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Na Terra dos Cacos

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Na Terra dos Cacos
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  • Na Terra dos Cacos

    O crime compensa na Guiné-Bissau

    08/07/2026 | 50min
    A visita a Bissau de uma missão da organização regional da África Ocidental veio chapinhar nas águas da indiferença internacional que a situação na Guiné-Bissau tem merecido. É como se não tivesse havido uma alteração da ordem constitucional que impediu o vencedor das eleições de assumir o cargo de Presidente para o qual foi eleito pelos cidadãos guineenses.
    Mas para um chapinhar destes, se calhar, mais-valia a indiferença. Porque aquilo que a missão da CEDEAO fez em Bissau foi, ao mesmo tempo, demonstrar a sua irrelevância e a sua instrumentalização. Em vez de instituir sanções como ameaçara, a organização regional enviou a Bissau uma missão, liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Serra Leoa, Timothy Kabba que se encontrou apenas com os militares golpistas e chegou à conclusão que tudo está bem, os golpistas são fantásticos e a situação está a evoluir de forma correcta.
    A 16 de Junho, agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal de Moçambique (Sernic) entraram na casa do jornalista Estácio Valoi, em Pemba, na província de Cabo Delgado, numa diligência relacionada com as suas reportagens sobre crimes ambientais na província do extremo norte de Moçambique. Alegadamente com um mandado sem bases legais ou factuais, os agentes do SERNIC confiscaram os equipamentos do jornalista e continuam sem os devolver. A Amnistia Internacional escreveu ao Procurador-Geral da República de Moçambique, Américo Julião Letela, a pedir que o equipamento seja devolvido o quanto antes, a não ser que o SERNIC demonstre na justiça que a sua retenção é legal, necessária e proporcional.
    Na segunda parte, entrevistaremos a socióloga Sheila Khan, investigadora no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, a propósito da Segunda Escola de Verão de Estudos Africanos em Português, realização conjunta da Universidade do Minho, da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade Lusófona, que decorreu entre 29 de Junho e 3 de Julho.
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  • Na Terra dos Cacos

    A gesta histórica de Cabo Verde até onde poderá chegar

    24/06/2026 | 47min
    Neste episódio a conversa volta a girar com entusiasmo em torno do comportamento das selecções africanas no Mundial de futebol. Desde os dois empates de Cabo Verde contra colossos do futebol mundial, passando pela Costa do Marfim que quase dobrava a Alemanha, já para não falar da primeira vitória do Egipto em fases finais de Mundial e do bem que se está a comportar Marrocos.
    A seguir, conversaremos sobre a primeira Convenção Nacional do partido Anamola, de Venâncio Mondlane, que se realizou em Nampula entre sábado e segunda-feira, culminando com a eleição do ex-candidato presidencial para presidente do partido, cargo que ele já vinha desempenhando interinamente desde Agosto do ano passado, quando o Ministério da Justiça de Moçambique aceitou a criação da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo.
    Na segunda parte, a nossa entrevistada é Marta Lança, criadora do site Buala, programadora, tradutora, jornalista, investigadora, guionista e agora autora do livro Essas Pessoas na Sala de Jantar, editado pela Tigre de Papel, uma colecção de histórias relacionadas com as várias casas onde viveu em diversos pontos do mundo: Mindelo, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro, São Paulo, Faial, Ourique e vários bairros de Lisboa.
    O livro teve um primeiro lançamento na Feira do Livro de Lisboa e novo lançamento marcado para o dia 9 de Julho, às 18h, no bar Bota, no Largo de Santa Bárbara, em Lisboa, com apresentação a cargo de Vasco Santos e Margarida Ferra.
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  • Na Terra dos Cacos

    Cabo Verde pode ganhar o Mundial de Futebol?

