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Na Terra dos Cacos

PÚBLICO
Na Terra dos Cacos
Último episódio

72 episódios

  • Na Terra dos Cacos

    Ouça a estreia de "Quem matou Rosalina?" A mulher ignorada 608

    29/10/2026 | 31min
    Trinta e seis segundos num elevador, uma mulher a compor o cabelo ao espelho e uma noite de chuva em Saquarema, nos arredores do Rio de Janeiro, Brasil. Rosalina Ribeiro, secretária pessoal e companheira do milionário Lúcio Tomé Feteira, falecido em 2000, saiu para jantar a 150 metros de casa e nunca mais voltou.
    Levaram-lhe a pasta com os documentos e deixaram-lhe o relógio e os brincos, porque quem a matou não queria o que ela tinha, queria o que ela sabia.
    Durante dez dias, enquanto as amigas colavam cartazes a alertar para o seu desaparecimento pelas ruas do bairro de Flamengo, o seu corpo foi apenas uma etiqueta, com o número 608, numa morgue do Rio de Janeiro.
    Neste primeiro episódio do podcast Quem Matou Rosalina?, ouvimos Rosemary Gomes, a testemunha que ouviu os tiros, a fadista Maria Alcina, amiga de Rosalina, que sonhou com o pedido de socorro, e entrevistamos o jornalista Plínio Fraga, autor da reportagem Dostoiévski em Saquarema, que reconstitui o caso e nos apresenta Duarte Lima, o homem que se adiantou à polícia com o envio de um fax que ninguém lhe pediu.
    O lançamento deste podcast narrativo coincide com o início do julgamento de Duarte Lima, no tribunal de Sintra, a 5 de Novembro. O antigo deputado do PSD foi acusado pelo homicídio de Rosalina Ribeiro, no Brasil, a 7 de Dezembro de 2009.
    Quem Matou Rosalina? é uma produção da Coimbra Coolectiva em exclusivo para o PÚBLICO, com a colaboração do Globo. A narração é de José Martins e a banda sonora é dos Belle Chase Hotel.
    A produção está disponível em português do Brasil e de Portugal. Acompanhe aqui a versão brasileira.
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  • Na Terra dos Cacos

    A nostalgia Kadhafi emerge 15 anos passados da morte do ditador líbio

    21/10/2026 | 53min
    Duas efemérides marcam o novo episódio de na Terra dos Cacos, o podcast sobre temas africanos do jornal PÚBLICO. Na primeira parte, falamos dos 15 anos da morte de Muammar Kadhafi, da tentadora nostalgia de o recuperar numa Líbia que segue dividida em duas e sem democracia possível. E na segunda, a entrevista gira em torno dos 40 anos do desastre de Mbuzi, a queda do avião que transportava o primeiro Presidente de Moçambique e a sua comitiva e que redundou na morte de 34 pessoas, incluindo Samora Machel.
    Tanto numa conversa como na outra, há uma ligação pessoal ao tema. No caso da Líbia, a conversa parte da experiência pessoal do professor Elísio Macamo que, em 1984, foi enviado como tradutor intérprete para a Líbia acompanhando militares moçambicanos que iam fazer formação a convite do Presidente líbio.
    Era para ser uma estância de três meses, mas Kadhafi chateou-se com Moçambique por ter assinado o Acordo de Nkomati com a África do Sul do apartheid e cancelou a formação, recusando-se a repatriar os moçambicanos que ficaram nove meses na Líbia sem saber o que fazer.
    Quanto a Moçambique, Óscar Monteiro, o nosso interlocutor é um quadro antigo da Frelimo, colega de liceu de Joaquim Chissano e que conheceu Samora Machel num campo de treino na Tanzânia em 1967; foi um dos negociadores da Frelimo para os Acordos de Lusaca, assinados com Portugal, um dos seis ministros do governo de transição e ministro no primeiro Governo de Moçambique após a independência.
    O episódio abre, no entanto, a falar do ex-Presidente Joseph Kabila, da República Democrática do Congo, que se juntou a uma nova aliança político-militar criada na semana passada no Leste do país, a Refundação da Nação, que inclui a Aliança Rio Congo e o grupo armado M23 apoiado pelo Ruanda.
    Condenado à morte pelo Supremo Tribunal Militar da RDC no final de Setembro do ano passado, por traição e crimes contra a humanidade, pelo seu alegado papel na insurreição armada no Leste do país, Kabila quer agora marchar com os rebeldes em direcção a Kinshasa para derrubar o homem que lhe sucedeu no cargo, Félix Tshisekedi, se calhar, a única forma de escapar à execução.
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  • Na Terra dos Cacos

    “A nova Constituição é perigosa para a Guiné-Bissau”

