital.
    Segundo: não abandonou o profissional. A Fujifilm continua lançando câmeras e lentes de alta performance que vendem bem. A GFX100 RF, X-M5, X-E5 e X-T30 III foram citadas como produtos de “vendas fortes”. Ou seja: a empresa consegue surfar em dois mercados simultaneamente — o de massa e o premium.
    Mesmas Desculpas, Estratégias Diferentes
    Ambas as empresas citam as mesmas dificuldades externas: tarifas americanas, câmbio desfavorável, competição acirrada. Mas uma está crescendo e a outra está afundando.
    A Nikon culpa “declínio no preço médio de venda devido a mudanças no mix de produtos” e “maiores despesas de promoção em meio ao ambiente competitivo intensificado”. Traduzindo: estamos tendo que baixar preços e gastar mais em marketing para tentar competir — e ainda assim não estamos crescendo.
    A Fujifilm, enfrentando o mesmo ambiente competitivo, está crescendo. Por quê? Porque encontrou mercados onde pode dominar (Instax), manteve relevância no segmento profissional (X e GFX) e diversificou o risco.
    A Nikon, por outro lado, continua dependente demais de um único segmento que está estagnado. E quando você coloca 50% da sua receita num mercado que não cresce, você não tem margem de erro.
    O Que Isso Significa para Você
    Se você é fotógrafo ou videomaker que usa Nikon, não precisa entrar em pânico. A empresa não vai desaparecer amanhã. Mas esses números são um sinal amarelo piscando.
    Empresas em crise financeira tendem a cortar investimento em P&D, atrasar lançamentos, reduzir suporte ao cliente e, eventualmente, aumentar preços para tentar recuperar margens. Já vimos esse filme antes com outras marcas.
    Se você está pensando em investir num sistema de câmeras novo, esses dados importam. Ecossistema de lentes, atualizações de firmware, longevidade do suporte — tudo isso depende da saúde financeira da empresa.
    E se você é da Fujifilm? Bem, aproveite. Você está num barco que não só está flutuando, como está acelerando enquanto outros afundam.
    Conclusão: Estratégia Vence Desculpas
    O mercado de câmeras está difícil? Sim. Tarifas estão pesando? Sim. Câmbio está desfavorável? Sim. Mas a Fujifilm está crescendo apesar disso tudo. E a Nikon está afundando por causa disso tudo.
    A diferença não está nas condições externas. Está nas escolhas estratégicas internas.
    E essa é a lição que vale para qualquer negócio, qualquer mercado, qualquer momento: quando todo mundo enfrenta o mesmo vento contrário, quem navega melhor é quem tem a vela ajustada corretamente.
    A Nikon precisa urgentemente ajustar a vela. Porque o vento não vai mudar tão cedo.
    E você, usa Nikon ou Fujifilm? Comenta aqui embaixo e me conta o que achou dessa análise.
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  • Gear in Ear

    Enquanto a Adobe Dormia, a Apple Acordou: Creator Studio Chega para Fechar o Cerco