    10/06/2026 | 52min
    Optimista como sempre, o professor Elísio Macamo está convencido que a selecção de Cabo Verde pode ir longe neste 23.º Campeonato do Mundo de Futebol que se disputa em três países, Canadá, Estados Unidos e México, e começa esta quinta-feira com o encontro entre o México e a África do Sul. Apesar do grupo complicado dos “tubarões”, com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita, Cabo Verde pode ir muito longe e se depois de Marrocos ter chegado às meias-finais no Qatar, em 2022, coubesse aos estreantes “Tubarões” ser a primeira selecção africana a chegar a uma final do Mundial?
    Na primeira parte, também conversaremos sobre a nova plataforma de reflexão estratégica sobre África e o mundo, denominada “Pensar Global”, uma iniciativa da Edicenter-Publicações, do Grupo Executive, angolano, em parceria com o CEJES, o Centro de Estudos de Ciências Jurídico-Económicas e Sociais da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, e com AIPEX-Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola.
    O orador da primeira edição já passou por este podcast, trata-se do guineense Carlos Lopes, professor na Mandela School of Public Governance, da Universidade da Cidade do Cabo, antigo secretário-geral adjunto das Nações Unidas, antigo conselheiro de Kofi Annan quando o ganês era secretário-geral da ONU e alto representante da União Africana para as relações com a União Europeia.
    Carlos Lopes vai falar de “África e o Mundo – Repensar o Presente e Redefinir o Futuro”, uma reflexão “profunda, estratégica e provocadora” sobre soberania económica, relações internacionais e oportunidades de transformação do continente, escreve o jornal económico angolano Mercado.
    Na segunda parte, o nosso entrevistado é o investigador Ruy Blanes que vem ao podcast falar sobre o 27 de Maio em Angola, do trabalho da CIVICOP, Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos, sobre a nova alegada descoberta de uma vala comum num cemitério de Luanda com 600 restos mortais de vítimas da purga que se seguiu à dita tentativa de golpe de Nito Alves a 27 de Maio de 1977.
    Blanes, antropólogo, principal investigador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia ligado a quatro instituições de ensino superior portuguesas (Iscte, Universidade Nova, Universidade de Coimbra e Universidade do Minho) está a escrever um livro sobre o 27 de Maio para publicar no próximo ano, quando se assinalam 50 anos do alegado golpe.
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  • Na Terra dos Cacos

    Quem disse que João Lourenço não continuará a ser Presidente?

    27/05/2026 | 50min
    O nosso convidado é o sociólogo David Boio, cuja empresa Ovilongwa é a responsável pela recolha de informação para o território angolano dos inquéritos do Afrobarómetro, esse retrato estatístico de África, e que nos vem falar de eleições, estado da democracia, desinteresse e de João Lourenço e ela que faz a pergunta: será mesmo que o Presidente angolano vai deixar a presidência e o poder?
    O actual chefe de Estado anunciou a sua recandidatura à liderança do partido, cuja eleição decorrerá no congresso do MPLA de 9 e 10 de Dezembro. Lourenço quer ter tudo a dizer na escolha do seu sucessor como candidato à presidência e pretende manter-se como figura tutelar do executivo no caso de o MPLA voltar a ganhar as eleições e a probabilidade de isso acontecer é muito alta.
    Antes, na primeira parte, a conversa andará à volta das eleições em Cabo Verde, a derrota do MpD ao fim de dez anos de poder, a demissão e o fim da carreira política do primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva.
    Também falaremos da livre circulação de africanos em África, havendo já alguns países que deixaram de exigir vistos de entrada nas suas fronteiras a cidadãos de países africanos: Angola, Benim, Ruanda, Gana, Seychelles, Gâmbia. O mais recente foi o Togo, na semana passada. Mas não deixa de ser uma gota de água num mar imenso de obstáculos à integração africana que está muito longe de acontecer.
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  • Na Terra dos Cacos

    Como a literatura colonial acabou a ajudar a construir um país

    13/05/2026 | 39min
    Em 2002, o livro foi recebido “entre a indiferença e frieza”. Um trabalho que talvez tenha surgido adiantado para o seu tempo: nem ao Portugal que entrava no novo milénio lhe interessava a literatura colonial portuguesa, nem o Moçambique que se reconstruía depois da guerra civil se sentia com vontade de assumir como seu o passado do país durante a ocupação colonial. A reedição agora pela Caminho dá-lhe oportunidade para um segundo fôlego.
    As investigações e a reflexão sobre o colonialismo português, quer no espaço público quer no espaço académico, generalizaram-se a ponto de diminuir a carga de susceptibilidade que o seu tema envolve. E o distanciamento temporal poderá assegurar que Império, Mito e Utopia: Moçambique como Invenção Literária, a tese de doutoramento em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa do investigador moçambicano Francisco Noa, seja vista por aquilo que é: uma investigação sólida, assente em bases teóricas extensas e muito bem escrita.
    Francisco Noa é o nosso entrevistado, na segunda parte neste novo episódio de Na Terra dos Cacos, o podcast do PÚBLICO sobre temas africanos. Na primeira parte, António Rodrigues e Elísio Macamo conversam sobre a situação no Mali e o professor da Universidade de Basileia até se permite um exercício de schadenfreude, pois os ataques em larga escala dos rebeldes tuaregues e dos jihadistas ligados à Al-Qaeda vieram demonstrar a incapacidade dos militares golpistas para resolver os problemas do Sahel e a fatuidade da ajuda militar russa.
    Também há espaço para conversar sobre as eleições legislativas em Cabo Verde que se disputam no domingo, 17 de Maio, tendo mais uma vez o MpD, no poder desde 2016, e o PAICV, o antigo partido único, como os principais actores de uma eleição com cinco partidos a disputar os 72 lugares no Parlamento.
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Sobre Na Terra dos Cacos
Como dizia Eduardo White, os países africanos são hoje cacos dos sonhos que partiram ontem. António Rodrigues e Elísio Macamo discutem, a cada duas semanas, como colá-los.
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