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- Quando não sabemos o que fazer
Leitura: 2 Crônicas 20
Seleção
2 Cr 20.12Ó nosso Deus, acaso não executarás o teu juízo contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós. Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos estão postos em ti.
Observação
Existem momentos em que nenhuma solução parece suficiente. O problema é maior do que nossos recursos, e não conseguimos enxergar o próximo passo. Nessas situações, o medo pode nos levar ao desespero, mas também pode revelar quanto precisamos do Senhor.
Foi o que aconteceu com Josafá. Quando soube que uma grande multidão avançava contra contra seu povo, Josafá ficou com medo. Contudo, ele não permitiu que o medo determinasse sozinho sua reação: decidiu buscar o Senhor, convocou um jejum e reuniu o povo. A crise tornou-se uma ocasião de oração coletiva e dependência.
Josafá começou reconhecendo quem Deus é. Recordou sua soberania sobre as nações, seu poder incomparável e sua aliança com o povo. Depois apresentou a ameaça e confessou com humildade: “Não sabemos o que fazer.” Sua oração não foi sustentada pela capacidade de Judá, mas pelo caráter e pelas promessas do Senhor.
Também enfrentamos situações em que planejamento, experiência e recursos não bastam. Confessar nossa incapacidade não é falta de fé. É abandonar a ilusão de controle e dirigir os olhos para Deus. Buscar o Senhor não elimina necessariamente o medo, mas impede que ele ocupe o lugar de governo em nosso coração.
Em Cristo, temos a demonstração definitiva de que Deus age por aqueles que não podem salvar a si mesmos. Na cruz, Jesus venceu a batalha contra o pecado e a morte que jamais poderíamos vencer. Por isso, quando não soubermos o que fazer, podemos orar, obedecer ao que já está claro nas Escrituras e descansar na graça daquele que permanece soberano.
Petição
Senhor, quando eu não souber o que fazer, desvia meus olhos do medo e firma-os em Cristo, meu Salvador e auxílio.
Aplicação
Hoje apresentarei ao Senhor uma situação que não consigo resolver, confessando minha limitação e recordando três verdades bíblicas sobre quem ele é. - Arrependimento que muda caminhos
Leitura: 2 Crônicas 19
Seleção
2 Cr 19.4Josafá morou em Jerusalém. Ele tornou a passar pelo povo desde Berseba até a região montanhosa de Efraim e fez com que o povo voltasse ao Senhor, o Deus de seus pais.
Observação
Diante de um pecado, podemos reconhecer o erro, sentir tristeza e até pedir perdão, mas continuar percorrendo o mesmo caminho. O arrependimento bíblico não é apenas uma emoção intensa e momentânea; mas envolve mudança de direção e atitudes coerentes com a verdade reconhecida.
Foi o que fez Josafá. Depois de voltar da guerra, o rei foi confrontado pelo profeta Jeú por ter ajudado Acabe. Sua aliança imprudente havia colocado sua vida e seu povo em perigo. Contudo, diferentemente de outros reis que reagiram com orgulho à correção, Josafá permaneceu em Jerusalém e depois percorreu novamente o território de Judá.
Dessa vez, sua influência foi usada para conduzir o povo de volta ao Senhor. Ele também estabeleceu juízes nas cidades e os advertiu a agir com temor, justiça e imparcialidade. Josafá não poderia apagar sua decisão anterior, mas podia corrigir o rumo de sua liderança e reorganizar suas responsabilidades segundo a vontade de Deus.
Também existem erros cujas consequências não podemos eliminar. Ainda assim, a graça nos chama a fazer o que está ao nosso alcance: confessar o pecado, abandonar práticas, reparar danos e estabelecer novos limites. Essas atitudes não compram o perdão; são frutos de um coração alcançado pela misericórdia divina.
