Separadas na infância, Maria, Geisa e Edna se reencontraram por acaso 50 anos depois.
Mesmo crescendo com a ausência umas das outras, as três passaram a vida inteira tentando se encontrar.
Geisa, Maria e Edna nasceram em Minas Gerais, parte de uma família de cinco irmãos que foi desfeita cedo demais. Depois da separação dos pais, foram levadas para São Paulo com a promessa de um recomeço, mas o que veio foi outra ruptura. Ainda pequenas, foram separadas e entregues a diferentes famílias.
Cada uma seguiu um caminho sozinhas.
Geisa lembrava que tinha irmãs, mas não sabia onde elas estavam, mas essa conversa não era aberta dentro de casa com seus pais de criação.
15 anos depois, uma vizinha chegou nela e disse que tinha o endereço de uma das suas irmãs. Era o endereço de Maria e a Geisa, sem saber o que esperar, foi bater naquela porta.
Quando a porta se abriu, o abraço veio antes de qualquer palavra. E, pela primeira vez em muitos anos, ela deixou de se sentir sozinha.
50 depois, o destino ainda guardava mais um reencontro para as irmãs.
Edna apareceu de forma improvável, dentro de um hospital, no meio de um plantão. Na verdade, não foi ela quem apareceu, mas a Bete, que reconheceu na Geisa, que era a enfermeira responsável por sua filha internada, uma semelhança com a Edna, sua amiga.
Em poucos minutos, a vida voltou a se reorganizar 50 anos depois da separação, as irmãs voltavam a se reconhecer.
O encontro foi urgente, intenso como se o tempo perdido precisasse ser compensado ali, naquele instante.
Depois vieram os churrascos, os filhos, os sobrinhos, a construção de uma família que nunca deixou de existir, só estava espalhada.
Agora, entre lembranças e presenças, existe uma esperança de encontrar a quarta irmã, a Nelly.
Mas, dessa vez, a espera é diferente. Ela vem acompanhada de algo que nunca mais faltou: a certeza de que, mesmo separadas, elas sempre pertenceram umas às outras.