    07/10/2026 | 55min
    O nosso convidado desta semana do podcast Na Terra dos Cacos é o sociólogo guineense Tamilton Teixeira, a propósito do seu livro Conflito e Instabilidade Política na Guiné-Bissau: Da Concepção do Estado, Comorbidades e configurações (1980-2025), publicado pela Nimba Edições. Uma entrevista que acabou por se tornar, por dificuldades técnicas, numa interessante lição do ex-director do Centro de Estudos e da Investigação Científica da Universidade Católica da Guiné-Bissau sobre a história política guineense e o seu impacto no presente.
    Na primeira parte, a conversa entre António Rodrigues e o professor Elísio Macamo gira à volta do regresso da guerra à Etiópia, exemplo para o sociólogo moçambicano de “uma história africana perfeita”, quando tudo parece estar bem, alguma coisa corre mal.
    Neste episódio também se discute o resultado das eleições legislativas de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe, com a derrota do partido no poder, a Acção Democrática Independente, do primeiro–ministro Américo Ramos, e a vitória à tangente do MLSTP. O antigo partido único, liderado por Américo Barros, para regressar ao poder terá de acertar uma coligação com a formação política que ficou em terceiro, a coligação do Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista com o Partido de Unidade Nacional, que passou de cinco para seis deputados no Parlamento de 55 lugares.
    Subscreva o Na Terra dos Cacos na sua aplicação de podcasts — como a Apple Podcasts ou o Spotify — e não perca os novos episódios disponíveis quinzenalmente às quartas-feiras.
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  • Na Terra dos Cacos

    “Se estivesse a pregar a violência, Cabinda teria virado Iraque há muito tempo”

    23/09/2026 | 48min
    Hoje, Raul Tati é deputado da UNITA, casado, com doutoramento em Ciência Política pela Universidade Católica Portuguesa, mas houve um tempo que eram uma das figuras de mais relevo de Cabinda, o exclave angolano de onde vem a maioria do seu petróleo e onde desde a independência há uma guerra de baixa intensidade e um forte activismo em defesa da autodeterminação do povo cabindense.
    Raul Tati chegou a vigário-geral da diocese e reitor do seminário maior de filosofia Padre Luís de Gourlet. Terá sido afastado do sacerdócio por Bento XVI por razões políticas, a pedido do Governo de Angola, para calar uma Igreja que estava ao lado do povo de Cabinda no seu desejo de autodeterminação. Acusaram-no de terrorismo e de incitar à violência, nesta entrevista, a propósito do seu livro Crónicas do Cativeiro: Diário de um Padre Terrorista (Elivulu), relato de quase um ano de prisão, Tati garante que se tivesse pregado a via das armas, desde o púlpito da Igreja ou sala de aulas da universidade, Angola seria hoje mais como um Iraque.
    A conversa com Raul Tati é na segunda parte, na primeira, Elísio Macamo e António Rodrigues conversam sobre a situação na Guiné-Bissau, depois do referendo à Constituição de 30 de Agosto e a caminho das eleições de 6 de Dezembro. E também se debruçam sobre a aprovação no Congresso dos Deputados espanhol de uma lei que oferece a nacionalidade espanhola aos nascidos no Sara Ocidental antes de 29 de Setembro de 1977, mesmo sem nunca terem pisado território da actual Espanha, e aos seus descendentes directos depois do processo de naturalização do pai ou da mãe ser aprovado. E que dá aos sarauís que residem em Espanha, a possibilidade de solicitar a nacionalidade espanhola ao fim de dois anos, enquanto o regime geral prevê dez anos.
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  • Na Terra dos Cacos

    Ouça a estreia do novo podcast diário do PÚBLICO: Hoje, com Sara de Melo Rocha

    27/07/2026 | 22min
    O estreito de Ormuz tornou-se uma das principais frentes do conflito no Médio Oriente. No primeiro episódio do Hoje, olhamos para o impacto da guerra em milhares de marinheiros que ficaram retidos em navios petroleiros no Golfo Pérsico, numa crise que a ONU descreveu como sem precedentes.
    Entre eles estava Daniela Brito, uma portuguesa que trabalha em navios petroleiros há quase 20 anos e que passou vários meses encurralada em Ormuz. Ao Hoje, conta como viveu esses dias numa zona de conflito e como conseguiu sair.
    “Aviões militares que nunca paravam, os primeiros drones a aparecerem durante a noite. Esses primeiros dias em que nós vimos essas coisas deram-nos a noção de que estávamos em guerra, ou numa zona de guerra, e de que corríamos perigo real”, recorda Daniela Brito.
    Para perceber o que está em causa nesta crise é preciso olhar para a importância estratégica do estreito, para o papel do Irão e de Omã e para as consequências de uma instabilidade que afecta uma das principais rotas de transporte de energia do mundo.
    A jornalista Maria João Guimarães, que acompanha o Médio Oriente há vários anos no PÚBLICO, explica porque é que Ormuz é uma peça central nesta disputa.
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Sobre Na Terra dos Cacos
Como dizia Eduardo White, os países africanos são hoje cacos dos sonhos que partiram ontem. António Rodrigues e Elísio Macamo discutem, a cada duas semanas, como colá-los.
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