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Manhãs com Jesus

Bruno Serafim da Luz
Manhãs com Jesus
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  • Como discernir a voz de Deus? - Deuteronômio 18

    29/05/2026 | 2min
    Como discernir a voz de Deus?
    Leitura: Deuteronômio 18

    Seleção
    Dt 18.15O Senhor, seu Deus, fará com que do meio de vocês, do meio dos seus irmãos, se levante um profeta semelhante a mim; a ele vocês devem ouvir.

    Observação
    Vivemos cercados por vozes que tentam conduzir a nossa vida. Especialistas, influenciadores, pastores, ideologias, opiniões e conselhos disputam a nossa atenção todos os dias. Muitos prometem direção, felicidade, segurança e sentido. Mas, em meio a tantas vozes, a pergunta mais importante é: a quem estamos realmente ouvindo?

    Em Deuteronômio 18, Moisés está preparando o povo para sua partida. Durante muitos anos, ele havia sido usado por Deus para conduzir Israel, transmitir a Lei e interceder pelo povo. Mas Moisés não viveria para sempre. Por isso, Deus promete levantar um profeta semelhante a ele, alguém que falaria as palavras do próprio Senhor. E a orientação era clara: “A ele vocês devem ouvir”.

    Ao longo da história de Israel, Deus levantou profetas que chamaram o povo ao arrependimento e anunciaram sua vontade. No entanto, nenhum deles cumpriu plenamente essa promessa. No Novo Testamento, compreendemos que ela apontava definitivamente para Jesus Cristo. Ele não é apenas mais um mensageiro de Deus; Ele é o Filho eterno, a revelação perfeita do Pai, o Profeta prometido que veio anunciar a verdade e realizar a nossa salvação.

    Por isso, ouvir Jesus não significa apenas admirar seus ensinamentos ou conhecer suas palavras. Significa crer no evangelho, abandonar nossos próprios caminhos e submeter toda a vida ao seu senhorio. Cristo fala sobre pecado, graça, arrependimento, perdão, santidade, amor e eternidade. Sua voz nem sempre confirma aquilo que desejamos, mas sempre nos conduz à vida.

    Em meio a tantas vozes, não precisamos correr atrás de novidades espirituais para encontrar direção. Deus já falou de modo definitivo em seu Filho. Portanto, abra a Palavra, contemple Cristo, confie em suas promessas e obedeça aos seus mandamentos. A voz que salva é também a voz que deve conduzir cada passo da nossa caminhada. Medite nisso!

    Petição
    Senhor, em meio a tantas vozes, ajuda-me a ouvir Jesus acima de todas elas. Dá-me um coração humilde para crer em sua Palavra e obedecer aos seus caminhos.

    Aplicação
    Hoje, lerei um trecho dos Evangelhos, perguntando: “O que Jesus está me ensinando e em que área preciso obedecê-lo?”
  • Deus aceita qualquer tipo de adoração? - Deuteronômio 17

    28/05/2026 | 2min
    Deus aceita qualquer tipo de adoração?
    Leitura: Deuteronômio 17

    Seleção
    Dt 17.1Não sacrifiquem ao Senhor, seu Deus, um novilho ou uma ovelha em que haja imperfeição ou algum defeito grave, pois isto é abominação ao Senhor, seu Deus.

    Observação
    Vivemos em uma época em que muitas pessoas tratam Deus como alguém que deve se contentar com qualquer espaço que sobra na agenda. Quando há tempo, oram. Quando há disposição, servem. Quando nada mais compete pela atenção, lembram-se do Senhor. Assim, oferecem a Deus as sobras da energia, do tempo, dos afetos e da devoção.

    Em Deuteronômio 17, Deus proíbe o povo de oferecer em sacrifício um animal defeituoso ou imperfeito. A ordem não significava que Israel poderia comprar o amor do Senhor entregando algo melhor. Deus já havia libertado, conduzido e amado o seu povo. Porém, exatamente porque Ele era o Deus da aliança, deveria ser honrado com reverência e sinceridade.

    Oferecer um animal defeituoso seria demonstrar que Deus não era digno do melhor. Seria guardar para si aquilo que tinha valor e entregar ao Senhor aquilo que não faria falta. Além disso, o capítulo também condena severamente a idolatria, mostrando que o problema não estava apenas na qualidade do sacrifício, mas no coração dividido do adorador. Deus não aceita ser tratado como mais uma opção entre tantos outros amores.