    22/1/2026 | 5min
    Lembra quando falamos que a Adobe ganhou seu pior pesadelo com o Affinity gratuito? Pois é. A situação acabou de ficar exponencialmente pior.
    Na última segunda-feira, 13 de janeiro, a Apple lançou o Creator Studio: um pacote unificado de apps criativos por $12.99/mês que ataca diretamente o modelo de negócio da Adobe Creative Cloud. E não é brincadeira — é Final Cut Pro, Pixelmator Pro, Logic Pro, Motion e Compressor em uma assinatura que custa menos que um combo no McDonald’s.
    Para quem acompanhou meu texto anterior sobre o Affinity virar gratuito, a sensação é de assistir um cerco se fechar. Só que agora não é mais só o Canva mordendo pelas bordas com design simplificado. É a Apple — com seus bilhões de dólares, ecossistema fechado e lealdade fanática — entrando de frente no mercado criativo profissional.
    E a Adobe? Bem, parece que cochilou no ponto
    O Que É o Creator Studio (E Por Que Você Deveria Se Importar)
    O Creator Studio não é só um “pacote de apps” — é a Apple finalmente respondendo ao que criativos vêm pedindo há anos: uma alternativa real, integrada e acessível à Adobe.
    O pacote inclui:
    * Final Cut Pro (vídeo profissional)
    * Pixelmator Pro (edição de imagem — a resposta ao Photoshop)
    * Logic Pro (produção musical)
    * Motion (motion graphics)
    * Compressor (renderização avançada)
    Tudo por R$39,90/mês (ou R$399/ano). Estudantes pagam R$ 14,90/mês ou R$ 149/ano
    Compare com a Adobe Creative Cloud completa: $69.99/mês no plano anual, ou $839.88/ano. Mas a história não é só sobre preço.
    A Genialidade Silenciosa: IA que Resolve Problemas Reais
    Aqui está o ponto crítico que a Adobe não percebeu: ninguém quer IA que gera imagens bonitinhas. Criadores querem IA que acelera workflow.
    Enquanto a Adobe empurrou Firefly goela abaixo — uma ferramenta de IA generativa que, seríamos honestos, é mediana comparada a Midjourney ou DALL-E — a Apple focou em algo muito mais útil: inteligência aplicada a tarefas repetitivas e frustrantes.
    O Que o Creator Studio Traz de Novo:
    1. Transcript Search (Final Cut Pro) Procure palavras-chave em horas de gravação. Encontre aquela frase específica que o entrevistado disse sem precisar assistir tudo de novo. Economize literalmente horas de trabalho.
    2. Visual Search Busca por conteúdo visual dentro dos seus projetos. Quer encontrar todos os takes onde aparece um carro vermelho? Um segundo. Literalmente.
    3. Beat Detection O Final Cut agora usa o motor de IA do Logic Pro para detectar batidas em músicas e criar uma grid visual. Cortar vídeos no ritmo da música virou trivial.
    4. Montage Maker (iPad) Selecione seus clipes, escolha o ritmo, e a IA monta um vídeo dinâmico automaticamente. Perfeito para reels, stories, ou quando você só quer testar ideias rápido.
    5. Magnetic Mask (Motion) Isola e rastreia pessoas e objetos em vídeo automaticamente. O tipo de coisa que economiza dias em produções complexas.
    Percebe a diferença? Adobe vende IA como um “gerador de imagens mágicas”. Apple vende IA como um assistente silencioso que faz o trabalho chato pra você.
    E isso é devastador.
    Pixelmator no iPad: O Ataque Direto ao Photoshop
    Quando a Apple comprou a Pixelmator em novembro de 2024, muitos esperavam que ela trouxesse de volta o Aperture — o lendário concorrente do Lightroom que a Apple matou em 2015. Não foi o que aconteceu.
    Mas o que veio pode ser ainda melhor: o Pixelmator Pro agora funciona plenamente no iPad, com interface otimizada para toque e Apple Pencil. E mantém paridade completa com a versão Mac.
    Isso significa:
    * Sistema completo de camadas
    * Super Resolution por IA
    * Seleções inteligentes (masking automático)
    * Ferramentas profissionais de correção e composição
    Tudo sincronizado entre iPad e Mac. Tudo integrado ao ecossistema Apple.
    A Adobe tem o Photoshop no iPad, sim. Mas é uma versão limitada, frustrante, que sempre parece “quase lá mas não exatamente”. A Apple construiu do zero pensando em iPad — e isso se nota.
    O Modelo Híbrido: Compra Única + Assinatura
    Aqui está uma sacada inteligente que a Adobe deveria prestar atenção:
    Todos os apps do Creator Studio continuam disponíveis para compra única no Mac App Store. Quer só o Final Cut Pro? Compra uma vez, é seu pra sempre.
    Mas alguns recursos avançados de IA ficam exclusivos pra assinantes. É um modelo híbrido que respeita quem odeia assinaturas, mas incentiva quem quer o melhor.
    Compare com a Adobe: assinatura ou nada. Quer usar Photoshop? Pague todo mês ou perca acesso a tudo. Não há meio termo.
    O Cerco Se Fecha: Canva Embaixo, Apple em Cima
    Vamos recapitular a situação da Adobe em janeiro de 2026:
    Por baixo: O Canva adquiriu o Affinity e o tornou completamente gratuito. Designers, ilustradores e diagramadores migrando em massa.
    Pelo meio: A Affinity provou que apps profissionais podem ser vendidos em compra única e ainda lucrar. O DaVinci Resolve fez o mesmo com edição de vídeo.
    Por cima: A Apple entra com força total, preço agressivo, IA funcional, e o ecossistema mais poderoso do mercado criativo.
    E a Adobe? Aumentou preços em 17% em junho de 2025, empurrou IA que ninguém pediu, e continua com o mesmo Creative Cloud engessado de sempre.
    Onde a Adobe Errou (E Pode Não Ter Volta)
    A Adobe cometeu três erros fatais nos últimos anos:
    1. Tratou Clientes Como Reféns
    O modelo de assinatura obrigatória gerou revolta silenciosa. Profissionais pagavam porque “não tinha alternativa”. Agora tem.
    2. Apostou na IA Errada
    Firefly é impressionante tecnicamente, mas não resolve problemas reais. É espetáculo, não ferramenta.
    3. Parou de Inovar Onde Importa
    Quando foi a última atualização significativa do Photoshop que não fosse relacionada a IA generativa? 2020? 2019?
    Enquanto isso, a concorrência focou em velocidade, estabilidade e experiência de usuário. E venceu.
    O Que Isso Significa Para Você
    Se você é criativo — fotógrafo, designer, videomaker — está vivendo o melhor momento da história para escolher suas ferramentas.
    Vale a pena experimentar o Creator Studio? Se você está no ecossistema Apple, absolutamente. O teste grátis de um mês é sem risco.
    Dá para substituir a Adobe completamente? Depende:
    * Videomakers: Final Cut é maduro, rápido e adorado. Sim.
    * Designers/ilustradores: Pixelmator + Affinity resolvem 90% dos casos. Provavelmente sim.
    * Fotógrafos: Ainda há o desafio do suporte a RAW de câmeras novas. Talvez não (ainda).
    A Adobe vai reagir? Terá que reagir. Mas baixar preços quebraria o modelo de negócio. E melhorar produto... bem, eles tiveram anos pra fazer isso.
    O Futuro é de Quem Respeita o Cliente
    No final, essa guerra não é sobre tecnologia. É sobre respeito: o Canva respeitou criativos fazendo o Affinity gratuito. A Apple respeitou criativos cobrando preço justo. O DaVinci Resolve respeitou editores dando versão gratuita profissional.
    A Adobe? Cobrou mais caro, entregou menos, e tratou assinantes como carteira ambulante. E agora está pagando o preço.
    A revolução criativa não será televisionada. Mas será renderizada. Editada. Publicada. E a Adobe pode não estar no elenco. O Creator Studio está disponível desde 28 de janeiro na App Store. Teste grátis por 30 dias.
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  • Gear in Ear

