269 episódios
- Contar para o filho que estava com câncer novamente foi uma das partes mais difíceis para Thais. Em casa, ela precisou explicar que tinha câncer de mama e que, nos próximos meses, enfrentaria uma cirurgia e um tratamento.
Thais já acompanhava nódulos nas mamas e, depois de tratar um câncer de tireoide em 2023, seguia fazendo seus exames.
Em 2025, uma mamografia mostrou que um nódulo havia crescido e o diagnóstico confirmou um tumor maligno na mama esquerda.
A notícia chegou por telefone quando ela voltava de um almoço com amigas.
Ao desligar, veio o choque, o choro e ela não conseguiu dirigir nem trabalhar naquele dia.
Mas era preciso encarar o tratamento e suas consequências. Seu cabelo, que chegava ao meio das costas, começou a cair em grandes tufos.
Até que, no meio do Carnaval, Thais decidiu raspar a própria cabeça. Foi assim que muita gente descobriu que ela estava em tratamento.
Durante a quimioterapia, as amigas se revezavam para acompanhá-la no hospital. Entre uma sessão e outra, havia espaço para piadas, comida e risadas. Essa rede de apoio foi fundamental para fazer das horas de quimio um encontro de amigas.
Thais também passou por uma cirurgia para retirar as duas mamas e fazer a reconstrução e aprender a reconhecer seu novo corpo e seu novo cabelo, até porque o câncer não termina quando acaba após a quimioterapia ou a cirurgia.
A história da Thais foi contada em parceria com a Daiichi Sankyo para ampliar a conscientização sobre o câncer de mama HER2-positivo e informar sobre a importância de conhecer as características da doença.
Conteúdo informativo e educacional. Não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Não há menção a tratamentos ou recomendações terapêuticas.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e institucional, sem finalidade promocional ou comercial. Material destinado ao público geral.MNP-00898 - Outubro/2026.
#CancerdeMama #CancerdeMamaHER2Positivo *publi - Aos 42 anos, Kau já conhecia o câncer de perto, mas foi preciso viver o diagnóstico para entender que algumas histórias começam de um jeito que ninguém imagina.
Tudo começou com uma bolinha ao lado do umbigo, dor abdominal na região pélvica, sensação de bexiga cheia, cansaço, fadiga e um pequeno sangramento vaginal. Kau acreditou que fosse uma hérnia, talvez consequência dos treinos intensos que faziam parte da sua rotina..
Até que, duas semanas depois, uma dor aguda a levou ao hospital. Os médicos encontraram uma massa volumosa e decidiram realizar uma cirurgia exploratória de urgência.
Foi só depois da cirurgia que veio o diagnóstico: câncer de ovário metastático, associado a uma mutação no gene BRCA1. O choque foi enorme, mas, diante dele, Kau escolheu encarar.
Durante a pandemia, atravessou o tratamento com o apoio da família, dos amigos e dos filhos, que acompanharam cada etapa. Sete anos depois, ela segue convivendo com a doença e transformando a própria experiência em acolhimento para outras pessoas.
Em suas fases iniciais, o câncer ginecológico pode apresentar sintomas inespecíficos como distensão e dor abdominal, alterações gastrointestinais e mudanças nos hábitos intestinais ou urinário. Por isso, sinais persistentes devem ser investigados.¹
Hoje, Kau entende sua jornada como um exercício diário de cuidado, presença e coragem. Sua história foi contada em parceria com a AstraZeneca para conscientização sobre o câncer de ovário.
¹FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Câncer de Ovário: sintomas da doença podem ser confundidos com outras patologias e resultar em um diagnóstico tardio. 23 maio 2024. Disponível em: febrasgo.org.br. Acesso em: set. 2026.
Conteúdo patrocinado por AstraZeneca. BR-54905. Aprovado em Outubro de 2026. Material destinado ao público geral. Este material informativo não substitui a conversa com profissional da saúde. Não tome nenhum medicamento sem ter recebido orientação médica. Propriedade da AstraZeneca Brasil. Todos os direitos reservados. - Marta cresceu acreditando que tinha apenas dois irmãos, mas na adolescência descobriu que existia um terceiro: Márcio, filho do mesmo pai, mas de outra família.
Filha de uma relação que aconteceu fora do casamento, Marta foi criada sem saber que o homem que a criava não era seu pai biológico. A verdade só apareceu quando ela já era adolescente, quando sua mãe, preocupada com os namoros da filha, repetia para ela não se envolver com nenhum Márcio.
Foi assim que ela descobriu que tinha um outro irmão, mais velho que ela, filho do seu pai biológico.
Aos 29 anos, depois de ouvir da mãe que ela era a cara do pai biológico, Marta decidiu procurá-lo. Encontrou seu nome na lista telefônica e marcou um primeiro encontro.