    Nós também corremos esse perigo. Podemos frequentar cultos, cantar, ofertar e servir, enquanto nosso coração permanece dominado pelo dinheiro, pelo conforto, pelo reconhecimento, pelo prazer ou pelo controle. Podemos oferecer práticas religiosas a Deus sem entregar verdadeiramente nossa vida a Ele.

    Em Cristo, não oferecemos sacrifícios de animais, pois Jesus já se entregou como o sacrifício perfeito e definitivo por nossos pecados. Agora, alcançados por sua graça, somos chamados a oferecer nossa vida ao Senhor como oferta de gratidão, reverência e inteira devoção. Deus não merece nossas sobras. Ele nos amou por inteiro; por isso, somos chamados a viver inteiramente para Ele. Medite nisso!

    Petição
    Senhor, perdoa-me pelas vezes em que Te ofereço apenas as sobras da minha vida. Livra-me de um coração dividido e ensina-me a viver inteiramente para Ti, em resposta ao amor que recebi em Cristo.

    Aplicação
    Hoje, identificarei uma área da minha vida em que tenho oferecido a Deus apenas as sobras e tomarei uma decisão prática de priorizá-lo.
  • Uma colheita espiritual - Deuteronômio 16

    27/05/2026 | 1min
    Uma colheita espiritual
    Leitura: Deuteronômio 16

    Seleção
    Dt 16.10Celebrem a Festa das Semanas ao Senhor, seu Deus, com ofertas voluntárias trazidas por vocês, segundo o Senhor, seu Deus, os tiver abençoado.

    Observação
    Em Deuteronômio 16, Deus orienta seu povo a celebrar a Festa das Semanas. Depois de sete semanas do início da colheita, Israel deveria se reunir diante do Senhor para agradecer pela provisão recebida. Era uma celebração marcada por alegria, ofertas voluntárias e generosidade. O povo reconhecia que a terra, a chuva e os frutos vinham das mãos de Deus.

    Séculos depois, essa mesma festa passou a ser conhecida como Pentecostes, palavra que significa “quinquagésimo dia”. Foi justamente durante Pentecostes que os discípulos estavam reunidos em Jerusalém e o Espírito Santo foi derramado sobre eles. O som de um vento impetuoso encheu a casa, línguas como de fogo apareceram, e eles começaram a anunciar as grandezas de Deus em diferentes idiomas.

    A festa que celebrava a colheita dos campos tornou-se cenário de uma colheita espiritual. Pela ação do Espírito Santo, Pedro anunciou Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado, e cerca de três mil pessoas se arrependeram, foram batizadas e acrescentadas à igreja naquele dia.

    Mas essa verdade também alcança a nossa vida. O Espírito Santo não foi dado para que vivamos uma fé acomodada, confortável e centrada em nós mesmos. Ele habita em nós para que vivamos uma vida como testemunhas de Cristo. Porque se fomos alcançados por Ele, também somos chamados a participar da sua colheita: anunciando o evangelho, amando o próximo e apontando para o único que pode perdoar pecadores, Jesus. E você? Quer participar dessa colheita?

    Petição
    Senhor, obrigado pelo teu Espírito. Enche minha vida de amor por Jesus e coragem para testemunhar de seu nome.

    Aplicação
    Hoje, orarei por uma pessoa e buscarei uma oportunidade de falar sobre Jesus a ela.
  • Graça recebida, generosidade ofertada - Deuteronômio 15

    26/05/2026 | 2min
    Graça recebida, generosidade ofertada
    Leitura: Deuteronômio 15

    Seleção
    Dt 15.7 Se houver algum pobre entre vocês, no meio dos seus irmãos, em alguma das cidades de vocês, na terra que o Senhor, seu Deus, lhes dá, não endureçam o seu coração, nem fechem as mãos a seu compatriota pobre

    Observação
    Vivemos em um tempo em que é fácil nos acostumarmos com a dor dos outros. Vemos pessoas enfrentando fome, desemprego, dívidas, enfermidades e necessidades profundas, mas, muitas vezes, seguimos a vida como se aquilo não tivesse relação conosco. Aos poucos, o coração vai se tornando insensível e as mãos vão se fechando.

    Em Deuteronômio 15, Deus orienta Israel a cuidar dos pobres que surgissem no meio do povo. A cada sete anos, as dívidas deveriam ser canceladas, impedindo que a pobreza se transformasse em uma prisão permanente. Além disso, ninguém deveria negar ajuda ao necessitado por medo de não receber o valor de volta.