    Dois Concursos Internacionais Imperdíveis Estão Com Inscrições Abertas

    09/1/2026 | 3min
    Galera da Obscura, se liga nessas duas oportunidades massa que podem dar aquela projeção internacional pro trabalho de vocês. Os dois concursos já estão com inscrições abertas e têm prazos até o primeiro trimestre de 2026.
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    Hasselblad Masters 2026
    O Hasselblad Masters é um dos concursos de fotografia mais prestigiados do mundo, rolando desde 2001. A edição 2026 tá recebendo inscrições até 28 de fevereiro de 2026.
    Categorias:
    * Landscape
    * Architecture
    * Portrait
    * Street
    * Art
    * Wildlife
    * Project // 21 (exclusiva para fotógrafos até 21 anos)
    Prêmios:
    Cada vencedor de categoria leva:
    * Uma câmera Hasselblad X2D II 100C
    * Duas lentes XCD à escolha
    * €5.000 em dinheiro
    Um fotógrafo ainda será nomeado o Hasselblad Master geral, título super prestigiado no mundo da fotografia.
    Por que vale a pena?
    * Aberto a todos os fotógrafos, profissionais ou não
    * Não precisa usar equipamento Hasselblad - pode participar com qualquer câmera
    * Júri formado por nomes pesados: diretor de fotografia da National Geographic, curador sênior da Foam, editor da Aperture Magazine, entre outros
    * Visibilidade internacional absurda
    Prazo: Até 28/02/2026Link: hasselblad.com/masters/2026

    IPPA Awards 2026 (iPhone Photography Awards)
    O IPPA é o concurso de fotografia mobile mais antigo do mundo, chegando na sua 19ª edição. Pode parecer nicho, mas a galera que ganha esse prêmio ganha reconhecimento mundial - é o concurso de fotografia mobile.
    Categorias:
    Abstract | Animals | Architecture | Children | Citylife/Cityscape | Landscape | Lifestyle | Nature | People | Portrait | Series (3 imagens) | Other
    Prêmios:
    * Photographer of the Year: Produto Apple (geralmente o iPhone/iPad mais recente)
    * Top 3 gerais: Produtos Apple
    * 1º lugar de cada categoria: Barra de ouro de 1g (Pamp Suisse)
    * 2º e 3º de cada categoria: Barra de platina de 1g
    Requisitos:
    * Foto tirada com iPhone ou iPad (qualquer modelo)
    * Pode usar apps iOS e lentes externas para iPhone
    * Não pode editar em programas desktop (tipo Photoshop)
    * Fotos não podem ter sido publicadas profissionalmente (posts em redes sociais pessoais tá valendo)
    Valores:
    A partir de $7.50 por imagem, com pacotes de múltiplas fotos que saem mais em conta.
    Prazo: Até 31/03/2026Link: ippawards.com