Foi na Praça da Sé, em um dia de garoa no fim do ano. Marta esperou escondida atrás de um presépio, com medo de atravessar a praça e descobrir quem era aquele homem. Quando finalmente se aproximou, ele reconheceu nela o rosto de uma das filhas mais novas.
Mas havia outra pessoa que Marta ainda tinha medo de encontrar: o Márcio. Ela temia que ele carregasse alguma mágoa por sua existência. Até que, um dia, o telefone da Marta tocou. Era o Márcio.
O medo durou pouco porque os dois se aproximaram, descobriram semelhanças, passaram a frequentar a casa um do outro e construíram uma relação de irmãos.
Anos depois, fizeram um teste de DNA que confirmou aquilo que, para eles, já estava escrito: Marta e Márcio eram filhos do mesmo pai.
Marta nunca quis transformar essa história em uma disputa entre culpados. Para ela, não existem vilões na história, todos ali eram adultos e fizeram suas escolhas, assumiram as consequências e seguiram a vida.
E, nessa vida, Marta foi bem criada pela mãe, manteve o amor pelo pai que a criou, criou laços com seu pai biológico e ainda ganhou um irmão.
Hoje, ela e Márcio se amam. Isso mostra que algumas histórias de família não precisam terminar com culpados ou vítimas. Às vezes, elas podem terminar com duas pessoas que nasceram separadas, se encontraram depois de adultas e escolheram, simplesmente, caminhar juntas. Cresci vendo minha mãe sofrer violência doméstica e precisei protegê-la aos 13 anos
24/09/2026 | 12minIsabela tinha três anos quando começou a guardar na memória cenas que nenhuma criança deveria precisar lembrar. O pai agredia a mãe dentro de casa, e ela ainda se recorda da mesa, da irmã atrás dela e do lugar exato onde ele estava quando um soco quebrou os dentes da mãe.
A mãe tinha cinco filhos e não podia trabalhar porque o marido não permitia. Quando ele ficou doente e deixou de ser caminhoneiro, a família passou a enfrentar dificuldades, até que ela voltou a fazer unhas para sustentar a casa.
Mesmo trabalhando, a mãe continuava sendo controlada. O marido aparecia bêbado no trabalho, fazia escândalos e, dentro de casa, qualquer motivo podia virar violência física.
Isabela cresceu naquele ambiente conturbado até que, aos 13 anos, chegou em casa e encontrou o pai agredindo novamente a mãe. Pela primeira vez, sentiu que era grande o suficiente para enfrentá-lo, pegou um pedaço de madeira e entrou na sala. Aquele seria o último dia que ele levantaria a mão para alguém dentro daquela casa.
A violência diminuiu depois disso e anos depois, o pai morreu. Para Isabela e a família, a morte trouxe uma sensação inesperada de alívio.
Foi também depois disso que ela viu a mãe reconstruir a própria vida, as duas voltaram a estudar juntas e sua mãe chegou à faculdade, mudando a realidade da família.
Anos depois, já casada, Isabela viveu a própria violência doméstica. Grávida, foi agredida pelo companheiro e conseguiu fugir quando ele saiu para trabalhar. Com as coisas que conseguiu carregar, foi para a casa da mãe.
Quando abriu o portão, encontrou o acolhimento que talvez mais precisasse naquele momento. Ali, entendeu que tinha uma casa, tinha uma família e tinha para onde voltar para encerrar aquele ciclo.
A partir da própria experiência, Isabela passou a trabalhar para que outras mulheres e crianças tenham acesso às possibilidades que sua mãe não teve.
Hoje, ela carrega a ausência da mãe, que morreu em 2024, mas também tudo o que aprendeu com ela.- Em poucos anos, Keila Maria perdeu o filho, o pai, o marido e a mãe. Mas, em meio a tantos lutos, encontrou uma missão que fez com que ela continuasse de pé: cuidar de 110 pessoas com deficiência.
Em 2017, seu filho morreu em um acidente de carro no interior do Ceará, aos 24 anos. A notícia chegou de forma inesperada, e Keila entrou em um período de profunda depressão. Ela, que tinha uma vida confortável e muitos bens, percebeu que nada daquilo era capaz de preencher o vazio que ficou.
Foi então que recebeu um convite para assumir um instituto que estava fechado e cuidar de pessoas com deficiência. Começou com sete assistidos. Um ano depois, já eram 30.
Enquanto reconstruía a própria vida, Keila precisou enfrentar outros lutos: do pai, marido e da própria mãe. Nesse meio tempo, já havia 110 pessoas esperando por ela no Instituto Léa Rosenberg.
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