E, em Cristo, encontramos tanto perdão quanto poder para mudar. Jesus suportou a condenação por nossos caminhos errados e, por seu Espírito, nos conduz por uma nova direção. Não precisamos esconder o fracasso nem permanecer presos a ele. Recebidos pela graça, podemos levantar, corrigir o caminho e voltar a obedecer.
Petição
Senhor, concede-me arrependimento verdadeiro. Pela graça de Cristo, ajuda-me a abandonar caminhos errados e a realizar as mudanças que a obediência exige.
Aplicação
Hoje identificarei uma mudança concreta necessária após um erro reconhecido e darei o primeiro passo para corrigi-lo. - Quando a verdade confronta
Leitura: 2 Crônicas 18
Seleção
2 Cr 18.13Micaías respondeu: Tão certo como vive o Senhor, o que o meu Deus me disser, isso falarei.
Observação
Geralmente não procuramos conselhos com o coração completamente aberto. Muitas vezes, já decidimos o que desejamos fazer e buscamos apenas alguém que confirme nossa escolha. Mas, quando somos confrontados, podemos ignorar aquela verdade dita a nós.
Foi o que aconteceu com o rei Acabe que havia decidido atacar Ramote-Gileade. Diante de Josafá, reuniu quatrocentos profetas, e todos anunciaram vitória. A unanimidade parecia convincente, mas aqueles homens apenas repetiam o que o rei desejava ouvir. Acabe não procurava conhecer a vontade de Deus; queria apenas confirmar sua decisão com aprovação espiritual.
O profeta Micaías também foi convocado, mas recebeu a orientação de concordar com os demais. Ele, porém, declarou que falaria somente o que Deus dissesse. Sua mensagem revelou que a aparente concordância dos profetas fazia parte do juízo sobre Acabe, que havia rejeitado repetidamente a verdade. Mesmo sozinho e ameaçado, Micaías não adaptou a Palavra aos desejos do rei.
Também podemos escolher igrejas, pregadores ou conselheiros porque confirmam nossas opiniões. Entretanto, a verdade não é estabelecida pela popularidade nem pelo conforto que produz. Precisamos aproximar-nos das Escrituras dispostos a ser corrigidos. A graça nos liberta da necessidade de defender cada decisão e nos permite admitir: “Eu estava errado.”
Essa liberdade encontra seu fundamento em Cristo. Jesus é a verdade encarnada e também aquele que suportou o juízo devido à nossa resistência. Por estarmos unidos a Ele, a correção de Deus não busca nossa condenação, mas nossa restauração. Sua Palavra pode ferir nosso orgulho, porém conduz ao arrependimento, à vida e à segurança da graça.
Petição
Senhor, livra-me de procurar apenas palavras que confirmem meus desejos. Dá-me humildade para receber tua verdade e obedecer pela graça de Cristo.
Aplicação
Hoje examinarei uma decisão já tomada e perguntarei honestamente se estou buscando a direção das Escrituras ou apenas confirmação para aquilo que desejo. - O poder da Palavra
Leitura: 2 Crônicas 17
Seleção
2 Cr 17.9Eles ensinaram em Judá, tendo consigo o Livro da Lei do Senhor; percorriam todas as cidades de Judá e ensinavam o povo.
Observação
Mudanças externas podem produzir melhorias temporárias sem transformar profundamente as pessoas. Podemos alterar estruturas, estabelecer regras e abandonar certos comportamentos, mas, sem uma mente formada pela verdade, antigos erros reaparecem com novas formas.
Josafá não se limitou a remover os lugares de idolatria. No terceiro ano de seu reinado, enviou autoridades, levitas e sacerdotes para percorrerem as cidades de Judá. Eles levavam consigo o Livro da Lei do Senhor e ensinavam o povo. A reforma precisava alcançar não apenas os altares, mas também o entendimento e o coração.
Esse ensino também não ficou restrito a Jerusalém. A Palavra foi levada às diversas cidades, aproximando a verdade de pessoas que talvez não recebessem instrução regularmente. Josafá compreendeu que a saúde espiritual da nação dependia de o povo conhecer quem Deus é e como deveria viver diante dele.