    Por que vocês deveriam considerar?
    Esses dois concursos são oportunidades legítimas de:
    * Ganhar reconhecimento internacional - os dois têm peso real no mundo da fotografia
    * Equipamento profissional (Hasselblad) ou prêmios valiosos (IPPA)
    * Networking - aparecer nesses concursos abre portas
    * Portfolio - ter trabalho premiado nesses concursos é diferencial forte
    O bacana é que são propostas diferentes: o Hasselblad é mais tradicional e aceita qualquer equipamento, enquanto o IPPA valoriza a fotografia mobile, que tá cada vez mais forte. Se você trabalha com iPhone/iPad, o IPPA é uma chance de mostrar que fotografia boa não depende só de câmera DSLR.
    Bora mandar ver! Se alguém se inscrever, depois conta aqui pra gente como foi a experiência. 📷✨
    Lembrete: leiam os regulamentos completos nos sites oficiais antes de se inscrever. As informações aqui são um resumo pra ajudar vocês a decidirem se vale a pena.
    * Hasselblad Masters 2026: hasselblad.com/masters/2026
    * IPPA Awards 2026: ippawards.com/2026-entry-form

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  • Gear in Ear

    Se Você Não Enxerga o Óbvio, Como quer Fotografar o Extraordinário?

    07/1/2026 | 1min
    Eu comecei o sábado com uma pergunta intrigante do Diogo, um seguidor do instagram, observe a dúvida dele:
    A resposta simples: não se faz conta alguma!
    Mas também não se fica chutando, ops, “testando”, como os especialistas de iluminação adoram afirmar. São as duas faces do mesmo desconhecimento, porque a resposta é fornecida para todo fotógrafo na primeira aula de qualquer curso de fotografia.
    Só que você é ensinado a não enxergar!

    Repare na imagem abaixo, mostra a relação de cargas de qualquer flash no mercado:
    Seu flash está condenado a disparar apenas variações de dobros e metades de luz, aliás, não só o seu flash, mas qualquer fonte luminosa: LEDs, luzes de cinema/TV, sua lanterna, um fósforo, a tocha de estúdio, todas as luzes precisam ser calibradas quanto à intensidade, porque a fotografia é um sistema rigidamente fechado, regulado por um severo calibrador:
    O diafragma de sua câmera

    Seu flash varia a carga em dobros e metades porque é a única quantidade que o diafragma permite entrar na câmera, essa variação é, na verdade, a linguagem, o código que qualquer fotógrafo usa para se comunicar tecnicamente: “feche um ponto, abra um ponto”, é a forma profissional de se precisar quanto de luz entra na nossa câmera.
    A abertura, a velocidade do diafragma, o ISO, as cargas, os modificadores, seu fotômetro, as distâncias, não podem variar de outra forma se não pela redução ou adição de pontos de luz. Todo o sistema depende disso!
    Por isso afirmo: o uso comum do termo ‘potência’ complica desnecessariamente algo que deveria ser simples, evidencia que toda a lógica simples é brutalmente ignorada.
    Ninguém quer que você faça cálculos
    Agora repare as intensidades de luz que surgem nas explicações complicadas sobre aquela lei que todo mundo teme, a Lei do Inverso do Quadrado:
    Afasta a fonte para 2 metros, a intensidade cai 1/4, vá para 3 metros, a intensidade chega a 1/9, para 4 metros, 1/16….veja na figura (em vermelho):
    As intensidades não coincidem! As distâncias usadas ( 2,3,4,5m…) não são bons exemplos porque geram cargas de luz que não conversam com as do seu flash, olhe novamente a comparação acima:
    * Onde está a 1/2 carga?
    * Como entra 1/9 de carga no diafragma?
    Muitos cursos de iluminação usam matemática complexa para parecer profundo, mas o resultado é o oposto: confusão desnecessária!
    A Matemática não deve ser usada para resolver rapidamente cálculos na sua mente, mas para que você desenvolva a maior habilidade de um fotógrafo:
    Observar o que ninguém vê!