    O Senhor conhecia o perigo do egoísmo. Por isso, a ordem era clara: “não endureçam o coração, nem fechem a mão”. O povo deveria se lembrar de que tudo o que possuía vinha de Deus. A terra, a colheita, os rebanhos e a prosperidade eram dádivas do Senhor. Assim, repartir com o necessitado era uma resposta de gratidão pela misericórdia recebida.

    Na Nova Aliança, não estamos submetidos à legislação civil de Israel da mesma maneira. No entanto, o princípio permanece: quem foi alcançado pela graça de Deus não pode viver indiferente à dor do próximo. Em Cristo, recebemos perdão, acolhimento e uma herança que jamais poderíamos conquistar. Deus abriu as mãos para nós quando nada tínhamos para oferecer.

    Por isso, a generosidade deve ser uma marca dos filhos de Deus. Talvez não consigamos resolver todas as necessidades ao nosso redor, mas podemos enxergar, acolher, repartir e servir. Um coração que compreendeu a graça não pergunta apenas: “Quanto isso vai me custar?”, mas também: “Como posso demonstrar o amor que recebi?”. Medite nisso!

    Petição
    Senhor, livra-me de um coração endurecido e de mãos fechadas. Ajuda-me a reconhecer tudo o que recebi de Ti e a demonstrar tua graça por meio da generosidade e do cuidado com os necessitados.

    Aplicação
    Hoje, procurarei identificar uma necessidade concreta ao meu redor e ajudarei de forma prática e generosa.
  • Devo dar meu dízimo para a igreja? - Deuteronômio 14

    25/05/2026 | 2min
    Devo dar meu dízimo para a igreja?
    Leitura: Deuteronômio 14

    Seleção
    Dt 14.22Certamente vocês devem dar o dízimo de todo o fruto das suas sementes, que ano após ano se recolher do campo. 

    Observação
    O apóstolo Paulo ensina a Timóteo que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os tipos de males” (1Tm 6.10). Perceba: ele não afirma que o dinheiro, em si mesmo, seja mau, mas que o amor ao dinheiro corrompe o coração. Por meio dele, podemos buscar prazer, conforto, experiências, segurança, reconhecimento e status. Por isso, é tão fácil transformá-lo em ídolo. Não é por acaso que o próprio Jesus afirmou que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus (Mt 19.24). O problema não é possuir recursos, mas permitir que os recursos possuam o nosso coração.

    Em Deuteronômio 14, Moisés também instrui o povo sobre a forma de lidar com a provisão recebida. Israel deveria separar o dízimo da produção anual da terra e apresentá-lo diante do Senhor, celebrando com gratidão a bondade de Deus. Além disso, a cada três anos, esse dízimo deveria ser recolhido nas cidades para suprir os levitas, os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Assim, a provisão divina deveria produzir adoração, alegria e cuidado com os necessitados.

    Perceba a lógica do texto: Deus dava ao povo terra, chuva, sementes, força e colheita. Em resposta, Israel deveria reconhecer que tudo vinha das mãos do Senhor. A generosidade não era uma tentativa de comprar bênçãos, mas uma expressão prática de gratidão e dependência. Quem havia recebido de Deus deveria aprender a celebrar diante dele e repartir com aqueles que mais precisavam.

    Ainda que hoje vivamos na Nova Aliança e não estejamos submetidos às leis cerimoniais e civis de Israel da mesma maneira, o princípio da generosidade permanece. O cristão não pode viver como se tudo o que recebe pertencesse apenas a si mesmo. Quando alguém retém seus recursos por avareza, indiferença ou apego ao conforto, revela que ainda não compreendeu plenamente a graça daquele que lhe dá todas as coisas.

    Por isso, contribuir com alegria na igreja local onde congregamos é um ato de amor, gratidão e fé. É amor, porque respondemos ao Deus que nos amou primeiro. É gratidão, porque reconhecemos que tudo vem dele. E é fé, porque confiamos que o Deus que sustentou nossa vida até aqui continuará cuidando de nós. Exercite a generosidade!

    Petição
    Senhor, ajuda-me a não amar ao dinheiro. Ajuda-me a exercitar a generosidade e a investir na tua obra ao redor da Terra.

    Aplicação
    Exercitarei a generosidade.
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Sobre Manhãs com Jesus
Palavras de encorajamento, consolo e exortação, para corações que desejam viver uma íntima relação com Jesus. Me chamo Bruno Serafim da Luz, sou pastor da Aviva igreja cristã, na cidade de Criciúma, SC. Casado com a Lela, pai da Malu e da Laura. Formado em Teologia pelo Seminário Martin Bucer. Mestre em Neurociências pelo Instituto de Psicologia da USP.
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