Ainda hoje, famílias e igrejas não são sustentadas apenas por boa organização, experiências marcantes ou entusiasmo. Precisamos das Escrituras ensinadas com clareza e recebidas com humildade. Não lemos a Bíblia para conquistar o favor de Deus, mas porque, pela graça, Ele nos concedeu sua Palavra para corrigir nossos enganos, alimentar nossa fé e orientar nossos passos.
Toda a Escritura conduz ao cumprimento da redenção em Cristo. Jesus é a Palavra encarnada e o centro da revelação de Deus. Ele não veio somente oferecer melhores informações, mas salvar pecadores e, por seu Espírito, gravar a verdade em nosso coração. Uma reforma duradoura nasce quando a Palavra nos leva continuamente ao arrependimento, à fé e à semelhança de Cristo.
Petição
Senhor, dá-me fome por tua Palavra. Corrige meus pensamentos, fortalece minha fé e forma em mim o caráter de Cristo.
Aplicação
Hoje separarei quinze minutos para ler 2 Crônicas 17 e anotarei uma verdade sobre Deus que deve orientar concretamente minhas decisões. - Quando esquecemos a graça
Leitura: 2 Crônicas 16
Seleção
2 Cr 16.9Porque, quanto ao Senhor, os seus olhos passam por toda a terra, para dar força àqueles cujo coração é totalmente dele. Nisto você cometeu uma loucura. Por isso, de agora em diante haverá guerras contra você.
Observação
É possível experimentarmos a ação sobrenatural de Deus em um momento da nossa história e, ainda assim, esquecer disso diante de desafios futuros. Ou seja, as experiências passadas podem tornar-se apenas boas recordações, sem produzir dependência de Deus hoje.
Quando Baasa ameaçou Judá, Asa retirou prata e ouro da Casa do Senhor e fez uma aliança com Ben-Hadade, rei da Síria. Seu plano funcionou: Baasa interrompeu a construção de Ramá. Contudo, o sucesso imediato ocultava um problema espiritual: Asa havia confiado numa aliança política em vez de buscar o Senhor.
O profeta Hanani recordou que Deus já havia livrado Asa do enorme exército dos etíopes e líbios. Se o Senhor fora fiel diante de uma ameaça maior, por que não seria agora? Asa havia recebido evidências suficientes da graça divina, mas permitiu que o medo conduzisse suas decisões.
Também podemos reconhecer a fidelidade de Deus no passado e, diante de uma nova crise, agir movidos pelo desespero. Planejar, pedir ajuda e utilizar recursos legítimos não é errado. O problema começa quando recorremos a esses meios sem oração, submissão à Palavra e confiança no Senhor. Cada nova dificuldade nos convida a recordar a graça e depender novamente de Deus.
Essa confiança encontra seu fundamento definitivo em Cristo. Na cruz, Deus realizou o maior livramento de que necessitávamos, vencendo o pecado e a morte. Se Ele não poupou seu próprio Filho, não precisamos enfrentar o presente como pessoas abandonadas. Talvez Deus não resolva a crise como desejamos, mas sua graça em Cristo garante que Ele continuará fiel.
Petição
Senhor, não permitas que o medo apague a memória da tua graça. Ensina-me a enfrentar cada nova crise confiando na fidelidade de Cristo.
Aplicação
Hoje recordarei por escrito uma situação em que Deus me sustentou e orarei sobre a crise atual antes de tomar qualquer decisão.
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Sobre Manhãs com Jesus
Palavras de encorajamento, consolo e exortação, para corações que desejam viver uma íntima relação com Jesus.
Me chamo Bruno Serafim da Luz, sou pastor da Aviva igreja cristã, na cidade de Criciúma, SC.
Casado com a Lela, pai da Malu e da Laura.
Formado em Teologia pelo Seminário Martin Bucer. Mestre em Neurociências pelo Instituto de Psicologia da USP.
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