    As distâncias devem ser ajustadas
    Essa é a consequência de uma contemplação minuciosa da Lei, que guarda outra vantagem estratégica: esse ajuste servirá para qualquer fonte luminosa!
    Uma vez que o fotógrafo observador descobre quais posições deve usar, obtêm-se uma informação que naturalmente o destaca dos demais: o domínio completo da movimentação de qualquer luz durante um ensaio.
    Eu tenho certeza de que você está duvidando do que eu escrevi acima, de que não só as posições, mas todas as variações de qualquer luz, já são conhecidas, mas eu posso provar da forma mais tranquila possível
    Escrevi a CODEX LUCIS, um pacote especial de 3 ebooks revelando toda a dinâmica da luz, além de únicos no Brasil, aprimoram os três tipos de fotógrafos que mais me pediram ajuda:
    1-EX TENEBRIS
    Nesse livro eu peço que o fotógrafo esqueça qualquer chute, conta ou tentativa e erro e faça uma simples observação, que apenas repare em um detalhe da Lei do Inverso. As informações oriundas dessa observação revelam todo o comportamento da luz sem qualquer conta ou habilidade matemática, apenas descrevendo o que a Lei nos sugere na Fotografia.
    É o seu ponto de largada para a compreensão luminosa. Chega de decorar fórmulas!
    2-Número Guia: Manual Prático
    Fotógrafos não acreditam quando revelo que é possível compreender a iluminação sem qualquer conta, mas o que ainda não perceberam é que o Número-Guia é um tradutor da Lei para a Fotografia.
    Ele confirma numericamente o que foi observado visualmente e, calma! Por “numericamente” eu me refiro a relações como 2 x 4, 5 x 2, 10 x 4, contas de padaria, se você consegue pensar nos resultados acima, sabe iluminar já!
    É o livro ideal para aqueles que desejam saber o motivo de tudo ser como é, da explicação racional da teoria de iluminação. Domine a luz antes de ligar o flash!
    Como descobrir a Carga do Flash em 3s
    Prepare-se para ficar com raiva do tanto de tempo e dinheiro que você perdeu com explicações alucinadas como “confie no processo”, “chuta 1/32, depois vai para 1/8, até aparecer algo no LCD da câmera', “a potência do flash se conhece testando”….
    São 3 passos que o fotógrafo precisa fazer para conhecer a carga exata para qualquer exposição, 3 passos! Não se faz conta, chute, estimativa e muito menos dependência de fotômetro.
    Esse é o livro ideal para quem “precisa fazer um casamento no sábado e não pode errar o flash”, para quem busca o resultado prático. Segurança total no seu próximo evento!
    Até hoje, você foi vítima de explicações ruins e a culpa não era sua. Mas agora que você viu a lógica, voltar para o escuro é uma escolha.
    Não aceite menos do que o domínio total da sua fotografia. A clareza que separa os amadores dos profissionais está a um clique e por uma oferta especial:
    ⏰ Oferta expira em 9 Janeiro (sexta)✅ Garantia de 7 dias 💳 Parcelamento disponível
    Os três ebooks completos de R$ 99 por R$ 57 !



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    Por Que Seu Concorrente Vai Te Engolir em 2026 (E Como Você Pode Virar o Jogo Antes)

    29/12/2025 | 15min
    Neste episódio especial da Obscura, colocamos a Inteligência Artificial para debater a "verdade brutal" sobre o mercado de fotografia para 2026. Baseado em dados recentes (incluindo insights de Neil Patel), dissecamos o movimento silencioso que está separando quem prospera de quem está prestes a perder relevância.
    O que você vai ouvir (e ver) neste episódio:
    A Ilusão da IA: Por que conteúdo humano está performando 94% melhor e como usar isso a seu favor.
    O "Erro Fatal" de SEO: Como a busca por voz mudou o jogo e por que seu site pode estar invisível.
    A Matemática do Tráfego: A proporção áurea 40/60 entre tráfego pago e orgânico que enche agendas.
    O Fator WhatsApp: Como recuperar os 30% de receita que você está deixando na mesa por falta de agilidade.
    🎥 Assista ao vídeo incoporado no post para acompanhar os dados na tela enquanto ouve a discussão.
    4. Timestamps Sugeridos (Capítulos)
    (00:00) Intro: O mercado está mudando (e rápido)
    (02:15) A Ironia da IA: Por que o "humano" vale mais
    (04:30) SEO e Busca por Voz: Você pesquisou seu nome hoje?
    (06:45) Vídeos Curtos: A arma secreta dos bastidores
    (09:20) A morte (exagerada) do E-mail Marketing
    (11:40) Estratégia de WhatsApp e Atendimento
    (14:10) Tráfego Pago x Orgânico: A regra 40/60
    (16:30) Conclusão: Onde focar sua energia agora


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